05 Jul 2017
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Vistos, caos e o tal do Trump…

Pessoal, Pittsburgh, USA, Washington DC

Esse blog já existe ha mais de 13 anos, e uma coisa nunca mudou: esse é meu diário digital onde registro os principais causos da vida.

Muita coisa mudou na vida inernetica nos últimos anos, e a realidade é que as mídias sociais hoje em dia ganham maior foco nos acontecimentos e interações do dia a dia.

Mas umas semanas atras eu passei por um sufoco, e apesar de ter relatado os acontecimentos nas mídias sociais (me acompanhe no Instagram e InstaStories), uma leitora das antigas me lembrou: “Não esqueça de escrever sobre isso no blog! mais uma historia de perrengue para ser registrada para a posteridade!“.

E não é que ela tem toda razão! Então lá vai!

Bem, pra começar pelo principio, como muitos de vocês sabem eu tenho dupla nacionalidade (Portuguesa), e como Europeia, não preciso de visto para viajar aos EUA – basta se registar no programa ESTA a cada dois anos, pagar a taxa (14 dólares), e tudo certo. Venho seguindo esse processo desde 2002, e nunca tive problemas.

Meu ultimo ESTA foi feito em Junho de 2015, uns dias antes de viajarmos para Las Vegas, então no fim de semana que estava em Paris, recebi uma mensagem automática avisando que meu ESTA tinha expirado – e ate ai tudo bem. Ainda faltavam mais duas semanas ate a próxima viagem aos EUA, então assim que cheguei em casa, logo na segunda feira de manha, entrei no site para renovar meu registro.

Porem, logo na última seção do ESTA reparei umas perguntas novas – e uma delas incluía a pergunta de se que já tinha visitado certos países do Oriente Médio (que coincidem com a lista do “Muslim Ban” do Trump), incluindo a Síria.

Bateu um certo panico, pois sim, eu já fui a Síria. Passei apenas 1 dia por la – mas tenho carimbos no passaporte, posts e fotos nas redes sociais e o escambau.

A parir dai foi aquela correria! Estava em casa com o Oliver e ligando e mandando mensagens freneticamente pro Aaron!

E a pergunta era bem especifica: Você já esteve na Síria depois de Março de 2011? Corre pra catar os posts no blog. Mas sera que eu postei na época da viagem? Ou só postei sobre a Síria bem depois?! E as fotos? E meu passaporte antigo? Ainda tenho ou tive que deixar no consulado?!

Acabou que sim. Estive na Síria no começo de março de 2011, então tive que ticar a caixinha da pergunta… Imediatamente apareceu uma mensagem de “ATENÇÃO” na tela, e aquilo não me soou a boa coisa.

Mas mesmo assim completei o formulário, paguei a taxa, e sabia que tinha ate 72 horas para saber se meu ESTA tinha sido aprovado ou nao.

Mas eu sabia que tinha caído na malha fina, e naquela altura, não tinha tempo útil suficiente para esperar o prazo inteiro… Então uma meia hora depois voltei ao site do ESTA para conferir o status, e la estava: ESTA negado. Sem mais nem menos.

Então imaginem a situação! Com marido e 2 filhos Americanos, com a família toda morando la, se eu não pudesse mais entrar nos EUA seria uma pequena tragedia para nossa família!

E toca a catar informações no Google, Aaron ligando para o suporte a Americanos da embaixada de Londres, e os dois desesperadamente tentando descobrir se eu realmente estava sendo banida do pais, ou se teria alguma outra solução. Ate que descobri que sim, eu perdi meu direito a isenção de visto do programa ESTA, mas poderia aplicar para um visto normal (tipo B).

Então preenchi o formulário on line, paguei a dolorosa taxa de 160 dólares e descobri que teria que ir a uma entrevista presencial na embaixada, antes que eles pudessem aprovar ou não meu pedido de visto.

Mas ai apareceu um outro problema: nossa viagem era no dia 13 de Junho, e a primeira entrevista disponível na Embaixada de Londres era no dia 20 de Junho!

E da-lha a clicar num link aqui, outro link acola, ligar pra embaixada Americana, Google, foruns e tudo mais que apareceu na minha frente. Ate que descobri que por ser residente do Reino Unido, poderia fazer a entrevista no consulado de Belfast, na Irlanda do Norte (que faz parte do reino).

