28 Oct 2014
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Coreia do Sul: De volta para o futuro!

Coreia do Sul, Dicas de Viagens, Seul

Antes de viajar para um lugar novo, sempre rola aquela expectativa, seu próprio imaginário sobre o lugar – que as vezes eh um misto de coisas que você já ouviu falar, já leu sobre, o cenas de filmes, ou pessoas que conheceu ao longo da vida.

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Para mim, Ásia sempre foi sinonimo de modernidade. O irônico é que todos os mais de 10 países que já visitei no continente foram justamente o contrario dessa minha imagem…

Mas ainda assim sempre que alguém menciona Ásia, em vez de pensar nas praias da Tailândia e da Indonésia, ou os templos do Camboja, ou o caos das ruas do Vietnam ou China, na verdade eu sempre criava uma outra imagem na mina cabeça…

Uma mistura dos arranha céus de Xangai, com a organização de Cingapura e a educação de Kuala Lumpur

E não sei porque, eu sempre achei que esse tal lugar  existisse, seria na Coreia do Sul.

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Um dos principais contribuintes para isso foi uma casa de Coreanos que conhecemos muitos anos atrás na nossa viagem pro Nepal: eles eram de Seul, e a personificação da Ásia do futuro: lindos, elegantes (mesmo nas condições precárias de passar 10 dias fazendo trilha no Nepal!), simpáticos, educadíssimos, e super, super antenados em tudo – câmeras de ultima geração, tablets e celulares que ainda nem existiam na Europa naquela época, e um papo interessantíssimo sobre viagem, lugares do mundo e o que eles já tinham visto por ai.

Então quando começamos a planejar a viagem pro Japão, me pareceu a desculpa perfeita para encaixar uma visita a Coreia também!

Logicamente, ao desembarcar na Coreia do Sul a expectativa era grande… Sim, Tóquio e o Japão como um todo foram um máximo, e uma experiência “asiática” bem diferente dos demais que tínhamos viajado, mas ainda assim eu esperava ainda mais da Coreia.

Chegamos na cidade e ja estava escuro, o que fez com que o primeiro contato com Seul fosse quase uma viagem no tempo: as estradas e pontes iluminadas, os bairros e mais bairros com seus prédios altos e modernos criando uma silhueta e paisagens de outro mundo.

E por fim a hospedagem, no Hotel W, que foi praticamente o equivalente ao Marty McFly abrindo a porta de seu Delorean em 2015 (fans de “De Volta para o Futuro” – EU!!!! – vão entender a analogia!).

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Foram apenas 2 dias em Seul, então nao vou escrever fingindo que sei tuuudo e que conheci tuuudo que a cidade e o país tem a oferecer, porque né? Mas foram dois dias e 3 noites incríveis na cidade, que nos apresentou a um novo continente, uma Ásia muito diferente de tudo que já conhecia, mas que era exatamente a Ásia dos meus sonhos!

Então apesar do atraso em postar sobre a viagem, ainda temos muitas dicas sobre Seul que vão entrar nos próximos dias!

 

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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27 Oct 2014
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W Hotel Seoul

Coreia do Sul, Dicas de Viagens, Seul

Depois do sufoco que passamos no hotel de Kyoto, chegar no W Hotel de Seoul, na Coreia do Sul, foi o melhor premio possivel! Pra começar que a cidade como um todo já parece fazer parte de outra galacia, e o hotel foi a adição perfeita nessa vibe futurista na nossa (breve) passagem pela cidade.

Os hoteis W são sempre uma decisão certeira ao redor do mundo: confortáveis, modernos e estilosos, mas que tem um principio inconfundível: o hospede acima de tudo!

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Confesso que estava meio na duvida de como seria ficar num hotel tão moderno e “jovem” com uma criança pequena… Sabe essas duvidas de pais viajando com crianças? Será que vao nos olhar torto? Sera que terao berço, cadeirao, etc. E se ela chorar? Os outros hospedes vao reclamar…?

