18 May 2015
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Cruzeiros com Crianças – Anthem of the Seas

Baby Everywhere, Cruzeiro, Cruzeiros, Estilos de Viagem, Viajando com crianças

A experiencia no Anthem of the Seas foi um pouco um dilema… como viajei a trabalho pelo blog, o Aaron e a Isabella não foram comigo, mas ainda assim oi impossível desvincular o quanto eles teriam se divertido também se estivessem la comigo!

Um dos motivos que eu acho que gostei tanto da experiencia no meu primeiro cruzeiro, foi justamente por ter achado uma viagem tão fácil de se fazer com bebe pequeno. Tudo é tão confortável, tão cômodo, sem perrengues.

Então aproveitei a vantagem de estar no Anthem of the Seas como “imprensa” pra poder entender bem como funciona o esquema de cruzeiros com crianças e viagens em famílias e com crianças pequenas a bordo dos navios da Royal Caribbean, pois entre as marcas e bandeiras de cruzeiros, eles são os que mais investem nesse aspecto de ser bem “familiar” e acomodar todas as idades.

Eu já escrevi um post bem compreensivo sobre minha experiencia de cruzeiro com a Isabella a bordo, mostrando um pouco sobre algumas das duvidas que eu tinha antes de embarcar pela primeira vez. Mas ainda assim sempre ficam duvidas e cada mãe/bebe/família tem situações diferentes que por sua vez tem duvidas diferentes.

Então passei algumas horas com o gerente do “Adventure Club” do Navio, e ele foi me explicando um pouco mais sobre as diferenças e vantagens de viajar de Royal Caribbean com crianças.

E realmente o Adventure Club é o máximo, e o tempo todo eu só pensava em “nossa, a Bella ia amar isso”, “Olha que legal! Pena que a Isabella não esta aqui também!”. Principalmente em certas comodidades que os navios da Royal oferecem que nós não tivemos em nossa primeira experiencia.

Porque sim, foi super divertido e fácil fazer um cruzeiro com a Isabella (na época com 6 meses), mas tivemos algumas limitações, justamente por ela ser tão bebezinha ainda. Demos sorte de termos viajado com minha sogra então ela foi uma super ajuda pra gente poder curtir o lado “adulto” do navio, mas acabei de descobrindo que na Royal isso não seria necessário!

 

– Kids club e berçário

Pra começar que os navios da Royal Caribbean oferecem entretenimento para todos os passageiros a bordo. Todos mesmo, a partir de 6 meses de idade (que é a idade mínima para crianças viajarem de navio)!

O cruzeiro que fizemos pelo Caribe (da Carnival) também tinha um clubinho para crianças, mas era pago a parte e só permitia crianças a partir de 3 anos, então não pudemos usufruir.

A Royal Caribbean oferece, em todos os seus navios, o programa “Royal Babies”, com berçário para bebes entre 6 e 18 meses.

Nesse berçário cada bebe é cuidado com atenção 1 a 1, sempre com a mesma pessoa responsável, para que ao longo da viagem o bebe se acostume com o ambiente e a pessoa que vai cuidar dele(a).

Eles cuidam de tudo: alimentação, esterelizacao, fraldas, sonecas, atividades. E eles tem até instalações especiais para armazenar leite materno, caso a criança esteja sendo amamentada pela mãe e a mãe quiser deixar leite materno. Ou então, melhor ainda, nos horários das mamadas a mãe pode ir ate o berçário e usar a salinha de amamentação para alimentar seu bebe, e depois voltar para suas atividades no navio!

Se a criança já come sólidos, eles preparam tudo la mesmo, trituram ou amassam os alimentos (fica a cargo dos pais decidirem a textura que eles preferem que a criança seja alimentada) que são preparados todos os dias pelos chefs dos restaurantes do navio.

E apesar de que o berçário e o kids club fica aberto  dia todo ate de noite (mas eles cobram uma taxa extra depois das 10 da noite), eles também oferecem esse serviço de berçário noturno, ou então babysitters individuais, que podem ficar no seu quarto (que seria minha preferencia, pois assim a Bella poderia ter a rotina da noite bem certinho, dormir na sua cama normalmente enquanto uma baba fica com ela na cabine). Cada babysitter pode cuidar de ate 3 crianças no mesmo quarto, então vale a pena pra quem tem vários filhos ou crianças viajando juntas também!

(isso foi uma cosia que senti muita falta em nosso cruzeiro, e acabamos dependendo demais de minha sogra pra ficar com a Isabella no quarto a noite).

Outra facilidade sensacional que eles oferecem eh o “Babies 2 Go”, que é um serviço que você pode comprar e reservar (com antecedência) com tudo que seu bebe pode precisar a bordo, pra poupar o trabalho (e peso!) de ter que levar itens como fraldas, lencinhos, leite artificial, papinhas orgânicas, pomadas etc.

Gente, eu levei TANTA tralha pro nosso cruzeiro, justamente pois sabia que nas lojas do navio não vendem fraldas, leite etc. e não queria perder tempo nas paradas em cada ilha e perder tempo catando supermercado, farmácia e afins. Imagina não ter essa trabalheira toda?! Chegar na sua cabine e o kit do seu bebe já estar te esperando?!

Já para crianças maiorzinhas, entre 1 ano e meio e 3 anos, o kids club fica num área separada dos bebes, com atividades e brinquedos específicos para a afixa etária.

Mas assim como no bercario, enquanto seu filho estiver por la, eles cuidam de tudo: alimentação, sonecas, fralda, e o que mais for preciso – inclusive tem uma equipe dedicada para crianças com necessidades especiais e deficiências, pra incluir todo mundo mesmo!

Cruzeiros com Crianças

A partir dos 3 anos, as crianças são agrupadas em turminhas de atividades e ai eh que fica divertido mesmo! Alem das brinquedos e atividades de “playground” normais, eles também organizam aulas de dança, de musica, aulas de culinária, de pintura, excursões pelo navio, esportes e festas temáticas!

E as atividades continuam ate os programas de adolescentes, com jogos, vídeo games, sessões de karaoke e cinema, festa matine e mais um monte de coisas!

 

Atividades e comunicação:

Como estamos na fase da Isabella começar a falar, mas ainda ter muitas dificuldades de se comunicar perfeitamente nas duas línguas (Português e Inglês), eu queria saber como funciona essa questão da linguagem e comunicação no kids club do navio.

Eu por exemplo fui uma criança super tímida e fiquei só imaginando que eu NUNCA ia querer passar o dia sozinha num kids club onde ninguém falasse minha língua!

Então um dos coordenadores me explicou todas as “técnicas” usadas para comunicação por meios lúdicos, alem da linguagem, e que – na medida do possível – eles sempre tentam ter varias opções de línguas disponíveis trabalhando no navio e no kids club.

Então para as línguas mais comuns (incluindo Português) geralmente eles sempre tem algum coordenador ou cuidador que consegue se comunicar com a criança e explicar as atividades, alem de que eles são super bem treinados e geralmente falam varias línguas, e sabem o básico de mais umas tantas! (O gerente do Kids CLub do Anthem é Canadense e ate me deu uns exemplos de palavras-chave que ele sabe falar em Português, caso tivesse que se comunicar com minha filha, por exemplo! Bem interessante! E tranquilizante!).

 

– Segurança:

Quando eu postei sobre meu primeiro cruzeiro, recebi muitas perguntas sobre segurança das crianças, enjoo e afins, e realmente esse era meu maior medo.

A Bella ficou numa boa o cruzeiro todo, e o único dia que eu tive um mini-pânico foi justamente por entrar numa paranoia de “e se acontecer alguma cosia e eu estou aqui em cima e ela esta la em baixo?!”, sabe? (ela estava dormindo tranquilamente no quarto com minha sogra, mas sei la né? Quem explica essas paranoias de mãe?!)

Bem, como em todos os navios, crianças e bebes tem um procedimento de segurança especial, e realmente eles não brincam com isso!

Bebes e crianças recebem colete salva vidas especiais, famílias tem prioridade de evacuação, e todas as crianças são identificadas por pulseirinhas coloridas o tempo todo – então mesmo se você perder alguma criança de vista, ela(e) sera facilmente identificado por algum funcionário, que o(a) trara de volta.

