28
Sep
2006
A volta ao lar
Escrito por Adriana Miller

A pesar do medo de voltar a vida “normal”, foi muito bom voltar pra casa… meu quarto, minha cama, meu banheiro. Chega de tralhas perdidas em necessaires, e roupas amassadas na mala.
Um cheiro de “estou em casa” e que a vida volta(ra) ao normal…

O grande choque da volta foi voltar a trabalhar. Eu mal tinha comecado a trabalhar no Barclays e jah sai de ferias. Hoje esta sendo como se fosse meu primeiro dia, tudo de novo. Nem sequer lembrava a senha do meu computador. Mas isso eh soh na minha cabeca… Pra minha chefa, jah estava mais doque na hora de voltar mesmo e minha lista de cosas a fazer eh de dar medo!
 

Todas as fotos já foram postadas:

Toronto: http://public.fotki.com/Adrisn/canada/toronto/

Brasil: http://public.fotki.com/Adrisn/brasil/rio_de_janeiro_2006/

Denver: http://public.fotki.com/Adrisn/eua/colorado/denver-3/

 

 

Postado em: Dia a dia Trabalho
3
26
Sep
2006
Acabou-se oque era doce
Escrito por Adriana Miller

Segunda e terca foram meus dias finas de ferias. So queria saber de nao fazer nada, dei umas saidinhas durante o dia pra tirar o mofo, mas nada espetacular.

Na segunda a noite, fizemos uma festinha de despedida na casa do Aaron, com um jantar feito por mim mesma e muito elogiado! O menu escolhido (pelo Aaron) foi estrogonoff, que ele nunca tinha comido e acha a coisa mais maravilhosa e exotica do mundo. Hahahahahahah.


Os convidados escolhidos foram alguns amigos dele que em breve se juntarao a nós na Z’oropa: a Poly e o Joe (casal do primeiro casamento no inicio de setembro), que vao passar uma temporada na Espanha e estao empolgadissimos e queriam todas as dicas possiveis; e o Rich que eh o melhor amigo desde jardim de infancia do Aaron e que esta se preparando pra uma longa viagem pela America do Sul e depois vai encontrar com a gente em Londres, Frankfurt e Espanha.
Muitas expectativas, dicas e planos para o futuro proximo.

Terca a noite embarquei pra Londres. Sem grandes complicacoes, os avioes da British Airways sao maravilhosos, tomei dois Dramins e dormi como um anjinho…
 

Postado em: Colorado USA Viagens
1
25
Sep
2006
Mais uma vez, Denver
Escrito por Adriana Miller

Na primeira vez que vim pra ca, cheguei com varios receios, nao sabia oque esperar da cidade, das pessoas e do proprio Aaron, estando em seu habitat natural.
De cara, vi que nao era nenhum bicho de sete cabecas e adorei a cidade, as pessoas, e afins.

Agora, a sensacao que eu tenho eh que estive aqui tantas vezes (bem, na verdade soh tres…), que jah me sinto em casa! Entro e saio, vou onde quero, e falo com todo mundo como se fossem meus amigos intimos. Mas acho que isso eh bom.

Minha quinta feira foi tratamento de descanso intensivo. O Aaron foi trabalhar e eu nao sai do sofa o dia todo, imendando um chochilo com o outro. Comecei a assistir varios programas que nao terminei, e o dia passou rapidinho.
A noite tive uma experiencia inedita! Meu primeiro jogo de Baseball! Nao que eu seja fa do esporte, e o Aaron muito menos, mas queriamos fazer alguma coisa diferente, e tipicamente americana. Como o estadio eh pertinho da casa dele, resolvemos ir pra lah soh pra dar uma olhadinha.

Ele ia me explicando as regras do jogo, que sao muito mais faceis doque que imaginava, mas que joguinho chato!!! Mal chega a ser um esporte… os jogadores sao todos meio gordinhos, e o jogo eh todo meio estatico, ninguem faz nada, nao tem emocao. Mas foi legal pela experiencia. Ficamos sentados na arquibancada, conversando, contando as historias da viagem pro Brasil, Canada etc.

