13 Jul 2011
38 comentários

É dando que se recebe

Dia a dia, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior

Ontem eu participei de um evento super legal aqui em Londres, organizado pela ONG EBP e ELBA com o programa “Head to Head”. Então passei minha manhã toda fazendo trabalho voluntário numa escola pública para meninas de origem “étnica” no Leste Londrino.

O Leste de Londres, tem umas areas super legais e trendy, mas é tambem considerado uma das areas menos “Inglesas” e mais barra pesada da cidade. É ali que se concentram comunidade de imigrantes (muitas vezes ilegais) e quase sempre que lemos em jornais sobre violência e guerra de gangs, provavelmente o problema aconteceu no lado leste da cidade. É ali tambem que tem o maior índice de desemprego do país (na casa dos 15%) e a maior concentração de famílias vivendo de benefícios do governo.

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As pessoas até brincam que se largarem um turista em plena Commercial Road (uma das principais avenidas da região), você ia jurar que estava em Dhaka (capital de Bangladesh) e não Londres… Homens de turbante e mulheres de burca é uma cena mais comum por ali doque em muitas regiões do Oriente Médio, por exemplo.

Na verdade essa é uma região que em sua grande maioria é bem “familia”, mas o problema mora justamente por eles serem fechados em suas comunidades, limitanto seu acesso a educação, empregos e oportunidades melhores, oque consequentemente faz com que essa região de Londres esteja entre as mais pobres do pais. Eu fiquei até meio chocada de ler os relatórios e os fatos que a ONG mandou, pois é dificil de acreditar que numa cidade como Londres exista tanta gente vivendo em condições sub-humanas.

Então eu tentei me envolver em programas onde au poderia realmente usar minhas experiências pessoais e profissionais pra ajudar alguém, e me inscrevi no programa de “mentoring” da escola “Mulberry”, que é uma escola secundária pública que atende apenas meninas no bairro de Whitechapel.

Eu fiquei imaginando que ia chegar num CIEP caindo aos pedaços, e me surpreendi de encontrar uma escola moderníssima, limpíssima e com todos os aparatos tecnológicos possiveis.

Logo de manhã cedinho tivemos a primeira reunião com o diretor da ONG e o Reitor da escola que nos deu uma breve explicação sobre o perfil das meninas que íamos conhecer, e o porque desse programa, e porque a ajuda é tão importante.

Quando eu falei do meu voluntariado no Twitter, me perguntaram oque seriam “meninas étnicas”, e o único motivo pelo qual eu fiz essa distinção, é porque infelzimente, em paises de “1ª mundo” como a Inglaterra, geralmente a pobreza e a falta de oportunidade são exclusivas das minorias raciais.

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Portanto essa escola atende apenas meninas de descendência Bengali, Paquistanesas, Afegãns e Indianas – não por seleção, mas porque a escola fica – fisicamente –inserida no coração da maior comunidade Bangladeshi e Paquistanesa de Londres, em Whitechapel. Tanto que o uniforme da escola (na Inglaterra, ao contrario de outros paises Europeus ou EUA, as escolas públicas usam uniforme) foi adaptado para atender a cultura das alunas, e hoje em dia nada mais é que uma burca, ou túnica com lenço cobrindo a cabeça (o uniforme “normal” de uma escola Inglesa típica é um terninho, tipo Harry Potter).

E foi justamente por isso que quis fazer parte dessa ONG e me voluntariar nesse programa – as alunas da escola Mulberry fazem parte de uma comunidade e uma cultura onde mulher não tem vez. A idade média das meninas que conheci era de 15 anos, e todas tinham responsabilidade dupla de cuidar da casa, dos irmãos mais novos, cozinhar, lavar, passar. E ainda por cima, muitas delas já eram casadas! Eu me surpreendi inclusive de ver que apesar de todas serem nascidas e criadas em Londres e terem frequentado escolas Inglesas a vida toda, elas vivem numa comunidade tão fechada, que nem sequer consideram Inglês como sua língua materna, e muitas delas inclusive tinham sotaque fortíssimo. Então essas meninas não só vivem numa das regiões mais “marginalizadas” da cidade, como ainda por cima fazem parte de uma comunidade onde elas não tem “modelos” femininos que as possam ajudar, instruir, conversar – oque muitas vezes significa que elas não terao oportunidade de ter uma vida melhor doque a vida de suas mães, avós, tias, etc.