No Anthem of the Seas, com todo aparato tecnológico disponível, as crianças são “linkadas” a seus pais através das WOW bands (ou a pulseirinha equivalente de bebes). Então em caso de emergência, os funcionários poderão identificar seus filhos (caso eles estejam em alguma atividade sem você, por exemplo) e traze-los ate você, seja la onde você estiver.

E caso você prefira, no caso de crianças menores de 3 anos, ou que não possam de comunicar efetivamente (por exemplo, por causa da língua), os pais tem a opção de levar um pager, e caso haja alguma emergência ou problema, o kids club consegue se comunicar com os pais imediatamente (mesmo se você estiver numa atividade fora do navio).

Achei isso simplesmente o máximo! Por que foi uma das primeiras cosias que perguntei! Afinal, num navio TAO grande, e se acontecer alguma coisa?

Outra coisa que reparei dessa vez foi que como eu fiquei num quarto com varanda (da outra vez era apenas uma janela), todas as portas tem fecho de segurança (bem alto!) para evitar que crianças consigam abrir a porta da varanda sozinha!

Eu sei que sempre que eu menciono o fato de preferir quartos com varanda quando viajo com a Isabella, sempre aparece alguém que morre de medo do filho cair da vranda (?!), então fique tranquilo que em cruzeiro isso não aocntece!

 

– Alimentação:

Durante os períodos que a criança estiver no kids club, eles cuidam de toda alimentação, sem problemas nem custos adicionais; E como comentei acima, para bebes e crianças mais novas você pode encomendar os serviços de fralda, papinhas, leite e afins, e assim evitar ter que levar tudo de casa.

Mas e nos outros horários?

Essa foi uma pergunta que me fizeram bastante aqui no blog depois de nosso cruzeiro com a Isabella.

Bem, na época ela tinha acabado de fazer 6 meses, então ainda não estava 100% nos sólidos. Eu levei uma tonelada e meia de papinhas e leite, e durante nossas refeições dava alguma sopa de legumes (o caldo, por exemplo), ou pedia pratos como purê de espinafre, purê de batata e tals que fosse fácil de dar pra ela, alem de fazer papinhas de frutas todos os dias.

Mas via muitas famílias com crianças um pouco maiorzinhas alimentando seus bebes sem problema algum, e realmente seria difícil não achar alguma cosia que agradasse ate a criança mais chata pra comer (vulgo: Isabella hoje em dia!).

Mas como eu sei que a maior dúvida geralmente é em relação à crianças naquela idade nem-lá-nem-cá, quando já comem sólidos, mas ainda tem muitas restrições alimentares, não mastigam direito e tal – então fui investigar: e sim, nos restaurantes principais do navio (no buffet Windjammer e nos restaurantes onde servem os jantares incluídos no cruzeiro), eles não só possuem menus especiais para crianças, como eles também podem acomodar qualquer tipo de restrição alimentar, como por exemplo, legumes no vapor sem sal, que depois podem ser triturados numa papinha, ou até mesmo alergias alimentares.

Claro que não vai ser aquela coisa recém colhida por fadas mágicas e regadas a lágrimas de unicórnios e determinadas por você – eles só podem oferecer o que tiverem a disposição no cardápio do dia, então querendo ou não, e por mais acolhedores que os funcionários sejam, você esta viajando, numa pais diferente e seu filho irá comer coisas diferentes das que vocês comem em casa. Algumas opções serão melhores, outras piores – e todos vão sobreviver. #SeLiberteDoFeijãoTodoDia

 

– Atividades fora do Kids Club:

Claro que ter um kids club pra despachar as crianças e ter umas horinhas de paz é uma mão na roda, mas até mesmo o coordenador do kids club admitiu que muitos pais abusam do serviço e praticamente nem veem os filhos a viagem toda – então o serviço é limitado (em numero de horas) por família.

Mas as atividades infantis não se limitam ao kids club não, muito pelo contrário! As cosias mais divertidas estão justamente do lado de fora!

A primeira coisa que eu notei foram as piscinas: não só o Anthem of the Seas tem uma piscina separada para crianças (com chafariz, ondinhas, escorregas, e super rasinha e com chão acolchoado e anti derrapante), como também tem uma piscininha para bebês e crianças com fraldas.

Isso na verdade foi minha principal frustração no cruzeiro que fizemos no Caribe: não poder levar a Bella na piscina, pois eles não permitiam crianças com fraldas (que eu entendo totalmente, por uma questão de higiene – mas eles não ofereciam uma alternativa, o que foi bem frustante naquele calorão!). E na época chegaram a me falar que geralmente apenas os cruzeiros da Disney permitiam crianças de fraldas – mas a Royal Caribbean, apesar de não permitir fraldas na piscina “normal”, oferecem uma piscina exclusiva para crianças pequenas e com fralda!

E como comentei no meu outro post sobre cruzeiros com crianças, realmente quanto mais velhos eles forem, mais eles vão aproveitar DEMAIS um cruzeiro!

Mas mesmo para crianças novinhas, as opções são incríveis! Até o pulo de paraquedas indoor pode ser feito por crianças a partir de 3 anos!! Nem acreditei quando o instrutor me mostrou um mini macacão e mini capacete!!! Imagina a Bella naquela roupinha voando?!

Os musicais também tem sessões de matinée a tarde para crianças (no Anthem estava passando o musical do Rei Leão na matinee!), além das salas de jogos, video games, carrinhos de bate bate e afins!

 

– Adicionais: 

O navio fornece berço, sem custo adicional, para qualquer criança que necessite de um – basta solicitar o seu durante a reserva, ou antes do embarque. É sempre melhor reservar com antecedência, já que o número de crianças em certos roteiros á bem grande, e os berços são limitados.

Outra pergunta que me fizeram foi em relação a carrinhos – nós levamos o nosso Bugaboo pra Isabella, mas nem todos os carrinhos são práticos para viagem – mas isso não é uma cosia que o navio forneça, então você tem que levar o seu (eles até tem alguns lá no kids club, mas não são para serem usados pelos hospedes).

 

Mais uma vez essa viagem reforçou minha certeza de que cruzeiros são viagens perfeitas pra famílias e crianças pequenas, e apesar de ter curtido bastante as atividades de “gente grande” (bares, restaurantes maravilhosos, shows, nights, etc), eu morri de saudade da Isabella o tempo todo, sempre pensando no quanto ela teria adorado aquilo tudo!

E como estamos planejando outro cruzeiro para o ano que vem, faço questão de ser um cruzeiro com vários dias em alto mar, justamente pra gente ter bastante tempo de curtir demais o navio com a Bella!

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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13 Apr 2015
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Meu parquinho é o mundo!

Baby Everywhere, Dicas Aleatorias & Genericas, Midia, Viajando com crianças

Quem viajar de Gol esse mês terá uma companhia a mais durante o vôo: Eu, Isabella e Aaron!

E mais um grupo invejável de blogueiros especialistas e destemidos, que viajam o mundo em família e curtem esse mundão ao lado dos filhos.

O título da reportagem, muito apropriadamente é “Meu parquinho é o mundo”, pois é assim mesmo que vemos o mundo e cada oportunidade de levar a Isabella em nossas andanças: não existe melhor aprendizado do que a ver a vida como ela é, conhecer novas culturas, climas comidas, religiões, culturas, histórias e o que mais existir por aí!

viajar com crianças

Adorei o convite da Ana Paula, e adorei dividir alguns aprendizados com a revista, que foram mais ou menos o mesmo que sempre compartilho aqui no blog! As dores e delícias de viajar com crianças!

viajar com crianças

Quem quiser ler a reportagem completa mas não for viajar de Gol esse mês, é possível também baixar a versão eletrônica da revista “Voe Gol” para tablet!

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Adriana Miller
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30 Mar 2015
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Apetrechos e Acessorios de viagem – Viajando com criancas

Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas Aleatorias & Genericas, Dicas de Viagens, Fazendo as Malas, Viajando com crianças

Apesar de ja ter feito alguns posts sobre os acessorios de viagem que costumo usar, quando escrevi a versao mais recente fui me dando conta que algumas coisas mudaram justamente por que agora quase sempre viajo com a Isabella, o que demanda toda uma nova leva de parafernalhas e quinquilharias que facilitam a nossa vida.

