08 Aug 2016
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Dicas de viagem da Disneyland Paris (Euro Disney): Como são os parques, como chegar, hotéis, alimentação, custos, etc

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Durante nossa viagem para a Disneyland Paris eu recebi muitas perguntas, e entendo o porque; Se você resolver pesquisar sobre a Disneyworld na Florida, o que mais tem por aí são sites e blogs especializados que explicam todo o passo a passo de absolutamente tudo que você possa imaginar.

Já para as outras Disneys espalhadas pelo mundo (não só a Européia, mas também a Chinesa, Japonesa e até mesmo a da Califórnia), geralmente se resumem a relatos rápidos que quem aproveitou outra viagem para dar uma passadinha por lá. O que também é totalmente compreensível, já que nenhum dos outros parques d Disney tem a mesma magnitude (em todos os sentidos) do que a Flórida.

E tampouco vou tentar escrever um super guia e me fingir de expert, porque realmente não sou. Mas o legal de ter recebido tantas perguntas, é que acabei prestando atenção em coisas que passariam despercebidas, e como ficamos 3 dias por lá (a maioria das pessoas acaba indo para apenas 1 dia) conseguimos testar e aproveitar o parque sob um outro angulo de vista (essa já foi minha terceira visita à Disneyland Paris, e pela primeira vez passei mais que um dia bate e volta vindo de Paris).

 

  • Parques

Minha primeira visita à Disneyland Paris foi em 1994, num parque pequenininho, recém inaugurado. Depois voltei em 2005, num bate e volta congelante no meio do inverno Francês, e passamos apenas algumas horas.

Disneyland Paris

Então foi meio surpreendente me deparar com um parque tão maior, com mais brinquedos, mais parques e uma infra estrutura bem diferente.

Sim, ainda é infinitamente menor que o parque da Flórida (já já falo sobre isso), mas agora a Euro Disney tem tecnicamente 3 parques (na verdade 2 parques de diversão e uma “village” centro comercial): O “Parc Disneyland”, que é o principal e mais tradicional, e faz as vezes de Magic Kingdon.

O “Walt Disney Studios”, ainda menor que o primeiro, porém mais interativo, e que se assemelha ao Hollywood Studios da Florida.

E por fim o Disney Village, que é uma rua/centro comercial com muitas lojas, cafés e restaurantes, acessível tanto como um pit-stop durante o dia (fica entre os dois outros parques, e a poucos passos de distância), ou para fechar seu dia no fim do parque.

Os 3 são compactos, com menos atrações do que a nave-mãe Americana, mas igualmente mágicos e divertidos. Cada um deles dá pra ser explorado (na pressa) em 1 dia, mas hoje em dia já se expandiram o suficiente para merecerem um pouco mais do seu tempo.

 

  • Como chegar

Os parques ficam em Marne-la-Vallée, uma cidadezinha a cerca de 30 quilômetros de Paris, sendo alcançado via trem (Eurostar, TGV e RER), ou metrô de superfície vindo de Paris. Ou é claro, de carro ou transfer.

O trem Eurostar é útil para quem, como nós, vier desde de Londres, oferecendo opções diretas (que leva cerca de 2 horas e 40 minutos) ou com conexões em Paris e Lille, que demora um pouco mais, porém oferece mais opções de horários.

Na ida para o parque nós fomos de Eurostar até Lille e de lá pegamos uma conexão TGV (trem de alta velocidade) até Marne-la-Vallée, totalizando um pouco mais de 3 horas (compramos as passagens para os dois tipos de trem todos juntos, já direto no site da Eurostar, para evitar complicações), o que nos permitiu sair de casa um pouco mais cedo, chegar no parque mais cedo também e aproveitar boa parte do primeiro dia por lá (infelizmente, os horários dos trem diretos entre Londres e Disneyland Paris são um pouco limitados).

Então nós saímos de Londres num trem as 7 da manhã, chegamos na estação de Marne-la-Vallée ao meio dia (perdemos 1 horas de fuso horário também), passamos no hotel para deixar as malas), e antes da 1 da tarde já estávamos dentro do parque para almoçar e curtir a tarde inteira.

Na volta, pegamos o trem direto da Eurostar até Londres e foi uma maravilha! Estávamos tão cansados que foi ótimo não ter que pensar muito, nem trocar de trem e afins. Sentamos no Eurostar e 2 horas e pouquinho depois já estávamos de volta em casa!

P.S. Eu tenho vários posts sobre o EuroStar aqui (o trem que vai da Inglaterra para a França), caso você precise de mais informações sobre o trem. Uma das vantagesn do Eurostar é que crianças até 4 anos não pagam passagem desde que viagem no colo de um adulto. A Isabella estava com quase 3 anos e meio, e achamos inviável não comprar um passagem para ela para uma viagem de mais de 3 horas de trem!

Para quem estiver em Paris, chegar até lá também é facílimo: basta pegar a linha A do trem urbano RER que se conecta com o metrô de Paris na estação Défense Grande Arche.

Uma outra boa opção para quem estiver no Aeroporto de Paris, são os serviços de shuttle e transfer oferecidos direto pela Disney, que te levam do aeroporto direto para seu hotel dentro do complexo Disney (mas que pelo que entendi, só está disponível para hóspedes dos hotéis Disney)

E claro, você pode alugar um carro ou contratar um transfer que te leve até lá sem complicações.

 

  • Quando ir (e horários de funcionamento)

Uma coisa boa da Disneyland paris, em comparação com alguns dos parques Ingleses (como o da Peppa Pig ou Legoland) é que a Euro Disney fica aberta o ano todo (os parques Ingleses fecham no inverno).

Porém o clima nessa região da França tende a ser bem “Londrino”, com invernos chuvosos, escuros e longos…

Então sim, dá pra ir na Disney Paris ao longo do ano todo, sem problemas nem restrições, mas não esqueça que entre mais ou menos Outubro a Maio as chances de pegar muita chuva, muito frio e dias bem feios é bem alta!

Não acho que isso deva impedir ninguém de tentar combinar uma viagem à França, com uma visita à Disney – mas é claro que não dá pra negar que pode vir a atrapalhar sim.

Mas colocando o clima à parte, a grande vantagem de visitar o parque nos meses de inverno e baixa temporada, são as filas menores e brinquedos mais tranquilos, enquanto que o verão, justamente por causa do clima mais ameno, os parques ficam mais cheios (afinal é época de férias escolares na França e em toda Europa).