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O meu papel no programa foi em ajudar as meninas da série 10 (equivalente ao 2º ano do 2º grau no Brasil) a escreverem currículos e se prepararem para entrevistas de trabalho e estágio (o curriculo escolar na Inglaterra é bem diferente do Brasileiro e Portugues, e a escolaridade obrigatória só vai até o ano 11, então muitos alunos fazem cursos profissionalizantes ou estágios no último ano de escola), alám de dar a elas uma oportunidade de conversar com mulheres (tambem tinham alguns homens no programa, e todos são bem vindos a ajudar) fora de sua comunidade, que possam responder perguntas que não fazem parte de seu “mundo”.

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Muitas delas queriam saber, por exemplo, como era Canary Wharf e oque acontecia mesmo dentro de um banco, e se a gente via dinheiro o dia todo!

Podem parecer perguntas bem bobinhas, mas elas sao meninas no auge da curiosidade da vida, vivendo numa cidade fervilhante como Londres e mal sao permitidas de sair de casa!

Então além de um bate papo informal, eu dei dicas de como organizar um CV (quando não se tem experiencia nenhuma), como se comportar numa entrevista e o tipo de pergunta e resposta que elas deveria estar preparadas pra responder.

Foi incrível ver que algumas meninas super, super inteligentes, com notas A e A+ em todas as materias que acham que não podem fazer faculdade porque são mulheres!

Uma delas queria ser decoradora de interiores, e me perguntou se meus pais tinham sido contra minha escolha de carreira (oque me deu a enteder que os pais dela não apoiam a idea dela de ter um emprego); e uma outra menina que estava me contando do quanto ela gostava das aulas de mídia, de editar filmes e musica, pintar posters de filmes, desenhar etc, quando eu perguntei/sugeri que ela deveria estudar propaganda e marketing, ela simplesmente ficou me olhando como se eu estivesse falando Grego com ela!

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Foram varias horas de conversa com meninas super simpáticas e educadas, e muito bate papo e dicas sobre não ter medo de conversar olhando nos olhos de alguém (todas se comportavam incrivelmente submissas, principalmente com os voluntários homens), de sorrir e sobre ter vontade de aprender mais sobre o mundo e outras oportunidades em suas vidas.

E pra mim foi uma lição de vida também, um momento de reflexão onde mais uma vez me dei conta de como eu sou sortuda nessa vida, de dar graças a Deus por ter pais e uma família maravilhosa que sempre me apoiou nos meus sonhos e ambições, que souberam me instruir e me prepararam pra vida no mundo real.

Me dei conta de como existe gente diferente no mundo, e mesmo num bairro tão pertinho, por onde eu ja passei tantas vezes achando graça das lojinhas de burcas, existe uma realidade tão diferente da minha e tanta gente que não teve as mesmas oportunidades que eu.

Recebi essa foto tirada pelo diretor do programa, junto com uma notinha de agradecimento.

E quem sabe daqui a muitos anos uma dessas meninas vai se tornar uma mulher feliz e bem sucedida, dentro ou fora de sua comunidade, e vai lembrar que um dia, quando ela tinha 15 anos, ela conversou com uma moça Brasileira que deu algumas horas de seu dia pra conversar, dar conselhor e dicas, que podem, quem sabe, um dia ajudar a transformar sua vida!

 

 

 

 

 

Adriana Miller
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38 comentários
  1. ernesto, o pato - 13/07/11 - 14h41

    Adriana

    Parabens pela iniciativa, e por fazer a diferença para algumas pessoas.

