22 Oct 2009
45 comentários

Auschwitz & Birkenau – Campos da Morte

Auschwitz & Birkenau, Dicas de Viagens, Polonia

Uma coisa que pouca gente sabe sobre mim é que eu detesto filmes crueis e tristes. Mas nao digo aqueles agua com açucar que te faz chorar por varios minutos não. Estou falando de filmes que mostram a crueldade do ser humano. Seja contra outro humanos ou contra animais. Me faz tao mal, que sou incapaz de assistir ateh o final.

Filmes de guerra entao nem se fala. Nem mesmo os “classicos”, nunca consegui chegar até o fim… sai do cinema nos primeiro 5 minutos de “Saving Private Ryan”, troquei de canal em “Amistad”, e nem nunca se quer quis assistir “O Pianista”, “A Lista de Schindler”, etc… e quando a crueldade do filme relata acontecimentos reais e relativmente recentes, o efeito é ainda pior.

Então quando o Aaron sugeiru um passeio pelos campos de concentração, fiquei muito na duvida. Por um lado a vontade de ver com meus proprios olhos um dos lugares mais marcantes da historia da humanidade era grande, mas por outro lado sabia que seria um dia bem dificil de encarar.

Mas quem esta na chuva tem que se molhar, certo (e na Polonia em particular, nos molhamos bastante!)?

A principio queriamos fazer tudo “independente”: pegar um trem que sai da estacao central de Cracovia ateh a cidade de Oswiecim, e de lah um onibus ateh o campo de concentracao, e depois outro onibus entre os campos. Mas como o tempo era limitado, o tempo estava uma porcaria e todo mundo que conversei que já fez esse passeio recomendou um tour com visita guiada.

Escolhemos a empresa “See Krakow” que é a empresa recomendade pelo organizacao de turismo da Polonia, e apesar de um pouco mais cara que outras que vimos por lá (99 Zloty Polacos + ou – 30 dolares) valeu cada centavo. Um onibus veio nos buscar na porta do hotel, e quando chegamos lah já tinha um guia nos esperando, com audio-guides e uma incrivel aula de historia!

A visita comecou pelo principal e maior campo de concentração do mundo: Auschewitz e depois seguimos pro campo “suporte” de Birkenau.

O campo, hj transformado em museu é incrivelmente organizado e cheio de regras: nada de voz alta, fotos nos interiores dos predios, comida, bebida, ou qualquer outra coisa que possa ser considerada falta de respeito a memoria das vitimas.

Já na entrada os visitantes percebem que estao prestes a entrar num mundo paralelo, de onde pouquissimas pessoas tiveram a sorte de sair: as grades eletricas, as torres de vigilancia, e a frase iconica “Arbeit Match Frei” (“o trabalho liberta”) sao apenas uma pequena amostra de como o ser humano pode ser tao cruel.

Pelos corredores dos predios algumas frases nos mostram os dois lados: algumas das frases usadas por Hitler e os Generais Nazistas para justificar o exterminio (classificando Judeus, ciganos, Slavos e homosexuais como raças inferiores). E ao mesmo tempo, outras frases de lideres mundiais relelmbrando as vitimas e da importancia de relembrar tudo que aconteceu ali dentro, para que isso nunca mais seja repetido.

O passeio começa pelo interior de alguns dos predios que um dia foram os alojamentos das vitimas, seguindo toda a logica doque se passava por ali. A “propaganda” Nazista usada para capturar e atrair familias inteiras de judeus, que foram prometidos re-assentamento e a oportunidade de recomeçar suas vidas. Familias inteiras eram capturadas e transportadas em trens de carga, saindo de todos os cantos da Europa – alguns viajavam por 17 dias dentro de trens sem janelas, sem poltronas, camas, banheiros, comida ou agua. Muitos jah chegavam lah mortos.

Muitos emuitos grupos de turistas judeus e estudantes Israelitas emocionados pelos museus

A primeira instrucao dada pelos Nazistas era que familias se separassem por genero: mulheres e criancas de um lado e homens de outro. A “desculpa” dada para a separacao era que todos seriam desinfetados e tomariam banho, logo mulheres e homens deveriam estar separados.

