04 Jun 2009
30 comentários

S.A.L. – Reconhecimento de diplomas

Blog, Estudos, Recursos Humanos, S.A.L., Trabalho

A Erika me enviou uma pergunta interessante, e que jah apareceu por aqui varias vezes. Minha resposta vai ser um pouco vaga, baseada na minha opiniao (minha experiencia pessoal e minhas experiencias como Recursos Humanos). Quem tiver opinioes,/experiencias diferentes (ateh porque essas coisas variam demais de pais pra pais, carreira pra carreira, e nao dah pra generalizar “lah fora” – exterior, fora do Brasil em geral – como se fosse uma grande nacao).

Um mestrado ou pos-graduacao em outro pais, digamos aqui mesmo no Brasil, eh reconhecido ai fora? Digo, se colocar no meu CV formada nisso, MBA naquilo e Pos ou Mestrado (nao sei ainda o q fazer..) naquilo outro, chama a atencao ou nao quer dizer nada pra vcs na Inglaterra, por ex?

Abstraindo-se a experiencia nesse caso. (leve em consideracao q a pessoa tem experiencia na area…)Pode falar ate mesmo na area de RH, pq acho uma area interessante qdo se trata do performance improvement….

Entao, formacao aqui no Brasil conta ou eles acham q nao vale nada?

Bem, vou comecar com o seguinte. Ha formacoes, E formacoes, e fazer afirmacoes generalisadas seria um erro da minha parte.

Minha visao sobre os estudos no Brasil eh um pouco suspeita, pois no Brasil qualquer “Faculdades Integradas” oferece curso de pos graducao e “MBA”, que sinceramente acho que nao valem pra nada.

Obviamente que estudar SEMPRE vale a pena, e cada dia a mais que vc passa na sala de aula, esta te trazendo um beneficio inmesuravel pro futuro.

Porem o fato de um determinado curso ter como titulo MBA nao faz dele um Master in Business Administration. Oque vejo no Brasil eh que MBA vioru giria pra curso de pos-graduacao em geral. E pos graduacao pode ser em QUALQUER coisa que seja feita DEPOIS da Graduacao oficial.

E ai comecam os problemas. Por existirem pos de tudo e mais alguma coisa, a grande maioria dessas “pos” nao tem reconhecimento algum.

Nao que nao tenham valor para quem as faz, muito pelo contrario, mas acho que “aqui fora” nao servem pra muita coisa. O proposito de fazer um curso desses (ao meu ver) eh fazer um mini-curso que seja focado num assunto e mercado especifico, fazer networking na sua area, conhecer outros profissionais, professores etc. E portanto, uma vez que vc muda de pais, essas coisas perdem um pouco o valor.

Jah se vc fizer um Mestrado (nao Pos ou “MBA”) ai a coisa muda um pouco, pois geralmente no Brasil, as unicas Universidades que ministram mestrado sao as publicas ou reguladas (ou serah que mudou? Na minha epoca de UERJ era assim). Geralmente eles exigem dedicacao exclusiva, um numero minimo de horas de sala de aula, mais as horas que vc tem que se dedicar sozinho, os livros academicos que le (que geralmente sao os mesmos no mundo todo), pesquisas de campo, dissertacao academica, qualificacao dos profesores que lecionam, etc, etc. Ou seja, a dedicacao e esforco de se fazer um mestrado de verdade, aquele que te dah um titulo de Mestre, eh reconhecido no mundo todo.

(obviamente um Mestrado em Direito, ou medicina, ou qualquer carreira super especifica, funciona diferente, e geralmente nao sao validos uma vez fora do pais ao qual o curso se refere)

Mas o problema eh que na pratica o buraco eh mais embaixo.

Se vc estiver recem saido da Universidade, tentando arrumar seu primeiro emprego, talvez um programa de trainee e tal, encher o curriculo de cursos e titulos (pos disso, MBA daquilo, etc) ateh dao um bela ajuda, jah que vc nao tem mais nada pra pra “encher papel”, e realmente como jah disse, quanto mais tempo vc passar na sala de aula, melhor.

Mas infelizmente (ou felizemente!) depois de uns anos no mercado, isso tudo jah nao vale pra mais nada. Nao importa quantos zilhoes de cursos vc tenha, se nunca tiver usado nada daquilo na pratica, eles nao tem valor ou sentido algum (a nao ser que vc esteja seguindo uma carreira academica).

