28 May 2014
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Japão e Coreia do Sul: manual de instruções (transporte, comunicação, comidas e curiosidades)

Coreia do Sul, Dicas de Viagens, Japão, Kyoto, Seul, Toquio

Poucas viagens pelo mundo hoje em dia geram tantos comentarios conflituosos quanto viagens para a a Asia – a diferenca de cultura, a incompreencao dos costumes, o medo da lingua ou da comida. Cada viajante (ou aspirante a) tera sua lista de impecilhos a viajar para o outro lado do mundo.

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E a cada nova viagem para esse outro lado do mundo, fui descobrindo e desmistificando certas coisas e chegando as minhas proprias conclusoes: seja a comida na India ou o comportamento do Chineses. E claro, uma viagem ao Japao nao poderia ser diferente.

A expectativa era tao alta, que acabou nos fazendo adiar essa viagem por muitos anos – quantas e quantas vezes ja nao ouvi falar sobre o quanto o Japao era absurdamente caro, que os Japoneses nao falam nada de Ingles, ou que o sistema de transporte era impossivel de ser decifrado.

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Sera mesmo que seria tao dificil e tao impossivel assim?! E ate mesmo uns dias antes de embarcar, saimos pra jantar com um amigo do Aaron que passou a noite toda repetindo como era dificil andar por Toquio, e todas as dificuldades que enfrentariamos por la… Confesso que a apreensao era tao alta quanto a expectativa.

Sim, ja viajamos por inumeros paises na Asia, mas naquele lado do mundo, mais que qualquer outro lugar, cada pais eh completamente diferente do outro, e impossivel nao embarcar cheio de medos e duvidas – principalmente quando incluimos uma nova viajante de 1 ano e 3 meses nessa equacao!

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Ao longo da viagem tambem recebi muitas perguntas, tanto de amigos e familiares, quanto de leitores – entao vou tentar responder algumas das principais duvidas e dar minha opiniao sobre nossa experiencia tanto no Japao quanto na Coreia – e acreditem, na foi nada como esperavamos!

 

– Comunicacao: Lingua e as pessoas

Esse foi um dos comentarios que mais ouvi: no Japao ninguem fala Ingles!

Huuuum…. nao achei bem assim nao.

Pra comecar que o pais eh super bem preparado para receber turistas, entao praticamente todos os lugares por onde passamos encontramos alfabeto ocidental, traducoes em Ingles, fotos/imagens e o que mais fosse preciso para ajudar os nao-falantes de Japones a entender o que era necessario.

E no geral, achei o nivel de Ingles bem bom, um padrao bem “Asia”, equiparavel com a China ou Tailandia por exemplo. Ou seja, quase todo mundo sabe o basico, responder perguntas basicas e dar informacoes basicas. Mas se voce quiser comecar a filosofar sobre a crise da Venezuela e a guerra na Siria, ai a coisa complica.

Informações e mapas em Inglês pelas ruas de Tóquio

Tudo bem que nos so passamos por lugares super turisticos, e nao fizemos uma viagem nada “desbravadora” nos cantinhos secretos do Japao, entao todas as pessoas que tinhamos que lidar ao longo dos dias ja tinha um scrip de perguntas e respostas na ponta da lingua, e o resultado eh que sempre conseguimos as informacoes que precisavamos.

Em Seoul, na Coreia do Sul, o nivel de Ingles foi ainda mais alto, e ate rolaram alguns papos mais profundos com pessoas aleatorias no metro, restaurantes e lojas – ate porque a curiosidade era maior, ja que a Coreia eh bem menos turistica que o Japao, e acabamos chamando bem mais atencao por onde passamos.

Informações em Inglês e Japonês nas estações de Tóquio

Algumas tecnicas que fomos aprendendo ao longo de varias viagens pela Asia tambem ajudaram:

Sempre levar o nome/endereco dos lugares em Japones ou Coreano, pois assim ficava mais facil se comunicar com mimica ou apontando no mapa onde queriamos ir (os hoteis te darao um cartao de visita com o endereco e instrucoes na lingua local, que voce pode mostrar pro motorista ou pessoas na rua por exemplo. Ou no minimo, vale a pena baixar na internet o endereco de seu primeiro destino antes mesmo de embarcar).

Placas de ruas em Inglês e Japonês

Isso foi importantissimo principalmente na Coreia, pois achamos o Coreano impossivel de ser pronunciado (e nem to falando do alfabeto deles nao, a propria “traducao” cheia de consoantes, Gs e Ns dava muitos nos na lingua). Entao mesmo com o nome de certos lugares escritos em “Ingles”, nao conseguiamos pronunciar corretamente o suficiente para nos comunicar. Ja no Japao isso foi mais facil, pois achei que o Japones “se fala como se le”, entao pronunciar nomes e enderecos nao foi dificil.