Mas nao tem nada melhor no mundo do que estar errada nessas horas! Desde o momento que pisamos no saguao do hotel, os funcionarios foram super atenciosos, ja tinhamos um bercinho e brinquedinhos esperando por ela no quarto (eu sempre aviso que precisarei de um berco na hora da reserva) e um interminavel “qualquer coisa, eh so pedir!”.

Todas as manhas a Isabella era a sensacao dos funcionarios, e o show de simpatia era de dar gosto! Nao so com ela, claro, mas em tudo.

O nivel de Ingles do funcionarios era incrivel, e sem duvidas o melhor que ja vimos na Asia (todos eram fluentissimos e sem sotaque praticamente!), e todas as informacoes eram mastigadinhas. Sabe quando voce vai na recepcao do hotel e pede um mapa? (eu sempre peco um mapa de papel!)

No W nao so eles te davam varios mapas, mas tambem ligavam para os lugares pra confirmar horario de abertura, nos davam bilhetinhos com descricao passo a passo de como usar o metro, chegar no lugar X, o que fazer e onde comer em casa bairro.

E isso eh uma das coisas mais legais de todos os Ws que ja me hospedei: apesar do luxo 5 estrelas da rede, todos os funcionarios te tratam como aquele seu amigo super cool que sabe de todas as boas, sabe? Em momento algum rola um esnobismo ou “corporativismo” que as vezes vemos em outros hoteis.

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E no andar 9′ esta o Away, o spa do W com um complexo de piscinas em estilo Japones (ou seja, todo mundo peladao), saunas, academia e varias salas de tratamento – entao eh claro que para finalizar nossa maratona Asiatica, no ultimo dia da viagem passei hoooras fazendo massagens e na sauna no spa, pra relxar toda andanca dos 13 dias anteriores!

E pra completar o complexo “Walkerhill” (bairro onde esta o W Hotel), ele divide porta a porta com um Sheraton, com um shopping e complexo de entretenimento separando os dois, com cassino, restaurantes, bares e muitas lojas tax free (todos os dias chegavam onibus e mais onibus de turistas pra fazer compras nas lojinhas free shop do hotel!).

O unico problema do hotel eh que ele nao eh super central nao, muito pelo contrario. Walkerhill eh um bairro residencial nobre no leste da cidade, com muitos parques e jardins, mas todos os dias tinhamos que pegar o onibus do hotel que nos levava ate a estacao de metro, e ai sim comecava nosso dia (o proprio hotel organiza esse shuttle que para na porta a cada 10 minutos, e a viagem ate a estacao demora mais 5 minutos, entao nao eh o fim do mundo).

W Hotel Seoul

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30 Sep 2014
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Peach Airways e o aeroporto Osaka Kansai – viajando low cost entre Japão e a Coreia do Sul

Coreia do Sul, Dicas de Viagens, Japão, Kyoto, Seul

Não tenho duvida alguma de que a maneira mais fácil de viajar pelo Japão são os trens bala Shinkansen: rápidos, eficientes, confortáveis e ate mesmo econômicos, se você viajar com uma JR Pass.

Mas qualquer viagem pelo Japão que envolva aeroportos complica um pouco, pois assim como os aeroportos de Londres, todos os principais aeroportos Japoneses são muito afastados dos centros Urbanos.

Ainda assim eles são muito bem servidos de transportes públicos e boas conexões, mas mesmo assim a viagem entre o aeroporto Narita (o principal aeroporto internacional do Japão) e Tóquio por exemplo, mesmo em trem bala, pode chegar a 1 hora (e sem contar com baldeações e trocas de linha de metro ate chegar no seu hotel).

Então quando decidimos esticar a viagem do Japão com uma paradinha na Coreia do Sul e comecei a pesquisar voos entre os dois países, me dei conta que não fazia o menor sentido sair de Kyoto para voltar a Tóquio só para pegar um voo para Seul.