Eu entrevisto pessoas com 10, 15, 20 anos de experiencia profissional, para cargos de gerencia senior, diretoria, Vice Presidencia etc, e NUNCA perdemos tempo falando sobre qual o curso universitario aquela pessoa fez, ou se a universidade ou diploma eh “bom” ou “ruim”. E acreditem, na maioria das vezes, essas pessoas estao exercendo profissoes que nao tem NADA a ver com seu diploma, ou nem sequer tem um curso universitario – acabaram entrando num determiando mercado/carreira por acaso e foram progredindo por puro talento.

As raras excessoes sao se por acaso me aparece nas maos um CV de alguem que ALEM dos 20 anos de carreira ainda fez um Mestrado em Harvard, ou Oxford, ou coisa parecida. Isso sim chama atencao.

Mas como jah falei antes, isso muda MUITO de pais pra pais. Por exemplo na Africa do Sul, os curriculos parecem CVs Brasileiros, cheeeeeiros de cursos disso e daquilo e a Diretora Regional soh gosta de entrevistar candidatos com “MBA”, coisa que jah virou ateh piada aqui em RH, pois ateh a secretaria dela e o menino que cuida do estoque teem “MBA”. Ou seja, lah em Johanesburgo virou uma coisa que todo mundo “tem que ter” mas na verdade nao tem valor algum, pois nao te diferencia, jah que nao sao Masters in Business Adminstration e sim um pos de qualquer coisa.

Isso tudo pra mostrar que generalizar eh um pouco perigoso, mas a realidade de quem quer imigrar eh que oque conta mesmo eh a experiencia profissional relevante naquela profissoa especifica, seja um curso feito “aqui fora” ou em qualquer outro lugar do mundo.

O meu exemplo eh otimo pra ilustrar isso. Fiz faculdade de Economia, numa Universaidade considerada ser uma das melhores do Rio e do Brasil. Nao gostei muito do curso, e detestei a carreira. Entao decidi que a melhor maneira de mudar seria fazer “um curso”. Fui pra Espanha e fiz um mestrado em Turismo, pois achava que uma vez tendo um titulo Espanhol todas as portas se abririam pra mim.

O curso foi otimo, aprendi um monte, fiz varios contatos (todos locais, logico) e tal, mas quando fui munida de meu Cv pro mercado, nao valia pra nada (mesmo sendo Espanhol) pois eu nao tinha experiencia NENHUMA daquele mercado.

Entao entrei numa outra situacao muito comum nesses casos: estava Overqualified (ou seja, qualificada demais) para alguns cargos (que geralmente sao os mais baixos da cadeia alimentar de determinada carreira, e que poderia me abrir algumas portas) e Underqualified para outros cargos (que exigiam experiencia na area e eu nao tinha nenhuma!).

Me deseperei e acabei caindo por acaso em RH. Como? Acabei descobrindo que oque eu fazia no Brasil na area de Financas, aqui na Inglaterra eh considerado parte de RH, entao jah tinha 3 anos de experiencia numa carreira que eu mal sabia que existia, e por sorte, me dei bem.

Entao, dois anos depois trabalhando no mercado local, resolvi fazer um outro mestrado, dessa vez especifico da carreira que queria seguir e que jah tinha experiencia, para aprimorar meus conhecimentos tecnicos e teoricos (afinal nunca tinha estudado RH antes na vida) e fazer todo networking local.

Talvez se um dia eu mudar de pais de novo, esse mestrado perca um pouco seu valor, mas pelo menos lah se foram muitos anos de carreira + um Mestrado na area, que alem do titulo de Mestre ainda me dah uma qualificacao profissional (CIPD) que eh reconhecida em varios outros paises dentro e fora da Europa.

 

Bem, esse post ficou gigantesco e nao sei se respondeu a pergunta, ou se confundiu mais ainda… Sintan-se livres para dar sua opiniao, contar diferents experiencias e tal. Quem sabe assim nao ajudamos alguem.

 

 

Adriana Miller
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  1. Quezia - 04/06/09 - 12h12

    Gostei muito to post e resolvi dar o meu “2 cents worth” tambem. Trabalhei por 4 anos na area de de recrutamento de trainees em um banco de investimento global, recrutando trainees para todas a filiais do banco na Europa.