    E, também por desmisitificar aquela imagem de que os viajantes são pessoas futies.

    Eu faço vários trabalhos voluntários – além dos “involuntários”- e sempre perguntam: ora, viajando de novo….

    Responder
    • Adriana - 13/07/11 - 14h56

      Obrigado Ernesto!!
      Pois eh, de futeis os viajantes nao sao nada! Olha o tanto de cultura que a gente absorve mundo a fora, certo?!

      Responder
      • ernesto, o pato - 13/07/11 - 15h54

        Com certeza, concordo com vc!

        Responder
  2. Marcia Kawabe - 13/07/11 - 14h47

    Muito legal mesmo esse trabalho Adriana, parabéns! Tomara que elas tenham outras oportunidades como esta, porque este é sem dúvida um trabalho de formiguinha e que precisa ser feito todos os dias um pouquinho pra que se surta efeito lá na frente. E tomara que você também tenha a oportunidade de fazer isso mais vezes.

    Responder
    • Adriana - 13/07/11 - 14h57

      Com certeza! Conversei com o diretor da ong e ja me voluntariei pra participar do programa mais vezes, em outras escolas e outras iniciativas!

      Responder
  3. Parabéns pela iniciativa!

    Beijosss

    Responder
    • Adriana - 13/07/11 - 14h57

      Obrigada Nath!

      Responder
  4. Luiza - 13/07/11 - 14h54

    Oi Adriana!

    Estive em Londres pela primeira vez mês passado e, como todo mundo sempre dizia, notei que a cidade abriga gente do mundo todo e como essa mistura e a tolerância é grande. Apesar disso, as desigualdades não deixam de existir, o que é um fato bem triste. Fico feliz de saber que existem pessoas que se preocupam e põe a mão na massa pra pelo menos tentar mudar essa realidade.

    Responder
    • Adriana - 13/07/11 - 15h01

      Pois eh, e oque eu gostei mesmo desse programa eh que quebra o mito de que trabalho voluntario eh aquela coisa sofrida, e que da muito trabalho, e esta muito longe de nos.
      Essa ong tem uma iniciativa bem simples, de ajudar, bem indiretamente, a preparar jovens Londrinos de origem “desprivilegiada” a terem uma chance melhor no mercado de trabalho, e assim terem mais chances de ter uma vida melhor.
      Pra ajudar o mundo a ser um lugar melhor a gente nao precisa virar Angelina Jolie e ficar viajando pra Africa, adotando criancas orfans e afins nao. Tem muita coisa que pode ser feita e mudada no nosso bairro, na nossa cidade.
      De pouco a pouco, mudamos muito.

      Responder
  5. Graziela - 13/07/11 - 15h04

    Adriana que trabalho bonito que voce realizou com essas meninas/ mulheres.
    Imagino a alegria delas ao te ver, te olhar nos olhos, ver seu sorriso e poder respirar em outro ambiente, com alguem desconhecido, mas igual (mesmo sexo). Frequentamos uma igreja, nessa bairo, e (quase) todo domingo, estamos por ai, tem uma mesquita enorme da avenida e nao tem como nao notar o tratamento diferente que e’ dado aos homens e as mulheres. Muito triste essa realidade, que esta ai na nossa cara e que muitas vezes, infelizmente, nao podemos fazer muito.
    Abracos
    Gra

    Responder
  6. Francélli - 13/07/11 - 15h22

    Nossa, teu post me deu uma angústia… Incrível como a gente acaba ignorando certos tipos de situações, só porque não vemos acontecendo próximas a nós.
    Espero que você tenha feito diferença na vida dessas meninas.
    Parabéns.