A principal “arma” psicologica dos Nazistas era manter a multidao sempre muito calma. As familias eram instruidas e escrever seus nomes e dados pessoais nas malas, para que seus pertences pudessem ser encaminhados pros dormitorios certos. Quando tinham que se despir para tomar banho, eram instruidos para “lembrar” onde tinham deixado roupas e sapatos, para evitar confusao na saida, etc.

A entrada de uma das camaras de gas, e ao fundo a chamine do forno crematorio adjacente

Mas na verdade, mulheres, criancas menores de 16 anos, idosos, recen nascidos, gravidas e deficientes eram mortos imediatamente! Mas nao antes de serem totalmente humilhados. As mulheres tinham que ficar nuas e tinham seus cabelos raspados, e eram separadas de seus filhos. Deficientes perdiam suas muletas, oculos, pernas falsas. E criancas e idosos eram deixados sozinhos e sem ajuda de suas familias. E entao entravam na area de “chuveiro”, que na verdade eram as camaras de gas.

Para completar a “linha de producao”, os crematorios eram adjacentes as camaras de gas, entao aluns minutos depois, os corpos eram carregados diratamente para serem queimados, eliminando qualquer evidencia. E para aumentar o choque da crueldade, as cinzas humanas eram usadas como fertilizantes nos campos.
Estima-se que nas epocas do auge da campanha Nazista, cerca de 60.000 pessoas morriam por dia, a ponto de que as fornalhas nao davam mais vazao, e os corpos eram queimados a ceu aberto.

Os trilhos levavam os “passageiros” diretamente pras camaras de gas

Os homens que eram considerados “fortes” viravam escravos dos Nazistas, trabalhando nos campos de agricultura, fabricas de arma, minas de carvao e de aço. Os registros dos “prisioneiros” mostra que na verdade ninguem sobrevivia mais de 1 ou 2 meses.

As causa de morte eram o puro e simples assassinato (os guardas Nazistas eram instruidos a matar imediatamente qualquer escravo que nao trabalhasse rapido o suficiente, ou de acordo com o padrao Nazi), ou mortes por doencas fulminantes como tuberculose, pneumonia, desnutricao e varias outras. Alem doque morriam por hipotermia, resultado de torturas, gangrena, ou eram usados como cobaias em experimentos biologiocs conduzidos pelos medicos Nazistas (o “hospital” na verdade nao era para curar ninguem, e sim usar os prisioneiros como cobaias humanas). Os que tinham a “sorte” de sobreviver, se suicidavam nas grades eletrocutadas.

Os prisioneiros trabalhavam uma media de 12  a 14 horas por dia organizados em grupos de algumas dezenas ou centenas, e os Nazistas impunham a “tecnica” da “responsabilidade coletiva”, onde todos eram cumplices uns dos outros, e assim conseguiam evitar uma revolta interna: de manha, na saida pro trabalho X homens eram contabilizados, entao no fim do dia X homens tinham que voltar. Se alguem estivesse faltando, 10 outros prisioneiros seriam executados ou torturados imediatamente. Entao eles tinham que carregar os corpos de seus colegas assassinados ou mortos ao longo do dia, para mostrar as “provas” na volta ao campo de concentracao.

Eu poderia passar horas e mais horas relatando os horrores daquela lugar, e NUNCA vou conseguir fazer jus ao que se sente ali dentro. Assim como nunca serei capaz de entender oque realmente se passou ali dentro.

Muitos dos predios viraram museus, com exposicoes de fotos e documentos, com fotos do registro dos prisioneiros antes de serem mortos. Os olhares de horror e as cabecas raspadas mostram o horror que aquelas pessoas estavam sentido, a tristeza, a humilhacao e a total falta de esperança na vida.

As exposicoes de artigos pessoais mostra o lado “humano” das vitimas. As malas com os nomes de seus donos, os sapatos, as muletas, os brinquedos, panelas, e montanhas e montanhas de cabelos das mulheres e criancas que ali morreram. Cabelo humano era considerado uma materia prima super resistente, e entao os Nazistas usam a materia prima para fabricar tecidos para uniformes de soldados, recheio para colchao e almofadas, entre outras coisas.

Roupas de qualidade e joias eram vendidas ou doadas para as familias Alemaes que viviam nas redondezas (dos oficiais).