Nos meses de ver@ao, da alta temporada, o Disneyland Parc fica aberto entre as 10:00 e 23:00, aproveitando ao máximo as horas de luz do dia no Norte da Europa, enquanto que no inverno, justamente pela falta de luz, os parques fecham as 19:00, diminuindo consideravelmente a quantidade de horas que você terá dentro do parque, e portanto quanto tempo terá para curtir tudo com calma.

 

  • Quanto tempo ficar

Como comentei acima, essa foi a primeira vez que eu fui pra ficar por mais de 1 dia. Nas duas outras visitas à Euro Disney, tínhamos nos limitado apenas a passar o dia a partir de Paris.

Então posso dizer com toda certeza que vale a pena demais passar mais de um dia por lá, passar a noite no complexo da Disney (mais sobre hotéis aqui em baixo), e fazer valer o passeio!

Dessa vez foram 2 dias e meio: chegamos na hora do almoço numa sexta feira, e voltamos pra casa no fim do dia no domingo. Aproveitamos DEMAIS!!

Algumas atrações conseguimos até fazer mais de 1 vez, mas também tivemos que pular outras.

Foi a medida ideal, principalmente considerando que eu não pude participar de várias atrações por estar grávida, e umas tantas outras não permitiam que a Isabella entrasse (por limitações de altura e tals). Para um grupo maior, com crianças maiorzinhas, eu diria até que esses 2 dias e meio não seriam suficientes, e faltaria tempo pra fazer tudo que você quiser.

Mas dá pra fazer a Disneyland Paris em um dia só? Dá, claro que dá. Se esse é todo o tempo que você tem, não deixe de encaixar sua visita.

Mas na minha opinião, por mais que a Euro Disney tenha fama de “pequena”, você vai querer ficar mais tempo, ou então vai embora sem explorar o parque inteiro.

 

  • Como planejar seu dia (app, Fastpass, reservas)

Uma das grandes vantagem da Disneyland Paris, em comparação com a Disneyworld da Flórida é que você não precisa de um PhD em Fastpass, Meal Plans, Magic band etc, para sentir que esta “fazendo” a Disney direito.

Aliais, se não quiser planejar nada, basta pegar um metrô saindo do centro de Paris, comprar seu ingresso na porta do parque e ser feliz. É uma Disney mais simples de ser.

Mas sim, muitas das mesmas facilidades estão disponíveis, como o FastPass, que permite que você gaste menos tempo em algumas das filas dos brinquedos. Os MealPlans, que ajudam a economizar seus suados Euros nas horas da refeições, o sistema de reservas de restaurantes e a App da Disney.

O que mais usamos foi a App da Disneyland Paris, com mapas interativos, informação ao vivo sobre tempo de espera nas filas dos brinquedos, horários dos shows, localização de banheiros, lojas e afins.

Porém, muita gente reclama do fato de que dentro da Disney não tem acesso a WiFi, então para os estrangeiros visitando o parque, a não ser que você esteja com um chip Francês no seu celular, ou tenha um plano internacional de roaming, será bem difícil acessar a app…

Para o Fastpass (que eu recomendo, principalmente pra quem for na alta temporada, ou com criança pequena), é bem simples e pode ser usado da seguinte maneira:

O seu ingresso normal do parque já te dá direito a usar o FastPass em algumas atrações: basta escanear o código de barras do seu ingresso na máquina Fastpass do brinquedo, e ele te dará um outro ticket com o horário certinho que você tem que voltar, para entrar sem pegar fila.

Se eu não me engano, você também pode comprar um FastPass VIP, que te dá acesso mais rápido a todos os brinquedos que tem essa facilidade (nós fizemos isso no parque da Universal de Cingapura e foi ótimo! Valeu bastante a pena!).

O parque também opera um sistema de reservas para restaurantes, que é uma boa ideia para quem quiser garantir alguma refeição com os personagens e princesas. Você pode se informar na recepção do seu hotel ou no “City Hall” do parque, mas se você for passar apenas 1 dia por lá (sem hospedagem), é recomendável fazer sua reserva cm antecedência.

  • Ingressos

A compra de ingressos é facílima!

Você pode comprar sua entrada direto na bilheteria do parque (rola uma fila) no dia que quiser, ou nas lojas disney da Paris (em Paris ela fica na Champs Elyseé, e em Londres na Oxford Street) ou on line.

Nós compramos os nossos ingressos on line, por praticidade e preço. Como iríamos ficar mais de 2 dias e queríamos visitar os 2 parques, saía bem mais barato comprar on line, e conseguimos a promoção que incluía livre acesso aos 2 parques durante 3 dias consecutivos. Ou seja, pudemos ir e vir entre os 2 parques ao longo de 3 dias sem problemas, por praticamente o mesmo preço que 1 dia em 1 parque! No site, basta selecionar a opção “Multi-day” para ver todas as promoções disponíveis para o período de sua visita.

Uma vez comprado on line, você recebe um voucher por e-mail, que precisa ser impresso e apresentado no guichê/máquinas na entrada. E tem que imprimir mesmo! Eles não aceitam apenas o código de reservas, nem confirmação por e-mail – mas se você, como eu, esquecer seu voucher no hotel logo no primeiro dia (fato verídico), você pode pedir para re imprimir seu ingresso na posto de informações turísticas (nos cobraram 2 Euros) bem na entrada da estação de trem.

Mas atrapalhadas à parte, com o voucher na mão, basta escanear seu código de barras numa das maquininhas na entrada do parque, e em questão de segundos, seus ingressos estarão na sua mão!

 

  • Hotéis

A Disneyland paris também funciona num esquema “resort” no que diz respeito aos hotéis, com duas classificações diferentes de hospedagem: tem os hotéis da Disney e os hoteis do complexo Disney.

A diferença entre eles, além do preço, é claro, é que ao se hospedar num hotel “Disney” você tem direito a certas regalias, como FastPass VIP, “Horas mágicas” (podendo entrar no parque 1 hora antes da abertura normal) e opções a mais de escolha no Meal Plan.

Porém apenas um hotel fica dentro do parque, o Disneyland Hotel, que aliais, o hotel é o próprio portão de entrada do parque! Lindo, magnífico, e realmente deve ser uma delícia rolar da cama e cair literalmente dento do parque – e ainda por cima antes de todo mundo!

Se a diferença de preço compensa?! Huuumm… pra gente não conspensou sequer considerar pagar 5 vezes mais só para economizar alguns minutos no transfer do parque…

O resort tem outros 6 hotéis “Disney” espalhados pela área da Disney, com temas diferentes, e diferentes níveis de regalias à disposição dos hóspedes. Alguns deles, são acessiveis a pé, mas nenhum deles fica dentro nem do lado dos parques.

