29
May
2009
Fabricia Soares
Escrito por Adriana Miller

Essa semana esta super movimentada, cheia de visitas especiais!
Comecou bem, com um jantarzinho com Mamma-Salla na terca feira, e encerra com a chegada da minha mae e irma amanha!!!! (Tenho que fazer faxina pra nao assustar as duas amanha!)

Mas na quarta feira recebemos um visita mais que especial! A Fabricia e o Alexandre!
Eu jah falei muitas, muitas vezes do trabalho deles aqui, e jah postei um zilhao de fotos que eles tiraram no meu casamento, mas alem de otimos fotografos e ultra profissionais, os dois sao uns fofos e a Fabricia, de cara, passou de “fornecedora de casamento” a uma super amiga!

Entao quando ela marcou pasagem pra vir pra Europa e incluiu no roteiro Londres, eh logico que me empolguei na hora!
Meses passaram e ateh ela me deu bronca porque ainda nao tinha escolhido as fotos do album!
Entao ela nao soh veio me visitar, mas ainda fez entraga do album a domicilio!
Coitado do Alexandre…. teve que passar o dia todo passeando por Londres carregando aquele trambolho nas costas…





Fabricia em acao!

Nos encontramos depois do trabalho e fomos num pub tipicamente Ingles na beira do Rio.
Falamos sobre tudo! Sobre viagens, sobre casamento, sobre fotografia e camaras e lentes (maior parte da noite), sobre blog e pessoas sem nocao, e ateh papo sobre games rolou! hahahahhahahaha
Foi uma delicia, e a noite soh acabou quando o garcom trouxe a conta e encarecidamente pediu que nos retirassemos do recinto!

E jah que estou falando dela, nao posso deixar de mencionar que a Fabricia foi a entrevistada destaque da revista Photos desse mes, que eh a revista Brasileira lider do mercado fotografico!
Na entrevista ela conta um pouco de sua historia com a fotografia e como acabou caindo nos mundo dos casamentos, e sua paixao por essa arte. E de quebra, ainda tive a honra de ter uma foto minha estampada na revista, como um exemplo de sua “arte”.



Ha quase dois anos atras, quando comecei a planejar o casamento e procurar fotografo, eu mencionei varias vezes aqui o quanto um bom fotografo era importante pra mim, e pesquisei MUITO, afinal sou muito exigente com minhas fotos! Mas mal sabia eu que faria uma escolha tao acertada!
Nao eh a toa que hoje em dia ela eh uma das fotografas de casamento masi disputadas do Rio de Janeiro, e “ganhou” varias de minhas amigas como noivas!

Postado em: Amigos Casamento Midia
6
29
May
2009
Sera que agora vai?
Escrito por Adriana Miller

O verao Ingles eh sempre bem timido… nunca se sabe se ele vai mesmo aparecer ou nao… todo ano eh uma nova surpresa! Eu jah tive alguns anos bem quentes e abafados, mas os dois ultimos foram vergonhosos… Ano passo o verao chegou, passou e foi embora e nem percebemos… sem mudancas no humor ou no guarda roupa.

Dizem que esse ano vai ser melhor! Mas sera? Hoje em dia eu soh acredito vendo…

Ontem o tempo estava horrivel… frio (uns 12 graus), chuva, um horror. E hoje amanheceu um sol lindo, dia quente (debe estar perto dos 20 graus) e tal, entao logicamente, eu e toda torcida do Manchester United resolvemos aproveitar o dia (sabe-se lah quanto tempo vai durar…).

Entoa na hora do almoco o pessoal do escritorio resolveu fazer um pic nic! Passamos na pastelria do Portuga de Tower Bridge pra comprar uns sandubas feitos na hora e a francesa e a alema que trabalham comigo resolveram provar um Guarana!


Passado o “choque” inicial da bebida doce, adoraram, e ficamos um tempao sentadas na graminha em frente a Tower Bridge, fazendo a fotossintese, e curtindo o som da bandinha na rua. Pra arrematar o clima “praiano”, um Magnum de chocolate branco! Delicia!

 

Postado em: Clima Dia a dia Vida na Inglaterra
6
28
May
2009
Kapali Carsi – Grand Bazaar
Escrito por Adriana Miller

O Grand Bazaar de Istanbul eh literalmente o coracao da cidade. Fica bem no centro do mapa, e por seculos e mais seculos tem atraido comerciantes e turistas de todo o mundo.

O complexo tem mais de 4.000 lojas que vendem de um tudo: de tapetes feito a mao com fios de seda, e bolsa falsificada da Gucci. Eh um labirinto que nao acaba mais de lojas, lojinhas, tendas, e pessoas, muitas pessoas!

Passear em mercados eh uma das cosias que mais gosto de fazer em viagens. Nao importa onde, nem que tipo de mercado eh, mas eu sempre acho que eh uma otima maneira de conhecer melhor a populacao local, e entender como eh a vida deles. Seja um mega shopping na Florida, um mercado de flores na Italia, uma quitanda na Tailandia ou o Grand Bazaar de Istanbul. Todos igualmente hipnotizantes!

Ao longo dos anos, oque era apenas um conjunto de ruas interligadas com um monte de lojas, acabou ganhando teto, muros e portoes, mas a estrutura e organizacao continua a mesma. Cada “bairro” do shopping tem sua especializacao, entao tem a area do tapetes, dos artigos em couro, das especiarias, lampadas, bugigangas, etc, etc. E o mais legal eh simplesmente andar sem rumo.

Nao fomos pra lah pra fazer compras propriamente dito, mas eu estou sempre catando um novo enfeite de natal, e gostamos de comprar pecas de decoracao nos lugares onde vamos. Soh falta espaco pra colocar tudo que temos (hoje em dia estao no fundo do armario, em baixo do sofa, no maleiros, etc), mas o dia que comprarmos uma casa, e decoracao jah vai esta completa! Entao decidimos que o Grand Bazaar de Istanbul seria o lugar perfeito pra comprar um tapete pra nossa (futura) casa!

O unico problema desses mercados eh justamente saber lidar com os vendedores. os precos sao sempre exorbitantes, e a alma do negocio eh a barganha. Discutir, bater boca, sair andando, e ai o vendedor vem andando atras de voce, faz uma chatagem e acavamos concordando num preco.

O Aaron fica pra morrer, mas eu nao nego meu sangue de imigrante portugues, e negocio ateh o fim! Jah chego falando que sou Brasileira pobre e faco altas caras de horror quando eles dao o preco original.

O engracado eh que, pela cultura local, os vendedores sempre se dirigem ao Aaron primeiro (sem falar na cara de gringo que denuncia de longe), ele fica naquela de sem graca,  e entao eu entro na conversa.

