16
Aug
2011
Ale Trail: a rota da cerveja de Londres
Escrito por Adriana Miller

Oque não falta em Londres são pubs, certo? Certissímo!

E o pior é que só depois de conhecer a cidade é que você se dá conta que os “Public House” realmente estão em todos os cantos da cidade, as vezes dois ou 3 em cada quarteirão!

Muitos deles nada mais são que meros botecos da esquina, enquanto outros são ligeiramente mais sofisticados, ou gastro-pubs (quando servem comida muito boa).

E tem também os mais tradicionais, cheios de história e servemas autênticas Ales Inglesas.

Eu não bebo cerveja, então vou me abstrair da discussão cerveja gelada x cerveja não tão gelada, mas dizem os apreciadores de uma boa Ale, que as temperaturas extremamente baixas escondem o verdadeiro sabor do malte, e uma cerveja boa e artesanal nunca deveria ser servirda estúpidamente gelada.

Então em Londres existem diversas “Ale Trails”, que são rotas especificamente montadas em diferentes areas da cidade, que levam os apreciadores de Ales (ou de um belo Pub) aos principais Pubs tradicionais e históricos da cidade.

Então no outro dia, enquanto minha irma esta em Londres, fizemos o Ale Trail em Theaterland, que vai de Charing Cross, Leicester Square a Convent Garden.

Mesmo pra quem não gosta de cerveja ou de bar/boteco, os Pubs são um programa imperdível pra quem vem ao Reino Unido!

E esses roteirinhos de Ale Trails são uma otima opção, pois v0cê pode baixar o mapinha on line, que te diz exatamente onde estão os melhores pubs e exatamente onde ir!

Começamos nossa noite no Princess of Wales, numa ruazinha exatamente entre Embankment e a rua Strand. A primeira vista apenas um pub como outro qualquer, esse pub é considerado uma dos mais antigos e melhores de Londres, além de ter um restaurante gastro-pub no segundo andar (aproveitamos pra jantar lá também).

Como fizemos o Trail num dia de semana depois do trabalho, a noite era curta (afinal os pubs geralmente fecham cerca de 11 da noite) e não tinhamos tempo a perder! Queríamos conseguir conhecer o maior numero possivel de pubs da rota.

Então a segunda rodada foi no The Coal Hole, construído em 1889 e vizinho do Hotel Savoy e seu teatro, e que tem um interior imponente!

Um pé direito altissimo, vigas de madeira no teto e uma escadaria que nos leva ao mezanino do segundo andar.

E para a rodade final fomos no The Wellington, também na The Strand, quase exatamente em frente a Sommerset House e construido (em 1776) no mesmo predio onde alguns seculos antes hospedou uma das mansões de Henry VIII.

Essas pub crawl são uma ótima maneira de conhecer varios pubs ao mesmo tempo, que pode ser um programa a ser feito uma tarde inteira (e se estender pela noite) ou para um happy hour animadinho, como foi nosso caso!

Basta baixar qualquer um dos mapinhas e roteiros no site e decidir o caminho a fazer – todos os roteiros foram planejados com a intenção de serem explorados a pé, relativamente perto um do outro, enquanto você conhece algumas das areas mais bonitas da cidade!

 

 

 

Postado em: Conhecendo Londres Inglaterra Pub & Restaurantes Roteiro
12
16
Aug
2011
Majori: a praia do Mar Báltico!
Escrito por Adriana Miller

Ok, ok… praia definitivamente não é a primeira coisa que me vem a cabeça quando eu penso na região Báltica, mas fiquei feliz de descobrir que essa seria uma das nossas opções de passeio nos arredores de Riga.

Então porque não?!

O nome da região é Jürmala, que significa nada menos que “costa maritima” e é o principal destino de ferias e fim de semana do verão da baía de Riga.

A viagem foi rapida e barata (demora cerca de 40 minutos de trem, e o bilhete custa cerca de 50 entavos de Euro) e fomos direto pra cidade principal da região de Jürmala, o balneário Majori.

A ideia inicial era ir visitar um castelo no sul de Riga… mas sinceramente? O que mais existe nesse continente são castelos, uns melhores outros piores, e não consegui me empolgar com nenhum dos castelos “reconstruídos” do Baltico (perto de Riga o mais popular é o Rundale, e em Vilnius, um castelo bastante popular – e um tanto sem-gracinha – é o Trakkai), então decidimos fazer uma coisa completamente diferente! Afinal, não é todo dia que temos a oportunidade de ir a praia na mar Baltico!

O centro da cidade em Majori é bem bonitinho, e exatamente a cidade balneária fofa que poderiamos encontrar na região dos lagos do Rio de Janeiro, ou Florianópolis ou no sul da Espanha.

A principal característica são as casinhas (casonas na verdade!) de madeira, e a rua principal lo-ta-da de lojas de biquines, esportes aqueticos, cafes, restaurante, sorveterias, etc, etc

A praia em si me pareceu bem diferente doque imaginava! Estando acostumada com as praias de pedra da Inglaterra e da Espanha, me surpreendi de encontrar AREIA!

Areia de verdade, fofinha e bem larga, com bastante espaço pra quadras de volley e foot-volley, muitos hoteis e cafés com mesinhas na areais, parquinhos pra crianças (vontade de me jogar num daqueles pula-pula aquaticos!) e até umas cabaninhas pra você tomar uma chuverada e se trocar sem nem sair da areia!