E acredite, quando falams de viajar com criancas pequenas, sao esses pequenos detalhes que fazem as grandes diferencas!

Apetrechos com criancas

  • iPad: Eu adoro usar meu iPad em viagens para ler meus livros, baixar revistas, asistir filmes e seriados… mas a realidade eh que hoje em dia quem usa mesmo meu iPad eh a Isabella! Apps, filmes, desenhos, joguinhos… qualquer coisa que a deixe entretida e sentadinha durante (algumas) horas de voo! E claro, sempre levo meu carregador Mophie tambem, porque Deus-me-livre-e-guarde se a batería do Ipad morrer no meio do voo!
  • Fone de ouvido infantil: Esse eh um apetrecho super recente, pois fones nao sao recomendaveis para criancas menores de 2 anos. A principio eu comprei um bem baratinho, na banca de jornal, so para testar e ver se a Isabella ia odiar completamente, ou se ia se adaptar e querer usar o fone numa boa. E nao eh que ela gostou! Entao troquei pelo modelo infantil da JVC que dizem por aquí ser um dos melhores e mais resistentes (afinal precisa sobreviver nas maozinhas destruidoras!), alem de ter controles de volume e fios mais resistentes que nao enrolam.

  • Organizadores de mala: Tambem ja falei deles aqui nesse post e em algumas dicas de viagem com criancas, mas vale relembrar o quao util esses “compartimentos” sao na hora de fazer a mala! Comecei a usa-los justamente para manter uma certa ordem entre as minhas roupas e as roupas da Isabella quando levamos a mesma mala, e continuo usando mesmo quando a mala eh so para ela, e eu tenho outra so para mim (como as roupinhas sao muito pequenas, ajuda a separar po pecas especificas, ou com combinacoes e “looks” ja prontos).

 

  • Sacola ultra light: Como contei no outro post sobre acessorios, eu acabei viciando nessa sacola por acidente e desde entao nao viajo mais sem ela, principalmente quando viajo com a Isabella! Super leve e muito util principalmente na hora de lidar com todas as coisas extras que um bebe/crianca precisam, mais montanhas de brinquedos, roupinhas sujas etc.

 

  • Sacola para carrinho: O nosso carrinho eh um Bugaboo Bee, e apesar de que comprei tambem a mala de viagem do Bugaboo, acabei nunca usando (ela eh pesada e grandona de carregar, nada pratica numa viagem!!). Entao por um tempo levavamos o carrinho sem protecao nenhuma mesmo, ou entao colocava aqueles plásticos de protecao ja no aeroporto. Mas ai acabei comprando a sacola “Gate Check” que eh baratinha, super leve, fecha numa bolsinha pequena, e protege o carrinho super bem! Nao espere a melhoooooor qualidade do mundo, afinal ela eh bem fina/leve e barata mesmo, mas ja estamos viajando com ela ha mais de 1 ano (e nos viajamos MUITO!) e apesar de uns furos aquí e ali, e estar bem surrada, ela ainda esta durando bastante! Outra vantagem eh que essa sacola eh bem “genérica” entao cabem varios modelos diferentes de carrinho (nao eh especifica para Bugaboo Bee). Entao ja usamos essa sacola para viajar com o McLaren por um tempo, e ja recomendei a mesma sacola para amigas que tem o Bogaboo Cameleon (grandao), Phil & Teds Duplos (super grandao) e outros modelos variados.

 

  • Bolsa de fralda para viagem: Ja falei bastante dessa bolsa aqui, e gosto de usa-la principalmente em voos longos, quando sei que tenho que levar muita coisa comigo no aviao. Mas tambem recomendei a compra a algumas amigas que tiveram os segundos ou terceiros filhos recentemente e todas elas dizem estar usando demais! A bolsa/mala eh bem espacosa e grande, mas sem ser um trambolhao, e cheia de compartimentos (ate alguns térmicos) entao perfeito para quem for viajar com uma crianca maiorzinha, mas tambem com um bebe pequeno por exemplo (e tiver que separar tamanhos de fraldas, roupas, mamadeiras e brinquedos, etc).

 

  • Babador emborrachado: Agora que a Isabella esta numa fase chata para comer e so aceita comer sozinha, a sujeirada na hora das refeicoes estao fora de controle! Uso muito esses babadores no dia a dia em casa, mas quando estamos na rua e viajando sao fundamentais! Pelo menos nao preciso trocar a roupa dela a cada refeicao e nem ficar carrgenando babador sujo e manchado por ai (eh so passar um pano ou lencinho umido e pronto!).

 

  • Cadeirao portátil: Esse “cinto de seguranca” eh uma invencao genial para criancas naquela idade nem la nem ca (sabe quando a crianca ja fica sentadinha numa boa, mas ai do nada resolve que quer ir pro chao e se joga longe?!). Quando estamos em hoteis e restaurantes que tem cadeirao para criancas isso nao eh um problema, mas esse protetor nao ocupa nada da bolsa de fraldas (eh de pano e dobra bem pequeno, ocupa menos espaco que uma fralda), entao nao custa nada levar. Eh uma otima opcao para quem vai viajar por lugares e destinos onde nem tudo eh “child friendly” e nem super preparado para receber familias, entao pelo menos voce nao precisa ficar se preocupar em so achar restaurantes que tenham cadeirao etc, pois seu filho vai poder sentar e usar qualquer cadeira com seguranca. Foi super uitl quando viajamos com a Isabella pelos Balkans e iamos parando pra comer em qualquer lugar, e ano passado na Franca, pois comemos em muitos restaurants pequenos, bistros e cafes nos vilarejos do Vale do Loire).

 

  • Coberta para amamentacao: Uma das principais renvindicacoes das maes que amamentam eh justamente poder alimentar seus filhos onde bem quiserem. Mas a realidade eh que quando eh o seu peito ao leu por ai, ou viajando para um lugar onde voce nao sabe como amamentacao sera recebida, essas “cabaninhas” sao uma super ajuda! Eu detestava usar um “paninho” pois alem de ser meio enrolado (entre o processo de preparer o pano, posicionar o bebe, colocar os peitos pra fora, ajeitar a pegada e afins… um pesadelo!) achava uma super sacanagem deixar o rosto da Isabella todo abafado na hora de mamar! Eu ia odiar ter que comer com uma fralda de pano na minha cara, entao nao queria fazer o mesmo com minha filha! Entao usei bastante minha tendinha, pois alem de ser super espacosa e confortavel, a dobra que amarra no pescoco da mae tem uma parte durinha, entao o bebe nao fica abafado, voce consegue manter o contato de olho no olho, alem de conseguir enxergar direitinho o bebe, a pegada, se ele(a) dormiu, etc. Tao facil, tao confortavel e tao pratico de usar (e por ser de pano, quando dobra nao ocupa nada na bolsa de fralda ou mala de mao).

 

Outros acessorios e apatrechos uteis que ja fui dando uma dica aquí e outra ali (tanto aquí no blog quanto no Instagram/Facebook) e sao super uteis tanto no nosso dia a dia em Londres, quanto em nossas viagens:

  • Trocador descartavel: Confesso que hoje em dia eu sou tao ninja na hora de trocar fralda que ja nem uso trocador nenhum com a Isabella, mas nos primeiros meses de vida, os trocadores portateis foram fundamentais! E usava muito tambem em nossos passeios perto de casa, justamente para nao ter que carregar aqueles trocadores de plástico dentro da bolsa (Acho esses trocadores portaveis uma invencao super “do mal”, porque e ai se vazar tudo e sujar o trocador, voce ainda vai ter o trabalho de limpar o trocador depois, num banheiro publico, alem de ter que limpar/trocar/cuidar de seu bebe! Aff!). Os trocdores descartaveis duram demais e a pesar de “descataveis” eu so jogo fora quando sujam, que gracas a deus nao acontece com tanta frequencia assim nao! Entao logo que a Isabella nasceu eu comprei um pacote “jumbo” na Amazon com 3 embalagens e ainda tenho 1 embalagem fechada no armario. Valeu a pena! Pra quem nao achar com facilidade essa versao propria pra bebe da Pampers, vale usar as versoes de “incontinencia” de adultos tambem (eh tudo a mesma coisa, so muda o branding). Ja aconteceu de ficarmos sem nenhum trocador descartavel em viagens e sempre foi super facil comprar protetores de incontinencia! (os vendedores devem ter me achado um pouco nova pra sofrer de incontinencia, ne?! mas e dai?! Hehehehe).