Uma cosia que notei na Turquia eh que todos os vendedores usam a MESMA tecnica de venda: Vc para na porta e comeca a ver uns artigos. Alguem vem correndo lah de dentro (se eh que jah nao estavam na porta gritando pra vc entrar). Entao vc pergunta o preco. De cara, ninguem quer dar preco nenhum.

Ai vc pergunta de novo, fala que esta soh olhando, e pesquisando precos. Entao eles comecam com a estoria (no mais puro estilo eu podia ta roubanu, eu podia tah matanu, mas to vendenu meu tapete em Istanbul): voce eh meu primeiro cliente do dia, e como voce eh do Brasil (ou substitua por qualquer outro pais) e eu tenho um primo (troque por qualquer tipo de parentesco remoto) que mora lah, vou te dar um preco especial. Mas antes, entra aqui na minha loja, deixa eu te servir um cha – eh de graca! – e te mostrar como minha mercadoria eh bem melhor que a da concorrencia.

Algumas vezes, estavamos de fato interssados na mercadoria, entao resolvemos entrar pra ver no que dava. Entao a tecnica seguia em frente: Voce pergunta de novo qual o preco, o vendedor te ignora, e comeca a abrir varios tapetes (substitua por qualquer outra tralha), esvaziar preteleiras. Pede pra vc encostar e ver como eh macio, como a qualidade eh boa. Ai vc pergunta de novo quanto custa, ele te ignora mais uma vez, e te conta a historia de como aquilo foi feito a mao, na regiao tal da turquia, e que ele (ou o pai, o avo, etc) eh o dono da loja, entao o preco que ele vai te fazer eh especial, pois nao precisa pagar terceiros, e amargem de lucro eh muito baixa.

E entao te dah o preco. E entao entra em cena a minha tecnica de negociacao: Tudo comeca com a cara de pavor! Nossa, mas como assim? Eu jah vi em outra loja por X liras (um valor que seja equivalente a pelo menos metade do preco, mas geralmente 1/3). O vendedor tenta contornar a situacao, faz uma cara de coitado e tal. Ai eu ameaco sair, e comeco a falar em portugues com o Aaron (mesmo sabendo que provavelemnte ele nao tah me entendendo, e tah querendo morrer de vergonha alheia!). AI o cara resolve negociar. Pergunta quanto vc quer pagar. Vc dah seu preco. Ele recusa e oferece Y. Ai vc recusa e ameca sair d aloja de novo. Entao ele te dah um outro preco.

Isso pode seguir eternamente, ateh um dos dois cansar e desistir da batalha. Uma das lojas o cara foi dura na queda, e acabamos indo embora. Acabamos comprando o quilt identico ao dele por 1/5 do preco que ele queria vender! Na loja que comprei os enfeites de natal, o preco inicial por 1 bolinha era 20 liras, acabei levando 2 enfeites, mais 2 pulseiras por 15 liras! E por fim acabamos comprando um tapete, que o preco inicial era 500 liras, e por fim levamos DOIS por 300.

Toda vez que vamos num lugar assim o Aaron jura de peh junto que nunca mais entra num mercado comigo, mas no final fica feliz da vida com as aquisicoes e a economia!

 

Postado em: Turquia Viagens
27
27
May
2009
Hamam – Banho Turco
Escrito por Adriana Miller

Tomar um banho Turco, na Turquia, era uma daquelas experiencias que nao dava pra deixar passar. Eh uma experiencia pros sentidos, pro corpo e pra alma, e sem falar na aula de historia!!

Os Hamams foram introduzidos pelos Ottomanos, que sempre valorizaram a limpeza corporal, e acreditavam que a limpeza corporal os deixaria tambem limpos espiritualmente (ritual ateh hoje comum a cultura Islamica, onde as pessoas tem que se lavar antes de rezar).

Alem disso, um Hamam era o local de relaxamento e socializacao – os homens ficavam separados das mulheres (acontece ateh hoje), e na sala masculina eram discutidas estrategias de guerra e negocios, enquanto que para as mulheres era um local onde poderiam se livrar um pouco da sociedade opressora, e de quebra pesquisar potenciais noras ou sogras!

Hamam do Harem do Palacio Topkapi

Nos fomos no Hamam Suleymaniye, que eh lindo, mas ao memso tempo considerado bem turistico, pois deixa homens e mulheres participarem no mesmo ambiente, entoa eh ideal pra familias, casais, etc. Dizem que o fato de ser tao “turistico” acaba um pouco com a experiencia do Hamam, mas sinceramente, porque eu ia querer passar pela experiencia sozinha, trancada numa sauna com um bando de mulher estranha? (e sozinho com um bando de homem turco o Aaron nao ia nem a pau! HAHAHAH) 

O ritual consiste em varias etapas. Tudo comeca com oque vestir. Eu levei meu biquine, por via das duvidas, pois nao sabia muito bem oque esperar do processo. Mas ao chegar no Hamam eles te dao uma roupa tipica – um lenco (tipo uma toalha feita de algodao) para os homens, e um conjunto de short e sutia (feito do mesmo tecido) para as mulhres, e uma toalha semelhante a dos homens, caso vc queria ficar mais ou menos coberta. Tipicamente ambos os sexos recebem a mesma toalinha, mas como fomos num Hamam misto, nao dah pra rolar oba oba peladao. Ah! E alem disso, eles te dao tambem um tamanco de madeira, difiiiicil de andar, mas ajuda a nao escorregar no chao molhado de marmore.

E entao vc eh encaminhado a “sala morna”, onde seu corpo vai se ajustando a temperatura, e te dao as instrucoes doque vai acontecer dai pra frente.

Entrar no Haman tem um baita impacto. Eh uma sla enoooorme, feita de PURO marmore, do teto ao chao, com uma cupula gigante (parece o interior de uma mini mesquita). No meio tem uma plataforma octagonal, tambem de marmore, e eh ali que todos se sentam. os cantos da sala, tem 4 “quartinhos”, tambem de marmore, com “camas” tamebm de marmore, e torneiras.

(Foto de divulgacao – eu nao consegui tirar fotos durante o processo, por motivos obvios…)

Nos outros cantos da sala existem torneiras e bacias de prata, onde vc pode se molhar com agua fria ou morna.

Entao ficam todos ali, socializando, relaxando no marmore quente (mas nao chega a ser tao fervendo quanto uma sauna normal). Volta e meia vc se levante, tenta se equilibrar no tamanquinho e vai ateh uma das torneiras se refrescar.