Os hoteis Disney são:

Disneyland Hotel

Hotel New York

Newport Bay Club

Sequoia Lodge

Hotel Cheyenne

Hotel Santa Fé

Davy Crocket Ranch

Eles só estão disponíveis através do site da Euro Disney, e sempre vale a pena dar uma olhadinhas nas promoções vigentes para o período da sua visita (as vezes a hospedagem já inclui algumas refeições, as vezes inclui a entrada nos parques, etc). É uma questão de colocar tudo na ponta do lápis mesmo.

Os outros hotéis parceiros da Disney, que também fica dentro do complexo do parque são:

Dream Castle Hotel

Magic Circus Hotel (onde nós nos hospedamos!)

Explores Hotel

Kyriad Hotel

B&B Hôtel

Esses hotéis podem ser reservados direto pelo site da Disney (também vale a pena verificar se esta rolando alguma promoção específica), ou em sites como o Booking.com, que geralmente significa que você consegue preços melhores e promoções à parte.

Nós nos hospedamos no Magic Circus Hotel, e foi ótimo! Recomendo demais!

O Hotel faz parte do complexo Disney, então inclui facilidades como por exemplo um shuttle de graça que circula entre o hotel e o parque durante o dia todo, até a hora de fechar e leva menos de 10 minutos – foi tão prático! Praticamente não tínhamos que esperar nada, era chegar na recepção e uns minutos depois outros transfer aparecia, e o timer no contador dava cerca de 7 minutos de distância, direto na porta do parque! Foi ótimo não ter que lidar com carro, estacionamento, etc, etc.

Nós ficamos no quarto “Família”, com uma cama de casal e um beliche para crianças, e vocês não imaginam o quanto que a isabella adorou o quarto e o hotel, todo temático de Circo.

O quarto não era enorme não, mas bem confortável, e uma “tenda” de circo, com TV individual por cima da cama das crianças – além de toda decoração temática do resto do hotel, que também tinha piscina interna e externa, spa, 1 bar e 2 restaurantes, loja de souvenir, venda de ingressos e agência de viagens.

E claro, um parquinho interno que foi bem útil! Tinha vários (mini) brinquedos, piscina de bolas, carrossel e afins – porque não adianta, mesmo com a Disney aos nossos pés, no fim do dia, a Isabella sempre queria dar uma passadinha na piscina de bolas! E pelo menos evitou brigas na hora de voltar pra casa, e ela sempre queria voltar pro hotel no fim do dia, pois era tão divertido!

 

  • Comida e Dinning Plan

Nosso hotel incluía café da manhã, então aproveitamos pra tomar um café reforçado todas as manhãs antes de ir pro parque (era num esquema buffet e super bem servido e variado).

E também jantamos no restaurante do hotel na primeira noite que chegamos por lá: optamos pelo buffet e foi bem razoável. Boas opções e bem servido. Nada fora de série, mas foi bem bom – e cada adulto pagante no buffet tinha direito a 1 criança comendo de graça (ótima economia para famílias maiores ou com crianças mais velhas).

Lá dentro do parque as opções de comida e refeições variam para todos os gostos: de lanchinhos rápidos e fast food, até restaurantes de “verdade” com opções mais saudáveis.

Eu não vou nos parques da Florida à muitos anos, então não sou nada atualizada em relação à DisneyWorld, mas de maneira geral achei que se você quiser, dá pra comer melhor na Disney Paris do que na DisneyWorld, pelo simples fato de ser Europa (no geral as pessoas valorizam mais comidas e refeições ” de verdade” do que fast food e sanduiches). Mas em compensação todos os preços são em Euros, e uma vez lá dentro, você não tem pra onde fugir…

Um almoço “lanche” para nós 3 não saía por menos de uns 40 Euros, e um jantar de “comida” por cerca de 80 Euros. Garrafinhas de água ou suco custavam entre 3 e 5 Euros, sorvetes entre 3 e 5 Euros e por aí vai.

Então para grupos e famílias maiores, uma boa opção são os Meal Plans disponíveis nos parques e hotéis da Disney, que podem ser de Meia pensão (café da manha e mais uma outra refeição), ou Pensão completa (café da manha, almoço e jantar). Nós não fizemos um meal plan, mas fica aí a dica pra quem quiser explorar essa opção.

 

  • Compras

Bem, como era de se esperar, todos os brinquedos acabam numa lojinha de souvenir, onde você encontra tudo quanto é quinquilharia da Disney!

Mas na Main Street, bem na entrada no parque, também tem várias outras lojas mais “temáticas” e variadas, além de claro o Disney Village, que é onde estão as mega lojas com ítens Disney.

Então o que não faltarão são oportunidades pra comprar lembrancinhas, brinquedos e souvenirs da Disney – impossível resistir a tanta tentação!

Se você estiver hospedado em um dos hotéis da Disney, eles entregam suas compras direto no seu hotel, evitando que você tenha que carregar sacolonas o dia todo – mas também pode optar por recolher suas compras na loja da Disney no Village, já na saída dos parques.

 

  • Porta volumes e guarda malas

Uma boa dica, que nós usamos no nosso último dia de parque, é o porta volumes do própiro Disneyland Parc, que fica escondidinho numa entrada lateral (pelo lado direito) do parque.

A estação de trem também tem guarda volumes, mas achamos bem lotado e confuso (mas talvés seja por causa dos recentes ataques terroristas, não sei…), já o porta volumes do parque foi bem tranquilo e “civilizado”.

Eles cobram 3 Euros por bolsa/sacola, 7 Euros por malas médias e 9 Euros para malas grandes, e ficam abertos até 1 hora depois que os parques fecham (quanto estivemos lá, por ser verão, eles ficavam abertos até as 23:45).

Então no nosso último dia de parque, chegamos um pouquinho mais cedo, antes da abertura do parque, deixamos nossas malas por lá, e recolhemos no fim do dia, antes de andar de volta pra estação de trem. Mega fácil e simples!

 

  • Dicas extras para gravidas e crianças pequenas

Por fim, uma dica que eu até então nem sequer sabia que existia!

Eles oferecem um facilidade para visitantes grávidas ou visitantes portadores de deficiência, que funciona como um FastPass VIP – ou seja, com esse cartãozinho, eu e meus acompanhantes (a família/grupo todo) podíamos entrar nos brinquedos sem fila.

