13 Jun 2012
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Chernobyl: Homem X Natureza

Chernobyl, Dicas de Viagens, Ucrania

Uma amiga comentou no outro dia, que o mais divertido de viajar é ver o mundo, a vida e a historia acontecendo. Não só todas aquelas coisas que acontceram a milhares de anos atras e que lemos nos livros de história, mas sim oque esta acontecendo agora, ou oque acabou de acontecer. Afinal, viajar é ver com seus proprios olhos, onde a vida e a história acontecem.

E foi por isso que depois de muito debater e muito pesquisar, decidimos visitar Chernobyl na Ucrânia, como parte de nosso passeio.

Pode parecer meio macrabo para muitos, e oque ouvimos de piadinha sobre voltar da viagem com 3 bracos ou brilhando no escuro nao foi brincadeira! Mas assim como nossa visita a Auschwitz uns anos atras, eu acho importante conhecer de perto esses lugares que mudaram o curso da historia mundial – nao so aquela historia de Reis e Descobridores de seculos atras, mas sim aqueles coisas que se passaram a pouco tempo atras que tiveram um impacto direto na minha, na sua e nossa vida – e a seculos por vir, geracoes e mais geracoes vao ouvir falar desse dia e desses lugares, e da historia que nos estamos vivenciando agora.

Tudo bem que Chernobyl nao eh exatamente uma coisa que aconteceu ontem, mas ne, com a data de 1986, garanto que a grande maioria dos leitores por aqui cresceram ouvindo falar sobre esse acidente nuclear.

Os fatos basicos por si so ja sao impressionantes – mas tudo aquilo que lemos e ouvimos, meio que misturados a propaganda socialista, meio que no fim da Guerra Fria e a queda do Comunismo, fica dificil entender oque realmente se passou.

Mas estar la, ao vivo, vendo o Reator 4 a poucos metros de distancia e um contador de Geiger na mao foi realmente uma experiencia que me marcou pra vida! (nao no sentido literal da palavra, claro!)

A usina nuclear de Chernobyl fica nos arredores de Kiev, no norte da Ucrania, quase na fronteira com a Belarus. Sua cidade base era a pequena Pripyat, cidade modelo inteiramente contruida com o intuito de servir de base para a usina.

Pripyat foi o foco principal da visita, e onde passamos a maior parte do nosso tempo. E motivo eh bem simples: Pripyat hoje em dia eh uma cidade fantasma, 100% evacuada e abandonada por sua polulacao – parte da cidade foi destruida e enterrada pela exercido Russo, e oque sobrou, ficou a merce da natureza e do tempo, lacrada por quase 3 decadas – praticamente uma Angkor Wat do mundo moderno!

No dia 26 de Abril de 1986 pela manha, o corpo de bombeiros de Pripyat recebeu uma chamada de explosao e incendio no Reator 4 da Usina de Chernobyl. Esses bombeiros eram considerados os melhores da regiao, e chegaram ao local em 3 minutos recorde, controlando o incendio e cobrindo o buraco da explosao com concreto.

A explosao foi relativamente simples, nenhum funcionario da usina se machucou, e em questao de horas, o problema parecia estar sobre controle perante a populacao local – e o governo Sovietico estava disposto a manter a situacao assim, encoberta.

Porem, no momento que o reator explodiu a as cameras da usina foram abertas, as particulas nucleares entraram em rebulico e rapidamente se espalharam pela regiao, contaminando o ar, o solo, a agua e qualquer superficie na redondeza.

O problema eh que particulas radiotivas nao tem peso, nem cheiro, nem cor – e portanto a populacao local seguiu com a vida normalmente, sem saber que cada segundo que passava extrapolavam os limites saudaveis de exposicao a radicao.

Mas a nuvem contaminada se expalhou rapido, se espalhando por quase todo leste europeu ate atingir a Escandinavia – e so entao o governo Sovietico foi forcado a tomar acoes para remediar a situacao.