Infelizmente não estavamos 100% preparados pra praia (como eu nem sonhava que praia entraria no nosso roteiro, não levamos biquines e afins), então ficamos um pouco pegando sol, tomamos sorvete, lemos nosso livro, andamos na areai, e no meio da tarde voltamos pra Riga, a tempo de voltar pro nosso Beer garden preferido e assistir a mais um howzinho de musica ao vivo!

 

 

Postado em: Letônia Viagens
6
15
Aug
2011
Riga – Letônia
Escrito por Adriana Miller

Sem dúvida alguma, de todas as capitais Balticas, Riga é a mais bonita, e também a cidade que tem mais atrativos turisticos. Entã não é atoa que eles se auto intitulam a capital do Báltico!

Como regra geral, nossa viagem pelo Baltico teve coisas de menos pra fazer, e tempo demais pra matar, oque foi ótimo, pois foi isso mesmo que pretendíamos fazer quando marcamos nossa viagem pra lá.

Por sorte, nossa viagem foi no auge do verão e conseguimos pegar 2 dias de “sol” e “calor” na Latônia (em se tratando do norte da Europa, isso na verdade significa “ausencia” de chuva e frio), então foi fácil ocupar nossas tarde e noites em Riga, e passamos incontáveis horas batendo papo nos beer garden espalhados pelas praças e jardins e curtindo uns showsinhos de musica ao vivo organizados pela prefeitura. Não consigo nem imaginar como a cidade deve ser diferente durante o outono e inverno… com seus dias curtos e escuros, jardins sem flores e praças e ruas vazias… então se você pretende conhecer a região, se limite exclusivamente aos meses de verão!

Mas não dá negar que Riga realmente é uma cidade linda! Assim como Vilnius e Tallin, a cidade foi totalmente reconstruida na decada de 90, mas sua essência medieval foi mantida e sem duvida alguma entrou pra minha lista de cidade pitorescas e fofas da Europa (minha all time preferida ainda é Praga).

Então mantida as devidas proporções de tamanho e afins, Riga até que tem bastante coisa legal pra fazer, e nossos 2 dias e meio passados na Letônia foram muito bem aproveitados.

Andar pela cidade é super facil, o centro histórico e bem pequeno, e apesar de ter incontáveis mini ruelas chamosíssimas, a cidade é toda conectada de praça em praça através de suas ruas principais.

Ao contrario de Vilnius, Riga tem como característica principal sua arquitetura em art noveau e as muitas praças com casinhas coloridas.

Então o melhor lugar pra começar qualquer roteiro pela cidade ee na sua praça principal e simbolo da cidade, a praça da prefeitura.

Mas na verdade as estrelas da praça não é a prefeitura, e sim os dois predios bem em frente, que são a antiga sede da associação dos comerciantes “cabeça negra” (Melngalvju Nams).

Originalmente construida em 1334, os comerciantes que ocupavem essa associação eram estrangeiros (apesar de terem permanecido na cidade por seculos, sempre foram considerados não-Letãos) e acredita-se que eram de origem Moura ou Arabe, que lhes rendeu o apelido de cabeça-negra, devido aos cabelos castanhos, que contrastavam com a população loirissima dos Balticos.

A praça inteira foi destruía por bombardeios aereos na segunda gerra mundial em 1941 (ao mesmo tempo que as tropas de Hitler “convidaram” os tais comerciantes a se retirarem do país), e o pouco que sobrou foi demolido pelos Russos em 1948. O predio que vemos hoje em dia foi inteiramente reconstruido baseado em fotos, pinturas e registros arquitetônicos em 1999, inclusive o relógio Astronômico, cujo original foi adicionado a fachada no seculo 16.

Mas a “paisagem” da praça não esta completa sem a torre da Igreja vizinha de São Pedro, que tem a torre mais alta da cidade (123 metros de altura).

A Igreja de São Pedro foi originalmente construida em 1209, e assim como todo o resto da cidade, destruída e reconstruída incontáveis vezes. Lá dentro é possivel ver uma exposição de fotografias jornalísticas tiradas durante a primeira e segunda guerra, e é incrivel ver como sua estrutura realmente foi aniquilada.

Mas o mais legal da Igreja é justamente subir no observatório lá no alto da torre, de onde dá pra ver bem a cidade inteira e ter vistas lindas do vale de Riga.

Outra igreja bem legal, e que decora a paisagem de Riga é a Catedral, ou Domo – cercada por uma pracinha muito linda e é considerada a maior igreja dos Balticos.

Bem ali atrás fica o Castelo de Riga, que até hoje é a sede do governo Nacional, mas que não tem extamente areas de palácio não… se não fosse pelos guardinhas na porta e uma única torre, esse predio passaria batido das visitas turisticas. Mas seguir seu roteiro até o castelo é uma ótima opção pra chegar até o Rio Daugava – e a ponte Akmens oferece um panaroma lindo da cidade.

Outros partes da cidade que valem a pena serem visitados:

- Três Irmãos”

Essas 3 casinhas visinhas (numeros 17, 18 e 19 na rua Maza Pils) representam os estilos arquitetônicos que apareceram pela cidade ao longo dos seculos, inclusive a Gótica numero 17, que foi construida no seculo 15 e permanece em pé até hoje (uma das pouquissimas estruturas que nunca foramdestruidas em algum ponto da historia milenar da Letônia) e é considerada a residência mais antiga do pais.

