09 Sep 2016
25 comentários

Alimentação infantil – técnicas e filosofias de vida

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade

No outro dia a leitora Juliana me perguntou sobre a alimentação da Bella e pediu pra falar mais um pouco sobre isso.

Pra quem lê o blog a bastante tempo sabe que ela não é muito boa de boca – come pouco e simplesmente não é muito fan de comida em geral e ponto final.

Na verdade ela nunca foi comilona, mesmo bebezinha quando eu ainda amamentava, e todo o período de introdução alimentar e afins. Mas mais ou menos com 1 ano e meio, de um dia pro outro (depois de uma virose, na verdade) a coisa degringolou de vez e seu apetite desapareceu.

Tentei várias dicas/técnicas e conselhos, e aos poucos fui me dando conta que cada criança é de um jeito, as fases vão e vem, e enquanto ela estivesse saudável (Não fica doente nunca, é impressionante!), crescendo se desenvolvendo (e com energia pra dar e vender), eu não iria mais me estressar.

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Dri, me lembro uma vez que vc comentou que a Isabella não comia muito bem. Passo por isso em dose dupla em casa, e tento não me estressar, mas juro que morro de medo de ver meus filhos no futuro com péssimos hábitos alimentares. Vejo que vc costuma dar sorvete para sua filha em passeios, levou ela no vídeo para comprar bolachas. Como você deu as dicas da chupeta e da fralda e achei bem sensatas e sem extremismos, queria te perguntar sobre a alimentação, se você puder, tipo, qual o seu approach ? Que tipo de dicas você daria, e como vc procura fazer isso com a Bella ? Alguma dica sobre como melhorar a alimentação dos pequenos ? Meu marido quer sempre dar sorvete e biscoitos, mas sou eu que sempre corto o barato, e fico com receio de ser radical.
Obrigada. Juliana

 

Bem, então antes de começar o post, quero deixar o disclaimer de sempre: O que deu certo pra mim e funciona bem na nossa família, não quer dizer que vá funcionar na sua família ou com seus filhos – e muito menos quer dizer que se você fez diferente, significa que fez/faz errado. Criar filhos é uma coisa muito individual, e o “certo” é o que dá certo pra você!

 

Pois é, o “problema” da Bella é que ela é tão ruim de boca, que até porcaria ela não come! Hehehhe
Adora sorvete, mas raramente consegue comer um até o final… sempre pede biscoito ou bolo, aí lambe a cobertura e deixa o resto…

Mas sim, deixo ela comer “besteiras” numa boa, desde que sempre sejam longe dos horários das refeições, e depois de ter comido alguma comida de “verdade” e frutas.
Também tento não ser radical nem permito muito oba-oba, mas não sou hipócrita, e se vamos jantar pizza, não vou obriga-la a comer ensopadinho de brócolis, sabe?

Me considero uma pessoa “balanceada” na alimentação, e pra mim “balanço” também significa comer besteiras, beber refrigerante, comer doces… porém, de maneira balanceada, sabendo que não é a melhor opção, mas que também não vai me matar – e assim não entro em paranoias, nem faço dietas malucas, e me considero ter uma relação muito saudável com comida em geral etc

Mas claro, eu nunca tive barriga de tanquinho, e obviamente tenho celulites e todas essas cosias vistas como “vilã” e oposto da imagem que se prega para uma “vida saudável” hoje em dia – e sinceramente, saber apreciar um bom restaurante, uma taça de vinho ou uma fatia de bolo do aniversário de um amigo, me trás muito mais felicidade do que ter uma barriga sem dobras ou o “bumbum na nuca”!

Na minha vida seria inconcebível levar marmita de clara de ovo pra um evento social, só para ter uma barriga “seca”. É uma conta que não fecha…

E espero conseguir passar isso pra ela.
Em casa comemos saudável no dia a dia – não fazemos receitas “fit” nem “funcionais”, mas comemos “comida de verdade”, muitas saladas, legumes, verduras, e frutas, e jantamos juntos todos os dias (isso significa que hoje em dia eu e meu marido jantamos as 18:30 com ela, que não é nossa preferência, mas achamos que essa tradição de refeiçoes “em família” reforçariam um relacionamento saudável com a comida, em vez de ficar dando papinhas e comidas separadas e insossas pra ela num horário diferente do nosso).

