07
Mar
2011
The Palm – Londres
Escrito por Adriana Miller

Quando fui a Las Vegas ano passado, eu falei sobre um dos restaurantes preferidos do Aaron, o The Palm, onde (quase) todos os anos, um grupo de amigos dele vão todos juntos pra Las Vegas passar um fim de semana de “macho” e o auge do fim de semana sempre são os jantares com todo o grupo no The Palm.

E inclusive o Henrique, (que entende de comida!) seguiu nossa recomendação e jantou no The Palm quando esteve em Las Vegas uns meses depois, e aprovou!

Então como era se esperar, assim que ficamos sabendo da inauguração do The Palm em Londres, o Aaron não pensou duas vezes e organizou um jantar lá (um dos seus amigos de faculdade, do meus “grupo” de LV tambem mora em Londres atualmente).

O The Palm London é o primeiro restaurante da cadeia a ter um restaurante com endereço fora dos EUA, e não decepcionou!

A decoração é exatamente igual, com as caricaturas de seus clientes ilustres (sejam famosos ou não) pintados nas paredes e a carne de primeira!

O engraçado sobre o The Palm, é que eles realmente tem “adoradores” e fazem um programa de fidelidade para seus clientes, onde um dos premios é ter sua caricatira pintada nas paredes de um dos restaurantes da rede. Então o sonho do Aaron e dos amigos é um dia conseguir juntar pontos suficiente pra ganhar o premio de honra maxima: os rostos do grupo na parede do Palm de Las Vegas!

Então não precisa ser famoso, basta comer muita carne!

Como eles mesmos tem o orgulho de estampar em todos os cardapios e pedaços de papel disponiveis, com a linhagem de USDA Prime Beef, e ingredientes 100% made in USA, garantindo a autenticidade do cardapio de um tipico Steake House Americano.

Então para os 3 Americanos (carnivoros!) na mesa, o jantar foi um pedaço de paraiso, incluindo steak, salada com molho Ranch, e Philadelphia Cheesecake de sobremesa!

Minha opinião? Realmente no topo da lista de steak houses de Londres, mas ainda sou mais um bom churrasco Brasileiro! (se bem que aqui em Londres os que já fui, são bem fraquinhos…)

The Palm

3 Pont Street
London SW1X 9EJ
020 7201 0710

Metro: Sloane Square
Postado em: Conhecendo Londres Inglaterra Pub & Restaurantes Viagens
6
04
Mar
2011
The Shard – London Bridge Quarter
Escrito por Adriana Miller

Quem esteve recente mente em Londres, com certeza reparou no mais novo arranha ceu que pouco a pouco vai dominando a paisagem Londrina: The Shard!

Foto divulgação: a futura paisagem de Londres em 2012!

O The Shard é a construção principal do novo London Bridge Quarter, que esta revitalizando a area, e em breve será o mais novo ícone da arquitetura Londrina.

Agosto 2010

O The Shard só começou a ser contruido ha uns 3 anos atras, e demorou pra sair do chão, porque na verdade eles tiveram que “retirar” o predio que ficava no mesmo lugar antes – a antiga sede da consultora Ernest&Young, que era um predio bem feinho…

Outubro 2010

O problema é que o predio antigo (e consequentemente o novo, The Shard) tinha como base a propria estacão de London Bridge, e portanto não pode ser demolido nem implodido, e mais de 1 ano inteiro da “construção”, foi na verdade a destruição do predio antigo, que foi literalmente desmontado tijolo a tijolo – sem danificar a estrutura da estação e sem interromper uma das linhas de ferro mais movimentadas do pais!

Novembro 2010

Quando ficar pronto, o Shard tera 310 metros, com uma estrutura triangular de “piramide” completamente coberto por paineis de vidro, e lá dentro alem de muitos andares de escritorios (que com certeza serão alguns dos endereços comerciais mais caros da Europa), incluindo um shopping center, um hotel, muitos restaurantes e até mesmo uma plataforma de observação aberta ao publico no 72º andar.