O primeiro passo: evacuar a zona de maior risco – os trabalhadores do Reator e a populacao de Pripyat.

E eh ai que a historia se torna tocante. Pripyat era uma cidade modelo, inteiramente construida (em 1970) pela Uniao Sovietica para ser o “espelho” de um mundo perfeito, onde tudo funcionava de acordo com os mandamentos da doutrina socialista, e a populacao era feliz e bem cuidada.

Os predios e casas eram modernas e confortaveis – a biblioteca era de ponta, com centenas de milhares de livros nas mais variadas linguas e a tecnologia disponivel a populacao era inexistente em outros estados da Uniao.

As escolas foram formadas para desenvolver os futuros lideres e cientistas da Uniao. Os ginasio esportivo, geraria os melhores atletas jamais vistos, e segundo nosso guia – pasmem! – a cidade tinha ate um restaurante! O apice do luxo, numa sociedade onde todos tem acesso apenas ao que eh fornecido (igualmente) pelo governo em suas lojas de distribuicao. Eles tinham ate mesmo um parque de diversao! (olha so o nivel do conforto! Ter o direito a se divertir!).

A cidade e sua felizarda populacao eram constantemente personagens e cenario de propagandas politicas onde a Russia tentava mostrar ao mundo Socialista que sim, o modelo proposto funcionava, e muito bem.

Pois bem. No dia 29 de Abril de 1986, apenas 3 dias depois da explosao do reator, o alarme da cidade soou, o exercido Sovietico invadiu a cidade, e seus cerca de 50.000 habitantes foram evacuados numa missao de guerra em cerca de (miseras!) 3 horas!

Nos andamos pela rota utilizada para a evacuacao da cidade, e todo material posteriormente abandonado pelo exercito (afinal, tudo ultilizado na operacao foi contaminado, e portanto deixado no “cemiterio” de Chernobyl) e o impacto que teve na populacao.

Nao eh permitido entrar em nenhum dos predios (aos poucos, eles estao se desmoronando), mas tudo foi deixado exatamente como estava.

Criancas foram retiradas da escola no meio da licao. Familias deixaram a comida no prato. Trabalhadores deixaram suas tarefas pela metade.

E isso foi aquele lembrete de que por tras de todo desastre, de todo fato historico, existem vidas – perdidas e afetadas para sempre. Imagina o desespero que deve ser ter que abandonar sua vida sem nenhum aviso, sem a chance de olhar pra tras nem poder levar consigo nenhuma memoria.

O parque de diversao abandonado e agora caindo aos pedacos – a evacuacao aconteceu dias antes da inauguracao da roda gigante, a atracao mais esperada pela populacao.

A serra eletrica do marceneiro que nao foi guardada de volta na oficina.

O colegio com a licao pela metade no quadro negro.

E o mais impressionante de todos, a creche que abrigava as criancas dos trabalhadores da Usina, uma das poucas casas que nao foram destruidas do bairro (os predios permanecem, mas muitas das casas foram demolidas para evitar contaminacao).

Talvez seja o impacto de imaginar a cena caotica e de panico envolvendo criancas tao pequenas, longe de seus pais sendo evacuadas pelo exercito… E do outro lado da cidade, pais sendo evacuados sem saber o paradeiro de suas criancas.

O sapatinho que ficou pelo chao. A boneca esquecida. Os bercos vazios. Os livros e jogos pisoteados…

A populacao foi obrigada a deixar suas casas e todos os seus pertences para tras, e foram transferidos para campos de refugiados em Belarus, sem ter direito a nem mesmo a roupa do corpo – afinal elas tambem estavam contaminadas.

Mas muito pouco se sabe sobre essa populacao de “sobreviventes”, e ate mesmo o numero de vitimas eh incerto.

Tecnicamente, ninguem morreu nem se machucou na explosao inicial, e alguns dos dados oficias Sovieticos da epoca apenas reconhecem 31 mortes – todos os bombeiros que acudiram a explosao morreram cerca de 1 semana depois (a descricao do guia foi que eles cozinharam de dentro pra fora, devido a exposicao exagerada a radiacao), assim como os trabalhadores da Usina que estavam na area imediata.

