24 Feb 2014
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Dicas práticas para viajar com bebê (e ainda em processo de aprendizado!)

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Nos últimos anos pré-Isabella, nada me irritava mais do que comentários do tipo “aproveita mesmo, porque depois que os filhos vierem essa vida de viajar toda hora vai acabar…!”.

Ok que não da pra negar que a vida muda, mas daí a achar que a vida acaba depois que temos filhos nunca foi minha praça. E no quesito viagens, se eu sempre viajei com meus pais desde bebê, por que não faria o mesmo quando tivesse meus filhos?!

Os benefícios e delícias de se viajar em família são inúmeros (e o que não falta por ai hoje em dia são blogs sobre viagem com crianças e em família exemplificando isso!), mas também nunca me iludi e sempre soube que teríamos que fazer algumas mudanças e adaptações no nosso estilo de viajar para acomodar as necessidades de uma nova pessoinha!

E na verdade quando digo “viajar”, não necessariamente significa entrar num avião e ficar semanas a fio longe de casa… muitas das “dicas” a baixo são na verdade muito mais utilizadas no nosso dia a dia em Londres, e fins de semana passeando por ai, do que necessariamente “estar de ferias”.

Bons costumes e uma boa rotina no dia a dia da criança podem ser replicados em qualquer lugar do mundo, e sempre facilitam a vida dos pais, sem prejudicar a criança, e eh isso que importa!

Então logo que descobrimos a existência de um terceiro tripulante a bordo que já começamos a nos empolgar a mostrar o mundo pra nossa família, e nunca me passou pela cabeça que isso significaria o fim das viagens!

Com isso em mente, já nos planejamos para que de certa maneira pudéssemos criar um bebê que adore viajar como nós, e que ela viesse apenas para somar, e não atrapalhar. Tanto eu quanto o Aaron já somos pessoas naturalmente tranquilonas, e nunca me imaginei sendo uma mãe neurótica nem cheia de frescuras e medos – no dia a dia, e muito menos mundo afora.

Então esse post nada mais é do que alguns tópicos e pequenos detalhes que fizemos com a Isabella desde seus primeiros dias de vida, já pensando em como facilitar nossa vida lá na frente, quando começássemos a viajar com ela.

Muitas dessas “dicas” foram resultado de assistir amigas e conhecidas no dia a dia da “vida real”,  lidando com seus filhos, muito antes da Isabella nascer ou quando ela era bem pequena, e situações que me fizeram refletir comigo mesma e decidir: “Nunca quero ser assim”!

Não quero dizer que determinado comportamento seja certo e o outro errado, apenas foram detalhes e situações que eu sabia que não dariam certo pra mim.

Mas sei que nem sempre o que da certo (ou errado) pra uma família vai funcionar com outra criança, outra mãe ou outro pai… Então cada um tem que saber reconhecer o que pode ou não ser usado, separar o joio do trigo e não necessariamente fazer alguma coisa só porque todo mundo faz (ou não faz) ou porque leu num livro ou num blog.

Esse post esta no rascunho a muito tempo, mas fiquei na duvida se publicava ou não… geralmente não gosto desses posts “mommy blog” ditando regras, que dão a impressão de “olha como meu bebe e minha família são perfeitos e se você fizer diferente, será tudo errado”, sabe?

Mas ao mesmo tempo essas são as perguntas pais-e-filhos mais frequentes aqui no blog e no Instagram, que já respondi em outros comentários e posts, então achei mais pratico colocar tudo junto num lugar so.

Mas reforço que não estou ditando regras, nem profecias sobre o que é certo ou errado, e muito menos o que faz de alguém uma boa mãe ou não – são apenas as dicas que usamos em nosso dia a dia e em viagens, e que realmente fazem nossa vida tão mais fácil e leve!

 

– Alimentação:

Eu me preparei pra amamentar por o maior tempo possível. Afinal nada é mais prático do que amamentar um bebê – já esta tudo esterilizado, na temperatura certa, embalagem certa e prontinho para ser servido em qualquer lugar do mundo! Mas também nunca tive a pretensão de amamentar exclusivamente por anos a fio (afinal isso é uma escolha individual de cada mãe/bebê), então desde que introduzimos mamadeiras e fórmula na dieta da Isabella, eu ja tinha algumas ideias em mente.

Pesquisei bastante e escolhi mamadeiras que não demandassem muito tempo/esforço para serem limpas, esterilizadas e afins. Muitas pecinhas, tubinhos e mecanismos de promessas impossíveis?! Tô fora!

O mercado está cheio de mamadeiras que prometem mundos e fundos (imitar a sucção do peito, evitar cólicas, etc), mas depois de pesquisar bem e de conversar com um pediatra e as Health Visitors do NHS, cheguei a conclusão que nada poderia garantir promessa nenhuma… Então me decidi pelas mamadeiras da MAM, que são apenas 3 peças pra desmontar/lavar – e o principal – auto esterilizáveis (bastam 3 minutinhos no microondas com um pouquinho de agua e pronto! Nunca nem comprei aquelas esterilizadoras super trambolhão!).

