19 Aug 2016
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Dicas de viagem pelo Peru: Cusco

Américas, Cusco, Dicas de Viagens, Peru

Nós chegamos em Cusco ainda sob o efeito pós Machu Picchu – e sabíamos que depois de visitar o santuário Inca, todo o resto seria bônus. Não de uma maneira depreciativa, ou como se não déssemos importância a Cusco ou o resto do país, muito pelo contrário. Mas passado Machu Picchu, o resto da viagem teve gosto de “férias das férias”. Sem compromissos, sem pressão.

Cusco

No outro dia alguém me perguntou no Instagram quais foram os passeios inéditos e inusitados que fizemos em Cusco, para fugir do lugar comum. Minha resposta? Nenhum!

Tivemos apenas 2 dias e 1 noite em Cusco, e estávamos longe de querer encarar uma gincana! Foram dois dias  de apenas curtir e perambular pela cidade, aproveitando tudo que Cusco tem de mais óbvio: seu centro histórico, bares e culinária!

Nós ficamos hospedados no incrível Palácio del Inka, bem no centro da cidade, e de frente para a catedral/templo Koricancha, e a 5 minutos (andando) da praça central da cidade.

Cusco

O hotel foi construído no casarão de um antigo convento Espanhol, então tem uma arquitetura incrível e decoração “colônia”, que só contribuiu para a experiência de uma das cidades coloniais mais antigas da America do Sul.

Os pátios internos, escadas suntuosas, restaurantes e bares, e claro, os quartos, super confortáveis e cheios de carácter! Com todas as modernidades necessárias na medida certa, mas com móveis característicos, tecidos pesados e muito conforto!

O único problema desse tipo de hotel é justamente o dilema “ficamos aqui pra curtir o hotel, ou saímos pra explorar a cidade?”! – decisão difícil!

Pegamos todas as dicas sobre o que fazer e onde comer na cidade com o concierge do hotel – eles sempre são uma fonte inesgotável de conhecimento local!

Então logo no nosso primeiro dia, nossa primeira refeição foi a recomendação do hotel: o restaurante (relativamente) escondido na praça central “Limo“, no segundo andar de um sobrado, com a vista da praça e da catedral, com culinária Peruana tradicional, porém muito moderna.

A comida estava simplesmente sensacional, e a mistura perfeita de ingredientes e elementos Peruanos, com um toque bem moderno!

Acabamos ficando por lá bem mais tempo do que o planejado, mas sabe aqueles lugares perfeitos para um “almo-rave” (um almoço tão gostoso e relaxante que dura quase tanto quanto uma festa rave!).

Mas quando saímos de lá, já estávamos prontos e na cara do Gol para explorar a praça principal, a Plaza de Armas.

É ali o coração da cidade. Onde os primeiros exploradores construíram suas casas, igrejas e governo, e ao longo dos séculos foi se expandindo.

As duas atrações principais, são impossíveis de se perder: A Catedral de Cusco, e a Iglesia de la Compania.

Nós começamos pela Iglesia de Compania, menorzinha e bem no canto da praça, com uma vista privilegiada. E foi justamente isso que nos atraíu direto pra lá: vimos pessoas nas varandas das torres e imediatamente pensamos na vista!

Dicas de viagem Cusco

A Igreja é uma das mais antigas do Peru, construída em 1571, e tinha a intença de ser também a maior e mais imponente… Ela foi parcialmente destruída num terremoto no século 17, e logo depois reconstrída – mas seu interior parece que realmente viu a última mão de tinta mais ou menos nessa época!

Mas ao contrário do que pode soar, isso mantém o clima de “antigo” e carácter da Igreja – inclusive na escadinha que sobre até as torres, que é simplesmente apavorante! E se você mede mais que 1 metro e meio, cuidado com a cabeça!

Mas como imaginamos, a vista foi incrível! Então se você só tiver tempo de fazer uma única coisa em Cusco, suba na Torre da Iglesia de la Compania para ver a cidade lá de cima!

E logo na outra esquina, está a Catedral de Cusco, construída uns anos mais tarde (1560), mas que demorou mais de 100 anos para ficar pronta, e cada novo líder Espanhol que tomava a cidade, decidia acrescentar uma pouco mais e deixar sua marca.

Ambas as igrejas tem uma história controversa, pois foram construídas em cima de templos Incas, que foram destruídos como simbolismo da dominação Espanhola sobre os Incas, servindo de base a matéria prima para as novas construções.

Mas quando estávamos lá dentro ouvi uma bela explicação de um guia à uma família Espanhola, que comentaram justamente isso: que por serem Espanhóis, eles se sentiam “culpados” por tanta destruição, e em boa parte, pelo mundo não saber realmente quem foram os Incas.