Outros predios mostravam os alojamentos, onde 4 pessoas tinham que dividir a mesma cama (geralmente muito mais, jah que o peso medio dos prisioneiros era de 40 kilos para um homem adulto); as paredes de madeiras tao finas que a temperatura exterior era a mesma por dentro, os banheiros com esgoto ao ceu aberto, mas com desenhos “fofos” de gatinhos e anjos se banhando nas paredes…
A vontade de chorar durou por horas e horas, e as vezes tirava meu fone de ouvido e me afastava do grupo, porque simplesmente nao conseguia mais ouvir os relatos das crueldades. Aliais, nossa guia foi exelente, e nao entendo como ela conseguia ter aquele emprego, repetir as mesmas monstruosidades todos os dias, e demonstrar tanta emocao, sem “break down”.

Alem de tudo que estavamos vendo, o clima soh ajudou a criar a dramatizacao do lugar. Se estavamos no inicio do outono, onde faziam “apenas” -2 graus e nem chovia tanto assim, imagina passar semanas sem comer nada, trabalhar ao ar livre 14 horas por dia, usando tamancos de madeira e um uniforme de algodao, em baixo de chuva, neve e temperaturas que podiam chegar a -25 graus!!! Durante o inverno, mortes causadas por gangrena e hipotermia eram as mais comuns. Os que sobreviviam o frio durante o dia, geralmente morriam de diarreia durante a noite.


O “paredao da morte” acima e as camaras de tortura abaixo

O mais emocionate foi que no final do tour, a guia nos lembrou que quando a guerra finalmente acabou e os campos de concentracao foram encontrados, os sobreviventes foram capturados como prisioneiros e guerra na maos dos Russos, e o pesadelo continuou pois varias outras decadas. Em menor intensidade, mas tao cruel e devastadora quanto.

A Polonia, junto com a Hungria, foi um dos paises mais penalizados pelas guerras Europeis do seculo 20, e até hoje lutam para tentar se reerguer. A entrada para a comunidade Europeia em 2004 tem ajudado, mas ainda teem muito oque fazer para reconstruir o pais que foi destruido por varias e varias decadas seguidas.
Quanto mais escrevo sobre oque vi, mais lembro das crueldades e relatos das coisas que aprendemos lah dentro. Passamos horas em total silencio, sem trocar nenhuma palavra, sem levantar os olhos do chao, sem sorrir, sem sentir frio, fome ou sede.

Nunca vou aceitar nem entender a crueldade do ser humano. E nem precisamos chegar no nivel dos nazistas. Nao entendo como um ser humano pode olhar pro outro e pensar “sou superior”, e maltratar outra pessoa, seja lah porque motivo seja: credo, nacionalidade, opcao sexual, cor da pele, posicao social.

Nao entendo nem nunca vou entender as pessoas que sao racistas, que maltratam crianças ou animais, que destraram garçons, empregadas, ou qualquer outra pessoa de nivel social diferente, que sacaneiam homesexuais ou deficientes. Pra mim a diferença entre essas pessoas e os Nazistas esta apenas na escala utilizada.

Realmente nao estou querendo comprar alhos com bugalhos, mas nos meus olhos os motivos sao os mesmos, e isso é um comportamento humano que nunca vou entender. Nem quero.

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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  1. Fabi - 22/10/09 - 17h58

    entendo perfeitamente o q vc sentiu.. visitei Dachau em Munich e eh de partir o coracao…

    Responder
  2. Dany (USA) - 22/10/09 - 17h59

    Dri!!!!
    Nossa to passando aqui pq eu vi seu twitter sobre o mestradooooo!!!
    Passei pra dizer q fiquei arrepiada de ler a noticia!!!Parabens!!!!!
    Nossa fiquei emocionada por vc!!!
    Td bem q nem te conheco, mas a gente que segue fielmente o Drieverywhere, sabe o quaaanto vc penou nesse mestrado!!!
    Parabens,mais uma vez.
    Dany

    Responder
  3. Carol - 22/10/09 - 18h15

    Tô arrepiada aqui!! É muito triste saber que que já existiu tanta crueldade no mundo…hoje ainda existe né, em proporções diferentes, motivos diferentes…mas é inacreditável realmente pensar que existem pessoas tão ruins assim!!

    Responder
  4. Perdida pelo mundo - 22/10/09 - 18h50

    Nem consigo comentar, é um nó na garganta!