    Concordo plenamente com o que voce disse a respeito do MBAs/ Pos, etc, as empresas que aqui costumam chamar de “blue chip companies”, olham mais para a faculdade que voce cursou e suas notas do que para o curso propriamente dito, por exemplo so consideravamos um MBA como um MBA de verdade, se o curso fosse de tempo integral, feito em faculdade de elite (nao de elite no Brasil mas no mundo) por exemplo: Harvard, Insead, LSE, sei que no Brasil so era considerado um MBA se fosse integral na GV. O resto e considerado pos & masters e tratado como curso superior normal (undergraduate).

    Dentro da Europa a bagunca de qualificacoes e tao grande que para facilitar a vida de todo mundo e promover o intercambio entre paises a uniao europeia colocou em vigor o Tratado de Bolonha – que faz com que qualificacoes sejam classificadas entre 2 categorias – 3 anos (undergraduate ou o nosso curso superior comum) e 5 anos (curso superior mais mestrado/pos ou aqui masters). Acontece que a grande maioria dos alunos Europeus estao optando por fazer o curso de 5 anos o que faz com a maioria dos empregadores vejam um mestrado apenas como uma extensao do curso superior e nao deem credito a mais para isto, ou seja o seu cargo nao vai ser mais alto por causa do seu mestrado. Isto tudo vale para aqueles que se qualificaram recentemente e estao entrando no mercardo de trabalho agora.

    Agora se voce ja tenha experiencia de trabalho a coisa muda de figura – Adriana voce esta certissima em dizer que qualificacao importa muito menos do que experiencia de trabalho. Nos costumavamos brincar que um curso superior so nos diz que a pessoa consegue terminar o que comecou…ja que a vida professional nao tem nada ver com a vida universitaria. Para aqueles que estao pensando em imigrar a melhor coisa e manter a cabeca aberta para as possibilidades porque quase certeza que a sua carreira profissional aqui nao vai ser tao linear como era no Brasil. No meu caso, eu morei e estudei na Nova Zelandia por seis anos e trabalhava como gerente de marketing no setor de educacao, a cinco anos atras mudei para Londres e comecei a procurar emprego na area de Marketing, mas queria sair do setor de educacao, e nao conseguia de jeito nenhum.

    Resolvi entao partir para o “transferable skills” – sabia que queria ir para o setor de investimento e consultoria, ate que, depois de 3 meses sem muito fruto, uma agencia de recruitmento me abriu os olhos para o setor de recruitmento de trainees, muito haver com Marketing de todo jeito. Eu aceitei um cargo muito mais baixo do que tinha (coordinadora) e trabalhei nesta posicao por 2 anos ate ser promovida e passei a ter mais responsibilidades na area de Marketing – durante este tempo eu estudei para a minha qualificacao profissional em Marketing (CIM) fiquei 2 anos neste cargo e entao consegui um emprego em uma empresa de consultoria como gerente de Marketing. Neste caso a qualificacao profissional me ajudou bastante. Demorei 4 anos para chegar no setor e ter o cargo queria. O lance e explorar oportunidades que voce nao tinha pensado antes e tambem ter tenacidade porque na maioria das vezes nao vai conseguir o mesmo cargo de quando saiu do Brasil, mas da para trabalhar muito e chegar la de novo!

    Desculpa o comentario grandao! Acho este tipo de post super valido, eu que gostaria ter encontrado algo assim quando cheguei aqui!!!

    Responder
  2. Natalie - 04/06/09 - 13h03

    Dri,
    na verdade eu tenho outras dúvidas. Acho que você já comentou esse assunto por aqui, mas não encontrei o post… como devemos montar uma carta de apresentação que se destaque e saia do “lugar comum” e dos clichês? E até que ponto vale investir em cursos de idiomas? Falar 3 ou + linguas? Depende da área?

    Obrigada!
    Bjs
    Natalie

    Responder
  3. Adriana - 04/06/09 - 13h11

    Oi Quezia, adorei seu comentario-post!
    Concordo plenamente com voce, e bom ver que outros profissionais da area de recrutamento pensam parecido.
    Seu comentario esta sendo uma otima contribuicao ao post!

    Responder
  4. Erika - 04/06/09 - 13h18

    Poxa Dri, obrigada pela resposta. Bom, o q eu entendi eh que, na verdade, experiencia eh que conta! Eu tive essa duvida porque no Brasil ralei pra entrar numa universidade considerada TOP – a UFRJ (assim como a sua), depois fiz uma pos numa universidade particular, mas tb conhecida no Brasil todo… Dai fica a duvida se essas universidades “TOP” tem algum reconhecimento fora.