- A Casa do Gato

O Gato preto é simbolo de Riga e você vai ver estatuas, bonequinhos e souvenirs em todos os cantos da cidade.

Enquanto o mundo todo tem supertições negativas com gatos negros, Riga tem um historia bem legal, e pra eles o gato representa sua identidade nacional, igualdade e liberdade.

A história é mais ou menos assim: No final do seculo 19 a Letônia esta sob o domínio Alemão, e portanto comerciantes de origem Letônia não tinham os mesmos direitos nem acesso aos mesmo preços e taxas. mas um comerciante local queria fazer parte da associação de comerciantes da cidade, e tinha sido recusado pelos Alemães.

Então ele colocou uma estatua de gato preto no telhado de sua casa, com as costas arqueadas e o rabo levantado, de costas para a seda da associação, e rogou uma praga nos Alemães.

Depois de muitos protestos e uma batalha judicial, os comeriantes locais passaram a serem aceitos nas associações e o gato foi virado de frente pra praça – então até hoje esse gato simboliza a luta da população em busca de igualdade e aceitação.

- Monumento da Liberdade

Construída apenas em 1935 o pilar de marmore representa a tão sonhada liberdade que a Letônia buscava ha seculos. Ela represente os pilares da sociedade Letã: Trabalho, vida espiritual (e/ou religião), familia e amor a patria.

No alto da coluna tem uma estatua faminina segurando 3 estrelas, que representam as 3 regiões (ou estados) do pais: Kurzeme, Vidzeme e Latgale.

- Academia da Ciência

Também conhecido como o “bolo de aniversário de Estalin”, é o unico dos “arranha céus” construídos fora da Russia antes da queda do socialismo (já falei sobre esses predios aqui).

 

 

Mas nenhuma das atrações de Riga é assim imperdível, então resista a tentação de seguir um roteiro (como eu geralmente faço) e se permita simplesmente perambular pelas praças e ruas escondidas da cidade.

Isso foi oque mais fizemos durante nosso dias por lá, e foi sem dúvida alguma a parte que mais gostei da viagem!

Íamos passando de praça em praça até que de canto de olho você vê uma ruazinha fofa, com casinhas coloridas e cafés irresistiveis… Oque você mais vai ter pra fazer por lá é matar tempo, então se entregue ao dolce fa niente da vida Letã e faça inumeros pit stops pra tomar uma café, beber uma cidra de pêra, depois uma smoothie de frutas vermelhas… almoço, lanche da tarde, mais café, mais chá… e assim sucetivamente!

Todas as noites voltamos pra praça da rua Tirgonu Iela, onde todas as noites rolavam shows de musica ao vivo nos jardins dos cafés; pediamos algumas rodadas de cidra de pêra (made in Letônia e boa demais!) com uns belisquetes e ficavamos lá atéee a banda empacotar os instrumentos e os bares fecharem as portas!

Nossa principal intenção com essa viagem foi descansar, relaxar e gastar pouco, e foi exatamente isso que fizemos!

Os detalhes Práticos:

- Nós chegamos em Riga de onibus, e voamos de volta pra Londres com a Wizz Air.

- Ficamos hospedados no Green Apple Hostel, que é bem ruinzinho e ultra basico, mas que tem uma localização imbativel (bem no centrao da cidade antiga, parte do predio e da estrutura do luxuoso Hotel Riga – até o café da manhã era o mesmo, no salão do Hotel Riga), mas por 35 Euros por noite (casal) e wifi gratix não deu pra reclamar muito não. O Green Apple fica na movimentadíssima rua Valnu Iela, que é lotada de otimas opções de hospedagem, cafés, restaurantes, etc. e a 10 minutos da estação de onibus.

- A moeda é o LAT (ou LVL), e assim como em Vilnius o Euro não é aceito como moeda corrente, mas é facilmente convertido. E a Lita da Lituânia também não é aceita (mas também é facil de trocar uma moeda para a outra). O Euro entrou em vigor na Estonia e subistituiu o Kroon (EEK) no dia 1 de Janeiro de 2011.

- Riga não é tãaaao barata quanto Vilnius, mas ainda assim é uma cidade bem barata para os padrões da Europa Ocidental. Então se você esta viajando com o orçamento apertado, aproveite pra tirar o pé da lama um pouquinho!

 

 

Postado em: Letônia Viagens
12
15
Aug
2011
Viajando pelo Báltico: ônibus
Escrito por Adriana Miller

A maneira mais facil, econômica e rápida de viajar entre os países do Báltico é de ônibus.

As distâncias são relativamente curtas e as estradas boas. Se você preferir alugar um carro também pode ser uma boa (não esqueça de alugar um GPS!).

Algumas rotas são possiveis em trem (que tem uma qualidade ok, e preços baixissimos), mas de maneira geral a malha ferroviaria dos Balticos foi totalmente destruída durantes as guerras, e nunca mais reconstruídas pelos Russos, que acabaram usando o pouco que sobrou pra outras coisas e roteiros.

Então no nosso caso, depois de fazer alumas pesquisas, realmente decidimos que era muito mais pratico e confortavel viajar de ônibus, usando as rotas da Eurolines que combrem a região do Báltico através da empresa Lux Express.

Os onibus são super confortáveis, as linhas bem compreensivas, muitas opções de horarios todos os dias, o ano todo (até mesmo durante o inverno rigoroso da região) e preços muitos bons.

