11
Feb
2011
#ChatdeViagem – Londres
Escrito por Adriana Miller

Toda semana, as 4ª feiras a Claudia organiza um chat no Twitter que fala sobre algum tema relacionado a viagens.

O tema dessa semana era sobre Londres, então a Claudia me convidou pra participar como “convidada especial”, dando algumas dicas da cidade, tirando duvidas e tal. E ela conseguiu me convencer a fazer o impossivel: gravar um video!

Quer dizer, nao é um video de verdade…. mas parte do #ChatdeViagem foi uma mini aprensetação que fiz sobre Londres, abordando alguns temas como “curiosidades”, “como chegar”, “onde se hospedar”, e meu Top 10 de atrações na cidade.

O #ChatdeViagem foi super divertido, e batemos recordes de participação e acessos! Adorei mesmo a interatividade!

Então pra quem não pode participar, a Claudia disponibilizou no blog dela a transcrição de todo bate papo (com otimas dicas, não só minhas, mas de varios outros “experts” e adoradores de Londres), que tambem inclui o video com a apresentação e minha dignissima voz narrando tudo e respondendo duvidas!

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Veeeeeeeergonha!!! Ainda não assisti pra ver como ficou o resultado final…. entao por favor… be gentle!

Mas pelo menos mata a curiosidade de quem queria ouvir meu sotaque ixxxxxperto de Carioca!

Postado em: Blog Midia
41
09
Feb
2011
Hotel Embassy Beirute
Escrito por Adriana Miller

Quando eu decidi esticar minha viagem ao Libano e passar mais um dia por conta propria na cidade, eu sabia que teria uma missão pela frente: encontrar um novo hotel!

Sabia que pagar por conta propria uma diaria no Phoenicia estava fora de cogitação, mas por outro lado Beirute é uma cidade onde as opções baratas, porém com qualidade, são limitaddissimas.

Mas como seria apenas uma noite, e ia passar o dia todo passeando e conhecendo outras partes do pais, resolvi eliminar todas as frescuras e reservar direto a opção mais barata que achei no Booking.com.

Ainda assim, 60 dolares por uma noite, num quarto de ocupação por apenas 1 pessoa nao eh exatamente das opções mais baratas. Cheguei a pensar num albergue, mas como estava viajando com material de trabalho, computador do banco e malona com roupas e sapatos para trabalhar a semana inteira (em vez da malinha de mao ou mochila de costume), achei que seria menos confusão ficar num quarto sozinha.

O Embassy foi uma situação tipica de hotel que não é albergue – na verdade eles alegam ter 3 estrelas! – mas não chega aser hotel… uma mistura de pensão com residencial, mas que cumpriu com todas as minhas exigencias: preço, boa localizaçnao (na rua paralela do Rua Hamra), limpo e com banheiro no quarto. E de quebra ainda tinha ar condicionado/aquecimento, tv a cabo com canais em Ingles e frigobar. Nada mal!

Postado em: Beirute Libano Viagens
17
08
Feb
2011
Culinaria Libanesa
Escrito por Adriana Miller

Eu estava empolgadissima de comer a comida Libanesa autentica, e foi uma dos primeiros pedidos que fiz pro pessoal do escritorio: que me levassem a qualquer lugar onde eu pudesse provar a comida Libanesa de verdade.

Porque ainfal, a comida “Arabe” que comemos no Brasil, nada mais é doque a comida tradicional do Libano:

Mezze

Na verdade, a culinaria tradicional no lado leste do mediterraneo é toda bem parecida… Turquia, Libano, Siria, Grecia… então é dificil estabelecer quem foi o inventor de cada prato ou tradição, mas foram os Libaneses e Sirios que ajudaram a espalhar esses pretos pelo mundo!

Pão "Arabe"

A melhor maneira de apreciar a culinaria é atravez dos “Mezzes” que são as pequenas porções de cada tipo de prato, e que juntos compoem a mesa Libanesa – como se fosse uma rodada de Tapas do Oriente Medio!

Entre as mais comuns, no Libano e no mundo, são: Tabbouleh, Kibbeh, Kafta, Humus, Baba Ghanouj, Sfiha…

E para sobremesa, Baklava, nozes, Tâmaras e frutos secos.

Sobremesas feitas de nozes

A grafia pode parecer diferente, mas tenho certeza que você já provou todos esses pratos!

