07 Aug 2014
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Fushimi Inari: O templos dos Toris vermelhos

Dicas de Viagens, Japão, Kyoto

E por falar em Gueixas… impossivel nao pensar imediatamente no filme “Memorias de uma Gueixa”, que acabou tendo como uma de suas imagens mais marcantes, os Toris vermelhos alinhadissimos que serviram como pano de fundo a algumas cenas.

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Mas por mais artificialmente perfeitinho que esses pilares vermelhos parecam ser, eles nao sao um set de filmagem, e sim o templo Fushimi Inari nos arredores de Kyoto.

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Inari eh o Deus raposa, que tambem eh padroeiro/simbolo do comercio e dos negocios, mas principalmente, eh o deus simbolo do arroz, no Budismo, e portanto um dos mais populates no Japao.

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Hoje em dia sao quase 2 quilometros de um corredores/trilha de Toris, e cada um deles (sao milhares) foram doados por empresarios e comerciantes que adoram o deus Inari – e todos eles sao marcados por seus doadores, e formam diferentes corredores e trilhas que sombem os 230 metros da montanha, levando os visitantes a conhecer alguns de seus muitos sub-templos.

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Esse templo no sul de Kyoto teve sua construcao iniciada em 711 d.c., sendo que o templo principal, na base da montanha, foi construido em 1499! Isso eh que eu chamo de historia milenar!

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Dizem que seria necessario 2 horas inenterruptas de caminhada para percorrer todos os corredores de Toris do templo, mas nos gastamos provavelmente mais que isso so na primeira secao, embasbacados com a estrtutura do lugar e – claro – torrando as baterias de nossas cameras fotograficas!

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O Fushimi Inari-taisha (nome & sobrenome do templo) sem duvida alguma foi uma das estruturas mais impressionantes que ja vi na vida, dessas que voce sabe que nunca mais vai ver nada que se supere no mundo! (e eu somo nessa lista a muralha da China, o Taj Mahal, as Piramides do Egito, as praias das Maldivas e os Himalaias – entao da pra ter uma ideia de que o lugar realmente me impressionou!).

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Chegar ate la foi facilimo, apesar de tecnicamente o templo nao estar em Kyoto!

Basta pegar o trem (direto) JR na estacao central de Kyoto que vai em direcao a estacao Inari. A viagem dura cerca de 20 minutos apenas, e chegando la, nao ha duvidas – basta atravessar a rua e voce ja vai dar de cara com o Tori de entrada do templo e suas raposas de cobre!

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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06 Aug 2014
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Gion: O bairro das Gueixas e Kyoto Antigo

Dicas de Viagens, Japão, Kyoto

Pra muita gente – eu inclusive – o nome “Kyoto” remete a uma imagem: Gueixas.

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Talvez um pouco pela incompreensão sobre o que elas realmente são, e povoado por filmes e livros sobre particularidades dessa cultura… Mas não adianta, as Gueixas são desses enigmas e mitos que o resto do mundo adora sobre o Japão.

 

A verdade eh que a cultura das Gueixas esta em queda, e elas sao uma figura em declínio, e hoje em dia estão praticamente todas concentradas no pequeno bairro de Gion, no centro de Kyoto.

O resto da cidade toda deve ser visitado tendo em mente o templo X ou Y, tendo seus bairros e vizinhanças praticamente ignorados – mas não é o caso de Gion. Quem vai ate la quer conhecer o bairro, se perder por suas ruelas, e quem sabe, dar a sorte de ver uma Gueixa cara a cara!

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O bairro eh dividido em duas partes – a Gion moderna, com avenidas largas, caotica e movimentada. E dentro, escondida, a Gion milenar, com suas casas de cha, jardins e pagodas.

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O começo de Gion eh demarcado pelo imponente templo Maruyama e seu portão vermelho. Lá dentro se esconde um emaranhados de outros templos, pagodas, pavilhões e jardins, que sao um mundo a parte.

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Vale a pena gastar parte de seu dia por la (aliais, assistimos um por do sol lindo la de dentro!)

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Eh como se fosse um mundo a parte lá dentro, quando vemos a quantidade de casais, famílias e jovens Japoneses pelos templos, vivenciando o Budismo.

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Bem la pro fundo do templo esta o jardim XXX, outro otima area cheia de Sakuras em flor (mas ja pegamos um pouquinho do final das flores por la, que ja tinham passado de seu auge.

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Mas eh quando finalmente entramos na area antiga e tradicional de Gion que a cidade se transforma!

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Ok, ok que a massa de turistas lotando as ruas nao ajudam em nada a criar um “clima”, mas basta sair da rua principal, para char um pouco do que deve ter sido a Gion de outrora

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E principalmente quando vemos uma Gueixa – de verdade – pelas ruas, com seu passinho leve, cabelo elaborado e maquiagem tipica!