Nossa viagem entre Vilnius e Riga, que durou cerca de 4,5 horas custou apenas 13 Euros.

Você pode deixar pra comprar sua passagem na hora, direto na estação de ônibus de qualquer uma das cidades cobertas pela Lux (veja a lista completa aqui), ou então comprar on line, se quiser já garantir seu lugar e não correr o risco de não conseguir passagem (mas nós viajamos no auge da alta temporada, numa sexta feira e ainda assim nosso ônibus tava vaziiiiio…).

Para comprar on line, basta clicar AQUI, selecionar o ponto de saída e de chegada, a data que você quer viajar e o numero de passageiros (não tem opção em portugues, mas você pode fazer sua reserva em Inglês, caso não saiba ler Letão, nem Lituano, nem Russo nem Polonês!)

Você verá os horários de saída e de chegada e o preço correspondente por pessoa. O preço final pode ser pago com cartão de credito ou débito, e você recebe instantanemanete no seu e-mail uma confirmação com o seu ticket, que vcê tem que imprimir e levar com você na viagem – essa será sua passagem, portanto se esquecer já era!

E se você quiser esticar sua viagem do Baltico até a Finlandia, a melhor opção é cruzar o golfo entre Tallin e Helsinki de barco – mais dicas aqui.

 

Postado em: Dicas de Viagem Estonia Letônia Lituânia Viagens
2
14
Aug
2011
Forto Dvaras: Dica de restaurante “medieval” em Vilnius
Escrito por Adriana Miller

Quando nós fomos a Tallin, acabamos descobrindo por acaso um restaurante medieval super legal, que foi sem duvida um dos pontos altos da viagem a Estônia, e que vários amigos e leitores já foram provar e tambem aprovaram!

Então pensamos que Vilnius provavelmente teria alguma coisa parecida, e seria a solução pra matar umas horinhas do dia e fugir da chuva.

Vilnius não tem nada tão histórico nem tão autentico quando Tallin, mas numa das (muitas) vezes que subimos e descemos a Pilies Gavte (a rua principal da cidade antiga de Vilnius) demos de cara com o resturante Forto Dvaras bem na hora que a chuva começou a cair!

O restaurante faz parte de uma cadeira de reustaurantes tipicos Lituânos e se aproveitou a arquitetura antiquissima do predio na cidade antiga e criou toda aquela aura medieval tipica dos Bálticos.

A comida tipica Lituâna segue a linha culinária do centro-norte da Europa: espere MUITA carne de porco em todos os formatos, pedaços anatômicos e formas de cozimentos, muita batata (os menus geralmente tem uma seção especial só para os pratos feitos com batata – a panqueca de batata é quase uma iguaria local…), picles e vegetais de longa duração (repolho, milho, vagens e afins).

Os pães são quase sempre pretos e com muitos gãos, e o aperitivo e prato de entrada principal em qualquer refeição (do café da manhã do hotel ao restaurante chique da praça da prefeitura) é justamente pão preto multi-grão cortado em fatias e frito (bem seco e duro) com um molho de alho que espanta até os vampiros da Transilvânia!

Mas quer saber? Uma de-li-cia! Tivemos que fazer um acordo sem-beijo, mas a iguaria realmente é bem boa!

Como eu não como carne de porco, minha solução foram os pescados de agua fria, servidos em abundância: salmão, caviar vermelho, bacalhau fresco etc.

Então aproveitamos o excesso de tempo livre em Vilnius (apesar de termos ficado apenas 1 dia e meio) pra comer bastante, muito bem e pagando muito pouco!

Um jantar pra duas pessoas no Forto Dvaras com entrada, prato principal, cerveja em quantidade industrial e vinho branco local siu por cerca de 30 Euros!

O Forto Dvaras fica na rua principal da cidade Pilies Gavte, praticamente em frente a Igreja de São João.

 

 

Postado em: Lituânia Viagens
0
13
Aug
2011
Vilnius: Lituania
Escrito por Adriana Miller

Vilnius eh a capital da Lituania, e Segundo a Unesco, tambem eh a capital Europeia de arquitetura Barroca – caracteristica que fica logo aparente aos visitantes, principalmente pela quantidade incrivel de igrejas em todas as esquinas.

Divididos entre o Catolicismo e e a igreja crista Ortodoxa, Vilnious tem fachadas para todos os gostos, e eh uma cidade onde voce tem que olhar pra cima pra poder aprecia-la.

Nao espere predios altos, muito pelo contrario, mas com seu emaranhado de ruelas medievais de paralelepipedo a tentacao eh de olhar pro chao e evitar um tombo! Mas o atrativo principal de Vilnius esta justamente nas paredes e nas fachadas de suas casas.

A capital da Lituania – assim como suas vizinhas Riga e Tallin – foi completamente destruida durante a segunda guerra mundial, e ficou abandonada por mais algums decadas sob o dominio Russo. Seu centro historico foi bombardeado e a populacao judaica 100% aniquilada, mas nos ultimos 20 anos de sociedade livre, o pais tem se reerguido numa velocidade tremenda!

Vilnius, e a Lituania ainda apresentam muitas areas nada turisticas… feias, sujas e de seguranca duvidosa, mas tudo isso pode ser facilmente ignorado por quem se manter apenas no centro historico, nas pracas reconstruidas entre suas casas coloridas.

