18 Aug 2012
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Costa dos Esqueletos

Costa dos Esqueletos, Dicas de Viagens, Namibia

Depois de conhecer o Cabo da Boa Esperanca na Africa do Sul, eu fiquei na vontade de conhecer outra regiao fascinante e historica do sul da Africa: o litoral da namibia, mais conhecida como a Costa dos Esqueletos.

O nome pode parecer um pouco sombrio, mas tem toda razao de ser: os mais de 1.000 quilometros que compoem a costa da Namibia, nesse pedacinho de Atlantico bem acima da Africa do Sul e abaixo da Angola, eh uma das regioes mais traicoeiras do mundo – e bem antes dos navegadores Europeus conseguirem dar a volta na ponta sol do continente, muitos outros ja tinham perdido a vida pelo meio do caminho…

Toda essa area oeste da Namibia, assim como grande parte do pais, eh composta de por um deserto – e eh quele deserto dos filmes mesmo: com dunas gigantescas de areia fofa que vao se expalhando no horizonte.

A diferenca eh que essas dunas nao acabam onde comeca o Atlantico – elas se prolongam embaixo d’agua, e portanto, assim como o vento faz com que as dunas se movimentem e troquem de lugar na superficie, a mare e as ondas fazem o mesmo com as dunas no fundo do mar.

Ou seja, aquele cantinho que voce conseguiu ancorar seu navio um dia, pode ja nao estar ali no dia seguinte, deixando seu barco preso pra sempre.

Ou entao, voce pode achar que esta a uma distancia segura da costa… mas nao contava em dar de cara com uma duna.

Alem disso, as mudancas drasticas de temperatura no deserto, somados aos ventos violentos do Atlantico sul geram temporais e nevoeiros imprevisiveis, causando incontaveis neufragios – mesmo em decadas recentes, com toda tecnologia que barcos e navios possuem.

Entao a Costa do Esqueleto ganhou esse apelido por causa das centenas de barcos que encontrarm seu fim por la.

Alguns ainda sao visiveis (e impressionantes!), mas a grandissima maioria ja virou poh, vitimas da maresia, erosao do vento e areia e as fortes ondas do Atlantico.

Outros se encontram ha centenas de metros dentro do deserto – foram movidos juntos com as dunas ao longo das decadas.

E alem disso, a Costa do Esqueleto tem um outro lado ainda mais macabro: esqueletos de verdade.

Afinal, pensa so: voce faz parte da tripulacao de um navio que naufragou na costa da Africa. Voce, marinheuro sortudo conseguiu desbravar o nevoeiro, o temporal e as ondas e chegou em terra firme – agora me diz onde voce vai procurar refugio nessa costa com quase 200km de dunas de areia?!

Entao os pobres coitados que sobreviviam os naufragios, acabavam morrendo em terra firme, vitimas do deserto.

Nos vimos tanto um esqueloto de navio, quanto um esquelo de uma pessoa… O navio foi o maximo! Foi incrivel ver as ondas batendo nas laterais e ver como esse barco “moderno” (acho que ele naufragou na decada de 70 ou 80) ja esta tao destruido…

Ja o esqueleto humano achei macabro demais… apesar de nao ter sido o corpo de uma vitima de naufragio, e sim – provavelmente – os ossos de algum pescador da regiao (essa parte do pais tem muitos vilarejos abandonados, onde pessoas acreditavem que conseguiriam sobreviver por la, mas acabavam tendo que abandonar a regiao, deixando tumulos e cemiterios pra tras), mas foi interessantissimo ver ao vivo os “esqueletos” da Costa do Esqueleto!

Mas hoje em dia (desde principio do seculo xx) a regiao eh habitada, com algumas cidades que tem como base a pesca e salinas – as principais sao Swokapmund e Walvis Bay (proximos posts!), e ja beeeeem pro sul do pais, a costa/deserto eh de propriedade privada da joalheira Alema De Beers e completamente vetada a qualquer pessoa ou turista (nosso mapa no guia de viagem veio ate com uma area sombreada!), herdada no periodo de conquista Alema no pais – e ate hoje considerada uma das regioes com a maior producao de diamantes do mundo (a lenda eh que voce encontra diamantes ate construindo castelinho de areia nas dunas!)