Placas de rua em Inglês e Japonês

Eu sempre carrego um guia de viagens comigo (gosto da versao em papel pra planejar a viagem, alem de sempre carregar comigo no dia a dia da viagem, e porque gosto de colecionar!), que geralmente trazem as informacoes principais (como enderecos chafe, nomos dos principais pontos turisticos etc) na lingua local – entao na hora do perto que vc nao consegue achar o templo X de jeito nenhum, eh so parar alguem na rua, apontar pro nome  (na lingua local) no seu guia e pronto!

 

– Navegando e se locomovendo pela cidade e transportes

Como disse acima, as 3 cidades por onde passamos (Toquio, Quioto e Seul) sao super bem preparadas para recber turistas internacionais, e portanto nao tivemos dificuldade alguma em nos achar e nos locomover.

No metrô de Tóquio

No metrô de Tóquio

Em Toquio, os sistema de transporte eh incomparavel – tao completo quando assustador, mas bastou algumas horas para nos acostumarmos rapidinho com os esquemas.

A parte turistica de Toquio eh servida por dois tipos de servico: O Metro de Toquio e os trens urbanos do JR (Japan Rail).

Muitas das estacoes se sobrepoem, mas o unico problema eh que os dois servicos utilizam bilhetes diferentes, e muitas vezes as entradas da estacoes eram diferentes, entao para fazer baldeacao entre uma linha e outra, era preciso sair e entrar de novo na mesma estacao (mais detalhes no topico abaixo).

Mas por outro lado, as estacoes de toquio e de Seoul sao completissimas! Modernas, limpas, bem organizadas e com muitas informacoes em Ingles. Impossivel mesmo se perder.

Tanto em Toquio quanto em Seul todas as estacoes tem um mapinha na plataforma indicando onde estao as saidas, onde estao os banheiros, elevadores e escada rolante (todas as estacoes e todas as plataformas tem acesso a elevadores e banheiros – limpos! – que foi essencial com uma crianca pequena), saida de emergencia e e pontos de evacuacao em caso de emergencia (terremotos, tsunamis e afins).

Informações sobre a estação de metrô em Tóquio (na telinha dentro do trem)

As vezes significava que acabavamos pegando a saida mais longe da plataforma, so pra usar o elevador, mas como estavamos com a Isabella, carrinho e afins, valia a pena gastar uns minutos a mais procurando o elevador, do que ter que subir varios andares de escada (ainda que rolante) carregando ela.

E em ambas as capitais todas as linhas e estacoes de metro tem mapas em Ingles, anuncios em Ingles e informacoes em Ingles. Fomos preparados pra ter que rebolar e memorizar alguns caracteres Japoneses (como foi na Russia, por exemplo), mas nao foi o caso, mesmo! Mais facil impossivel!

E pelas ruas – pelo menos nas areas turisticas por onde passamos – tambem tinhamos sempre opcoes de mapas de localizacao e placas das ruas em Ingles, entao nao nos sentimos perdidos em situacao nenhuma! Foi facilimos navegar por Toquio, Quioto e Seul!

 

– Transportes internos (e o tal do JR Pass)

Apesar de ja ter falado um pouquinho do metro de Toquio acima, uma coisa que demoramos pra decifrar foram as passagens de metro e de JR urbano.

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No Metro de Toquio, o preco da passagem eh determinado de acordo com a distancia que voce vai percorrer, entao a cada nova viagem era preciso voltar na maquininha da estacao e decidir onde voce queria saltar – e assim era determinado seu custo.

Máquina de venda automática no metrô de Tóquio

E como precisamos de metro todos os dias, com muitas viagens pra cima e pra baixo, acabava sempre valendo a pena comprar o passe diario, que da acesso a viagens ilimitadas por todas as estacoes e zonas da cidade. Alem de compensar no preco, o passe diario garantia que economizamos no tempo que levava ter que ficar decifrando quanto ia custar cada perna da viagem e ter que enfrentar filas nas estacoes e re-comprar os bilhetes a cada novo destino.

Passagem de metrô em Tóquio: passe diário em cima, e viagem unitária em baixo

Nas linhas de trem urbano JR, o esquema dos bilhetes funcionava da mesma maneira: precos individuais determinado de acordo com a estacao de origem e estacao de destino, ou um passe diario de preco unico.

Mas com a vantagem de que quem compra o passe de trem JR tem acesso total e ilimitado as linhas e servicos JR dentro de Toquio!

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Muita gente compra seus passos JR pensando em trens bala e viagens longa entre as varias cidades do pais, e realmente essa eh a principal intencao do passe, mas mesmo para quem vai passar uns dias em Toquio, basta apresentar o JR pass na guarita da estacao e vc tem entrada livre em todas as linhas! Facilimo!