E o guia respondeu que não – por mais que realmente isso seja uma página negra do passado Sul Americano e Espanhol, o Peru de hoje é o que é justamente por isso, por essa mistura, e pelas adversidades. Ninguém ali “culpa” os Espanhóis de hoje em dia, e muito menos os Espanhóis exploradores do século 16. Cada povo fez oq ue sabia fazer melhor, e a história de lá pra cá, conta a estória da vitória do mais forte.

Mas ainda assim, é impossível andar pela catedral sem reconhecer os elementos Incas e Peruanos nos detalhes e elementos da igreja, como por exemplo, o seu mais famoso mural, da Santa Ceia, onde Jesus e seus apóstolos ceiam porquinhos da índia assados (uma iguaria Peruana) e bebem “chicha”, uma bebida alcoólica tipica local, feita do milho vermelho.

De resto, tudo que fizemos em Cusco foi perambular e explorar as ruelas ao redor da Plaza de Armas, e os mercadinhos de artesanato e coisas típicas.

Fizemos também o circuito turistico da cidade antiga, que nada mais é do que um roteiro sugerido pela própria cidade, que passa por algumas ruas históricas, principais museus e galerias.

Tudo muito pitoresco e típico, e sempre com muitas mulheres em trajes típicos e coloridos! Muitas eram autênticas, indo e vindo em suas vidas, já outras estavam ali com suas Alpacas e Llamas justamente para chamar a atenção dos turistas.

Sei que essas coisas são de gosto debatível, mas foi impossível resistir às cores e aos sorrisos!

E no fundo, elas fazem parte da economia da cidade, esse é seu trabalho e famílias inteiras dependem disso.

Nossa última refeição em Cusco foi também uma recomendação do concierge do nosso hotel, e fomos jantar no “Chicha“, a versão Cusquenha e Peruana do aclamado chef Sul Americano Gastón Acurio (o mesmo do Astrid y Gastón que tem filiais em algumas cidades, e que nós conhecemos em nossa viagem ao Chile).

O Chicha não faz reservas, então tivemos que esperar um pouco antes de conseguir uma mesa, mas não foi nada terrível, principalmente por causa do belo bar de Pisco la dentro!

A comida foi muito mais tradicional e típica do que esperávamos, com muitos ingredientes que nem sequer sabíamos o que era! Mas igualmente deliciosos!

 

Adriana Miller
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16 Aug 2016
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TV Everywhere: Vídeo da viagem ao Peru!

Américas, Cusco, Dicas de Viagens, Machu PIcchu, Peru, T.V. EveryWhere

Os dias que passamos no Peru foram corridos, mas intensos: aproveitamos cada segundo, e oque não faltou foram lindas fotos e vídeos!

A dificuldade foi justamente evitar que esse vídeo ficasse longo demais!

Viagem ao Peru

Não fizemos vídeos em estilo “vlog” – sem bate papo nem narração, mas pra quem estiver acompanhando os posts sobre a viagem, vai reconhecer vários momentos da viagem: da viagem entre o Brasil e Peru, a peregrinação até chegar em Aguas Calientes, e o auge da viagem, a chegada em Machu Picchu, onde nós passamos mais de 9 horas curtindo cada centímetro do lugar!

Por fim, nossa surpresa e encanto com Cusco! (Mas para minha surpresa, não fizemos vídeos em Lima… então fico devendo essa!)

Créditos:

Câmeras: Canon G7X http://amzn.to/2bkZqb0 e Canon 5D Mark III http://amzn.to/2aOWKpk

Óculos de sol: http://fave.co/2btH1tZ
Mochila: http://amzn.to/2biq1cQ
Jaqueta Branca: http://fave.co/2bzyd9d
Bolsa: http://fave.co/2btEWhB
Jaqueta de couro (parecida): http://fave.co/2btGkkc
Jaqueta militar (parecida): http://fave.co/2btHvQV

 

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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15 Aug 2016
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PeruRail – Nossa experiência em viajar de trem no Peru

Américas, Cusco, Dicas de Viagens, Machu PIcchu, Peru

Como contei no post sobre o roteiro da nossa viagem, um dos nossos principais empecilhos de planejamento foi a disponibilidade e horários dos trens que chegam em Aguas Calientes, que é a cidade base de Machu Picchu. Mas ao mesmo tempo, viajar de trem no Peru era uma de nossas prioridades da viagem!

viajar de trem no Peru

E é praticamente impossível evitar pegar trens para viajar pela região do Valle Sagrado e terra dos Inkas por lá, e as alternativas seriam horas e dias de viagens de ônibus ou carro.

viajar de trem no Peru

Então nosso roteiro foi meio que desenhado ao redor dos trens que conseguimos reservar.

E como valeu a pena!!