Ótimo nê? O único problema é que o único horário disponível era no dia seguinte, as 8 e pouco da manha. Se perdesse aquele, ai só no final de Junho de novo (e perderia a viagem).

Para complicar mais ainda, o Aaron estava indisponível, numa reunião. Mas no reflexo, marquei assim mesmo e dane-se! A gente se vira!

Comprei um voo para Belfast e marquei um hotel em Belfast – mas ai começou a segunda maratona contra o tempo: com o Aaron trabalhando o dia todo, quem ficaria com o Oliver durante o dia?! (eu ainda estava de licença maternidade, e portanto ele ainda não estava indo a escolinha). A baba só podia num dia pela manha, a babysitter de backup não podia, a outra também não, e outra só podia na parte da tarde.

Eu sei que parece que eu estou fazendo uma tempestade em copo d’agua, mas gente, foi muita coisa pra fazer, pensar, planejar e coordenar em questões de minutos!

Mas ok, conseguimos organizar a logística das crianças, o Aaron cancelou umas coisas de trabalho para conseguir coordenar tudo em casa, e la fui eu pra Irlanda, assim, no susto!

Pedi ajuda no instagram e vários leitores me deram dicas sobre o que levar, quais documentações a embaixada costuma pedir, e quais perguntas geralmente fazem nas entrevistas de visto. Então cheguei no consulado Irlandês com bastante antecedência e levei minha pastinha recheada de coisas e documentos para provar que eu passei apenas 1 dia na Síria, não tenho nada a ver com a guerra, e estava na região a trabalho, que por acaso era para um empresa Americana com escritórios em todo Oriente Médio.

E olha, confesso que estava bem nervosa viu! Nunca tive problemas antes, mas sei la nê? Sempre acho que as autoridades Americanas são muito intimidantes, e no fundo, por mais que não quisesse perder a viagem que íamos fazer dai a alguns dias, meu medo maior era mesmo de cair numa malha fina qualquer, não conseguir provar que fuçinho de porco não é tomada, e não conseguir mais entrar no pais do meu marido e filhos!

Mas…. UFA!

A entrevista foi relativamente simples, mas me perguntaram MUITO sobre a Síria e o Oriente Médio, o que eu fazia, porque gerenciava aquela região do mundo, pediram pra ver e-mails corporativos que provassem as reuniões que eu disse que tinha ido participar (gracas a Deus consegui achar isso tudo, imprimi e levei!), e me perguntaram a mesma coisa varias vezes, de maneiras diferentes – bem para testar se eu estava mesmo dizendo a verdade ou não.

Mas correu tudo bem, e na mesma hora a atendente do consulado me disse que o visto tinha sido aprovado e que seria estampado no meu passaporte no dia seguinte.

Mas isso já era quarta feira, o visto ficaria pronto na quinta feira. Me deram a opção de pagar um upgrade na entrega (não em relação as datas de entrega, mas para ser entregue em casa, em vez de ter que ir buscar na embaixada em Londres).

Voltei pra casa e foi aquela tensão esperando o momento que iria receber a mensagem do frete avisando que meu passaporte tinha sido enviado – o que não aconteceu ate sexta feira a tarde! E nossa viagem era na terça feira seguinte as 9 da manha (ou seja, eu estava com menos de 2 dias uteis para receber o passaporte!).

Foi uma tal de dar refresh no site do frete para ver se tinha alguma atualização, e nada. Sábado de manha não me aguentei e liguei pra eles.

Mas ainda assim, meu tracking estava aparecendo no sistema, mas sem nenhum status nem update. Ou seja, já estava despachado com a empresa de entrega, mas o sistema ainda não estava indicando onde estaria meu passaporte.

Domingo acordei e primeira cosia que fiz foi ligar de novo – novo status no sistema: esta no depósito central, com entrega prevista para terça feira!

NÃAAAAOOOO Meu voo era na terça de manhã!!

Ligamos pro seguro, ligamos pra cia aérea, e não tínhamos como mudar o voo sem pagar uma bela multa e levar um belo prejuízo (basicamente teria que comprar um novo voo). Mas mesmo assim eu liguei para outro numero que achei no site da empresa do frete e consegui falar com uma menina muito prestativa: na verdade ela não tinha como me ajudar, mas disse que ia colocar um aviso no código de rastreamento do meu passaporte, e me deu o numero direto do deposito da região de Londres, e me aconselhou a ligar as 7 da manha na segunda feira, assim que eles abrem. Se meu passaporte tivesse sido transferido para o deposito de Londres durante a tarde de domingo, eu poderia ir la buscar, em vez de esperar pela entrega na terça feira.