    Responder
  7. Patricia A. - 13/07/11 - 17h00

    Engraçado que nao conhecendo voce pessoalmente, mas conhecendo um pouco sempre pelo blog, te admiro Dri!
    Parabens!
    Bonita, inteligente e nada futil, digo, nada alienada!
    DOU O MAIOR 10!
    abs
    Patty

    Responder
    • Adriana - 13/07/11 - 17h03

      Nossa, obrigada Patricia!

      Responder
  8. Neda - 13/07/11 - 17h11

    Muito interessante!
    A sua iniciativa de mostrar a essas meninas um pouco do mundo e de como podem se incluir, se quiserem e/ou deixarem, é muito boa. Penso que são culturas que se fecham não só pelo preconceito que sofrem mas também para evitar que costumes antigos sofram influencia do lugar onde vivem. Louvável a escola respeitar hábitos como o de cobrir a cabeça e incluir isso no uniforme escolar. Curiosa para saber como serão os próximos encontros.
    PARABÈNS

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h15

      Pois eh, o diretor da ONG/programa foi bem claro e explicou que a intencao nao eh, de jeito nenhum, mudar a cultura delas, nem a lingua, nem religiao nem nada. Eh manter o ambiente cultural e comunitario em que elas vivem, mas ajudar que elas possam ter uma vida melhor doque a vida que outras mulheres em sua comunidade tiveram.

      Uma das mulheres que mais admiro no mundo eh a Rainha Raina da Jordania, e a “filosofia” dela eh justamente essa: o caminho mais curto e mais sustentavel para o desenvolvimento eh educar meninas e mulheres – uma adolescente, uma mulher, uma mae, educada significa um familia inteira com mais e melhores oportunidades na vida, melhores escolhas, mais saude, nutricao, bem estar.

      Entao a intencao do programa nao eh fazer com que essas meninas de 15 anos se revoltem contra a comunidade, parem de usar burca e caiam na gandaia – pelo contrario, eh mostrar a elas que elas sao diferentes, porem iguais, e que existem outras opcoes na vida.

      Tb estou curiosa pra saber como serao os proximos encontros! :-)

      Responder
  9. Dany - 13/07/11 - 17h56

    Muito bom. Se cada um fizer o minimo ja representa uma grande mudanca. E o que pra gente nao significa tanto vira muito. Eu tenho uma crianca que ajudo mensalmente, e um programa de varios paises, mas obvio escolhi criancas carentes do Brasil que estao numa cidade do Ceara chamada Oros e espero estar fazendo a diferenca na vida dela. Mando mensalmente $50 num programa chamado Child Fund. So espero mesmo que o dinheiro esteja sendo enviado pra crianca que ” apadrinhei”.
    Mas a sensacao de satisfacao que me da e muito grande e espero em breve poder ajudar mais criancas.
    Parabens pela iniciativa tb.

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h10

      Eh isso que eu acho tambem – muita gente deixa de ajudar porque pensam que nao tem muito pra dar (seja dinheiro, tempo, disposicao…), mas na verdade, basta muito pouco pra ajudar quem nao tem nada. E se todo mundo ajudasse um pouquinho, seria um montao!

      Responder
  10. Elaine (Nani) - 13/07/11 - 18h18

    Ai Dri, me emocionei!!! Parabens pela iniciativa!!!

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h09

      Obrigada querida!

      Responder
  11. Simone - 13/07/11 - 19h34

    Oi Adriana!!
    Sempre leio seus posts, muito bacana teu blog!
    E hoje, em especial, gostaria de comentar. Sei que vc gosta de ler, e li um livro chamado Infiel, autobiografia da Ayaan Hirsi Ali. A história é linda mas também muito triste. Ela explica exatamente o que acontece com essas meninas nascidas na religião muçulmana e os pontos chaves que precisam ser entendidos para que ocorra uma mudança. A autora conseguiu ir pra Holanda e lá se tornou senadora (ou algo parecido) e hoje é personagem importantíssimo na luta pelos direitos dessas mulheres. Quem sabe vale a pena até falar dela pra essas meninas se vc voltar lá…
    Bom, parabéns pelo voluntariado e pelo blog!