Mas entao vale a pena comprar o passe JR (Japan Rail) mas para quem vai ficar pouco tempo, ou passar por poucas cidades?

Bem, sim e nao.

Na verdade nos acabamos so comprando nossos JR Pass nas vesperas da viagem, pois realmente ficamos na duvida ate o finalzinho, mas acabamos decidindo pela praticidade do passe.

JRpass

A verdade eh que como passamos apenas por Toquio e Quioto e nunca foi nossa intencao fazer uma gazilhao de bate e voltas, na ponta do lapis o custo do JR nao valia a pena. Fizemos uma estimativa de custo e vimos que se comprassemos cada viagem avulsa, economizariamos cerca de 30 dolares cada um (sem contar transporte urbano em Toquio).

Mas ao mesmo tempo isso significaria que teriamos que comprar passes para usar o JR em Toquio todos os dias, teriamos que gastar nosso tempo para comprar passagens das viagens avulsas, entao acabamos decidindo que o custo-beneficio de gastar um pouquinho a mais e ter o passe em maos durante toda a viagem, valia a pena pela economia na mao de obra.

Guichês de reservas e compra de passagens de trens JR

E realmente foi facilimo e acabamos usando os passes JR muito mais que imaginamos, tanto em Toquio quanto em Kyoto – em toquio usamos nos trens urbanos e para passar o dia em Hakone, e em Kyoto usamos para visitar alguns templos fora do centro da cidade, usando os trens urbanos JR.

Os unicos detalhes que devemos prestar atencao em relacao ao JR Pass sao:

Esse passe eh exclusivo para extrangeiros visitando o Japao e portanto so estao a venda FORA do japao. Se deixar pra decidir depois que voce estiver por la, ja era.

Posto de atendimento do JR no aeroporto em Tóquio

No proprio site do Japan Rail voce pode procurar as agencias de viagem autorizadas mais proximas de voce e efetuar a compra pela internet – aqui em Londres nos compramos pela Japan Travel Centre e recebemos nosso passe no dia seguinte (que foi a vespera de nossa viagem!).

Ao chegar no Japao, para comecar a utilizar o passe, eh necessario validar seu JR Pass nos postos de atendimento do aeroporto, e la mesmo voce decide qual dia quer comecar a usar seu passe (no nosso caso compramos o passe para 7 dias, mas passamos 8 dias no Japao – entao como queriamos usar o passe para ir de Kyoto ao aeroporto de Osaka, optamos por nao usar o passe no primeiro dia em Toquio, e utiliza-lo nos outros 7 dias da viagem).

 

Ja em Quioto nao existe metro, mas o sistema de onibus eh otimo e serve muito bem a cidade. Assim como o metro de Toquio, tudo vem escrito em Ingles, com muitas informacoes, mapinhas e anuncios de autofalante.

Logo na nossa chegada em Quioto, fomos no ponto de informacoes da estacao central (a estacao de Obinus eh exatamente em frente a estacao central de trens) e pegamos mapinhas das linhas de onibus (super util – o mapa ja mostra todos os templos e pontos turisticos e quais linhas de onibus vao de um ponto ao outro).

ônibus em Kyoto

ônibus em Kyoto

Os onibus de Quioto tambem operam com sistema de passe diario, que custa exatamente o preco de uma viagem de ida e volta – entao acaba saindo mais barato comprar o passe diario todos os dias, pois em Quioto dependemos 100% dos onibus.

Outra vantagem de comprar o passe diario eh que os onibus em Kyoto apenas aceitam moedas na quantidade exata do custo da passagem, sem aceitar notas, nem dar troco – nada pratico para turistas!

Mas uma coisa vale ressaltar: Quito eh MUITO grande, e MUITO espalhada, e os mapas da cidade e das linhas de onibus nao fazem jus ao tempo descomunal que se leva de um lugar a outro! Entao acabamos vendo bem menos da cidade do que tinhamos originalmente planejado, simplesmente porque gastavamos horas do nosso dia no onibus indo de uma ponta a outra da cidade.

Em relacao a acessibilidade, todos os onibus de Quioto sao de 1 andar apenas, com entrada pela traseira e centro do onibus, com acesso e espaco reservado para cadeiras de roda e carrinhos de bebe – entao foi tranquilissimo viajar de onibus pela cidade com a Isabella a tira colo (o dificil mesmo era entrete-la durante tanto tempo nas viagens de onibus pela cidade!).

Em Seoul nos aconselharam a apenas pegar metro, pois o sistema de onibus da cidade nao eh muito bom, e nada amigavel a turistas nao-falantes de Coreano. Mas em compensacao, o metro eh otimo, tao bom quanto em Toquio!