    Responder
  5. Jaciara - 22/10/09 - 19h39

    Reitero o comentado acima, a crueldade humana me deixa com um nó na garganta.
    Confesso que tenho muita curiosidade em conhecer Aschwitz. E penso que a história serve para não repetirmos os mesmos erros no presente, como você bem finalizou no post.

    Responder
  6. lucia - 22/10/09 - 19h59

    Oi Dri, eu tb nao entendo esse comportamento desumano, mas tenho vontade de entender e estudar a respeito. Tentar entender o que faz um ser humano ser ou agir assim, se eh algo da pessoa ou se eh como eh criado, enfim, como e o que faz alguem ser um monstro. Voce ja viu um filme chamado “The good son”? Desde que assisti, o comportamento desse personagem crianca do filme me fez comecar a pensar e tentar analisar o comportamento humano.

    Uns anos atras eu assisti um documentario com uma velhinha que passou um tempo nesses campos de concentracao (se quiser o nome depois te passo, pois nao me lembro agora de cabeca). Ela e sua irma gemea que morreu primiero que ela, passaram por experimentos que um dos medicos loucos faziam nas pessoas. O documentario eh sobre ela, sua historia e sobre perdao. Como ela quis tentar achar algumas dessas pessoas que trabalharam com os medicos, pra ver o que tinham feito com a irma pra deixa-la mal e doente e no final, mata-la. E ela os encontrou e os perdoou.

    Eh triste, Dri, mas muito interessante e emocinante ouvir isso e sobre como o perdao eh poderoso, vindo de uma pessoa que passou por tanto sofrimento. Imagino como voce deve ter se sentido nesse lugar. Deve ser muito emocionante (de uma maneira muito triste). Nao consigo nem imaginar, nao mesmo!

    Bjos

    Responder
  7. Nina - 22/10/09 - 20h11

    Fui pra Polonia em março desse ano. Passei por Wroclaw, Cracóvia e Auschwitz e senti exatamente o que voc relatou!

    Quando a gente ouve essas coisas na aula de história, tudo parece ser tão surreal. Ir à Auschwitz e ver os objetos pessoais, os lugares onde eles dormiam e ouvir as histórias contadas pelos guias, parecia que tudo estava no ponta do nosso nariz e não queríamos ver a realidade. Uma crueldade sem fim!

    Pra mim, todo mundo deveria visitar Auschwitz uma vez na vida… tenho certeza de que pararíamos de reclamar de muitas bobagens…

    Responder
  8. Maariah - 22/10/09 - 20h15

    Adriana, post muito difícil de comentar. Eu, ao contrário de ti vejo todos os filmes ou séries que retratem essa época. Quero ir também um dia visitar Auschwitz, mas na realidade não sei se serei capaz. Vieram-me lágrimas aos olhos ao ler o teu post e ver as fotos, imaginar que naquele pedaço de chão, pisaram pessoas, o que sofreram, o que passaram, imaginar que aquela bota, especificamente aquela bota foi deixada ali por alguém que mais pensava que mais tarde a iria buscar. O que sentiu no momento, o que pensou. Claro que não consigo imaginar na realidade o que se passou, mas o pouco que penso é demasiado doloroso.

    Responder
  9. Tati - 22/10/09 - 20h19

    Dri,

    fiquei engasgada com esse post.Faz a gente relembrar esses fato terríveis.Estudo alemão há quatro anos e desde então tenho me interessado muito pela história e cultura, acabo sempre esbarrando nessa parte; assisto aos filmes (e no início dava graças a Deus por não entender quase nada) mas nada deve se comparar ao arrepio de ir a um campo de concentração, eu faço das suas as minhas palavras: não dá pra entender. A primeira impressão de ver o “b” do “arbeit” no portão principal ao contrário já e assustadora.Ao mesmo tempo que morro de vontade de ir, fico com medo da minha reação. Mas vou. Será uma forma de “homenagear” essas pessoas e ver a vida com outros olhos.

    Responder
  10. Anathalia - 22/10/09 - 20h47

    Eu gosto e assisto esse tipo de filme, mas sempre fico impressionada por dias e dias. Acho que foi quando morei na França e visitei vários pontos importantes pras guerras européias é que fique fissurada com o assunto. Mas não tive oportunidade de visitar um campo de concentração. O clima deve ser bem pesado mesmo. A foto dos sapatos é impressionante!