Se já é chato ter que lavar mamadeiras nas férias, imagina ter que carregar um esterilizador?!

Estoque de papinhas e leite no cruzeiro pelo Caribe

O segundo detalhe foi: leite artificial, sempre na temperatura ambiente!

Nunca acostumamos a Isabella a tomar leite morno, desde o primeiro dia de leite em pó! Isso significa que a qualquer momento do dia ou da noite, seja lá onde estivermos, se ela estiver com fome, sua mamadeira estará pronta em questão de segundos!

(Isso foi uma dica de uma amiga aqui em Londres, enquanto tentava lidar com seu filho de uns 3 anos dando um verdadeiro escândalo porque o leite não estava morno… na época a Isabella ainda só amamentava, e ao ver a situação dela, fiquei com a “dica” na cabeça, e deu super certo pra gente!)

Não ter que carregar garrafa térmica com agua morna, ou ficar catando um lugar pra esquentar mamadeira ou agua pra preparar leite. Nunca tive que pedir pra comissaria de voo ou garçon de restaurante esquentar agua/leite pra Isabella, e isso facilita TANTO no dia a dia!

Depois que ela passou a comer papinhas e comida normal, uma outra “técnica/filosofia” muito popular aqui na Inglaterra e que deu muito certo com a Isabella eh o “Baby Led Weaning”, que basicamente dita que o bebe deve – na medida do possivel – sempre comer sozinho, e comer comida “normal”, e não apenas papinhas insossas, sem sabor nem texturas.

Não fui nem sou muito xiita em relação a isso não, e o fato de que a creche da Isabella usa a mesma filosofia também ajuda bastante.

Seção de leites e papinhas na farmácia do aeroporto em Londres

Além de todas as vantagens didáticas da “teoria” (pois estimula o senso de independência da criança, estimula o gosto por comida “de verdade” e não apenas um paladar infantil, estimula um ambiente de refeições em família e dá a criança um senso de “participação” em vez de sempre comer algo diferente, num horário e momento separado dos pais ou irmãos mais velhos), a verdade é que no dia a dia, e principalmente quando estamos fora de casa, também tem sido uma mão na roda.

Quando digo que não sou xiita, é porque na rapidez e praticidade do dia a dia, de segunda a sexta, eu também faço papinhas especiais pra ela, e durante a semana ela geralmente janta mais cedo que a gente mesmo, mas em compensação isso também significa que sempre que comemos fora ou viajamos não preciso ficar neurótica sobre como levar comida, onde esquentar comida, se os legumes são orgânicos, se agua foi benzida ou sei lá mais o que, e sempre da pra achar alguma coisa no cardápio que ela vai gostar e vai comer numa boa (mesmo sem dentes!).

Siiiiiim, faz uma sujeirada, mas nada que uma muda extra de roupa e uns lencinhos umedecidos na bolsa não resolvam!

Curtir as refeições em família e ver a Isabella comendo bem provando novos sabores compensa a bagunça!

Outra coisa que facilita bastante é que hoje em dia existem papinhas de bebê de ótima qualidade e variedade e fáceis de encontrar no mundo todo.

Papinha orgânica na Bósnia

Concordo que em viagens longas não é bom que a criança só como comidas artificiais várias vezes por dia, por muitos dias a fio, mas não vejo mal nenhum fazer um revezamento entre comida “de verdade” e comidas prontas.

Então geralmente o café da manhã dela é no hotel/apartamento (sempre que possivel tenho dado preferência a ficar hospedada em apartamentos ou flats com cozinha e tals), com frutas, cereais e iogurte, na hora do almoço dou alguma papinha pronta com alguma fruta (mas se formos comer em algum lugar que dê pra pedir alguma coisa pra ela, melhor ainda), e a noite tento dar mais alguma papinha feita em casa, ou sopa de legumes em algum restaurante e algumas variações do mesmo tema.

A Isabella não é muito de fazer lanchinhos não, e se ficar com fome entre as refeições, o que ela gosta mesmo é de leite (que é fácil, pois como ela não toma leite quente/morno, é facílimo preparar o leite dela a qualquer momento).

 

– Dormir:

Tivemos bastante sorte de ter um bebê que dorme super bem (e por MUITAS horas seguidas a noite) desde bem novinha, mas sempre evitamos criar um ambiente onde tudo no mundo tem que parar só porque ela esta dormindo.

Claro que ha limites, e é óbvio que um bebê de meses não tem a mesma disposição que um adulto (nem essa nunca foi a intenção), mas aos poucos fomos acostumando ela a dormir em qualquer lugar – no carrinho enquanto passeamos a tarde, ou no canguru pelos corredores de um museu ou aeroporto ou no bebe conforto no banco de trás do carro.

Ela tem uma rotina super regradinha (isso não adianta lutar contra! Toda criança precisa de uma estrutura), mas desde que mantemos esses horários e costumes, ela fica numa boa, seja onde for.

Na medida do possivel, sempre tentei criar um ambiente de “sonecas” que fosse confortável e aconchegante, mas que nao dependesse do quarto escuro, a musica X, a temperatura Y, que acaba deixando maes e criancas escravas de um custume dificil de quebrar.

