06 Aug 2014
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Gion: O bairro das Gueixas e Kyoto Antigo

Dicas de Viagens, Japão, Kyoto

Pra muita gente – eu inclusive – o nome “Kyoto” remete a uma imagem: Gueixas.

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Talvez um pouco pela incompreensão sobre o que elas realmente são, e povoado por filmes e livros sobre particularidades dessa cultura… Mas não adianta, as Gueixas são desses enigmas e mitos que o resto do mundo adora sobre o Japão.

 

A verdade eh que a cultura das Gueixas esta em queda, e elas sao uma figura em declínio, e hoje em dia estão praticamente todas concentradas no pequeno bairro de Gion, no centro de Kyoto.

O resto da cidade toda deve ser visitado tendo em mente o templo X ou Y, tendo seus bairros e vizinhanças praticamente ignorados – mas não é o caso de Gion. Quem vai ate la quer conhecer o bairro, se perder por suas ruelas, e quem sabe, dar a sorte de ver uma Gueixa cara a cara!

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O bairro eh dividido em duas partes – a Gion moderna, com avenidas largas, caotica e movimentada. E dentro, escondida, a Gion milenar, com suas casas de cha, jardins e pagodas.

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O começo de Gion eh demarcado pelo imponente templo Maruyama e seu portão vermelho. Lá dentro se esconde um emaranhados de outros templos, pagodas, pavilhões e jardins, que sao um mundo a parte.

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Vale a pena gastar parte de seu dia por la (aliais, assistimos um por do sol lindo la de dentro!)

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Eh como se fosse um mundo a parte lá dentro, quando vemos a quantidade de casais, famílias e jovens Japoneses pelos templos, vivenciando o Budismo.

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Bem la pro fundo do templo esta o jardim XXX, outro otima area cheia de Sakuras em flor (mas ja pegamos um pouquinho do final das flores por la, que ja tinham passado de seu auge.

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Mas eh quando finalmente entramos na area antiga e tradicional de Gion que a cidade se transforma!

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Ok, ok que a massa de turistas lotando as ruas nao ajudam em nada a criar um “clima”, mas basta sair da rua principal, para char um pouco do que deve ter sido a Gion de outrora

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E principalmente quando vemos uma Gueixa – de verdade – pelas ruas, com seu passinho leve, cabelo elaborado e maquiagem tipica!

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O bairro eh uma otima opcao pra quem quiser ir a uma casa de chas e participar da cerimonia Japonesa de chas, ou entao comer os pratos tipicos da regiao (que de sushi nao tem nada… por la, os pratos sao todos carnivoros, sendo que o bife Kobe – outra cidade da regiao – considerado a melhor carne do mundo eh a atracao principal).

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Infelizmente nao fizemos nada disso, pois achamos que restaurantes pequenos, com mesas baixas + tatames e uma bebe engatinhante nao combinariam muito bem (cometemos esse erro na primeira noite em Kyoto, pra nunca mais), mas fica a dica pra quer estiver sem criancas (ou com criancas mais velhas).

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Eh bem facil – e rapido – explorar Gion, ja que o que sobrou de tradicional no bairro eh bem pequeno. Nos fomos um dia a noite, e vimos tudo, mas achamos que tinha faltado alguma coisa, entao voltamos um outro dia de manha; E ai nos demos conta de que era so aquilo la mesmo.

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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  1. André - 06/08/14 - 18h41

    A sua menção às gueixas me fez lembrar uma estória curiosa que aconteceu na minha casa, quando era pequeno. Há anos trabalhava para a família uma senhora muito ignorante, coitada, e que tinha uma mão muito pesada. A minha mãe tinha uma delicada escultura de gueixa, bem antiga, feita de um material frágil (acho que foi adquirida numa loja de antiguidades). Um dia essa senhora, ao limpar o bibelô, o quebrou e, resolveu avisar à minha mãe que a boneca “baiana” havia se quebrado! Todo mundo riu ao invés de ficar aborrecido!

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  2. Maria - 06/08/14 - 21h14

    Que câmera você usa? Adoro seus posts! Bj.

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  3. […] por falar em Gueixas… impossivel nao pensar imediatamente no filme “Memorias de uma Gueixa”, que […]

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  4. Isabela Bastos - 10/08/14 - 12h57

    Que lindo! Ver suas fotos nos faz ser “transportados” para o lugar. Parabéns

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