Então na segunda feira as 7:01 da manha, eu já estava ouvindo a musiquinha de espera do call center da empresa!

E tcha-ram! Meu passaporte já estava com o motorista e a previsão de entrega era naquele mesmo dia (segunda feira!).

Ainda assim liguei para mais dois números diferentes da mesma empresa (obrigada Google!), só pra conferir que tinham me dado a informação certa, até que finalmente consegui convencer uma atendente a ligar para o motorista e confirmar que ele vinha entregar mesmo naquele dia (pois eu tinha um prazo para conseguir minimizar a multa do voo).

E olha, vou te dizer viu?! Quando eu quero ser chata e insistente, sai da minha frente! E não é que consegui falar com o motorista e ele confirmou que estaria na minha casa entre as 4 e 5 da tarde!

MARAVILHA!!!!!

O único problema é que eu tinha que levar a Isabella numa reunião na sua escolinha nova as 3:30 da tarde (não tinha como cancelar), e como moro numa casa, e não tenho mais porteiro, ele precisaria de alguém em casa para assinar o recebimento do pacote!

Então o Aaron cancelou suas reuniões na parte da tarde e veio pra casa mais cedo pra ficar no plantão passaporte, enquanto levei a Isabella na escola.

E finalmente as 4:30 da tarde meu passaporte chegou!! O Aaron tirou ate um selfie com o motorista e lhe deu uma bela gorjeta!! Hahahahaha

Geeeeente que estresse!!!

E ai corre pra fazer minha mala, ligar pra locadora do carro e trocar por um carro maior (pois a principio o Aaron ia viajar sozinho com as crianças, minha sogra ia encontrar com ele em Washington, e eles iam dirigir ate Pittsburgh; então ao adicionar mais um adulto, precisamos de um carro maior), e resolvemos reinstaurar um parte do plano original e passar duas noites em Washington DC, para minimizar as horas de viagem das criancas.

Mas quando começou essa confusão toda, na semana anterior, nos cancelamos as reservas de AirBnB que tínhamos feito, e claro que os mesmos apartamentos que pesquisei, não estavam mais disponíveis!

Mas o Booking.com nos salvou e consegui um outro apartamento de ultima hora!

Quando finalmente tudo ficou pronto, reservado, malas feitas etc e fomos dormir, ja passavam das 2 da manha! E as 5:30 tocou meu despertador, e as 6 o taxi chegou para nos legar ao aeroporto!!

Heim? Heim? Se essa não é a definição exata de “47 do segundo tempo”, então eu nem sei mais o que seria!!

E afinal, o que seria da vida sem um pouco de emoção, né?!

Mas ainda assim rolou o estresse da entrada no pais – afinal conseguir um visto na te da a garantia de que vao te deixar entrar em lugar nenhum!

Levei toooooooda documentação que me pediram na entrevista da embaixada separados numa pastinha, e ate tínhamos um “plano B” sobre o que o Aaron e minha sogra iam fazer com as crianças caso eu fosse levada para a salinha dos deportados para ser entrevistada separada deles!

Nunca se sabe, nê?!

E eu ainda fiz uma cena dramática na fila da imigração quando o pre-screening eletrônico deu negativo no meu passaporte e tivemos que entrar na fila especial (apesar de ser estrangeira e não ter green card nem nada disso pra entrar nos EUA, por ser casada com um Americano e mãe de dois Americanos, nós sempre entramos na fila de cidadãos mesmo, como “família” mesmo não sendo Americana, então geralmente passar na imigração na entrada dos EUA é super fácil e rápido pra mim).

Mas quando passamos na maquininha dos cidadãos e o meu passaporte não foi aprovado automaticamente, como sempre, o guardinha nos direcionou pra outra fila, e me bateu um pânico! Tirei o Oliver do carrinho e coloquei no canguru e entrei na fila de mão dada com a Isabella! Hhahahaha

Tá, foi uma dramalhão Mexicano (eu ficava falando pro Aaron que precisava estar “fisicamente” anexada a dois cidadãos! Que iam ter que arrancar meus filhos Americanos de mim! hahahah! E ele morria de rir da minha cara!), mas pelo menos a gente se divertiu na hora da tensão!