 

 

  • Esterilizador liquido/tabletes: Esse eh para as maes mais germo-fobicas (eu pessoalmente nao esterilizo nada. Apenas lavo tudo muito bem lavado e pronto. Anticorpos sao necessaries minha gente!) para nao acharem que tem que carregar o esterelizador eletrico toda vez que saem de casa!

 

  • “Segurador” de brinquedos/copos/potinhos: Nada mais eh do que uma “coleira” pros brinquedos e acessorios de seu filho, para que ele(a) possa segurar e brincar numa boa no carrinho ou na cadeira do carro, mas sem o risco de ficar deixando cair no chao o tempo todo. Eu uso todo dia, para tudo: para segurar o copo de agua, o potinho de frutas, o ursinho, a boneca, etc.

 

  • Mochila para carregar criancas grandes: O canguru (baby Bjorn afins) foi um dos acessorios que mais usamos quando a Bella era pequenininha! Eh tao pratico e ela adorava! Nas viagens entao, nada melhor pra deixar as maos livres pelo aeroporto, na hora do embarque, desembarque e qualquer outra situacao onde precisasse ficar com as maos livres. Porem os cangurus tem validade super curta, pois depois de uns meses o bebe fica gordinho demais pra caber confortavelmente. Mas a necessidade dos pais ficarem com as maos livres permance, entao quando a Isabella tinha uns 8 ou 9 meses compramos essa mochila para carrega-la, que dura ate hoje e usamos muito! Existem muitos modelos e marcas diferentes, mas eu gosto demais dessa da LittleLife justamente pois tem cara de mochilinha mesmo, eh super confortavel pra ela (ela ate dorme nela as vezes, apesar de nao ser a melhor opcao do mundo!) e ainda tem batante espaco pra guarder as coisas que ela precisa pra um passeio (substitui numa boa a bolsa de fraldas).

 

P.S. Alguns dos links desse post sao de empresas de afiliados e parceiros do blog, e a minha politica eh simples: nao me associo nem me afilio com empresas que nao utilize na minha “vida real”. Entao essas sao minhas dicas pessoais, mas ao reservar seu carro, ou hotel ou comprar seu acessorio ou seguro de saude/viagem pelos links e baners do blog eu ganho uma comissao. E voce nao tem custo a mais nenhum!

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16 Mar 2015
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Dicas de viagem de avião com crianças: 2 anos e pouco

Avião, Baby Everywhere, Viajando com crianças

Viajar com a Isabella nos últimos meses significou grandes mudancas: em primeiro lugar a parte ruim – agora ela eh uma viajante pagante, e definitivamente eh uma realidade dolorosa ter que adicionar aquela terceira passagem no orcamento!

Mas por outro lado as viagens de aviao com uma crianca de 2 anos (mesmo as bem curtinhas) passaram a ser mais confortaveis para nos tres, e bem mais agradaveis e prazerosas, pois a verdade eh que depois que a crianca passa dos 8 ou 9 meses eles ja sao grandes demais para ficar confortavel no colo dos pais durante muitas horas seguidas, o que so tende a piorar depois que comecam a querer se mexer, engatinhar e andar pelo aviao (ou corer, no caso da Isabella!).

Entao por mais que tenhamos reclamado demais de ter pago os últimos voos com a Isabella, logo de primeira, assim que entramos no aviao e ela se posicionou em sua propria poltrona foi aquele alivio…!

Nossa, ha anos que nao assistia tranquilamente um filme durante o voo, ou que comia com as duas maos! Apesar de que a Isabella sempre foi uma boa “dorminhoca” em voos, no ultimo ano ela ficava muito sem posicao para dormir no meu colo, e passou a dormir pouquinhos nos voos diurnos – em compensacao, viajou tao tranquilona quando fomos para Pittsburgh em Janeiro, que dormiu mais de 5 horas direto durante o voo! #milagre #amem

Mas essa fase que ela esta tambem tras outros desafíos e preparacoes, novas técnicas e acessorios, principalmente porque ela esta numa fase super ruim para comer e eh super ativa durante o dia!

Entao ese post esta meio separado por partes… algumas coisinhas que tenho feito para facilitar o meu lado nas viagens e como lidar com as frescuras da fase atual (#grevedefome), alem de alguns acessorios e apetrechos para mante-la entretida e feliz durante os voos.

 

–          Comida e alimentacao:

A Isabella nunca foi de comer muito nem bater pratao de comida, mas sempre comeu de tudo, sempre comeu o que nos comíamos e sempre quería provar o que estivessemos comendo, do nivel de comer kebab na Turquia, tofu defumado no Japao e noodles com molho de curry na Coreia.

Mas com mais ou menos 1 ano e 7 meses ela pegou uma gripe terrivel, que emendou em alguns dentes nascendo, e ficou super doentinha, perder bastante peso, e apartir dai resolveu que comer nao eh para ela! Greve de fome total!

Ja tentei de tudo e todas as técnicas possiveis (Dispenso palpites e licoes de moral. Agredecida.), mas cheguei num ponto onde aceito que eh uma fase, rezo para passar logo e desde que ela continue saudavel, feliz e se desenvolvendo (o que nao falta naquela crainca eh energía 220 volts!) nossa rotina alimentar do momento reveza entre praticamente 4 ou 5 opcoes que ela come numa boa.

(“Come numa boa” no meu conceito: 1) eu nao passo horas cozinhando so para acabar frustrada e com raiva quando o prato acaba no chao da sala; 2) nao tenho que gastar horas do meu dia e o pouco tempo de qualidade que tenho com ela durante a semana brigando e tentando forcar ela a comer algo que nao quer; 3) opcoes que ela consiga comer sozinha sem transformar a casa numa zona de guerra – litte Miss independente so come se ela coseguir comer sozinha, Ai de quem tentar colocar uma colher na boca dela!; 4) minimamente balanceada e nutritiva).

Entao obviamente isso se transformou num problema para nossas viagens, pois com 2 anos e pouquinho ela nao aceita mais potinhos de comida pronta, mas tambem nao come mais qualquer comida de adulto (e muito menos comidas de aviao – cuidado com o pedido de “comida de crianca” em voos, pois geralmente sao potinhos para bebes e uma colecao de gulosiemas e porcarias nada nutritivas).

Entao boa parte da “preparacao” dos nossos voos gira em torno de qual comida levar para ela sobreviver durante o voo – mas claro sem esquecer que existem restricoes do que eh permitido levar no aviao, restricoes quanto a liquidos e a praticidade da coisa (nao adianta fazer seu melhor guizado e achar que a comissaria vai ter todo prazer do mundo em te ajudar a aquecer na temperatura ideal para servir pro seu filho que so come o temperinho da mamae. Sejamos praticas e realistas!).

Praticidade eh minha palavra chave! Comidas que sejam faceis de transportar, faceis para ela comer sozinha sem precisar de mil aparatos (cadeirao, babadores, talheres, pratos e potinhos, e limpar tudo isso depois!) e que durem relativamente bem durante a viagem e que nao causem problemas na seguranca do aeroporto!

Potinhos com frutas, saquinhos individuais com porcoes de biscoito integral, salsicha de frango ou almodengas ou nuggets e palitinhos de peixe (faco no forno para aleviar o peso na conciencia #NaoVaiPassarNoVestibularPorqueNaoEhOrganico). Iogurtes, queijo, suco e leite.

E so.

Ai durante o voo quando servem a refeicao, se ela estiver acordada, ela tem a opcao de comer mais alguma coisa – mas se nao quiser nem olhar praquela bandeja de comidas aleatorias, pelo menos ela ja se alimentou direitinho.