(essa foi outra dica resultante de um trauma de ver uma outra amiga aqui em Londres que não podia fazer NADA fora de casa entre 12:00 e 15:00 porque se o filho não dormisse no seu berço, ouvindo a musica tal, com o bichinho Y, no escurinho, etc ele dava altos escândalos. Ele não ficava com ninguém, não se adaptou na creche etc por causa disso)

Outro “truque” que deu super certo com a Isabella é a base do carrinho que compramos pra ela (o Bugaboo Bee), que se chama “Cocoon”. Nada mais é que uma base macia e maleável e que faz as vezes de um Moisés pra recém nascidos. Só que esse “Cocoon” parece um mini saco de dormir, e é suuuuper aconchegante!! Então desde os primeiros dias de vida usamos esse “Cocoon” como a base de sua cestinha moisés que ficava no meu quarto nas primeira semanas, depois se mudou com ela para seu berço no seu quarto, e ia com ela onde for!

O “Cocoon” dentro do berço do hotel em Vail

Já serviu de base pra caminha na casa das avós nos EUA e no Brasil, serviu de cama improvisada no lounge do aeroporto, também fez as vezes de lençol/forro nos berços de hotéis de Vail a Búzios, e na cama do quarto de hóspedes na casa de amigos durante uma festa.

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande para o Cocoon, ela dorme num “baby grow”, que eh outro tipo de saco de dormir quentinho e confortável, próprio pra crianças mais velhas.

Ou seja, ela dorme numa boa, em qualquer lugar, porque pra ela, ela esta dormindo sempre no mesmo lugar! Tem a mesma textura, cheiro, maciez, etc

 

 – Banho

Essa dica eh simples e fácil!

Em casa a Isabella sempre tomou banho em sua banheirinha de bebe usando um daqueles “reclinadores” (que deixa a mãe com as duas mãos livres e sem medo de deixar o bebe escorregar, e por sua vez o bebe fica bem mais confortável!), mas ao mesmo tempo nunca passou pela minha cabeça levar aquele trambolhão pra lugar nenhum!

Hora do banho no hotel em Búzios

Então o que fizemos foi comprar uma daquelas piscininhas infláveis de bebe – são super baratinhas, leves e fácil de carregar na mala, e fáceis de encher e esvaziar.

Levamos em quase todas as nossas viagens, sem ocupar nenhum espaço na mala, mas mantendo ela confortável (e facilitando nossa vida na hora do banho).

É só encher com agua do chuveiro e voila!

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande pra banheirinha, passei a dar banho nas banheiras de hotel ou no chuveiro mesmo (quando não tem banheira), usando um copo de plástico ou canequinha pra faciliar!

– “Mãos livres”: Canguru, wraps e mochilas

Imediatamente depois que a Isabella nasceu, eu fui adepta dos cangurus e wraps.

Na verdade, tentei alguns wraps mais elaborados (acho liiiiindo aqueles bebes todos enroladinhos com as mães), mas a Isabella NUNCA se adaptou a nenhum deles (altos berreiros!) – mas em compensação ela adorava o Baby Bjorn (marca do nosso canguru), então eu fazia tudo com ela pertinho de mim! E de quebra, ainda ficava com as mãos livres!

Prestes a embarcar pro Brasil com o canguru

Eu saia de casa sem fralda extra, mas nunca saia de casa sem o canguru a mão!

Se ela estava com dificuldade pra pegar no sono: canguru. Se estava irritada ou manhosa: canguru. Acordou bem na hora que comecei a almoçar: canguru. Etc, Etc, Etc.

E claro, na hora de viajar, estar com as mãos livres é a melhor coisa que existe! Afinal seja qual for seu meio de transporte, você terá que carregar mala, passagens, passar por lugares apertados, montar e desmontar o carrinho e afins.

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Depois que ela ficou gorducha demais pro canguru, fizemos o upgrade para uma mochilinha, dessas próprias de carregar crianças.

Pra começar que ela A-DO-RA ver o mundo lá de cima, fica olho no olho com a gente e o resto das pessoas em volta, sem deixar de ficar confortável.

Na mochilinha a caminho dos EUA

O modelo que escolhemos foi a LittleLife, pois é bem versátil, mas sem ser um trambolhão (não queria nenhuma daquelas mochilas de trilha nem acampamento não, sabe? Queria algo mais portátil e menos horrenda!).

Quando esta fechada e sem a Isabella dentro, essa mochila tem cara de mochila “normal”, e ainda tem um compartimento extra onde colocamos as coisas dela (que iriam na bolsa de fralda), como mudas de roupa, fraldas extras, mamadeiras, brinquedos , etc (mas tem que ter cuidado pra não exagerar porque isso tudo estará nas suas costas também!), e quando abre, ela tem uma cadeirinha acolchoada, apoio pros pés, almofadinha pro rosto (se bem que não acho que ela fique muito confortável pra dormir bem não, então sempre tenho um “plano B” pra hora da soneca mais longa do dia).