Então o restaurante que me levaram pra conhecer, e que supostamente é o melhor restairante de comida Libanesa de Beirute é o “Karam Beirut” (e que inclusive já se espalhou pra Dubai e Abu Dhabi), e que fica bem no centro da cidade, numa das ruas paralelas da Place D’Etoile.

Karam Beirut

Mas oque não faltam snao opções para se comer bem e barato em Beirute, com opções para todos os gostos e bolsos.

Uma das melhores opções é a area do distrito central e a area do Souk.

Balthazar

No Souk as duas opções que eu provei foi o moderno Balthazar, com seu cardapio internacional e decoração colorida e o Signature, que na verdade é um supermercado, mas que tambem é uma delicatessen e com opções de mini restaurantes, como se fosse uma praça de alimentação dentro do supermercado.

Signature

As opções que variam entre Sushi, saladas, sanduiches feito na hora e pratos tradicionais Libaneses e Arabes – otima opções pra quem não quer interromper o passeio pra parar e comer.

Postado em: Beirute Libano Viagens
13
08
Feb
2011
Beirute ao vivo no Viaje na Viagem
Escrito por Adriana Miller

Quando finalmente voltei a Londres no domingo, resolvi dar minha voltinha de sempre nos blogs preferidos… E pra minha surpresa, me deparei com um post sobre minha blogagem “ao vivo” em Beirute no Viaje na Viagem, do comandante Riq Freire!

O VnV nao soh eh o melhor e mais completo blog de viagens de lingua Portuguesa, como tambem eh uma verdadeira comunidade, e o Ricardo conseguiu dar um novo significado a expressao “midia social” – nas paginas e nas caixas de comentarios do VnV rola toda uma convivencia familiar entre os “trips”, que se conhecem, ajudam e – obviamente – conversam sobre nosso vicio em comum: viajar!

Entao ver meu blog e meus posts tendo reconhecimento da “comunidade” eh de uma felicidade enorme! E se tivesse a oportunidade, roubaria o emprego dele sem pestanejar! :-)

Postado em: Beirute Blog Libano Midia Viagens
1
07
Feb
2011
Beirute
Escrito por Adriana Miller

A grande maioria dos guias e sites que sequer mencionam Beirute, descrevem a cidade como a “Paris do Oriente Medio”. Então já vou começar o post dizendo que discordo.

Realmente Beirute foi a cidade mais “Europeia” que já conheci no Oriente, e na verdade me lembrou demais cidades do sul da Italia ou Espanha, com toda su arquitetura Mediterranea, seu espirito festeiro de quem não se preocupa demais com os problemas pois sabe que no final tudo dá certo.

Beirute esta de volta no mapa

De Paris mesmo, não vi nada. Mas na verdade eu discordo da comparação, simplesmente porque geralmente discordo com comparações em geral. A gente sempre ouve falar na “Paris do Leste”, ” A Veneza do Norte”, a ” Nova Iorque da Asia” e outras comparações do tipo. Mas eu acho que cada cidade tem seus proprios méritos, e ninguem deveria ter que viver a sombra de outra grande cidade.

Não que uma comparação com Paris não seja um grande elogio, mas Beirute é Beirute, e merece ter seu brilho proprio e ser admirada pelo que tem a oferecer e pelo que é, e quem sabe um dia não ouviremos falar por ai sobre a “Beirute do Norte” ou a “Beirute da Asia” ou algo parecido…

As montanhas nevadas vistas do "calçadão" da praia

Afinal são poucas as cidades do mundo (se é que existe alguma outra) onde voce pode caminhar na praia enquanto admira as montanhas nevadas e as estações de esqui. Onde o maior e mais caro relogio Rolex do mundo faz parte da mesma historia de uma praça que foi interamente destruida por bombardeios, e ruinas Romanas, ruinas Fenícias, igrejas catolicas, ortodoxas e mesquitas dividem o mesmo quilometro quadrado!

Place D'Etoile e o Rolex gigante

Mesquita Mohammed Al-Amin

A verdade é que a cidade é relativamente pequena, e de facil locomoção, mas ainda esta aos poucos tentando se reerguer depois de quase 3 decadas de guerras sangrentas e destruidoras.