Janeiro 2011

Mas sua caracteristica princial será o fato de que o The Shard sera o predio mais alto da Europa!

Arquitetonicamente falando, o Shard tem alguns nomes bem famosos por tras de seu projeto, inclusive os idealizadores do centro Pompidou em Paris, e foi inteiramente projetado usando a mesma tecnologia que esta sendo usada nas novas (futuras) “Freedom Towers” em Nova Iorque, desenvolvida após a queda do World Trade Center em 2001 – então o The Shard esta sendo contruido pra durar! E sua estrutura sobreviveria ataques de bomba, terremotos e impactos monumentais (tipo dois avioes…).

Março 2011

Esta sendo bem legal acompanhar a obra, pois logo quando começou, em 2008, nós moravamos numa apartamento que tinha a vista do antigo predio, entao fomos vendo como pouco a pouco o predio da E&Y foi encolhendo, encolhendo… E agora sempre que passo por London Bridge fico impressionada como o Shard esta cada vez mais alto!

A antiga vista: hoje em dia, o lado esquero da foto esta totalmente dominado pelo The Shard

Mas o ironico mesmo é que apesar de ainda nem estar pronto, o predio mais alt da Europa fica numa cidade com o maior indice de dias nublados e com neblina do continente! E na maioria dos dias, nem sequer conseguimos ver a pontinha da contrução atras das nuvens…

 

 

Postado em: Aleatorios Atrações Turisticas Conhecendo Londres Inglaterra Viagens
1
03
Mar
2011
Open House (antes e depois!)
Escrito por Adriana Miller

Não sei mais se posso chamar a casa nova de “nova” agora que já moramos aqui ha mais de 6 meses… mas como prometi, vou mostrar os “antes e depois”, porque realmente estou orgulhosa da transformaçnao que demos nesse lugar!

Quando nos mudamos eu bem que disse, né? O Apartamento tinha muito potencial, mas ia dar trabalho!

Se esta pronto? Definitivamente não, mas acho que casa nenhuma deveria nunca ficar “pronta”, afinal as estações mudam, a dinamica da familia muda, seus gostos por decoração mudam… E alem disso, depois que passou a empolgação da mudança nos primeiros meses, e as coisas horrendas pelos cantos foram sendo escondidas aos poucos, eu fui me aquietando, e acabei deixando algumas coisas pela metade.

Quadro por pendurar, estantes por armar… meu quarto por exemplo, eu to cheia de planos de como “transforma-lo” mas como é um comodo que ninguem ve, e é 100% habitavel, a empolgação foi embora..

Mas vamos ao ponto! O post de hoje é a sala, que era com certeza o lugar mais medonho da casa!

Cortinas de veludo vermelho, combinando com o sofa, igualmente de veludo vermelho e desbotado… que “combinam” com almofadas amarelo mostarda com chadrezinho em vermelho, que por sua vez combinava com uma poltrona de braço no mesmo tecido amarelo mostarda…

Sem falar na estante de madeira escura, descentrada na parede (?!) com uma TV de tamanho desproporcional, um videocassete (?!?!?!) que nao funciona, um estereo com fita cassete e auto falantes (?!?!), e uma quantidade desumana de flores de plastico, relogios que não funcionam, cinzeiros, arranjos de pout-purri, e “bibelots” medonhos em geral…

E as paredes?! Os quadrinhos de bichinhos, florzinhas, criancinhas tambem enfeitavam as paredes da sala, todos desnivelados, descentrado na parede, e claro, mais relogio que nao funcionam!

Sem falar que por algum motivo a sala nao tem luz de teto, mas herdamos varias lampadas pedestal, e obvio, nenhuma combina nem tem nada a ver com a outra!

Então o processo de “transformação” da sala foi um dos principais da casa! Não suportava chegar em casa todos os dias e dar de cara com aquelas cortinas vermelhas!