 

–          Apetrechos e acessorios (e quantas mudas de roupa levar no aviao!):

Como ela esta nessa fase de querer ser independente e fazer tudo sozinha, eu tambem levo seus copinhos de suco (que ela sabe abrir e fechar sozinha sem fazer uma lambanca), colheres e garfos e o babador de borracha (que tem aquela “bolsa” que segura migalhas e entornoes! Melhor invencao da vida pra essa fase!), alem de toneladas de lencinhos umedecidos (desses para limpar maos, boca e nariz).

E outra coisa que voltei a fazer eh levar varias mudas de roupa para ela no aviao com a gente. Quando ela era bem bebezinha eu levava dezenas de mudas de roupa, pois bebe se suja muito mesmo (fraldas explosivas, golfadas e afins), mas depois de um tempo ela raramente precisava tocar de roupa durante o dia.

Mas agora, nessa onda Miss independente, o resultado eh que ela se suja muito, o tempo todo!

Entao eu prefiro mil vezes deixar ela se sujar a vontade e trocar as mudas de roupa dela durante o dia, do que ficar tentando limitar as exploracoes dela, ou tentando limitar o que ela pode ou nao pode tentar fazer (tipo, comer sozinha. Se eu forcasse ela a comer sendo servida por mim, tipo ”aviaozinho de colher”, as refeicoes seriam infinitamente menos imundas, mas tambem bem mais frustrantes para todos nos, entao quero mais eh que ela experimente, teste seus limites e aprenda a fazer tudo sozinha por merito proprio. Mesmo que isso signifique que eu tenho que volta e meia lavar as manchas do suco de uva na camiseta dela na pia do aviao! #detestomasfaco).

 

–          Brinquedos e entretenimento!

Minha parte preferida da nova fase de nossas viagens! Saber que agora a Isabella eh nossa parcerinha de viagem e de voo, e me empolgo planejando as atividades dela no voo tanto quanto me empolgo baixando musicas e filmes para mim e comprando revistas para ler a bordo!

O principal e mais usado eh o iPad (ou qualquer tablet, DVD player ou laptop, ou o que voce tiver a mao!) com desenhos, joguinhos e fotos e videos (dela mesmo, ela adora!).

A Isabella ainda nao esta na idade de conseguir asistir desenhos e filminhos inteiros nao (ou talvez nao seja da idade e sim dos nivel elevado de energía embutida!), entao ja ate baixei alguns desenhos da Disney e Pixar, mas ela nao da muita bola e nao presta atencao. Entao o que faco eh baixar serie inteiras da Peppa Pig, Galinha Pintadinha, Bichinhos Fofinhos, Dinotrem e Backyardigans, que sao seus desenhos preferidos.

Volta e meia alguem me pergunta como eu “faco para baixar” video e filmes no iPad e a resposta eh simples: eu compro no iTunes!

(momento licao de moral) Afinal tambem sou criadora de conteudo on line e assim como nao gosto de ver minhas fotos e textos copiados e pirateados por ai, tambem nao faco isso com material dos outros.

Entao ja tenho meu cartao de crédito cadastrado na loja de Apps da Apple e iTunes e volta e meia compro coisas novas para ela.

Mas tambem levo revistinhas de colorir e lapis de cor, cartelinha de adesivos, livros variados (aqueles de pagina dura, que duram mais, pois ela tambem prefere livros que ela consegue segurar e virar a pagina sozinha) e joguinhos de cartas, tipo jogo da memoria.

Entao eu ja deixei uma gaveta separada no quarto dela cheia de cacarecos e brindes para criancas (sabe desses que as pessoas colocam que lembrancinha de festa? Ou que encontramos em lojinhas de coisa baratinha?), e ai quando estamos fazendo a mala, ela pode ir la na gaveta e escolher o que quer levar para brincar no aviao. Colocamos todos em alguma bolsinha que ela so vai ter acesso ja dentro do aviao!

E os joguinhos de carta, tipo jogo da memoria sao um capitulo a aprte, porque ela AMA todos eles! Brincamos muito com eles em casa, mas eles sao tao praticos no aviao!

Eh so espalhar as cartas na bandeja da poltrona, ela vai achando o “amigo” da carta. Um dos jogos/atividades que mais “duram” com ela! Passamos horas brincando assim!

 

–               Conforto da crianca (na pratica):

Algumas dicas finais que uma leitora me perguntou por e-mil no outro dia:

* Desde que a Isabella comecou a ficar muito grande pra caber no bercinho ou bebe conforto do aviao (com 1 ano e pouquinho, porque ela eh bem altona pra idade), ja nao reservamos mais as poltronas da frente do aviao onde geralmente viajavamos com ela bebe, pois essas poltronas nao levantam os bracos, entao fica super apertado e desconfortavel pra ela dormir no colo.

Hoje em dia, com sua poltrona propria, tambem prefiro sentar nas fileiras de tras, pois assim levantamos os bracos dos 3 assentos e ela consegue deitar numa boa e dormer confortavelmente com a cabeca no colo de um de nos dois e os pes no colo do outro.

* O mesmo vale para os assentos na classe “economia premium” de algumas cias aereas. Se voce puder pagar a mais e viajar de primeira classe ou classe business, otimo. Mas caso contrario, va de economica mesmo, nas fileiras de tras. As classes de “economica Premium” apesar de oferecer mais espaco e poltronas mais confortaveis para adultos, sofrem o mesmo problema que os assentos das fileiras da frente (bulkhead) pois nao levantam os bracos entre as poltronas, e portanto se tornam bem desconfortaveis para criancas.

* Tanto eu quanto a Isabella temos praticamente um “uniforme” pra viajar de aviao: calca legging, blusas de algodao macio e moleton! Me da ate agonia de ver aquelas criancas (e adultos tambem, by the way) que se emperequetam todos pra entrar num aviao confinado e desconfortavel! Que judiacao fazer isso com uma crianca!

Pecas quentinhas, macias, elasticas e confortaveis! Ah! E uma mantinha ou cobertor extra, pra combater o ar condicionado do aviao (geralmente super gelado, principalmente em voos longos).

 

E por fim, aquilo que sempre digo em relacao a viajar com craincas: por pior que seja seu voo, se seu filho chorar por horas a fio, nao comer nada, sujar tudo, voce ficar um caco de cansada #quemnunca…. Sao apenas algumas horas e depois passa! E quando passar voce estará feliz da vida de ferias num lugar novo, curtindo todas e mostrando o mundo pros seus filhos! Foco na reta final e o resto entrega pra Deus!

Entao nessa fase atual de 2 anos e pouquinho, por um lado as viagens estao ficando mais faceis, pois alem de ter poltrona propria, ela ja interaje mais, ja sabe pedir o que quer e nao quer, o que reduz bastante a “tensao” de viajar com um bebe de colo sem saber se alguma coisa esta errada.

Mas por outro lado, ainda eh uma fase em que ela nao sabe se entreter, entao tambem acaba demandando bem mais da gente durante os voos.

Por que a realidade eh que nao da pra achar que ela vai ficar tranquila & feliz de passar 7,8,9 ou mais horas sentadinha em sua poltrona, sem fazer nada, sem fazer bagunca, nem barulho enquanto eu assisto um filme ou leio um livro tranquilamente. E se eu tentar “forcar” ela a ficar quieta, so vai piorar a situacao pra nos duas.

Entao enteragimos, muito. Brincamos o tempo todo, e cada vez que ela enjoa de alguma coisa, tiramos outro livro ou outro joguinho da mala e la vamos nos ler outra historia, fazer outro desenho ou dar um passeio pelo aviao.

Entao sim, eh claro que super cansativo! Mas a alternativa seria uma crianca tensa, infeliz, reclamona e birrenta, que simplesmente esta entediada fechada dentro do aviao (se voce nao gosta de passar 10 horas naquela poltrona sem fazer nada, porque uma crianca tem que gostar?!).

Entao nos vamos nos revesando ao longo do voo, e quanto um de nos joga alguma coisa com ela, o outro dorme, ou assiste um filme ou faz oque quiser. Quando ela enche o saco de seja la o que for que estiver fazendo, trocamos. Entao assim garantimos que ela esta sempre entretida e interagindo com um de nos, mas o outro esta tendo um tempinho pra relxar!