Mas pra completar o problema, Kyoto não tem aeroporto próprio.

Poreeeem, acabei descobrindo que na verdade o aeroporto que serve a cidade de Kyoto e arredores da Baia de Kobe é o aeroporto Kansai, em Osaka, que fica cerca de 1 hora e meia (de trem direto, ou 1 hora fazendo baldeações) da estação central de Quioto.

E pronto, não era exatamente super pertinho ou mega pratico, mas também não era o fim do mundo, principalmente depois que descobri que a a linha aérea de low cost Japonesa Peach tinha voos super baratinhos entre Osaka e Seoul, com varios voos ao longo do dia!

Chegar no aeroporto acabou sendo mais simples do que imaginávamos: com nosso JR Pass pegamos um trem (de velocidade normal, não era “bala”) na estação central de Kyoto, com frequência de hora em hora, que nos deixou direto na estação dentro do aeroporto Kansai em cerca de 1 hora e pouco. Simples assim!

Eu já falei bastante sobre cias aereas de baixo custo (low cost) aqui no Blog, tanto para Europa quanto para a Asia, e eh sempre otimo descobrir uma nova empresa, que cobre uma região diferente do mundo – principalmente quando falamos de viagens (geralmente) caras como Japão e Coreia do Sul.

A Peach segue o mesmo modelo e regras que outras Low Cost ao redor do mundo:

– As passagens são baratas, porem não incluem absolutamente nenhum extra.

– Franquia de bagagem deve ser paga a parte

– Cada passageiro tem direito a apenas 1 bagagem de mão, com peso limitado e que foi pesada por funcionários da cia antes do embarque (foram bem estritos com isso). E as regrinhas dos líquidos na mala de mão também de aplicam na Asia.

– Nos compramos nossas passagens on line, diretamente no site da Peach, e recebemos a confirmação por e-mail – que deve ser impresso e apresentado no aeroporto. A Peach não tem check in line, porem o e-mail de confirmação tem um código de barras único, que ao ser escaneado nas maquininhas do aeroporto, imprime seu cartão de embarque.

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– Em relação as regras e limitações para viajar com crianças com a Peach, não tivemos problemas algum. Assim como qualquer outra cia aerea, a Isabella pagou apenas uma pequena taxa, já que tinha menos de 2 anos na época da viagem e portanto viajou como “bebe de colo”, sem direito a poltrona.

– Bebes/crianças viajando na passagem dos pais (ou seja, sem assento próprio) tem direito a despachar o carrinho de bebe sem custo adicional)

– O Aeroporto de Osaka Kansai não permite que levemos o carrinho de bebe ate a porta da aeronave, porem a Peach disponibilizou um carrinho que pudemos usar no período de pré embarque, e devolvemos apenas ao entrar no avião.

– Todas as passagens tem assento marcado, então não foi preciso aquele deus-nos-acuda pra conseguir sentar junto no avião (#traumasRyanair). mas caso você queira escolher qual assento prefere, ai sim eh cobrado uma taxa.

– Todo e qualquer extra durante o voo é pago a parte (comidas, bebidas e afins)

 

No geral, achei o serviço deles muito bom, com funcionarios muito simpatico e bem treinados.

Por exemplo, ao fazermos nosso check in e ao despachar nossas malas, eu perguntei como quem não quer nada se o voo estava lotado, e se caso negativo, se seria possivel ter uma poltrona vazia entre nos para que a Isabella ficasse mais confortável. A funcionaria prontamente nos trocou de lugar e deu um assento vazio pra Isabella, que acabou viajando bem mais confortável (e nos também!). (eu já contei nesse post aqui algumas “técnicas”, sobre dicas genéricas de viagem com crianças).

E voo foi super tranquilo, e em cerca de 1 hora e meia estávamos desembarcando em Seul, na Coreia do Sul!


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