E como todos os moveis são bem escuros (que não sou muito chegada em moveis de madeira escura…) resolvi que então queria transformar tudo que fosse “transformavel” (pois não podiamos pintar nem reformar moveis) em tons claros e neutros.

O primeiro passo foi o mais impactante, e trocamos as cortinas pesadonas de veludo vermelho por cortinas de linho beije e suporte de metal escovado. Aproveitei quando meus pais estavam aqui, e meu pai botou a mão na massa (meu pai é super handyman!).

O segundo passo, foi o sofa. Eu achei que seria o mais dificil, pois é carissimo refomrar sofa e trocar o tecido! Mais caro que comprar um sofa novo (que nao era opção, pois não podiamos nos desfazer de nada). Mas por sorte, acabei caindo num site Americano (overstock), que entrega na Inglaterra, e tem umas coias pra casa bem boas!

Foi um tiro no escuro, pois era impossivel saber se a capa ia ficar boa ou não, mas resolvemos arriscar (afinal a outra opção era manter o veludo vermelhão-alaranjado).

 

Logicamente não ficou perfeito, mas ficou bom o suficiente, e bastou dar umas ajeitadinhas nos cantos, varios pregos e grampos por baixo dos assentos, e voilá!

Pra tentar resolver um pouco o problema da estante de mandeira descentrada na parede, usamos o bau de mandeira (que antes estava no corredor) como apoio pra nossa TV (que é grande demais pra colocar na estante), e que por sorte tem um tom bem parecido de mandeira.

E mais sorte ainda foi ver que uma das estantes aleatorias que ficava no meio da parede do escritorio/quarto de hospedes, era exatamente do memso tom, e tinha o tamanho exato pra encaixar na estante e diminiiu um pouco o buraco obvio da falta de uma TV.

Todos os “badulaques” bregas e inuteis que cobriam as estantes foram devidamente escondidos em caixas no fundo dos armarios (nao pudemos jorhar fora nem as velas usadas, nem as flores secas caindo aos pedeços, nem os relogios que não funsionam…) e trocamos pelas nossas coisas.

Então agora essa estante tem minha coleção de “livros pra ver”, que são meus livros de viagem, fotografia e arte, alem da coleção de guias de viagem e porta retratos (muitos deles ainda vazios ou precisando atualizar as fotos).

Além de algumas peças de decoração que trouxemos das nossa viagens, como um buda Tailandes, uma Matrioska Russa, e uma lampada Marroquina.

“Separando” a sala de jantar e de estar, tem um movel (outra peça que estava perdida e descombinada no corredor) com uns quadrinhos que trouxemos de Buenos Aires, e vasos de cristal que comprei em Bratislava.

Na sala de jantar, conseguimos centralizar os moveis um pouco mais, e colocamos mais algumas fotos nossas na parede, tiradas em Pisa, Porto, Tallin e Hanoi e com um “vaso” Kosta Boda que comprei na Dinamarca (e que tinha outra peça combinando, mas que quebrei num dia de faxina-furiosa ha uns anos atras…).

As cadeiras de jantar tinham uma capinha feiosa no mesmo ton de amarelo mostarda que combinava com as almofadinhas do sofa (vermelho-alaranjado) e da poltrona (amarela de chadrez vermelho…), que alem de uma cor pavorosa, ainda estava toda destrambelhada e caindo aos pedaços.

Então quando  meus pais estavam aqui, eu e minha mãe compramos novos tecidos (tambem em tons de beije), e parte da metragem ela levou pro Brasil e mandou fazer as capinhas numa costureira (cheguei a pedir orçamento por aqui, e custava 10 vezes mais doque mandar fazer no Rio), e os assentos eu mesmo reformei!

Bastou uma tesoura e um grampeador profissional!

 

Perfeitas elas não ficaram, mas, sendo que eu fiz tudo isso sozinha, até que ficou bem bom, heim?!

Ficou ou ão ficou um lugar completamente diferente?!?!