As estacoes sao limpas, acessiveis por escada rolante e elevador sempre, com muitas informacoes em Ingles.

 

Uma outra coisa que adorei nos sistemas de metro tanto em Toquio quanto em Seoul eh a organizacao e limpeza!

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Claro que a gente sempre ouve falar e assiste no Fantastico aquelas cenas de funcionarios de luva branca literalmente empurrando as pessoas dentro do metro no horario de rush – mas isso so acontece em lugares, estacoes e horarios muito especificos, e nao passamos por nenhum aperto (literalmente!) em momento algum (memso tendo pego metro algumas vezes durante horario de rush)!

Muito pelo contrario – os funcionarios das estacoes e plataformas sao super solicitos, os trens sao espacosos, e os passageiros sempre educados! Cada um concentrado em seu livro/Smart-phone numa boa sem incomodar o outro.

Máquinas de venda automática no metrô de Seul

E o principal: limpos! Claro que eu nao ia lamber o chao da parada, mas estou tao acostumada com o fedor impregnado do metro de Londres (eu e minhas amigas temos apelidos a cada linhda o Tube Londrino de acordo com seu fedor caracteristico! hahahah), que fiquei chocada com aquele chao limpinho sem um fio de cabelo ou uma migalha fora do lugar! A ponto de ficar nervosa catando as migalhas da Isabella pelo chao pra nao chamar a atencao nem incomodar os outros passageiros!

 

– Aeroportos

Toquio eh a principal porta de entrada do Japao, e seu aeroporto numero 1 eh o “Narita”, o maior do pais e um dos mais movimentados do mundo.

O problema de Narita (apesar de nao termos passado por la para poder dar minha opiniao em primeira pessoa) eh ser muito afastado da cidade – mas ainda assim ele eh bem servido por transportes publicos e pela linha JR, o que leva muita gente a se decidir pelo passe JR (que mencionei acima) justamente para poder economizar tempo e dinheiro ja na chegada a Toquio no translado entre o aeroporto e a cidade.

Porem Toquio tambem tem outro aeroporto internacional, o Heneda, que tem um perfil mais business e fica praticamente no centro da cidade!

Nem todos os luagres do mundo que voa para Toquio tem opcoes de voo a Haneda, mas como a “ponte aerea” Londres-Toquio eh uma linha bem movimentada de negocios, a British Airways tambem tem voos direto entre Londres e Haneda, entao foi esse que escolhemos!

Entrada para a linha JR no aeroporto Haneda em Tóquio

Resultado, alem de tambem ser servido pelas linhas de trem urbano JR conectando Haneda ao centro de toquio, tivemos tambem a opcao de pegar um taxi direto ao nosso hotel, que claro que foi um pouco mais caro, mas em compensacao foi bem mais rapido e pratico – principalmente com o fuso horario, noite virada e uma bebe jetlag-enta! Custou cerca de 30 dolares (mais barato que o trem, pra quem nao tem o JR Pass) e pouco menos de meia hora para ir de Taxi de Haneda ao Westin Toquio! Super confortavel!

Ja na saida do Japao, como passamos pela Coreia no caminho pra casa, nao valia apena voltar de Kyoto para Toquio so para pegar outro voo para Seoul, entao optamos voar de la mesmo, pelo aeroporto de Osaka Kansai.

Na verdade Kyoto nao tem um aeroporto proprio, sendo que o aeroporto internacional mais proximo esta em Osaka, a cerca de 1 hora (de trem) da estacao central de Kyoto. O trajeto entre Kyoto e Osaka dura cerca de 1 hora e tambem esta coberta pelas linhas do JR Pass, entao foi facilimo (e como tinhamos o passe – de graca), e acabamos economizando um dia de viagem por nao ter que voltar a Toquio pra voltar pra casa (ou no nosso caso, ir pra Coreia).

 

– Comida e alimentacao

Eu ja falei aqui outras vezes o quanto AMO comida Asiatica (esse post, esse post e esse post sao boas provas disso!), e sem duvida alguma, a comida Japonesa eh minha preferida no mundo.

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Entao estava imaginando dias a fio apenas comendo o melhor e mais fresco sashimi do mundo, os mais variados sabores de naguiris e afins, e sempre que via alguem comentado que nao tinha vontade de viajar pro Japao pois nao gostavam de peixe cru eu pensava com meus botoes: “nossa, eu vou amar esse paraiso culinario!”.

Ahhhhhhhhh Decepcao!!!!

Quer dizer, calma. Amei a comida no Japao, e comi muito bem todos os dias… mas cade o peixe cru que estava aqui?!?! Godzilla comeu!!

Gente, como era dificil (impossivel!) achar um restaurante de “comida Japonesa” por Toquio e Kyoto!