    Responder
  11. Lu Francesa - 22/10/09 - 21h36

    Parabéns pelo mestrado, por mais uma etapa terminada, por mais uma conquista :)
    Muito sucesso.
    Beijocas,Lu.

    Responder
  12. Lu Francesa - 22/10/09 - 21h42

    Apesar de MUITO triste eu me interesso por tudo isso, já vi diversos filmes, já livro (estou lendo Operação Valquíria) e gostaria de um dia ver de perto tudo isso….

    Responder
  13. Thaís Nascimento - 22/10/09 - 22h23

    Meu Deus, Dri =/
    Ler esse post me emocionou demais, se fiquei assim só de ver teu relato, começo a me perguntar se aguentaria visitar um lugar desses (eu que comentei no twitter q gostaria mto de ir, por ser fascinada por historia), ia chorar horrores durante e depois..
    É um tapa na cara, mostrando a gente do que o ser humano é capaz, porque por mais que a gente ouça falar nas aulas, leia nos livros, veja fotos, nada deve ser tão chocante quanto ver o lugar onde td aconteceu, as malas com os nomes deles, os fornos onde eram cremado.
    Agonia, muita agonia.

    Responder
  14. Luciana - 22/10/09 - 22h55

    Dri!!
    Simplesmente AMOOOOO seu blog!! Comecei a ler ano passado no Canada e desde então não páro!! Você consegue passar dicas incríveis, histórias extraordinárias, as “neuras” do dia a dia e as fotos então!!! Ano que vem eu e meu marido estamos de partida para a Inglaterra, morar um bom tempo e já tenho uma lista gigante de lugares pra visitar (tirados daqui of course!)
    Parábens e ótima sorte pra vcs!!
    Beijos

    Responder
  15. leticia - 22/10/09 - 23h22

    um dos melhores e mais tristes posts que vc já escreveu, Adriana.

    Responder
  16. Marília Lucena - 22/10/09 - 23h51

    Dri, que post emocionante. Gostaria muito de ir lá mas sei que sairia muito triste. Como vc, esses filmes de agressão humana, de animais e tal me deixam mal. Assisti o filme “O menino do pijama listrado” (The Boy in the Striped Pajamas), que se passa na época do nazismo e mistura com a inocência de uma criança. Chorei horrores!! Apesar de tudo, tb há uma mesnagem linda, que é sobre a amizade.

    Beijão

    Responder
  17. José Luiz - 23/10/09 - 00h11

    Dri, acompanho seu blog faz tempo e sempre fico impressionado com a qualidade dos seus posts, mas esse ficou especialmente incrível… você conseguiu passar uma emoção tão forte nesse post que se nem todos poderão visitar um campo de concentração um dia na vida, deveriam pelo menos ler o seu post!
    Só uma coisa a dizer, parabéns!
    Bjos!

    Responder
  18. Thiago - 23/10/09 - 01h17

    Oi Dri,
    primeiramente, parabéns pelo Blog, tem sido bem útil p mim, que vou fazer uma pequena passagem de 6 dias em Londres, foi por isso que cheguei aqui, e olha que o conheci somente hoje pela manhã : )

    É uma pena eu começar a te escrever daqui, desse post, que não é muito agradável. Eu, como psicólogo, procuro encontrar explicação para esse tipo de comportamento na essência do sujeito, mas parece que existe um bloqueio em mim, que me impede. Liberdade é o que o ser humano mais deseja, mas é uma pena ter que conviver, ainda, com espíritos tão mal desenvolvidos por aqui.

    Mais uma vez, parabéns!

    Responder
  19. Eu quase não consegui ler o texto até o final… não sei se aguentaria fazer essa visita. Que tristeza sem fim… Mas concordo que isso tudo deve ser preservado em memória de todos os que foram butalmente humilhados, torturados e assassinados ali!

    Responder
  20. Luisa - 23/10/09 - 02h34

    Oi Dri,

    Eu tenho tanta coisa para te falar. Estou há séculos para te deixar um recado decente, mas sempre deixo para depois. Leio seu post e acabo não comentando… Mas depois de ler esse seu post, o comentário de apresentação/elogio/agradecimento fica para outro dia.