Nos proximos meses (assim que a primavera começar a dar as caras) eu pretendo comprar mais flores e plantas, pra dar mais uma corzinha na sala, e ficar menos “parda”, alem de esconder um pouco as lampadas “pedestal” descombinadas que são bem feinhas…

Mas sabe oque eu mais gosto mesmo? Que apesar do apartamento não ser nosso, e estar recheado de coisas “improvisadas”, pela primeira vez me sinto “em casa”, no sentido “dona de casa” de ser. Deu trabalho e não saiu barato, mas depois dos ultimos apartamentos que morei (antes do Aaron e com ele) eu decidi que cansei de ir deixando pra lá e não ligando muito pra onde morava.

Queria mesmo morar num lugar que eu sentisse que fosse “meu” e que tivesse um pouco da minha cara. Estava cansada de comprar um monte de coisa legal pra minha casa (em viagens e afins) e ter que ficar escondendo pelos cantos, pois não queria “desperdiçar” minhas peças de decoração numa casa que não gostava.

E alias, tenho dezenas de outras coisas que comprei em viagens (vasos, arte, etc) que ao longo dos anos levei pra casa dos meus pais ou pro basement da minha sogra, simplesmente porque não tinha espaço pra nada disso em nosso apartamentos anteriores… At´mesmo alguns presentes de casamento, nunca nem sequer trouxemos nada pra Londres, pra não “desperdiçar” nossas peças legais, em ambientes não tão legais. Então nas proximas viagens ao Brasil e aos EUA, vou começar a trazer algumas dessas coisas de volta.

E sabe que até me tornei menos bagunceira?! Hoje em dia eu de fato gosto de ver minha casa arrumadinha! (inha mae vai chorar de emoção…)

 

 

 

 

Postado em: Lar doce lar
57
02
Mar
2011
Foto-Post: Londres do alto!
Escrito por Adriana Miller

Esqueci de postar essas fotos de Londres!

Minha vista preferida… Pela janelinha do avião! E da pra ver direitinho a cidade, ó só:

O centro de Londres, dividido pelo Tâmisa e conectado pelas pontes

Nessa foto acima dá pra ver bem quaaaase todo centro de Londres! A esquerda esta o St James Park e o Palacio de Buckingham, o Parlamento, o London Eye, a estação de Waterloo… um pouco mais pra cima dá pra ver a Tower Bridge e a The City, que é o centro financeiro da cidade.

Embankment a esquerda e Southwark a direita

No canto esquerdo da pra ver a Abadia de Westminster, bem em frente ao Parlamento e o Big Ben. Do outro lado da Ponte Waterloo, esta o County Hall, Aquarium e London Eye e o Southbank. Bem atras deles esta a estação de Waterloo.

E o lado Oeste da cidade, com seus muitos parques!

No lado esquerdo esta o enooorme Hyde Park (o lago ali no meio é o Serpentine), e bem ali do outro lado (na direita da foto) esta o Green park e o St James Park, divididos pelo Buckingham Palace.

Close meio embaçado do Green Park e toooodo Buckingham Palace

Hyde Park!

Não é legal?! Da pra ver a cidade direitinho!

E sim, Londres é assim cinzento e chuvoso mesmo, e eu adoro a cidade mesmo assim! O clima é apenas um detalhe…

 

 

 

Postado em: Aleatorios Atrações Turisticas Batendo perna Conhecendo Londres Inglaterra Viagens
8
02
Mar
2011
A queda dos Gigantes
Escrito por Adriana Miller

O meu genero preferido de livros sao os de ficcao historica, e ninguem escreve esse tipo de livro melhor que Ken Follett.

Sei que os intelectuais de plantao vao rolar os olhos, afinal o Ken Follett esta longe de encabecar a lista dos genios da literatura mundial, e alguns de seus livros de pura ficcao sao bem fraquinhos.

Mas ja contei aquí em outros posts que meu livro preferido de todos os tempos eh o “Pilares da Terra”, do mesmo autor, e sua pseudo sequencia “Mundo sem fim”.