A cidade eh facilima de ser navegada, com um roteiro basico de ponta a ponta que em pouquissimas horas cobre suas principais igrejas, ruas e pracas. Nao espere nada monumental, nem vistas de tirar o folego, mas como uma boa cidade pequena, tem um charme e uma simpatia cativante.

A “entrada” principal (porem nao oficial) da cidade eh o Gate of Dawn no extremo sul da cidade antiga. Esse portao é um lugar sagrado de peregrinação na Lituania e tem uma imagem da Virgem Maria coberta em prata que os Lituanos acreditam ter poderes milagrosos.

Bem ali do lado esta aIgreja Barroca Santa Teresa (bem parecida com as Igrejas Brasileiras e Portuguesas por sinal), um dos simbolos da cidade e que tem um inerior cor de rosa surpreendentemente claro e iluminado!

Descendo a rua principal Au Ros Vartu Gatve eh impossivel ignorar a igreja de São Casimir, que tem como padroeiro o santo-principe Lituano Casimir que eh padroeiro do pais e representado em varias outras igrejas e monumentos.

O simbolo do Sao Casimir eh sua coroa nobre, que representa sua ascendencia de sangue azul, sacrificada em nome do cristianismo – e ao chegar na cidade eh uma das primeiras cosias que vemos la de longe, literalmente coroando o skyline de Vilnius.

Depois da igreja o centro de Vilnius se abre numa praca da Prefeitura, onde esta a prefeitura da cidade e onde no verao fica lotada de mesinhas e bares ao ar livre, e onde os Lituanos fazem questao absoluta de aproveitar cada segundo do seu escarço verao Baltico (demos muita sorte em ter ido no verao! Apesar de que o tempo nao estava exatamente “bonito” por la…).

No lado opsto da prefeitura fica uma igreja Ortodoxa uma das maiores e principais da cidade, e que marca a entrada para a rua Pilies Gatve que eh a rua medieval simbolo de Vilnius – nos passamos praticamente nosso tempo todo por la! Subindo e descendo, entrando nas lojinhas, vendo as barraquinhas de artesanato, entrando e saindo de bares e restaurantes (indicacoes nos proximos posts!). Praticamente uma viagem no tempo!

A medida que voce vai descendo a rua, la no alto ja da pra avistar um outro simbolo de Vilnius: a torre do Castelo de Vilnius.

Hoje em dia soh sobrou a torre pra contar historia, de onde se tem otimas vistas da cidade (tanto da parte antiga quanto da parte nova que esta se formando), e que data do seculo 15. Apesar de ter passado por outras reconstrucoes e reformas ao longo dos seculos, la de cima da pra entender a importancia de uma fortaleza nessa posicao pra proteger a cidade, e porque a cidade se desenvolveu a seus pes. Apesar de sua estrutura secular, a importancia da torre para cidade – em cada uma de suas independencias (principalmente em 1919 e depois finalmente em 1991) a bandeira Lituania é erguida no alto da cilina, na Torre Alta do Castelo.

Mas oque eu mais gostei mesmo foi a Igreja de Santa Anne, escondidinha numa bifurcacao paralela a rua Pilies e impressionante! Na verdade foi o unico predio/monumento em Vilnius que me deixou realmente impressionada…

Mas posso falar? Apesar de realmente ser bem bonita, a igreja eh bem pequena! Estava imaginando uma suuuper catedral enorme, e ela tem um tamanho mini! Diz a lenda que Napoleão gostou tanto dessa igrejinha quando a usou de alojamento a caminho de sua campanha ofensiva para a Russia.

A Igreja de Santa Anne é toda construida em tijolos vermelhos, e é o unico monumento gótico na capital do barroco.

E finalmente o auge de qualquer visita a Vilnius: a Catedral de Vilnius.

Em estilo classico, e construida (originalmente) em 1251 como um templo pagão a catedral branca e cheia de colunas e decoracoes ocupa uma praca enorme, e delimita a fronteira norte do centro historico da cidade.

Em 1950 os Russos “cencelaram” a igreja na Lituania e usaram a cetedral da cidade como garagem para seus caminhões e tratores (ela realmente é enorme!), mas com a queda do regime comunista, a igreja foi devolvida a igreja Catolica em 1989, e reconsagrada a fé cristã exatamente 1 ano antes da independencia do pais.

Vilnius na pratica:

- Nos voamos Wizz Air a partir de London Luton, mas a Ryanair tambem voa para a Lituania, usando a cidade vizinha Kaunas como base (a cerca de 1 hora de Vilnius).

- Hospedagem em Vilnius eh abundandate e barata, com opcoes para todos os bolsos e gostos. Nos ficamos no Hotel Gile, fora do centro historico mas de facil acesso (uns 10 minutos andando) pela bagatela de 28 Euros por noite/casal. Com direito a cafe da manha incluido, banheiro no quarto, TV, frigobar etc. Longe de ser padrao luxo, mas definitivamente confortavel e otimo custo beneficio!

- A moeda local eh o Litas, e o Euro nao eh aceito normalmente nao. Eh facil trocar seus Euros por Litas em bancos, hoteis e casas de cambio, mas voce vai precisar da moeda local o tempo todo.

- Os precos baixissimos sao sem duvida um dos principais atrativos em Vilnius! Quer exemplos: Jantar em restaurante tipico (e turistico, que consequentemente eh mais careiro que o “normal”) para duas pessoas, incluindo entrada, prato principal e regado a muito vinho branco por cerca de 30 Euros! E nos barzinhos da cidade, um canecao de cerveja de um litro (!!) por 1,50 Euro…!! Pegamos um taxi do centro da cidade, ate nosso hotel, o motorista ficou nos esperando na porta enquanto faziamos o check out e depois nos levou ate a estacao de onibus, e ainda assim a corrida saiu por apenas 7 euros! Entao aproveite pra viver como um Rei Baltico por uns dias!