Mas foi tudo bem! O guardinha da policia federal/imigração só perguntou porque eu tinha um visto de turistas em vez de um ESTA, e quando eu respondi que meu ESTA foi negado por causa de uma viagem a Síria, ele só perguntou em que eu trabalhava e quanto tempo eu passei na Síria (mas isso tudo enquanto ele já estava tirando minhas impressões digitais e carimbando meu passaporte), e pronto. Mais nenhuma pergunta, nem nenhum estresse!

Eu ainda acho que se tivesse entrado sem eles, sem o resto da família, eu teria levado uma dura – mas sei la né? Por via das duvidas a “pastinha da Síria” já esta separada com meus documentos e pretendo levar em todas as viagens aos EUA!

Então agora tenho um visto de turista de 10 anos, então pelo menos não preciso me preocupar mais com isso por um bom tempo!

Se um dia poderei tirar o ESTA de novo?! Bem, não sei? Só se eles mudarem as regras novamente né?

Algumas perguntas que recebi no Instagram e InstaStories durante o processo:

  • Se você é casada com Americano, porque não tem o Green card?

Green Card é apenas o “apelido” do visto de residência. Como não sou nem nunca fui residente dos EUA, não pedi, nem quis, nem precisei de um Green Card. Casamento não me da acesso automático nenhum a visto nenhum.

  • Vocês são casados ha tanto tempo, porque não tem o passaporte Americano ainda?

Idem da resposta acima. Casamento não da acesso automático a visto nenhum e muito menos cidadania. Se um dia quisermos morar nos EUA, eu poderia pedir um visto de residencia (green card), e depois de (muitos) anos morando nos EUA poderia pedir a cidadania. É um processo longo e caro, e apenas ser casada não me da direito a nada automaticamente.

 

Obrigada pelo apoio moral e dicas que vocês me deram no Instagram durante esse sufoco!

E aqui está: mais um perrengue pra posteridade do blog!

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Nos Acompanhe!

Além de todas as dicas que eu posto aqui no blog, você também pode me acompanhar nas redes sociais para mais notícias “ao vivo”:

 

Adriana Miller
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17 Jan 2015
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TV Everywhere: VLOG diário de viagem na Pensilvania!

Dicas de Viagens, Pittsburgh, T.V. EveryWhere, USA

IMG_4639.JPG

Conforme prometido, minha primeira tentativa de um “Vlog” (Video blog), usando nossa viagem pros EUA semana passada como pano de fundo.

Créditos:

Camera: iPhone 6

Edição: iMovie

Musica: “Stuck in the Middle With You”, Stealers Wheel

E quem quiser assinar o canal, é clicar aqui! (prometo tirar o atraso dos vídeos!)

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14 Jan 2015
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Diário de Viagem: Pensilvânia, Janeiro de 2015

Dia a dia, Dicas de Viagens, Isabella, Pittsburgh, USA

Quem me acompanha no Instagram, “assistiu” de perto nossa viagem relâmpago para a Pensilvânia, nos EUA,  semana passada, mas a pesar de curta, a viagem foi por um motivo muito especial:

Dia 10 de Janeiro comemoramos o aniversario de 2 anos da Isabella no mesmo dia que sua bisavó Ruth comemorou 100 anos!

Então realmente não deu para deixar passar em branco, e a família se juntou para celebrar esse marco familiar!

Embarcamos 4 feira, e após uma semana conturbada no trabalho, realmente não estávamos prontos para viagem! Leia-se: fazendo mala as 11 da noite na véspera, catando as ultimas coisas na quarta de manha enquanto o táxi já nos esperava na portaria do prédio!

Resultado: só quando chegamos no aeroporto nos demos conta que deixamos uma mochila com TODOS os nossos eletrônicos em casa (laptops, câmeras, tripés, flashes, baterias, cabos e afins), eu ainda consegui a proeza de sair de casa sem casaco de frio (sai do prédio pela garagem, com a Isabella no colo e mais umas 15 bolsas caindo pelo chão, então não “senti” frio e de fato de que estava sem casaco!) e o pior de tudo: pegamos o passaporte Americano da Isabella e esqueci seu passaporte Britânico na mesa da sala!!

