28
May
2013
Lambeth Palace
Escrito por Adriana Miller

O Palácio de Lambeth é um dos edifícios mais importantes da Inglaterra, porém um dos menos conhecidos entre os turistas.

O Palácio é a residência oficial do Arcebispo de Canterbury, o mais alto posto e uma espécie de “chefe” do clero Anglicano.

Eu não sou muito entendida sobre as peculiaridades da “Church of England”, mesmo depois de todos esses anos morando aqui, mas acho fascinante toda a história por trás da “crianção” da religião!

Então sempre que eu ia correr/caminhar/passear com a Isabella no Albert Embankment eu passava ali na porta e morria de curiosidade sobre o local e sobre conhecer mais um pouco sobre essa religião.

Uma das peculiaridades da Igreja da Inglaterra é que seu “Papa” é a Rainha do Reino Unido, posto ocupado por seja quem for o Rei ou Rainha regente no momento desde que Henrique VIII deu início a Reforma religiosa na Inglaterra e cortou laços com a Igreja Católica Romana, criando uma versão mais liberal na ilha.

Porém é o Arcebispo de Canterbury que detém o poder do Clero, sendo o posto de maior poder e prestígio na hierarquia da Aristocracia Britânica, porém que pode ser ocupado por alguém não-Real com o prestigio de por exemplo, sentar-se ao lado na Rainha na Câmera dos Lords no Parlamento Britânico.

Mas o que torna o palácio tão desconhecido dos turistas e moradores, é que por ser a residência do Arcebispo e sua família, uma espécie de “Vaticano” da “Church of England”, o que torna o local uma area de segurança máxima.

Porém algumas vezes por ano eles abrem suas portas para tours guiadas do Palácio e dos jardins (e pouco divulgadas!), geralmente apenas dias da semana, por algumas semanas por ano (corre que ainda estão rolando as tours!!) e um fim de semana em Setembro, no evento do Open House London.

A tour conta um pouco sobre a história do Palácio e sobre o Arcebispo (Março de 2013 um novo Arcebispo foi apontado pela Rainha e o Primeiro Ministro), mostrando as diferentes áreas que compõem o atual palácio, com a capela subterrânea que data do século 11 (uma das estruturas medievais mais antigas do Reino Unido, sendo até mesmo mencionada no Domesday Book), a Igreja do século 16 que deu início a existência e importância política e religiosa ao Palácio, até as partes que foram bombardeadas na Segunda Guerra Mundial durante os “Air Raids” e reconstruidas na década de 60.

Além de ter sido palco de muitos julgamentos e interrogações, cujos culpados depois eram enviados para a Torre de Londres, Tâmisa abaixo, para serem enforcados ou decapitados (uma de suas “interrogadas” mais ilustres foi Ana Bolina, quando foi acusada por Henrique VII de traí-lo, poucos anos depois da “criação” da Igreja Anglicana).

O Palácio pode ser visto o ano todo (por fora) ao longo do Albert Enbankment, mas vale a pena ficar de olho nas datas de abertura e visitas guiadas pelo interior do Palácio, sempre disponíveis no site da Arquidiocese de Canterbury (e a venda pelo TicketMaster).

 

Categorias: Atrações Turisticas, Castelos e Palacios, Conhecendo Londres
8
24
May
2013
Viajando – SOZINHA! – de avião com um bebê
Escrito por Adriana Miller

Além das dicas e experiências que já dei no post sobre como viajar de avião com bebês, eu acabei adaptando algumas coisas para os voos que fiz sozinha com a Isabella (ida e volta da nossa viagem pro Brasil – 11 horas de voo em cada perna!).

A viagem em si não muda muito nem piora… apenas alguns aspectos se tornam mais complexos sem ter mais alguém pra dividir as tarefas de cuidar de um bebê por várias horas seguidas em um ambiente confinado!

- Reserva e escolha de assento:

O básico ainda vale, mas depois de viajar duas vezes com o Aaron do meu lado, me dei conta que a melhor opção seria um assento de corredor (eu SÓ viajo na janela! É mania… mas tive que dar o braço a torcer…).

Porque mesmo nas fileiras frontais, que tem mais espaço pra perna e tal, quando o berço esta posicionado não sobra espaço pra quem estiver na janela/meio sair de sua poltrona, pois as pernas ficam trancadas em baixo da “bandeja”.

Então quando você esta sentada do lado de alguém que conhece, não tem problema pedir pra pessoa se levantar no meio do filme (ou do sono!) pra você conseguir trocar a fralda do seu bebê, mas se vocie tiver que pular o colo de um estranho, a coisa já complica!

Então estando no assento do corredor o seu acesso fica mais livre pra ir ao banheiro, passear pelos corredores se o bebê estiver entediado, caso precise pegar alguma coisa da mala de mão no bagageiro e afins…

- Peça e aceite ajuda!

Eu e o Aaron fizemos a piadinha de que viajar com filhos é como voltar a ser mochileiro: quem já mochilou sozinho sabe numa viagem dessas basta ver outra pessoa com uma mochila nas costas pra virar seu melhor amigo! As mochilas se atraem, vocês trocam dicas de viagem, de albergues, racham o taxi, saem pra passear juntos. Todos unidos pela “doutrina” da mochilagem.

E viajar com bebês é exatamente igual! Bebês, crianças e famílias se atraem!

A anos que não batia tanto papo com tantos estranhos na minha vida! Todos querem saber a idade do seu bebe, se é sua primeira viagem, para onde vai, e sempre tem alguma dica proveitosa!

Na ida pra Denver conhecemos uma mãe viajando sozinha com uma bebe de 9 meses, e acabamos ficando melhores amigos dela!