O Rolex original de fabricação Suiça é de 1897

O centro historico já foi inteiramente reconstruido, e hoje em dia é uma região interamente peatonal, e tanto o governo quanto a população fieram questão (e morrem de orgulho) de não ter caido no erro de seus vizinhos do Golfo e ter reconstruido uma cidade que cresce “pra cima”, coberta de vidros, neons e arquitetura arrojada. Então a Beirute de hoje é exatamente igual a Beirute de antigamente, só que melhorada.

O centro historico reconstruido

Os predios mantiveram suas fachadas originais, com janelas de estilo Arabe e pedras em tons terrosos, mas ganharam interiores modernos e garagem subterranea.

A area hoje em dia é cercada pelos melhores restaurantes da cidade, e ruas que se iluminam e recebem visitantes e locais até as altas horas da madrugada.

Os bares e restaurante da Place D'Etoile a noite

E ao bom estilo Libanes, até mesmo a guerra pode trazer algum salto positivo, como as recen descobertas ruinas de um “banheiro” publico Romano, com todo seu sistema de circulação e aquecimento de agua; e um mercado Fenicio com arcos, caves e colunas milenares.

Ruinas Romanas

Vestigios de uma ciade Fenícia

Ainda ali no centro esta o Souk – que do original sobrou apenas uma pequena cupula e alguns pedaços de mosaico arabe no chao.

Os Mosaicos que sobraram do mercado original

Mas sua reconstrução não trouxe shoppings gigantescos, e sim uma versão moderna de um Souk Arabe, que reflete o estilo de vida do seculo 21. O Souk ainda é divido em “especialidades” como o Souk de joias, o Souke de comidas, etc, mas em vez dos esterotipos que esperariamos ver brigando por clientes nas ruas de Instambul ou do Cairo, na verdade vemos lojas que variam da Zara e H&M a Armani e Hermes.

O novo Souk é a melhor area de compras e restaurantes da cidade

E a poucos passos esta o Mediterraneo, com seus 4 quilometros de “Corniche” que bordeia a cidade num calçadão que começa na Marina e segue até a “Pigeon Rock” (“Rocha dos pombos”), onde estão concentrados os hoteis de luxo, os apartamentos de frente rpo mar da elite, o calçadão, os pescadores, e claro, a vista das montanhas nevadas!

Corniche

As montanhas na beira da praia

Pescadores

Pigeon Rock

A area surpresa da cidade é o bairro Hamra, e principalmente a rua Hamra – que é o bairro dos artistas, estudantes e mochileiros. Muitas lojinhas, cafes, restaurantes, agencias de viagem, albergues e hoteis baratinhos – o paraiso dos mochileiros e dos que procuram uma experiencia mais “autentica” e “caotica” em Beirute.

Rue Hamra

Mas oque eu achei mais interessante na cidade foi justamente o contraste da prosperidade do Oriente Medio com as marcas da destruição da guerra, que querendo ou não, estão por todos os cantos da cidade, e não dá pra evitar.

Oque sobrou do antigo Holiday Inn

Um dos principais “monumentos” a guerra é oque sobrou do hotel Holiday Inn (que fica exatamente atras ao Phoenicia, e era a vista da minha janela todas as manhas) – o hotel era recem inaugurado quando a guerra civil começou em 1975. Por ser o predio mais alto da cidade na epoca, acabou sendo ocupado pelo exercito e seus atiradores de elite usavam as varandas dos quartos de hospedes pra mirar e atacar os inimigos.

As marcas da guerra

.

Inimigos esses que por sua vez sabiam que os atiradores estavam ali – entao o predio foi alvo de incontaveis bombardeios, tiroteiros, incendios e toda sorte de artimanhas de guerra. Porem, por causa de sua construição de primeira linha e estrutura anti-terremoto, a estrutura do predio nunca foi abalada, e o esquelo do Holiday Inn continua lá, nem nunca ter sido recuperado, reconstruido nem destruido, cumprindo seu papel de “lembrete” da destruicnao da guerra, e assim quem sabe a nova geração de Libaneses não conseguem evitar que isso aconteça novamente?

Postado em: Beirute Libano Viagens
16
05
Feb
2011
Hotel Phoenicia Beirute
Escrito por Adriana Miller

Quando eu comecei a tratar dos detalhes praticos da viagem ao Libano, o sistema de viagens corporativas do banco me dava duas unicas opções de hospedagem. Instintivamente eu escolhi o mais barato, e mal sabia eu que estava prestes a me hospedar num dos pontos mais tradicionais do Libano, um hotel iconico cheio de historias do auge do glamour da Beirute dos anos 60 e historias sangrentas das diversas guerras nos anos 70/80 e 90.