 

Adriana Miller
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17 Aug 2012
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Self Drive, Acomodação e Passeios na Namíbia

Dicas de Viagens, Namibia

A maior parte dos turistas na Namibia sao provenientes da vizinha Africa do Sul, e os motivos pra isso sao bem simples: alem da fronteira entre os dois, ao contrario da Africa do Sul, a Namibia oferece muita seguranca, boa infraestrutura turistica, mas sem perder o “exotismo” da regiao.

Aliais, acho que a primeira vez que ouvi falar na Namibia foi justamente atravez de uma amiga Sul Africana, que contou de suas ferias com a familia e como eles adoravam a liberdade de viajar e dirigir pela Namibia.

Ate ai nada. O tempo passou e me encantei com um documentario sobre o deserto Namib, a historia das Costa dos Esqueletos e afins, e so entao a Namibia entrou na minha bucket list de viagens!

Mas quando comecei a pesquisar sobre a viabilidade da viagem, me deparei com uma coisa super engracada e inesperada: 80% dos passeios e opcoes de viagens pela Nambia sao em estilo “self drive” (dirija voce mesmo). Afinal, ainda sao poucas as agencias espalhadas pelo pais, as conexoes internacionais ficam limitadas a capital Windhoek e a boa infraestrutura do pais acaba inspirando o lado aventureiro dos turistas.

Inicialmente nem cogitei a possibilidade (apesar de termos adorado a experiencia na Islandia), afinal por mais que tenha lido centenas de reviews na internet, lido e relido os roteiros de self drive de agencias do mundo todo, nao achamos que seria uma boa ideia dirigir ao deus darah num pais tao grande, desconhecido, “selvagem” e no meio da Africa (um daqueles momentos que o medo do desconhecido e os “pre” conceitos veem a tona).

Alem disso, as pouquissimas agencias locais que achei on line tinham um preco tao baixo (se contratados diretamente, e nao atravez de uma operadora Inglesa), que nao achei que valeria a pena o estresse de ter que se virar por la sozinhos.

E como queriamos uma viagem bem dinamica, cobrindo boa parte do pais num espaco relativo de tempo, ficamos com medo de nao aguentar o ritmo, oque seria bem mais facil se estivessemos acompanhados de um guia/motorista experiente.

Entao nossa escolha (super ultra recomendo!) foi a agencia Wild Dog Safaris, baseada em Windhoek na Namibia, com quem negociei tudo via e-mail e foram uma super simpatia.

A agencia tem um perfil “low cost”, oferencendo principalmente pacotes self drive, ou entao pacotes de acampamento – que foi oque escolhemos.

A oferta ate pode ser pequena, mas a demanda tambem eh! E mesmo no auge da alta temporada, os pacotes pelos quais estavamos interessados ainda nao estavam  confirmados pois nao tinham mais ninguem alem de nos dois – mas resolvemos arriscar assim mesmo… marcamos passagem e nos planejamos – e so um mes antes da viagem a agencia entrou em contato pra avisar que um outro casal tambem estava interessado e eles poderiam finalmente confirmar a viagem!

Quando planejamos e reservamos tudo, nao sabiamos que eu estaria numa “condicao” especial, oque sinceramente fez com que a viagem estilo acampamento selvagem fosse mais difcil e desconfortavel pra mim – mais ainda assim a viagem foi o maximo e aproveitamos demais os 10 dias que passamos no pais!

Nosso guia foi o Felix, um cara incrivel, 100% Namibio de origem tribal, que cresceu na periferia de Windhoek (apesar de que a Namibia nao tem regioes de pobreza, a periferia eh sempre menos desenvolvida) e que resolveu estudar turismo com bolsa do governo local e conhece seu pais como a palma da mao!