Claro que você tem que tomar certos cuidados (eu que não vou deixar a Isabella no colo de um estranho no meio do aeroporto!), mas uma vez dentro do avião (que convenhamos, mesmo alguém com a pior das intenções não tem pra onde fugir!) eu pedi e aceitei ajuda sem pudor!

Pedi pra comissária segurar a Isabella enquanto fui ao banheiro, pedi pro passageiro do meu lado colocar minha mala de mão no bagageiro e o que mais precisei!

Lógico que sempre rola algum mau-humorado que te olha de cara feia quando vê um bebê no avião (#EraDessas), mas no geral eu me surpreendi com o quanto as pessoas são super simpáticas com pais e mães viajando com crianças pequenas! Afinal, quem resiste a um sorriso banguela?!?!

- Praticidade!

Eu já fico pra morrer quando vejo #LookDoDia emperequetados em aeroportos (viagem longa tem que ser confortável minha gente!!!), mas com um bebê então nem se fala!

Calça e sapatos confortáveis, para horas sentada numa poltrona apertada (e potencialmente com alguém no seu colo!) e que sejam fácil de trocar.

Não tivemos nenhum acidente com minhas roupas, mas só por precaução fui com calça + regata + uma blusa por cima. A regata por baixo foi simplesmente para que eu pudesse trocar de roupa sem ter que ir ao banheiro caso precisasse trocar alguma coisa.

Afinal, e principalmente viajando sozinha com a Isabella, se ela vomitasse ou tivesse uma fralda explosiva em mim, com que eu a deixaria enquanto vou tranquilamente no banheiro me trocar? Pois é…

Uma coisa é pedir pro desconhecido da poltrona ao lado ficar de olho nela enquanto ela esta de bom humor e sorridente, mas se a coitadinha começasse a vomitar e passar mal, não dava né?!

Outro aspecto que tive que ser bem pragmática foi com minha bolsa de mão.

Assim como falei no outro post sobre viagem com bebês, levei uma bolsa de fralda mais a mala de mão com ítens extras, mas eu sempre fui super fã de viajar com uma super bolsa de mão comigo!

Mas nos voos em que estava sozinha isso mudou… Senti falta de muita coisa, mas nada que não conseguisse sobreviver algumas horinhas (e numa emergência, esses itens estavam todos na mala de mão no bagageiro!).

Então comigo estava apenas uma bolsinha pequena (e com fecho de ziper que eu pudesse abrir e fechar com uma mão só!) com um porta cartões, passaportes, celular, fone de ouvido, protetor labial e lençø de papel. E só. De peso nos ombros já bastou meu pacotinho de 6 quilos!

- Equipamento:

Achei super cômodo levar o carrinho até a porto do avião, porém nos voos sem o Aaron, despachei a mala junto com a bagagem, numa tentativa de diminuir a quantidade de tralha a carregar.

Como a Isabella ainda é novinha, ela foi confortavelmente no canguru, e eu fiquei com as mãos livres!

Se seu bebê já for maiorzinho, talvez valha a pena ficar com o carrinho, pra evitar ter que carregar uma criança de muitos quilos nos braços aeroporto afora!

- Entretenimento a bordo:

O voo de ida pro Brasil foi durante o dia e minha principal preocupação era como entreter a Isabella durante o dia sem uma pessoa a mais pra fazer caretas, cantar musiquinhas e pegar no colo…?!?!

E isso sem dúvida foi a parte mais difícil!!

Os voos noturnos foram uma beleza, como se ela nem sequer estivesse lá comigo – em todos eles, dormiu antes de embarcar e só acordou depois de pousar!

Mas nos voos diurnos, ao contrário do que esperava, ela ficou muito mais alerta que o normal (achei que ela fosse dormir bastante por causa do barulho e movimento, mas não!), o que me causou muitas rugas de expressão de tanto fazer caretas, caras e bocas pra ela, chacoalhar o mesmo bonequinho preferido gazilhões de vezes, e depois de ser vencida pelo cansaço, colocar ela de frente pro iPad com alguma cosia passando (ela ainda é muito novinha pra assistir TV, desenhos e tal, então só tinha Downton Abbey no iPad! Hahahah! mas ela gosta mesmo é da claridade da tela!). Se seu bebê já assiste alguma coisa, tenha seus desenhos ou filmes preferidos a mão!

 

De maneira geral voar sozinha com a Isabella foi muito mais fácil e tranquilo do que imiginava, e bastou um pouquinho a mais de preparação para que não passássemos por apertos!

 

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28
23
May
2013
Mr Chow Londres
Escrito por Adriana Miller

O cenário gastronômico de Londres tem visto muitas “importações” nos últimos anos, com vários restaurantes que fazem sucesso em outras grandes metrópoles do mundo e que recentemente se mudaram de mala e cuia pra capital Britânica (alguns dos mais recentes são o Balthazar e Automat, ambos Nova Iorquinos).

Mas e quando um clássico Londrino acaba ficando muito mais famoso do que seu endereço original?

Esse é o caso do Mr Chow, cujas filiais em cidades como Miami e NY encabeçam todas as listas de “must do” nas cidades, atraindo ininterruptamente toda sorte de turistas, celebridades e socialites (e wanna be’s também!) – mas é aqui em Londres, no bairro de Knightsbridge, que o Mr Chow original abriu suas portas pela primeira vez em 1968.

Desde então a fama do Mr Chow se espalhou pro outro lado do Atlântico, com mais 5 endereços nos EUA (dois só em NY, tamanho o sucesso!) abertos ao longo das ultimas 5 décadas – ao mesmo tempo que a versão original Londrina caiu na obscuridade e ficou desaparecida por muito tempo, enquanto Londres passou por uma revolução gastronômica nos últimos anos.