A historia do hotel reflete a historia da cidade e do pais.

O Hotel Phoenicia foi construido no inicio da decada de 60 e representava tudo de melhor que o mediterraneo tinha pra oferecer. Foi um dos edificios que garantiu a Beirute o titulo de “Paris do Oriente Medio”.

Porem, durante a guerra civil o hotel foi usado como epicentro de bombardeamentos e atiradores de elite usavam sua posiçnao estrategica pra atacar os inimigos – o hotel dos fundos, ainda esta aos pedaços e hj em dia virou um “monumento” da guerra.

Logo depois do fim da guerra o Phoenicia foi reconstruido, e em 2005, foi mais uma vez danificado quando o então Pirmeiro Ministro Rafic Hariri foi assasinado na porta do hotel por um carro bomba.

Hoje em dia o hotel foi comprado pela rede Intercontinental e já retomou inteiramente seu posto de icone numero 1 de Beirute, usado como referencia para o “renascimento” da cidade para o mundo. (e claro, segurança redobrada nas ruas em volta não faz mal a ninguem!).

O hotel realmente é lindo, o serviço impecavel com “old glamour” em todos os cantos, além da situaçnao ultra privilegiada na cidade – a poucos passos da marina e da Corniche (orla de Beirute) e a 10 minutos (a pé!) do centro historico e financeiro.

Postado em: Beirute Libano Viagens
15
04
Feb
2011
O Líbano na pratica
Escrito por Adriana Miller

Se eu falasse que não estava um pouco apreensiva antes de vir pro Libano, estaria mentindo.

Claro que quando sequer percebi uma remota possibilidade dessa viagem acontecer, me empolguei na hora, comprei guia de viagem, pesquisei possiveis “esticadas” depois do trabalho e tentar aprender e conhecer o maximo possivel do pais.

Mas a reação de todo mundo a minha votla não correspondia a minha empolgação… Meu chefe só falatava me implorar perdão por ter me incumbido com a tarefa de vir pra Beirute, o Aaron ficou peocupadissimo, e minha mãe coitada… apesar de dizer que de mim “espera tudo” me pediu relatos diarios, pra ter certeza que eu não estaria correndo risco nenhum…

E por mais que agora eu veja que 90% das reações sejam puro excesso causado por anos e decadas de midia cobrindo guerras, conflitos e “fanatismo” sobre o pais, ainda assim eu fiz questão de fazer bem meu dever de casa pra não me meter em problemas.

- Visto:

O primeiro ponto foi o visto de entrada. As informações na internet são confusas, alguns sites relatam as dificuldades incriveis de entrar no pais, enquanto outros falam o quão facil é.

Eu me certifiquei que não precisava aplicar pra visto com antecedencia, e tanto Europeus quanto Brasileiros podem pegar o visto direto no aeroporto.

Já para passaportes Americano as informações são mais confusas ainda, e a recomendação é que sempre se aplique para visto com antecendencia pois os criterios para deixar Americanos entrarem no pais ou não podem ser subjetivas…

O visto não custa nada, e nada mais é que um carimbo no passaporte, e na hora eles decidem quanto tempo voce pode ficar no pais – Eu ganhei o visto maximo, de 1 mes.

A unica exigencia que eles fazem é que é terminantemente proibida a entrada a qualquer pessoa que tenha carimbo de Israel no passaporte (que por sorte eu pedi que não carimbassem meu passaporte em Tel Aviv e funcionou), e mesmo pra quem não tem o carimbo, a instrução geral é nunca mencionar que vc já viajou ou pretende viajar a Israel, pois isso tambem seria motivo para negação de visto.

Mesmo no ambiente de trabalho eu tive que me policiar o tempo todo pra não mencionar o escritorio de Tal Aviv e o fato de que usamos os mesmo fornecedores, pois isso poderia causar problemas pro meu lado!

E realmente, como li alguns relatos, a menina que me atendeu na imigração verificou pagina por pagina, varimbo por carimbo, do inicio ao fim do meu passaporte! Não tem como escapar!

De resto, foi só preencher a ficha da imigração que nos deram no avião, e pronto!

