O Rajastão, cuja capital é a cidade de Jaipur, é o maior e uma dos mais diversificados estados da India – Inclui de montanhas a deserto, rios, lagos e vales, mas é uma região que ficou conhecida principalmente pela opulencia de sua realeza: os Marajás.
Antes da independencia da India (em 1947, quando a região se dividiu em India, Paquistão e Bangladesh), o pais tinha cerca de 600 reis (basicamente cada cidade/estado tinha o seu), mas foi no Rajastão que o termo Marajá, que na lingua Sanskrit, significa “Rei Superior”, se originou, e Jaipur é a cidade ideal pra ter uma ideia do poder e da vida que essas familias reais tinham.
Jaipur nos foi descrita por nosso guia como uma cidade “pequena” e provinciana, pois afinal tem apenas 6 milhões de habitantes e tem alguns dos palacios, monumentos e templos mais bem conservados das dinastias dos Marajás, desde que foi fundada pelo Marajá Sawai Jai Singh II em 1727.

Na verdade, a Jaipur moderna nada mais é que a continuação da cidade e dinastia de Amber, que foi fundada em 1037 e fica a cerca de 11 km de Jaipur. Cerca de 700 anos mais tarde o Marajá decidiu transferir a “capital” de Amber pra Jaipur, por causa da seca e da dificuldade de fornecer agua para a cidade que não parava de crescer.
E é justamente o Forte Amber a primeira cosia que se avista de longe ao chegar em Jaipur, e foi logo nossa primeira parada na India!
O Forte Amber, apesar dos tons terrosos e amarelados, não se chama “Ambar” por causa da cor, e sim por causa do nome da cidade onde foi construido – e é impossivel ignorar sua grandiosidade e seus muros que se estendem pela paisagem da cidade.

O forte na verdade é uma coleção de templos e palacios confinados entre as paredes de seus 6 quiometros de muralhas, e impossivel não se perder entre seus jardins, fontes, templos e salões majestosos.

Lá de cima, logo na entrada, a vista de todo o vale de Amber e Jaipur não nega que aqui ali foi consruido por e para alguem muito poderoso!

Hoje o Forte funciona apenas como um museu, mas nos seus tempos aureos, as entradas e portoões eram definidas de acordo com sua casta e seus escalão social e cheio de passagen secretas e salões excusivos.


Além disso, o Amber forte também é conectado com o Forte Jaigargh, construido em 1726 para defesa dos Palacios de Amber e da familia real.
O interior do forte é incrivel, e passamos horas e mais horas analisando cada detalhe e cada entalhe de suas paredes – com relevos em marmore maciço, pedras semi-preciosas e e cores de origens naturais (as principais materias primas na “decoração” do forte foram frutas, vegetais e oleo de coco, que criavam pigmentos e fixadores que resistem até hoje!

Uma das areas principais do forte é o salão dos espelhos (nome oficial Sheesh Mahal), onde o Raja (Rei) recebia seus suditos especiais para audiencias privadas ou para impressionar outros cefes de estado.


O slão demoru cerca de 6 anos pra ser construido e é inteiramente decorado com mini espelhos, todos importados da Belgica em meados dos 1600 e pedras semi-reciosas.


Uma cosia que eu achei bem interessante no interior do Forte é que todo detalhe tem uma historia pra contar, e cada canto revela sua influencia e inspiração, com motivos de origens Hindu, Budista e Islamica.

E como os Marajás não eram bobos nem nada, uma das maiores areas do forte é a Zenana, ou o palacio onde vivam as mulheres reais – o marajá tinha cerca de 12 rainhas e centenas de concubinas, todas com seus aposentos individuais, e com passagens secretas que conectavam diretamente ao quarto do Rei.


Então ele podia visitar qual esposa/cuncubina ele queria, mas sem que as outras soubessem de suas preferencias, e assim mantendo a hamonia entre suas mulheres!