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O bairro eh uma otima opcao pra quem quiser ir a uma casa de chas e participar da cerimonia Japonesa de chas, ou entao comer os pratos tipicos da regiao (que de sushi nao tem nada… por la, os pratos sao todos carnivoros, sendo que o bife Kobe – outra cidade da regiao – considerado a melhor carne do mundo eh a atracao principal).

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Infelizmente nao fizemos nada disso, pois achamos que restaurantes pequenos, com mesas baixas + tatames e uma bebe engatinhante nao combinariam muito bem (cometemos esse erro na primeira noite em Kyoto, pra nunca mais), mas fica a dica pra quer estiver sem criancas (ou com criancas mais velhas).

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Eh bem facil – e rapido – explorar Gion, ja que o que sobrou de tradicional no bairro eh bem pequeno. Nos fomos um dia a noite, e vimos tudo, mas achamos que tinha faltado alguma coisa, entao voltamos um outro dia de manha; E ai nos demos conta de que era so aquilo la mesmo.

 

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05 Aug 2014
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Ginkaku-ji: O templo Prateado e a Trilha dos Filosofos

Dicas de Viagens, Japão, Kyoto

Construido com a intenção de seguir os moldes (arquitetônicos) do templo Dourado Kinkaku-ji, o Ginkaku-ji, conhecido como “Templo Prateado”, parece ter esquecido de um detalhe: ele não é prateado!

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Mas na verdade, essa era a intenção original do projeto de 1482, onde o pavilhão seria forrado com folhas de prata, que acabou não acontecendo depois da morte do Imperador.

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Aliais, o templo nem sequer foi concluído, e o que vemos hoje em dia eh apenas sua construção parcial, mantido como visto pelo Imperador pela ultima vez antes de sua morte, e mantido assim por seus descendentes, de acordo com a filosofia “wabi-sabi” do ensinamento budista (que eh muito legal e vale a pena a leitura sobre! O Wabi-sabi prega que devemos aceitar a imperfeição das coisas, e que descreve beleza como uma coisa que seja “imperfeita, incompleta e não permanente” – ensinamento de ouro que o mundo ocidental esta precisando aprender a praticar!).

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Hoje em dia o apelido de “prateado” permanece, não por causa do templo propriamente dito, e sim por causa do jardim a sua volta.

A começar pelo Ginshadan, uma areai em tons de cinza e prateado e dominam a entrada do templo. Sabe aquelas bandejinhas de areia japonesas, que as pessoas comprar pra “relaxar”? Então, é tipo isso, soque numa tamanho mega.

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A perfeição do desenho das ondas da area são incríveis, que parece que vão mudando e “ondulando” dependendo do ângulo que você os vê.

E bem no centro esta o Kogetsudai, um “morrinho” feito da mesma areia e que simboliza o Monte Fuji.

E por fim o jardim a sua volta, com aquela perfeição de laguinhos, plantas, flores, e arvores minuciosamente podadas para criar um ambiente praticamente artificial, como se estivéssemos andando pelo set de um filme!

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Mas uma das principais atracoes do templo Ginkaku-ji eh na verdade o fato de que ele marca o inicio do caminho conhecido como “Trilha dos Filosofos”.

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O nome eh herdado dos estudiosos e filósofos que vinham estudar por lá, na beira do riacho e embaixo das arvores, mas essa area vira visita obrigatória em Kyoto durante a primavera, quando as Sakuras estão em flor, ou no outono, quando as folhas das arvores “Japonese Maple” se tornam incrivelmente vermelhas!

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A trilha completa, tem apenas 1 ou 2 quilômetros de distancia, mas nos passamos horas por lá, praticamente uma tarde inteira, pois o lugar realmente é incrível.

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Mas claro, não esqueçam que nos estivemos por lá bem na época das cerejeiras em flor, que foi um espetáculo a parte!

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Mas foi bem legal também ver de perto uma região mais residencial e menos “urbana” de Kyoto, ver casas de famílias Japonesas e entender um pouco melhor como as pessoas vivem por la.

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O caminho eh repleto de ruas paralelas que sobem as montanhas de Quioto e ponteado de outros templos – então foi difícil manter o foco e tentar chegar ate o fim sem nos distanciar demais do riacho, que marca a trilha principal.

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Acabamos desistindo de entrar em outros templos pelo caminho, so pra pdoer andar com calma e curtir essa trilhazinha – talvez esse passeio nao seja tao atrativo nem valha tao a pena em outras epocas do ano (afinal sao as flores das Sakuras que deram o toque especial), mas se sua viagem a Kyoto coincide com Primavera ou Outono, separe muitas horas pra passar por la!

 

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