Foi aquele pânico e Deus nos acuda, mas não tinha a menor chance de conseguir voltar para casa pegar tudo e não perder o voo (só reparamos o que estava faltando quando já estávamos no portão de embarque!).

Ou seja, impossível começar mais desastroso que isso!

Mas por outro lado, o voo foi ótimo, super tranquilo e estreou uma nova fase na nossa vida de “viagem com crianças”: agora a Isabella é uma passageira pagante, com direito a assento próprio e cartão de milhagem!

Por mais doloroso que tenha sido pagar sua passagem inteira, é incrível como melhorou a qualidade do voo para todos nos! Estava ficando impossível passar horas confinado num avião com ela em nosso colo hoje em dia! Ela tá muito grandona e é dessas crianças hiper-ativas e levadas que não para quieta um segundo!

Então ela adorou ter sua poltrona, sua bandeja e sua televisão! Dormiu super bem, e eu consegui, depois de 2 anos nessa vida de “mãe viajante” curtir novamente um voo!

Mas voltando a viagem: quando chegamos em Pittsburgh o pai do Aaron ja estava nos esperando e a Isabella caiu no sono enquanto o aviao estaca pousando, e não acordou mais!

Eu ja comentei sobre jet lag em outros posts e sou super militar com os horários e rotina dela nos primeiros dias (1 ou 2) de qualquer viagem com fuso horário, para que ela consiga se adaptar o melhor e mais rápido possivel!

Crianças novinhas tem a vantagem de não “saber” que a diferencia de horário existe, então eles apenas lutam contra o relógio biológico, mas sem o lado psicológico do jet lag, o que torna o processo bem mais fácil.

Para os pais, o processo é super cansativo, afinal, manter uma criança acordada, feliz e de bom humor depois de 4 horas de seu horário de dormir eh uma proeza, mas sempre compensa o sacrifício!

Ela dormiu mais ou menos as 17:00 no horário local, que seriam as 23:00 em Londres (geralmente ela dorme as 19:00, então estava exausta) e conseguiu dormir direto ate as 6 da manha do dia seguinte! Suas 12 horas sagradas de sono e acordou pronta para outra!

Nos ficamos hospedados na casa do pai do Aaron, que montaram um “apartamento” para gente no basement (porão) da casa (que é uma delicia de puro aconchego! Não da vontade de ir embora nunca mais!), então sempre ficamos bem instalados!

No dia seguinte, o dia começou cedo, antes mesmo do sol nascer e com o choque térmico: o termômetro marcava -18 graus, com muita neve e sensação térmica de -27!!!

Um frio surreal, que nem da pra descrever! Nao ha roupa nesse mundo que te deixe confortavel por muito tempo, entao passamos o dia correndo de casa em casa, do carro para porta de casa, e todos os aquecedores a todo vapor!

E foi um dia de re-adaptacao ao fuso e rever a família – passamos a manha com a mãe e a tia do Aaron, e a tarde com sua avo paterna e o resto da família do pai.

Fiquei tão feliz que a avo do Aaron manteve sua arvore de natal montada para mim! Ela tem a arvore de natal mais incrível do mundo (#MetaDeVida) com uma coleção de enfeites vintage que herdou de sua mãe, e então alguns de seus enfeites ja passara dos 100 e poucos anos!

Como ela sabe que eu também coleciono enfeites de natal, eu sempre levo algum enfeite de viagem de presente para ela, e ela sempre me da algum enfeite vintage de sua coleção!

Quero ser fofa assim quando eu tiver 97 anos!

Sem grandes compromissos nem programações, apenas visitando todo mundo mesmo.

 

Já na sexta feira, decidimos ser corajosos e aproveitar a viagem para fazer algumas compras e ir ate o outlet que fica lá perto.

Como geralmente vamos para Pensilvânia na época do Thanksgiving e Black Friday, esse outlet é uma perdição, mas ainda assim (mesmo sendo janeiro) valeu a pena passear por lá.

Sem falar que o clima “esquentou” estava fazendo apenas -8 graus, e sensação térmica de “apenas” -15!

Viu só, tudo uma questão de referencia!

Foi dureza andar para cima e para baixo no outlet naquele frio e muita neve, mas em compensação éramos os únicos clientes no shopping todo!