Ateh que um dos atendentes chama seu nome. Ah! E todos os atendentes sao homens. Sempre homens.

A experiencia como um todo foi um tanto quanto cara (35 Euros, por 1,5 hora), mas ver a cara do Aaron se agarrando naquela toalinha como se nao houvesse um amanha, enquanto um macho Turco esfrega as costas dele e joga agua de bacia na cabeca dela nao teve preco! hahahahahah! Eu ria tanto da situacao, que mal conseguia me concentrar no “relaxamento” da coisa…

Mas enfim. O carinha te chama (estavamos os dois juntos no “quartinho”) e primeiro vc senta no chao, ao lado da torneira de marmore. Eles te molham de cima baixo, e com uma luva de bucha vegetal, te esfregam sem doh nem piedade. Adeus celulas mortas! Esfoliacao ateh a alma!

E entao vc deita na cama/maca de marmore; a cama nao eh nem um pouco confortavel, mas eh higienica, e facilita na hora que eles ficam te puxando de um lado pro outro durante  massagem.

A sensacao eh uma delicia! Eles esfregam uma parada que parece um saco de batata no sabonete especial. Esfrega, esfrega, esfrega, e enchem o saco de ar, como se fosse uma bexiga. E entao colocam aquele “balao em cima de voce e “espremem” toda espuma nas suas costas. mas eh mUITA espuma! Nao dah pra descrever! Uma cosia assim banho de espuma de desenho animado!

(foto divulgacao)

E entao, nessa de espuma pra ca, espuma pra lah, eles vao te fazendo uma massagem, te puxam de um lado pro outro, te escorregam na mesa de marmore (e entao vc entende pra que o marmore), te viram de um lado pro outro, e vc fica literalmente nas nuvens!

Pra acordar, lah vem a bacia de agua de novo! Varias baciadas, enxaguando toda espuma de seu corpo. Entao vc senta de novo no chao, e eles continuam te enxaguando, e de quebra ainda lavam seu cabelo (nos, MUITOS nos pra contar historia depois…).

E pronto, esfoliados, limpos e relaxados, vamos para a sala “morna” de novo, onde trocamos a toalinha molhada, por outra seca e quentinha. Ai o carinha amarra uma outra toalha nos ombros, na cabeca e vc pode ficar lah, relaxando quanto tempo quiser.

E por fim aidna rola um barzinho no terreo, com varias almofades espalhadas onde vc pode beber um cha ou fumar um Narguile…

 

 

 

Postado em: Beleza Turquia Viagens
14
27
May
2009
Suleymaniye e Historia Turca
Escrito por Adriana Miller

Nosso domingo comecou taaarde… Apesar da lista interminavel de cosias pra fazer durante o dia em istanbul, nos subestimamos o cansaco das 2 horas de fuso horario (ou seja, sabado acordamos as 6 da matina no horario de Londres), somado a 10 horas andando sem parar, mais o papo animado jogados nos almofadoes da calcada bebendo cha ateh a 1 da manha (HAJA cafeina no cha turco! Cruzes!).

Nossa missao era ir direto pro Grand Bazaar, e ter um dia tranquilo de comprinhas “exoticas”, talvez um ou outro museu ou mesquita, ou oque aparecesse pela frente.

Poreem… chegamos no portao do Grand Bazaar e demos com a porta na cara! NADA abre aos domingos em Istanbul!!! Entao reavaliamos noss planos do fim de semana, e resolvemos enfim dar uma olhada nos horarios de abertura das outras atracoes, e acabamos descobrindo que algumas das cosias que tinhamos planejado pra domingo estavam fechadas, e outras coisas que tinhamos planejado pra segunda, tambem estariam fechadas!

Entao meio que comecamos a andar sem rumo e demos de cara com o lindo predio da Universidade de Istanbul! Que tem uma mesquita bem em frente, e chegamos lah bem na hora da chamada para preces. Foi bem legal ver os homens todos largando seus afazeres no meio da rua, e seguindo em massa pra dentro da mesquita, lavando seus pes, maos e bocas antes de se dirigirem para o interior da mesquita.

De lah fomos andando ateh a Mesquita Suleymaniye Camii, que eh uma das maiores mesquitas da cidade, e foi encomendado pelo Sultao Suleyman I ao arquiteto Sinan, pois ele queria uma mesquita que fosse tao imponente quanto a Aya Sofya. O interior da Mesquita estava praticamente todo fechado para restauracoes, entao soh pudemos ver um pequeno pedaco, mas eh uma mesquita famosa por ser incrivelmente clara, e bem iluminada, toda pintada de branco, e coberta de azulejos Iznik em azul claro.

Nessa mesquita, pela primeira vez soh pude entrar com a cabeca coberta, e como nao tinha nenhum lenco comigo nesse dia, tive que “alugar” um lenco na porta.

Em volta do mesquita tem uma ruazinha cheia de bares e restaurantes, que era conhecida como a “rua dos vicios” pois aqui era o mercado de rua onde eram comercializados produtos como alcool e opio.

Parte dessa mesquita eh o Hamam, o banho turco, que foi construida a pedido de Roxelana, uma das “Favoritas” do Sultao Suleymaniye, e construida pelo memso arquiteto Sinan. Ha uns anos atras o Hamam foi reformado, e hoje em dia, alem de ser considerado um dos banhos turcos mais antigos e bonitos, eh tambem o mais turistico, pois permite que homens e mulheres compartilhem o memso ambiente. Aproveitamos que estavamos ali e fizemos nossa reserva pro fim do dia.

O resto da tarde ficamos batendo perna pela cidade, e resolvemos entrar no Museu Arqueologico, que fica bem do lado do Palacio Topkapi, e nao davamos nada por ele, mas que acabou sendo uma das melhores surpresas de Istanbul!

Nesse ponto os Turcos foram muito espertos, e souberam muito bem preservar sua historia e seus monumentos. O museu foi fundado no final do seculo 19 (1881 s enao me engano) por um historiador Turco que se deu conta que os “exploradores” Europeus que vinham visitar a regiao acabavam levando consigo pecas muito valiaosas (Alou British Museum!), oqu ena epoca era considerado normal, mas que ele nao concordava. Entao Osman Hamid resolveu fundar o museu e criou leis de protecao ao patrimonio historico da Turquia.

O mais impressionante desse museu eh a quantidade de pecas antiquerrimas e super bem conservadas. Nos acabamos nos acostumando a associar estatuas antigas (tipo, bem antigas besmo, pra cima dos 3 mil anos) a ruinas, como se ve na Italia e principalmente na Grecia, mas aqui, tudo estava impressionantemente bem conservados, e algumas pecas intactas, como se tivessem sido esculpidas ontem!