Eu sei que existem alguns modelos de canguru que “duram” mais tempo, e podem ser usados com bebes/crianças mais pesadas, mas ainda assim preferimos usar a mochila, pois achei que tanto a Isabella quanto eu ou o Aaron (quem estiver carregando ela) ficaríamos mais confortável, pois assim como uma mochila de acampamento, a Little Life tem um suporte de alumínio nas costas, apoio pro quadril, etc facilitando o nosso uso por períodos longos. Além de poder ser usada por crianças ate uns 20 quilos (ou uns 3 anos, depende da criança).

 

– Carrinho 

Entre as famílias viajantes, existe muito debate sobre qual o melhor carrinho escolher.

Antes do bebe nascer, todo mundo quer o mais potente, mais vistoso, mas cheio de perecotecos e fashion. Ai logo depois que bebe nasce a realidade bate a porta, e acabamos nos dando conta que o modelo X é muito pesado, o Y não cabe na mala do carro nem passa na escada rolante do shopping, ou que desmontar a marca Z na porta do avião (ou no estacionamento no shopping, antes de entrar no taxi, ou seja onde for)é muito difícil, etc, etc.

Então quem não conhece famílias que tem 2, 3 ou mais carrinhos encostados em casa? Haja dinheiro desperdiçado pra isso tudo heim?! E haja espaço de sobra nos micro apartamentos de hoje dia pra guardar isso tudo!

Pelas ruas de Les Baux, na Provence Francesa

Isso foi uma coisa que pensamos muito antes de decidir qual carrinho comprar, e queríamos um modelo resistente e confortável, porem compacto, de peca única, que fosse fácil de abrir e fechar e que fosse versátil, podendo ser usado de recém nascido ate uns 3 anos. Acabamos escolhendo o Bugaboo Bee e sem duvida alguma foi a melhor decisão feita no mundo paralelo do enxoval de bebe! (varias outras dicas, opiniões e duvidas sobre o Bugaboo nesse tópico aqui no fórum).

Dormindo no Bugaboo numa conexão em Nova Iorque

Ha quem defenda os carrinhos “guarda chuva” a ferro e fogo, e realmente deve ser bem mais fácil lidar com um carrinho desse estilo em comparação com modelos mais monstrengos (tipo Stokke, Silver Cross, alguns Quinny, etc), mas no nosso caso (por todos os motivos que nos levaram a escolher o Bugaboo Bee desde o inicio) não tenho a menor necessidade de um carrinho “pra viagem”.

Mas meu principal motivo por não gostar dos modelos gurda chuva eh o conforto pra criança. Afinal, se eu quero passar o dia todo batendo perna por ai, o mínimo que posso fazer pela minha filha é garantir que ela estará confortável e vai conseguir dormir numa boa, e tals, e a maioria dos guarda-chuva não oferecem isso.

Pois acho que trambolho por trambolho, eles também são, e no fim das contas são os pais carregando e empurrando o carrinho o dia todo de qualquer maneira.

Pelas ruas de San Juan, Puerto Rico

O meu carrinho (Bugaboo Bee) é bem compacto e prático (e fecha em uma peça só, que acho essencial), mas super confortável pra Isabella e isso que acho importante em viagens (porque ela consegue dormir tranquilamente durante horas no carrinho, enquanto passeamos com tranquilidade).

Talvez quando ela for maiorzinha, tipo uns 2 ou 3 anos pode ser que eu mude de ideia, mas o que vejo acontecendo com mães amigas é que elas compram um carrinho guarda chuva achando que vai ser mais pratico, só que nessa idade as crianças querem andar no chão e explorar as coisas e lugares (principalmente em viagens), então a mãe/pai acaba passando o dia todo carregando o trambolho do carrinho, e na hora que a criança cansa e quer voltar pro carrinho, não conseguem descansar nem dormir direito porque o carrinho não é confortável suficiente…

Bem, pode ser que ao longo do próximo ano eu mude de ideia, mas acho que a vantagem do carrinho que escolhi eh justamente essa, e não tenho planos de ter que comprar outro carrinho (nem tenho vontade, nem teria lugar pra guardar).

Carrinho sobrecarregado de tralhas no aeroporto

Viajamos com a Isabella pra tudo quanto é canto levando nosso carrinho normal mesmo e nunca tivemos problema (nem no dia a dia da viagem, nem na hora de embarcar, nem nada disso).

E afinal, não ha maior prova de fogo pra portabilidade e durabilidade de um carrinho do que nosso dia a dia em Londres!

Claro que ha modelos E modelos de carrinho guarda-chuva, e alguns atá bastante confortáveis, mas ai por outro lado eles perdem as vantagens de serem leves e compactos… (alguns modelos McLaren por exemplo, são mais pesados e maiores – quando fechados – do que o Bugaboo Bee, por exemplo).

 

– Germes e esterelização

Atenção mães com fobia de germes e sujeiras: melhor fechar seu browser agora mesmo!

Taí uma frescura que não tenho de jeito nenhum! Acho que criança tem mais é que se sujar, colocar tudo na boca, rolar no chão! Como já diria minha avo, criança precisa de “vitamina S” pra crescer (“S”  de sujeira!).