No caso do passe para gravidez, ele só valia para os brinquedos em que eu podia participar, mesmo grávida (que até que foram bastantes!), mas foi ótimo! E reforçou minha ideia de que vale a pena usar (ou pagar a mais) para o FastPass!

Alguns brinquedos nós entravamos direto, sem fila nenhum, ou então entrávamos pela fila do fast pass (você pega uma filinha, mas beeeem mais rápido que a fila normal), e outras atrações (inclusive para conhecer as princesas) bastava passar na porta e reservar o horário que queríamos entrar; aí era só chegar na porta na hora marcada e entrar direto.

Se você está no começo da gravidez, ou naquela fase entre-safra do “gordinha ou gravida”, não esqueça de levar um atestado médico. NO meu caso não me pedirma nada, porque realmente com quase 8 meses não dava pra esconder, mesmo se eu quisesse!

Ajudou demais, e por isso mesmo disse lá em cima que acho que seja necessário mais que um dia para aproveitar bem a Disneyland Paris! Se mesmo com essa facilidade, levamos mais de 2 dias pra aproveitar tudo, imagina pegando todas as filas normalmente?! Impossível fazer num dia só!

Mas independente de fastpass e gravidez, alguns binquedos mais “adultos” oferecem uma opção “Baby Switch“, onde os pais ou responsáveis pela criança/bebê que não pode participar daquela atração, podem se revezar – entram na fila junto com as crianças, mas cada um anda no brinquedo de cada vez, enquanto o outro fica com o bebê, e depois o outro pai/responsável entra direto sem ter que pegar fila novamente.

Outra opção que nós também usamos foi o “Single riders”, ou “participantes avulsos”, que são as filas onde você entra no brinquedo sozinho, não podendo escolher com quem senta. Essa opção foi ótima para o Aaron, e ele aproveitou bastante nos brinquedos que nem eu nem a Bella podíamos participar (basicamente todas as montanhas russas adultas), e assim ele pode andar em brinquedos sozinho sem praticamente pegar fila nenhuma!

Por exemplo, a Space Mountain e o elevador do Terror estavam com mais de 1 hora de fila, e ele entrou direto em 5 minutos!

Então deu pra aproveitar bastante o parque, mesmo as atrações mais adultas, mesmo estando com criança pequena (e grávida!).

Uma outra dica para quem estiver com crianças pequenas é o aluguel de carrinhos de bebê do parque. Aos 3 anos e meio, a Bella já não usa tanto seu carrinho, mas sabíamos que o ritmo ia ser punk, e acho super necessário um carrinho para as crianças (e sacolas, mochilas, câmeras fotográficas etc).

Como nós fomos de trem, e íamos pegar transporte público etc, levamos o nosso, um guarda chuva mesmo, só pra quebrar o galho – mas se um carrinho não esta nos seus planos, você pode alugar lá, direto no parque.

Os carinhos são todos iguais, feios e com pinta de pega desconfortáveis, mas realmente infinitamente melhores do que ter que ficar caregando colo crianças exaustas depois de horas de andança pelo parque!

 

  • Comparações entre a Disneyland Paris e a DisneyWorld na Flórida.

Um outro pega-pra-capar que deu confusão nas redes sociais durante nossa viagem foram as comparações entre as Disneys mundo à fora.

Alguns leitores que supostamente já foram à Florida N vezes e se sentiram altamente injustiçados e decepcionados com a versão Européia, enquanto que outros amaram as versões internacionais.

Foi uma discussão tão infundada e sem pé nem cabeça, que eu até deletei várias mensagens…

Mas na minha opinião não dá pra comprar. Simplesmente não compare. Quem compara não se diverte! Uma é a DisneyMUNDO enquanto que todas as outras são apenas mini versões.

A Florida é a matriz, carro chefe e nave-mãe. Todas as outras, incluindo a Disneyland Paris são apenas as filiais.

Não dá pra ter a expectativa da mesma grandiosidade, mesma infraestrutura, mesma cultura (afinal os Americanos são os mestres do atendimento ao cliente, e Franceses e Asiáticos deixam a desejar) e mesmas facilidades. Não é a mesma coisa e ponto final. Ajuste sua expectativa, simples.

Mas por outro lado, eu amei visitar a Euro Disney mais uma vez justamente por isso – por tudo que ela não é!

Não é uma viagem-evento, você não precisa reservar refeições com personagens com 6 meses de antecedência, ou caso contrário Deus-me-livre-e-guarde seus filhos não tomarem café da manhã com o Pluto!

As filas são menores, os brinquedos são menores, os parques são menores e mais fáceis de serem curtidos, principalmente por crianças pequenas.

Eu confesso que me senti acuada ao ler e (tentar) pesquisar sobre uma possível viagem à Florida num futuro próximo e fiquei apavorada com o tanto de planejamento que você TEM que fazer hoje em dia pra realmente dizer que fez a Disney! O que aconteceu com aquela coisa de “comprei ingresso, cheguei e me diverti”?! Nas vezes que eu fui à DisneyWorld com meus pais, era assim – o próprio parque já bastava; era isso que a gente queria fazer e pronto; não rolava nenhum outro estresse.

E então senti que a Euro Disney ainda é um pouco assim – planejamos pouco, além do básico e óbvio, e curtimos demais, sem pressão, sem obrigações, e sem  a sensação de que voltamos pra casa faltando alguma coisa porque não deu tempo (ou não conseguimos reserva) pra fazer isso ou aquilo.

Então nós AMAMOS a experiência da Disneyland Paris e con certeza voltaremos outras vezes nos próximos anos, enquanto tomamos coragem de enfrentar a DisneyWorld de novo!

Foi um parque e uma viagem na medida para essa fase da nossa família e n@ao deixou nem um pouco a desejar para nenhum de nós 3!

 

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Planejando uma viagem para a França e a Disneyland Paris?

Aqui você encontra todas as dicas e recursos para planejar sua viagem, e podemos cuidar dos detalhes práticos para você:

 

Adriana Miller
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03 Aug 2016
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Disney ou não Disney? Eis a questão!

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Nos últimos anos, pós-Isabella eu ouvi muitos comentários surpresos em relação as nossas escolhas de destinos de viagem: “Nossa, vão para lugar X?!?” (insira aqui destino “exótico” da vez, e considerado por muitos como “não é lugar de criança” que nos visitamos numa boa nos últimos anos). “Porque vocês não vão pra Disney?”, perguntavam outros.