    Queria saber se fora do pais isso eh levado em consideracao ou se meu CV (mais uma vez, abstraido-se a experiencia na carreira) eh igual ao de um “ze mane” q estudou numa faculdadezinha qq, totalmente desconhecida… :(

    Mas, acho que experiencia eh tudo mesmo. Acho que eh em cima de disso que devemos correr atras. Tive essa experiencia na propria Holanda, qdo consegui um emprego dos sonhos (e salario idem) baseada somente na minha experiencia na area financeira. (acho q nem ligaram muito pro nome da faculdade, q mal sabem eles, estudei bastante pra entrar…)

    Entao sim, vc clareou as minha ideias nessa resposta. Acho q estudar nunca eh demais, ate pq vai nos ajudar extremamente para obter a tao falada experiencia profissional, mas essa ultima eh q conta em qq lugar do mundo! Am I right? um beijo enorme.

    Responder
  5. Adriana - 04/06/09 - 13h27

    Oi Erika,
    Eh por ai mesmo… Meu diploma da UERJ aqui vale tanto quanto um diploma das “Faculdades Integradas do 15 de Piracicaba”! hahahahahah
    (nem sei se existe, acabei de inventar e nao quero ofender ninguem!)

    E realmente oque conta mesmo, em qualquer lugar do mundo eh sua experiencia.
    Obiviamente lah no comecinho da carreira, ter estudado em boa universidade influencia demais o seu “primeiro” emprego, e provavelmente isso vai definir pra sempre sua carreira.
    No meu caso eu sai da UERJ direto pro programa de trainee da Souza Cruz (que eh uma empresa Inglesa – BAT) oque pra mim valeu demais! Mesmo ninguem sabendo oque eh a UERJ, sabem que se eu entrei no programa de trainee da BAT eh porque alguma cosia boa eu tenho! hahahahahhaha (que eh justamente o oque a Quezia falou ai em cima).
    Mas hoje em dia, minha carreira jah passou dessa fase, e ninguem nem mais pergunta nem presta atencao na minha universidade. Isso pode ser um pouco frustrante, mas acontece com todo mundo.

    O Aaron tambem tem esse frustracao, pois ele fez faculdade em Cornell, que eh parte da “Ivy League” (Top 5 dos EUA) Americana, e considerada super ultra top nos EUA (e ele paga o emprestimo pra pagar seu curso ateh hoje!), mas aqui ninguem dah a menor bola pra isso, justamente porque alem da carreira dele jah ter passado dessa fase, o curso dele eh “gringo” (nao Ingles e nao Europeu) entao importa muito pouco.
    Nao eh um problema apenas dos Brasileiros e das Universidades Brasileiras nao.

    Responder
  6. Mariela - 04/06/09 - 13h28

    Dri, muito bom o posto, eu sempre acabo tirando várias dúvidas aqui! É muuito bom seu blog…parabéns!

    ;***

    Responder
  7. Mariela - 04/06/09 - 13h28

    Dri, muito bom o post, eu sempre acabo tirando várias dúvidas aqui! É muuito bom seu blog…parabéns!

    ;***

    Responder
  8. Erika - 04/06/09 - 14h29

    Pois eh menina! ah q bom q alguem sofre do mesmo problema q eu! rsrsrsrs (sem querer q os outros sofram! rs).

    Eu tb sai da facul e fui direto pra PricewaterhouseCoopers ali do seu ladinho na Rua da Candelaria! Se era la q vc trabalhava, imagina q trabalhavamos ali do lado uma da outra e nem imaginavamos q iamos nos conhecer pelo blog! Nesse caso, o q conta em qq lugar do mundo eh q trabalhei na Price! foi a coisa mais valida da minha vida, abre portas sempre! Demorei 4 meses em um processo seletivo sinistro e passei pra uma das 7 vagas abertas naquele ano!

    Agora q quero mudar um pouco o foco da minha carreira e torna-la cada vez mais internacional, ja vi q vou ter q correr atras de um bom emprego mesmo! Depois vou partir pra um bom curso, pq estudar eh preciso!

    To amando a repercussao do post! Thanks again!!!!!

    Responder
  9. Barbarella - 04/06/09 - 18h22

    Vou contribuir um pouquinho falando das profissoes regulamentadas, onde aí eu acho que a história muda um pouco de figura. Acho até que o estrangeiro entra em desvantagem…

    Profissões regulamentadas são aquelas que tem um conselho, ou um outro órgão que fiscalize a atuação do profissional. Sou uma farmacêutica brasileira batalhando uma certificação para poder trabalhar como tal nos Estados Unidos. Minha graduação na federal, mais uma pós e um mestrado (também na federal) não contam muito. Muito menos a minha experiência.