Claro que tudo tem seu limite, e lencinhos umedecidos e álcool em gel estão ai pra isso, e prefiro deixar ela ficar rolando por ai enquanto eu vou atrás dela limpando suas mãos o tempo todo, do que não deixar ela brincar livremente ou explorar os lugares so por medo de “estar sujo”.

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Outra mania que nunca tive com a Isabella é a esterelizacao de tudo que ela encosta.

Segui as recomendações do pediatra nas primeiras semanas de vida, mas já com uns 2/3 meses ele nos “liberou” e imediatamente parei de me preocupar com isso. Afinal essa eh a idade que os bebes começam a colocar tudo na boca de qualquer maneira, então de que adianta fica esterelizando todas as mamadeiras se seu bebe esta mordendo e chupando  a alça do carrinho ou do canguru?!

"Chão gostoso!" (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

“Chão gostoso!” (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

Além disso o próprio ato de tirar as coisas de dentro do esterelizador já dês-esterilisa tudo, a não ser que você mantenha os armários de sua cozinha e as prateleiras da sua casa sempre embalados a vácuo! Ninguém consegue criar crianças numa bolha o tempo todo (e nem deveria…!).

Lá em casa acho que facilita bastante o fato de termos uma maquina de lavar louca, que por lavar tudo com agua super quente, já meio que da uma esterilizada, mas quando viajamos, eu apenas levo detergente de louca e a escovinha de mamadeira e lavo tudo muito bem com agua quente, e voila!

Kit “lava mamadeira” de viagens

Então já me perguntaram como eu fiz pra esterilizar mamadeiras no cruzeiro, no hotel tal, no avião… Oi?

Mas ainda assim, para famílias menos “relax”, hoje em dia existem produtos (em liquido, tabletes, etc) portáteis que podem ser usados pra esterilizar os equipamentos de bebes sem necessidade de carregar esterilizador pra tudo quanto eh canto.

(continua sendo um estorvo na vida ma mae&pai da crianca ne? Afinal onde voce vai deixar a mamadeira de molho durante um voo?)

Ou simplesmente comprar marcas auto esterilizaveis e mais praticas (como mencionei as mamadeiras da MAM ai em cima)

(esse foi outro “trauma” ao vivo depois que assisti – horrorizada – uma amiga que esterilizava cada mamadeira, cada gota de agua, cada bico, cada chupeta mil vezes por dia, segundos antes de serem tocados por seu filho, que na época já tinha uns 6 meses. O menino tava lá, lambendo o sofá e mordendo o dedo de todo mundo, mas assim que ela tinha que dar uma mamadeira pra ele, lá ia ela esterilizar e ferver tudo freneticamente, enquanto a criança berrava de fome)

 

Enfim, como o proprio titulo do post indica, esse eh um process eterno de aprendizado, e cada nova fase da Isabella traz novos desafios e novas adaptacoes, a cada ano mais novidades surgem no mercado, e nunca ninguem tera todas as respostas e dicas infaliveis sobre como criar cirancas.

Entao pode ser que daqui a uns meses eu mude de ideia sobre todos os pontos acima, ou quem sabe, resolva fazer tudo completamente diferente com um proximo filho – mas ate hoje estamos satisfeitos com as escolhas e decisoes que tomamos ao longo do primeiro ano de vida da Isabella, e temos uma dinamica familiar muito facil de ser administrada, e acho que isso eh que eh o moral da historia! :-)

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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14 Jan 2014
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Como arrumar a mala para uma viagem no frio: edição crianças e bebês

Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas Aleatorias & Genericas, Fazendo as Malas, Viajando com crianças

Algumas leitoras com filhos me pediram pra falar sobre como vestir as crianças para viagens no inverno Europeu (ou viagens no frio em geral).

A Isabella nasceu no auge do inverno Inglês, mas mesmo assim poucos dias depois já estávamos sassaricando por ai com ela!

Afinal, como dizem por aqui, “Não existe frio, existem apenas pessoas que não sabem se vestir para certas temperaturas” – então independente da idade do viajante, basta saber se vestir direitinho e o fator “temperatura” da viagem pode ser minimizado.

Uma coisa engraçada que vejo aqui e comparo muito com o Brasil eh a falta de percepção com as temperaturas que não estamos muito acostumados, principalmente quando o assunto são as crianças.

Enquanto que no Brasil basta bater um ventinho pra todo mundo ficar achando que as crianças vão pegar “friagem”, aqui é justamente o contrario, e a tendência é sempre achar que eles vão morrer de calor! Quando a Isabella nasceu eu praticamente levei uma bronca de uma das enfermeiras por que o quarto dela estava muito “quente” (o termômetro do quarto marcava 21 graus) e calor demais era prejudicial aos bebês, e ela nunca ia conseguir mamar e dormir num ambiente tão quente (oi?!), e ainda me deu a recomendação “se sua filha estiver chorando demais sem explicação, tente retirar uma camada de roupa. Com certeza ela estava com calor” (oi?! 2).