 

Postado em: Lituânia Viagens
17
11
Aug
2011
Problema de Junta. Ou minha experiencia com o NHS
Escrito por Adriana Miller

Ontem de madrugada eu dei um susto no pessoal do Twitter quando fiz um “check in” no Hopsital Saint Thomas aqui em Londres. Obviamente o tal “check in” só foi feito quando eu já estava pronta pra voltar pra casa, sabendo que não tinha nada grave e “alegrinha” com morfina na veia e achando tudo zuzubem

Mas foram umas horinhas de suspense bem assustadoras, esperando na fila da emergencia de hospital publico, cercada de enfermeiras me espetando daqui e dali, e medicos me apertando e me examinando e “precisando” de uma segunda opiniao.

Mas afinal, oque eu tive? Nada! Ou um belo de um caso de problema de junta com uma pitada de frescurite aguda… #ClasseMediaSofre

Tudo começou ainda em Paris, quando acordei com uma dorzinha nas costas e me sentindo meio “incomodada”. AInda fiz piadinha comigo mesmo, reclamando que dormi mal porque o Hôtel de Crillon não tinha o menu de almofadas do Plaza Athené

Passei a manha toda em entrevistas e reuniões e apesar de nao estar passando mal, tambem nao estava bem… Até que no meio do almoço fui arrebatada por uma dor inexplicável no abdomem, daquelas que quase te cega. Não era dor de barriga, também não era mais dor nas costas, e a sensação era de que meu “interior” estava todo se expandindo.

Voltei pro escritorio e quase desmaiei a caminho de uma reunião, que pedi encarecidamente pra cancelar e passei o resto da tarde deitada no sofa da recepção (o pessoal de Paris me acha super profissional né? Tirando uma “soneca” depois do almoço na recepção).

No aeroporto, fiquei deitada – no chão mesmo, já que não consegui ficar em pé nem sentada naquelas cadeiras desconfortaveis – esperando o embarque, e o vôo de uma horinha foi a experiencia mais torturante do mundo.

O Aaron foi me buscar no aeroporto, jé que eu mal conseguia andar e ficar de pé, e comprei uns remedinhos na farmacia, achando que “daqui a pouco passa”.

Foi um mal estar estranho, porque era uma dor arrebatadora, mas não doia em nenhuma lugar específico, sabe? Até que já tarde da noite, sem nenhum sinal de que a dor ia passar, o Aaron me convenceu a ir pro hospital.

Eu não queria ir pro hospital por dois motivos: o primeiro é que eu nem sequer conseguia descrever pra mim mesma a dor. Não era uma coisa do tipo “Dotô, dói AQUI”, então eu não sabia como responder nenhuma pergunta das enfermeiras. E segundo, era puramente preconceito contra o NHS – National Health Service, o serviço de saúde da Inglaterra.

Minha experiencia com o NHS aqui sempre foi das piores, e olha que eu nem nunca tinha ficado doente nivel serio por aqui. Mas sabe aquela coisa de mesa de bar, onde todo mundo acaba falando sobre o NHS – todo mundo tem uma historia cabeluda pra contar, todo mundo conhece alguem que sofreu na mão do serviço de saúde e o descaso generalizado.

Não me levem a mal, pelo menos temos acesso a saúde publica, e se você precisar MESMO, aqui terá acesso aos melhores tatamentos e melhores serviços sem pagar NENHUM tostão.

Mais na minha humilde opinião, o problema da saude publica Inglesa, principalmente na opinião de Brasileiros mal acostumados com serviço de saude particular do Brasil, é a falta da prevenção.

Ou seja, se você estiver na beira da morte, terá toda atenção do mundo. Mas se for só aquela coisinha de fazer check up, ou fazer uma revisão só pra garantir, já era. A filosofia por aqui é curar o problema. mas até você ter um problema, não espere muita atenção.

Exemplos: quando machuquei o joelho no KIlimajnaro e fui no medico, só porque entrei no consultorio andando, a enfermeira achou que meu caso não era grave, e portanto eu não precisava de tratamento. O Aaron teve um problema de pele, e o medico disse que era apenas acne, preventivo ginecologico só é feito a cada 3 anos, e varios outros examplos mais ou menos dramaticos.

Mas enfim, esse papo de NHS dá pano pra manga e daria pra escrever um blog inteiro só sobre isso!

Mas enfim, voltando ao meu piripaque, finalmente fomos pro hospital – que por si só foi uma experiencia muito melhor doque eu imaginava – e o primeiro passo é sempre ser atendido por uma enfermeira. Se ela(e) achar que seu caso realmente é grave, então você é passado pra cuidados medicos. Fiz varios exames (com as enfermeiras) e finalmente me mandaram pra ala medica.

Me deram um “quartinho” na area aberta do hospital, e fiquei no soro, onde esperei cerca de 2 horas até um medico poder me atender.

Ao longo de outras 2 horas, 2 medicos me examinaram e fizeram exames basicos de abdomem, pra descartar coisas serias e graves, como infeccção nos rins ou apendicite. Até que lá pelas tantas da manhã eles resolveram me mandar de volta pra casa, pois eu precisaria fazer um ultrasom abdominal, mas o hospital NAO tinha uma maquina de ultrasom!