Na sexta fomos para Boulder, uma cidade que fica ao norte do estado do Colorado, pra festa de casamento de outros dois amigos do Aaron, o Brian e a Sasha.
Fizemos um rehersal dinner (jantar de ensaio) alternativo, e depois fomos encontrar com o resto do pessoal num bar.


Explicacao: Nos EUA, eh muito comum que na vespera do casamento os noivos e suas familias fazem um “jantar de ensaio” para os amigos intimos e para as pessoas que vao particiar do casamento (padrinhos, daminhas, etc..). Originalmente tinhamos sido convidados pro jantar original dos noivos, mas como varios amigos do Brian e do Aaron estavam vindo de outros estados (eles estudaram juntos na universidade, em NY) pro casamento e nao tinham sido formalmente convidados pro jantar de ensaio, o Aaron acabou sendo o organizador de um jantar paralelo, para os convidados que vinham de longe. E depois todo mundo se juntou num bar no centro de Boulder (Pearl Street mall).

Boulder eh uma cidade bonitinha, literalmente na beira da montanha e sede da Universidade do Colorado, entao eh cheia de barzinhos, restaurantes e clubs legais. Nao deu pra aproveitar tanto assim a cidade pq o tempo virou completamente, com muita chuva e frio.
No sabado soh saimos do hotel pra almocar e depois pra ir direto pro casamento.

Na hora “h” parou de chover, oque foi uma sorte, pq o casamento foi totalmente a ceu aberto, no gramado de um parque da cidade (onde os noivos, ambos naturebas e tree huggers – “abracadores de arvores”) se conheceram. A cerimonia foi linda e simples, e rapida! Dava pra ver de longe que a noiva estava tremendo de frio!
O resto da festa tb foi divertido, e num lugar fechado! Comemos, bebemos e dancamos.

No domingo voltamos pra Denver, e foi um dia beeeem tranquilo, com cara de domingo mesmo.
Quando chegamos, ele e um amigo ficaram assistindo um jogo de futebol (americano) e eu dormi, e de tarde fomos bater perna num shopping e no cinema.
Como eh bom nao fazer nada de vez em quando…

Postado em: Colorado USA Viagens
0
20
Sep
2006
A volta ao mundo em dois dias
Escrito por Adriana Miller

Minha viagem de volta foi a mais cata-corno possivel.
Rio – Sao Paulo (trocando de aeroporto de novo) – Caracas, Venezuela – Toronto, Canada – Denver
Fiquei com tanto medo de alguma coisa dar errado de novo (o voo atrasar e acabar perdendo as outras conexoes), e cheguei em Sao paulo muito cedo, e levei cha de cadeira.
A viagem pra Venezuela foi tranquila, dormi o tempo todo, e ainda tivemos o bonus e uma parada em Manaus, que na verdade nao foi nada demais, nem sai do aviao, mas foi lindo pousar no meio da Amazonia e ver aquele mundo de verde por todos os lados… Chegou a dar arrapio, soh de pensar de quanta vida tem naquele lugar…
Mais um cochilo e umas horas depois pousamos em Caracas.
Na saida do aviao, uma funcionaria do aeroporto estava esperando os passageiros da conexao da Air Canada: eu, um casal de brasileiros e um grupo de 10 chineses. Beleza, se nao fosse o pequeno detalhe de que a tal menina nao falava uma palavra de Ingles, e no grupo de chineses, soh um cara falava um inglesinho que nem a cara dele.
Falta de comunicacao total… A Venezuelana tentando dar instrucoes em espanhol, bem devagarzinho, e os chineses sem entender nada, e repetingo “Beijin. Beijin” freneticamente.
Como eu tb nao estava entendendo nada, perguntei diretamente oque tinhamos que fazer, e acabei virando assistente/tradutora da moca: Espanhol/ingles, espanhol/portugues. E derepente me vejo eu, andando pelo aeroporto de Caracas, sendo seguida por uma fila de marmanjos chineses. Pra onde eu me virava, la vinham eles “miss, miss, Ok? Ok?”, me levantei pra ir no banheiro “miss, miss, Ok? Ok?”.
Depois veio um carinha da seguranca fazer umas entrevistas e devolver os passaportes (e eu la de tradutora), jah que nenhum de nos tinhamos tomado vacina de febre amarela, nao podiamos nem sair da area de seguranca do aeroporto (e o aviao foi detetizado com a gente lah dentro!).