Crianças aprendem na base do “faça o que faço e não apenas o que digo”, e se ela crescer vendo seus pais tendo uma relação saudável com a comida e refeições, acredito que ela também terá (assim como eu cresci assistindo meus pais terem bons hábitos à mesa, e acho que isso se reflete em mim).

Nossa única regra com a Bella é que ela sempre tem que provar o que colocamos na frente dela. Se ela não gostar, não precisa comer (mas geralmente come, ainda que pouco). E no momento que ela diz que não quer mais, que esta satisfeita, ok. Pode parar de comer. Sem forçar, sem negociar “mais 3 colheradas” nem nada disso.
Ela come tipo passarinho (muito pouco!), mas continua crescendo e se desenvolvendo sem o menor problema, então já esta claro que apesar de ser uma criança magrinha, ela esta consumindo o que seu corpo precisa… E meu maior medo é tentar força-la a comer “demais” e criar algum tipo de trauma, onde comida vire castigo, ou ainda pior, que comida vire “recompensa”.

Provando noodles com curry no Japão.

Provando noodles com curry no Japão. (com 1 ano e 3 meses)

Desde que começamos com a introdução alimentar dela, aos 6 ou 7 meses de idade, aplicamos a técnica do “Baby Led Weaning” (que acho que cheguei a mencionar por aqui algumas vezes…), que nada mais é do que servir ao bebê a mesma comida que o resto da família, e deixar ela ir explorando aos poucos, sozinha, com as mãos, fazendo sujeira e bagunça mesmo.

Mas também nunca fui radical, nem levei nenhuma “técnica” a ferro e fogo. Apesar do Baby Led Weaning, tinha dias que fazia papinha especial, tinha dias que servia papinha pronta de potinho… e assim íamos levando. Ela se acostumou com todos os tipos de sabores, texturas e temperos (de casa, de potinho pronto, legumes e frutas inteiros, pedaçudos ou triturados), e nunca teve nenhuma rejeição desse tipo (como por exemplo, a criança que só como BLW e aí quando precisa de um papinha – por ser mais prático ou numa viagem – não consegue se acostumar. Ou a criança que só come papinha peneirada e tem dificuldades em passar pras papinhas com pedaços e comidas inteiras).

Talvez isso tenha sido um “erro”… nunca vou saber… mas ela come o que a gente come, não temos (muito) problemas quando viajamos e nos deparamos com comidas “exóticas” (ou um simples tempero ou consistência diferente das papinhas de casa).

Então ela come comida “normal” e não apenas comida “de criança”.
E pra mim comida “saudável” é comida “normal” – é lasanha, é frango assado, é chili con carne, é peixe empanado, curry, é arroz com feijão.

Me assusto com essa onda “fitness” onde as pessoas olham para um prato de spaghetti bolognese e proclamam não ser “saudável”! Como assim? Só porque tem “carbo”? Ou seria lactose? Ou Glutem?

Papinha de legumes na Bósnia (com 9 meses)

Papinha de legumes na Bósnia (com 9 meses)

Quero que ela possa crescer sabendo saborear e apreciar um sorvete durante um passeio sem ficar achando que “não é saudável”, ou que vai ficar “gorda” porque não é uma comida “fit”. Sabendo que uma vez por semana (no caso do biscoito da padaria depois da escola na quarta feira que apareceu no vlog) ela pode comprar um biscoito pra sobremesa, e não ter a necessidade (psicológica) de ter que devorar a caixa inteira de biscoito. Ou achando que tem que “pagar os pecados” na academia porque “jacou” no meio da semana.

Pra mim, isso sim é que não é ser saudável, e não necessariamente (apenas) o alimento em si!