Eu fiquei lembrando de como quando fomos pra China ouvi tanto falar de como a comida era diferente, que a comida Chinesa na China era tao diferente da comida Chinesa que temos no Ocidente… e acabei nao achando nada disso – comi na China extamente as mesmas coisas que como na Chinatown de Londres ou de Nova Iorque, por exemplo.

Mas em compensacao, no Japao, isso nao poderia ser mais verdadeiro! Aqui estamos nos achando que os Japoneses passam a vida comendo peixe cru, quando na verdade o que eles comem mesmo sao muitas variedades de noodles, muito arroz com molhos de curry, sopas (com noodles ou arroz) ou comida internacional, igualzinha a que eu e voce comemos em Londres, Sao Paulo ou Nova Iorque (mas juro que Londres, Sao Paulo e Nova Iorque com certeza tem mais restaurantes “japoneses” que Toquio!).

Pastelarias Francesas em Tóquio

E ainda tem isso da comida internacional, a verdade eh que tinhamos que fazer um esforco pra fazer questao de comer em restaurantes “locais” com comida Asiatica, e nao nos rendermos as muitas redes de restaurantes internacionais, as infinitas opcoes de restaurantes Italianos e pra fugir da obcessao que os Japoneses tem pelas padarias Francesas!

Na verdade, dos 8 dias que passamos no Japao so comemos “peixe cru” na nossa primeira noite em Toquio, justamente no restaurante do nosso hotel – e varias das outras recomendacoes que recebi de amigos de “restaurantes Japoneses” tambem estavam dentro de outros hoteis internacionais, o que nos levou a achar que “sushi & sushimi” eh comida japonesa-ocidental! Hahahah!

Menus “visuais”

Eu sei que eles tambem comem isso por la, mas definitivamente ja nao tenho mais aquele imagem de familias inteiras comendo peixe cru todos os dias de suas vidas…

Mas a verdade seja dita, que realmente comemos muito bem no Japao, apesar de ter sido “diferente” do que esperava.

Um corredor inteiro só de noodles e miojos no supermercado em Kyoto

Nosso tipo de restaurante preferido acabou sendo os “fast food” tipicos japoneses – eles servem pratos a base de noodles e arroz, e voce escolhe seu prato no “cardapio” do lado de fora (que sao figuras de plastico imitando os pratos servidos), ai vai na maquininha de fazer o pedido (que tambem fica do lado de fora do restaurante e parece aquelas maquinas antigas que vendiam cigarro), coloca seu dinheiro e pega um ticket.

Peça pelo número!

Quando voce entra no restaurante (quase sempre minusculo!) eh soh entregar o ticket pro tiozinho no balcao, e segundos depois seu prato eh servido na sua frente no balcao!

Dentro dos restaurantes fast-food Japas!

Molhos de soja ou chili sao a vontade, assim como agua e chas, que ficam em jarras espalhadas pelos balcoes do restaurantes, e cada um vai se servindo. Simples, rapido, pratico e delicioso – alem de muito divertido!!

Outra opcao popular de comida “fast food” por la, sao os restaurantes onde os pratinhos sao servidos numa esteira rolante – esse eh um estilo de restaurante Japones super comum aqui em Londres, e achamos que seria a opcao perfeita pra comer sushi rapidinho e baratinho, mas a maioria deles tambem servia mini pratinhos de noodles e arroz (e como ja temos muitas opcoes desse tipo em Londres, preferimos conhecer outros tipos de restaurantes).

Alem disso, como a viagem foi corrida, e tivemos que nos manter (mais ou menos) na rotina de horarios da Isabella, raramente tivemos tempo e oportunidade de sentar com toda calma do mundo em restaurantes e pedir o menu degustacao com 10 pratos – entao tambem fizemos muito bom proveito das “Bento Box” disponiveis nas lojinhas de todas as estacoes de trem/metro pra levar no hotel, ou almocar nos parques. As Bento Box sao aquelas caixinhas de refeicao ja montada, tipo um marmitex Japa!

Bento Box para picnic no quarto do hotel!

E por fim, vale ressaltar que quase todos os restaurantes por onde passamos tinham opcoes de menu em Ingles, e mesmo os mais escondidos e que nao tinham nem uma letra em Ingles (como eh o caso dos fast food das maquininhas!), TODOS, dos mais bacanas aos mais chumbregas, sempre tinham as maquetes e modelos das comidas servidas, feitas de plastico e borracha, com os precos na vitrine do local, entao era sempre facil escolher o que queriamos comer, e gracas a Deus nao tivemos nenhuma surpresa desagradavel!

 

– Custos e compras

Eu ja falei sobre isso com mais detalhes nesse post aqui.

 

– Choque cultural

Bem, deixei esse topico pro final proque achei dificil racionalizar entre as minhas impressoes e a realidade.

