26 Jul 2017
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O fim da licença Maternidade… Mais uma vez!

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade, Oliver, Pessoal, Trabalho, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior

Umas semanas atras encerrei mais um periodo na minha vida: depois de 10 meses, acabou minha licenca maternidade, e voltei a trabalhar.

Uns anos atras, eu escrevi alguns posts sobre como funciona a licenca maternidade no Reino Unido, e como foi a minha experiencia de voltar a trabalhar depois que a Isabella nasceu.

E 4 anos depois, aqui estou eu novamente!

Desde que comecei a escever sobre maternidade e minhas experiencias aqui na Inglaterra, esse tem sido um dos temas mais procurados aqui no blog – e nos ultimos meses, desde que o Oliver nasceu, isso so se intensificou!

Mas eu mesmo fui reler meus posts antigos sobre isso, e me surpreendi com o quao pouco minha posicao e sentimentos em relacao a isso mudaram.

E principalmente agora, mae de duas criancas, me sinto ainda mais segura do caminho escolhido e de como estamos criando nossa familia!

Dessa segunda vez confesso que as decisoes foram mais faceis de serem tomadas: os medos e insegurancas ja nao sao os mesmos, e acima de tudo, eu ja sabia do bem incrivel que voltar a trabalhar faria pra mim mesma. E nunca, nunca se esquecam: mae feliz = bebe feliz! Independente de qual escolha tal mae tenha feito em relacao a sua propria carreira.

Dessa vez, as duvidas e insegurancas foram mais nem relacao a  questoes praticas: horarios e creche/escolas, viagens a trabalho, custos a mais e como conjugar isso tudo. Enquanto que da primeira vez, era tudo mais sentimental, filosofico mesmo.

Sera que a maternidade me mudaria tanto assim mesmo? Sera que me transformaria em uma pessoa assim tao diferente da Adriana que sempre fui? Dos sonhos e aspiracoes que sempre tive?

Nao. Absolutamente nao. A maternidade apenas foi a realizacao de mais um sonho, mais uma etapa na vida, e mais uma adaptacao.

Na verdade, ter tido a Isabella, passado varios meses cuidando dela, depois voltado a trabalhar por alguns anos, ter tido o Oliver e ter passado varios meses em casa cuidando dele, reforcaram o que sempre achei da maternidade: ser mae em periodo integral eh uma carreira, uma profissao como outra qualquer. Algumas mulheres nasceram pra isso. Outras nao.

Algumas mulheres nasceram para serem medicas. Outras advogadas. Outras designers. Outras dentistas. Outras, mae.

E nao precisa ser polemico, nem rolar bafafa. Nao eh isso que quero dizer!

Eu nasci pra ser mae! Mas nao quer dizer que eu queria ser “apenas” a mae da Isabella e do Oliver – e tao pouco digo isso em tom pejorativo! Ser “soh” mae eh muitas vezes muito mais dificil do que qualquer profissao do mundo! E pior: sem reconhecimento social e financeiro.

Nenhum curso te prepara para ser mae. Nenhum livro tem todas as respostas. E nem mesmo ter tido outros filhos vai te dar respostas e solucoes! Eh um misterio da humanidade, e a unica solucao eh aprendendo na marra, dando a cara a tapa. Um filho atras do outro.

Mas pra mim, ser “eu mesma” sempre foi igualmente importante. Claro que a Adriana de 2017 eh diferente da Adriana de 2013 (quando a Isabella nasceu), que por sua vez eh muito diferente da Adriana pre-2012 (pre maternidade)!

Mas eu nunca quis escolher – pra mim nunca foi “ou um ou outro”! Entao adicionei o fator “mae” na equacao da minha vida, mas ela aida inclui “marido”, “familia”, “amigos”, “viajar”, “hobbies”, etc

A gente nao passa a vida toda aprendendo a se adaptar? A crescer, desenvolver e ir se adaptando aos poucos?

Da escola pra faculdade. Da casa dos pais pra morar sozinho. Casamento. Carreira. Filhos. Filhos crescidos fora de casa. Aposentadoria, etc, etc, etc

Entao pronto. Porque tanta polemica?