Até que ano passado o antigo Mr Chow fechou as portas – passou quase 1 ano sendo reformado e reformulado, recauchutando e modernizando sua estrutura física, menu, serviço e direção, na tentativa de resgatar o nível de qualidade e serviço que fez do Mr Chow um dos melhores restaurantes chineses do mundo, a quase meio século!

Então fui conhecer o novo Mr Chow pra comemorar o aniversário da Tati e seguimos a recomendação e pedimos o menu “Prix Fixe” – que inclui duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas – e o garçon Português foi super simpático e nos ajudou a pedir os pratos clássicos do Mr Chow: para entrada fomos de wrap de alface e camaraão com nozes caramelizadas. E para o prato principal, lagosta e black cod!

O Mr Chow Londres fica bem ali na meiuca de Knightsbridge, sendo praticamente vizinho de porta do Buddha Bar – como sempre em Londres, reservas com antecedência são altamente recomendadas!

Mr Chow

151 Knightsbridge, SW1X 7PA

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5
22
May
2013
TV Everywhere: Atriz revelação!
Escrito por Adriana Miller

Como a muito tempo eu não postava um vídeo de nossas viagens por aqui, e muita gente vem me pedindo mais vídeos com a Isabella, então aqui esta!

Na verdade fizemos esse vídeo pra família, para que todos pudessem se lembrar da nossa visita, além que ficar registrado essa fase tão deliciosa da Bella!

A musica, “Garota de Ipanema”, que escolheu foi o Aaron, e mais estereotipa impossível… mas vocês deram sorte, porque a musica original que ele queria era a “Ai se eu te Pego”!! HAHHAHA

Edição: Final Cut Pro

Câmera: Cannon 5D Mark III

 

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57
21
May
2013
Liquidos na mala de mão: Crianças e bebês – produtos, leite e comidas
Escrito por Adriana Miller

Um dos procedimentos mais óbvios pra quem viaja muito, também é uma das maiores duvidas dos viajantes: afinal quais são as regras para levar líquidos na mala de mão?

Então respondendo algumas dúvidas do post anterior, apesar de algumas variações em alguns países e aeroportos, no geral a regra é bem simples e clara: nada de líquidos (cremes, géis, pastas e afins) em embalagens acima de 100ml, e sempre armazenados em sacos de plástico transparente.

Mas antes da minha primeira viagem com a Isabella me bateu a dúvida: E as coisas de bebê? Como funciona?!

Não foi difícil de descobrir – e na dúvida, basta acessar o site do seu aeroporto local.

Mas depois de passar por aeroportos em 3 países/continentes diferentes com a Isabella, vi que a regra é tão simples quanto – apenas com algumas adaptações.

De maneira geral a regra é menos rígida: é possível passar pela segurança de aeroportos com líquidos acima de 100ml quando se está viajando com um bebê de colo (até 2 anos) desde que se siga algumas regrinhas.

- Produtos industrializados:

Na Europa e nos EUA é muito comum que pais comprem fórmula (leite artificial) para bebês e crianças já na versão preparada, em caixinha ou garrafinha, pois é bem mais prático que levar pó + água e mais durável também (por ser uma mistura estéril).

(Algumas marcas até vendem garrafinhas que encaixam com um bico descartável e esterilizado – então você nem precisa levar mamadeiras se não quiser!)

Essas embalagens variam em tamanho, mas geralmente tem entre 90ml a 200ml – mas desde que sejam produtos industrializados e estejam lacrados, você pode passar com eles pela segurança sem problemas.

A única restrição nesse caso é que você só pode levar leite preparado numa quantidade suficiente para a viagem – ou seja, para um voo transatlântico, por exemplo, você pode levar algumas caixinhas para o voo, mas não pode levar o suficiente para as férias inteiras (nós levamos dezenas de caixinhas – sempre usamos para passeios pois realmente é bem mais pratico – mas todas nas malas despachadas).

Na segurança do aeroporto Heathrow em Londres, nós tivemos que abrir uma das caixinhas, aleatoriamente escolhida pela funcionária do aeroporto para provarmos o leite – mostrando que o liquido não esta contaminado.

Ja no aeroporto de Denver, nos EUA e no Rio de Janeiro, não tivemos que provar nada – bastou estar lacrado.

O mesmo vale para potinhos com papinhas e comidas de criança preparadas. Desde que sejam industrializadas e lacradas você pode viajar com embalagens acima de 100ml, e talvez tenha que abrir uma dela para provar, talvez não.

- Produtos não industrializados:

Se seu filho(a) ainda esta amamentando exclusivamente, então não ha nada que se preocupar: a “embalagem” do leite passa pela segurança sem problemas!

Mas caso você queira levar leite materno numa mamadeira, por exemplo isso pode vir a ser um problema. Na verdade você até pode passar com mais de 100ml de leite materno sem problemas, porém terá que provar o leite, o que pode vir a ser um problema pois a mamadeira/leite já não será mais estéril.

O mesmo é verdade para papinhas.

Caso você seja radicalmente contra dar papinhas industrializadas a seus filhos, qualquer potinho de comida “caseira” deverá ser provado ao passar pela segurança.

Uma boa solução é pedir para a cia aerea uma comida especial para a criança (que pode ser solicitada no momento da reserva da passagem, ou depois a qualquer momento até 24hrs antes do voo), que se aproxime mais com as comidas que ele/ela esteja acostumado em casa.

- Facilidades dos aeroportos de Londres:

Essa dica é pra quem vai viajar a partir de aeroportos em Londres (e Inglaterra em geral).

Os aeroportos da BAA (British Airports Authority) tem uma afiliação com a rede de drogarias Boots (que sempre tem uma filial dentro da area de embarque dos aeroportos Britânicos) onde é possível encomendar comidas, leite e produtos de bebê com antecedência, e recolher sua compra já dentro da area de embarque, depois de passar pela segurança do aeroporto.