Mas os dados recolhidos entre 1986 e 2000 mostram numeros muito diferentes, incluindo dados de incidencias altissimas de cancer de tireoide, deformacao de fetos e recem nascidos, e a populacao das outras cidades vizinhas, que em alguns casos demoraram anos para serem relocadas para regioes seguras.

A devastacao economica tambem nao pode ser esquecida, e muita gente atribiu a Catastrofe de Chernobyl como uma das principais causas da queda da URSS 4 anos depois, tamanho foi o impacto politico, social e economico na Uniao, que incliu um embargo a todo e qualquer produto plantado, colhido e produzido em todo Leste Europeu, levando ao colapso economico de paises inteiros (muitos deles ainda vivem na pobreza ate hoje – a Ucrania inclusive).

A regiao ficou vedada por mais de duas decadas e so voltou a ser aberta ao publico nao-cientifico e de manutencao nos ultimos anos – e esse abandono se ve em cada esquina.

Alem daquela sensacao de estar andando no set do The Walking Dead completamente abandonado, eh incrivel ver como rapidamente a natureza reclama seu espaco e pouco a pouco foi tomando conta do lugar.

Quando visitamos lugares como Roma, Egito ou Angkor Wat, saimos impressionados de como construcoes sobrevivem o teste do tempo, ainda estando de pe milenios depois – ja em Chernobyl a sensacao eh justamente o contrario – como a sociedade moderna eh fragil perante a natureza, e como tao facilmente as coisas podem dar errado!

Afinal se pensarmos bem, sao menos de 3 decadas – um nada historicamente falando!

Eu lembrei muito de Angkor Wat enquanto estava em Chernobyl, e o fato de que as construcoes no Camboja, em pedra macica, sobreviveram ao tempo, e quase mil anos depois, ainda estao la, em meio a natureza, com galhos e troncos decorando as paredes e colunas.

Ja Chernobyl, pouquissimas geracoes terao o privilegio de ver de perto antes que tudo seja destruido pela natureza, que ano apos ano, inverno apos inverno, vai destruindo e se infiltrando no chao de concreto e nas paredes de tijolo construidos na decada de 1970.

Como visitar Chernobyl na Pratica:

Nossa visita, que para muitos de nossos amigos e conhecidos foi classificado como “loucura” soh foi decidida depois de muita pesquisa e a certeza de nossa seguranca.

Afinal, piadinhas a parte, eu queria me certificar que o passeio seria seguro e nao sofreriamos nenhuma sequela nem consequencia devido a exposicao a material radioativo.

E o resultado da pesquisa foi positivo: a regiao de Chenobyl esta longe de ser o lugar mais saudavel do planeta, e entrar na area restringida eh cercado de regras e restricoes, mas para meros visitantes como nos, tomando certos cuidados, e passando apenas algumas horas por la, teria o mesmo efeito da exposicao radioativa de um voo transatlantico – como faco muitos desses por ano e ainda nao cresci um terceiro braco, me senti segura (menos que um Raio-X no dentista).

As regras a seguir durante o passeio sao tao simples como: nao comer nem beber nada la dentro (eles transportam agua e comida diariamente para cozinhas especiais – nos almocamos junto com os funcionarios de manutencao da usina), nao tocar em absolutamente nada sem a permicao do guia. Nao caminhar fora das trilhas permitidas, nao pisar em pocas d’agua nem lama, nem pisar nas plantas de musgo que crescem no chao (que sao extremamente radioativas e contaminadas).

Todos nos passamos por uma inspecao na entrada e na saida da area de protecao, e se por acaso algum de seus pertences estivessem contaminados, essa peca sera destruida imediatamente (nosso guia disse que o mais comum eh ver turistas voltando pra casa sem sapato, por pisarem em locais proibidos).