Me explico: viajar pra Asia eh sempre um choque cultural pra quem vem do Ocidente, mas depois de ja ter passado por uma dezena de outros paises por la, alem de morar numa cidade tao cosmopolita quanto Londres, eh dificil pensar numa coisa ou num aspecto de determinadas culturas que seriam de fato, um choque pra mim hoje em dia.

Me encomoda muito quando leio em blogs ou comentarios de amigos sobre determinado povo ser “sujo”, ou “porcos”, ou “frios”, ou “grossos” ou isso ou aquilo – pois geralmente essas sao apenas impressoes baseadas em estigmas e estereotipos que certos povos formam em relacao a outras culturas as quais nao sao familiares.

Entao certas coisas que me chocaram na primeira viagem a Asia, ja nao foram tao “estranhas” assim na segunda viagem, e na terceira ja nem reparava.

Mas ainda assim, mesmo ja tendo esse “filtro” e uma tolerancia bem alta, eu esperava certos comportamentos e situacoes que achei que encontraria no Japao (todos temos nossos preconceitos e estereotipos, nao tem como negar!).

Bem, a primeira surpresa – agradavel – foi a ausencia de muvuca! Depois te ter passado por paises como India e China, por exemplo (mas tambem Vietnam, Tailandia, Indonesia…), e sempre ter visto aquelas imagens dos metros lotados, os cruzamentos loucos em Toquio etc, imaginava que o Japao fosse muito mais “lotado” de gente do que realmente eh.

Pelas ruas de Tóquio

Pelas ruas de Tóquio

Entao alem de ser menos “populoso” do que eu imaginava, achei que no geraol os Japoneses e Coreanos sao mais na’deles. Entao mesmo no metro lotado, ninguem fica te encoxando nem bisbilhotando por cima do seu ombro, que ja melhora a sensacao gerenalizada de “espaco”, mesmo quando o espaco eh pouco.

Mas em compensacao eu esperava que eles fossem um povo super timido, super na’deles, mas que nada! Claro que sao reservados, e nao viram seu melhor amigo instanteneamente, mas batemos muitos papos com totais estranhos que simplesmente queriam saber de onde eramos, qual nosso nome, se gostamos do Japao.

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E isso ia aumentando proporcionalmente a medida que a idade do “curioso” fosse diminuindo – grupos escolares e adolescentes, eram um prato cheio! Ah, e uma nova modalidade de curiosos: maes e avos! Nossa familia virou ima de outras familias Japoneses (e Coreanas tambem) que queriam ver a isabella, perguntar quantos anos ela tinha, se podiam tirar fotos, nos contavam tudo dos filhos deles, etc.

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E pra tirar fotos?! Nossa! Nao eh a primeira vez que alcalcamos status de superstar em nossas viagens (mas nada se compara ao sucesso que fizemos no Egito ou na India!), mas sempre fico meio com vergonha de tirar fotos dos locais, pois nao quero dar a impressao que estou tratando alguem como um bicho “exotico” ou algo do tipo – mas no Japao nao so as pessoas vinham tirar nosso foto na cara de pau (muitas vezes sem pedir), ainda se ofereciam pra posar pras nossas fotos, pediram pra tirar fotos com a gente (principalmente a Isabella! Ela chegou num ponto de ja andar pelo jardim de um templo na Coreia dando tchauzinho pras pessoas!), queriam pegar a Isabella no colo (puro pavor, isso nao deixei de jeito nenhum!), enfim, uma loucura!

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De timidos eles nao sao nada!

E na Coreia do Sul isso foi ainda mais aparente, pois nao so o nivel de Ingles era um pouquinho maior que no japao, como Seoul nao eh tao turistico quanto Toquio ou Kyoto, as pessoas tinham mais curiosidade de saber quem eramos, de onde vinhamos, se estavamos gostando da Coreia, e coisas do tipo.

De chegar num ponto que quando estavamos passeando pelos fundos do jardim do Palacio Imperial de Seoul (que estava bem vazio) a gente se escondia atras das pilastras cada vez que vinhamos um grupo de turistas vindo em nossa direcao! hahahahaha! Era comico!

Atraindo multidões na Coreia do Sul

E as velinhas Coreanas que fazem speed walking e exercicios nos parques?! Corre delas ou suas bochechas ficarao roxas e seus olhos cegos de tanto flash!

Sempre que nos dividiamos em algum momento do dia (tipo, um de nos entrava no templo pra tirar fotos, enquanto o outro ficava do lado de fora brincando com a Isabella), era certeiro que na volta o outro estaria inundado de pessoas e flashes tirando fotos nossas!