Basta efetuar a compra através do link da Boots no site do aeroporto (como por exemplo, no Heathrow), escolher exatamente o que você quer e a quantidade, com pelo menos 48hrs de antecedência e pronto. Assim que você passar pela segurança é só ir na Boots e retirar suas compras.

Eu fiz isso quando fui ao Brasil sozinha com a Isabella – eu não bebo leite (tenho verdadeiro PAVOR do gosto de leite) e fiquei morrendo de medo de ter que provar o leite dela; então pra não correr riscos, fiz minha encomenda uns dias antes de embarcar e passei direto pela segurança do aeroporto, sem me preocupar com líquidos.

Mas caso você esqueça disso antes do voo, não se preocupe. As lojas da Boots dos aeroportos são super bem abastecidas com produtos pra bebês e crianças, com paredes inteiras de prateleiras com todos os tipos de marcas, produtos, papinhas e afins!

 - Cremes, pomadas e afins:

Já todo o resto segue a mesma regra, então caso você use cremes para assadura, ou queria levar na mala de mão hidratantes, alcool em gél, remedios etc, todos esse produtos deverão estar em embalagens menores de 100ml e dentro de um saco plastico transparente, assim como os dos “adultos”.

 

 

Categorias: Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Fazendo as Malas, Viajando com crianças
35
20
May
2013
Viajando de avião com bebê (2 a 4 mêses)
Escrito por Adriana Miller

Antes mesmo da Isabella nascer nós já sabíamos que viajaríamos com ela desde cedo. E não é só por causa dessa coisa de “viciados em viajar” não. Filhos de expatriados é assim mesmo, e seja você um amante das viagens ou não, não tem medo nem insegurança de viajar com crianças que vai te impedir de apresentar seu(s) filho(s) para sua família e cultura!

Então a primeira coisa que fizemos quando ela nasceu foi marcar as passagens para nossa primeira viagem, para o Colorado, nos EUA, para visitar a família do Aaron. Fomos pra lá primeiro pois podíamos combinar uma viagem a trabalho do Aaron, com o final da temporada de esqui com uma abundância de babysitters!

Esse post será uma série de muitos outros, pois acredito que cada fase da vida de uma criança demanda estilos de viagem e preparações de viagem diferentes – então vou escrever com um misto de “dicas” e experiência pessoal, que tenho certeza absoluta vai mudar e evoluir ao longo dos meses e anos, com muitos erros e acertos – nem tudo vai ser útil para todas as crianças e famílias, mas de post em post a gente chega lá!

 - Planejamento pré nascimento:

Como comentei acima, nós sabíamos que essa viagem ia acontecer mais ou menos nessa fase de Março/Abril, mas preferimos não marcar nem reservar nada antes dela nascer. A data prevista de nascimento era dia 9 de Janeiro (e acabou sendo dia 10!), o que fez com que essa viagem fosse super em cima da hora para nossos padrões de planejamento (geralmente planejo viagens com cerca de 4 a 6 meses de antecedência!).

Mas optamos por fazer assim pois o nascimento de um bebê realmente é uma surpresa. Afinal, e se o nascimento for adiantado? E se atrasar? E se tivermos complicações com ela? E se eu acabasse tendo que fazer uma cesárea de emergência que atrapalhasse minha recuperação?

E se ela fosse um bebê reclamão? Ou tivesse muitas cólicas? Ou se acabássemos sendo pais muito mais neuróticos do que jamais imaginamos?!

Ou seja, são muitas incertezas, e preferimos não marcar nem confirmar nada até que ela estivesse em nossos braços, com a certeza de que ela era saudável e que nós aguentaríamos a pressão de sermos pais de primeira viagem!

- A reserva:

Crianças de até 2 anos não pagam passagem inteira de avião se viajarem no colo dos pais, mas essa é uma regra que muda de companhia pra cia aérea. Algumas cobram 10% do valor da passagem , outras cobram apenas as taxas de embarque. Então vale a pena fazer uma pesquisa de mercado e comprar o preço final das passagens da família: por exemplo, as vezes a passagem dos “adultos” é mais barata na cia X, mas o bebê paga uma taxa mais alta, enquanto que na Cia Y a passagem adulta é mais cara, mas a do bebê mais barata, dando um total mais em conta.

Outro ponto que levamos em consideração foi a comparação voo direto Vs voo com escalas, e acabamos preferindo pagar a mais pela segurança (e nosso medo inicial!) e não ter que lidar com conexões, troca de aviões, potenciais atrasos, perda de bagagem etc.

No final das contas, voamos direto Londres-Denver de British Airways pelo mesmo preço que sairia um voo com conexões e ligeiramente mais barato por adulto!

- Escolha de Assento:

Na verdade isso ainda esta relacionado ao item “Reserva”, mas considero tão importante que merece um destaque: ao reservar sua passagem já reserve logo sua poltrona nas fileiras frontais do avião, onde o espaço para pernas é maior e onde é possível colocar um bercinho para o bebê.

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Muitas cias aéreas estão fazendo a sacanagem de cobrar uma taxa para reserva de assento adiantado – meu conselho? Pague!!

Geralmente a taxa não é muito alta, e pelo menos te dá a paz de saber que tanto você quanto seu bebê viajará confortavelmente!

Tecnicamente esses assentos frontais são mesmo reservados para pais com crianças de colo, então você pode arrsicar e deixar pra reservar seu assento na hora do check in, e provavelmente você irá consegui-lo sem problemas. Mas vai que não?

Afinal muitas cias aproveitam o espaço extra nessas fileiras para cobrarem a mais de passageiros em busca de mais conforto (e se alguém já pagou a mais pra sentar lá, eles não vão muda-lo de assento só pra acomodar o seu bebê), ou então o voo pode estar cheio de familias e simplesmente não ter espaço extra!