    Estou com um nó na garganta, uma sensação de estômago embrulhado horrível. Eu nem imagino o que seja passar por Auschwitz. São tanta histórias horríveis, absurdas, desumanas, é tudo tão surreal. Escutar sobre o que acontecia lá já é péssimo, não consigo imaginar escutar tudo isso estando lá.

    Eu já visitei o Holocaust Museum em Washington, DC. Fui com dois amigos, saímos de lá e andamos sem rumo por quase duas horas em um dia de inverno que fazia -5°C. Perambulamos completamente zonzos sem que ninguém dissesse uma palavra. Que sensação esquisita. No dia seguinte conversamos sobre o que tinha acontecido naquele dia e a opinião de todos foi unânime: estávamos completamente anestesiados, não sentimos frio, fome ou sede. Foi difícil digerir tudo aquilo que vimos (e olha que era “só” um museu, não era o lugar em si). Nesse museu tem um vagão de trem, diversas “camas” que foram doadas por algum dos campos de concentração (não me lembro exatamente qual), além de lugares cheios de objetos pessoais como sapatos, malas, roupas, tesouras, pentes, etc.

    Eu também não consigo entender como ou porque certas pessoas são tão cueis. Como tem gente que se sente superior a outra. Como uma pessoa discrimina outra por ter diferente religião, cor de pele, pensamento, nacionalidade, posição social. Acho que nunca vou conseguir entender nada disso…

    Assim como você sou carioca. Estudei em uma escola alemã e tenho uma lembrança muito forte de uma brincadeira que um menino da minha turma fez com uma professora uma vez. Acho que estávamos na terceira série (ish, tem tempo isso, viu…) e tínhamos uma professora de música alemã muito rigorosa. Ela deu uma ordem ao menino, ele se levantou, fez aquele sinal de continência e falou “Heil Hitler!”. A professora ficou transtornada, deu uma bronca absurda no menino, ela gritava, gesticulava muito, o levou para a diretoria e tudo. Na época, nós, que devíamos ter em torno de 9 anos, não entendemos o pq do “chilique” tão grande da professora. A medida que fomos crescendo, passamos a entender melhor aquilo. Fiquei sabendo anos depois que ela era judia e perdeu a família quase toda em um campo de concentração. Não precisa dizer mais nada, né?

    Bom, falei demais hoje. Qualquer dia desses eu volto para dizer todas as outras coisas que eu quero te dizer há tempo.

    Um grande beijo,

    Luisa

    Responder
  21. Sandra - 23/10/09 - 09h35

    Estou acompanhando esse blog a pouquinho tempo, o descobri através de uma comunidade do Orkut. E realmente a Adriana está de parabéns pelo excelente conteúdo. Eu moro em Zürich e ultimamente na TV há muitos docs, filmes, sobre o nazismo e mais recentemente sobre a DDR.
    É de partir o coração ler estes relatos e mais difícil ainda é entender porque o ser humano age assim, simplesmente porque temos muita dificuldade para acreditar que a maldade pura e simples existe! Graças a Deus que existem MUITAS pessoas boas!

    Abraços!

    Responder
  22. Elvira - 23/10/09 - 11h23

    Fiquei muito emocionada enquanto lia seu post. As lágrimas quase caíram.
    Minha mãe tem uma amiga que perdeu quase toda a família em um campo de concentração.
    É tudo muito triste. Não consigo entender …

    Bjs.
    Elvira

    Responder
  23. Fernanda-Peru - 23/10/09 - 14h42

    Muito, muito triste…
    Eu sempre soube que os russos tinham libertado o povo dos campos…nao sabia que ao invés eles também foram algozes…

    Responder
  24. Patricia - 23/10/09 - 17h04

    Fiquei muito emocionada com o seu relato e as fotos desse lugar, vc descreveu muito bem.

    Responder
  25. Gizelli - 23/10/09 - 22h10

    Sou descente de poloneses e é impossível ler, ouvir, assistir qualquer coisa que se refira a esse absurdo da história sem me emocionar…
    Parabéns pelo seu texto e sensibilidade Adriana.

    Dziekuje!