Não me leve a mal. Fui a Disneyworld (Florida) e Disneyland Paris várias vezes na minha infância e adolescência, e amei todas as vezes, mas assim que comecei a fazer umas viagens mais adultas e independentes, voltar a qualquer outra Disney nunca mais passou pela minha cabeça.

Engraçado que ate rolou uma mini-polêmica no meu Instagram durante essa viagem, um bate boca sem fundamento entre os apaixonados pela Disney, contra o time dos Disney-nem-pagando! E posso falar? Entendo perfeitamente ambos os pontos de vista!

A Disney, qualquer uma, é um lugar magico. Você se transporta para outra dimensão, um mundo paralelo onde tudo é lindo, divertido, maravilhoso. Um sonho. Mas por outro lado, o mundo (o de verdade, onde nos vivemos) é grande demais e interessante demais para limitar suas viagens e aventuras a um mundo faz-de-conta.

Então por muitos e muitos anos eu passei pro lado do pessoal “Deus-me-livre-guarde” e nem sequer cogitava a possibilidade de gastar tempo/dinheiro/energia indo pra Disney se eu poderia explorar castelos de verdade, conhecer culturas diferentes, e me aventurar pelo mundo (real).

Mas então, em 2013 a Isabella nasceu. E não, essa sensação e vontade de explorar o mundo não mudou nem um pouco. Queria mostrar o mundo “de verdade” pra minha filha, e não ficar “visitando” os países fake no Epcot Centre. Queria que ela convivesse com outras culturas, línguas, religiões e culinárias ao vivo, e não sentada no barquinho do “Small World”.

E sinceramente, acho que mandamos bem nesse departamento!!

Até que ano passado, com a Isabella já com seus 2 anos e meio, nos começamos a visitar outros parques de diversão… opções menores e mais locais, e nos surpreendemos com o quanto ela se divertiu e adorou aquela mundo “infantil” de cores, e brinquedos e montanha russas e afins.

E então começamos a pensar na possibilidade de que nos próximos anos, não conseguiremos mais evitar uma viagem para Disney.

Ate que no começo desse ano, quando descobri que estava gravida novamente, começamos uma mini lista de coisas que gostaríamos de fazer com nossa “filha única” antes do segundo baby chegar (até porque eles terão uma diferença de idade considerável, de mais de 3 anos e meio), e a ideia da Euro Disney entrou na conversa.

É perto e relativamente fácil pra gente, sem ter que transformar a visita ao numa viagem-evento. Um parque bem menor e mais fácil de explorar sem grandes compromissos, e que seria um bom ensaio para uma futura viagem para a Florida.

Debatemos e mudamos de ideia varias vezes… sem termos muita certeza se ela ia curtir tanto assim, e se seria uma boa ideia fazer uma viagem dessas enquanto gravida (não somos uma família muito de “princesas”, e tirando um desenho ou outro que ela assistiu na escola ou na casa de alguma amiguinha, e vestidos de princesas que ganhou de presente da família, nós não incentivamos muito isso nela, então ate pouco tempo atras ela não seria capaz de reconhecer muitas das princesas e personagens da Disney).

Até que uma promoção imperdível do Eurostar cruzou nosso caminho, e resolvemos pular de cabeça! Vamos para a Disney Paris!

Se nos arrependemos?! Na-na-ni-na-não!

Se voltaria mais mil vezes?! Com certeza!!

Ainda não sei quando teremos coragem de encarar a Florida de verdade, mas a Euro Disney foi a medida perfeita de tempo, intensidade e diversão para nos 3!

A Isabella se divertiu horrores (aos 3 anos e meio), e nós dois mais ainda, de ver a alegria dela!

Claro que com quase 8 meses de gravidez eu tive varias limitações no que poderia ou não fazer e participar, e no ritmo da viagem – mas sinceramente, justamente porque a Isabella ainda é bem novinha, conseguimos aproveitar bastante coisa nos 3 juntos, e o Aaron se encarregou do resto!

Eu recebi varias duvidas e perguntas nas redes sociais enquanto estávamos por lá, e vou responder todas elas nos próximos posts!

 

P.S. me perguntaram no Instagram e Facebook os créditos de algumas peças que usei nessa viagem, então aqui estão:

Tênis Adidas Superstar:

Tênis New Balance:

Meus óculos escuros:
(Cinza mesclado):
(Preto “aviator”)

Vestido preto:

Colete branco:

Vestido listrado

Colete “jaqueta”

Bolsa

Câmeras:

GoPro 

Canon GX7

 

Planejando uma viagem para a França e a Disneyland Paris?

Aqui você encontra todas as dicas e recursos para planejar sua viagem, e podemos cuidar dos detalhes práticos para você:

 

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07 Jun 2016
32 comentários

TV Everywhere: Viajar de avião com crianças “grandes” – dicas para antes, durante e depois do vôo!

Avião, Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Maternindade, Fazendo as Malas, T.V. EveryWhere, Viajando com crianças

Viajar de avião com crianças é sempre uma aventura… Há quem prefira quando eles são bem pequenos, e há quem prefira os mais grandinhos… E há quem prefira deixa-los em casa!

Pra mim na verdade não tem pior nem melhor, apenas diferentes: cada fase tem suas vantagens e seus desafios, e por isso mesmo quis capturar os detalhes que fazem diferença ao longo dos nossos 3 anos e pouco de viagens em família.

Thumbanail viagem com crianca

Muitas cosias já fazemos no automático sem nem pensar mais. Outras, não são tão diferentes assim de como lidamos com a Isabella no dia a dia. Mas aproveitei uma viagem ao Brasil recentemente para reavaliar e colocar em prática algumas outras coisas.

E pra completar, essa viagem foi “solo”: só eu e a Isabella (com 3 anos e 4 meses de idade)  num voo diurno de 12 horas! Então senti que precisava me preparar mais ainda – qualquer viagem com criança complica mais ainda quando não temos um outro par de mãos pra ajudar (ou outra cabeça pensante pra lembrar de detalhes!).

 

– ANTES DO VÔO:

*A escolha do vôo, poltronas e refeições:

A partir dos 2 anos a criança já paga pelo voo e tem direito a sua própria poltrona, franquia de bagagem etc o que já ajuda demais! Não pagar o voo dos pequenos é uma beleza, mas a realidade é que depois de uns 6/8 meses de idade, qualquer voo com um bebê no colo é bem desconfortável. Claro que na maioria das vezes a economia compensa, mas aquele primeiro voo com eles em sua própria poltrona é um alívio!!