Na volta de Denver a Isabella era o único bebê no voo, mas na volta do Brasil eram inúmeras famílias com crianças e bebes de todas as idades, e portanto todas fileiras frontais estavam ocupadas! Quem não reservou com antecedência, dançou… (ou pior, passou 11 horas com um bebê no colo!).

Se seu bebê já é maior do que o permitido pelo bercinho do avião (a comissária da BA não soube me informar o limite de peso, mas diria que só bebês até uns 6 ou 8 meses caberiam confortavelmente), algumas cias aéreas também oferecem um bebê conforto, que acomoda bebês maiores, que pode ser encaixado na mesma “bandeja” onde vai o bercinho, e assim nem os pais nem o bebê dormem desconfortáveis.

E por fim, uma dica que uma amiga me deu em relação a esse bercinho: os aviões internacionais tem espaço para cerca de 10 berços (as tais “bandejas”), mas dentro do avião geralmente só tem alguns poucos berços. Se o voo vier vazio, ótimo. Mas se o avião for grande e o voo lotado, mesmo que você esteja no assento correto, pode acabar sem o berço. Então a dica da amiga foi pedir o berço ASSIM que entrar no avião – e foi exatamente o que fiz em todos os voos que peguei com a Isabella (a minha amiga aprendeu essa “dica” depois que uma comissária explicou que não tinha berço pro filho dela pois ela não pediu primeiro…).

O bercinho tem um forro e é até bem confortável, mas não esqueça de levar umas mantas e cobertores a mais, para deixar a “caixa” mais quentinha e aconchegante.

 - Alimentação:

Se você viaja ainda amamentando, isso talvez não seja tão relevante, mas mesmo nos primeiros voos com a Isabella, eu levei uma caixinhas extras de fórmula pronta e um potinho com leite em pó para emergências.

E dito e feito: como a bichinha sentiu fome no voo!!

Talvez seja a altitude, ou quem sabe o ar mais seco… ou até mesmo a mudança na rotina. Mas em todos os voos longos que fizemos até hoje ela acabou mamando MUITO mais, e se não fosse o leite extra, estaríamos perdidos!

- O “equipamento”!

Em todos esses voos nós levamos MUITA coisa extra!

Olha, é um saco mesmo, e essa é um aspecto de ter filhos que eu acho que nunca vou me acostumar: a quantidade de tralha que temos que carregar!

No total foram 4 mudas extra de roupas para ela e mais uma pra mim. Na ida pros EUA ela usou 3 das 5 mudas de roupa. Já na ida pro Brail ela usou TODAS as mudas de roupa que levei…

(Dica: Coloque cada muda de roupa já separada dentro de um saquinho de plástico num compartimento separado na bolsa de fralda – assim, cada vez que você precisar alcançar uma nova troca de roupa, basta puxar um conjunto completo (body, pijama, meias, etc) e depois já colocar a roupa suja dentro do mesmo saco, pra não ficar com cheiro nem sujar as outras coisas dentro da bolsa)

Talvez seja a quantidade maior de leite, ou a pressão do avião, ou seja lá o que for – mas ela bateu todos os recordes de fraldas explosivas de sua vida!! (os voos diurnos foram MUITO piores que os noturnos, já que ela já dorme a noite toda e portanto produz menos conteúdo para suas fraldas!).

Então as roupas, cobertores, mamadeiras, chupetas etc extras foram divididas entre uma bolsa de fralda (que fica mais fácil de acessar) e a mala de mão (para momentos de desespero, ou se sua bagagem for extraviada, ou o voo atrasar e afins).

Comigo, só uma micro bolsa, de cruzar no corpo, com nossos passaportes, celular e o mínimo indispensável.

Todo os resto (laptop, iPad, câmeras, objetos de valor, líquidos, cabos de eletrônicos e afins) vão na mala de mão.

Se seu bebê já tem idade para se entreter com brinquedinhos, leve alguma coisa que vá ajudar a passar o tempo (na viagem para os EUA, com dois meses e meio ela não reconhecia nem se animava com nenhum brinquedo. Ja na viagem pro Brasil, com 3,5 ela já tinha seu bonequinho preferido, que curou qualquer encheção de saco e tédio!). mas cuidado pra não ser alguma coisa barulhenta que vá incomodar nem irritar os outros passageiros!

- Embarque e desembarque:

Na hora do check in confira se sua cia aérea e o aeroporto de partida e chegada, permitem que você leve seu carrinho até a porta da aeronave.

A maioria dos aeroportos internacionais de médio/grande porte aceitam – mas vale perguntar antes, pra você se planejar bem!

Nos voos para os EUA, onde viajei com o Aaron, nós optamos levar o carrinho até a porta do avião. É super cômodo, vc não precisa ficar carregando o bebê no colo por horas enquanto espera o voo, eles ficam mais confortáveis, vendo o mundo passar, dormindo e tal. Ai na hora de entrar no avião, é só desmontar seu carrinho, entregar para o funcionário da cia aerea e pronto. Quando você chegar ao seu destino final, ele estará te esperando mais uma vez na porta do avião.

Porém… nem sempre isso é vantagem!

Nos dois voos que fiz sozinha com a Isabella (sem o Aaron), preferi despachar o carrinho junto com as malas, justamente por ser mais tralha pra carregar!

Ela foi no Canguru (uso da marca Baby Bjorn) e assim fiquei sempre com as duas mãos livres para carregar a mala de mão, bolsa de fraldas, pegar passaporte/passagem na bolsa e o que mais fosse preciso.

Se você decidir despachar o carrinho com sua bagagem, lembre-se de embala-lo bem, para evitar danos e perdas durante o manuseio do carrinho. Algumas marcas de carrinho vendem uma “mala” específica pra levar o carrinho, mas eu achei desnecessário, e simplesmente coloquei aqueles plásticos de embalar mala no aeroporto mesmo (em Londres custou 8 Libras e no Galeão 35 Reais).