Outro detalhe importantissimo eh que as visitas turisticas sao apenas feitas por pouquissimas agencias autorizadas e com guias treinados (que tambem seguem regras serissimas de rotas e expedientes e check up de saude) e autorizadas pelo Governo da Ucrania e da Agencia Europeia de Seguranca Nuclear.

Sua requisicao de visita deve ser feira com no minimo 11 dias uteis de antecedencia, e pedidos com menos tempo que isso sao imediatamente recusados.

Seu formulario eh encaminhado da agencia pro governo, eles analizam sua ficha e enviam a autorizacao diretamente pra agencia – nos soh ficamos sabendo que tinhamos sido aceitos 3 dias antes da viagem!

A fiscalizacao eh rigida, seu passaporte deve ser carregado e presentado o tempo todo em varios check points, onde os guardas verificam se cada um de nos tinha mesmo recebido permissao do governo para estar ali dentro (um carinha Espanhol do nosso grupo foi barrado – e atrasou nosso passeio em quase 2 horas! – porque preencheu a ficha com o nr da Carteira de Identidade, mas apareceu por la com o passaporte; que foi imeditamente recusado e foi enviado de volta a Kiev).

Nosso tramite e visita guiada foi todo feito pelo Yuri, da agencia  UkranianWeb, que foi super prestativo, esclareceu todas as nossas duvidas e falava um Ingles perfeito!

E como valeu a pena essa trabalheira toda, viu! Visitar um lugar como Chernobyl eh dessas experiencias e licoes de vida que te mudam pra sempre!

 

 

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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  1. K - 13/06/12 - 12h14

    amei! Ano passado assisti um documentário o discovery channel e fiquei impressionada com tudo que aconteceu com a cidade, mas nunca tinha cogitado visitar a usina. Vc plantou uma sementinha… vamos ver!

    bjs

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 13h40

      Assim que eu gosto!
      Plantando sementinha se vai longe! :-)

      Responder
  2. Simone - 13/06/12 - 12h55

    Dri, seu relato foi de tirar o folêgo. Desde que eu e meu marido assistimos Everything is Iluminated nós ficamos curiosos pela Ucrania, nao temos planos de ir, mas assim que puder vou mostrar a sua postagem pra ele.

    beijos

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 13h40

      Obrigada!

      Responder
  3. Anna - 13/06/12 - 13h01

    Dri, o que você vai por na sua árvore se nao pode trazer nada de lá? ;) Brincadeiras a parte, o post ficou ótimo! As fotos ficaram incríveis. Quase poéticas se nao fossem tão tristes. Mais uma vez parabéns por ir além. Além da cidade que tá na moda, da praia bonita, dos clichês, dos “pacotes CVC”. Obrigado por me mostrar um lugar que eu particularmente nunca iria. Pelos seus olhos eu viajo com você!
    Bjs
    Anna

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 13h40

      O enfeite de natal compramos em Kiev, bem longe da radiacao! :-)
      (mas eh claro que nao podia faltar neh?!)

      Responder
  4. Joana - 13/06/12 - 13h09

    Adorei o texto. Muito interessante. Estive na Ucrania mas nunca em Chernobyl. Um sitio a voltar, sem duvida.

    Responder
  5. Nathalia T. - 13/06/12 - 13h21

    Ei… como você estava sumida!
    Quando visitei Dacau, na Alemanha, senti a mesma coisa. Ver um campo de concentração de perto, conhecer essa historia mais a fundo é realmente muito interessante.
    Fiquei com vontade de um dia ir a Chernobyl.

    Beijos

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 13h39

      POis eh, emendei uma viagem a trabalho direto com um safari na Namibia semana passada! So voltei pra casa na segunda de manha, e ja cai no batente!

      Responder
  6. Liliana - 13/06/12 - 13h40

    Dri, leio seu blog há muito tempo mas sem dúvida nenhuma este foi o post mais inspirador de todos que já li aqui. Do tipo eu falando mentalmente “óhh, óhh, óhhh” a cada parágrafo. Demais! Você me deixou com vontade de marcar uma viagem para Kiev amanhã só para conhecer Chernobyl! Parabéns!!