É a filosofia que aplico na minha vida (e tem dado certo!), e espero poder passar para meus filhos. Afinal, um corpo saudável não é necessariamente um corpo “sarado” ou “fit” – Saúde é um conjunto de fatores, e o psicológico e como nos relacionamos com a comida revela muito mais sobre nossa saúde do que o percentual de gordura do seu corpo.

Mas por outro lado nós nunca temos “guloseimas” em casa, então ela já sabe que não faz parte do dia a dia, e nem sequer pede. Não tem 1 pacote de biscoito na dispensa, nem sorvete no freezer, nem chocolates, nem nada disso. Sobremesa e lanches são sinônimo de frutas e nada mais.

Sempre foi assim na casa dos meus pais. Lembro que achava o máximo quando ia na casa das amigas e tinha Coca-Cola na geladeira! Lá em casa no máximo tinha Mate em dia de festa! Hahahha

Provando Strogonoff na Russia (com 2 anos e 2 meses)

Provando Strogonoff na Russia (com 2 anos e 2 meses)

Porque claro, bons hábitos se formam em casa, e não dá pra negar que açúcar, gorduras e industrializados em geral podem causar vícios e dependências, etc. Então se não fizer parte do dia a dia, melhor. Mas de jeito nenhum significa que são “proibidos”. Se um dia ela disser que quer um sorvete depois do jantar, nós compramos sem problemas!

Então sempre que possível ela come alguma combinação de proteína + carboidrato + legumes/vegetais (prefere os crus), sempre come alguma fruta de sobremesa (em relação a frutas ela topa tudo, nunca recusou nenhuma, o que é um alívio! Foi a salvação em muitas refeições!).

E também sempre faço adaptações mais naturebas ou saudáveis, como por exemplo cereais, massa, arroz e pães integrais (nem compro nada refinado), sucos sem açúcar (desde que não tenham adoçantes artificiais), muitas e muitas frutas, e pequenos gestos do tipo, que acho que fazem diferença ao longo prazo.

A escolinha dela também colabora e reforça essa filosofia, o que foi um dos motivos pelos quais a escolhemos – eles também aplicavam BLW (Baby Led Weaning) na medida do possível, servem de um tudo para as crianças (que almoçam por lá, e tem um cardápio que varia de “Mac and Cheese”, a cordeiro ao curry, frango creóle, sopa de cebola francesa, salada de feijões mexicana, etc, etc. Super eclético e variado, sem frescura).

Muitas vezes fazem passeios ao mercado local onde as crianças compram as frutas e legumes da refeição do dia, e mantêm uma hortinha no playground.

Comendo sanduíche de salsichão na Alemanha (com 1 ano e 11 meses)

Comendo sanduíche de salsichão na Alemanha (com 1 ano e 11 meses)

Mas obviamente, eu apelo muitas vezes! Nuggets, pizza, baked beans (aquele feijão Inglês enlatado), salsicha, mac and cheese de caixinha, misto quente… Porque não sou de ferro e as vezes estou sem tempo, paciência e saco pra fazer nada mais elaborado que isso!

Fish and Chips no pub!

Fish and Chips no pub!

E a comida preferida dela no mundo é fish’n’chips! Então também sempre temos fish fingers no freezer (aquelas nuggets de peixe branco, que faço no forno), ervilhas congeladas e cenoura cortadinha. E se vamos no pub no fim de semana, ela pode comer o fish’n’chips tradicional sem problemas: com direito a empanado frito e batata frita!

Jantando semana passada (com 3 anos e 7 meses)

Jantando semana passada (com 3 anos e 7 meses)

Então eu aprendi desde cedo a respeitar os limites dela (bem cedo mesmo, desde a época de amamentação!) e não me ligar demais nas regras em relação a quantidades por idade etc. Cada criança é uma pessoinha diferente, não dá pra ditar que todos os bebes de 6 meses querem/precisam beber X mls de leite a cada Y horas! Penei pra aceitar e entender isso, afinal, não é o que os livros, sites e pediatras dizem! Mas hoje em dia levo super numa boa.