    Em profissões como a minha, é necessário passar numa maratona de provas e para comprovar que vc tem qualificação para isso. Não adianta o histórico com boas notas, vc precisa mostrar que SABE, é preciso passar nas provas. E depois de todo o processo, vc recebe a licença de farmacêutico que te permite trabalhar. Essa licença é exigida até para estudar, todos os programas de residência requerem farmacêuticos licenciados.

    O processo é longo, burocrático e as provas exigem bastante! Eu sei MUITO bem do sufoco que é! A experiência ou falta de experiência não contam, e muito menos a formação profissional. Não interessa onde vc estudou, que lingua vc fala, ou sua área de atuação. Todos precisam passar pelo mesmo processo. Para quem tem mais anos de estudo e mais experiência, o processo acontece de uma maneira mais suave. Eu vejo o processo de licenciamento como uma oportunidade de colocar o profissional estrangeiro no mesmo patamar de um cidadão americano recém-formado. Para uns, pode ser um retrocesso. Eu tento ver como uma chance de recomeçar e de (re)moldar a minha carreira num país onde a minha profissão dá prazer de ser exercida por causa do respeito e do retorno financeiro.

    Não sei como é a regulamentação de profissões da área de saúde na Europa, mas acredito que deve existir algo como os Conselho de Farmácia, de Medicina, de Odonto, como no Brasil.

    Espero ter englobado uma outra faceta da questão do validamento de diplomas em terras estrangeiras ;)

    Responder
  10. Renata B. - 04/06/09 - 18h51

    Nossa, ótimo o post e como a minha área tb eh diferente, sou estudante de Odontologia, vivo me questionando isso, o que fazer depois de formada?
    especializaçâo e mestrado fora do brasil?ficar no brasil??
    Gostei do comentário da Barbarella que me ajudou na questão de validação do diploma, eu acho que eh um processo longo e não sei se teria folego, e já te admiro por estar fazendo
    Mas no caso de fazer mestrado, doutorado e ficar dando aula em uma universidade fora do paìs, alguem tem alguma noção de como é?Nesse caso seria mais vantajoso fazer mestrado e doutorado em uma universidade fora né??
    Beijooo

    Responder
  11. Dani - 04/06/09 - 19h06

    Dri,

    Achei o post muito bacana e concordo que numa determinada fase da nossa carreira, a experiência fala muito mais alto do que qualquer faculdade cinco estrelas.

    Aqui nos EUA, a gente vê isto aos montes. Eu fiz faculdade e mestrado aqui, então para os padrões deles, sempre fui uma “estudante americana”. Depois do mestrado ainda fiquei um bom tempo em NY trabalhando para só depois voltar ao Brasil, diga-se de passagem, com excelentes emprego e salário.

    Só que seis anos depois, acabei voltando para cá e achei que a minha recolocação seria até certo ponto fácil, afinal a minha faculdade onde fiz a graduação é muito conhecida na região que eu moro (coincidência voltar para a mesma área!) e a universidade onde fiz o mestrado é top aqui nos EUA. Lego engano. Percebi que os seis anos de experiência que eu tive no Brasil em cargos de gerência contaram para muito pouco! Mesmo sempre tendo trabalhado para empresas de grande porte e nome. Acabei tendo que dar alguns passos para trás para me inserir num mercado novo. Como diz o Blake, para a maioria dos empregadores aqui sou um “wild card” e só o tempo e a estabilidade no CV vão mudar a visão deles.

    Então meu conselho é: humildade e disposição para ralar muito! Meus empregos em Nova York, no Rio e no Governo Britânico podem impressionar no papel, mas na prática, o empregador quase sempre prefere alguém com alguma experiência no mercado local, com conhecimentos e contatos também locais.

    É claro que as exigências mudam bastante para profissional em início de carreira, que não é o meu caso.