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 13h41

      Eeeeee! Obrigada Lili!
      Voces que tambem sao chegados numas viagens “diferentes”, iam adorar a Ucrania!

      Responder
  7. Sara - 13/06/12 - 13h59

    Eu acho que essas viagens que contam uma história que marcou o curso da nossa História são as mais interessantes. Eu lembro que quando viajei a primeira vez foi para Paris e ver todos aqueles monumentos que eu estudei na escola, cheio de histórias foi fantástico.
    Imagino um sítio como Chernobyl que tem poucos mais anos que eu, não vai há tanto tempo assim e para mais que foi um desastre que afectou tanta gente. Deve ser uma emoção incrível…

    Responder
  8. Guta Vambora! - 13/06/12 - 14h52

    Nossa impressionante…nunca tinha pensado em ver ao vivo Chernobyl, mas seu relato fez realmente eu repensar e passar a cogitar isso…Incrível post!

    Responder
  9. Fabiane - 13/06/12 - 16h31

    Você se superou neste post. Para mim, foi o melhor dos melhores que já li.
    Parei tudo que estava fazendo para ler cada frase, degustando a narrativa, e me imaginando lá.
    Parabéns, Adriana!
    Mandou bem demais!!!!!!!!!!

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 16h34

      Uau! Obrigada!

      Responder
    • Fernanda - 13/06/12 - 19h01

      Digo o mesmo, Fabiane. Foi realmente de tirar o fôlego! Imaginei a situação em cada parágrafo.
      Parabéns Dri, por continuar nos impressionando e compartilhando suas viagens (nem sempre convencionais)! Ahhh, e principalmente: nos inspirando, né? :)
      Beijo

      Responder
      • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h36

        Espero que sim! :-)

        Responder
  10. helo - 13/06/12 - 17h00

    dri, eu assino uma revista de design daqui (Icon) que colocou Chernobyl na capa há umas 4 edicoes. Da proxima vez q eu te encontrar te levo o exemplar, vc vai gostar. Bjs

    Responder
  11. Lia Santana - 13/06/12 - 18h33

    Agora é só planejar a viagem para fukushima

    Responder
    • Adriana Miller - 13/06/12 - 18h42

      Ja ta na lista! :-)

      Responder
  12. Mariana - 13/06/12 - 19h11

    Post maravilhoso! Chernobyl jah estava na minha bucketlist (e o que nao estah?!?) e agora fiz uma pequena anotacao…ir a Chernobyl com o par de sapatos mais velho e feio que tiver! Imagina ir com um dos meus sapatos preferidos e ter que ver eles serem queimados?!?! Hahahahahaha! No way!
    Realmente radiacao eh uma coisa que assuta muito e por ser invisivel eh dificil convencer as pessoas de que nao tem perigo…no momento moro em Toquio e jah perdi as contas de quantas vezes tiver que explicar pro povo que nao, nao tem radiacao vinda de Fukushima em Toquio!

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h36

      Hahahaha!
      Eu pensei a mesma cosa! E pior, como foi uma viagem rapidinha, e eu sabia que o tempo ia estar feio o tempo todo, eu soh levei uma bota na mala, e ja fiquei me imaginando voltando pra Londres descalca! Hahahhaha

      Responder
  13. Carolina Lima - 13/06/12 - 19h56

    Oi Adriana! Esse tipo de passeio não é a minha praia, mas foi muito interessante ler o seu ponto de vista e a sua aventura.
    Fiquei imaginando como não deve ter sido horrível a evacuação da população.
    Beijos
    Carolins Lima
    http://colaemmim.com/

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h34

      Realmente nao eh pra todo mundo. Eh feio, eh triste, e eh impactante.
      Mas nos somos viciados em historia, ciencia e documentarios do Discovery Channel (hehehe) entao nem cogitamos a possibilidade de estar ali pertinho e nao ver Chernobyl com nossos proprios olhos!
      Mas esta longe de ser um lugar de “ferias”.