Como nós somos uma família de 3, sempre prefiro marcar assentos na janela; a maioria das aeronaves sentam 3 pessoas de cada vez, e assim não precisamos dividir a fileira com ninguém!

Para uma família mais numerosa, as fileiras do meio são melhores, pois assim não é necessário dividir a família e os pais podem dividir sua atenção e revezar tarefas igualmente entre si e o numero de crianças.

Além disso, nos vôos noturnos, as crianças podem deitar “atravessado” no colo dos pais, o que pra eles é um super conforto!

Dessa vez eu optei por voo na categoria “Premium” da British Airways (é uma classe entre a econômica e a Executiva, que nem todas as cias tem). O preço é mais salgado do que um voo normal de econômica, mas valeu a pena por estar viajando sozinha com a Bella e ela já estar grandinha (quando fui sozinha com ela para o Brasil no Natal, voamos na mesma classe).

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A vantagem de voar de Premium é que as poltronas são beeeeeem mais confortáveis: mais largas, com maior inclinação, com descanso para pernas e pés, ajuste na lombar, carregador elétrico em USB etc. O menu é o mesmo da executiva, e o serviço como um todo é bem melhor. A única desvantagem é que por serem poltronas individuais os braços das poltronas não levantam – ou seja, se o Aaron estivesse com a gente, teríamos mais “espaço útil” pra Isabella deitar entre nós dois, com as 3 poltronas da classe econômica (com braços levantados), e conseqüentemente teríamos tido mais conforto, apesar da classe mais barata.

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Mas como estava só eu, as poltronas da Premium já bastam: entre a reclinação maior, descanso de pernas e poltronas mais largas, ela conseguiu dormir suuuper confortável, inclusive no voo noturno de volta, e teve mais espaço pra ela (e pra mim!) deitar e se acomodar do que se estivéssemos na econômica.

Outra coisa em relação a escolha do vôo, o que sempre me perguntam é: porque voo diurno, se esses acabam sendo tão mais cansativos com/para crianças mais velhas? (que já não dormem durante o dia) – e principalmente para os pais, que ficam no ritmo não-para-não-para-não-para-não entretendo crianças durante horas e horas a fio! (ja falei nessa questao do voo diurno vs noturno nesse post aqui).

Simples: vôo direto! Conexões = complicações! Ter que ficar carregando tudo entre um voo e outro, troca de terminais etc, mais o risco de uma criança fazendo birra, cansada/com sono/fome etc enquanto você corre contra o tempo pra pegar o próximo vôo não é uma combinação legal!

Ah! E outra coisa: a partir do momento que as crianças passam a pagar por seus vôos, elas tem direito a refeição especial, que deve ser pedida on line até 48 horas antes do voo. Claro que não espere que seja aquela coisa super nutritiva-balanceada que vai garantir uma saúde e inteligência superior ao seu filho (alô Harvard!), mas já aumenta as chances de ter opções mais amigáveis para paladares infantis (mas principalmente eles servem as refeiçoes infantis/especiais antes de começar a server o almoço/jantar do resto da cabine, então ela não precisou esperar horas depois da decolagem para comer, e quando finalmente serviram a minha comida, ela já estava alimentada e pude comer numa boa).

Mas voltando ao preparativos pré-vôo:

Além da escolha do voo e poltrona, nós começamos a preparação “piscológica” vários dias antes.

A Isabella já viajou bastante, adora e já entende muito bem todo processo de viagem. Mas se é sua primeira viagem, ou se você viaja pouco (e seu filho provavelmente não lembra do último voo que fez) isso é ainda mais importante. Então já começamos a falar do avião, da viagem, quais brinquedos ela quer levar, quais desenhos quer assistir etc. Quando passar um avião sobrevoando o céu, mostre e fale que “daqui a pouco/amanha/semana que vem seremos nos”, mostre fotos e/ou videos de outras viagens etc. Ou seja, qualquer cosia que refresque a memoria ou ajuda a criança a se familiarizar com a ideia do avião, evitando estranhamentos, medos e afins.

Sempre deixo ela escolher umas besteirinhas para levar no voo (revistinhas de colorir, adesivos, carrinhos, bonequinhos pequenos etc), levo os brinquedos preferidos do momento e geralmente também compro alguma besteirinha “surpresa” para dar de presente durante  voo, ou entre conexões e momentos de tédio e espera (só tome cuidado para que não seja nada com muitas pecinhas pequenas que possam sair rolando e se perder no avião, nem nada que faca barulho e incomode os outros passageiros!).

 

*Bolsa de mão:

A Bella não usa mais fralda ha tempos, mas nunca deixamos de carregar sua “bolsa de fralda” pra cima e pra baixo – principalmente em viagens!

Sério, pra mim estar preparado para qualquer – QUALQUER – imprevisto não compensa nenhum minimalismo! Quando as pessoas comentam como ela se comporta bem em viagens (avião, carro, trem, etc) restaurantes, museus, etc, etc como se fosse uma coisa extraordinária, a minha resposta é sempre a mesma: esteja preparada!

Crianças são imprevisíveis: pode ser o mau humor do dia (desenhos, revistinhas, livros e brinquedinhos novos geralmente resolvem o problema), pode ficar doente (mimi farmacinha sempre!), pode não querer nem olhar pra comida do avião (lanches e coisas rápidas para alimentar + distrair!), podem entornar um copo de suco inteiro no colo, pode passar mal, pode ficar entediada…. a lista de coisas que podem dar errado é infinita!

Mas claro, sejamos práticos! Não precisa exagerar e querer levar a casa nas costas, e principalmente, seja flexível e abra exceções: deixa a criança comer besteira se for preciso, deixe passar horas com o nariz enfiado no tablet se isso vai impedir um chilique, deixa rolar no chão se isso evitar que eles fiquem atazanando o vizinho de poltrona, e seja lá o que for que você considere impensável no dia a dia.

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E por fim: deixe a criança cansada! Deixe eles correrem, esticarem as pernas, brincarem e pode deixar tocar o terror no aeroporto! Uma salve de palmas para aeroportos que tem playgrounds e áreas para crianças! (na Europa e Asia, 99% dos aeroportos tem alguma área kids! Amem!). Mas se no seu aeroporto não tem uma área dedicada a crianças, não eh nada que uma sessão de “pique esconde” ou “mini gincana” não resolva!

Play área do Heathrow (todos s terminais tem um!)