Claro que cada caso eh um caso, e cada crianca eh diferente da outra. Com a Isabella os jogos sao a melhor solucao para mante-la entretida (ela nao da a minima pra bonecas, carrinhos, bichinhos e “brinquedos”, e o que quer mesmo eh brincar com um de nos o tempo todo!). Outra solucao sao desenhos e apps curtinhas com musicas e atividades que durem de 5 a 10 minutos cada uma no maximo (a paciencia dela nao dura mais que isso, mas sei que vai melhorar com o passer dos proximos meses!).

Mas pra mim a moral da historia dessa fase eh simplesmente aceitar que da trabalho, e nao da pra esperar que ela consiga ficar sentada sem fazer nada por horas a fio, entao nosso dever eh fornecer esse entretenimento pra ela.

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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12 Dec 2014
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Viajando com Criancas: Dicas para lugares “exoticos”

Baby Everywhere, Dicas Aleatorias & Genericas, Viajando com crianças

A opção de usar a palavra “exótico” no titulo do post tem um propósito (calma ), mas em geral qualquer destino que seja diferente do que as pessoas esperam, gera o mesmo tipo de duvida: Como a Bella se adaptou no lugar______ (insira destino ou atividade). O que tem para fazer com bebes/crianças no lugar _____ (insira destino ou atividade).

Isabella com mulheres Bereberes em Marrocos

Eu ate entendo que certos destinos mais “diferentes” gerem mais duvidas mesmo, mas nos últimos meses eu recebi (e respondi) as mesmas perguntas/duvidas mesmo estando em lugares bem “batidos” turísticamente – como foi o caso de Capri na Italia, o Valle do Loire na Franca, Nova Iorque, e ate mesmo nos mercados de natal na Alemanha. Só para citar alguns. Até mesmo nos comentários do meu outro post sobre Marrocos rolou um bate=papo sobre porque certas famílias simplesmente não gostam de viajar com os filhos.

Hora do “recreio” no parquinho da Mesquita na Turquia

Ou seja – eh tudo uma questão de ponto de vista. O que pode ser super diferente e “exótico” para uma pessoa/família, eh super trivial e corriqueiro para outra.

Dancando “Gangnan Style” em Seul, Coreia do Sul

E bem, vou contar o moral da historia antes mesmo de terminar o post: a meu ver a função e responsabilidade de fazer um destino funcionar para crianças (de qualquer idade) eh dos país das mesmas, não do destino em si.Afinal cada lugar lida com crianças de maneiras diferentes – os pais devem avaliar bem isso e tomar todas as precauções para que essas diferenças culturais afetem as crianças o menos possivel durante a viagem.

Takling to the monks

Então cabe a você (prezado pai ou mãe que me lê) decidir se você esta disposto ou não a encarar certas situações. Mas pode ter certeza que se você estiver bem preparado, sua crianças nem vai perceber a diferença!

Porque pensa só: todos, TODOS os lugares do mundo existem crianças. Savana na África. Crianças. Cidade grande na América central. Crianças. Vilarejo de esquimós no polo norte. Crianças.

Então para o próprio bem de seus filhos (e seu!) e de suas viagens, não entre nessa de que “lugar tal não é lugar de criança”, pois existem crianças em qualquer buraco do mundo. E ponto final.

E como disse acima, o que eh exótico para uma pessoa, não é exótico para outra pessoa.

Duas situações me vem a cabeça pra dar de exemplo:

A primeira foi ha muitos anos atrás, muito antes de ser mãe – quando estava planejando meu casamento, que foi no Rio de Janeiro. Muitos dos amigos do Aaron (principalmente os Americanos) não foram, ou foram sem as famílias, pois afinal “Brasil não é lugar de criança”.

Sim. Eu ouvi isso. De uma pessoa esclarecida, viajada, estudada numa das melhores universidades do mundo. Aliais, de um não. De varias.

“Claro que vou no seu casamento! Mas minha esposa vai ficar com as crianças… não dá pra levar crianças pro Brasil”.

Pois é… eu também!

Um dos amigos dele foi pro Rio, e levou a mulher e a filha, que na época tinha apenas 4 meses de idade – ate hoje as pessoas ainda falam deles como “aqueles loucos & aventureiros que levaram um bebe pro Brasil!” mais de 5 anos depois, numa das viagens pro EUA ano passado ainda ouvi alguém conversando com tal criança (que na época tinha 5 anos) de como ela era “aventureira” pois ja tinha ido até pro Brasil! (¿!) #CúmuloDoExotismo

(E nao, nao me venha com essa de que “Americanos sao ignorantes”, porque com certeza você já pensou o mesmo sobre algum outro país do mundo!)

Nice hat!

Nas ruas da Bósnia

Outra situacao desse tipo aconteceu ano passado quando viajamos pelos Bankans com a Bella, na época com 8 meses. La estava eu, com ela no canguru quando entrei numa loja na Bosnia e comecei a conversar com a vendedora, que tinha uma filha da mesma idade. Fiquei uns minutos conversando com ela, e quando disse que moravamos em Londres, ela suspirou e comentou como tinha vontade de conhecer Londres, mas completou: “Agora so daqui a muitos anos. Meus filhos nao podem sair da Bosnia… Inglaterra nao eh lugar de crianca”

Bósnia. Inglaterra.

Pois é, reveja seus conceitos.

Fushimi Inari Shrine

Mas ok, então como manter sua sanidade mental – e segurança, rotina, alimentação, brincadeiras & diversão e afins – durante viagens “não clichê” que envolvam obrigatoriamente um resort com kids club na Praia ou Disney?

E lembre-se do que comentei no começo do post – cabe a você, pai e mãe garantir os “confortos terrestres” de seus filhos, seja lá onde for.

 

  • Segurança & Saúde:

Para mim, o mais óbvio de todos. A única coisa que me impediria de ir, ou levar mina filha a determinado lugar é a segurança física dela. Violência urbana, guerras e conflitos. E claro, riscos para a saúde e sua vida. Não preciso elaborar muito né?

Espero um dia na minha vida pode conhecer as montanhas do Afeganistão (e nao estou fazendo uma “ironia exagerada” não. As montanhas do Afeganistão são lindíssimas!), mas imagino que nos próximos anos isso nao seja possivel…

Pais com surto de Ebola?

Regiões montanhosas com ar muito rarefeito? (mas nao esqueca que mesmo aos pes do Everest e no Kilimanjaro existem muitas criancas – mas elas estão fisicamente acostumadas com isso, minha filha nao, e nao eh uma coisa que EU possa fácilmente mudar).

Ou seja, adoraria escalar outra montanha, mas os riscos da altitude elevada são um perigo para saúde – alem de que nessa idade, ela teria que nos acompanhar numa mochila – e sinceramente eu nao tenho o preparo físico para pasar 7 dias subindo montanhas com uma criança nas costas – as mulheres no Nepal fazem isso numa boa, eu… nao).

Também adoraria fazer outro safari, mas geralmente as empresas não permitem crianças menos que 5 anos.

Ou seja, se existe algum risco ou perigo, melhor deixar para depois.

E claro, tem também  lugares que nos parecem mais inseguros no ponto de vista da saúde, pois “o que fazer se meu filho ficar doente?”. Mais uma vez, estar preparado é chave. Afinal gripes, dor de barriga, infecção de ouvido e afins podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento – mas são pequenas tragédias se acontecem quando estamos longe de casa.

Farmacinha básica com remédios de emergência (é só pedir pro pediatra), bom seguro de saúde, lista de médicos que falem inglês no seu destino (prática que adotei quando viajava grávida e desde então não deixei mais de fazer). Outra coisa que faço quando planejo viagens mais “exóticas” com a Isabella é sempre ficar em hotéis de rede/internacional – praticamente uma garantia de que eles saberão lidar com emergências gringas, poderão de auxiliar a encontrar um médico no meio da noite, como descrever uma dor pro farmacêutico e afins.

 

  • Alimentação:

Ja falei em vários posts que sou relax no quesito alimentação. Claro que no dia a dia faço de tudo para que a Isabella seja o mais saudável possivel, mas se tiver que recorrer a papinhas prontas, comida congelada ou besteiras aqui e ali, não acho o fim do mundo.