      Responder
  14. Marília Lucena - 13/06/12 - 20h25

    Adorei o post. Foi bastante envolvente, bem escrito e em ilustrado!! Realmente tem que ter uma segurança rígida!!
    Achei engraçado o tamanho (enorme) que sua mão ficou na foto na hora da inspeção rsrsrsrs. Acho que foi o ângulo somando com a luva!!
    Beijããoo

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h33

      Sabe que eu tb reparei nisso?! :-)
      Acho que foi o angulo, e provavelmente estava usando as luvas do Aaron!

      Responder
  15. Mariana - 13/06/12 - 20h44

    Dri, acho que esse foi um dos posts mais impressionantes que já li aqui! As fotos ficaram incríveis!! O fato de essa história ser tão recente, ter afetado tanto o mundo e gerar consequências até hoje torna o relato tão mais palpável…
    Sensacional!! Parabéns!!
    beijos

    Responder
  16. Romara - 13/06/12 - 21h28

    Dri vc simplismente arrasou nessa viagem,. Amei d+ !

    Responder
  17. Lu Malheiros - 13/06/12 - 22h34

    Post excelente! Parabéns!
    Obrigada, Dri!

    Responder
  18. Ana Catarina Portugal - 13/06/12 - 23h07

    Sem comentários!!! Ou melhor, apenas um: muito bom!!!
    Obrigado por compartilhar essa bela e triste história…

    Responder
  19. Fernanda - 14/06/12 - 03h32

    Também esperei ansiosamente por esse post, Dri! :-)
    E super concordo com você! É maravilhoso conhecer lugares com histórias que aconteceram há séculos atrás, mas também é impressionante ir a lugares que têm histórias tão recentes, como essa de Chernobyl.

    Não conheco tantos lugares como você, mas um lugar que me impressionou bastante, foi Berlim, onde até pouco mais de 20 anos, a cidade ainda era dividida pelo muro e hoje é aquela cidade tão vibrante, cosmopolita e viva! E detalhe, eu fui com a minha mãe, que esteve em Berlim a trabalho quando o muro ainda existia e o atravessou, pois foi visitar uma empresa que ficava em Berlim Oriental. Perguntei se ela não estava emocionada em estar de volta e ver todas essas mudanças, e ela disse que na verdade estava chocada! Por ver que naquela época era tudo tão difícil para as pessoas e uma realidade tão triste, e hoje a cidade se tornou o que é!

    Adoro o seu blog! Leio quase todos os dias e recomendo para todo mundo! Com certeza, é o meu favorito!!!!

    E também tenho paixão por guias de viagens, mas na boa, quem precisa de guia de viagem, quando se tem um blog como o seu!?

    Continue sempre nos inspirando com suas viagens! :-)

    Beijos,
    Fernanda.

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h31

      Pois eh, eu tive a mesma sensacao em Berlim! Afinal eu me lembro de assistir na TV o muro caindo, e aos 8/9 anos nao entender porque o jornal estava fazendo tanto caso por causa de um muro :-)

      Minha proxima ambicao eh conhecer melhor os paises dos Balkans, principalmente Bosnia, Kosovo etc, que tambem me lembro bem de assistir a Guerra no comecinho dos anos 90 pela TV!
      Uma pena que a regiao ainda nao esta totalmente “reerguida”, mas deve ser fascinante!

      Responder
  20. Larissa Lyra - 14/06/12 - 04h17

    Maravilha de post, Adriana!!!! Parabéns! Vou à Alemanha semana que vem, e essa descrição me deu coragem de ir a Dachau. Vou ver se convenço minhas companheiras de viagem. Obrigada!
    E que bom que vc voltou! Estava sentindo sua falta.

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 09h28

      Ja estou com um monte de post prontinhos pra ir ao ar! Vcs vao ficar de saco cheio de mim! :-)

      Responder
  21. Manu Tessinari - 14/06/12 - 05h17

    Dri, vc arrasou mais uma vez! Eu viajei junto e me lembro muito desta época, eu pequena tentando entender o porquê do racionamento de leite no Brasil, porquê só podíamos tomar leite em pó… Achei incrível seu texto!