Ambos sao livros gigantes (media de 1200 paginas na versao Ingles, e acho que a versao em Portugues veio separada em dois volumes), mas que tem um denominador comum: um ficcao que retrata a saga de uma familia num determinado periodo historico.

O Pilares da Terra se passa no seculo 11 e tem como pano de fundo a crise de sucessao ao trono Ingles. Ja o Mundo Sem Fim se passa na mesma cidade ficticia no interior da Inglaterra, mas cerca de 300 anos depois, no seculo 14 quando a Europa foi assolada pela peste negra.

Confesso que a pesar de ter adorado o segundo livro, ele me pareceu um pouco previsivel, pois era parecido demais… o mesmo estilo de personagens, a mesma “dinamica” entre as familias da trama.
Mas isso nao me impediu se ficar ansiosamente esperando o lancamento da nova serie de livros do Ken Follett, a “Triologia do Seculo” (The Century Triology), e seu primeiro livro, “Queda de Gigantes” (Titulo original: Fall of Giants)! E logo quando li as primeiras criticas sobre o livro eu ja sabia que ia amar, e sabia que apesar de seguir o mesmo genero de ficcao historica, dessa vez o estilo do livro era bem diferente. Entao nao resisti e comprei uma copia logo na semana que livro foi lancado, em Outubro do ano passado!

E foi tudo que eu estava imaginando que seria, e li as 1.000 paginas em umas 3 semanas – a ponto de perder a parada do trem a caminho do trabalho porque estava tao absorvida pela historia, e a ponto de passar minha hora de almoco com o garfo numa mao, e o livro na outra!

A livro conta a historia de 4 familias e como suas vidas se entrelacam, se desenvolvem e sao afetadas na iminencia da 1ª Guerra mundial – e a historia segue durante a guerra e da uma pequena introducao sobre como o mundo mudou tao dramáticamente naqueles 4 anos.

Esse livro eh muito mais “pesado” historicamente doque os outros, ou talvez seja apenas porque faz tantas refrencias a personagens reais (principalmente politicos Europeus que lemos sobre nas aulas de historia do colegio!), e a pesar de nao ser um livro “de guerra”, suas referencias historicas e politicas estao por todos os lados.

Duranto um periodo de 10 anos o livro desenvolve e descreve como ninguem os detalles da vida de uma familia “proletaria” do Pais de Gales (que historicamente foi muito afetada economicamente pela crise das minas de carvao no inicio do seculo), uma familia “camponesa” Russa (que sobrevive ao auge do Ksarismo Russo e participa na revolucao Bolchevique em Sao Petersburgo), uma familia “aristocrata” na Inglaterra (que faz um otimo retrato sobre essa coisa dos “Nobres” e “Comuns” na politica Britanica), outra familia “nobre” na Alemanha (pre queda do Kayser e o fim do imperialismo Alemao) e uma familia “classe media alta” nos EUA.

E o livro eh aquela coisa Ken Follett de ser, com as indas e vindas das familias, como a vida era tao diferente em cada um desse lugares, muita intriga, drama, e claro, fatos historicos.
Aliais, oque eu mais gostei desse livro foi justamente isso. E o Ken Follett tem um pequeno capitulo inteiramente dedicado a explicar como foi seu processo de pesquisa para esse livro, e como ele conseguiu misturar personagens e situacaoes ficticias a situacaoes e personagens reais, e o apoio e supervisao de historiadores e pesquisadores que ele teve durante todo o processo de desenvolvimento, escrita e edicao do livro.

E para mim, um bom sinal de que um livro realmente eh bom, eh quando o livro acaba e voce se sente “orfa” dos personagens, e ja fica ansioso querendo saber oque mais poderia acontecer.
Entao o lado bom eh que esse livro eh o primeiro de uma triologia… porem o proximo livro (que tera a 2ª Guerra Mundial como pano de fundo) soh sera lancado em 2012!

