14 Dec 2012
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Transporte em Londres: Os preços em 2013

Dicas de Londres, Dicas de Viagens, Inglaterra, Metrô de Londres, Transporte

Um dos posts mais acessados aqui no blog eh o super post que fiz ha um tempinho atras sobre absolutamente TUDO que voce precisa saber sobre o metro de Londres (tem ate video de como recarregar seu Oyster!).

As informacoes no post continuam super atuais e imprencindiveis pra quem vem pra Londres e quer usar o principal e mais eficiente meio de transporte – o metro.

Porem, todos os anos em Janeiro, o governo atualiza os precos das passagens e portanto os valores que estao no post ja nao serao mais os precos praticados em 2013.

E  nos ultimos dias eu andei reparando que todas as estacoes estao cheias de cartazes e folhetos informando os passageiros sobre as mudancas e novas tarifas – Entao esse post eh pro pessoal que ja gosta de sair de casa com tudo planejadinho, gosta de saber exatamente quanto vai gastar com cada item da viagem e nao quer se estressar com detalhes!

Os principios da matematica do metro de Londres continua o mesmo (vale a pena ler o post original pra saber qual o melhor ticket pra sua situacao).

Tube2013

Os diferentes tipos de passagens disponiveis continuam os mesmos e sao: “Cash“, que eh a passagem unitaria, de apenas uma viagem, comprada com ticket de papel (e sempre o pior custo-beneficio) Travelcard de 1 dia, 7 dias (que te da acesso ilimitado ao sistema de transporte por um determinado periodo de tempo – um dia inteiro ou uma semana inteira), Return ticket (ida e volta unicos) e Single Fare (passagem unitaria, porem comprada no seu Oyster, em vez da versao de papel). E claro, todos os custos ainda variam de acordo com as zonas viajadas dentro da cidade (quanto mais longe voce for, mais caro sera sua passagem).

E quem for passar bastante tempo em Londres, ainda temos as opcoes mensais e anuais.

A regra de ouro eh que o custo de um Travelcard de 7 dias sempre vai valer a pena se voce vai ficar 4 ou mais dias na cidade.

Como disse acima, os bilhetes “Cash” são aqueles que voce chega na hora, compra um Single Fare (passagem unitaria) na versao papel. Essa passagem unitaria, apartir de 2 de Janeiro de 2013 vai custar £4,50 para qualquer viagem entre as zonas 1 e 4.

Porem, se voce comprar a mesma passagem usando seus Oyster, o mesmo trajeto custara apenas £2,80 entre as zonas 1 e 2, ate £3,80 para a zona 4.

Mas se voce sabe que voce vai e voltar de algum lugar, entao um Return Fare, ou Day Pass custa £8,80 libras no bilhete de papel e £8,40 no Oyster (entre as zonas 1 e 2) te dara acesso total ao sistema de transporte de Londres durante aquele dia.

Então voltando a minha questao matematica, quem for passar ate 3 dias em Londres, a cada dia,  compre o seu passe do dia. Vai custar uma media de £8,40 libras por dia, totalizando £26,40 Libras.

Porem, se voce ja adicionar um quarto dia a sua viagem, a conta passa de £26,40 para £35,20, enquanto que um Travelcard para 7 dias custa apenas £30,40 – ou seja, uma economia de £4,80!

E lembrando que os Travelcards (sejam semanais, mensais ou anuais) sao contados por dias corridos, e nao por dia da semana ou do mes – ou seja, se comprou seu Travelcard na 4a feira de manha, ele sera valido interruptamente ate a terca feira seguinte a meia noite.

O Oyster eh sempre uma super vantagem – O custo do cartaozinho eh de £5 Libras, mas se voce comprar junto com um Travelcard semanal, o Oyster sai de graca (basta comprar seu Travelcard no guiche em vez de usar as maquinas).

Caso contrario voce pode guardar seu Oyster como souvenir (ou pra sua proxima viagem, pois tenho certeza que voce vai querer voltar em breve!!) ou entao develve-lo na estacao e receber seu dinheiro de volta.

E para todos os outros posts com informacoes sobre os meios de transporte em Londres:

Metro

Onibus

Barco

Taxi

 

ATUALIZAÇÃO:

Surgiram algumas duvidas em relação as zonas de Londres e se os passes pra determinada zona são limitantes ou não.

O mapa abaixo (tirado no proprio site do “Transport for London”) mostra todas as linhas de metro de Londres e em qual zona estão localizados – como vocês podem ver, realmente quase todas as atrações turísticas estão localizadas na zona 1 ou 2, portanto um Travelcard basico, que cubra essas duas zonas geralmente é o que basta para turistas.

Mapa metro Londres

Porém ao comprar um passe pra zona 1 e 2 não quer dizer que você não pode viajar pra fora dessas zonas, muito pelo contrario.