Será que só eu sou fresca de achar isso um absurdo?!? Então falei pro medico que não queria ir pra casa, pois ainda estava sentindo muita dor e eles tinham que fazer alguma coisa – então foi aí que resolveram me dar morfina na veia pra me tirar de minha misery. Mais meia horinha pra fazer efeito e pronto, passei aa char tudo super divertido, fiz check in no foursquare e voltei pra casa mor felizona!

Mas o procedimento seria: o hospital manda o resultado dos exames e uma carta pra meu GP (General Practice, ou medico de familia do seu bairro), que demora alguns dias. Ai eu marco uma consulta pra ver meu GP (que com sorte, pode levar mais uns dias – ou semanas!). Ai o GP decide se realmente você precisa ver um especialista, e te dá uma recomendação pra ir ver um especialista (publico ou privado, se vc tiver plano de saude), que pode facilmente levar outros tantos dias ou semanas.

Por sorte eu tenho um plano de saude muito bom, que funciona tipo plano de saude Brasileiro, e portanto não preciso passar por essa saga do GP – hoje de manha bastou ligar pro medico que eu queria ver na listinha dada pelo plano, e na mesma hora consegui um horario pra hoje. E pasmem! O medico tinha uma maquina de ultrasom no consultorio dele! Amazing! (NOT!)

Bem, pra resumir a novela, os exames voltaram todos perfeitos, e o parecer final foi estresse e fadiga. Eu quase cai na gargalhada… Sabe aquela coisa que a gente ouve falar sobre os artistas que tem breakdown? Foi tipo isso.

Sinceramente, não me considero uma pessoa estressada, e nem sequer acho que trabalho tanto assim não… Mas segundo o medico, uma coisa não tem nada a ver com a outra, e por mais que minha cabeça consiga lidar com tudo isso, meu corpo não aguentou.

Então preciso de repouso, me alimentar melhor, beber mais agua.

Mas por via das duvidas, como vou ao Brasil daqui a umas 3 semanas, vou aproveitar pra fazer um check up geral e refazer todos os exames, e me certificar que esta tudo bem mesmo!

 

Postado em: Perrengues Pessoal Vida na Inglaterra
54
09
Aug
2011
Salut!
Escrito por Adriana Miller

Eu sei que o blog esta abandonado pacas, podem continuar reclamando…

Então resolvi aparecer só pra dar sinal de vida rapidinho.

Muita coisa pra escrever e atualizar, mas entre a volta da viagem para os Balticos, varias noites seguidas trabalhando ate tarde, depois a visita da minha Irma a Londres com uma programação intensa, as revoltas e quebra-quebra em Londres e agora… Uffa: to em Paris trabalhando de novo!

Ou seja, sem tempo nem energia para dar as caras por aqui com qualquer coisa mais elaborada (mas em compensação o Twitter e o Facebook bambando!! Segue lá!)

Aqui em Paris não deu pra muita coisa e foi um dia muuuuito cansativo.

Mas meu dia foi assim:

Madruguei mais cedo doque é humanamente permitido (3:30 da manha), pois não consegui reservar um taxi com antecedência pra me levar no aeroporto.
Como todo mundo deve estar sabendo, Londres passou por uns dias de conflitos sociais e vandalismo esse fim de semana que deixou o pais de cabelos em pe! (ainda não decidi se vou escrever minha opinião sobre isso aqui Jô blog ou não. Já falei demais no Twitter!)

Sai perambulando pelas ruas catando um taxi, e entanto que o centro de Londres estava tranquilissimo, ao mesmo tempo que eu via no Twitter imagens do London Eye em chamas (foto falsa, claro), na verdade assisti esse nascer do sol aqui:

20110809-215224.jpg

Consegui chegar no aeroporto sem problema algum, voei pra Paris e passei o dia todo no escritório.

No fim do dia, fiz check in no Hôtel de Crillon na Place de la Concorde (post depois, por que é chique demais!) e não resisti a esse por do sol antes de por fim me render ao cansaço!

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Um por do sol alaranjado incrível de um lado, com nuvens cor de rosa do outro lado, e a Torre Eiffel e a Praça da Concórdia como pano de fundo!

Postado em: França Paris Roteiros & Passeios Trabalho Viagens
19
03
Aug
2011
As (novas) Republicas do Baltico
Escrito por Adriana Miller

Nossa decisao de ir conhecer dois novos paises nesse canto do mundo foi bem simples: cancelamos uma outra viagem de ultima hora, e por ser no auge do verao Europeu, nao conseguimos encontrar mais nada no sul do continente que coubesse no nosso orcamento. Entao pensei: onde Europeu nenhum quer ir durante o verao? Norte! E foi assim que Lituania e Letonia entraram no mapa…

E piadinha que mais ouvi esses dias foi: “Baltico?! Nossa voces realmente nao tem mais pra onde ir neh…? O desespero bateu e soh sobrou o Baltico pra conhecer…?”.

Afinal, sejamos sinceros: Oque tem pra fazer por la? De verdade? Nada!

Ok, ok. Sao paises interessantes, cheios de historia (recente), ainda no processo de reconstrucao e tals, com cidades fofas e pitorescas pra passear.