Ela sempre mamou menos que a média recomendada (tanto no peito quanto os complementos), sempre comeu menos quantidades de sólidos que outros bebês, mas sempre comeu de tudo. Nunca se interessou por lanches, e como ela come pouco nas refeições eu também nunca insisti (até hoje ela só faz 3 refeições diárias, sem lanchinhos pela manhã ou a tarde). Se ela não quis comer, e não estava com fome no almoço, por exemplo, pelo menos também não tem dessa de ficar beliscando biscoitos a tarde e afins (até porque nunca temos em casa). Só vi comer de novo na hora do jantar, e (se tudo der certo!), comer bem melhor com um apetite (um pouco) maior.

Mas de uns meses pra cá isso vem mudando um pouco. Não me perguntem o que fiz pra resolver a greve de fome dela, porque não sei mesmo!! Hahahaha

Mas sei que é normal, e foi uma fase que foi e voltou. Então hoje em dia, aos 3 anos e meio, o corpo e metabolismo dela provavelmente precisam de mais quantidade, mais energia e mais calorias do que precisava antes. Vai saber…

Então ela tem se aventurado mais nos pratos diferentes e tem comido mais quantidade também. Então estou achando ótimo, e isso até tem nos incentivado a cozinhar mais, e nos aventurar em receitas mais exóticas e variadas no dia a dia, e por enquanto tem dado certo!

Mas se ela provar o Green Thai Curry e não gostar, ok também. Rapidinho faço um misto quente e assunto resolvido. Daqui a umas semanas faço de novo, e ela vai provar de novo… e por aí a diante.

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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25 comentários
  1. Ercilia Ribeiro - 09/09/16 - 20h20

    Essa sua lucidez é TU-DO!!! Crianças passam por fases e a gente não precisa de nenhuma neurose pra coleção!!! Meu filho também, come o que tiver se quiser, se não quiser só na próxima refeição…
    Desejo o melhor parto pra vc e o baby boy, e o melhor parto é aquele que a mãe e o bb saem bem! E mais muuuuita felicidade pra essa familia que a gente já ama!

    Responder
  2. Grazielle Bisol - 09/09/16 - 20h32

    Dri! Primeira vez que comento por aqui..
    Amei o post!!
    Está ficando muito cansativo de fazer tudo ‘certinho’ com os filhos. Não pode ver TV, não pode usar o tablet , não pode comer batata frita .
    Desapeguei da comida com a minha filha ( 3 anos completos).. Ela come bem e adora batata frita! Mas faço como vc, primeiro vem a comida normal , depois de quiser pode comer a bolacha , sorvete .. Não dá pra trocar um pelo outro. Bom senso sempre!
    Assim conseguir levar uma vida mais leve , sem cobranças .
    Beijao

    Responder
  3. Clarissa - 09/09/16 - 20h34

    Estou adorando esta sua fase mais ativa no blog novamente :)

    Super concordo que tudo na vida é equilíbrio, este sempre é meu maior desafio. (será que estou exagerando no controle? será que estou deixando muito livre?)
    Enfim vamos levando.

    Beijo :)

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  4. mariana - 09/09/16 - 21h16

    Também não curto extremismos, sempre deixei minha filha experimentar TODOS OS TIPOS DE COMIDA. Sempre achei estranho esse conceito de comida de bebê, comida de criança. Tipo comida japonesa é comida de criança no Japão, uai, porque aqui não poderia ser?

    E, sinceramente, neurose alimentar é algo muito complexo e teve uma situação em particular que me fez ter uma nota mental para ser diferente com meus filhos quando os tivesse. Fui em uma festa de 1 ano em que serviam todos os tipos de tranqueiras fritas, aí a mãe do aniversariante deu um CHILIQUE porque um dos convidados deu UMA batata-frita para o bebê. Eu fiquei passada, porque foi um climão super desagradável, a dona da festa contratou o buffet com fritura, mas o filho “não come besteiras”. A festa teoricamente era para o menino e o menino não comia nada e no fim tudo acabou por conta do drama em torno da batata-frita que provavelmente foi mais chupada, esmagada, apertada e jogada longe do que comida e digerida. Hoje, sendo mãe, sei que no início as crianças fazem mais experimentos sensoriais com a comida do que propriamente comem, então não! O colesterol daquele bebê não foi as alturas e ficou com todas as veias do corpo entupidas.