Sao corredores e mais corredores, saloes e mais saloes repletos de pecas raras, partes da historia da Turquia e de todo impreio Ottomano e Bizanino, alem de reliquias deixadas pelos Romanos e trazides pelos Arabes.

Ficamos lah dentro por horas e mais horas, dando gracas a deus que nossa programacao “normal” tinha furado, e tivemos a oportunidade de ver tudo aquilo de perto!

E quando saimos de lah, fomos direto para nosso banho turco! (que depois vai virar um outro post, pois precisa de mais detalhes!)

 

Postado em: Turquia Viagens
4
26
May
2009
Sultanahmed
Escrito por Adriana Miller

Sultanahmed eh o bairro antigo de Istanbul, e onde estao as principais atracoes turisticas da cidade. Como dei a dica no post ai em baixo, ficamos hospedados em Sultanahmed e foi a melhor coisa que fizemos. Estavamos pertinho de tudo, e fizemos tudo a peh – era soh seguir o mapa, ou alguma das dezenas de placas turisticas nas ruas que te ensinam o caminho.

Nosso primeiro dia fomos direto ao principal!

Na mesma praca, no alto da colina de Sultanahmed estao as mesquitas Hagia Sophia e a Mesquita Azul.

O tempo estava espetacular, com um ceu azul turqueza, e uma temperatura agradavel, que nao fazia nem calor nem frio…

Comecamos o tour pela Mesquita Azul, que na verdade nao eh azul. Seu nome oficial eh Sultanahmed Camii, que significa “Mesquita do Sultao Ahmed”, e foi apelidada de Mesquita aazul devido aos azulejos internos, decorados em azul. A mesquita foi contruida entre 1603 a 1617 e oque o Sultao queria era justamente ofuscar a beleza da Hagia Sophia, que fica na mesma praca, exatamente do outro lado da rua.

O conselho que recebemos foi de evitar os horarios das preces muculmanas, pois a mesquita ainda fuinciona como templo religioso, e nao apenas um museu. Porem, apesar de ainda ser uma mesquita funcional, nao precisei cobrir a cabeca, apenas os ombros e pescoco (jah estava usando uma blusa de manga e um lenco). Ah! E ninguem pode entrar usando sapatos.

O interior da Mesquita eh lindo, sem palavras! A decoracao em azulejos tipicos Turcos dao um toque azul, mas sem perder o charme e a delicadeza dos desenhos, as letras de alfabeto Arabe e as flores coloridas. O chao, totalmente acarpetado, com um carpeta vermelho inenso e super macio, e a iluminacao “luz de velas” criou um ambiente magico.

Apesar das ordas de turistas tentando tirar o maximo de fotos possivel antes da prixima chamada para preces comecasse (oi!) deixou o ambiente um pouco lotado, mas mesmo assim, reparei que nos fundos da mesquita, no especao separado as mulheres, eles ainda estavam lah. Rodeadas de livros do Corao, cobertas por seus lencos, e ajoelhadas em direcao a Mecca. Fiquei ali um tempao, olhando pra aquelas mulheres e tentando entender a vida diferente que temos – nem melhor nem pior, apenas diferente. Ateh que um senhor chegou, todas levantaram e o seguiram pra fora da Mesquita. Seria ele um pai? Um marido? Um guia?

Aproveitamos pra dar um voltinha no jardim da Mesquita, que estava parcialmente fechdo, mas acabamos caindo de gaiato na carona de um grupo guiado, e fomos andando por um dos tuneis que levam ao jardim (que era uma das entradas antigas da mesquita) e descobrimos porque as estradas das mesquitas tem umas correntes estranhas: apenas o Sultao poderia passar pelo meio das correntes, ereto; todos os demais, passavam pelas laterais, e assim era obrigados e abaixar suas cabecas em venerencia ao Sultao!

Do outro lado da praca esta a Igreja da Sabedoria Sagrada (Holly Wisdom), tambem conhecida como Hagia Sophia, ou Aya Sofya – e que nao significa “Santa Sofia” como algumas pessoas pensam.

O edificio que vemos hoje foi contruida em 537 d.c. a mandato do Imperador Romano Justinus, e era a maior Igreja crista do mundo. Porem em 1453, quase 100 anos depois, A Igreja e a religiao cairam, junto com Constantinopla, e o Sultao Mehmet, o Conquistador conseguiu derrubar os muros da cidade e transformou a Igreja em Mesquita. E entao, foi proclamado museu em 1934.

Por fora, a Aya Sofya nao eh tao bonita quanto sua rival, Mesquita azul. Por ser uma construcao tao antiga, ao chegar perto vemos que a estrutura feita de pedras, e um pouco caindo aos pedacos deixa um pouco a desejar, se comprada com o impacto visual que tem ao ser vista de longe.

Porem, eh no interior do museu que a coisa realmente muda de figura! As cupulas, decoradas com mais de 30 milhoes de mosaicos dourados, contam a historia de Jesus e seus apostolos, numa cupula com mais de 30 metros de diametro, e amparada por cerca de 40 arcos e colunas laterais. Se uma estrutura dessas eh impressionante para nos, meros turistas, imagina o impacto que uma Igreja desse porte nao tinha na populacao do ano 537??! Se alguem duvidasse que existia um Deus, bastava entrar na Aya Sofya para que passasem a crer.

Quase 1000 anos depois, quando a Igreja foi transformada em Mesquita, o Sultao e seu arquiteto (o famoso Sinan, que esta por todas as partes) pintaram por cima de todos os mosaicos, cobrindo as imagens cristas e simbolos da Cruz. Dizem que Sinan passou toda sua vida profissional desenhando e tentando contruir mesquitas que fossem semelhantes a Aya Sofya, mas a cupula construida com tijolos de uma lama especial da ilha de Rhodes (na Grecia) nunca conseguir ser equiparada.

Quando a mesquita foi transformada em Museu em 1934, os arquetetos e restauradores descobriram parta da estrutura das Igrejas que foram contruidas anteriormente no memso lugar, e conseguiram recuperar parcialmente os mosaicos cristaos, que hoje em dia convivem lao a lado com os simbolos Muculmanos.

Para finalizar o dia, fomos ao Palacio Topkapi, que a primeira vista nos pareceu bem sem graca em comparacao as duas mesquitas maravilhosas que tinhamos acabado de ver. mas apesar de um pouco “vazio”, eh um dos palacios com mais historias pra contar do mundo.