    Responder
  26. Marcie - 25/10/09 - 18h35

    Dri, me emocionei muito ao ler seu relato. Meus avós e tio paternos foram mortos em Treblinka. Cresci com essa história, que me era relatada para evitar que algo assim pudesse acontecer novamente, e que eu a passasse adiante pelo mesmo motivo.
    No ano passado fui conhecer Dachau, e foi muito pesado, duro mesmo. Ainda não tive nem coragem de ir à Varsóvia, onde meu pai nasceu e lutou no gheto. Sei que está mais do que na hora….mas….!

    Responder
  27. Dani Mariane - 26/10/09 - 00h42

    E de pensar que o “dr” Mengele (ele conduzia experimentos em criancas em Auschwitz II) passou o resto da vida apos a guerra livre e impune no Brasil e de matar neh?

    bjos

    Responder
  28. CarlaZ - 26/10/09 - 22h47

    Imagino como deve ter sido até difícil pra vc escrever esse post…realmente emociona…
    Não acho errado tornar um destino ao turismo não…é bom mostrar isso para que não se repita!

    Responder
  29. Flávia - 27/10/09 - 22h31

    Dri, que post emocionante! Desta vez vc se superou! Parabéns, vc realmente conseguiu passar um pouquinho da emoção que sentiu lá no campo (falo um pouquinho porque “ao vivo” o negócio deve ser muito mais pesado). E concordo com o que as meninas disseram: o lugar tem que ficar mesmo aberto a visitação para que as pessoas nunca se esqueçam do que o homem é capaz de fazer. Li em uma revista que um dos chefões das tropas aliadas, não me lembro quem, mandou que se tirassem muitas fotos de tudo, das pilhas de cadáveres, das ossadas, das pessoas famintas, justamente para que tudo ficasse muito bem documentado. E é o que deve ser feito porque, do jeito que as coisas são, teria muita gente por aí negando o que aconteceu…

    Responder
  30. Rivkah - 28/10/09 - 08h48

    Dri,
    Costumo ler o seu blog mas e a primeira vez que deixo um comentario.
    Toda crueldade contra o ser humana e horrivel… Relativamente aos judeus… Ate hoje as comunidades vivem com “traumas” de guerra mas como se costuma dizer: “bola pra frente que atras vem gente”. :)
    Beijos e tudo de bom.
    Rivkah.

    Responder
  31. Fê Matsumoto - 09/11/09 - 18h09

    Estou sem palavras…
    Sempre que assisto a filmes c/ esse tema eu choro. Choro de raiva e de tristeza. Pq tudo isso aconteceu em um passado não tão distante e é estranho pensar como as pessoas conseguem ser cruéis. Dói.
    Esse seu post foi maravilhosamente escrito. Eu sempre acompanho seus blogs (esse e o beauty everywhere) mas nunca comento por falta de tempo. Hoje, ao ler esse post não pude deixar de comentar… Mesmo que eu não tenha palavras para expressar o que senti ao ler…
    Acho que o acesso a essas informações nos servem justamente de lição p/ o que não fazer. E é exatamente o que vc diz no final do post, não dá p/ entender quem se julga superior em nenhum sentido, seja por raça, seja por crença ou por posição social.
    Você foi muito forte ao conseguir entrar em um campo de concentração. Eu acho que eu não conseguiria, inclusive por uma questão energética. Acredito que além do clima ser tenso e triste, o local deve ter uma energia pesada (sou espírita).
    Te admiro por ter visitado o local e agradeço – mesmo – por vc ter compartilhado…
    Parabéns não só pelo blog, mas por vc ser como vc é!

    Responder
  32. marcinha - 23/03/10 - 03h23

    relato emocionante..sensivel e bonito
    ja fui ao museu do holocaust em washington dc e o de new york..e tb o de israel…sempre tento me transportar……por muitas historias que escutei de meus avos tios e mesmo meu pai.que nao chegou a um campo ..mas viveu as barbaries dos malditos nazistas…
    mas pisar no solo de um campo.de fato..no ambiente onde tudo aconteceu..deve ser um trauma e um pesadelo…uma sensação pessima…..
    nesta hora da vontade de sair correndo p casa ou entao p Israel..e ver que o sonho é sempre possivel.
    jurei..q enqto viver jamais irei pisar em solo alemao………
    que D´us nos proteja

    Responder
  33. Jerusalém – Bairro Judeu - 27/05/10 - 22h24

    […] por outro lado, depois de ter visitado lugares como Auschwitz na Polonia e os monumentos do Holocausto em Berlin me fez apreciar oque aquele pequeno bairro […]