Eu lembro do choque que foi ter que estudar pro vestibular: Nao posso mais dormir a tarde toda e assistir Sessao da Tarde?! Tenho que estudar e fazer cursinho?! E ai depois que entrei na faculdade: O que?! Tenho que fazer estagio? Estudar de manha, trabalhar a tarde toda, e ainda fazer materias eletivas a noite? Estudar fim de semana?! E que horas eu vou pra praia com os amigos?! E depois me formei, comecei a trabalhar “de verdade” e pagar contas, mudei de pais varias vezes (tem choque maior que esse?!), fui morar sozinha, depois fui morar com o namorado, depois casei, fiz mestrado, bla bla bla…

E a cada nova etapa fui me adaptando. Algumas fases melhores, outras piores. As vezes olhava para as “vidas” anteriores e sentia saudades… Mas a fase seguinte no jogo da vida sempre touxe alguma coisa melhor, mais exitante! Uma Adriana melhor e mais completa do que a anterior.

E me tornar mae, foi exatamente igual!

Entao porque tudo tem uma conotacao tao negativa, ne? “Ter filhos eh cansativo”, “viajar com criancas da trabalho”, “nao ter ajuda todos os dias eh muito dificil”…

Ah gente!! Vamos reclamar menos!

E nao eh que ter filhos nao seja cansativo… mas bom mesmo era dormir depois da aula e assistir Sessao da Tarde comendo goiabada com requeijao na cama dos meus pais! O que nao quer dizer que eu quero voltar a ter essa vida!

Entao as vezes eu queria poder ficar no escritorio sem pressa pra voltar pra casa – mas ao mesmo tempo, por mais cansada que esteja, nao tem nada melhor na vida do que ser recebida em casa por sorrisos banguelas, gritinhos de “mamae chegou!!” e todas as suas variacoes!

No outro dia eu e o Aaron estavamos conversando sobre isso, como por mais cansativo que essa fase de filhos pequenos seja, esses sao os melhores e mais felizes anos de nossas vidas, e sao esses dias (e noites) que um dia vamos relembrar com saudades e lagrimas nos olhos, assistindo nossos filhos crescendo e ganhando o mundo e vivendo suas vidas sem depender da gente…

 

Mas voltando a volta a labuta propriamente dita…

O prazo e periodo para o retorno nao foi exatamente estrategico nao. Entrei de licenca ano passado sabendo que poderia ficar fora ate 13 meses sem problemas, e ia decidir aos poucos. Mas depois de fazer alguns dias de “KIT days” (que aqui no UK permite que a mae possa trabalhar alguns dias sem comprometer os beneficios da licenca), estar de volta no escritorio, conversar com meus colegas, reunioes sobre potenciais projetos e oportunidades, etc, aquilo me fez TAO bem, que resolvi ja me programar pra voltar mais cedo.

Alem disso, como trabalho com projetos de consultoria, volta e meia fico uns periodos sem “trabalhar”, entao achei que isso poderia acontecer, entao era melhor voltar antes mesmo e ter tempo de ir me re-adaptando.

Mas fiz muito bom proveito dos meus dias KITs, fiz otimos contatos e logo no primeiro dia de volta, fui alocada a um projeto muito legal, com uma equipe super legal e estou amando cada segundo – apesar de que sim, eh cansativo, ainda estamos nos adaptando com a nova rotina, e morro de saudades dos meus bebes todos os dias!

 

Mas apesar dos pesares, acho que o principal eh mesmo o fato de que tive a opcao e o provilegio da escolha, de sequer ter essa opcao.

O mundo paralelo da maternidade ja tem julgamento e palpites nao requisitados demais – e nao podemos esquecer que a maioria esmagadora das mulheres do mundo simplesmente nao tem essa opcao. Muitas adorariam poder parar de trabalhar e se dedicar aos filhos, mas nao podem, pois precisam trabalhar por questoes financeiras e sociais. Enquanto outras, adorariam poder voltar a trabalhar e estudar, desenvolver suas carreiras, mas nao conseguem – pelas circunstancias, os muitos preconceitos e machismos que as maes-trabalhadoras enfrentam no mercado de trabalho, ou ate mesmo por preconceitos sociais e religiosas.