O Topkapi foi contruido em 1453 pelo Sultao Mehmet, logo depois da conquista de Constantinopla, e foi a casa de alguns outros Sultaos que governaram a Turquia: Selim, que morreu afogado na banheira depois de beber muito champagne. Ibraim, o Louco, que enlouqueceu dentro do palacio, depois de passar muitos anos trancado nas gaiolas de ouro com medo de seus rivais, e Roxelana, uma das esposas “favoritas” de Suleyman, o Magnifico – que eh ateh hoje considerada uma das mulheres mais influentes da historia da Turquia.

Porem, a parte mais legal do palacio nao eh exatamente o palacio em si, e sim o Harem. A parte do palacio reservada as esposas e comcubinas dos Sultaos.

Para entrar no Harem, tivemos que pagar uma taxa a mais, que valeu muito a pena!

Eu li bastante sobre o Harem antes de irmos pra lah, e ao contrario do imaginario ocidental de promiscuidade e “bordel” que imaginamos os Harens, eles eram na verdade uma escola de meninas. Logicamente, there’s no such thing as a free lunch, e ao longo doas anos as pupilas eram “apresentadas” ao sultao.

Num momento “Sim querida, acho essa coisa de Harem um absurdo! Quem precisa de mais de uma, quando jah tenho voce? O Sultao e Huf Hefner nao estao com nada! – Isso mesmo! E ai dele se discordar!

Cada sultao poderia ter ateh 4 esposas “oficiais” e quantas concubinas quisesse. A “media” era de 200 mulheres morando ali ao memso tempo. mas na verdade o Harem era ocupado por cerca de 1000 pessoas, incluindo as esposas, as comcunbinas, seus filhos e os Eunucos (Brancos e pretos) que cuidavam das mulheres e eram os serventes do Harem.

As candidatas a Concubinas chegavam ao palacio entre as idades de 5 a 12 anos, e deveriam ser bonitas, inteligentes e prendadas, e seguiam uma hierarquia dentro do Harem. A esposa principal era a “chefa” e controlava tudo e todas (imagina o tipo de intriga que nao deveria rolar no meio dessa mulhereada toda??!?!). Depois vinham as esposas e as favoritas – que nao necessariamente eram “oficiais” do sultao – e as comcubinas que tinham tido filhos – separado entre filhos homens (possiveis herdeiros) e filhas mulheres. Algumas delas eram consideradas escravas, e faziam parte da equipe de serventes do palacio. Quando o Sultao morresse, todas as concubinas poderiam ser consideradas livres, porem as que tinham filhos homens tinham que pernanecer no palacio com seus herdeiros, e as que tinham filhas mulheres eram re-casadas com outros homens da “relaleza”.

Toda a historia do palacio eh super interessante, e eh possivel entrar em cada uma das areas do palacio, nos quartos e apartamentos, os banheiros e as “gaiolas” onde os herdeiros eram guardados (um dos Sultoes, que foi o unico sobrevivente de 19 irmaos assasinados, ordenou que todos os seus filhos homens fossem “protegidos” por grades de ouro em suas janelas, e que ficasse ali, prisioneiros ateh que chegassem na idade de assumir cargos reais. Logicamente a maioria deles ficava louco e acabavam morrendo jovens).

Dos jardins do palacio se tem a vista maravilhosa do Estreito de Bosforo, que separa a Europa da Asia, e o Mar Mediterraneo do Mar Negro, e cabamos decidindo de nao fazer o tal do passeio de barco pelo Bosforo – nao conheco uma unica pessoa que tenha gostado do passeio!

A Europa na Esquerda, ea Asia na Direita

Para finalizar o dia (exaustous!) fomos jantar num restaurante de culinaria Ottomana (muito parecida com a Grega) no terraco de um predio, com vistas maravilhosas das Mesquitas, e um merecida e relaxada noite regada a cha de maca nas almofadas na calcada do hotel!

 

 

Postado em: Turquia Viagens
11
26
May
2009
Istanbul
Escrito por Adriana Miller

Qualquer pessoa que goste de historia da mesma maneira que eu gosto (ADORO) sabe a importancia que Istanbul tem na historia da humanidade, e disputa com Roma e Atenas o podio das cidades ocidentais mais interessantes e de historia mais conturbada da regiao.

A cidade que hoje eh Istanbul, jah foi Bizantiun, capital do imperio Bizantino, e depois Constantinopla, quando foi conquistada pelo imprador Romano Constantinus, e no seculo 15 foi finalmente invadida pelos muculmanos, e entao virando Islam-Bol, ou Istanbul – a cidade do Islam.

A cidade (e pais) eh dividida entre dois continentes – Europa e Asia – e corredor de passagem de dois grandes mares: Mediterraneo e Negro (estreito de Bosforo), e jah assistiu batalhas como a conquista de Alexandre, o Grande, virou a “Roma do leste” pelas maos de Constantinus; foi aqui que Aquiles lutou contra os Troianos; onde os Ottomanos comandaram seu imperio, e que foi invadida e convertida pelos muculmanos comandados pelo Sultao Mehmed, o Conquistador em Maio de 1453.

Como nosso voo chegava super tarde sexta feira, decidimos pedir um trasfer do hotel. Sai um pouco mais caro, mas eh um preco que vale a pena ao aterrisar tarde numa cidade desconhecida que tenha “mah fama” – todos nos aconselharam a ter muito cuidado com os Turcos, negociar bem os precos, conferir troco, nao dar bobeira com a bolsa, maquinas fotograficas e tal. Boa parte dos conselhos foram bem exagerados, mas nao custa nada prevenir, certo? Ainda mais saindo do aeroporto a 1 da manha!

Nosso motorista parecia ser bem gente boa, tentando se comunicar nas 5 palavras que falava em Ingles, e foi nos levando dando voltas e mais voltas pela cidade, para vermos os pontos turisticos – se fosse um taxi comum, estariamos morrendo de raiva de sermos enrolados e “dando uma voltinha”, mas com o motorista do hotel, estava tudo otimo!

Uma coisa uqe me surpreendeu em Istanbul foi que nao existe pobreza. Tudo bem que nao viajamos pelo interior do pais, e basicamente nao saimos da area turistica da cidade, mas mesmo no caminho entre o aeroporto e a cidade, nao vimos nenhuma area que tivesse cara de “periferia”, ou uma area mais perigosa. E apesar de tudo que nos falaram sobre os Turcos, me senti extremamente segura o tempo todo. Logicamente, tem que ficar esperta com bolsas e tal, e como qualquer cidade grande do mundo nao dah pra dar bobeira, mas andamos com maquina fotografica pra tudo quanto eh canto, andamos pela rua de noite, nos embrenhamos por ruelas mal ilumindas, e em nenhum momento me senti em perigo. Nao vi criancas na rua, e nem sequer pedintes… e o unico mendigo que vi na rua, quando jogou um papel no chao, uma mulher que andava atras dele (bem vestida), parou, catou seu papel no chao e jogou na lata de lixo.