Ele foi sensacional e fez com que a viagem fosse ainda melhor! Super esperto e inteligente – alem das 4 linguas “ocidentais” que falava fluentemente (Ingles e Alemao, as oficiais da Namibia, ele ainda falava Afrikans e Frances) ele ainda sabia mais uns 3 dialetos e pode conversar tranquilamente com outros guias e locais de norte a sul do pais!

A estrutura do “pacote” foi simples porem eficiente: nos 4 (eu e Aaron mais um casal – uma menina Sul Africana com seu marido Espanhol) e o Felix cruzamos o pais numa van que ia puxando um trailer.

Nesse trailer ia toda estrutura de acampamento (uma barraca de 4 pessoas pra cada casal, mesas, cadeiras, fogareiros, etc), mais o basico de comida (batatas, macarrao, arroz, molhos, temperos, etc.

A comida fresca, iamos comprando a cada cidade que passavamos), e a cada nova parada, cada um ia dando uma ajuda no que fosse preciso – eu me encarreguei de preparar a comida quase todos os dias (mas o Felix era nosso chef especilista em churrasco e carne Namibia!), outros cuidavam das barracas, ou de lavar a louca, desempacotar e reempacotar o trailer etc.

Foi uma diversao! O dia passava voando e essa nossa rotina era um otimo break nas horas a fio de estrada desertica pelo pais.

E o self drive tem o mesmo principio, soque alem de tudo, eh voce quem dirige.

Na Namibia eles tem uns carros de self drive bem especificos, que atendem as necessidades do pais: um jeep tipo pick up com tracao nas 4 rodas, com a parte de tras toda vedada (pra proteger seus pertences dos animais selvagens) e um barraca de desmonta no teto do carro – assim alem de protegido do “ambiente” (caso vc precise parar pra acampar em qualquer canto) ainda elimina a necessidade de montar e desmontar sua barraca todos os dias.

A empresa mais popular e que mais vimos por la eh foi a “Camping Car Hire“, que eh um otima opcao pra quem quiser desbravar o pais por conta propria! (e pelo site da pra ver que eles tambem tem um agencia, que te ajuda a montar o roteiro de self drive).

Apesar do clima de “aventura” de se dirigir por conta propria num pais inexplorado como a Namibia, a verdade eh que o pais eh bem tranquilo – super seguro (vimos inclusive muitos grupos de mulheres viajando em self drive sozinhas), com estradas otimas e muito bem sinalizadas.

O unico porem eh que oque o pais tem de boas estradas e banheiros limpos, faltam hoteis – acho que por isso mesmo a principal escolha geralmente costuma ser o acampamento.

Mas as agencias de self drive podem fazer todo o trabalho burocratico de reservar campings ou hoteis pros turistas (o unico problema eh que engessa um pouco seu roteiro), e apesar de nao terem muitas opcoes, quase todos os vilarejos pelo caminho tem um camping pra char de seu (e muitos deles oferencem opcoes nao-acampamento pra quem preferir dormir num quarto com paredes e tetos).

Eu ja acampei pra caramba nessa vida, inclusive na Africa, e estava mesmo esperando condicoes bem precarias! Mas nao! (come eh bom estar errada nessas horas!)

Os campings sao verdadeiros resorts, oferecendo areas individuais de acampamento, com (quase sempre) agua encanada (numa torneirinha ou magueira), eletricidade, churrasqueira e banheiros individuais (so tivemos que dividir chuveiros tipo “vestiario” uma unica noite).

Nas areas comuns dos campings na maioria dos casos eles tem bares e restaurantes (onde o pessoal se reune de noite em volta da lareira), piscina, agencia de viagem, posto de gasolina, mercadinho e oque mais voce precisar!

Alem disso, pra quem quiser fazer safari, e nao quiser arriscar dirigir nas reservas por conta propria (eh preciso um olho muito bem treinado pra conseguir identificar os animais…), os acampamentos/hoteis, oferecem “game drives” avulsos, entao voce pode dirigir entre um lugar e outro, mas fazer um safari com guia especializado.