    Beijos

    Responder
  12. Flavia - 04/06/09 - 21h06

    Nem me fale dessa frustracao. Eu fiz meu MBA americano, MBA de verdade, nenhum Ze Mane nao, ralei, pois ainda trabalhava full time e engravidei ao mesmo tempo, meu emprestimo eh gigante e aqui qdo eu estava procurando empregos ninguem nem olhava, nem ai, meu diploma estah guardadinho e eh soh para mim, grande coisa.

    bjs

    Responder
  13. helo - 04/06/09 - 21h56

    putz, chega a ser meio frustrante né? mas é a mais completa verdade. logo q cheguei aqui bati um papo com uma consultora q trabalha apenas com designers, e de cara ela falou da experiencia do meu curriculo, nem mencionou minha formação. a unica coisa q ela disse é que é legal sempre ter um curso (short course mesmo) no cv, pq significa q vc esta correndo atras de atualizacoes.
    no meu caso isso é muito importante, mas nao sei se funciona para as demais profissoes.
    bjs

    Responder
  14. Elaine - 04/06/09 - 23h38

    Oi Dri!!! Faz tempo que nao escrevo aqui.

    Olha, adorei este post. Eu tb tenho o mesmo problema q a maioria aqui nos EUA. Eu fiz faculdade de Turismo e Hotelaria no Brasil mas como vim fazer o programa de Au Pair (na epoca minha intencao era de aprimorar o Ingles e voltar p tentar um emprego bom num hotel de grande porte no Brasil) mas acabei casando e ficando por aqui, como nao tinha tido nenhuma experiencia na area de Turismo e hotelaria antes eu tive muita dificuldade em encontrar algum emprego na area aqui. E o problema era exatamente este: falta de experiencia. P eles nao interessa se fiz faculdade ou nao, eles querem alguem que jah saiba o que tem que fazer. Fiquei frustrada e decidi comecar do zero. Voltei a estudar e to mudando de carreira. Agora estou estudando p ser uma Dental Hygienist, aqui nos EUA eh uma profissao que escta crescendo e pagam muito bem. Soh que coo eu havia te dito antes… o sonho do Bryan eh morar na Europa, e pelo que sei nao tem a profissao Dental Hygiene por aih… ou seja, se mudarmos mesmo prai no futuro terei que comecar do zero de novo… aff, que complicacao neh?

    Responder
    • Anna - 20/07/10 - 23h34

      Oi, Elaine!
      Vi que seu post já tem algum tempo, mas queria muito conseguir falar com vc. Tenho vontade de fazer o curso de Dental ygienist. Não tenho a meno r idéia de cemo seja o curso. Se vc puder por favor me dê uma idéia de como é e se vc está gostando. Na verdade penso em fazer no Canadá mas acrdito que deva ser bem parecido.
      Obrigada
      Anna

      Responder
  15. nex - 05/06/09 - 09h57

    No caso de Portugal e falando um pouco de carreiras dentro da área da gestão (finanças, marketing, rh…) que são as que conheço melhor, um MBA ou Pós-graduação só gera importância devida se for tirado numa escola de prestígio. Existem algumas portuguesas em que será aceitável (ISCTE, Nova, Católica), até porque existem MBA’s por ex. que são organizados em parceria com 2 delas.

    Este tipo de cursos tirados fora do país acaba por ter sempre alguma relevância, quanto mais n seja por a pessoa mostrar outro tipo de capacidades por viver fora do seu país, etc., e não exclusivamente com a parte académica do curso.

    No caso de cursos tirados no Brasil “exportando-os” para Portugal, sinceramente não tenho conhecimento. Acredito que os “especialistas” saibam identificar uma ou outra escola que tenha prestígio no Brasil, mas em geral não são das mais faladas (como INSEAD, Harvard, etc).

    Responder
  16. Adriana - 05/06/09 - 10h15

    A Ines tocou num ponto importante, que eh essa coisa de “diploma exportado” nos paises em desenvolvimento ou de sociedade muito patriarcal, (tipo Brasil, Portugal, Italia, Espanha, Africa do Sul, outros da America Latina e Leste Europeu, para citar alguns), onde fazer um curso “fora” pode vir a ser um grande beneficio, muitas vezes nao pelo curso em si, mas pela experiencia de vida que ele traz, por mostrar que a pessoa sabe se virar sozinha, saiu do colo dos pais, aprendeu outra lingua e tal.

    Entao jah nem eh o fator academico do curso, e sim o efeito social que ele tem sobre o individuo.

    Entao se sua intencao eh “estudar fora” pra depois voltar ao Brasil, esse curos realmente pode vir a te trazer muitos beneficios, mesmo que nao seja numa Universidade Top, ou com super notas.
    Logo, em se tratando de “pos” por “pos” as vezes um curso feito numa faculdade meia boca no exterior pode vir a ter muito mais valor quando vc volta a seu pais de origem (seja Brasil, Portugal, Espanha, Africa do Sul, etc) doque um outro curso meia boca (ou ateh mesmo um cursos bom) feito “em casa”, justamente porque “aumenta” sua lista de experiencias de vida (ainda que nao sejam experiencias profissionais).