Fiquei muito bem impressionada, mesmo! Nao sei porque, mas imaginava um lugar diferente, talvez por imaginar que seria um pouco como Marrocos, e provavelmente por causa do estereotipo que os Turcos tem pela Europa, de perigosos e imigrantes ilegais, principalmente na Europa central.

mas muito pelo contrario, descobrimos uma cidade milenar, cheia de historia pra contar, mas ao memso tempo jovem e cheia de vida, colorida e tolerante.

Mas mesmo assim, alguns cuidados foram tomados, pois por mais que eu tenha adorado a cidade, e quebrado varios de meus estereotipos e preconceitos, a cultura e religiao eh muito diferente da nossa, e por mais cabeca aberta que eles sejam em relacao ao turismo ocidental, temos que respeitar seus costumes e culturas, oque inclui:

- Roupas: Na Turquia nem todas as mulheres usam vem cobrindo os cabelos ou rosto, mas mesmo assim, todas andam muito cobertas, e nao eh pemitido a entrada em mesquitas e templos para mulheres com ombros, colo e pernas a mostra, ou homens de bermuda. E nao soh pelo respeito a religiao, mas por seu proprio bem! Os Turcos sao descarados e bem “machos latinos” nesse aspecto, e seja voce de que religiao for, sozinha ou acompanhada, a cada passo recebera uma cantada, ouvira um fiu-fiu na rua ou uma piadinha de gosto duvidoso. Tanto homens quanto mulher encaram as mulheres ocidentais sem piedade (por motivos diferentes, obviamente!), e basta um micro decote para virar a atracao do restaurante/bar/mercado, etc. Eu vi umas meninas bem “assanhadinhas” de short curto ou blusa decotada, e dava ateh pena coitadas… E o Aaron, que eh o homem mais pacato e seguro do universo volta e meia saia bufando e pensando alto que queria “quebrar a cara do idiota” (convenhamos que vindo dele chega a ser comico!) pois os homens sao mesmo descarados!

- Bebida alcoolicas: No geral, Muculmanos nao bebem, mas os Turcos sao tolerantes com quem queira beber. Nem todos os bares servem cerveja, vinho, ou qualquer outra coisa, e alguns servem soh depois de uma certa hora; mas de qualquer maneira, nao chegamos a ver turistas bebados nem anda do genero (e ficamos numa area cheia de albergues, e barzinhos).

- Negociacao: negocie, negocie, negocie. Nuca, jamais pague o preco que eles pecam, em nada! O Aaron fica pra morrer, pois ele odeia essa coisas, mas eu me divirto! Sou cara de pau, bato boca com vendedor, e soh compro pelo preco que quero. mas os vendedores Turcos tem toda uma tecnica bem convicente – e presenciamos a mesma tecnica varias vezes, e situacaoes e lojas diferentes!

Nos ficamos hospedados no Hotel Agan, que eh tipo uma pensao/albergue. Super recomendo, para quem nao tem frescuras de hotel. Os quartos sao bem simples, mas limpos, com tv a cabo, frigobar e banheiro (o banheiro deixou a desejar, mas nada a perfeito, certo?), alem de um cafe da manha legalzinho e tipico Turco e um restaurante com almofadas na varanda que era uma delicia!

Mas a melhor parte foi mesmo a localizacao! O Hotel fica a menos de 5 minutos de todas as principais atracoes turisticas em Istanbul, no centrao da cidade antiga, Sultanahmet e passamos o feriado inteiro andando a peh pra cima e pra baixo, sem precisar de pegar taxi ou tram uma unica vez! Ah! E eles organizaram nosso transfer de chegada e saida pro aeroporto por um preco bem bom, e pra quem vai pra Turquia com mais tempo pra passear, eles tem uma mini agencia de viagem na recepcao do hotel que pode organixar uma infinidade de passeios bem legais pelo pais todo! De viagens mochileiras de onibus noturno, a passeios romanticos de balao por Capadoccia!

Saindo de Londres, existem varias opcoes de voos diretos pra Istanbul, incluindo algumas opcoes low cost, como a EasyJet. Acabamos achando uma super promocao da Expedia meses e meses atras que incluia hotel e voo da British Airways, no fim de semana do feriado, que acabou saindo mais barato que o voo da EasyJet! Entao eh bom ficar de olho nas promocoes, e logicamente, planejar com muito tempo de antecedencia!

Tiramos muitas, MUITAS fotos (eu quase 500, e o Aaron quase 700!!) e jah estao AQUI.

 

Postado em: Turquia Viagens
14
26
May
2009
Sa e salvos
Escrito por Adriana Miller

Voltamos pra casa, depois de nossa viagem pra Istanbul, Turquia; que foi super ultra maravilhosa – Istanbul superou todas as minhas expectativas, e eh definitivamente mais um pais pra lista (que nao para de crescer!) de lugares que um dia temos que voltar e conhecer com mais calma, ver mais coisa.

A viagem em si foi eio conturbada, pois pegamos MUITA turbulencia tanto na ida quanto na volta, oque me deixou enjoada de ver estelas. E alem de ter passado a viagem de volta com a cara enfiada no saquinho de vomito quase o tempo todo, o Aaron ainda estava em panico achando que “alguma coisa” estava acontecendo. Eu nao vi nada, pois soh olhava pra dentro do saquinho, mas a turbulencia estava fora de controle, e era nitido que as comissarias estavam preocupada com alguma coisa. Ninguem podia levantear pra nem sequer ir no banheiro, todos trancafiados em suas poltronas.

Quanto pousamos em Heathrow a pista estava rodeada por policiais e bombeiros, oque aumentou a preocupacao do Aaron, que a esse ponto, achava que o aviao ia ser invadido pela policia a qualquer minuto!

Quando jah estavamos salvos e “estacionados” no chao, o piloto anunciou no alto falanta que o Piloto Automatico nao estava funcionando, e tivemos problemas com um dos motores!!!!! Entao to achando que nao foi turbulencia coisa nenhuma, e sim um piloto barbeiro que nao segurou o tranco…. Ah! E os bombeiros estavam a postos, caso o pouso “nao desse certo”!!! (????)

Mas como sobrevivemos, entao isso foi apenas um detalhe… as fotos jah estao baixadas, e estou organizando as ideias pra publicar uns posts mais tarde quando esvaziar meu inbox!