A diferença é que se seu passe só é válido na zona X e você quer viajar pra zona Y, basta ir no guichê ANTES de embarcar e pedir pra comprar uma extensão de seu bilhete da zona X pra zona Y (que sai bem mais barato que comprar um bilhete inteiro).

Caso você não faça isso, ao chegar na estação de destino, fora da zona de seu Travelcard, você não vai conseguir passar pela catraca e terá que pagar uma multa no ato (que geralmente custa £20 Libras, paga na hora e sem segunda chance!), e caso você tentar entrar numa estação fora de sua zona, seu passe simplesmente não vai funcionar, então você terá que comprar uma extensão (ou um novo bilhete).

 

Adriana Miller
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07 Dec 2011
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Aldwych Station – passeando por uma estação histórica do metrô de Londres

Dicas de Londres, Dicas de Viagens, Eventos, Inglaterra, Transporte

Semana passada eu escrevi um Tweet interessante: que estava realizando o sonho turístico de fazer uma tour por uma estação histórica (e desativada) do metro de Londres.

Na verdade essa história toda começou ano passado quando o London Transport Museum organizou uma abertura inédita da estação Aldwych para comemorar o aniversário de 70 anos da Blitz Londrina surante a Segunda Guerra Mundial.

A “blitz” como é conhecida entre os Ingleses, é um dos fatos históricos recentes mais marcantes do Reino Unido moderno. Durante 76 dias e noites consecutivos o exercito Alemão bombardeou a cidade de Londres entre 1940 1 1941, destruindo mais de 1 milhão de casas e matando mais de 40 mil civis.

Durante todo esse período a vida na cidade (e o pais, o continente e o mundo) ficou em pausa, e os resultados não forão ainda mais desastrosos porque o Tube e a rede extensa de tuneis e passagens subterrâneas serviram de abrigo para milhares de Londrinos, todos os dias.

Mas o passeio que eu fiz não teve nada a ver com a Blitz – pelo menos não diretamente, mas mesmo assim é impossível separar os fatos.

A estação de Aldwych é uma das 26 estações (fiquei impressionada de saber que são tantas!) que foram desativadas ao longo dos anos, por diversos motivos. Algumas eram antigas demais e se tornaram um riso a segurança dos passageiros. Ou simplesmente não tinham movimento suficiente para justificar os custos de manter uma estação. Ou então tinham algum problema  mais bobo (como por exemplo ser uma estação pequena perto demais de uma estação maior) e que já não valia mais apena manter-la.

A estação de Aldwych foi originalmente fechada em 1914, quando ainda era a estação Strand (da Piccadilly Line – nome da rua onde esta localizada, perto da Somerset House). Depois disso a estação foi reaberta de novo durante uma expansão da Northern Line com o nome de Aldwych, e funcionou, usando a estrura do inicio do seculo até a decada de 90.

Mas como o maquinario da estção era antigo demais, caro demais e a estaçnao não era muito movimentada, o Transport for London decidiu fecha-la de novo, e assim permanece até hoje.

Mas a estação ainda é muito utilizada para filmagens – já estrelou em filmes como “V for Vendeta” e alguns tantos James Bonds antigos.

Mas o principal atrativo de Aldwych é seu papel histórico durante a Blitz – por ser uma estação que já estava desativada durante a guerra, ela foi uma das primeiras a ser “invadida” pela população no auge do desespero dos bombardeiros (cerca de 170 pessoas morreram pisoteadas tentando entrar desesperadamente na estação!), e que abrigou milhares de familias em suas plataformas, túneis e vão do elevador enquanto as bombas destruíam a cidade.

Uma das plataformas, foi totalmente vedada e tinham policiais armados escoltando sua entrada – foi ali que ficaram abrigados as reliquias de museus como o British Museum e o Victoria & Albert Museum!

Ítens como a múmia de Cleopatra e os marmores do Partenon Grego ainda existem pois foram protegidos da guerra ali em baixo.

O chocante foi ouvir o guia contar como o governo se preocupar em vedar os tuneis com bateriais anti bomba pra proteger as peças dos museus, mas não as plataformas onde estavam abrigando pessoas!

O passeio foi curto (apenas uma hora, e a estação é bem pequena), mas foi simplesmente demais ver por dentro um lugar tão histórico, e entender como o metro – esse meio de transporte tão corriqueiro e moderno que usamos hoje em dia – já fazia parte da vida dos Londrinos no inicio do seculo 20, e como era diferente!

O elevador enorme de madeira maciça, com um operador “humano”, as plataformas com iluminação de lanternas, e os posters antigos da época (que não são os originais, pois foram trocados ao longo dos anos, mas são “vintage” original).