    Um abraço,
    Simone

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h09

      Oba! Obrigada pela dica!

      Responder
  12. Sara - 13/07/11 - 20h13

    A-MEI!! :) Parabéns Adriana! O mundo precisa de pessoas com esse tipo de atitude. Por muitas oportunidades na vida que possamos ter, as pessoas devem continuar a ser humildes e dar o seu contributo. E o que vc fez por essas meninas é mesmo louvável e de aplaudir. Tenho a certeza que um dia elas vão lembrar-se disso.
    Espero mesmo que possa continuar a ter essas oportunidades e que continue a ajudar mais gente assim.

    **

    p.s. – Será que dá para me dar umas luzes sobre como se organiza o CV na Inglaterra e que tipo de perguntas devemos esperar? Porq

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h08

      OI Sara, ja fiz alguns posts aqui no blog sobre isso. Da uma olhadinha nos posts da categoria “Trabalho” e “Recursos Humanos”.

      Responder
  13. Sara - 13/07/11 - 22h00

    * Porque aqui em Portugal é muito diferente, poucas são as empresas que têm “cuidado” com isso e por vezes nós chegamos ao exterior e levamos uma “bofetada” das empresas.

    Responder
  14. Manuela - 14/07/11 - 00h01

    Muito legal Adriana!! Também sempre tive vontade de fazer trabalho voluntario,sempre procurei e pensava que a unica coisa que eu poderia fazer era me fantasiar, brincar com crianças, idosos, etc. Não dizendo que isso não é legal,acho muito, mas nao encaixa muito com meu perfil. Eis que a empresa que trabalho tem uma parceira com um programa de mini empresa de uma ONG, entrei e estou auxiliando adolescentes de escola publica do 1 ano do ensino medio. Falamos sobre empreendedorismo, areas da empresa, etc.. Nem preciso dizer que estou amando! E vou te falar uma coisa, essa realidade de dupla jornada, gravidez e baixa auto estima também é recorrente aqui. Legal também difundir essa consciência de parcerias em projetos sociais para as pequenas e medias empresas, não só pensando no “Balanço Social” ou no mercado, mas também como uma ótima oportunidade de motivação e integração! Adorei o post, deu para perceber pelo tamanho do comentário ne? hhaha Beijos

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h03

      Eh isso ai. O problema eh que a maioria das pessoas acha que fazer trabalho voluntario significa apenas ir cavar pocos de agua na Africa, ou doar dinheiro para campanhas na TV, e a verdade eh que tem muita coisa bem simples por ai que pode ajudar muito, muita gente.
      Afinal quem diria que em pleno LOndres existem meninas que levam a mesma vida e sofrem os mesmo riscos de mulheres no Afeganistao?!
      E da mesma maneira, toda cidade, todo bairro tem algum gesto simples que se pode fazer pra ajudar o outro.

      Responder
  15. tati- mamãe legal - 14/07/11 - 00h05

    Parabéns Dri pela iniciativa e por sempre dar vida inteligente a blogosfera!
    Eu leio seus blogs e fico com vontade de ser sua amiga :)
    Bjo grande

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h00

      Eu sou amiga de todo mundo :-) Brega, mas verdade!

      Responder
  16. Wanessa - 14/07/11 - 02h09

    Adriana, parabéns pela sua generosidade.
    Essa atividade voluntária tem tudo a ver com você, pois é a repetição do que você já faz aqui no blog diariamente (guardadas as devidas proporções, claro): você está doando a sua história de vida, que é um exemplo a ser seguido.

    Responder
    • Adriana - 14/07/11 - 10h00

      Owwww….. obrigada Wanessa!