    Eu às vezes tenho a impressão que a Internet e o excesso de informação estão tirando a razoabilidade e o freio das pessoas. Falta um pouco de auto-crítica e há muita neurose. Eu faço um execício que é: reflita sobre você na mesma situação: você era feliz comendo um bolo de aniversário cheio de calda de chocolate e granulado? Você comia todos os dias? Você se tornou um doente terminal por isso? De alguma forma este alimento/situação te prejudicou ou alguém da sua família de maneira irreversível? Se as respostas forem não é porque é extremismo. E assim toco tudo na minha vida, tento ter um balanço entre a saúde da mente e a saúde do corpo.

    Em tempo, minha filha é como a Bella come de tudo e experimenta de tudo, mas não bate pratão e é magrinha. Diz a nutricionista dela que criança que tem oferta de comida “sabe comer”, não come por gula, nem por ansiedade, nem medo, não tem medo de experimentar, etc. Ela sempre me diz uma coisa “o que, quando e como os pais decidem. a quantidade quem determina é a criança” e “tranqueira é da porta para fora, nunca tenha em casa”. Eu acho sensato e adoto pra vida.

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  5. Tatiana - 09/09/16 - 21h33

    Vocês faz justamente o que os estudos recomendam para uma alimentação saudável. Comer reunida com a família pelo menos uma vez aí dia, respeitar o tempo da crianca, experimentar de tudo e não viver o “terrorismo nutricional” de que alguns alimentos são ruins.

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  6. camilla - 09/09/16 - 21h56

    Pra quem quiser umas idéais de comida de verdade pra crianças tem o Instagram da Pat Feldman, uma culinarista famosa de SP. Ela tem dois filhos pequenos e semrpe posta o que eles comem e se gostam ou não. Em geral é arroz integral, caldos e outras comidas adultas mas com cara de criança.

    Responder
  7. Juliana - 09/09/16 - 22h08

    que legal, adorei!
    eu sou a Juliana, que fez a pergunta que virou post! ´´E…. é assim também que penso, mesmo! agora o jeito é entrar em um acordo com o marido..hahhaha… ele é quem “puxa” demais para os doces aqui em casa (e sim, compra porcarias no supermercado).
    obrigadissima, Dri !!

    Responder
  8. Shirlei - 09/09/16 - 22h12

    Pensa numa mãe q nunca deu um salgadinho de festa p filha (hj c 7 anos), que nunca ofereceu um suco em caixinha , nem brigadeiro no próprio niver da criança? Esta mãe sou Eu! Até 3 anos comia tudo qse sem sal e sem açúcar. (Zero açúcar mesmo! Bolos de chocolate amargo, ó coitada!) Agora pergunta no que deu isso tudo? Uma criança q nunca tomou antibiótico , saudável e magra, e que tb nao desenvolveu paladar p porra nenhuma! Minha filha só come arroz, feijão e carne moída . Juro pra vc! Até no café da manha!!!! Ela foi crescendo e do leite materno pulou p sopinhas e das sopinhas p comidas saudáveis (nessa época iam todos legumes e saladas, uma beleza. Prato nota 10 do pediatra) … Deixávamos de sair em certos horários p respeitar o momento da refeição “do bem” dela, feita em casa. 😩😳🙄Depois cresceu,, pegou birra das saladas e verduras (fruta restringiu a maça, pera e banana) e hj nao come nada além disso! . Nao toma sorvete! Nao come chocolate! Nao bebe refri, mas tb nao toma suco natural (só toma agua), não come um lanche, um peixinho, uma macarronada! Imagina o que passo c essa criança em viagens?! Imagina o saco q é ir em qq festinha infantil? E ir jantar fora? Pois então, eu vivo isso. Um calvário q eu mesma levantei. Um saco! Parabéns p vcs q foram mais equilibrados e hj Bela come de tudo. Estou grávida da segunda e faremos como vcs. Vai comer desde cedo o que tem na mesa, pouco importando se tem gordura ou não , e se ela eh um bb de 1 ano ou uma menina de 5. Vai comer comida de gente. Rsrs
    Beijos, shi.