Enquanto isso no Rio de Janeiro, quando o termômetro do ar condicionado do quarto da Isabella marca 23 graus, já fica todo mundo querendo colocar roupas e cobertores extras achando que ela vai pegar um resfriado.

Ou seja, é tudo relativo!

Mas no geral minha filosofia para vestir a Isabella no frio é a mesma que eu e o Aaron usamos: nos vestimos em camadas e com os materiais certos para o inverno (que eu já tanto falei nos posts sobre como fazer uma mala para viajar no frio).

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Ate porque, com bebes e crianças a sujeira é um fato: seja uma fralda explosiva, seja uma golfada, papinha que voou longe, ou se arrastando pelo chão dos lugares, então ao vesti-los com varias camadas diferentes, fica mais fácil ir trocando uma coisa de cada vez, a medida que uma ou outra peça se sujam.

Começe pela base, pelas roupas que ficaram em contato com a pele do bebê.

Com a Isabella, o primeiro de tudo sempre eh um body, sem pernas, de manga curta ou longa. Eu uso bodies de algodão normal, pois ela ainda não se mexe muito (engatinha, mas ainda não anda nem corre), então não tem muito problema de ficar suada/úmida por baixo da roupa em contato com a pele (que é o fato mais importante tanto para adultos quanto crianças – a camada em contato com a pele sempre sequinha).

Para crianças mais velhas, sempre é melhor usar como base roupas de material térmico ou “tecnológico” que ajude a repelir suor/umidade da pele e deixem o corpo respirar (porque mesmo com frio, as crianças não param quietas e invariavelmente vão suar por baixo de tudo).

Marcas como a Uniqlo (que sempre falo por aqui nos posts sobre roupas térmicas e tecnológicas), ou lojas de esporte ou especializadas sempre tem uma seção infantil com ótimas opões de roupas.

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Depois dessa base eu coloco uma camiseta/blusa com alguma casaquinho por cima (cardigan de linha/lã ou moleton) e uma calça comprida.

Para a calça, se estiver muito frio, opto por aquelas calcas tipo “pijama”, com pezinho (pois ela ainda não anda, então tecnicamente não precisa de sapatos, então também evita que perca sua meia por ai), ou uma meia calça por baixo, para que a pele não fique exposta no tornozelo quando pegamos ela no colo.

A camada final é uma jaqueta de nylon/impermeável/corta vento, de preferência com capuz, que vai proteger o torso e braços dela.

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Na parte de baixo e pernas eu acho essencial usar um “footmuff” no carrinho (que é essa “capa” acolchoada e térmica que encaixamos no carrinho nos meses de frio), pois com cobertores “soltos” eles acabam chutando, tirando do lugar, perdendo e sujando demais. Além disso, a maioria dos footmuffs também tem proteção anti chuva e anti vento (além de deixar o carrinho super confortável e aconchegante nos dias frios! Morro de inveja! Hehehe).

O Footmuff que usamos pra Isabella eh o da própria marca do carrinho (Bugaboo), então se encaixa direitinho na base, sem ficar saindo do lugar ou escorregando (quando ela era recém nascida – ate uns 6 meses – usamos a versão “Cocoon” e agora usamos o footmuff “Polar”).

Mas pra quem não quiser fazer um investimento alto (afinal não é o tipo de coisa que seria útil no Brasil), a John Lewis, Mothercare e Amazon vendem versões bem baratinhas!

E em Londres outro acessório importantíssimo do carrinho é a capa de chuva – e muitas vezes também uso a sombrinha, que apesar de ser um acessório de verão, como o tecido é impermeável, acabo usando de guarda chuva quando esta só chuviscando (e o footmuff tb é impermeável, então ela fica sequinha).

E por fim, um bom gorro, que proteja bem a cabeça e orelhas do bebê/criança.

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Geralmente eles odeiam, e a Isabella passa hooooras entretida tentando arrancar o gorro, mas principalmente os bebes que não tem muito cabelo pra proteger a cabeça, e é a area do corpo que eles mais perdem calor. Além de que quando o frio pega mesmo, as orelinhas fininhas dos bebes congelam em segundos, além de que o frio também pode causar dor de ouvido (que pode se transformar num problema serio).

Outro acessório recomendável na “teoria”, mas que não funciona muito bem na “pratica” são luvas. Ao mesmo tempo que acho importante que as crianças usem luvas (pois assim como as orelhas, são áreas finas nas extremidades do corpo, que “congelam” rápido), a realidade eh que eles precisam das mãos livres pra brincar, pegar nas cosias, e os bebes mais novinhos não tiram as mãos da boca (e pior que não usar luvas, só mesmo luvas molhadas – e geladas – de baba!).

A Isabella tem algumas luvas, mas só (tento) usar em casos extremos, e sempre dou preferência a modelos que tem uma cordinha pra amarrar no punho da criança (então mesmo quando elas tirarem as luvas pelo caminho, elas não se perdem, pois estão amarradas nos braços! Genial!).

Outra opção são os “hand warmers”, que são mini aquecedores para as mãos, que podem ser colocados nos bolsos dos casacos de crianças maiores.

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E claro, não esqueça de proteger bem os pés das crianças que já andam!