Não sou dessas mães que acham que a criança vai desenvolver um terceiro olho só porque comeu um chicken nuggets, e também não acho que ela não vai passar no vestibular só porque não comeu comida “caseira” todos os dias.

Tanto para mim, quanto para ela, uma “alimentação balanceada” significa comer de tudo. Inclusive coisas que sabemos muito bem que – em excesso – nos fazem mal. (Adoro uma coca cola ou guaraná num copão de gelo acompanhando meu haburguer com batata frita. Então para que ser hipócrita?!)

Então fico sem saber o que responder quando recebo comentários/perguntas/emails do tipo “meu filho só come a comidinha com o temperinho de casa – não sei o que fazer pois vamos viajar” (e se vier cheia de diminutivos então, me tira do serio! Hahahah).

É mesmo cara-pálida?

Ou seja, não seja extremista nem caia na onda do “terrorismo nutricional” onde acabamos tão apavorados de pensar que algo “não eh saudável” #CulpaDoInstagram que privamos nossos filhos de experimentar sabores, texturas, temperos e ingredientes diferentes.

Para vida toda! Tem coisa mais irritante que adulto fresco?! E você acha que a “frescura” começou quando? Aos 37 anos que não foi! (e se você é desses que virou sem-lactose-sem-carboidrato-sem-açúcar-sem-gordura-sem-nada depois de velho….. ai cruzes!)

Mas enfim, perdendo o fio da meada.

Ninguém no mundo conhece seu filho melhor que você mesmo(a), então faca um bom exercício de consciência: será que meu filho vai comer tal coisa em tal lugar? E se não comer? E ai?

Tenha um plano A, um plano B e um plano C.

No Japão a Isabella estava numa fase super aventureira a mesa, e geralmente comia o que via os adultos comendo – tofu com curry? Check! Sashimi de salmao? Check. Noodles de arroz com molho de camarão seco? Check.

Hoje em dia eu tenho certeza que ela não ia querer nem olhar, pois esta numa fase super chata! Então nosso plano A, B, e C seriam optar com comer no hotel, levar comida, escolher opções mais internacionais e etc.

Mas como o pediatra dela sempre me diz: criança que tem comida em casa não passa fome. Se ela estiver com fome, ela vai comer.

Então como eu nunca sei como ela vai reagir durante as viagens, minha técnica sempre eh:

Café da manha reforçado: cereal com leite, iogurte, frutas, ovos. E sempre levo uma “marmitinha” na bolsa de fraldas, para emergências durante o dia: frutas (levo de casa uns potinhos vazios para guardar durante o dia opcoes tipo salada de frutas ou uvas ou morango, mirtilho etc), pães ou bolos e dependendo do clima (se for lugar frio) ate mesmo ovos (cozidos).

Se ela resolver comer o que nos comermos, to no lucro. Caso contrario, pelo menos ela terá uma boa seleção de opcoes saudáveis que ela sempre come.

O mesmo vale para o jantar, mas geralmente no fim do dia acho mais fácil encontrar uma opção mais “internacional” (nem que seja no room service do hotel!)

SE possivel eu levo comida (entre 6 e 18 meses levei comida – comprada pronta – em todas as viagens). SE possivel eu cozinho para ela (apenas quando ficamos na casa de família ou casa alugada com amigos).

Mas vocês nunca vao me ver planejando uma viagem em relacao a “tem que pasar na feira para comprar legumes frescos, depois cozinhar tudo no vapor, peneirar, bla bla bla”.

Ate uns meses atrás esse processo era mais fácil, pois era só levar (ou comprar já no destino) comidas prontas e papinhas de bebe. Mas com quase 2 anos prefiro que ela coma comidas mais “de verdade”.

 

  • Conforto e comodidades da vida moderna

Uma das coisas que mais mudou no meu estilo de viajar depois que a Isabella nasceu foram justamente os hotéis que escolhemos.

Tento contrabalancear: quanto mais diferente do nosso dia a dia for um destino, mais “internacional” e confortável o hotel precisa ser.

Porque afinal, cabe a mim garantir que ela estará confortável e terá acesso as coisas que esta acostumada no dia a dia, então meus pre-requesitos na escolha do hotel são:

Hotel que forneça berço

Hotel com café da manha

Hotel com opcoes de restaurantes e/ou room service

Hoteis de redes internacionais onde sei que o nível de Inglês falado pelos funcionários será bom o suficiente para nos auxiliar no dia a dia da viagem – seja na hora de reservar um taxi pro aeroporto, recomendar um restaurante ou passeio, e ate mesmo no caso de emergência (toc toc toc) nos orientar em relação a médicos, hospitais e afins.

A Isabella é uma criança levada e muito ativa, mas fácil de “administrar”, então desde que ela tenha uma boa noite de sono e sua rotina da hora de dormir seja constante, o resto do dia ela fica numa boa.

O café da manha, restaurante e room service eh para nos salvar nos momentos mais chatos para comer (que eh a “fase” atual dela) e salvar os país também! Afinal nem sempre da para sair para jantar no fim do dia ou alguma programação mais elaborada para família toda, então muitas vezes recorremos ao room service de hoteis mesmo depois que ela ja estava dormindo.

 

  • Rotina:

Não adianta tentar brigar demais com a mãe natureza: crianças gostam e precisam de rotina.

Mas não estou falando dessa coisa militar de “lanche as 10:15, almoço as 12:30, soneca as 2:00 etc” não. Para gente o que funciona melhor é manter o dia a dia na mesma ordem, sempre.

Quando ela acorda, a primeira coisa é mamadeira com leite (ai, amo essa fase de “Ma-maaaaeeee Bella acodô! Leite fufufu-avor” – o ‘por favor’ nem sempre sai espontaneamente! hhheeheh), só depois da mamadeira eh que trocamos a fralda. Ai dou algum livrinho para ela se distrair enquanto troco a roupa dela e penteio o cabelo.

Ela brinca um pouco enquanto eu e Aaron nos arrumamos, e ja vamos direto pro café da manha do hotel.

Como tento sempre fazer com que ela coma o máximo possivel no café da manha quando estamos viajando, ela não lancha pela manha – mas entre 11:30 e meio dia já começamos a procurar opcoes para almoçar. Se passar muito desse horário, sei que ela vai ficar irritada demais para comer – e consequentemente vai dormir menos.

Paramos para comer (que pode ser um simples “sentar na grama” enquanto ela come as frutas que trouxe do hotel, ou um banquinho na calcada enquanto comemos um cachorro quente de barraquinha).

Geralmente ela cai no sono logo depois de comer, e dorme entre 1 e 2 horas depois do almoço.

Dependendo da viagem, se der, voltamos pro hotel ou pro quarto para ela dormir no berço. Mas geralmente ela dorme no carrinho mesmo.

A tarde, depois que ela acordar, ela sempre fica mais ativa, então as atividades tem que ser mais físicas ou estimulantes – em Marrocos, para mina surpresa, ela adorou passear pelos Souks (muitas cores, muita gente fazendo gracinha para ela, muita coisa diferente ao mesmo tempo) sem querer sair do carrinho. Ja no mercado de natal na Alemanha, ela as vezes queria sair do carrinho, as vezes pedia colo e as vezes ficava numa boa sentadinha.

A noite, jantamos em algum restaurante (almoço costuma ser corrido quando viajamos, e deixamos o jantar como a refeição principal) ou no hotel, e na hora de dormir, tudo segue a mesma rotina e ordem de sempre: leite, depois banho (levo o sabonete dela com alguns brinquedinhos), lemos uma historinha, e cama (no “saco de dormir” que ela usa em casa e já está acostumada).

Ao longo das viagens aprendemos que essa ordem ajuda a administrar o jet lag, possíveis frescuras alimentícias, o humor e a energia dela.

Mas eh claro que cada criança é diferente – mas vai por mim. Mantenha a rotina e tudo ficara bem. A ordem dos fatores SEMPRE altera o resultado!