 

– DURANTE O VOO:

Bem, além de tudo que já falei acima eu aproveitei o último vôo e fiz um vídeo mostrando o que levo na bolsa da Isabella, e mais algumas dicas gerais dessa preparação pré e durante o voo.

Então digamos que sua bolsa de bordo/mão é sua vida!

Sempre evite exageros (afinal, você terá que carregar isso tudo!), mas a preparação, paciência e energia serão seus maiores aliados.

Sim, energia! Afinal não existe tablet, livrinho ou brinquedo que dure pra sempre, e sua criança vai querer mesmo é a sua atenção! Então o nosso dia de viagem (afinal foram 12 horas!) foi um intercalado de “novidades” e “surpresas” que a distraiam e me davam uma folguinha, com interações intensas de brincadeiras, jogos, passeios pela aeronave, competição de careta no espelho do banheiro e sei lá mais o que eu consegui inventar!

Se cansa?! Ô!!! Cheguei um bagaço!

Mas o que importa ‘e que pra ela, o vôo foi pura diversão e horas de qualidade comigo. Sem trauma, sem medo de avião, sem medo do desconhecido da viagem. Não tenho a menor dúvida que ela vai crescer amando viajar tanto quanto eu! (que também aprendi desde bem pequena!).

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Uma outra coisa que mudou na nossa rotina desde a última vez que escrevi sobre dicas de viagem com criança foi que agora a Isabella esta desfraldada (ha quase 1 ano) e também não usa mais chupeta.

Em relação ao desfralde, não corremos mais riscos de acidentes, pois agora ela já esta bem treinada e acostumada (se vocês quiserem eu posso falar com mais detalhes sobre isso, já que o desfralde aconteceu mais ou menos na época que o blog deu uma pausa em postagens de viagens…), mas é uma dinâmica bem diferente!

Por um lado, já não preciso mais ficar preocupada em levar fraldas, e quantas fraldas, e se lá vai ter fralda, e se a fralda vai vazar, etc, etc.

Mas por outro lado, tem sempre a preocupação de achar um banheiro que seja limpo, se se quer vai ter banheiro por perto etc. Em aviões, claro que sempre terá banheiros, mas é todo um ritual de perguntar mil vezes se ela quer ir ao banheiro antes de embarcar, e depois perguntar de novo se ela quer ir ao banheiro antes do voo decolar – não esqueçam que existe o período de taxiamento e decolagem/pouso onde ninguém pode ficar em pé nem usar o lavatórios do avião. As vezes esse período por demorar 1 hora ou mais… e aí se seu filho quiser fazer xixi bem na hora que o sinal de afivelar os cintos ascende?! E ainda tem que segurar o xixi por mais 1 hora?!?! Complexo!

A Isabella é dessas crianças que só quer parar de fazer o que estiver fazendo e pede pra fazer xixi quando a bexiga já esta explodindo, então tenho que usar várias técnicas de convencimento e negociação para convence-la de ir ao banheiro antes de embarcar: seja ler uma história, assistir o ipad, ou ganhar uma bala ou surpresa de prêmio! Use todas as armas!

E comigo eu sempre levo lencinhos  e sprays anti sépticos para limpar o vaso, protetores de assento em embalagem mini pra viagem, e lenço de papel (para fazer a vez de papel higiênico) e alcool em gel/spray para as mãos.

Outra coisa que mudou na nossa rotina foi a retirada da chupeta. Na verdade, esse vôo pro Brasil foi a primeira vez que ela voou sem chupeta (esperamos até a volta da viagem pra Ásia para fazer essa transição!), então eu não sabia como ela ia reagir no vôo, se ia sentir dor de ouvido, se ia enjoar… E não deu outra! Assim que entramos no avião ela lembrou da chupeta! Mas eu falei que não tinha mais, e ela aceitou numa boa, mas só por precaução, levei uma sacola enorme com balas e pirulitos que poderiam a distrair, além de aliviar os ouvidos.

O resultado final foi que ela ficou super bem no voo, não reclamou dos ouvidos nem nada e no vôo da volta já nem perguntou da chupeta!

P.S. A lista de produtos que mostrei no vídeo esta no final do post. E tenho também esse post AQUI com dicas e sugestões de apetrechos para crianças!

PS2: essa mesma bolsa de viagem já apareceu nesse post aqui, ha uns 2 anos atras. Esta durando bastante e usamos bastante!

 

– DEPOIS DO VÔO:

Uma das maiores dificuldades de viajar com crianças maiores é que eles não são mais tão “portáteis”.

Por um lado eles já andam e até ajudam a carregar as coisas etc, mas com uns 2,3, 4 ou até uns 5 anos, ainda são bem pequenininhos e frágeis, cansam a toa (física e mentalmente) e não dá pra garantir que só porque seu filho já anda, que ele de fato vai querer andar bem naquela momento crucial que você esta atrasado pro próximo voo!

Esse era meu maior medo! Apesar da escolha do voo direto, para justamente evitar conexões (por esse mesmo motivo!), eu sabia que depois de um longo dia no avião, nós chegaríamos no Rio super tarde da noite, ambas estaríamos exaustas, eu ia ter um monte de coisa pra carregar e potencialmente ainda ter que carregar ela no colo! (sem falar que eu estava grávida de 5 pra 6 meses!).

Normalmente eu sempre peço pra despachar o carrinho na porta do avião, e retirar de novo na porta da aeronave; fácil e prático. Então, em situações assim, basta desembarcar e esperar seu carrinho bem ali na porta.

Mas sempre, sempre pergunte se essa opção estará disponível no aeroporto de chegada! E principalmente muito cuidado em voos com conexões! Verifique se seu carrinho vai ser levado até a porta no seu vôo de conexão, e cuidado com o tempo disponível! Se a conexão for apertada, ou seu voo atrasar etc, você pode acabar perdendo o voo! (eu sempre acho que demora horrores para trazerem o carrinho de volta ao desembarque!).

Nesse caso, peça para despachar o carrinho até o destino final e não corra riscos.

Mas e se o aeroporto não puder levar o carrinho até a porta no desembarque ou em conexões (por exemplo, no Rio de janeiro não pode, e se entendi bem, isso é regra da alfândega Brasileira e da Infraero a todos os voos internacionais chegando no Brasil), oque fazer??

Bem, se você estiver viajando com mais alguém e a proporção de adultos por crianças estiver equilibrada, tudo bem. Mas caso contrario, peça “assistência”!