São 4 tipos de trem, com saídas de Lima, Cusco ou Ollayatatambo, operados pela PeruRail, ou então os trens operados pela empresa privada Inca Rail (menos opções de horários, e partindo apenas de Ollayatatambo.

Os mais comuns, e com mais disponibilidade de horários e classes são sem dúvida os trens da PeruRail, que oferecem assentos nas classes Expedition (Ecônomica), Vistadome (classe executive/Primeira classe) e os trens Hiram Bingham que são a opção super premium.

Na viagem de ida, entre Ollayatatambo e Aguas Calientes, nós viajamos no vagão Vistadome, que é o equivalente a primeira classe, e foi uma experiência sem igual!!

Pra começar que o trem é lindíssimo, com janelonas e tetos de vidro que oferecem uma vista panorâmica magnifica da subida dos Andes.

As poltronas são super confortáveis e espaçosas, com direito a um lanchinho a bordo, servido mais ou menos na metade do caminho.

Assim como outras viagens de trem que fizemos por ai, eles não impõem um limite de bagagem, mas o espaço para malas é restrito, e você é responsável por elas até a hora de embarcar (ou seja, nunca leva mais do que consegue carregar sozinho).

Na classe Vistadome as malas sao organizadas numa área especial pelo próprio pessoal do trem, mas nas outras classes, é cada um por si…

A viagem durou mais ou menos 3 horas (saindo de Ollayatatambo), e foi uma das mais legais que já fizemos, colocando muito trem Europeu no chinelo! Eu achei que a viagem já valeu só pela experiência de subir o Vale Sagrado de trem!

Na volta de Aguas Calientes a Ollaytatambo, nós viajamos no vagão Expedition (equivalente à classe Econômica, mas muito boa), que foi praticamente igual à experiencia no Vistadome.

Na verdade, por causa do horário e datas, acabamos pagando mais caro pela passagem numa classe inferior, mas no fundo não achei que fez tanta diferença não.

Os vagões são bem parecidos: muitas janelonas e tetos panorâmicos, mas as poltronas eram um pouco menores e mais apertadas, e sem serviço de bordo (eles passam um carrinho vendendo bebidas e umas besteirinhas pra comer, mas são pagos à parte e com pouca variedade/qualidade).

O difícil mesmo de viajar de trem no Peru é conseguir comprar as passagens, pois o site deles não é dos mais fáceis de usar, e o sistema bancário para o pagamento on line, aparentemente não se dá muito bem com cartões Brasileiros…

A princípio eu achei que a dificuldade de comprar as passagens fosse justamente por causa da lotação dos trens na época que fomos, mas acabei achando muitos fóruns (em Inglês e Português) falando sobre isso, e sobre a dificuldade de comprar e confirmar o pagamento on line no site do PeruRail.

A solução mais simples? PayPal! Registre seu cartão internacional no site do Paypal, e confirme sua compra assim!

Não tem nenhuma diferença de preço, nem taxas extras, nem nenhuma pegadinha (aliais, o PayPal é ótimo pra tudo! Uso muito no meu dia a dia).

A confirmação sai na hora, e você recebe o cartão de embarque no seu e-mail, que precisa ser impresso com antecedência e apresentado na hora do embarque.

E voilá! Prontinho!

No dia da viagem, eles pedem que você chegue na estação com meia hora de antecedência, para que dê tempo de verificar passagens e passaportes de todos os passageiros (eles requerem um documento na hora da compra, e o mesmo deve ser apresentado na hora do embarque), e para acomodar todas as bagagens, e o trem sai pontualíssimo!

Todos os vagões tem banheiros, e os funcionários são super prestativos, além de falarem Inglês super bem, e darem uma bela arranhada no Portunhol!

Foi uma experiência super tranquila, confortável e belíssima!

Minha dica é tentar pegar o trem num horário diurno, pra você poder aproveitar a vista também! (já que a noite não dá pra ver nada… você vai pagar pelas janelonas a toa).

Como mencionei acima, os trens são super disputados, principalmente em épocas de alta temporada (lembrando que nós estivemos no Peru bem na semana entre Natal e ano novo), e mesmo com várias semanas de antecedência, já não conseguimos nenhum dos horários que queríamos saindo de Cusco, e por isso tivemos que pagar por um transfer e viajar 3 horas até Ollayatatambo (já no meio do Vale Sagrado).

Saindo de Cusco, a viagem de trem é um pouco mais longa (acho que mais uma hora e pouco), mas acaba saindo bem mais econômico (de tempo e dinheiro).

Mas de qualquer maneira, a viagem até Ollayatatambo foi uma boa desculpa e oportunidade de viajar pelo Valle Sagrado e visitar algumas de suas cidades chave, que inicialmente não teriam entrado no nosso roteiro, mas que no fim das contas, valeu a pena!

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
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