    Responder
  9. Angela Machado - 09/09/16 - 23h03

    Noossaa, que texto otimo! Me vi em varias situacoes, meu filho e Autista e e bem seletivo, sempre foi. Ele tambem mamava pouco, quando comecamos com os solidos comecou o estresse (meu), eu vinha de uma experiencia de sobrinhos que comiam super bem, entao eu achava que meu filho tb tinha que comer muito bem! Muitas vezes eu me estressava tanto, ficava irritada e perdia a paciencia, levei um tempo para cair na real que meu filho nao comia como outras criancas, e so fui me conformando quando li um trecho de um livro de um pediatra espanhol (Carlos Gonzales – Mi nino no me come), onde ele diz que em casa que tem comida crianca nao passa fome, se a crianca quer comer so ervilhas no jantar, que coma so ervilhas, se no outro dia ela so quiser comer uma cenoura, tb esta tudo bem, e quando chegar o final de semana ele tera ingerido todos os nutrientes que ela necessita! Isso me deixou bem aliviada, e desencanei com a comida, apesar de morar nos EUA (reino dos fast foods) aqui em casa tem comida de verdade(arroz, feijao, carne, saladas, legumes) todos os dias, entao essa sempre sera a primeira opcao, refrigerantes nao entra, eu e meu marido nao tomamos ha anos, nao nos faz falta. Mas se um dia ele nao quiser comer o que estamos comendo e pedir uma batata frita e milk shake, sem problemas tb, pq isso nao e rotina, e so de vez em quando. Confesso que fico bem feliz quando ele pede batata fritas, pq entre nao comer nada (mas nada mesmo, tem dia me pergunto se ele vive de luz) e comer a batata, prefiro que coma a batata. Ele nao e gordinho, mas esta com o peso na media, esta crescendo de acordo com o esperado e quase nunca fica doente! entao, para que me estressar?!

    Responder
  10. Mayra - 09/09/16 - 23h45

    Como eu gosto dos seus posts!

    Responder
  11. Leticia - 10/09/16 - 00h32

    não acreditoo que o prato preferido dela é fish n chips! que inglesinha lindaa hahaha

    Responder
  12. Camila Santos - 10/09/16 - 03h52

    Minha filha sempre foi assim de comer pouco. nossos familiares ficavam dizendo que tinha que obrigar a comer ou que tinha que dar miojo Pq ela tinha que comer não importa o que. Eu não fazia nada disso mas confesso que ficava preocupada. Até que fiz exames de sangue e tudo estava perfeitamente bem. Hoje está com 15 anos e continua a comer como passarinho, trocar jantar por um copo de suco ou dorme sem comer mesmo. E a saúde dela é ótima!