Todo bebê tem direito a uma mala despachada MAIS um carrinho MAIS uma cadeirinha de carro! (a não ser que você esteja voando low cost, onde precisará pagar extra por todos esses itens…)

- Pouso e decolagem (e turbulência):

Mesmo com o bercinho do avião ou com o canguru, na hora do avião subir ou descer, ou quando o sinal de cinto de segurança acende durante turbulências, você tem que tirar o bebê de onde estiver e colocar no seu colo com o cintinho especial para crianças.

Eu questionei em todos os voos se não poderia decolar/pousar com ela no canguru (principalmente quando ela estava dormindo), pois não só é mais confortável, é também muito mais seguro. Mas não. A regra é clara, e você sempre tem que colocar o bebê no cinto de segurança, pois só assim a cia aérea poderá se responsabilizar por acidentes.

E caso o bebê esteja no bercinho durante o voo, como o berço não tem nenhum tipo de proteção nem cinto de segurança, o bebe também tem que ir pro colo, pois caso haja uma queda de altitude, eles podem voar longe!

Ainda no tema pouso e decolagem, temos também o problema de pressão dos ouvidos dos bebês!

O que todo mundo sempre recomenda (e deu super certo pra gente!) é sempre amamentar/dar mamadeira/chupeta pro bebê nessas horas.

Então as horas pré voo tiveram uma precisão astro-física de calculo de sonecas e amamentação, para que eles coincidissem com os momentos de decolagem e pouso.

Eu sofro bastante com pressão nos ouvidos, então esta preocupada com isso, mas a Isabella não se afetou muito…. Em todas as decolagens consegui coincidir com mamadas, mas nos pousos não! Tentei insistir ou colocar chupeta, que deu certo algumas vezes, outras não, mas como ela não reclamou de dor de ouvido, não me preocupei muito. E em todas as vezes, o chacoalhar do avião na subida e descida fizeram ela dormir rapidinho (mesmo fora de hora – nisso ela puxou a mãe!), o que foi ótimo!

- Trocando o bebê no avião:

E já que eu falei em conteúdo de fraldas explosivas aí em cima, com certeza em algum momento de um voo longo você terá que trocar a fralda de seu bebê no avião!

Não é um bicho de 7 cabeças, já que todos os banheiros do avião tem uma mesinha “fraldário”.

O que eu levei (não só pra viagens, mas é o que levo sempre na bolsa de fraldas da Isabella) é um necessaire específico com tudo que preciso pra trocar a fralda dela sem ter que carregar a malona toda junto.

Nesse necessaire tenho sempre 2 fraldas (porque acidentes acontecem!), um pacote de lencinhos, sacos de lixo (pra não deixar a fralda pra trás fedendo o banheiro todo!) e um trocador descartável (porque além de que esses fraldários públicos geralmente são sujos, não tem nada pior do que ter que limpar seu trocador portátil de plástico num banheiro publico/minúsculo quando um acidente de fato acontece! Com os trocadores descartáveis, o que sujar, vai direto pro lixo!).

 

Categorias: Baby Everywhere, Viajando com crianças
87
20
May
2013
Vail: The Ritz Hotel & Residences
Escrito por Adriana Miller

Para nossa estadia em Vail queríamos algo especial – então aproveitamos o final da temporada de ski no Colorado e conseguimos achar a hospedagem perfeita: ótima localização (no coração de Lionhead Village), ultra confortável e o principal – comodidade, com um apartamento que juntasse a praticidade de um flat com o conforto de um hotel.

E portanto nossa escolha foi o The Ritz Carlton Hotel & Residences!

Quando fizemos a reserva nossa intenção era esquiar em Vail, portanto queríamos uma hospedagem que fosse confortável pra minha sogra ficar com a Bella, então reservamos um apartamento duplo na parte “residência” do The Ritz, pois assim poderíamos ficar junto com a mãe do Aaron, mas sem ter que “dividir” o quarto, o que seria muito mais confortável pra ela durante o dia com a Isabella.

Além disso teríamos um area comum e uma cozinha (como foi nossa primeira experiência em hotel com a Isabella, queríamos alguma coisa com cozinha).

E como acabamos não esquiando em Vail dessa vez, nossa escolha de hospedagem foi ainda mais perfeita, pois pudemos curtir bastante o apartamento e o hotel, e com direito a todo conforto e luxo!

Nosso apartamento tinha dois quartos (ambos suítes), mais uma salinha de TV separada da sala principal e um terceiro banheiro (e portanto acomodaria confortavelmente 6 adultos).

A cozinha super equipada, que abre pra sala de jantar e estar – também equipadas – perfeito pra quem for passar bastante tempo em Vail ou for pra cidade com um grupo de amigos ou família!

O apartamento abrir para uma varandinha com a vista das montanhas no térreo do hotel, e é nos andares de cima que fica o resto do hotel: com academia, restaurantes, um bar, uma área para churrasco e piscinas aquecidas!

O hotel é novíssimo, recentemente construído na nova área de Lionshead, a poucos passos da subida do ski lift e pertinho da Village (com lojinhas, mercados, coffee shops, restaurantes e etc).

Mas pra quem quiser explorar a cidade e região, o The Ritzdisponibiliza aos hospedes um serviço (cortesia) de translado, te levando e buscando onde quiser (nós utilizamos o serviço pra ir jantar no Flame e voltar do nosso passeio em Vail Village), oque é ótimo, pois tira a necessidade de alugar carro ou ter que ficar dependendo de taxis ou dos ônibus que fazem o transporte entre as duas cidades!