    Responder
  34. Flavia - 16/12/10 - 16h52

    Ola,
    Estudo bastante a segunda guerra, li livros como “A Noite” do Elie Wiesel e “É isto um homem?” do Primo Levi e gostaria muito de visitar os campos. Como não conheço ninguém proximo que já tenha ido e encontrei o seu blog no Google, tomo a liberdade de te perguntar como é a viagem até o campo, como vc fez? Foi até a Cracóvia e pegou algum trem ou ônibus para chegar no museu? Como se faz para chegar lá?
    Um abraço,
    Flavia.

    Responder
    • Adriana - 16/12/10 - 17h03

      OI Flavia,
      Como vc pode ler no post, eu fiz o passeio com uma agencia especializada. O nome e link p contato estao no post.

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  35. Alexandra Ramos - 12/09/11 - 18h34

    Passei momentos preciosos lendo seu relato sobre o que viu nesse lugar de horrores e chorei, pois também não consigo entender o porquê de tanta crueldade. Já visitei outros museus que falam do Holocausto, mas em Auschwitz a realidade parece mais explícita. Obrigada por nos ensinar tanto. Adoro seu blog, é nele que busco informações antes de viajar. Abraço.

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  36. o que eu fiz nas férias - 02/10/11 - 14h29

    […] A Adriana Miller, do DriEverywhere, esteve por lá recentemente e fez um post muito bom para quem quer conhecer melhor Auschwitz antes de decidir se vai ou não. Recomendo. – Gabriel […]

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  37. […] da viagem com 3 bracos ou brilhando no escuro nao foi brincadeira! Mas assim como nossa visita a Auschwitz uns anos atras, eu acho importante conhecer de perto esses lugares que mudaram o curso da historia […]

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  38. Tiago Lucas S. - 15/06/12 - 20h23

    Gostei muito do post. Parabéns, acho que deve ter sido emocionante estar lá.

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  39. Carol - 18/06/12 - 07h03

    Ei… vim parar aqui por causa do link no post de Chernobyl. Visitei o Museu da Guerra Imperial, que voce deve conhecer, e me emocionei bastante. Nao tem como nao se emocionar… Fiquei muito impressionada. Ja pensei em visitar um campo de concentraçao em uma viagem que nao deu certo, mas hoje prefiro nao ir. Tudo relacionado ao Holocausto mexe demais comigo.

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  40. Biessa - 21/07/12 - 15h11

    Nem sei como cheguei aqui (acho que foi via Viaje na Viagem) e me vi chorando com seu relato. Acho que não teria estômago para ir a um lugar assim. Sou mto sensível para crueldade, assim como vc. Uma vez na Bahia eu fui num local onde ficavam os escravos que ficavam nos navios assim que chegavam ao Brasil e pensar na crueldade (o lugar inundava com a maré, por exemplo) me fez vomitar e desmaiar. Acho que não conseguiria ir a um campo de concentração…

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  41. Valdir - 17/12/13 - 18h07

    Eu e minha esposa visitamos Auschwitz em fevereiro de 2013, podemos ver pessoalmente o que foi o horror do holocausto, hoje penso muito naquele dia que estivemos lá, da forma que foi e me dá um remorso muito grande em saber que tantas pessoas morreram daquela forma, penso em voltar um dia novamente lá e ver as coisas com mais calma, pois estivemos somente um dia e não conseguimos visitar todo o campo de concentração.

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  42. maite isabelle - 04/02/14 - 20h57

    ola eu li o seu blog e achei triste cruel o que eles faziam ,não intendo o porque desta crueldade mas eu sei que os judeus nunca perderam a fé,e que este acontecimento foi para provar que os que honram o senhor ainda vão ter paz e tranquilidade e verão os injustos pagar

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  43. Dani - 07/05/14 - 04h35

    Um dos relatos mais emocionantes q já li sobre Aschwitz. Vou lá daqui a 15 dias.

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  44. Fran Ribeiro - 29/01/15 - 15h23

    Nossa! Emocionante esse seu post, parabéns.
    Eu não sei se tenho coragem de fazer esta visita ao museu, mas com certeza é um aprendizado pro resto da vida.

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