Mas o melhor da noite foi quando o seguranca do aeroporto queria levar os chinas pra fazer reconhecimento das bagagens pra despachar pra conexao, mas eles soh queriam ir se eu fosse. Ok, eu tava me divertindo mesmo. Vesti um coletinho amarelo fluorescente da seguranca do aeroporto e desci la pro porao, ajudar no reconhecimento das malas (e de quebra vi que pelo menos a minha ainda estava lah!).

Depois de algumas horas embarcamos pro Canada. O voo foi relativamente rapido (5 horas) e nem deu pra dormir direito.
Dessa vez passar pela imigracao no Canada nao foi nada facil, pq ninguem se conformava com o fato de que eu estava la via Brasil e Venezuela e ainda por cima ia pros EUA. “Porque vc nao pegou um voo direto?” Me perguntaram… Soh podia ser brincadeira… Quem me dera querido…
Ate ai beleza. Veio um guardinha e “me acompanhe”, e me levou pra ser interrogada numa salinha… Inguli a seco… Oque eu fiz de errado?!? Eles acharam estranho eu estar indo pros EUA via Brazil, Venezuela e Canada, alegando morar na Inglaterra, e resolveram passar minha mala pelo raio X, e viram que eu tinha “seringas” na minha mala. E tinha mesmo, mas na verdade era uma seringa de plastico, com gel de clareamento dentario, que minha dentista me deu, mas me acharam logo com pinta de traficante. Hahahahahahaah!
Misterio resolvido, segui meu caminho rumo ao centro de Toronto.
Eu tinha 10 horas pra matar, e ainda eram 7 da matina.
Cheguei no centro, e logico nao tinha nada aberto, nada pra fazer! Nem sequer estava claro ainda! Um frio cao!!!
Mas como estava me achando a que conhece Toronto como a palma da minha mao, sai andando e fui pro Shopping Eaton Center, que ja estava aberto, pq tem um estacao de metro lah dentro. Sentei, abri meu livro, e ali permaneci por 4 horas. Quando as lojas abriram, dei umas voltinhas, comprei um casaco (o frio tava de matar! E as lojas estavam em promocao! hahahaha), almocei e voltei pro aeroporto.

No voo pra Denver sentei do lado de um canadense chato e tagarela (pra falar a verdade eu detesto essas pessoas que ficam puxando papo no aviao…), e quando finalmente cheguei em Denver e vi o Aaron nem deu pra acreditar! Um oasis no deserto. Estava tao cansada, que chegava a estar de mau humor! Imunda, faminta e cansada. Aaaaahhh!!!

Postado em: Brasil Canada Perrengues USA Viagens
1
18
Sep
2006
Na reta final
Escrito por Adriana Miller

A medida que os dias foram passando, fui me dando conta que nao ia dar tempo de fazer tudo que eu queria, de ver todo mundo que eu queria ver, etc. Mas pelo menos estava satisfeita que tinha resolvido o pesadelo da passagem de volta, e minha querida Varig me botou numa viagem de 48 horas rumo a Denver: Rio – Sao Paulo – Caracas, Venezuela – Toronto, Canada – Denver, EUA. Mas como cavalo dado nao se olha os dentes, nem pude reclamar. Ainda tinha a esperanca de que quem sabe nao ia dar tempo de passear por Caracas?!

Mas ainda no Rio, domigo foi dia de churrascao do Bicalho, com caipirinha e funk podreira! Nao sei qual eh a magica que o Bernador faz, mas os churrascos dele sao sempre os melhores… Nao sei se eh a carne, a churrasqueira ou o churrasqueiro, ou o simples fato de que nao como uma bela carne a muito tempo. Me entupi de picanha!!! Ja estava quase sentindo minhas arterias se entupindo…




Foi bom pra rever todo mundo, e todos juntos, e de quebra aproveitar pra me despedir, com promessas de um volta muito em breve…

A segunda feira, meu ultimo dia no Brasil foi aquela correria, tendo que resolver tudo que fiu deixando pra ultima hora, comprando as ultimas coisitas, me despedindo das ultimas pessoas.
E respirando fundo.