The Ritz-Carlton Vail

728 West Lionshead Circle,Vail, Colorado

 

Categorias: Colorado, USA
2
19
May
2013
Flame Steak House: Four Seasons Vail
Escrito por Adriana Miller

Logo na nossa primeira noite em Vail, fomos convidados pelo Four Seasons pra conhecer o principal restaurante do resort, o Flame Steak house, que foi totalmente remodelado recentemente e não é atoa que encabeça as listas de melhores restaurantes da cidade!

O Four Seasons de Vail fica super bem localizado, bem no meio entre Lionhead e Vail Village, com ótimos acessos as duas cidades – e vistas fenomenais para as montanhas.

Então como o Flame está no terceiro andar do hotel, suas janelas de pé direito altíssimo oferecem vistas incríveis da região.

Nós fomos muito bem recebidos e nossa experiência foi sensacional – o RP do hotel (que acabamos descobrindo ser um super amigo do melhor amigo do Aaron! Mundo muito pequeno!) nos apresentou a cada prato e os cuidados e histórias por tras de cada um deles.

O que eu mais gostei foi que o menu do restaurante é bem moderno, de altíssimo nível, mas ao mesmo tempo bem “acessível”, contanto a historinha de como cada prato foi bolado.

E eles fogem dessa coisa tradicional de restaurante de carnes Americano, com muitas opções criativas (amei o mini hot dog de carne de Alce e os mini Tacos de peixe!).

Mas como era de se esperar, as atrações principais são mesmo as carnes, principalmente as carnes premium envelhecidas (eu fui de Kobe Beef!) e os cortes no osso -  que foi a escolha do Aaron!

O corte que ele escolheu, o “Long Bone Tomahawk” foi servido pelo próprio chef, que é especialista em desossar a carne – o que imediatamente vira um espetáculo-churrasco, com a comida sendo preparada do seu lado num super butcher block trazido até a mesa!

Outro destaque do Flame é a equipe de pastries chef e o time de sobremesas, com um menu especial só para o “pós refeição”! Mas o difícil mesmo é conseguir guardar um espacinho pra sobremesa (nós não conseguimos!)!

Flame Restaurant & Fireside Lounge

Four Seasons Resort Vail

One Vail Road, Vail, CO 81657

 

Categorias: Colorado, USA
1
18
May
2013
Vail: Lionhead & Vail Village
Escrito por Adriana Miller

Pra terminar nossa temporada de esqui no Colorado, depois de A-Basin e Keystone, fomos pra Vail!

Vail é mais distante de Denver (mas não tanto quanto Aspen!) do que algumas de suas estações de esqui vizinhas, e acho que isso acabou transformando a cidade num destino mais de “férias” e de temporada, enquanto outros resorts nos arredores de Denver são mais “de passagem” – o que faz com que Vail tenha um clima muito diferente das demais!

Além disso, Vail é mais antiga (para padrões Americanos), o que dá a cidade um ar mais autêntico – e super bonito, diga-se de passagem!

Não sei o que é a causa e o que é o efeito, mas isso tudo junto fez com que Vail se tornasse uma Ski Resort mais exclusivo e luxuoso, e junto com Aspen, colocam o Colorado no topo da lista de melhores resorts de esqui do mundo!

Mas Vail propriamente dita se limita as ruazinhas de “Vail Village”. Mas com o crescimento da cidade e a propagação de hoteis, a cidadezinha vizinha, “Lionhead Village”, acabou virando uma extensão da cidade, e acabam que as duas são sempre mencionadas como simplesmente “Vail”.

Lionhead Village é bem menor e mais moderna – a impressão que tive é que esse vilarejo foi construido tipo ontem, com muitos hotéis ainda em construção e outros tantos tinindo de novo (nós tb ficamos hospedados por lá!).

Mas ainda assim tem um “centrinho” bem fofo, com uma pracinha, muitas lojas e restaurantes, lojas de aluguel de equipamento de esqui e uma gôndola e lifts que te levam pro topo da montanha (então não é preciso andar nem pegar o shuttle até a base de Vail).

Mas batas caminhar 10/15 minutos na estradinha que conecta as duas cidades que chegamos em Vail Village.

A maior parte da cidade é fechada apenas para pedestres, o que ajuda demais na hora de passear, começando pela West Meadow Drive, e seguindo por East Meadow Drive e daí pra todas as ruas da cidade.

Mas o parte mais bonitinha e típica da cidade está ao norte do riacho “Gore Creek”, onde estão as ruas com casinhas em estilo Alpino, muitas lojas e restaurantes.

Nós demos azar (ou sorte?!) que eu machuquei meu joelho em Keystone, então acabamos não esquiando em Vail, o que nos deu bastante tempo pra curtir e conhecer a cidade!

Na Gore Creek Drive paramos pra almoçar no restaurante Pepi’s, que fica dentro do hotel Hotel Gasthof Gramshammer, que esta longe de encabeçar as listas de restaurantes mais chiques da cidade, mas com certeza é um dos mais antigos, típicos e tradicionais!

Outra parte da cidade que vale a pena conhecer é a Bridge Street que vai da gôndola “Vista Bahn” até a ponte coberta, que é quase que um símbolo de Vail.

Uma coisa que eu achei super legal em Vail e Lionshead é que por ser um lugar montanhoso e a cidade estar espalhada em diferentes “níveis” da base da montanha, os vilarejos são super acessíveis, com escada rolante, elevadores e rampas em várias ruas que sobrem/descem das ruas principais!

(as dicas de hotel e restaurante virão nos próximos posts!!)

 

Categorias: Colorado, USA
3
17
May
2013
Keystone: Ski e hospedagem nos arredores de Denver
Escrito por Adriana Miller

Depois de nossa festa na “praia” em A-Basin, ainda passamos mais um dia esquiando em Keystone, outro resort de esqui ali pertinho de Denver.