    Responder
  22. Luana - 14/06/12 - 05h19

    ditto. melhor post ate hj!

    Responder
  23. Joaninha - 14/06/12 - 10h36

    Dri, que saudades!!! Ainda bem que voltou!
    Adorei o post! Nem nunca imaginei que chernobyl estivesse assim!
    Deve ter sido, sem dúvida alguma… uma experiência muito intensa!
    Tenho descoberto consigo coisas, locais, sitios que desconhecia e que nunca tinha pensado la ir. (ex- guerreiros de terracota!!- amei o seu post)!

    Por favor, não pare de escrever e viajar nunca!!!

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 10h41

      Assim espero! :-)

      Responder
  24. Lúcia - 14/06/12 - 15h54

    Acho que já foi tudo dito aqui nos outros comentários, pouco mais há a acrescentar! há algum tempo também vi um documentário sobre Chernobyl e fiquei impressionada!
    Obrigada pelo post!
    Também já tinha saudades e também lhe peço: não pare de viajar nunca e não deixe este blogue NUNCA!!!
    Espero que não se importe, sugiro-lhe a leitura deste post : http://margaridanobre.blogspot.pt/2012/06/dresden-alemanhaencontro-com-historia.html
    É sobre Dresden, na Alemanha, não sei se conhece, (eu não conheço, ainda!) mas parece que é também um encontro com a história recente.

    Um beijinho e bem vinda de volta!

    Responder
    • Adriana Miller - 14/06/12 - 16h08

      Dresden ja entrou na minha lista varias vezes (ate porque tem um mercado de natal lindo!), mas nunca consigo encaixar um fim de semana por la e eles nao tem voo direto de LOndres…
      Mas com certeza um dia irei!

      Responder
  25. claudia - 14/06/12 - 16h02

    Realmente vc esta de parabens!!!!! nao foi um post, foi um documentario!!!
    Eu e meu marido paramos para ler cada linha, imaginando a epoca do acidente. Foi uma viagem!!!
    O melhor, a visao de uma pessoa q adora viajar e conhecer lugares diferentes.
    As fotos sao impressionantes!!!
    To esperando os proximos posts!!!

    PARABENS!!!!!

    Responder
  26. Nelma - 14/06/12 - 17h28

    É por isso que gosto tanto do seu blog. Me emocionei. Obrigada por partilhar tais experiências…

    Responder
  27. Tânia B - 15/06/12 - 00h07

    Dri,
    eu de facto nunca me tinha lembrado de visitar Chernobyl, porque as tais piadinhas que nos fazem sobre a radiação sempre me levaram a pensar que o lugar não era lá muito seguro, mas depois de ver este seu relato sem dúvida que a minha opinião mudou! Com os devidos cuidados parece-me ser seguro, certo não é?

    Responder
    • Adriana Miller - 15/06/12 - 06h42

      Sim! Obedecendo as regras, é uma visita super segura.

      Responder
  28. Carol Prince - 18/06/12 - 03h16

    Dri, acho que nunca comentei aqui, mas sempre leio seu blog. Hoje li esse post e a série sobre o Kilimanjaro.

    Seu blog é ótimo, seus posts deliciosamente detalhados e as fotos perfeitas!
    Esse post é muito tocante, meu coração doeu de pensar nas pessoas sendo arrancadas de suas vidas…

    Beijos

    Responder
  29. Carol Prince - 18/06/12 - 03h17

    Dri, acho que nunca comentei aqui, mas sempre leio seu blog. Hoje li esse post e a série sobre o Kilimanjaro.

    Seu blog é ótimo, seus posts deliciosamente detalhados e as fotos perfeitas!
    Esse post é muito tocante, meu coração doeu de pensar nas pessoas sendo arrancadas de suas vidas…

    Beijos

    Responder
  30. Carol - 18/06/12 - 06h47

    Fotos e textos de arrepiar. Eu jamais iria, mas foi super interessante “conhecer” Chernobyl com voce. Parabéns pelo blog, sempre show!