E ainda teve a situacao do Aaron ser  – bem literalmente – encurralado por um grupo de coroas num parque em Seul que egavam, encostavam e abracavam ele, e ainda formaram fila pra tirar foto com o Aaron, e quanto ele tentou dar uma desculpa falando que a esposa estava esperando, elas ainda fizeram um barreira pra me bloquear e nao atrapalhar a tietagem! (e logo em seguida vieram atras de mim e da Isabella pra tirar mais fotos!)

Mas foi bem divertido, pois significou que tiramos muitas fotos e filmes dos locais, batemos papos inesperados com pessoas simpaticissimas nas ruas, e voltamos de la ainda ainda mais fascinados pela cultura!

 

– Curiosidades:

* Por causa dos riscos de terremoto constantes, os postos de gasolina no Japao nao tem bombas de combustivel no chao – todas as penduradas no teto do posto. Achei tao futuristico!

* Os banheiros públicos são incrivelmente limpos e todos muito complexos – as privadas são mil e uma utilidade, cheias de botões e geringonças!

* Os Japoneses nao tem o habito de dar gorjetas, que na verdade sao muito mal vistas e considerada falta de respeito. Quanto a conta chegar, deixe o dinheiro exato, e caso contrario, espere por seu troco. Esse comportamenteo foi muito dificil principalmente pro Aaron, que eh Americano e esta acostumado a ser generoso com gorjetas em qualquer lugar que vamos!

* Muitos dos restaurantes e bares locais nao tem cadeiras em volta das mesas, apenas tatames, e portanto sapatos nao entram de jeito nenhum! Os sapatos ficam te esperando do lado de fora, e voce entra de meias ou descalco e senta no chao (nao, ninguem vai roubar seus sapatos, mas na duvida, voce pode coloca-los dentro da bolsa…).

* Obrigada, por favor, de nada, ate logo, boa noite e bom dia… Nao sabe como falar nada disso em Japones nem Coreano? Basta fazer uma “reverencia” de frente pra outra pessoa, abaixando o tronco e a cabeca. Quanto mais “abaixada” for sua reverencia, mas sincera e profunda eh seu agradecimento.

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Adriana Miller
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11 May 2014
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Japão e Coreia: como planejei minha mala (e looks! Meus e da Isabella!)

Coreia do Sul, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Viagens, Fazendo as Malas, Japão

Eu já fiz incontáveis posts sobre como faço minhas malas, mas a cada grande viagem o perfil de minhas preferências mudam, as necessidades de cada destino também mudam (minhas viagens a trabalho ou de fim de semana pela Europa não contam… são rápidas e geralmente levo umas 2 ou 3 mudas de roupa numa mala de mão, e as viagens mais longas para o Brasil eu relaxo, pois sei que posso atacar o armário da mãe e irmã quando estiver la!).

Mas na verdade planejar o que levar na mala para essa viagem não foi difícil – passaremos por apenas 3 cidades grandes, sem grandes “exotismos” de atividades (não faremos nenhum esporte nem caminhadas, não faremos nenhum programa mais arrumadinho nem nada fora do básico), então sabia que minha mala seria composta por pecas e “looks” que uso no dia a dia em Londres, ou usaria em qualquer outra viagem pela Europa, ou Rio de Janeiro, EUA e afins.

O que mudou dessa vez foi a metodologia – resolvi testar uma maneira diferente de arrumar e organizar as roupas na minha mala, por três simples motivos: em primeiro lugar, porque minha mala seria dividida com a Isabella, e apesar de que as roupas dela são minúsculas, bebes são ímãs de tralhas e como ela esta na fase de anda-engatinha-se-arrasta-pelo-chao e querendo comer sozinha e tals, precisamos de vaaaarias mudas de roupa por dia.

E em segundo lugar porque acho que achei que alguns hotéis no Japão seriam bem pequenos, então queria manter a mala o mais pratica e objetiva possível, sem precisar espalhar demais minha zona cada vez que quisesse achar um par de meias (sou zoneira assumida).

E por fim, porque íamos viajar de trem bala entre Tokyo e Kyoto (e assim como nos trens na Europa, apesar de não ter limite de peso, o espaço para guardar bagagem eh bem limitado) e um voo de low cost entre Kyoto e Seoul (e a pesar de que eu paguei a mais para levar bagagem despachada, não sabia o quão restrito eles seriam em relação a tamanho e peso das malas).

Comecei o processo de “planejar” o que queria levar da mesma maneira que faço em TODAS as minhas viagens: de olho na previsão de tempo.

Sim, o clima é imprevisível, e um dia pode estar sol e calor e no dia seguinte cair uma nevasca (#TraumasDeLondres), então não basta olhar a previsão na véspera da viagem – tem que acompanhar de perto mesmo!