Lojas vazias, estoques completos…

Chegamos com uma listinha de tudo que queríamos comprar, e focamos nas lojas certas – enquanto isso a mãe do Aaron ficou com a Isabella na praça de alimentação quentinha!

De la ainda aproveitamos o embalo para passar em outro shopping (Sephora!!!) e um mega Target!

Aquele city tour de compras Americanizado completo!

E como estávamos animadinhos e sem muitos efeitos de jet lag, ainda aproveitamos a abundância de babysitters e saímos para jantar em um dos restaurantes preferidos do Aaron de sua cidade natal!

Restaurante familiar, com comida gostosa e caseira, sem gosto de “comida Americana” cheia de molhos e afins. Aprovado!

E finalmente Sábado foi o grande dia!

Acordei ansiosa e emocionada, contando os segundos ate ouvir a Isabella acordando para encher ela de beijos!

Minha filhotinha fez 2 anos!!! Como isso é possivel?!

Muitos beijos e muitos abraços, e bate papo com a família toda, ao redor do mundo no FaceTime!

A Isabella ganhou café da manha especial preparada pelo Grandpa, roupinha temática de “Birthday Princess” da Grandma e ja partimos para primeira comemoração do dia: o aniversario de 100 anos de sua Bisavó Ruth!

Apesar da saúde de ferro a Bisa Ruth realmente eh bem velinha (a outra Bisa Ida, que tem 97 é uma garotinha ainda! E a Bisa Portuga que mora no Brasil é praticamente uma adolescente, com apenas 79 anos!) e mora num hospital/asilo/vivenda assistida ha alguns anos, onde ela tem cuidado medico e acompanhamento 24 horas por dia, então levamos a festa até ela!

Ela acordou meio indisposta, então não quis sair da cama (no dia seguinte ja estava nova em folha sassaricando pelo asilo!), mas ainda assim cantamos parabéns, cortamos o bolo, enchemos balões e fizemos bagunça! O dia nao poderia passar em branco de jeito nenhum!

E logo depois do almoço começou a grande festa do dia: o aniversario da Isabella!

Convidamos a família e muitos amigos de infância do Aaron (com seus filhos) para uma festa animadíssima no Chuck’E’Cheese. Eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ido em um desses restaurantes, que são o paraíso das crianças!

Levemente brega, levemente datado e super Americanizado – mas super pratico! Bastou confirmar quantas crianças e quantos adultos teríamos, pagamos uma taxa por criança e só. Eles se encarregaram do resto!

O Lugar eh cheio de jogos e brinquedos para entreter crianças de diferentes idades, tem showzinho do Chuck (o “personagem” da rede), tem premio, tem bolo, música, presentinhos etc.

A Isabella amou, reunimos a família toda, revimos muitos amigos e tivemos zero estresse! Queria muito que tivesse um lugar desses em Londres!

E no fim do dia, eu achei que a Isabella ia capotar de cansada, mas chegou em casa com a corda toda para brincar com os primos (netos da esposa do meu sogro), então a festa meio que migrou de volta para casa, e ainda se estendeu depois que as crianças foram dormir!

Todos os primos dormiram na casa do Granpa, então no domingo de manha não teve santo que tirasse a Isabella e a Reese dos brinquedos!

Como era nosso ultimo dia por la, queríamos que o dia fosse bem relax e todo mundo tivesse tempo para brincar e curtir a Isabella (e vice e versa!).

Passamos a manha na casa do pai do Aaron e depois reunimos a família toda de novo na casa da outra bisavó..

E de lá, direto pro Aeroporto para voltar para casa!

Foi uma viagem super corrida, mas deliciosa e acabamos conseguindo curtir bem mais do que imaginávamos!

O segredo pra Isabella dormir o voo todo? Deixar ela deitar e rolar (mesmo!) e fica exausta na hora do embarque!

P.S. Durante a viagem tentei fazer um “vlog” acompanhando nossa rotina durante a viagem , e ja estou editando! Já já entra no ar! (Para quem ainda não se inscreveu, corre lá no TV Everywhere no Youtube e assine o canal!)

P.S.2: Uma de minhas resoluções de ano novo eh tirar o mofo do TV Everywhere e voltar com nossos vídeos de viagem! (tô devendo tantos!)

Adriana Miller
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