Quebrei o mito do “voltar pra casa”. Fui pro Brasil com dois medos: um seria adorar tudo, e nem querer mais voltar pra Londres. Eu sabia que esse nao seria meu caso, estou em Londres muito bem, obrigada; mas sempre tem aquelas historias de que fulaninho foi pro brasil e morreu de saudades, depois nunca mais conseguiu se adptar, etc. Continuo achando o Brasil um lugar maravilhoso e encantador, mas tb nao acho que nao esta com essa bola toda nao. Tem muita coisa boa, mas tambem tem muita coisa ruim, e meu balanco final ainda esta na desvantagem.
E o outro era, o total oposto, chegar no Brasil e detestar tudo, tudo dar errado, e ver que a coisa esta tao feia por lah, que nem as muitas coisas boas compensam. Eu achava que se isso acontecesse eu ia ficar com uma sensacao de desespero de “nao tenho pra onde voltar”. Um dos “confortos” de morar fora eh saber que na verdade vc pode voltar a qualquer minuto. Teoricamente, nada me prende aqui, e se um dia resolver que nao gosto mais de Londres, faco a mala e volto pro Brasil. Mas na verdade tinha medo que chegar lah e ver que nao, que a coisa tah tao braba que nao existe mais essa possibilidade. E ai, ia fazer oque da vida? E se as coisas comecarem a desandar? Pra onde vou?

Gracas a deus, nao aconteceu nem um nem outro.
A Cidade Maravilhosa continua muito boa, mas tb continua com outras coisas nem tao boas assim. Nao fiquei com vontade de voltar, mas em compensacao nao me deu o alivio de saber que ainda tenho um refugio seguro.

Balanco final, muito bom!
Muitas boas memorias, boas fotos, boas historias pra contar. E sem falar nos varios kilos alojados na minha cinturinha, gracas a overdose de pao de queijo, goiabada, Bis de chocolate branco e picanha!

 

Postado em: Amigos Brasil Viagens
0
17
Sep
2006
E chega o finde! Onda de calor e sabado de sol
Escrito por Adriana Miller

Com a chegada do fim de semana as coisas comecarm a se agitar de novo.
Na quinta feira teve festa na casa nova da Fabiola, com direito a dancinhas Michael Jackson e tudo mais! Mas fofocas, mais novidades, mais gargalhadas. Falamos de planos pro futuro (Carol em Londres, Lauren na Suecia) e relembramos muitas historias (viagens pra Buzios, fazenda do Vini, UERJ).

Na sexta feira o dia foi insuportavelmente quente! Uma onda de calor pre-temporal, com maximas de 35 graus na sombra. Almocei com o pessoal do Bennett mas passei mal de calor, nao conseguia fazer nada, e morguei o dia todo.
Mas a noite teve festinha familiar, pre rever todos os primos e botar as novidades em dia.

No sabado finalmente resolvi ir a praia!
Confesso que nao sou muito fa, e pra falar a verdade eh umas das coisas que eu menos sinto falta. Mas no Rio, faca como os Cariocas!


O tempo estava meio esquisito, um vento frio e um sol que nao firmava, e o resultado foi uma baita de uma queimadura de sol!!
Umas voltinhas por Ipanema e almoco no Gula Gula.

Postado em: Brasil Viagens
0
13
Sep
2006
Welcome to the jungle!
Escrito por Adriana Miller

Na semana seguinte tinha muitos compromissos! Dentistas, medicos, cabeleireiro, passeios sem ter fim.

Na terca feira, tirei o pe da lama e passei o dia todo no salao, literalmente! Peh, mao, corta, pinta, estica, e o diabo a quatro. Tudo que eu tinha direito! Ate arrisquei a tal da escova progressiva, mas jesus amado, ninguem merece ficar 3 dias sem lavar o cabelo!! (ainda mais nessa calor do Rio de Janeiro!). Mas gostei do resultado.

Alem de todos os passeios, jah que eh pra ser turista, pelo menos quero fazer direito: pao de acucar, corcovado, praia, e muitas fotos!