      Responder
  17. Daiane - 14/07/11 - 04h03

    Parabéns Dri! com certeza essas meninas se lembrarão de você no futuro, pois nunca esquecemos quem dá um bom conselho!!!
    E o mais importante, quando nos dedicamos às pessoas aprendemos mais com elas, com o que elas tem a oferecer, mesmo que seja somente uma simples conversa!!!

    beijão no coração

    Responder
  18. Letícia R. - 14/07/11 - 13h43

    Emocionante sua experiência!

    Me lembrou uma visita que fiz, dois anos atrás, a uma amiga brasileira na Itália. Ela participava de um programa para jovens profissionais de Comunicação – formados em universidade ou não. Ela dividia o apartamento com uma menina paquistanesa que tinha produzido um documentário! Ou seja, revolucionária no país dela! Era engraçado ver aquela menina tímida, reservada, insegura, que falava tão pouco inglês… e pensar que se tratava de uma mulher avançadíssima pros próprios padrões.

    Passei uma semana na casa delas, em Treviso, e com o tempo ela foi se soltando, tentando bater papo comigo… a história dela é linda. Pra resumir: ela encontrou uma espécie de Dri Miller, uma mulher que mostrou outros horizontes, incentivou-a a aprender inglês e a se expressar por meio do vídeo. Essa experiência acabou abrindo a porta do programa na Itália e ampliando incrivelmente o leque de opções de vida dela… Faz tempo que não tenho mais notícias. Espero que ela tenha seguido na carreira e tenha mesmo ido pra UK – eram os planos.

    Enfim… esse seu trabalho pode realmente ir longe. Que vá! Acho tudo isso muito fiel a certos ensinamentos de Jesus: sair do seu lugar de conforto e ir até o irmão necessitado, ajudar a quebrar grilhões, mostrar o quanto todo ser humano é capacitado e pode ser muito feliz… e não se faz isso sem amor, o mandamento máximo. Parabéns, Dri. Que Deus te abençoe e te guie em todos os caminhos.

    Bjs!

    Responder
  19. Isabel O., Portugal - 15/07/11 - 03h36

    Muito interessante esse trabalho.
    Eu inscrevi-me num site/bolsa de voluntários a nivel nacional, que foi anunciado com grande publicidade por cá. Mas nunca fui contatada. Também não tenho bem definido o que gostaria de fazer. O que poderia melhor era apoiar miúdos nos estudos, mas como faço isso como profissão, gostava de qualquer coisa diferente.

    Responder
  20. - 15/07/11 - 08h38

    eu acredito piamente na teoria do efeito borboleta.
    não é só um mega prêmio da loteria que pode mudar a vida de uma pessoa… um exemplo, uma covnersa a mais (ou a mesmo) têm muito mais força do que imaginamos!

    de repente vc não se dá conta mas, além dessas meninas, já deve ter mudado (de repente não radicalmente) a vida de muita gente que lê o teu blog! :)

    se só um dos teus leitores resolver seguir o teu exemplo, porque de repente já era predisposto e lhe faltava só um empurrãozinho, e for fazer voluntariado, ele (e vc tb indiretamente) vão ajudar mais outras pessoas, como uma bola de neve…

    parabéns, Dri!

    Responder
    • Adriana - 15/07/11 - 10h04

      Oi Ge! Obrigada! Adorei seu comentario! Espero mesmo, que ainda que indiretamente o blog possa ajudar muita gente!

      Responder
  21. Camilla - 17/07/11 - 00h42

    Sensacional seu post. Só queria dar um toque que o certo é ascendencia e não descendencia (a pessoa sempre tem ascendencia e é descendente). Ex: As meninas tem ascendencia afega, indiana etc e são descendentes de afegaos etc

    Responder
  22. Vitor Lima - 04/02/14 - 18h44

    Sem palavras pra descrever esse post! Acho que por ser antigo, acabei deixando de lado … não sabia o que estava perdendo! Post emocionante demais! Parabéns Dri :)

    Responder
  23. […] o Leste é a região mais marginalizada da cidade, fama que só começou a mudar de uns anos pra cá, depois de toda revitalização e banho de loja […]

    Responder