Infelizmente nenhuma das estações desativadas são abertas para visitação, então não funcionam como museus (e segundo o guia, nunca funcionaram…), por questões de segurança e tal, além dos direitos de imagem do “Tube” que hoje em dia lucra bastante cedendo suas locações para gravações.

Mas como o evento ano passado foi um grande sucesso, o prefeito aceitou abrir as portas da estação de novo esse ano… então quem sabe não viram um evento anual em breve?

Pra ficar de olho em outras ações e eventos do London Transport Museum, fique de olho no site deles!

 

Adriana Miller
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23 Oct 2011
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T.V. EveryWhere: Viajando de Eurostar

Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Londres, Dicas de Viagens, Eurostar, França, Inglaterra, T.V. EveryWhere, Transporte

Ano passado quando fui a Bélgica de trem e fiz um post sobre o EuroStar, explicando mais ou menos as praticidades de como viajar entre a Inglaterra e o continente Europeu. Mas volta e meia ainda aparecem algumas perguntas e duvidas, sobre check in, sobre imigração entre os países, sobre bagagens e sobre o conforto dos trens.

Então aproveitei a viagem a Paris pra fazer um vídeo mostrando todo “processo” de viajar de EuroStar.

httpv://www.youtube.com/watch?v=lGcksIMQdSs

Na verdade, não ha maneira mais simples e fácil de viajar entre Londres e Paris (ou Londres e Bruxelas), basta lever algumas coisas em consideração:

– As passagens:

As passagens EuroStar podem ser compradas on line, por telefone ou direto na Estação de Trem (St Pancras em Londres, Gare du Nord em Paris e Brussele Midi em Bruxelas), mas sempre de preferência pelo ticket eletrônico. Assim você evita ter que pagar taxas extras de envio da passagem pelo correio, e agiliza o processo de check in e embarque, pois você imprime sua passagens com um código de barras em casa e passa direto pelo portão eletrônico de embarque.

– Imigração:

Tenha a mão todos os documentos necessários para entrar/sair de cada pais. Para sair de Londres você tem que passar pela policia imigratória Francesa, e pra sair da França você passa pela polícia de imigração Francesa E Britânica, que são tão exigentes quanto (ou até mais) que em aeroportos.

– Bagagem:

Uma das grandes vantagens de viajar de trem é que você não terá limite de peso de bagagem. Mas por outro lado, sua bagagem não será “despachada” e você terá que carregar cada volume de bagagem por conta própria. Incluindo ter que passar pelo check in, imigração, segurança, embarcar no trem e armazenar suas malas nos espaços específicos do vagão.

Além disso, depois de passar pelo check in e imigração você e suas malas passam pela area de segurança da estação, onde todas as malas, bolsas, casacos e afins passam por raio-x e detector de metais. A grande vantagem é que por ser um trem, você pode levar quantos litros de liquidos quanto quiser em suas malas. Isso vale pra itens de necessaire, mas também pra vinhos, comidas e afins.

– Dentro do trem:

As passagens são vendidas com assento marcado, então procure o vagão certo e sua poltrona.

Os trens são novos e super confortáveis, com tomadas para recarregar laptops, celulares e afins. Todos os vagões tem banheiros (bem limpinhos diga-se de passagem) incluindo lugar pra trocar fralda, e sempre têem também um vagão restaurante, onde você pode comprar chá, café, vinho, sanduíches e etc.

– Chegando no destino final:

Basta recolher todos os seus pertences, sair do trem e voilá!

Todos os procedimentos de viagem já foram feitos antes do embarque, então você não precisa mais passar por alfândega, nem imigração nem nada!

 

P.S.: O vídeo mostra também a area de guarda volumes da estação Gare du Nord em Paris, que é uma duvida comum, pois a gente sempre fica na duvida se entre paranóias de segurança na Europa ainda existem o não os guarda volumes nas estações e aeroportos.

Em Londres, na estação Saint Pancras, o guarda volumes é administrado pela empresa Excess Baggage, mas em Paris Gare du Nord o guarda volumes faz parte da estação mesmo, e fica meio escondido no subsolo láaaa no canto da estação.

Antes de entrar na area do guarda volumes você tem que passar por uma area de segurança tipo de aeroporto, onde você e suas malas passam por raio-x e detector de metais, e lá dentro estão os lockers automáticos, operados com moedas de Euro (mas eles tem umas maquininhas que trocam suas notas (de Euro) por moedas.

O processo é todo automático e simples, mas não tem ninguém lá dentro pra ajudar (seja com as instruções, seja com o peso das malas).

No nosso caso, fomos pra estação bem cedo, antes de começar nosso dia em Paris e deixamos as malas no guarda volumes. Passeamos por Paris o dia todo, e voltamos pra estaçnao antes de embarcar no Eurostar, recolhemos as bagagens e fomos direto pro trem.

Fácinho, facinho.

 

Adriana Miller
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