Sei que isso eh um pouco TOC meu, mas assim que marco minhas passagens para algum lugar, ja vou logo adicionando a cidade em questão no meu iPhone (naquela App de meteorologia), e assim passo semanas e meses acompanhando a quantas esta a temperatura, se oscila muito, se tem chovido muito, etc, etc.

Então tanto no Japão quanto na Coreia eu sabia que as temperaturas estavam estáveis, na casa dos 15/20 graus e dificilmente teríamos grandes surpresas meteorológicas, o que é sempre ótimo e evita certos dilemas de “vou levar essa saída de praia caso faca 40 graus e esse sobretudo caso caia para -15”, sabe?

Então fiz mina listinha de itens, sempre tendo em mente que as pecas podem ser sobrepostas e combinadas entre si, seguindo uma certa paleta de cores (eu sempre falo sobre isso nos posts sobre fazer a mala, mas ajuda tanto ao longo da viagem, ter pecas que combinem entre si, e assim mesmo com um mala pequena conseguimos combinações mil, e temos a sensação de ter com uma roupa e “look” diferente todos os dias, mesmo tendo na verdade poucas opcoes de pecas!).

As pecas chave foram: camisetas, malhas finas, jaquetas de meia estação (couro, sarja, blazer), jeans, sapatos confortáveis e acessórios.

Então mina nova estratégia de organização copiou um pouco o que sempre fiz para Isabella (e nas poucas vezes que não arrumei a mala dela assim, sempre tivemos problemas!), usando compartimentos e nécessaires especificas para cada tipo de roupa e ate mesmo looks já montados.

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No caso da mala da Isabella eu coloco as montagens já prontas (calca + blusa, ou saia + body, ou vestido + blusa + meia calca, por exemplo) já separados em saquinhos plásticos (desses tipo Ziploc), por que ela raramente usa a mesma peca/combinação mais de uma vez (porque criança se suja mesmo e não tem como evitar), e assim fica mais fácil pela manha já pegar um look montadinho para ela, colocar outro extra na bolsa de fraldas e pronto, em vez de fica pensando qual calca combina com qual blusa e com qual sei lá o que. E assim também reaproveito os sacos plástico para guardar as pecas sujas que vamos trocando ao longo do dia.

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Já no meu lado da mala, a coisa eh um pouco diferente, pois não levo um look/combinação especifica para cada dia – prefiro fazer essa analise combinatória de pecas que mencionei ai em cima.

Então comprei esses compartimentos/nécessaires na Amazon, que são quadradas/retangulares, de nylon e tela (assim fica mais fácil ver o que tem em cada uma), e na maior coloquei camisetas, regatas, camisas e malhas, e nas outras separei calcas, jaquetas, roupas intimas e acessórios (lenços e cintos).

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Assim também ficou fácil “encaixar” os nécessaires dentro da mala, e ir montando um quebra cabeça com o resto: sapatos no fundo (levei dois pares de sapatilhas na mala e um tênis ja no pe), necessaires com cosméticos, etc.

Ficou TÃO mais fácil achar tudo que precisava ao longo da viagem, principalmente a medida que fomos trocando de cidade e hotel a cada 3 ou 4 noites.

E para matar a curiosidade, aqui estão algumas fotos dos nossos “Looks” – meus e da Isabella!

 

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Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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24 Apr 2014
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Seoul ao vivo!

Coreia do Sul, Dicas de Viagens

Bem, na verdade já chegamos em Londres, mas aproveito essa madrugada sem sono de jet lag para postar algumas fotos dos dias que passamos em Seoul, na Coreia do Sul.

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Em primeiro lugar, a viagem pra Seoul foi curtíssima, infelizmente!
No total foram apenas 2 dias “úteis” na cidade, e teria facilmente passado mais uma semana inteira lá!
Mas a decisão de incluir a Coreia no nosso roteiro foi tentadora demais, e acabou que deu super certo com vôos, viagens internas e tal, deixando tudo bem redondinho.

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A cidade foi uma boa surpresa, uma versão “Ásia” que juntou varias outras cidades e caraterísticas da Ásia que eu gosto bastante, mas de uma maneira bem tranquila…
Achei muito fácil de andar pela cidade, as pessoas são ainda mais simpáticas que no Japão e apesar do tempo corrido (afinal não tivemos muito tempo por lá), senti que conseguimos curtir a cidade e a viagem numa boa.

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Nos próximos dias entrarão posts mais elaborados com os detalhes da viagem, e vou tentar responder as muitas perguntas que recebi no Facebook e Instagram esses dias – sobre o roteiro da viagem, os hotéis que ficamos, comida, como foi a questão da língua por lá, as rotinas da Isabella e viajar com um bebe pra um lugar tão diferente, e ate mesmo o que levei na mala e as compras (perdição!) de beleza!
Esqueci alguma coisa? :-)

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