    Responder
  17. Alessandra - 07/06/09 - 02h33

    Achei muito legal o post… eu nunca terminei meu curso de comunicaçao no Brasil, porque sempre tive essa ideia meio louca na cabeça de fazer uma universidade fora..quase desisti da idèia, mas retomei meu projeto e agora to aqui, terminando o 2° ano de Lingue, em Genova. Faço parte desse processo meio louco de 3+2 anos de facul.. agora sao tds assim, com a unica diferença q em casos de medicina, arquitetura, direito, e algumas outras è quase obrigatorio fazer 5 anos pq precisa de especializaçoes especificas, que nem sempre consegue nos 3 primeiros anos.. meu namorado fez economia e comèrcio na epoca q ainda eram 5 anos obrigatorios, as regras mudaram no meio mas ele continuou com o “vecchio ordinamento”.. no meu caso, sinceramente, acho desnecessario fazer esses 2 anos a mais, ate pq vàrias aulas minhas sao junto com alguns grupos da “specialistica”.. eu prefiro mais tarde fazer um master, nao necessariamente, assim que me formar por aqui.

    De qualquer forma, concordo plenamente que a experiencia è muito mais vàlida! Sou estudante
    “full-time”, porque meu visto de estudante è super chatinho pra conseguir um contrato de trabalho.. jà perdi oportunidades interessantes por causa desse visto maldito, hehe em tds as minhas entrevistas sempre dao mt mais crèdito as minhas experiencias, o meu curso por aqui è uma qualificaçao extra o q pode relativamente me ajudar por nao ser italiana (me igualando a um, em relaçao à formaçao academica).. ter diploma e cursos mil na mao sem experiencias nao dà! entao, eu vou tentando achar um modo pra driblar as burocracias do meu visto e conseguir algo a mais pra rechear o meu currìculo.. jà consegui estagiar no gabinete do “Sindaco”, no dept de relaçoes pùblicas, e agora quero tentar um voluntariado/estàgio numa associaçao civil italiana a serviço dos cidadaos daqui..sei là, no maximo vale como aprendizado.. sinto que quanto mais experiencias em solo italiano melhor!

    ps. sobre o ultimo post, sobre diplomas exportados..
    muita gente aqui participa do programa Erasmus, outros, simplesmente, acabam terminando os estudos fora..trabalhando como pesquisadores pra universidades mil na Europa e nos Eua e acabam nao voltando (a tendencia nao è de ir e voltar, mas de ir e ficar!)… a minha universidade (Genova), na area de Lingue fez um acordo com as universidades de Barcelona e de Nice, no qual vc pode pedir o duplo reconhecimento do diploma, ou seja, vc recebe um diploma italiano e um outro frances e/ou espanhol.. fica o ùltimo ano, fazendo o curso aqui e là.. apesar de que meu curso è meio suspeito pra servir de exemplo, um escambio cultural pode ser sim essencial.. fora q eu nao sei se tds as universidades na Italia tem acordos semelhantes de diplomas duplos com os mesmos ou outros paìses.

    Responder
  18. Elisa - 08/06/09 - 11h44

    Oi Adriana,

    eu vou discordar de você com essa história que qquer diploma brasileiro é igual. Hoje eu faco doutorado na Alemanha sem ter feito mestrado porque a minha faculdade (UFRGS-Federal do RS) está numa lista de equivalência. Eles me deram o título de Dipl.-Ing. (engenheiro diplomado) assim como os alemaes tb ganham (equivalente ao master dos EUA). Quem estudou numa faculdade qualquer (que as vezes nem regulamentadas pelo próprio MEC sao) ou fez um curso de tecnólogo (3 anos) nao ganha essa equivalência.

    Tb lembrei de uma coisa que você nao falou. Pelo menos na area de engenharia existem dois tipos de mestrado, o profissional e o acadêmico, só o acadêmico conta. O profissional é só uma pós com apresentacao de trabalho no final.

    Outra coisa, eu nao recomendo tentar tapear ninguém com a história de linguas (eu nunca falaria que falo espanhol num currículo só porque eu entendo, por exemplo). Quem mente se lasca na entrevista.