No que consistirá essa assistência, vai depender demais do aeroporto de chegada, mas pode ser que eles disponibilizem um carrinho de criança para você usar enquanto estiver no aeroporto, ou então alguém esteja te esperando com aqueles carrinho motorizados tipo golf, ou alguém pra te ajudar com as malas. Na chegada ao Rio de janeiro, depois de um voo de 12 horas, quase 1 da manha com uma criança de 3 anos exausta e uma barriga de 6 meses de gravidez, a opção de assistência foi uma cadeira de rodas!

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PS a assistência tem que ser requisitada antes do voo! On line no site da cia area (se disponível) ou no momento do check in.

Só quando chegamos no Rio é que me falaram que eu não poderia sentar na cadeira de rodas com a Bella no colo, por questões de seguro, mas ela pôde sentar na cadeira sozinha (a foto é de partir o coração, mas ela adorou o “carrinho grande”), e de quebra ainda pendurei minha mochila, além de ter tido ajuda na fila preferencial da imigração até finalmente recolher minha bagagem e o carrinho dela! (um rapaz ficou com a gente me ajudando com a bagagem e a Isabella pode ficar sentadinha na cadeira de rodas ate o final, ate eu já estar com tudo pronto pra passar pela alfandega e ir pra casa!)

Foi ótimo e nos salvou!!

Hoje em dia também existem essa nova geração de carrinhos de viagem portáteis, que dobram e fecham tao pequenininhos que você pode levar dentro do avião com você, como bagagem de mao!

Eu acho uma ideia maravilhosa, mas nao tenho um desses por alguns motivos:

O modelo pioneiro e mais conhecido eh o Babyzen Yoyo, porem alem de caro para um carrinho “para de vez em quando” (se você comprar com todos os extras necessários, ele custa o preço de uma Bugaboo Bee!) ele tem uma vida util super curta, e só serve para crianças entre 6 meses (ou depois que já sentam firmes sozinhas) ate mais ou menos 2 anos (ou cerca de 12 quilos), sendo que eu já vi bebes de 1 ano ou pouco mais pesado que isso! Ou seja, apesar de sua “fama”, para o proposito das dicas desse post ele já não serviria, pois a Isabella com menos de 3 anos já não cabia nele (e isso porque ela é peso pluma e bem magrinha! Uma criança de peso mais normal, já não poderia usar o Yoyo ha muito tempo).

Porem outras marcas estão entrando nesse mercado e com opções bem melhores que o Yoyo, com carrinhos mais duradouros e resistentes (e mais baratos!), como por exemplo o Mountain Buggy Nano (que serve ate os 4 anos, ou 20 quilos) ou o Qbit (que serve ate 4 ou 5 anos, ou 23 quilos). Eu estou pensando seriamente em comprar um desses dois antes da nossa próxima viagem!

Porem, outra coisa a atentar sobre esse tipo de carrinho é que como sua principal vantagem é justamente poder leva-lo dentro do avião, não esqueça que o carrinho será considerado sua bagagem de mão! Ou seja, você terá que abrir mão de alguma coisa (bolsa, mochila de câmera/laptop/bolsa de fralda, etc) para poder levar o carrinho com você (que apesar de fechar bem “pequeno”, eles fecham na mesma dimensão de uma mala de cabine, e portanto bem “grandes” como uma mala mesmo).

Ou seja, se você estiver viajando sozinho, ou em voos low cost etc e tiver um numero limitado de volumes que poderá levar com você no avião, esses carrinhos podem já não ser tao vantajosos, pois significa que você terá que sacrificar o precioso espaço no compartimento de mala de mão do avião, ou ate mesmo pagar para despachar uma mala a mais, só pra levar o carrinho no avião com você…

PS: nesse post aqui, dou algumas dicas e truques sobre viagem de low cost nesse post aqui.

 

E por fim, uma dica que dei pra uma amiga no outro dia, e que pra mim já era tão automático que nem pensei que talvez pudesse ajudar alguém: malas!

Essa é uma dica que poderia estar tanto na parte de “pré voo” quanto “pós voo”: as malas!

Não é porque a criança tem direito a franquia de bagagem, que você deve viajar cheia de malas gigantes e pesadas! Eu sempre falo que não sou nada minimalista no que diz respeito a viajar com a Isabella, mas por outro lado minha regra sempre é: nunca levar mais do que eu possa carregar sozinha! Duas mão, mais criança, mais carrinho e afins… geralmente é uma conta que não fecha!

Ou seja, você tem que conseguir carregar suas malas, e mais todo o resto, sem precisar de carrinho de bagagem. Afinal, como você pretende empurrar uma carrinho de bagagem cheio de malas pesadérrimas e ainda empurrar um carrinho de criança? Sim, você sempre pode pedir ajuda pra alguém, mas não conte com isso!

Então eu sempre levo no máximo duas malas, dessas com 4 rodinhas 360 graus, que eu possa e consiga carregar com 1 mão só (com as malas de “costas” uma pra outra, portanto não podem estar muito pesadas), ou que eu possa levar uma em cada mão, ao mesmo tempo que seguro o carrinho (que também não podem estar pesadas, pelo mesmo motivo).

Mais que isso, impossível. (claro, isso é uma “dica” pra quem viaja sozinha(o) né? Se você estiver com mais alguém viajando junto, tudo bem).

Se seu filho ainda for bebê, rola usar um canguru, enquanto que o carrinho da criança vai junto com as malas no carrinho de bagagem), ou se seu filho já é bem mais velho e aguenta o tranco e pode ir andando e não precisa de carrinho, mesmo em voos cansativos ou que cheguem tarde ao destino.

 

E por fim, a dica que dou sempre: relaxe e curta! E lembre-se que por pior que um voo possa ser, sao apenas algumas horas, e isso nao compensa desistir de viajar e privar seus filhos (e voce e sua familia!) dessa experiencia de vida maravilhosa que eh conhecer o mundo!

 

Lista de produtos:

Bolsa de fralda (ou na opcao mochila)

Fone de ouvido

Capa Ipad

Almofada de pescoco

 

Outros posts e dicas sobre viajar com criancas:

Viajando de aviao com bebes recem nascidos

Dicas praticas para viajar sozinha com um bebe pequeno

Outras dicas de viagem para criancas e bebes de qualquer idade

Como lidar com jetlag, rotinas e alimentacao em viagens

Dicas de viagens para criancas entre 1 e 2 anos

Dicas de viagem para criancas de 2 anos (e poucos)

As dicas e experiencias desse post sao baseadas na idade atual da minha filha, aos 3 anos e 4 meses.

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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