Entao durante a o tempo todo que estavamos viajando pela Namibia nos arrependemos de nao ter feito self drive – apesar de ter adorado a agencia, o guia e o casal que viajou com a gente! E se um dia voltarmos, com certeza sera com a liberdade de um self drive!

O unico momento que essa certeza foi posta em risco, foi ja no final da viagem quando uma das rodas do nosso trailer quebrou…

O Feliz, alem de tudo ainda era um otimo mecanico e consertou o trailer rapidinho, mas eu e o Aaron ficamos naquele momento de panico onde nos demos conta que nenhum dos dois mal sabe trocar um pneu, e como teriamos nos virado ali no meio do deserto sozinhos?!

Claro que esse nao seria um problemao pra pessoas mais “safas” que nos, ou com um carro alugado mais novinho (nosso trailer ja estava mesmo pedindo arrego), e mesmo nas estradas paralelas, elas sao bem patrulhadas por guardas florestais ou pessoal de manutencao das estradas (vimos muitos! por isso eles nao tem buraco nenhum!) entao sempre vai rolar uma ajuda…

Ate que um patrulheiro passou por nos, parou seu jeep e falou alguma coisa pro Felix – imediatamente ele gritou para todos nos voltassemos correndo pra van (estavamos espalhados pela estrada e mato tirando fotos!).

E soh depois que ja estavamos de volta na estrada ele contou que o patrulheiro pediu que ele “recolhesse” seus turistas da estrada pois um leao selvagem tinha sido visto nas redondezas naquele mesmo dia, e portanto nao era seguro que estivessemos sozinhos tirando fotos por la… (!!!)

(moral da historia: se voce for fazer self drive na Namibia, se mantenha nas estradas principais, e caso tenha algum problema com seu carro, ligue para o seguro emvez de sair sem eira nem beira pelo meio do mato!)

P.S. Na Namibia todos os carros e estradas sao na mao Inglesa, entao leve isso em consideracao antes de decidir dirigir por conta propria.

 

Adriana Miller
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16 Aug 2012
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Parque Etosha

Namibia, Safari

Um dos principais motivadores da nossa viagem pra Namibia, foi sem duvida a possibilidade de fazer um outro Safari! (na verdade eu queria mesmo era ver o deserto, mas o Aaron soh pensava nas fotos do Safari!)

Desde que fizemos nosso primeiros Safaria ha uns anos na Tanzania, fomos picados pelo bichinho da “febre Africana” (nao literalmente, claro!) e desde que voltamos, ja planejavamos um segundo safaria assim que possivel (assim como agora ja estamos planejando um terceiro!)!

Entao apesar de que a Namibia nao esta exatamente no topo da lista dos melhores lugares do mundo pra se fazer um Safari (a maior parte do pais eh deserto, e os “Game Drives” e reservas estao confinados ao norte do pais), seria uma boa desculpa para combinar uma viagem mais variada e apenas uns 2 dias de Safari.

Um coisa que aprendemos na Tanzania foi que Safaris sao o maximo, mas devem ser feitos em doses homeopaticas – porque cansa!

O primeiro ponto cansativo eh que pro seu safari ser bem aproveitado, voce tem que seguir o ritmo dos animais, e isso significa acordar muito cedo e dormir tarde, passar horas dirigindo a esmo procurando o priximo animal e a proxima oportunidade, enfrentar jeeps desconfortaveis, estradas/caminhos esburacados e muita poeira (O! como tem poeira na savana!). E o segundo, eh que chega um ponto que a empolgacao diminuiu…

Lembro que no primeiro dia de Safari na Tanzania fomos a um parque bem fraquinho – mas cada girafa e zebra que viamos era aquela empolgacao, toca a tirar 379 fotos! Ja no quarto dia de Safari, as reacoes eram mais do tipo “Oque eh aquilo ali? Outra zebra?!?!?” e ninguem nem se mexia… E a nao ser que voce presencie um leao atacando alguma nimal, numa cena tipica de National Geographic, no fim do 4′ ou 5′ dia voce ja esta de saco cheio…

Entao nossa primeira decisao foi que queriamos no maximo 2 dias de safari e nos concentrar apenas nos parques que realmente valessem a pena, e deixar os Game Drives e parques particulares pra la.