- Dinheiro:

Uma vez já no pais minha dica numero um é em relação a dinheiro. A moeda oficial do Libano é a Libra Libanesa (identificada por LBP), que é daquelas moedas que nunca “cortaram 3 zeros” após anos de inflação e portanto tem uma cotação bem louca, e todos os valores são na casa dos milhares, centenas de milhares e milhões de Libras Libanesas!

O resultado? NINGUEM usa LBP na vida real. Então antes de vir pro Libano traga dinheiro vivo em dolares (US).

No geral os preços são baixos, mas bem em linha com preços na Europa, e ATM/caixa automatico são bem faceis de encontrar pela cidade, e ate mesmo os caixa eletronicos te dão a opção de sacar dinheiro em moeda local ou dolar… as lojas imprimem suas etiquetas com preços nas duas moedas e até memso o salario dos funcionarios do BAML é pago em dolar.

- Transporte:

Uma coisa que me impressionou foi a ausencia total de transporte publico em Beirute e pelo resto do pais. Existir até que existe (pelo que me falaram), mas eu não vi um unico onibus, uma unica estção de trem ou metro… E aparentemente os pouquissimos onibus que circulam pela cidade são caidno aos pedaços e super infrequentes, então as pessoas nem sequer cogitam a possibilidade de ir pro trabalho de onibus, por exemplo.

Já os taxis são abundates, e relativamente baratos (mas não achei baratinho nao! Qualquer corridinha de 5 minutos é 10 dolares prá cá, 15 doalres pra lá) mas fui insistentemente instruida pelo pessoal do escritorio e do hotel a NAO pegar taxi direto na rua. A grande maioria dos taxis não sao regulados, não tem taximetro, e uma vez lá dentro, eles vão fazer de tudo pra te cobrar o maximo possivel.

- Estrutura Turistica:

Como comentei nos outros posts, a cidade/pais esta sendo inteiramente reconstruida, depois de quase 2 decadas de uma guerra destruidora entre as decadas de 70 e 90, e mais alguns conflitos recentes no ano 2005/2006.

Grande parte da cidade já esta reconstruida, mais bonita do que nunca, oque inclui muitos novos hoteis de luxo.

Mas isso causa um problema para os turistas, pois as opções de hospedagem são reduzidas as opções de super luxo e as opções super-ralé, sem nada meio termo…

E isso tambem erflete um pouco na ausencia total de outras opções de turismo, porque né, convenhamos, pouquissimas pessoas no mundo veem o Libano como opções turistica. E os que o fazem ou tem muito dinheiro pra se encaixar na faixa “luxo” ou são mochileiros-aventureiros total e não se importam de esperar 5 horas na beira da estrada até o onibus chegar.

Então quando comecei a pesquisar possiveis opções de passeios pra esticar minha viagem no fim de semana, simplesmente não existe uma boa oferta de day trips ou passeios rapidos nos arredores da cidade. Então 99% das opções disponiveis, involvem motorista particular, roteiro exclusivo e coisas do tipo, que consequentemente disparam os preços nas alturas.

Minha escolha então foi seguir a recomendação da Fe Costa e contratar o memso motorista que ela usou quando veio ao Libano ano passado. Uma opção bem mais cara doque eu pretendia gastar para um passeio de 1 dia, mas na falta de outras opções, a dica dela foi otima e a unica maneira que consegui achar de conhecer um pouco mais do pais.

- Lingua:

A lingua oficial do Libano é o Arabe, mas TO-DO mundo fala Frances, em graus de maior ou menor fluencia, mas parententemente é a primeira lingua que as criancinhas aprendem na escola. E alem disso, o Frances e o Aarabe se misturam o tempo todo e é comum que no meio de uma conversa em Arabe voce escute um “Bon Jour”, “Merci”, “Bein Sur” e afins.

Comigo, e com outros estrangeiros a primeira reação dos locais é se sempre se dirigir aos turistas em Frances, mas no geral todo mundo fala Ingles fluentemente, do taxista, ou garçon, a atendente da loja ao carinha da esquina pra pedir informações, então achei bem facil ir e vir pela cidade (apesar das placas quase sempre em Arabe) posi sabia que numa aperto, sempre teria alguem pra me ajudar em INgles ou Frances.

- Voce sabia….

Que no Brasil tem mais Libaneses que no Libano?!