    Responder
  13. Ana Julia Donadon - 10/09/16 - 04h59

    Comer é uma das melhores coisas da vida, senão a melhor!
    Na minha opinião, uma vida sem nunca comer aquilo que temos vontade, não é vida… Afinal tem coisa melhor do que comer com gosto, saborear a comida e ser feliz com isso?
    Sua filosofia é simples e ao mesmo tempo faz todo sentido.. principalmente sobre cada pessoa ser de um jeito e termos que respeitar o ritmo e a vontade do corpo.
    Meu filho mais velho come como “pedreiro”, ja meu menor é basicamente igual a sua filha, come pouquissimo, sempre foi assim, desde pequenininho e agora ja vai fazer 13 anos, nada mudou, quando perguntado ele diz que não gosta muito de comer (algo inaceitavel pra mim mas ok hahaha), no entanto, é obvio que ele não passa fome, come o que tem vontade e quando está satisfeito, pára.
    A verdade é que o mundo está chatissimo, beirando o insuportavel.
    Cheguei a conclusão de que tudo faz mal, açucar faz mal, gordura faz mal, carboidrato faz mal, refrigerante faz mal, ai vc vai ver as pesquisas disponiveis, uma diz que tem a gordura mata, a outra sugere low carb.. oleo de milho é ruim, depois de soja é ruim, mas é transgenico? canola é um produto inventado.. talvez girassol sirva.. azeite de oliva é bom, mas tem que ter certeza que é virgem e ter ph tal.. farinha de trigo não pode, mas pelo amor de Deus.. se eu não puder comer um pão ou um prato de macarrão, pra que habitar esse planeta!
    Meus avós viveram pra lá dos 80 anos e tenho certeza que nenhuma dessas filosofias malucas do grão integral e das receitas fit se aplicou a dieta deles… equilibrio é a chave, pra tudo na vida, por que haveria de ser diferente com a comida né.

    Responder
    • Fernanda - 10/09/16 - 09h38

      Bem isso, tudo faz mal! Antes você poderia beber uma taça de vinho tinto por dia, agora mudou…mesmo em pequenas quantidades o vinho pode ser vilão. Sempre se condenou a manteiga mas li também que é melhor manteiga ao invés de margarina de origem vegetal que são ultra processadas…e assim vai.

      Responder
  14. Yasmin - 10/09/16 - 14h26

    Adoro como você é sensata! Deixa a titia everywhere quase-médica compartilhar uma informação: crianças nessa faixa etária tem o metabolismo basal baixíssimo! Enquanto um adulto precisaria de algo entre 1.500-2.000 kcal/dia, crianças nessa idade precisam de em média 900kcal/dia! Ou seja: o organismo é lento mesmo, precisa de menos energia e vão comer pouco, mesmo! Dia sim, dia também aparece no ambulatório de pediatria mamães preocupadas que o filho não come e a orientação é sempre a mesma: enquanto ele for saudável, estiver crescendo e ganhando peso, e com comida sendo oferecida à mesa de forma regular, fome não está passando… e vida que segue! Bjs!

    Responder
  15. Sonia Pompermaier - 11/09/16 - 02h01

    que maravilhosa postura! Integra e coerente! Fui criada com uma regra: tem que experimentar de tres maneiras – cru, cozido e assado, por exemplo e se nao gostar mesmo – bom ai nao come mais!! nem oferecido era! Criei meus filhos assim e eles comem quase tudo!Hoje adultos comem muita besteira yambem, mas a escolha é deles!! Parabéns aos dois! Esta familia é linda demais!!

    Responder
  16. Carolina - 11/09/16 - 02h11

    Oi Dri, amei o post. Sou nutricionista e também adoto essa postura tranquila com a alimentação dos meus filhos. Acredito que isso é da criança mesmo. Super coerente, tranquilo, relacionamento saudável com a alimentação.
    Queria saber como vc faz em viagens diferentes? Ela prova, ela curte comidas e temperos novos?
    E quanto a higiene de alimentos fora de casa especialmente se já foram para países muito diferentes culturalmente, já teve algum perrengue?
    bjs

    Responder
    • Adriana Miller - 11/09/16 - 06h17

      Sim, quando viajamos ela prova de tudo, e como em casa, come o que gostar.
      Londres é uma cidade muuuuuito internacional, e aqui se come de tudo. O menu do almoço na escolinha dela é sensacional, e ela acaba comendo muita variedade de pratos “internacionais” e “exóticos” por lá, pois eles tentam homenagear todas as culturas presentes. Então ela raramente estranha algum tempero.
      Desde que começamos a viajar com ela já “comendo”, damos preferência a ficar em hotéis maiores e redes internacionais, assim sempre conseguimos garantir que pelo menos no hotel teremos opções ocidentais (café da manhã, sopas, sanduíches, macarrão, pizza, essas coisas) caso ela não se de muito bem na rua.
      E quanto a higiene, nunca tivemos problemas. Pra falar a verdade não sou nada fresca nem a louca dos micróbios (raramente fico passando álcool em gel e esse tipo de coisas), e se acho que algum lugar não é confiável/limpo/comida fresca nem eu comeria, e muito menos com ela.
      No caso de lugares mais “exóticos”, com muitas freirinhas de rua ou comida muito diferente (como foi em Marrocos, Coreia do Sul, Myanmar, etc) acabamos dando preferência para restaurantes melhores ou mais internacionais, em vez de comer em freirinhas ou mercados de rua, por exemplo (coisa que faríamos se estivesse viajando sem ela).