 

  • “Instrumentos” e “ferramentas”

Quanto mais velha for a criança – ate uma certa idade – mais difícil será mantê-la entretida por muito tempo. Sem sombra de duvidas a viagem MAIS fácil que fizemos com a Isabella foi a primeira, quando ela tinha apenas 9 semanas de vida! As pessoas ficavam apavoradas de nos ver viajando com um bebe tão pequeno, mas era tão simples e fácil viajar com um bebe que só mama no peito e fica paradinho no colo!

Hoje em dia é um arsenal de guerra, mas na boa, por mais que reclame sempre, eu prefiro ter tudo sempre a mão (Aaron é um santo, eu reclamo muito das nossas tralhas! Gosto de viajar leve, mas em 2 anos, ainda não consegui! Prefiro estar preparada com tudo que possa vir a precisar).

Jogo da memoria e sua bolsinha preferida

A começar por um bom carrinho, que é uma dica-repetição aqui no blog em quase todos os posts “genéricos” sobre viagens com a Isabella. Carrinho confortável = bebe confortável e feliz por mais tempo.

Nos usamos nosso amado Bugaboo Bee, mas quando ele empenou na volta de uma viagem e compramos um “guarda chuva” de quebra galho, imediatamente a primeira diferença foi que a Isabella não conseguia pegar no sono, e quando dormia, dormia por menos tempo! Ou seja, ficava irritada antes do almoço pois estava cansada mas não conseguía pegar no sono, e acordava irritada pois não estava descansada o suficiente a tarde (e portanto também ficava mais irritada no fim do dia e atrapalhava nossos planos de jantar).

Outro “instrumento de manutenção de crianças” é uma daquelas mochilinhas com coleira.

(pausa para as reações de horror das mães!)

(vai lá, pega um copo de agua para acalmar suas palpitações)

Não, eu não considero minha filha como um cachorro, não se preocupem.

Mas eu sei que ela eh uma criança muito ativa, gosta de andar e correr para cima e para baixo e não gosta de dar a mão na rua.

Então eu faço uma escolha simples: posso privar minha filha de andar (gastar energia, se exercitar), explorar os lugares, e se sentir parte da viagem ou obrigar que ela fique o tempo todo reclamando no carrinho. Posso correr o risco de que ela corra pro meio da rua numa cidade movimentada, ou se perca na multidão de um mercado de rua.

Ou então posso ate mesmo deixar de fazer certas coisas pois “minha filha não para quieta no carrinho” e não consigo viajar com ela.

Ooooooou posso enfrentar os olhares horrorizados das pessoas na rua – que sinceramente, não me afeta/incomoda. Se ela estiver segura e feliz, eu to feliz.

Para mim a escolha eh simples.

Hoje em dia a Isabella não aceita mais ficar amarrada no carrinho por 10 horas seguidas, e por mais que sempre tente encaixar um jardín/parque/parquinho na programação do dia, nunca da para prever que horas será o próximo chilique e gritos de suplício “Bella chão? Sim? Acabou sentar? Sim?” (ahahah! To amando essa fase dela começar a falar e se expressar!). Então a mochilinha-coleira esta sempre a postos para aquele momento que ela precisa de uma meia horinha “independente” andando por ai.

Não precisamos dela quando estávamos nos jardins dos castelos na Franca, nem passeando pelo Central Park em Nova Iorque, mas foi essencial nos templos do Japão, no Souk de Marrakech ou no calçadão de Ipanema no Rio.

Dando um pouco de agua pra Peppa Pig durante o por do sol em Marrakech

E claro: brinquedos, livros, iPad, caderninhos de colorir e afins.

Por um lado essas “ferramentas” ajudam a manter um certo grau de familiaridade da criança numa ambiente tão diferente (a historinha preferida na hora de dormir, o ursinho preferido para acalmar o choro etc), mas são ÓTIMOS para os país também!

Jantar romantico em Carpi, um oferecimento: Galinha PIntadinha!

Jantar romântico na Itália? Galinha Pintadinha. Voo com turbulência? Jogo de quebra cabeça da Peppa Pig no iPad. Por do sol no restaurante em Marrocos? Cartas do jogo de memoria dos animais. Dia de chuva na beira da Praia na Turquia? Maratona “Fireman Sam” no iPad.

Claro que volta e meia ouço aqueles comentários “meus filhos nao brincam com eletrônicos!”. Ah eh mesmo?! Que bom para voce! A minha filha nasceu em 2013 e tentar evitar que ela não tire vantagem da tecnologia de sua geração é uma besteira.

Mas depois não me venha com “não consigo sair para jantar, meu filho não para quieto!”

Claro que tento diversificar com outras opcoes de brinquedos (ate porque nessa idade ela cansa rápido do iPad), mas no meu “Hall of Fame” da maternidade as invenções do Sr Steve Jobs estão ranqueadas logo abaixo da invenção da fralda descartável!

No voo pra Marrocos sentamos bem do lado de uma família com um menino da mesma idade da Isabella, que chorou sem-para as 3 horas de voo. Tudo bem que o voo não era longo, mas no mundo de uma criança de 2 anos, ficar parado e sentadinho por 3 horas seguidas não existe! E eles não tinha um livro, um brinquedo, um joguinho, NADA pra distrair o menino! Morri de pena da mãe, sendo fuzilada com olhares de ódio dos outros passageiros e acabei dando o meu iPad pra menino jogar durante o resto do voo.

 

  • Atividades:

“O que tem para fazer com crianças no lugar _______(Insira destino)”. Tudo que VOCÊ oferecer ao seu filho.

Claro que isso depende demaaaaaais da idade da criança, mas ainda não captei a preocupação nem a diferença (ou seria vantagem?!) entre deixar minha filha explorar os corredores de um mercado árabe ou leva-la a um “museu da criança”?

Pelas ruinas de Pompeia

Entre passar a tarde num parquinho, ou deixa-la passear pelo Central park. Entre as luzes de Harajuku em Toquio ou um “aquário”? (fato: levamos a Isabella no Aquario de Seul, na Coreia, e tudo que ela quis fazer foi subir e descer as escadas. Mas nas ruas de Toquio ou jardins dos Templos de Quioto ela brincou, interagiu e pareceu mais interessada e engajada!)

Ruas de Shybuya, Toquio

Ou porque alguns pais acham que uma criança NÃO gostaria de conhecer um Castelo de verdade por dentro? Ou não acharia um mercado de natal estimulante?

Sei lá, de repente você tem razão. É, voce mesmo, me julgando e pensando que “espera so ate ela fazer X anos?!” “Coitada dessa crianca, nao pode nem ir no parquinho?!”.

No Aquario de Seul, Coreia do Sul

O tempo é o melhor remedio, e pode ser que tudo mude daqui a uns anos. (e por isso que esse blog nao se chama “Guia definitivivo como sobre criar seus filhos. Eu sou melhor mae que voce” HAHAHAHAHAHA)

Ate hoje (eu sei, ela tem apenas 2 anos…. Mas ja foram mais de 20 paises visitados em 5 continentes, entao tenho um certo embasamento empírico…) ainda não passei por uma situação onde não tinha NADA para fazer com a Isabella.

“Bella, vamos contar quantas pedrinhas cabem na sua mochila?” (Jardins de castelos no Vale do Loire)

“Bella? Cade a mamae? Achou!” (me escondendo atrás da pilastra num templo em Seul)

“Quais as cores do azulejo na parede?” (dentro da mesquita em Marrakech)

“Vamos subir as escadas? Da a mao para mamae” (nas ruinas de Pompeia).

Sim, é muito mais cansativo quando VOCÊ tem que brincar com SEU filho, e as vezes é ooooootimo entrar num parquinho, e deixar ela solta nos brinquedos sem ter que ficar inventando mil coisas ao mesmo tempo #ClicaNoInstagram – mas esses são os momentos de descanso numa viagem, nao a atividade principal.

Parquinho no Brooklyn, Nova Iorque

Minha cabeça funciona assim: prefiro subir e descer as escadas do mesmo templo no Japao 592 vezes e IR AO JAPÃO do que limitar minhas opcoes a “atividades de criança” apenas e nao ver nada de diferente no mundo. Ou pensar que já que não vou conseguir seguir todas as 649 dicas do guia de viagem, então melhor nem ir.

Para mim é simples, mas muita gente discorda. E tudo bem. Cada um sabe o que eh melhor para seus filhos.

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Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
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