Acho que essa foi a frase que mais ouvi essa semana. De alguma maneira, eles sentem um orgulho tremendo e uma certa participação na colonização e no desenvolvimento do Brasil….

- Como se vestir:

Essa era outra coisa que me preocupava um pouco, e nos poucos segundos que tive pra fazer as malas antes da viagem, confesso que me deu um certo panico… mas como vim pra trabalhar, isso ficou mais facil, pois afinal não uso mini saias nem decotão pra ir pro escritorio! Então usei as mesmas calças sociais, terninhos e saias do meu dia a dia em Londres.

Mas oque reparei nas ruas é que no geral Beirute é uma cidade super ocidentalizada, e as pessoas se vestem “normalmente” – vejo muito mais mulheres usando Burqas em Londres doque vi em Beirute!

As meninas do escritorio usavam saia, sapato alfo, braços e pescoço de fora, e em momento algum quando andei sozinha pelas ruas (inclusive de noite) me senti ofendida ou chamando atenção demais por ser estrangeira ou atraindo atenção id=ndesejada de homens locais (que era uma missão na Turquia, Egito, Marrocos…). E até mesmo vi algumas meninas correndo no calçadão usando shortinho e camiseta regata, como veriamos em Ipanema!

Claro, eu estou aqui em plano inverno, entao é normal que as pessoas se vistam mais conservadoras e “cobertas” mesmo, e não sei se no auge do verão com o calor na casa dos 50 graus se as diferenças culturais do guarda roupa seria mais gritante (ocidentias = semi nuas; Arabes = cobertas da cabeça aos pés), mas arriscaria a dizer que não.

Uma coisa que reparei bastante em Dubai por exemplo é que mesmo as lojas de roupas e marcas “ocidentais” vendiam suas peças em modelagem oriental/arabe, com saias compridas, mangas compridas e golas comportadas, calças de modelagem mais larga etc, enquanto que aqui as vitrines estão recheadas das mesmas mini saias, decotoes e calças skinny que vemos nas vitrines da Zara, H&M, Promod e afins nas ruas da Europa.

Postado em: Beirute Libano Viagens
14
02
Feb
2011
Beirut by day & night
Escrito por Adriana Miller

Hoje mais uma vez sai tarde do escritorio, oque atrapalhou meus planos de dar uma fugidinha pra passear na Corniche

Mas pelo menos eu passo meus dias assim, com essas vistas na janela do meu escritorio-temporario:

O mar Mediterraneo de um lado…

E as montanhas nevadas do Libano do outro lado…

Mas estava determinada a dar uma voltinha pela cidade, então aproveitei que não tinha anoitecido completamente e resolvi ir andando a pé pro hotel.

E Beirut by night é assim:

A experiencia de estar esses dias em Beirut tem sido otima, e não paro de repetir o quão bonita e encantadora a cidade é, e concordo com quem diz que Beirute é a cidade mais Europeia do Oriente Medio.

Na verdade, antes de vir pra cá, esqueça todos os esterotipos que cercam a cultura Arabe – as ruas são tranquilas, ninguem te incomoda andando pelas ruas (lembren-se que é a opinião de uma mulher viajando sozinha), voce tem o conforto e liberdade de entrar e sair de lojas (que exibem seus preços e não é preciso ficar brigando pelo valor de nada com os comerciantes), e uma sensação de segurança.

Pelo que vi até agora, e por estar esses dias convivendo com Libaneses e Libanesas “de verdade”, a sociedade é bem igualitaria, tantos homens quanto mulheres usam roupas ocidentais, e vejo muita roupa justa e custa pelas ruas – como disse a minha mãe, eu vejo mais “burqas” pelas ruas de Londres doque vi pelo centro de Beirute.

Isso chega a ser um pouco paradoxal já que o exercito armado esta em todas as esquinas, ninguem entra em predio nenhum sem passar por detector de metais, e volta e meia me deparo com algum predio coberto por buracos de tiroteio e explosões… Então em vez de me sentir ameaçada por esse perigo iminente do Oriente Medio, eu me sinto bem segura, pois sei que ninguem vai tentar roubar meu relogio nem minha camera fotografica (por mais deserta ou escura que que a rua esteja), pois eles tem problemas maiores pra se preocupar…

Postado em: Beirute Libano Viagens
19
01
Feb
2011
Ao vivo de Beirute
Escrito por Adriana Miller

Pra quem me acompanha no Twitter, as primeiras impressões do Libano não foram exatamente as melhores. Não necessariamente ruim, mas apenas diferente.