    Ah, outra coisa. Aqui na Alemanha é super importante mandar uma carta junto com o currículo falando porque você gostaria de trabalhar nessa empresa. Com certeza experiência é tudo. Aconselho muito a fazer estágios e iniciacao científica desde o início da faculdade.

    Responder
  19. Verônica - 15/06/09 - 14h38

    Existem cursos feitos por EAD em Universiades Abertas existentes em vários países como Brasil, Portugal e até mesmo Inglaterra. Como eles são vistos pelos recrutadores?
    A peesoa que fez curso á distância e fez estágios e iniciação científica tem chances ou ou seria o mesmo que ie a universidade presencial e não ter experiência na área?

    Adorei este post. Muito boas dicas.

    Responder
  20. Daniel - 09/09/10 - 17h30

    Vou me formar em Odontologia, pela Unesp campus Araraquara, uma da universidades de odontologia mais bem conceituadas. Gostaria de saber se é possível fazer equivalência do meu diploma para trabalhar nos EUA. Gostaria também de fazer pós graduação lá e queria saber como que se deve fazer para começar, quais são as provas que eles requerem.

    Responder
  21. Felipe Segura - 26/02/14 - 23h10

    Dri, gostei muito do seu post, porém, tenho uma pergunta relacionada a minha pessoa.
    Estou cursando tecnólogo em comercio exterior (COMEX). Eu me formo em julho de 2015, porem, em dezembro de 2015 estou de mudança para os EUA.
    A pergunta é a seguinte: Será que meu diploma como COMEX valeria nos EUA para eu começar uma carreira?

    Responder
    • Adriana Miller - 27/02/14 - 11h52

      Nao sei te dizer ao certo, mas no geral diria que nao.
      Nao deixa de ser uma qualificacao, o que eh sempre bom ter, mas nao acho que seja um curso “oficialmente” reconhecido por nao ser um curso superior tradicional.

      Responder
  22. Emily - 21/10/14 - 06h19

    Oi Felipe. No Brasil existem 3 tipos de diploma: bacharelado, licenciatura e tecnólogo.
    Nos EUA o curso de tecnologo corresponde ao associate ou Community Colleges / Junior Colleges, curso de curta duração o qual ao terminar vc pode estudar mais 2 anos para ser bacharel ou fazer um curso profissionalizante.
    Trabalho na universidade federal e é comum recebermos pedidos de reconhecimento de diplomas do Exterior, então o princípio de validação é o mesmo tanto do Exterior para o Brasil como do Brasil para o exterior.

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  23. Emily - 21/10/14 - 06h20

    Observação o processo de reconhecimento de diplomas pode ser demorado e burocrático

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  24. […] quanto aqui na Europa) alem dos muitos outros fatores que separam um candidato de uma vaga: visto, formacao academica, experiencia relevante, fluencia na lingua, desenvoltura nas entrevistas, carisma, e principalmente […]

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  25. Rosa - 01/03/16 - 19h02

    Oi Dri, muito grata por seus posts. Eles esclarecem muito. Mas eu estou cheia de dúvidas sobre essa questão do diploma. Eu sou socióloga, com bacharelado, licenciatura e mestrado. Tenho experiências de trabalho e no momento sou concusada como analista em um órgão estadual. Estarei indo para a Inglaterra para casar. Meu noivo sempre argumentou que o melhor seria que eu fosse para lá. Depois de muitas conversas decidi atender o pedido dele. Estou em um momento de levantar documentação para o visto e estou querendo também levantar documentos que possam ser relevantes para conseguir trabalho. Fico pensando nessa questão do reconhecimento do diploma. Quais os caminhos? Quais os documentos necessários? Preciso traduzir todas as minhas ementas? Juntando os cursos (feitos na Federal do Ceará) tenho mais de 200 páginas de ementas… E declarações de trabalho (aulas ministradas, projetos de pesquisa, consultorias , Estado etc)? Devo levar também? Elas tem algum valor? Grata e grande abraço!

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    • Adriana Miller - 17/03/16 - 12h00

      Oi Rosa, cada carreira tem suas especificacoes – o British Council e sua Universidade poderao te instruir certinho sobre qual o melhor caminho no seu caso.

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  26. Vitor - 22/02/17 - 13h08

    Oi Adriana, Quem posso procurar para validar meu diploma brasileiro de Turismo.Vou morar na Inglaterra.
    Agradeço, Vivian

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    • Adriana Miller - 22/02/17 - 14h47

      O consulado Britânico é a melhor fonte de informações atualizadas sobre os trâmites de diplomas.

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