A recomendação é a mesma que adultos, mas para crianças os melhores modelos são emborrachados e com forro/pelos por dentro – assim os pés e dedinhos ficam bem protegidos por dentro, mas você não precisa de preocupar com meias molhadas quando eles pularem em cheio na poça de lama ou agua de chuva no meio do parque!

Para um frio mais extremo, que envolva muita neve ou chuva, e principalmente se a criança já andar e for ficar muito tempo fora do carrinho (e do quentinho do footmuff), uma ótima peca pra se ter a mão são os “bodysuits”, que é tipo um casacão fofinho e impermeável, porem com modelo de macacão, então também protegem as pernas (e alguns tb cobrem as mãos).

A Isabella tem uns modelos “fofinhos” com fleece e pelúcia, mas agora que gosta de ficar fora do carrinho, engatinhar afins, também tem um modelo impermeável (pra poder se sentar na neve, nos brinquedos molhados da pracinha, ou na grama úmida, sem ficar encharcada – e molhada!).

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Mas de maneira geral eu prefiro os modelos de material impermeável, pois são mais fáceis de limpar (se cair comida na pelúcia do casaco, já era, e a criança vai passar o dia todo de roupa suja, mas se cair comida num casaco de nylon, basta passar um paninho, e e ele estará pronto pra outra).

Aqui em Londres é super fácil achar roupas apropriadas de frio para bebes e crianças, e todas as lojas que indiquei no post sobre compras de enxoval em Londres terão ótimas opções, nos mais variados preços.

Mas não esqueça que crianças perdem roupas super rápido, então mesmo se você viajar bastante para lugares de frio e quiser “investir”, provavelmente as pecas já não serviram em seus filhos na próxima viagem!

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
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04 Dec 2013
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Low Cost: Viajar de EasyJet com um bebê

Avião, Baby Everywhere, Croacia, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Viagens, Viajando com crianças, Voos Low Cost

Viajantes mundo a fora sempre são classificados de acordo com alguns rótulos (mochileiro, aventureiro, de luxo, de resort, etc).
Já Entre as famílias viajantes, são categorias: as que viajam com seus filhos, e as que simplesmente preferem deixar pra depois (seja porque da trabalho, porque acham que as crianças não vão lembrar/aproveitar, ou o que for).

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Então entre os muitos comentários não solicitados volta e meia nos ouvimos de amigos e conhecidos que viajar com a Isabella nesses últimos meses tinha sido fácil pois viajamos sempre cias aéreas tradicionais. “Queria ver se vocês iam achar tão simples assim na Ryanair ou Easyjet!”, me falaram uma vez.

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Pois bem. Esse dia finalmente chegou, e nós 3 embarcamos rumo a Croácia em Agosto voando Easyjet.
Eu já fiz vários posts sobre os poréns de viajar de low cost, e a verdade verdadeira é que realmente ja se foi os tempos áureos em que realmente valia a pena passar por certos apertos em nome de tarifas quase de graça.

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Sim elas existem, mas com a popularização dos vôos low cost (afinal não são mais novidade) e aumento na regulamentação do setor (mais taxas, mais impostos etc que são repassados aos passageiros), quando colocamos na ponta do lápis todos os extras (monetários e de inconveniência), poucas vezes ainda vale a pena encarar a Ryanair (insira aqui o nome de qualquer cia de low cost na Europa).

Mas ainda assim, com todo planejamento, antecedência e seguindo alguns princípios básicos (que já falei bastante em vários posts aqui ó) volta e meia nao tem como resistir!

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Então lá fomos nos!
Mas afinal, como funciona viajar de low cost com um bebe de colo?

Bem, no geral a maioria das regras ainda valem e são exatamente as mesmas!

– Preço:

O principal problema de viajar de low cost, eh que eh muito fácil levar gato por lebre – o preço final da sua passagem NUNCA será aquele precinho que aparece ali na primeira tela.

Então seja numa viagem com crianças ou não, é preciso levar tudo em consideração: todas as taxas extras, os impostos, o check in on line, a bagagem extra, a distância dos aeroportos, etc, etc (muitos mais detalhes nos posts aqui).

Mas como queríamos viajar na alta temporada pro Sul da Europa, ainda assim, vale a pena viajar de Easyjet e não tivemos medo de arriscar! (ou seja, não é que a passagem tenha sido suuuuper baratíssima, apenas saiu mais barato do que em uma cia tradicional como a British Airways, por exemplo).

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Além disso, assim como em cias aereas tradicionais, bebes de ate 2 anos, viajando no colo de um adulto nao pagam a passagem cheia.

No caso da easyjet, em vez de pagar algumas taxas e um proporcional do preco da passagem dos pais, as criancas pagam uma tarifa fixa de 20 Libras por perna da viagem.

Então se sua viagem for mais cara, as 40 Libras pagas pelo bebe acabam não sendo nada no custo total – mas se você achar uma passagem super baratinha, daquelas quase dadas, pode ate ser que seu filho pague mais que você! (se for esse o caso, basta comprar um assento de “adulto” separado.