Pra começar que meu voo era um voo Londres – Khartoum, com escala em Beirute. Ah, vc não sabe onde fica Khartoum? Eu também não sabia até ontem de tarde. Khartoum é a capital do Sudão. Eu entrei num avião a caminho do Sudão. Ponto.

Pra quem é super cool, talvez esse pequeno detalhe não fosse tão importante, mas pra mim foi uma coisa meio sureal de “Cara, e se alguma coisa der errado e eu for parar no Sudão?!?!”. Talk about assunto pra post heim?!

Mas o voo foi o mais tranquilo possivel, e aterrisar no Libano foi mais tranquilo doque poderia imaginar. mas foi dificil ignorar a quantidade de soldados armados até os dentes platados em todos os cantos do Aeroporto, inspecionando malas e analisando cada passageiro de cima abaixo.

A mesma coisa na chegada do hotel, onde para sequer virar a esquina, passamos por guarita do exercito, o taxi foi parado, o porta malas revistado e o motorista interrogado.

Na entrada do hotel mais um pouco: Detector de metal, Raio-X e esquema de segurança de deixar muito aeroporto com inveja.

Durante o check-in eu perguntei pra recepcionista se aquilo tudo era por causa dos boato sobre protestos e a confusão no Egito e Tunisia, mas ela me olhou com cara de perdida, e disse com a maior naturalidade que não ouviu falar sobre nenhum protesto no Libano, e que aquilo era perfeitamente “normal”.

Mas não esqueçam que eu estou aqui é pra trabalhar!

O escritorio do BAML tem uma das melhores localizações possiveis, no centrnao historico de Beirute, e ainda me colocaram numa sala com a vista da praça central com as montanhas nevadas ao fundo, e a vista do Mediterraneo na lateral…

Então na hora do almoço me levaram pra dar um voltinha pela area e fiquei logo impressionada com a cidade!

Minha primeira impressão foi que tudo é super novinho…. mas não necessariamente “moderno”. Me senti quase que no estudio cenografico de um filme que supostamente se passa no Oriente Medio…

E explicação? Apesar de “antiga” e “Historica” a região foi completamente bombardeada e destruida durante as muitas guerras que assolaram o pais, e só nos ultimos 5 anos o pais esta voltando ao “normal”. Então iamos andando pelas praças, Mesquitas, predios historicos… e o diretor do banco ia falando “aqui era onde ficava o não sei oque lá. Mas foi destruido pela guerra.”, “aqui foi onde o não sei oque ficava, antes de ser destruido peal guerra”. E assim sucessivamente numa narração de partir o coração sobre tudo que foi destruido e reconstruido ao longo dos anos.

E por mais que Beirute realmente seja uma cidade bonita e cheia de coisa legal pra oferecer, as marcas da guerra estão ai pra quem quiser ver, e guerra minha gente, é uma coisa muito triste. É morte, é destruição, é pobreza, é tudo de ruim junto no mesmo lugar, acontecendo ao mesmo tempo com esse povo.

Mas muito se engana quem acha que os Libaneses estão por ai chirando miseria ou esperando pena ou ajuda de ninguem. O pais teem se reerguido e reorganizado com uma eficiencia exemplar, e apesar dos pesares, se orgulham de sua historia, pra bem ou pra mal, não escondem suas cicatrizes e não colocam panos quentes no problema.

Falam das guerras e conflitos com a mesma naturalidade com que apontam as ruinas Romanas, a igreja Ortodoxa e a Mesquita que dividem o mesmo quarteirão que um relogio Rolex gigantesco, e realmente se sentem os seres mais sortudos do mundo por terem nascido num dos berços da civilização, e prontamente apontam a sorte de poder esquiar de manha e nadar no mediterraneo a tarde!

Quando eu marquei minha viagem semana passada, meu voo original voltava pra casa no sabado de manha, pois realmente pensava que essa não seria a hora certa de passear pelo Libano.

Mas rapidinho mudei de ideia! E já troquei minha passagem pra Domingo, então vou poder dar pelo menos uma esticadinha e conhecer um pouco mais do pais!

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Postado em: Beirute Libano Trabalho Viagens
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