Mas a realidade eh que para padroes Europeus, eles pouco tem a oferecer ao turista, e por isso mesmo nao estao (nem deveriam) estar no topo da lista de lugares a ser visitados de ninguem.

“Ah… Entao nao vale a pena Conhecer?!”. Vale, mas com as expectativas corretas. Mas nao, nao vale a pena deixar de conhecer outros destinos “classicos” da Europa (seja do Leste ou do Oeste) para se emaranhar pelos Balticos.

“Entao voce se arrependeu de ter ido?”. Tambem nao. Adorei ter ido pra la, justamente porque queria ir pra algum lugar que atendesse os seguintes requisitos: precos baixos, vazio, sem nada pra fazer – e assim podiamos descansar e curtir os 5 dias de ferias sem ter “obrigacoes” turisticas.

Batemos ponto em todas as (poucas) atracoes turistcas, mas oque mais fizemos esses dias? Nada! Foram horas, e horas, e dias e mais dias sentados nas mesinhas ao ar livre das pracas, ouvindo musica ao vivo, bebendo cidra de pera (e cerveja pro Aaron) e papeando sobre a vida.

Eu sei que tem muita gente aqui no blog que ja foi pra la, ou estao de passagem marcada, e definitivamente a intencao nao eh desanimar ninguem – apenas aquela realidade basica, neh gente, afinal nao da pra galmurizar cidades que tem UMA praca de “atracao”. Entao assim como eu falei aqui que nao voltaria pra Tallin, eu tambem ja vui pra Vilnius e Riga sabendo que seriam cidades de uma unica visita e olhe la… Na verdade depois de conhecer Tallin, Vilnius e Riga nunca nem chegaram a entrar nas “listas” de viagem, mas na decisao de marcar uma viagem de ultima hora, fiquei naquela de “porque nao…?”…

Mas enfim. Fui pra la com as expectativas corretas, e querendo ou nao sou uma amante da historia (que eles tem demais), gosto de conhecer culturas diferentes, e sei lah, gosto de viajar, nao importa pra onde.

Mas entao ta. Quem sao as republicas do Baltico?

Tecnicamente sao todas os paises banhados pelo mar Baltico, que eh o golfo do Mar do Norte entre o norte da Europa (Dinamarca, Alemanha, Polonia, Lituania, Letonia e Estonia), Russia e Escandinavia (Suecia e Finalandia), mas na pratica, os paises conhecidos como “os Balticos” sao apenas as novas republicas: Lituania, Letonia e Estonia.

Nos ja conhecemos a Estonia ha uns anos atras, na mesma viagem que fomos a Finlandia, e no ultimo fim de semana aproveitamos um fim de semana longo e esticamos ate Lituania e Letonia.

Os 3 paises sao bem parecidos: sao “etnicamente” parte da mesma tribo, falam linguas muito similares e tem a mesma historia sangrenta de invasoes e opressao de seus vizinhos mais poderosos. Ja estiveram sob dominio Alemao, Polones, Sueco e mais recentemente do Russos, quando os 3 paises eram integrantes da ex-URSS.

Sue independencia soh veio na decada de 90 com a queda do regime comunista na regiao, e os paises tem passado os ultimos 20 anos tentando se reerguer. Os anos 2 mill (2004, mais precisamente) abriu novas portas para os Balticos, quando passaram a integrar a Comunidade Europeia – mas ainda fazem parte do bloco de novos vizinhos que sao cheios de condicoes especiais, nao tem autorizacao para usarem o Euro e ainda tem muuuuita coisa pra arrumar em sua economia e politica.

Os 3 paises agora tentam vencer a estigma do “leste Europeu” e sao vistos pelo resto do continente como principais fornecedores de mao de obra barata, mafia, prostituicao e trafico humano. Fiquei assustada com a quantidade de cartazes de “alerta” sobre violencia, trafico e turismo sexual, principalmente alertando meninas novinhas e suas familias. A regiao produz uma quantidade icrivel de loiras altas que sao alvo facil do conto do vigario de virar “modelo” na Europa, sendo que na grande maioria elas acabam em fabricas e prostibulos pelo mundo afora.

Mas por outro lado, o baby boom que aconteceu na regiao com a queda do comunismo esta rendendo frutos: a novissima geracao “livre” do Baltico estao chegando com tudo pra dominar o lado mais falido da Europa: muito alem dos salarios baixos (ainda resultado dos anos de guerra e opressao e pobreza), enquanto os paises mais tradicionais da Europa estao se afundando em burocracias e ineficiencas (Alo Espanha, Portugal, Italia e Grecia) os Balticos trabalham duro, sao eficientes, estudados e falam uma infinidade de linguas – o mais comum eh qualquer jovem de 20 e poucos anos falar fluentemente Ingles, Alemao e Russo (alem de sua propria lingua claro!), entao nao eh atoa que pouco a pouco os “primos pobres” da Europa vao ocupando o espaco deixado pelos outros paises.

Com certeza nos proximos anos veremos os paises do bloco leste se desenvolverem mais e mais e pouco a pouco dominando o continente, levando sua cultura, historia e qualificações para outros paises – e claro que nao podemos ignorar que com eles veem tambem os homens de calça capri justinha, e as mulheres com cores de cabelo espalhafatosos, unhas postiças pontiagudas e saltos de sandalias de plastico branco com porpurinas douradas… O bom gosto do leste é inconfundivel e nesse quesito os Balticos levam o pódio!

 

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Postado em: Letônia Lituânia Viagens
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