 

– Bagagem:

Emendando no tema “preços”, uma das principais maneiras de deixar suas viagem de low cost econômica é viajar soh com bagagem de mão.

Bem, com um bebe de colo eu ainda não aprendi a viajar “leve”! Então sabíamos que seria impossível viajar apenas com 1 mala/bolsa de mão cada um e não despachar mala nenhuma, pura e simplesmente porque bebes e crianças demandam muitas “tralhas” e quase tudo é muito volumoso (fraldas, leite, brinquedos, mudas extras de roupa, enfins). Alem disso bebes pagando a tarifa de “colo” (“Lap infant” em Ingles) nao tem direito a nenhuma bagagem de mao, o que complica ainda mais.

Então de cara, no ato de marcar a passagem já confirmamos que queríamos despachar uma mala – pagamos a tarifa para uma mala de 20 quilos, que foi mais que suficiente para nos três.

Já a bagagem de mão não tem jeito mesmo! Cada adulto só pode levar um único volume (uma bolsa feminina OU mochila, OU sacolinha OU mala de cabine OU bolsa de laptop OU…), e crianças de colo não tem direito a nenhum volume. Então esqueça a bolsa de fraldas, a mochilinha com brinquedos extras pro voo, ou a bolsinha com fraldas de emergência. É um volume só e ponto final.

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Então o que fizemos foi levar uma mala de mão vazia com a gente, e segundos antes de embarcar, coloquei minha bolsa, a bolsa de fralda da Isabella, e os demais cacarecos que queríamos levar no avião dentro dessa mala (mamadeira extra, cobertor, iPad, briquedinhos, etc)!

(P.S. Os seguranças implicaram e nos pararam pra saber porque passamos pela segurança com uma mala vazia, mas ai expliquei que era pra colocar todas as outras bolsas e sacolas no voo da Easyjet e eles entenderam sem problemas)

Então conseguimos entrar com tudo sem problemas, e a medida que fomos precisando de certas coisas duranto o voo, era so retira-los da mala que estava no bagageiro acima de nosso assento.

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Além disso, assim como nas empresas áreas tradicionais, bebes e crianças tem direito a levar ate 1 carrinho e um bebe conforto sem pagar nada extra!

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E também pudemos levar o carrinho da Isabella conosco ate a porta do avião – e a recolhemos após o desembarque na Croácia.

 

– Durante o voo:

O voo propriamente dito foi igual a outro qualquer.

Sim, os aviões de low cost são mais desconfortáveis, mas os voos também são bem curtos, então ninguém ficou sofrendo não.

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Levamos brinquedinhos, leite, chupetas, mantas, desenhos e afins para distrai-la durante as quase 3 horas de voo e foi tudo numa boa.

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E mesmo em voos mais longos (alguns voos podem chegar a 5 horas) os aviões utilizados pelas cias de low cost nao possuem bercinhos para bebes de colo, e pais com crianças também não tem preferência para as poltronas da frente (mas você pode pagar uma taxa extra para ter direito a esses assentos, ou para ser o primeiro a embarcar no avião e tentar pegar uma poltrona melhor).

 

– Os aviões:

Os aviões seguem os padrões normais de segurança exigidos a Europa, então todos tem equipamento salva vidas e de segurança para bebes e crianças, todos os banheiros tem trocador de fraldas, e todos oferecem o cinto de segurança especial para crianças de colo.

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– Os services:

Uma cosia que sempre fica aparente quando viajamos de low cost é que qualidade de serviço não é o forte das empresas. E esteja você com bebes e crianças ou não, a coisa vai ser mais ou menos a mesma.

Famílias com crianças tem preferência de embarque, mas só depois que os passageiros que pagaram por certas regalias (assento preferencial, Embarque preferencial etc) já tiverem embarcado, então a não ser que você compre uma das opções extras de serviço, mesmo com bebe pequeno você nunca ser o primeiro a embarcar.

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Além disso, tudo oferecido/fornecido a bordo eh cobrado a parte – então seja a agua mineral para misturar o leite do bebe, ou o biscoitinho pro lanche da criança, tudo devera ser comprado a parte.

Os preços a bordo não chegam a ser uma loucura não, mas as opções são limitadíssimas (muita porcaria industrializada), e não custa nada já embarcar preparada com tudo que você acha que seus filhos possam precisar (quase todos os aeroportos Europeus – e 100% dos aeroportos Britânicos – tem farmácias dentro dos terminais, que vendem tudo que crianças podem precisar).

Porem, uma vez lá dentro as comissarias foram super simpáticas e solicitas, como seria de se esperar de uma cia aerea.

 

Mas e então, valeu a pena viajar com bebe na Easyjet? Ou foi muito perrengue?

Sim, valeu, pois conseguimos economizar uma quantia considerável no preço da passagem, mesmo com alguns extras que optamos pagar.

E claro que viajar com um bebe sempre adiciona perrengues a qualquer viagem, seja de primeira classe ou de Ryanair – e quem discordar estará mentindo! :-)

Mas como em qualquer situação Low Cost, estando preparado e com tudo bem planejado, foi uma viagem como outra qualquer!

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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