Oque eu achei engracado, foi a minha propria reacao de andar pra cima e pra baixo pela cidade. Passei anos defendendo o Rio e o Brasil com unhas e dentes, mas quando cheguei la, entrei numa paranoia horrivel, de perseguicao, que todo mundo ia perceber minha aura gringa e tentar me passar a perna. Andava na rua olhando pra todos os lados, achando que seria assaltada a qualquer momento. So andava na rua toda mulambenta, deixava os cartoes e documentos em casa, escondi o iPod a sete chaves e minha camera soh saia na rua se eu fosse andar de carro, e mesmo assim sempre tinah aquela impressao de que a qualquer momento alguem vai bater na janela e gritar “passa a bolsa”.
Uma sensacao de impotencia e medo 24hrs por dia horrivel. Acho que quando vc mora aqui, e tem que conviver com isso todo dia, o dia todo, as coisas passam a ser mais normais, vc meio que se acostuma com essa situacao e deixa pra la. Chega a ser conformismo “nao vou comprar o celular tal pq sei que vai ser roubado mesmo”. E isso eh o cumulo, mas jah faz parte. E definitivamento nao estou mais acostumada com isso. Senti muita falta da liberdade de ir e vir que tenho em Londres.
Claro que isso nao me impediu de fazer nada, mas eu sei que enchi muito o saco da minha irma, coitada.

Postado em: Brasil Viagens
0
10
Sep
2006
A patria que me pariu
Escrito por Adriana Miller

Acordar no meu quarto foi estranho, mas muito bom. Ao contrario doque eu imaginava, tudo parecia estar igualzinho, como seu nunca tivesse saido de lah, oque foi uma sensacao muito boa. Minha casa ainda eh minha casa.

7 de setembro, feriado prolongado, e dia de curtir a familia. Eu sabia que nao ia ter muito tempo pra ficar no Rio mesmo, e queria dar aos meus pai e avos todo o privilegio de minha compania…

Café da manha reforcado, como soh os Nascimento sabem fazer. Muita conversa, mais abracos e beijos. Seguidos por almoco na casa da vovo. Jah vi que essa comilanca toda nao acabara bem, mas faz parte.
No fim do dia, mais familia, com vista a outra tia, e claro, mais comilanca.

Na sexta feira, jah mais ambientada tive varias programacoes! Passei o dia todo batendo perna pela cidade com a Monica, fiz alumas comprinhas e fiquei escandalizada com os precos das coisas no Brasil!! Eu achei que ia chegar a rainha da cocada preta, esbanjando nas lojas e renovando o guarda roupa, mas mesmo com o cambio me favorecendo, nao acreditei nos precos das roupas, sapatos e afins… meu Deus! O Brasil esta sem nocao! Hahahahahahaha! Perdi um pouco a linha, afinal nao sou de ferro, mas mesmo assim estava inconformada! Como o custo de vida aqui pode ser tao alto?!?! Acho que nao eh a toa o tanto de “crediario”, “prestaocoes”, “pagamento parcelado” e “cheque pre” rolando por ai… Como eh que alguem consegue comprar alguma coisa?!?!

De noite teve festinha Meninas UERJ!!
Que saudade dessas meninas! Algumas jah vieram me visitar (Dani e Debora), e mantive mais contato com umas doque com outras, mas rever todas juntas foi muito bom!!! Mas uma vez foi bom ver que apesar de tudo diferente, tudo continua igual…

Nos encontramos na Barra, fizemos as comprinhas da nossa festinha, e fomos pro Chateau dos Marques, vulgo casa da Melissa, que sempre abriga todo mundo.
Rimos como nos bons tempos. Fofocamos como nos bons tempos. Bobeiras e palhacadas como nos bons tempos. As novidades de cada uma, quem trocou de emprego, quem trocou de namorado, quem tem novidades ou quem esta na mesma. Bom demais! Tagarelamos ate as 3 da manha.

No sabado, o café da manha foi uma extencao na noite anterior, com uma esticadinha no Barrashopping pra ver as modas, e a tarde toda no colo da mamae.