 

Postado em: Feriados e afins Perrengues Turquia Viagens
7
19
May
2009
Casamento Indiano
Escrito por Adriana Miller

Esse fim de semana fomos a mais um casamento, de um amigo do trabalho do Aaron. A diferenca, eh que foi a primeira vez que fomos a um casamento Indiano!

Os noivos, apesar de serem ambos Ingleses, sao hindus e de familia totalmente indiana, entao o casamento seguiu a fio as tradicoes, e foi sem duvida uma das experiencias mais unicas que jah tive na vida!

Pra comecar, que o casamento deles foi arranjado. Mas ao contrario doque muitos ocidentais pensam, casamento arranjados (pelo menos os hindus, ou pelo menos o deles!) nao sao aquela coisa cruel, sem sentimento e tal que as pessoas imaginam… seus pais te forcando a casar com alguem que vc nao ama, nunca viu na vida etc (tipo trama de novela… aliais, tah passando uma novela Indiana no Brasil, neh?). Muito pelo contrario! Entao como pela primeira vez conheciamos alguem bem o suficiente pra nao sentir “vergonha” de perguntar essas coisas, o Amit (noivo) explicou tudo direitinho.

O Amit (noivo) e a Bhaveni (noiva) na verdade se conhecem desde criancas. As duas familias sao amigos ha muitos anos, e quando eles eram ainda criancas, as maes “arranjaram” o casamento. Os dois cresceram juntos, namoraram por anos, e agora casaram.

Obviamente, mesmo assim ainda eh uma cultura dferente da nossa, mas pensa bem se isso nao ia te poupar muita dor de cabeca (e de coracao!) se vc jah soubesse com quem ia casar desde os 12 anos??

Segundo eles, geralmente sao assim que os casamentos arranajdos acontecem, e nao tem nada a ver com a imagem negativa que os ocidentais criam. Pra eles eh uma honra ter familias “bem relacionadas” que se preocupam com o bem dos filhos a e continuidade da familia, e um alivio nao ter que passar por alguns “rituais de acasalamento” que os ocidentais passam.

Mas voltamos ao casamento!

Os casamentos Hindus, tradicionalmente duram 3 dias. O primeiro eh para comemoracoes com a noiva, separada do noivo (se nao me engano, eles soh se veem no ultimo dia). Eh o dia onde as mulheres das duas familias se juntam em rituais e preces Hindus de bencao ao casamento. Eh o dia em que a noiva faz suas tatuagens de henna nas maos e pes, e algumas fazem o piercing no nariz (nem todas as noivas Hindus usam piercing no nariz no casamento). O segundo dia, eh onde as duas familias se juntam (sem os noivos) e fazem alguns jogos e brincadeiras que sao tipicas de casamentos. E finalmente no terceiro dia, eh o casamento oficial, onde os noivos de veem pela “primeira vez”, e as familias dao suas maos em casamento.

Nos, como nao somos hindus e nem parte da familia, fomos convidados apenas pro terceiro dia, pra cerimonia oficial.

Os casamentos hindus comuns nao tem festa, no conceito “ocidental” de festa, pois nao eh permitido bebida alcoolica, carnes ou dancas, mas em compensacao a cerimonia de casamento dura mais de 5 horas!!

Chegamos no local da festa no domingo as 10 da manha, e com um pequeno grupo de nao-Indianos, fomos recebidos pelo irmao do noivo, que foi nosso “mestre de cerimonias” e distribui uns livretinhos que explicavam passo a passo doque ia acontecer durante o dia.

A principal diferenca que reparei na hora, foi que em csamentos Hindus o personagem principal da cerimonia eh o noivo, e nao a noiva. Ela, soh entra em cena quase no final do dia, e as dancas, entrada triunfal e bencaos soa todas feitas para e com o noivo.

O dia comecou com o Var Pujan, que eh a Bem vinda ao noivo. Amit e sua familia chegam ao local da festa em procissao, com tambores, dancas e petalas de flores sendo jogadas.

 

Ela eh entao recebido pela mae e irma da noiva, que colocam Kumkum (um poh vermelho) na sua testa, e um ponto preto atras de sua orelha, que afasta os maus espiritos e o preparam para cerimonia. Entao Amit eh levado ao altar pela mae e irma da noiva, com o resto da familia dancando e cantando a sua volta.

 

O altar hindu eh um especao coberto, com quatro pilastras, representando cada um de seus pais, e a importancia de suas familias na construcao da nova familia.

Depois vem o Ganesh Puja, onde o “padre” (eles traduziram como “priest”, mas logicamente nao eh um padre, como os catolicos) inicia a cerimonia com uma preca a Lord Ganesh, que simboliza a paz, a verdade, amizade e felicidade. Em seguida, os pes de Amit sao lavados pelos pais de Bhaveni com leite, para purificar seu corpo.

Quando o noivo jah esta purificado pelo leite, preces e bencao, entao ele eh preparado para receber sua noiva, e o Antar Patt (um veu) eh colocado por cima de Amit, simbolizando que Amit e Bhaveni ainda sao individuos separados. Entao preces Vedic sao cantadas celebrando os elementos base de toda criacao: Fogo, Terra, Agua, Ar e Luz.

E entao comeca a parte onde entra a noiva, que se chama Kanya Padharo. Bhaveni eh levada ao altar pelos tios maternos (mama), com suas irmaes e primas iluminando o caminho com velas e incenso. E Bhaveni se senta num “trono” posicionado em frente a Amit (que anda esta coberto pelo Antar Patt). O padre recita alguns versos de bencao e autoriza que o veu seja retirado, e entao Amit ve Bhaveni pela primeira vez vestida de noiva!

A expressao e sorriso dele foram impagaveis! Prestar atencao na expressao dos noivos eh sempre muito legal, mas geralmente, em casamento cristao, o noivo eh meio coadjuvante na cerimonia, e ninguem olha pra eles quando a noiva entra na Igreja… mas em casamentos Hindus, o noivo fica coberto ateh o ultimo minuto, e nem consigo imaginar oque ele estava sentindo, ouvindo aquelas musicas, as palmas, sabendo a Bhaveni estava bem ali, e ele ainda nao a podia ver! Foi lindo o rosto dele quando tiraram o veu!

A simbologia Hindu de bencao e uniao do casal eh uma guirlanda de flores (oque pra nos seria o anel), e entao cada um deles coloca uma guirlanda de flores (Jai Mala) no pescoco do outro.