Entao que tal? Da proxima vez que der aquela vontade avassaladora de “ensinar” outra mulher ou homem a como educar e criar seus filhos, pense duas vezes sobre o quanto voce nao sabe nem entende a realidade daquela familia – e logo, nao eh da sua conta! :-)

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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03 Nov 2016
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Halloween em Londres 2016 (com vlog!)

Londres com Criancas, T.V. EveryWhere, Vida na Inglaterra

Ano passado nós começamos uma nova “tradição” em família: a festinha de Halloween!

Quer dizer, nem sei se posso chamar de “festa”, pois nada mais é do que umas amiguinhas da Isabella que veem brincar aqui em casa fantasiadas de Halloween.

Mas a festinha do ano passado fez tanto sucesso, que ela passou o ano todo falando sobre a festa, e assim que as primeiras abóboras começaram a pipocar pelas lojas, ela já se lembrou da festa e queria repetir o evento!

E como nós adoramos uma festchynha, acho o máximo ter uma filha tão festeira quanto! E é tão legal ver ela tão animada e exitada para a festa! Querendo participar de todos os preparativos e detalhes! Além de ser uma ótima desculpa para voltar a fazer festas e tradições já que acabamos abandonando nossa festa de natal anual depois que nos mudamos pra essa casa (a metragem da casa é relativamente grande, mas o layout é ingrato, com muitos desníveis e sem espaços abertos, então não cabe muita gente de cada vez).

Mas então, a festa começou umas semanas antes, quando visitamos a fazenda de abóbora e compramos algumas abóboras para decorar a casa.

Depois foi a vez de cortar e decorar as abóboras (a Isabella continua morrendo de nojo!)

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E para completar, depois da festinha aqui em casa, no dia 31 mesmo, levamos a Isabella e um grupo de amiguinhas da escola para fazer Trick or Treat e pedir doces pela vizinhança!

Isso ainda é uma atividade relativamente rara aqui em Londres, mas que esta começando a se propagar cada vez mais, principalmente em vizinhanças de casas e áreas mais “jovens”, com muitas famílias com crianças pequenas.

A pista são as abóboras na porta das casas! Quem coloca abóboras decorando as escadas estão participando da brincadeira do Trick or Treat, então pode tocar a campainha!

Então eu não resisti e fiz um vlog, no mór estilo vídeo caseiro dos anos 80!! Afinal foi a primeira vez que a Isabella foi Trick or Treating, então tinha que ficar registrado para a posteridade!

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21 Oct 2016
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Fazenda de abóboras 2016

Inglaterra, Londres com Criancas, T.V. EveryWhere, Vida na Inglaterra

Assim como fizemos ano passado, eu estava ansiosamente esperando a chegada do outono esse ano só pra poder voltar ao Pumpkin Patch da fazenda Crockfords Bridge, onde fomos no outono do ano passado, e voltamos pra colher morangos uns meses atrás.

fazenda de abóboras

E claro, dessa vez já fomos como uma família de 4!

Foi legal também que meus pais ainda estavam aqui em Londres, e como essas fazendas de abóbora são tão diferentes do que temos no Brasil, foi legal aproveitar pra fazer umas fotos deles com os dois netinhos num cenário tem bonito e colorido!

Ano passado eu já fiz um post super completo sobre a fazenda, então dá uma olhadinha lá (mas os detalhes práticos estão abaixo!), mas dessa vez resolvi fazer um vlog para mostrar em vídeo como foi o nosso dia por lá.

E claro, com essas fotos lindas que tiramos da família completa!

O Pumpkin Patch fica na fazenda Crockfords Bridge Farm, em Waybridge a uns 40 minutos de Londres.

Os trens para Waybridge saem da estação de Waterloo a cada 15 minutos mais ou menos, e chegando na estação de Waybridge é só pegar um taxi por mais uns 10 minutos até a fazendinha.

Eles funcionam o ano todo como uma fazenda “Pick your own” (“colha você mesmo” como expliquei aqui), mas a temporada de outono vai só até o Halloween, e acaba no dia 30 de Outubro.

O que usei no vlog:
Blusa de amamentação: (preta) http://fave.co/2dRppI1 (cinza) http://fave.co/2en1wgE
Batom: (cor “Icon”) http://fave.co/2en1TI5
Bota: http://fave.co/2dRsw2B
Casaco: http://fave.co/2dRqsrr
Bolsa: http://fave.co/2en2oBP

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