O Aaron tambem comecou a ler a “Queda dos Gigantes” semana passada e ficou “bravo” comigo porque eu nao insiti mais vezes pra ele ler lego esse livro, porque ele esta igualmente maravilhado!

Postado em: Livros e Literatura
39
01
Mar
2011
Salamis e a Republica Turca do Chipre
Escrito por Adriana Miller

O unico lugar que o Aaron fazia questão de conhecer em Chipre era Salamis – o unico lugar que ele reconhecia o nome, sabia da historia e já tinha visto fotos impressionantes. E foi também o mais dificil de chegar!

Salamis fica na parte Turca da ilha, que é na verdade um novo país e um novo continente (já que oficialmente a parte Turca é considerada Oriente Medio)! E pra nosso azar, Salamis ficava exatamente no extremo oposto de onde estavamos hospedados na ilha.

Além disso, tem toda a complicação de conseguir chegar lá, e mesmo depois de horas na estrada, não sabiamos se conseguiriamos ou não cruzar a fronteira, já que as informações pela internet não são muito concisas, e até mesmo nosso livro guia foi bem generico, e o recepcionista do hotel não deu muita bola e tentou nos convencer de fazer alguma outra coisa.

O problema principal é o embargo internacional que atinge a região Turca, e que manteve essa parte da Ilha completamente isolada do mundo por mais de 30 anos.

As fronteiras só foram abertas  em 2004 (para turistas e principalmente para Chipriotas Gregos, que eram terminanentemente proibidos de cruzar a fronteira) depois que Chipre entrou pra Comunidade Europeia.

Mas mesmo assim a fronteira só esta aberta em 4 pontos, que são supervisionados pelas Nações Unidas e com soldados armados até os dentes. Desses 4 pontos de fronteira, um é aberto apenas para pedestres (no centro da capital Nicosia que é dividia ao meio entre os dois paises) e mais 3 pontos em estradas, para veiculos comerciais e de passageiros: Agios Dometios, Pergamos e Strovilia. Tentar cruzar a fronteira em qualquer outro ponto da Ilha, fora das regioes autorizadas por ambos governos e a NU, da cadeia!

Então nós escolhemos cruzar a fronteira em Pergamos, pois achamos que parecia ser mais facil – segundo nosso mapa, bastava pegar a auto estrada principal atéeeee quase o final, depois uma outra estradinha e tal, e já já estariamos lá.

Mas é claro que na realidade a coisa foi bem diferente, e a tal “estradinha” acabou virando um vilarejo fantasma, que mesmo a apenas 20 mins de Lanarka (uma das principais cidades da Ilha), não poderia ter sido mais isolado do mundo e despreparado para o turismo.

Quando achávamos que nunca conseguiriamos descobrir qual seria o caminho correto, começamos a ver as placas identificando a “terra de ninguem” das Nações Unidas. Mas ainda assim, NENHUMA placa indica a direção correta!

Mas conseguimos chegar na fronteira, e a coisa é serissima!

Nos pediram para sair do carro e deram uma inspecionada no porta malas, porta luvas e afins, além de fazer algumas perguntas obvias de fronteira e carimbar nossa entrada.

Porém, por causa do embargo internacional (que foi aliviado, mas oficialmente ainda existe) não é recomendavel ter o carimbo do Chipre Turco no passaporte, e eu estava tensa por causa disso – por não ser uma região tão frequentada por turistas, não sabia se – caso pedisse pra não carimbassem meu passaporte, como fiz em Israel por exemplo - o guardinha ia fica ofendido e negar nossa entrada…

Mas nem precisamos falar nada, e assim que o guarda nos perguntou onde moravamos, ele deixou os passaportes de lado, e carimbou um papelzinho, e nos pediu pra guardar a 7 chaves, pois sem aquele papel/carimbo, não poderiamos sair pelo lado Chirpiota, e a unica saida do pais seria por um ferry pra Turquia (?!?!).