      Responder
  17. ana c - 11/09/16 - 14h52

    oi dri!
    nao tenho filhos mas compartilho de seu ponto de vista 100% e, qdo tiver, quero fazer assim tb.. nao em relacao a comida só, mas em relacao a outros pontos de vista q vc ja deu, como bilinguismo e educacao em geral. Eu detesto radicalismos, ate pq acho q quem os prega é só pra boca pra fora, só aos olhos “dos outros”mesmo. Bom é semos verdadeiros conosco e com nossos queridos mesmo. Parabens e tudo de bom na chegada do novo baby! Bjs

    Responder
  18. Raquel - 12/09/16 - 00h52

    Gosto muito dos seus relatos sinceros. No mundo virtual e em algumas familia que conheco as criancas comem bem e nunca comem “errado” comem com a melhor boca do mundo o hamburguer de grao de bico como se fosse a melhor iguaria do mundo.. e aqui em casa e uma peleja desde sempre a alimentacao. Em bom portugues brasileiro “tamo junta” !

    Responder
  19. Fernanda - 13/09/16 - 16h44

    Nossa, muito legal a forma como lidas com comida e com tua filha.
    Ainda não tenho filhos, pretendo ter em breve, e o que leio às vezes me parece tão distante da realidade, tão forçado, “tem que isso”, “tem que aquilo”, “não pode isso”, “não pode aquilo”. Muito feliz em ler o teu relato.
    Acho muito importante também passar para os filhos uma relação saudável com a comida, e acredito que é exatamente o que fazes com a Bella, muito positivo ela ter essa noção de equilíbrio, não ser forçada a nada, nem encarar comida como recompensa ou como castigo.
    Muitas alegrias para vocês e que o novo baby everywhere tenha muita saúde! Beijos!

    Responder
  20. Ana - 14/09/16 - 14h00

    Dri sua sensatez me conquistou! Estou gravida de 3 meses e procurava pessoas na mesma situação que eu rsrsrs
    Os seus posts são bem reais, as dicas são acessíveis e embora seu estilo de vida seja beeeem diferente do meu – afinal eu não viajo nem a metade que você – ainda consigo me inspirar.
    Parabéns por ser tao desencanada – existe mae assim? – com a alimentação da sua filha, penso em fazer assim com meu bebe também, eu e o pai temos uma alimentação bem equilibrada, não somos xiitas e pra falar a verdade gostamos de uma junk food de vez em quando, porem so comemos ate a saciedade, nunca empurramos comida pra dentro, resultado? provamos de tudo e não nos obrigamos a comer o que não gostamos, comida é alimento, não lazer ou obrigatoriedade.
    Parabéns pelo blog! Abraços aqui do sul do Brasil

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  21. […] bem recentemente, quando a Bella parou de dormir a tarde. Nos ajudou a superar jet lag em viagens, organizar a alimentação dela, planejar passeios em viagens e […]

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  22. Marilia - 20/01/17 - 19h34

    Olha! Escrevi para vc ha uns 2 meses atras, perguntando sobre a alimentacao da Isabella e achei esse post hj! Te incomodei e ja tinha um post aqui sobre o assunto. Sorry! Bjs

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  23. […] Ha uns meses atrás eu fiz um post sobre alimentação infantil e como foi a introdução alimentar …, respondendo algumas das principais dúvidas que sempre recebo sobre o assunto. […]

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