E por isso mesmo nossa escolha foi o Parque Etosha, o maior e principal reserva florestal da Namibia e regiao.

Quando foi fundado com reserva florestal pelos Alemaes em 1907 (quando a Namibia ainda era “Africa Sudoeste”), o parque Etosha era o maior parque florestal do continente, e tinha como principal objetivo ser um ambiente controlado para caca de animais selvagens (na verdade a Namibia ainda eh um dos poucos paises que permite a caca como “esporte” em parques particulares, onde turistas podem fazer um Safari e abater os animais – mas isso ja esta mudando!).

Nas conturbadas decadas seguintes, o parque ja perdeu grande parte de seu territorio, e hoje em dia ocupa apenas 1/4 da area original, mas continua sendo o maior do pais!

E isso mesmo levando em consideracao que 2/3 da area “util” do parque eh coberta pela “Etosha Pan”, um lago alkalino que esta completamente seco – oferecendo uma superficie de “Salar” que parece retirada diretamente de Marte! (ou da Bolivia…).

Entre as atracoes principais do reino animal estao os “gatos” ja que a Namibia se orgulha de ter uma das maiores populacoes de Cheetas e Leopardos do mundo (tanto nos parques quanto “selvagem”).

Eles tambem se orgulham da conservacao de rinocerontes (praticamente extintos no resto do continente, mas ainda abundantes na Namibia), e claro, as gazelas “Springbok” que praticamente brotam em qualquer canto do pais, se adaptam em qualquer ambiente e sao o simbolo do pais!

Nosso dia foi super longo (como ja sabiamos que seria) e praticamente cruzamos o parque de ponta a ponta (acordamos antes do sol nascer, com o barulho do rugido de um leao!). Nos escolhemos de proposito um safari “intenso”, para que pudessemos aproveitar bastante o dia, e percorrer bastante o parque, ja que nao gosto do estilo dos safaris de parques privados onde voce volta pro hotel durante o dia, fica horas matando hora e so volta pro parque ja quase de noite.

Mas ao contrario do Ngorongoro na Tanzania (que deviso a sua geografia eh praticamente um mega zoologico de dimensoes gigantescas), o parque Etosha eh “aberto” e portanto os animais vao e vem e migram de um lado pro outro ao longo do dia, oque faz mais dificil conseguir tracar onde cada especie estara em cada parte do dia.

Entao a melhor estrategia de safaria em Etosha eh ir planejando o roteiro de acordo com os “waterholes” (que sao pequenos lagos onde os animais vao beber agua e cacar), e os guias ja sabem mais ou menos quais animais dominam certos territorios e portanto oque vamos encontrar pelo caminho.

Pra mim o ponto alto da viagem foi finalmente ver um Leopardo, o unico animal dos “big 5” que nao vimos na Tanzania, e acabamos achando um macho solitario se preparando pra cacar uns Springboks – e ficamos hipnotizados por aquele animal!!

Os Rinocerontes tambem foram impressionantes (na Tanzania so vimos 1, mas bem de longe)! E muitos, e tao pertinho!! (alguns ate pertinho demais!)

E claro, nenhum safari esta completo sem o Rei da Selva!

Em Etosha eles sao mais dificeis de achar, pois gostam de territorios mais escondidos, mas testemunhamos um leao novinho demarcando seu territorio, rugindo pelos cantos e tmando posse de um waterhole! Incrivel!!

E no fim do dia ainda demos sorte de estar hospedados num hotel/camping que ficava na fronteira do territorio do waterhole mais popular de Etosha (o Okaukuejo, no hotel Okakeujo Rest Camp), entao pudemos sentar – seguramente – do outro lado da cerca e ficar admirando o ritual noturno dos animais…!!

Um experiencia inegualavel!

Safaris sao uma otima maneira de refletir sobre a vida, sobre a sobrevivencia pura e crua! (e como eh bom ser humano!).

 

 

Adriana Miller
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