Ah, e ainda teve o tal do seguro do carro, e até agora não sei se é alguma coisa legitima, ou se fomos vitimas de um golpe na fronteira…. Mas aparentemente carros alugados no lado Grego não podem cruzar para o lado Turco, a não ser que tenham um seguro Turco, que o guardinha prontamente nos oferenceu por modicos 30 Euros…

Na duvida, eu que não ia ficar batendo boca com o guarda Turco, certo?

E assim que cruzamos a fronteira, foi li-te-ral-men-te como se tivessemos completamente trocado de continente mesmo!

Os hoteis, luxury Villas, “tavernas Gregas” e tudo que nos fazia lembar a Grecia e destinos turisticos do Mediterraneo, foi substituido por um cenario retirado diretamente do filme “Borat”…

Cidades fantasma, casas abandonadas, e os varios “checkpoints” das Nações Unidas e do Exercito Turco supervisionando as estradas.

E outra surpresa! TODAS as placas eram apenas em Turco! Direções, inctruções, e até o nome das cidades! Então nosso mapa se tornou 100% inutil, e não conseguiamos descobrir de jeito nenhum onde estavamos! Dica importante, compre um mapa que tenha todos os nomes e nomeclaturas em Grego E Turco (vende nos postos de gasolina ou pontos de informacao turistica).

Então continuamos dirigindo na direção que eu “sentia” que ia nos levar até lá (eu tenho OTIMO sentido de direçao e NUNCA me perco. Já o Aaron, mal consegue voltar pra casa depois do trabalho).

Até que por sorte, finalmente vimos uma placa com nome reconhecivel: Salamis! Graças a Deus o nome é o mesmo!!

E finalmente chegamos até lá… mas demorou TANTO e já estavamos tão exaustos do estresse da estrada Turca, que a animaçnao já não era a mesma…

Mas ainda assim, valeu demais a viagem!

Salamis é o maior e mais importante (e imponente) complexo arqueologico de Chipre, e foi a primeirissima capital jamais estabelecida na ilha, e foi um porto muito importante na luta dos Gregos contra os Persas – e diz a lenda que a cidade foi fundada (e consequentemente a Ilha “conquistada” pelo guerreiro Teucer, que após perder uma batalha contra os Troianos, ficou com vergonha de voltar pra casa.

Então Salamis tem herança Helenica, Romana, Bizantina e Ottomana, e todas essas civilizações deixaram sua marca no lugar, que é gigante (impossivel ver tudo a pé, Salamis era realmente uma cidade grande, e é bastante espalhada pela area).

Entre as ruinas que valem a pena visitar estão um “Sudatorium” (“quarto de suar”… um sauna Romana com aquecimento sub-solo!), uma latrina publica, um aqueduto e sistema de cisternas, um anfiteatro de 2 mil anos e que abrigava 15.000 espectadores.

Além de um ginasio Grego enorme, com direito a duas piscinas (uma de agua quente e outra de agua fria!) e um auditorio/coliseu, mercados, avenidas principais, casas, palcios, etc, etc.

O unico problema de lugares assim é que é precsiso muita imaginação e paixão por historia (mitologia, arquitetura e afins) pra conseguir realmente apreciar um lugar desses, pois muitas das coisas “visitaveis” são na verdade ruinas que não passam de um monte de pedras empilhadas…

Pra mim isso não foi um problema, e adorei cada cantinho, mas enquanto estavamos admirando uma das avenidas “colunadas” de Salemis ouvimos uma familia comentando pros filhos “aqui não tem nada, só mais um monte de pedras empilhadas…”.

E claro, no fim de tudo, a volta pra civilização foi igualmente exaustante, pois na ida pra SAlamis estavamos tão preocupados em achar o cmainho, que não prestamos atenção em como voltar pelo mesmo caminho e nos perdemos algumas vezes e demos algumas voltinhas desnecessarias… mas por sorte, conseguimos voltar por hotel antes de escurecer!

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Postado em: Chipre Republica Turca Viagens
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