De noite fomos pra night! Aquela coisa bem Rio da Janeiro: Boate da moda, maquiagem e salto alto. Nunca tinha ido na Melt, no leblon e achei o lugar bem legalzinho (mas fiquei abismada com os precos mais uma vez! Sair no Rio eh mais caro que sair em Londres, mesmo com a diferenca de cambio!). Apesar da selecao musical de gosto duvidoso (um clima meio fim de festa de 15 anos / festa de casamento. Uns remixes anos 70 com direito a YMCA, Dancing Queen, What a Feeling, e assim por diante), pelo menos entramos no espirito de que quem danca seus males espanta!


No fim da noite o episodio mais comedia de todos! Quando fui pagar a conta com cartao, me dei conta que nao tinha dinheiro suficiente pro taxi e nao estava afim de me desbravar sozinha pelo Leblon cacando um caixa eletronico, entao perguntei pro cara da caixa se eu podia pagar X Reais a mais na minha conta e ele me dava o dinheiro em especie (pq na Inglaterra isso eh comum), e passei o cartao pra ele.
Quanto o cara viu que meu cartao nao era brasileiro, me olhou com uma cara muito engracada ” Hum… Cartao estrangeiro… ‘Miss Silva do Nascimento… que chique… Miss Brasil… Mas quem eh ‘Silva’ nao eh ‘Miss’ neh moca!” HAHAHAHAHAHHAHAH! Cai na gargalhada!!! Essa agora eh minha frase preferida! Quem eh Silva nao eh Miss!!!! HAHAHHAHAHA

Postado em: Brasil Viagens
2
06
Sep
2006
Choque Cultural
Escrito por Adriana Miller

Chegar no Brasil foi mais dificil doque esperava.

Sempre é fácil se acostumar com as coisasboas dos lugares, e sempre é dificil se acostumar com as coisas ruins.

Por exemplo, viajar é sempre bom. Mesmo como as coisas nao estão uma perfeiçao, mesmo assim é bom. Mas quando vc chega num aeroporto sem informaçoes, onde todo mundo esta de cara amarrada e ninguem te ajuda, as coisas nao sao tão boas assim.

Então lá cheguei eu, feliz e contente em Sao Paulo. Tinha que trocar de aeroporto. Fui informada pela Varig que seria facil e tranquilo. Só que depois de rodar meio Guarulhos pra achar um balcão de informaçoes, descobri que o onibus da Varig foi cancelado. Ok. Lá fui eu arrastando minha mala, peguei um outro onibus e parti pra Congonhas.

Como o voo saiu do Canada com 4 horas de atraso, perdi o voo de conexao pro Rio. Com a maior calma (afinal nao tinha sido minha culpa) lá fui eu bunitinha pra fila da Ponte aerea. Uma gritaria, gente furando fila, falta de respeito e organizaçao. Quando finalmente chegou minha vez, um simpatico funcionario me informa em alto e bom somque se eu perdi meu voo a culpa era minha e que eu deveria ir reclamarcom a Air Canada. MEU SENHOR VC ESTA BRINCANDO, SÓ PODE SER!!!! Ai entrei no clima, e fiz escandalo tb!! Afinal a Air Canada me fez um favor e me deixou voar no aviao deles, e sabe-se lá se a Varig vai resarcir alguma coisa.

Mas enfim, fui irecionada pra fila de espera. Mas, contudo, porém, eram 3 da tarde de uma vespera de feriado prolongado (7 de setembro) e TODOS os voo da Ponte estavam LOTADOS! Eu até poderia entrar na fila (já cheguei sendo numero 36), mas nada garantia que a conseguir uma vaga.

Ok. Outra fila. Estava lá eu quietinha esperando minha vez, e era um tal de gritar com as atendentes, gente furando fila, uma bixaria. É incril como Brasileiro sempre se acha melhor que o outro, que tem mais direitos que os outros, e como NUNCA respeitam as outras pessoas. Fiquei na minha, perplexa. Me sentindo a propria Inglesa. Na minha frente, um senhor, com cara de apavorado, segurando seu passaporte Americano. Puxei um papo e vi que ele estava tao chocado quanto eu. Ai era questao de honra.  Peguei meu passaporte, o dele, “dá licença digo eu minha senhora! Eu tava aqui primeiro” uma cotovelada aqui, outra ali, e consegui colocar nossos nomes na lista.