    Responder
  31. Lucila - 18/06/12 - 18h18

    Oi Dri! Embora eu leia o teu blog desde o final de 2011, é a primeira vez que comento.
    Eu viajei até Chernobyl através do teu texto e das fotos. Se um dia alguém “viajar” da mesma maneira através de um dos meus posts, terá valido a pena escrever! Que inspiração! Parabéns!

    Responder
    • Adriana Miller - 19/06/12 - 09h49

      Obrigada Lucila!

      Responder
  32. Lilian - 18/06/12 - 20h03

    Dri, postagem de arrepiar, gostei demais,você conseguiu passar muita emoção, e na sua emoção eu me emocionei.
    Muito obrigado.

    Responder
  33. Bárbara Isenberg Grzybowski - 19/06/12 - 15h54

    Gostei muito do seu relato e de saber que é possível visitar esse lugar. Aqui na Alemanha volta e meia passam documentários sobre o acidente e as sequelas… é realmente muito triste o que o pessoal daquela regiao teve que passar. Sua fotos estao fantásticas!!

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  34. Claudia Helena - 23/06/12 - 01h04

    Adriana, que viagem incrível! Não tenho sua coragem, tenho certeza que ficaria deprimida depois de uma visita a um lugar tão impressionante. Fiquei agoniada com a foto em que você está na máquina que mede seu nível de radiação (era isso?), vc é corajosa. Obrigada pela verdadeira reportagem. Viajo com vc sempre através de seu blog. Obrigada!

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  35. Elisa - 28/06/12 - 12h38

    Olá, Adriana, estou adorando o seu blog. otimas ideias. estou indo p a Europa no próximo dia 28-07-12. Estou me inspirando nas suas experiëncias. Valeu pelas dicas. tenho acompanhado quase todos os dias as atualizações. Parabéns pela iniciativa.
    Bjs,
    Elisa

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  36. Rhaniele - 29/06/12 - 14h59

    Adoro o seu blog e são posts como estes que me fazem acompanhá-lo com frequencia! Amo história e lembro de ter estudado sobre Chernobyl na escola, mas não tinha imagens claras registradas em minha mente. Vendo as suas fotos e lendo o seu texto, foi impossível não ficar emocionada! beijos!

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  37. Amanda Lago - 09/10/13 - 14h47

    Olá, Adriana. Finalmente vou conhecer Kiev. Tenho interesse em fazer esse tour, mas estarei com meu filho de 7 anos. Eles permitem entrada de crianças? E pela tua experiência lá, achas adequado a ida de crianças?
    Bjos

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    • Adriana Miller - 09/10/13 - 14h51

      Oi Amanda,
      O governo da Ucrania (que gerencia esses passeios) nao permitem menores de 18 anos, e pra ser sincera acho que seria muito perigoso levar seu filho la, pois os niveis de radiacao ainda sao bem altos que podem afetar criancas de maneiras diferentes, e eh preciso obedecer um moooonte de regrinhas de “comportamento” durante a tour que podem ser dificeis com uma crianca pequena… :-) (nao pode andar nem pisar no lugar tal, nao pode encostar em nada, tem muito vidro quebrado, taboas deslocadas no chao dos lugares, etc, etc. Se pra adultos ja eh dificil, pra uma crianca de 7 anos seria impossivel – e acho que por isso mesmo eles nao permitem criancas).

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  38. Amanda Lago - 09/10/13 - 16h16

    Obrigada, Dri!!! Queria muito fazer o passeio. Ficará para uma outra visita. Nos ateremos às igrejas.
    Abraço

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  39. […] é permitido transitar em nenhum ponto da Zona de Exclusão sem a presença de um guia. A Dri, do blog Dri Everywhere fez o tour em 2012, tem muitas fotos e um relato bem […]

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