Os pais da noiva entram no altar, junto com seus tios e tias, e fazem o Kanya Daan, que eh o momento oficial em que a familai da noiva “dah” a noiva para o noivo. Entao eles colocam um tecido de algodao puro, com 24 lacos, que significam todas as diferentes caracteristicas e virtudes dos serem humanos, e as pontas sao colocadas nos ombros dos noivos, simbolizando a uniao.

A parte final da cerimonia (mas que dura hoooras) eh a Saptapadi, que sao os 7 passos sagrados da uniao, onde Amit e Bhaveni recitam seus votos ao outro e iniciam sua jornada como marido e mulher. Os 7 passos significam os principios que guiam a vida, e sao: Ideais (responsabilidades pela csa e filhos), Forca e poder (fisica, mental e espiritual), Riqueza, Felicidade, Fertilidade, LongevidadeAmizade espiritual.

Uma vez oficialmente casados, a mae da noiva traz o Kansar, que eh um doce feito de graos, e simboliza sua primeira refeicao juntos, como marido e mulher.

Entao Amit passa Sindoor (um poh vermelho) na divisao do cabelo de Bhaveni, e a mae do noivo traz o Mangal Sutar, que eh um colar sagrado, que deverah ser colocado no pescoco dos dois noivos, que significa o compromisso entre os dois.

Por fim, todas as mulheres casadas da familia da noiva, entram no altar e cantam preces de boa sorte a Bhaveni. Entao o padre abencoa os noivos (Ashirwad) e os declara marido e mulher, junto com as duas familias (todos juntos no altar), e para finalizar a familia da Bhaveni se junta para se despedir dela (Vidai), e os irmaos da noiva dobram seu xale, simbolizando a partida de Bhaveni para a familia de Amit.

Contando assim, parece pouco, mas isso tudo aconteceu em pouco mais de 5 horas. Logicamente, achei tudo extremamente diferente e interessante e queria poder aprender um pouco mais da cultura Hindu. O mais extranho de tudo era ver a quantidade enoooorme de convidados (+ ou – 600 pessoas), e numa confusao sem fim! Na verdade achoq ue eramos os unicos prestando atencao! Todo mundo falando, conversando, criancas brincando, correndo de um lado pro outro, comida sendo servida durante a cerimonia, etc. Mas segundo eles isso eh tudo normal, pois cerimonias de casamento eh um momento onde as familias de encontram, geralmente vem muita gente de fora, e eh o momento que eles se reunem pra colcoar tudo em dia.

A comida fica circulando sem parar, mas nao tem um monento fixo para o almoco, como eh de costume em csamento Ingleses, e cada um pode ir lah se servir e comer quando quiser (mais ou menos como festas brasileiras).

Os noivos vao embora logo depois da cerimonia e o casamento (que pra eles jah comecou alguns dias antes) acaba, entao nao tem uma festa, com musica, danca, etc. Alem disso, toda comida servida foi 100% vegetariana e com muito, MUITO curry e pimenta! (adorei!)

Eu quase usei um Sari, que uma amiga (Francesa, casada com um Indiano) me emprestou, mas no domingo de manah estava chovendo demais, e fiquei com medo de estragar o Sari dela – ateh porque nao me serviu direito, jah que ela eh bem mais baixa que eu!

Mas assim que chegamos lah, me arrependi amargamente, depois de ver todas as mulheres maravilhosas, usando os Saris super coloridos e bordados, as maquiagens lindas, cabelos e penteados elaboradissimos, joias gigantescas, etc, etc. Realmentem confortavel nao deve ser, mas que elas ficam lindas, ah isso ficam!!

 

Postado em: Amigos India Party Vida na Inglaterra
39
18
May
2009
Brownie de Nutella
Escrito por Adriana Miller

Atendendo a pedidos, vou postar umas receitas aqui no blog de vez em quando.

Eu sou uma cozinheira experimental, e gosto de pesquisar receitas (principalmente on line, mas tambem tenho alguns livros) e ir inventando minhas proprias receitas. Geralmente quando estou procurando receitas de um determinado prato (por exemplo, esse brownie de Nutella), acabo achando varias receitas muito parecidas, com alguns ingredientes ou detalhes diferentes. Entao vou juntando daqui e dali os ingredientes que gosto mais, a menira mais facil de fazer, ou acrecentando alguma outra coisa que eu prefira.

Essa receita eu vi aqui, e achei interessante, facil de fazer. mas resolvi modificar tudo, e em vez de chocolate amargo (nao sou muito chegada) e nozes, resolvi usar Nutella, que eh uma de minhas perdicoes na terra. Foi um experimento, pois nao sabia como ia sair. Poderia ter desandado completamente, e isso eh o legal de modificar as receitas, e caso de certo, criar alguma cosia totalmente nova.

Nesse caso deu super certo (jah tive varias outras receitas furadas!), e a nutella deu uma textura mais cremosa ao brownie, e um sabor mais suave… com o toque nutty dos brownies, mas sem os pedacos de nozes que nao eu gosto muito.

Eu fiz essa receita no sabado de manha, pro encontro dos blogs, e lembrei de ir fotografando o passo a passo!

Receita:

1/2 tablete de manteiga sem sal

1 barra de choclate de cozinha (150gr)

1 copo de Nutella (200gr)

4 ovos

1/2 colher de cha de sal

1 colher de cha de extrato de baunilha

1 xicara de acucar mascavo

1 xicara de acucar branco (eu uso acucar de confeitero)

1 xicara de farinha

Como fazer:

Unte uma forma quadrada/retangular e pre-aqueca o forno a 180 graus (celcius).

Em banho maria, derreta o manteiga e o chocolate; quando o chocolate e a manteiga estiverem derretendo, adicione a Nutella, ateh que a mistura fique homogenea. Retire a mistura do banho maria e deixe esfriar um pouco enquanto vc prepara o resto.

Em outra tigela, bata os ovos inteiros, e adicione o acucar mascavo e o acucar branco, ateh ficar homogeneo. Adicione tambem o extrato de baunilha e o sal.

Aos poucos, adicione o chocolate derretido, ateh a massa ficar homogenea e por fim adicione a farinha – e soh entao misture tudo com uma batedeira.

Leve ao forno por 30 minutos.

Brownie nao cresce, entao a menira de saber se seu brownie esta pronto ou nao, e se o topo do bolo comecou a rachar.

 

Os brownies foram todos devidamente devorados durante o encontro das blogueiras/leitoras no sabado a tarde – rolou uma farofada otima!

 

No “taperware” da Ikea – 16 por 2 libras! A Helo estava com um igual… HAHAHAHAHA

Entao hoje tenho que ir correr mais 7 milhas pra compensar a farra gastronomica do fim de semana!

 

 

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Postado em: Com a barriga no fogao
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