No primeiro voo nao entrou ninguem. No segundo só 3 pessoas, e finalmente no voo das 5 horas me chamaram. Depois de 2 horas em pé plantada na fila da Varig, consegui embarcar pro Rio.

Cheguei no Santos Dumond e foi aquela emoçao! A paisagem, o centro da cidade iluminado. Papai, mamãe e irmazinha me esperando no paredao de vidro.

Choradeira! Abraços e beijos! Uma delicia!

Pra fechar a noite, distribuiçao de presentes e jantar na casa da vovó (isso sim é comida boa).

E o alivio de saber que tudocontinua igual (seja isso bom ou ruim)

 

Postado em: Brasil Viagens
1
05
Sep
2006
Toronto, Canada
Escrito por Adriana Miller

A viagem foi rapida (acho que sao só 3 horas de Denver a Toronto), mas cheguei lá já estava tarde e tudo estava fechado no aeroporto. Queria pedir informacoes da cidade, deixar minha mala num guarda volumes, descobrir um onibus ou metro pro centro, etc. Mas realmente nao deu. Eu estava cansada, a mala um peso horrivel, e fiquei completamente perdida naquele aeroporto enorme. Me enfiei num taxi e fui direto pra casa de um amigo de uma amiga, que caridosamente deixou eu ficar na casa dele mesmo sem ele estar lá, e de quebra aindadeixou um jantarzinho pra mim.

Dormi bem, mas meio de sobresalto. Nao tinha despertador, e fiquei com medo de dormir demais edisperdiçar meu dia de passeio no Canada.

Eu já sabia mais ou menos oque queria ver e fazer em Toronto, entao acordei cedo e fui desbravar a cidade.

Comecei pela Little Italy que era onde estava localizada, e fiquei chocada como tem Portugues em Toronto. Eu já sabia disso, inclusive tenho amigos em Portugal que na verdade sao canadenses, mas como nunca tinha ido lá, nao sabia que era tanto; tem até nome de rua em Portugues lá. Fui andando pela Little Italya até chegar no Kesington Market que eu já tinha ouvido falar que era super legal, cheio de lojinhas bonitinhas, comidas organicas e coisas e pessoaspra ver. mas acabei nao vendo quase nada, pq sai de casa tao cedo, que quando cheguei lá a grande maioria das coisas ainda estavam fechadas…

Mas tudo bem. De lá fui andando, andando até China Town que tb achei super legal, e principalmente enorme!!! Uma avenida que te dá a impressao que cruza a cidade toda!

Eu achei a localizaçao facil. Sabia mais ou menos pra onde tinha que ir. De vez em quando tentava um caminho novo, entrava numa rua diferente, mas se achasse que estava perdida, era sóolhar pro ceu e procurar a CN Tower, o simbolo de Toronto, e já sabia que onde ir.

Fui andando a China Town quase toda, depois arrisquei umas ruas aleatorias no centro, e fiquei impressionada com a publicidade Canadense, e como a grande maioria das lojas tem vitrines e paines interarivos, 3D ou seja lá oque for, mas que funciona, pq chega muito a atençao.

Caminhei a University Avenue até o final, passando por todos os prediosda moderna faculdade de medicina da Universidade de Toronto, até chegar no Queens Park que é um parque lindo, que tem um edificio historico qualquer que eu nao consegui descobrir oque era. Tenho uma forte desconfiança que era um museu…

Continuei andando, andando até chegar na Yonge Street, que é a principal rua comercial de Toronto, praticamente um shopping a ceu aberto, e segundo o guia turistico é tambem a maior urado mundo (a mais comprida) e cruza quase o Canada inteiro. Nessa rua tb fica o Eaton Center, que é um shopping estiloso e moderninho, com varias lojas legais e um teto todo de vidro.

De lá fui seguindo, sempre andando. Fui andando pelo centro da cidade, oque eu suspeito que era o centro financeiro, pq tinha uma sedede bando após a outra, e arranha ceu atras de arranha ceu.