E como comentei no post de A-Basin, Keystone é super pertinho de Denver, então é lá que o pessoal local costuma esquiar mais durante a temporada, pois podem ir e voltar no mesmo dia, ou passar um fim de semana rapidinho.

E ao contrário de A-Basin, Keystone é uma cidadezinha super fofa, com um centrinho “Alpino-fake” cheio de barzinhos, hoteis, restaurantes etc. E na verdade, Keystone acaba funcionando como base pra hospedagem de várias outras pistas de esqui ali pela região, que não teem uma estrutura maior.

E foi lá que ficamos hospedados por algumas noites também, num chalé que alugamos com um grupo de amigos na entrada de Keystone.

E essa é a dica ultra-local: nós alugamos esse chalé através do SummitCove que é uma empresa que o Aaron e os amigos sempre usam na temporada de esqui, e alugam casas, chalets e time shares ao longo do ano direto dos proprietários, oque acaba saindo bem mais barato que ficar em hotel ou casa de temporada.

Por exemplo, nós ficamos num chalé de um condomínio bem fofinho (com estacionamento e supermercado do outro lado da rua, piscina aquecida e hot tub e vistas espetaculares das montanhas!), com 3 quartos (mais um “cantinho” na sala e que dormem – confortavelmente – 10 pesoas), cozinha, lareira e 3 banheiros por menos de US$200 por dia (pela casa toda! Ou seja, se alugado por um grupo de 10, sai por 20 dolares por noite cada um!)!

Tudo bem que já pegamos o final da temporada de esqui (no auge de Janeiro/Fevereiro sai mais caro), mas como na região de Keystone a temporada de esqui vai até Maio, ainda deu pra aproveitar demais(fomos no início de Abril)!

O bom de ter ficado em uma casa foi também que acabou sendo mais confortável pra Isabella (que ficou por lá com minha sogra enquanto esquiávamos durante o dia), e como fomos com um grupo de amigos, era uma delícia chegar em casa e ascender a lareira, fazer  uns drinks, preparar o jantar, bater papo, jogar uns joguinhos e tal!

E claro, esquiamos!!

Keystone é considerado uma das melhores regiões pra iniciantes e pra quem quer aprender a esquiar, pois tem muitas pistas verdes e todas são bem largas e com um misto de areas planas e/ou pouco inclinadas.

A mais famosa é a pista “Schoolmarm”, que são 4 milhas de pista iniciante!

A inclinação média é a mesma que a pista de treino (“bunny slope”), só que por ser tão longa, você não fica naquele ritmo de sobe-e-desce na gôndola que sempre enche o saco de quem esta aprendendo!

Mas esse também é o problema, pois a pista é muito longa, e pra quem não tem prática, os músculos cansam rápido!

E sabe oque eu gosto mesmo de esquiar? A vista!!

Como eu não sei esquiar direito e desço a montanha super devagarzinho, tenho toooodo tempo do mundo pra ir curtindo a vista, paro pra tirar fotos, vídeos, etc…

E a cidadezinha de Keystone também é super fofa!

O engraçado é que eu já conhecia Keystone, pois foi um dos primeiros lugares onde fomos passear na primeira vez que fui a Denver com o Aaron (estávamos namorando a poucos meses!) – mas fomos no auge do verão, e realmente o lugar se transforma no inverno!

Almoçamos no mesmo lugar onde comemos a 7 anos atrás, no bar/pub “Kickapoo Tavern“, e no dia seguinte almoçamos aproveitando o sol pós-pista na varanda do bar “9280” (eles tem uns aquecedores externos nas varandas dos restaurantes).

E você também pode alugar/comprar todo seu equipamento de esqui lá mesmo, assim como os passes das gôndolas (ski lift pass) – nós tínhamos nossas roupas, capacetes e tal, mas alugamos as botas e esquis na loja “Door 2 Door Ski & Snowboard Rental“.

E funciona no mesmo esquema que nos Alpes: você preenche um questionário com algumas informações (tipo peso, altura, experiência em esqui ou snowboard etc) e eles te ajudam com o tipo de bota e esqui ideal pra você. Depois medem tudo, testam e ajustam perfeitamente (botas e esquis.snowboards não é o tipo de coisa que dá pra pegar emprestado, a não ser que vocie saiba fazer todos esses ajustes…).

O aluguel de equipamento (assim como o ski pass) foi mais caro em Keystone do que A-Basin, mas ainda assim mais barato do que Vail e Aspen!

E lá mesmo na loja você pode também organizar aulas de esqui, caso queria/precise de uma ajuda profissional (altamente recomendado!!). Não é preciso reservar com antecedência, mas como as aulas começam de manhã bem cedinho, é melhor marcar seu lugar uns dias antes pela internet (no site do resort tem todas as informações e preços atualizados para a temporada corrente), só pra não ficar aquela correria antes da sua aula!

Durante a viagem, eu postei muitas fotos “ao vivo” direto do Colorado, e muitos leitores me perguntaram se foi difícil aprender e tal, e pra falar a verdade não foi.

Ainda tenho que praticar demaaaaais antes de me considerar “boa” nos esquis (minha primeira vez foi nos Alpes com o Aaron como instrutor!), mas realmente “ficar de pé” não é difícil se você tiver um bom condicionamento e já praticar alguns esportes (patinar no gelo, por exemplo, ajuda bastante no equilíbrio sobre gelo!), mas realmente aperfeiçoar a técnica é bem difícil!

Mas pra mim o mais complicado mesmo é driblar o medo de altura! Porque por mais que eu consiga me equilibrar nos esquis numa boa, saiba parar, virar, desacelerar etc, é o medo do penhasco que me apavora!!

Então se deus quiser ano que vem teremos mais uma temporada de esqui pra continuar treinando bastante!

 

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