Fiquei impressionada com a modernidade da cidade. Tambem segundo o guia turistico, Toronto é a sede da 3a maior industria cinematografica do mundo (após Holywood e Nova Iorque), pq muitos dos filmes ameicanos que se passam em cidades grandes, foram na verdade filmados em Toronto, pq é muito mais facil de conseguir autorizaçao da prefeitura e como o Dolar Canadene é desvalorizado em relaçao ao Dolar Americano, as produçoes tb acabam ficando mais baratas. Portanto quase todos os filmes que se pasam em cidades grandes como Chicago, NY, Philadelphia, etc sao na verdade filmados no centro de Toronto.

E finalmente cheguei na CN Tower, o simbolo da cidade. A torre é uma antena de telecomunicaçao, mas lá em cima tem um observatorio 360o, restaurantes, lojinhas, etc, essas coisas que turista adora. O Observatorio tem 2 andares. Um que da uma volta 360o, entao dá pra er literalmente a cidade toda, e um outro andar em baixo que tem um chao de vidro, entao da pra ver o chao, lá em baixo, zilhoes de metros abaixo dos pés. Eu obviamente nao tive coragem de cegar nem perto. Bem que eu queria, só pra tirar uma foto,mas nao adianta, o negocio é horrivel e dá um nervoso mortal.

Depois de uma rapida pausa pra almoço, resolvi andar em direçao ao Pier e fazer um passeio de barco no Lago Ontario. Tava frio, um ventinho chato, mas eu só pnsavano visual panoramico que esse barco nao ia ter. Mas que decepçao. Um barquinho meia tigela, com todas as janelas fechadas, e recheado de casaizinhos da 3a idade. Mas como o barco era Hop off hop on (vc pode entrar e sar quantas vezes quiser), eu resolvi que ia saltarem uma das ilhas do Lago, e iria encontrar uma boa vista panoramica da cidade a qualquer custo. Sai andando.

Tentei entrar pelo Iate clube, mas estava tudo fechado e só podiam entrar socios. Continuei andando,me meti no meio do mato, andei mais um pouco, até que dei de cara com um praia deserta, todinha pra mim! E de quebra ainda tinha uma mesa de picnic com a vista privilegia da Baia de Toronto. Botei a maquina no automatico, apoiei na mesa e fiz minha propria seçao de fotos!! hahahaahahah! As fotos ficaram otimas! Pena que o tem estav tao feinho… um ceu azul seria a gloria.

Depois do passeio de barco voltei tudo de novo, mas já estava pedindo arrego. Meus pes nao aguentavam mais e peguei um onibus pra voltar pra casa (já estava conseguindo me localizar bem pela cidade).

Eu queria chegar cedo no aeroporto, pq ainda ia ter que resolver uns pepinos da Varig e da Air Canada. Tirei um cochilo Power nap, tomei um banho e fui pro aeroporto mega cedo, umas 4 horas antes do meu voo.

O aeroporto estava uma confusao sem fim. Estava acontecendo alguma coisa no norte do Canada que todos osvoos nternos estavam sendo concelados. As filas davam voltas e mais voltas e mais voltas. Fique lá na fila, esperando quietinha. A fila nao andava e  tempo nao passava. Até que veio passando um Indianinho baixinho, dando informacoes e tal. Fui tentar falar com ele, pq na verdade eu só tinha que despachar minha mala, pq já estava com tudo certo. Quando ele viu minha passagem pra Sao Paulo, o indianinho abriu um sorriso e começou  matracar em Portugues. Ele é de Goa, na India, ex-colonia Portuguesae fala portugues fluentemente, adora portugueses e brasileiros e virou meu melhor amigo! Me tirou da fila na hora (es estava láno final!!) e me levou diretopro balcao de check in, e de quebra nao cobraram excesso de bagagem!! hahahahaahahah!

Deu tudo certo, mas ainda tinha que ficar bundiando no aeroporto por mais 3 horas, que no final viraram 7,pq meu voo atrasaou 4 horas, sem explicao. Eu estava TÃO cansada, que dava vontade de chorar. Deitei no chao e dormi ali mesmo. Um frio desgraçado e o tempo nao passava!! Quando finalmente embarcamos, dormi como um anjinho…

Mais fotos de Toronto AQUI

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