06
Feb
2012
Perrengue Congelado 2012
Escrito por Adriana Miller

Entre os muitos eventos que Londres proporciona anualmente a seus moradores e visitantes, o “snow day” tem se tornado cada vez mais frequente.

A parada é o seguinte: Londres não neva. Eu sei, é decepcionante pra quem se programa de visitar a cidade no inverno e acaba achando que frio = neve, e acabam se deparando com nada mais que dias escuros e chuvosos.

Porém, sempre neva em Londres! A diferença é que Londres geralmente tem UM unico dia de neve por ano (por inverno), e é sempre imprevisível saber quando será esse tal dia – já vi em Novembro, em Janeiro, em Março, agora foi em Fevereiro…).

Aí as pessoas comentam: “mas eu sempre ouço falar sobre a neve em Londres…”. E sabe porque vira noticia? Justamente porque nunca acontece, e quando finalmente neva, a cidade vira um CAOS!

Pois é, e na temporada de inverno 2011/2012, o tal dia de neve foi na noite de sabado pra domingo – e como era de se esperar, a “nevasca” foi imprevisível, e gerou o caos que já estamos acostumados!

Por acaso no sabado a noite, estava com um grupo de amigas no Leste de Londres – fomos a uma festa com uns amigos Espanhois, e o plano era, de lá, sair pelo centro de Londres.

A neve nos pegou de surpresa, mas como era bem pouquinha, não imaginamos que viria a ser um problema (além de que estavamos empolgados pra sair, e não ia ser uma nevizinha qualquer que ia atrapalhar nossos planos).

Papo vai, papo vem, quando finalmente resolvemos sair de casa, supresa: abrimos a porta e vimos tudo branquinho lá fora!

Mas estava longe de ser uma “nevasca”, e só nos demos conta de que o caos tinha de instaurado, quando ao ligar para todos as empresas de mini cab da vizinhança, descobrimos que taxi nenhum estava fazendo serviços!

Então toca todo mundo andar até a estação de metro a pé na neve – que ainda estava bem ralinha no chão.

Chagando na estação de Startford, tudo parecia normal e ainda não tínhamos desistido da balada no centro do Londres, até que, no segundo que entramos no trem da Jubilee line, as portas do metrô se reabriram, e o condutor anunciou que por causa da neve, todas as linhas de metrô estava suspensas!

Pânico! E agora, como voltamos pra casa?

Corre pra fila de taxis, e encontramos as ruas desertas. Corre pro ponto de onibus, e mais uma vez as ruas estavam as moscas…

Quando já estavamos imaginando que teríamos que mais uma vez passar a noite na neve (e foi com o mesmo grupo de amigas do “snow day” de 2009!).

Por fim, uma das minhas amigas, ligou pra uma outra amiga que morava pela redondeza e perguntou se podiamos nos abrigar na casa dela…! Que situação! Então por motivos de força maior tivemos que passar a noite acampados no chão do quarto de estranhos, com a esperança de que na manha de domingo as coisas estaríam voltando ao normal…

Eu sei que as pessoas ficam surpresas com esse tipo de situação em Londres – afinal como uma das maiores metropoles do mundo não tem infraestrutura pra lidar com a neve, e alguns míseros centimetros de neve no chão param completamente a cidade?!

Aí que eu volto a repetir: Porque em Londres não neva!

Então todo ano o governo repete a mesma história – não vale a pena investir alguns bilhões de Libras para equipar uma cidade gigantesca como Londres com tratores limpa neve, trocar os trilhos de trem, mudar a infraestrutura do metrô e afins, que serão utilizados apenas um único dia por ano.

Então nos anos em que a neve realmente se torna um problema (como ano passado por exemplo, já que esse ano a neve já derreteu e virou lama no dia seguinte), paciencia, e todo mundo tem que sentar em casa e esperar o caos passar.

Mas realmente não dá pra negar que neve é bontinha, e todo mundo comemora aqueles primeiros floquinhos que caem do ceu – que realment enão tem como ser bonito e hipnotizante!

Só que a realidade de ter que conviver com neve é muito diferente! Neve derrete e faz lama, deixa as calçadas, ruas e estradas perigosas e escorregadias, trens e metrôs atrasam sem explicação e a vida de todo mundo vira um caos!

Por sorte eu tenho a flexibilidade de trabalhar em casa, então hoje ainda nem tirei meu pijama – mas a media de atraso do pessoal do meu time hoje foi de mais de uma hora!

Então realmente neve é linda, mas apenas nas fotos dos outros, ou quando você pode ficar admirando de longe (ou brincando na neve!) no quentinho da sua casa!

E por isso, todo ano quando neve em Londres eu repito: Ainda bem que não neva em Londres!

 

Categorias: Clima, Perrengues, Vida na Inglaterra
26
30
Sep
2011
Oque fazer se você perder seu passaporte durante uma viagem?
Escrito por Adriana Miller

Viajar eh otimo, e seja qual for seu estilo de viagem, ninguem questiona isso.

Mas e quando alguma cosia da errado? Alem de ter que lidar com frustracao (afinal sao meses de planejamento, sonho, poupanca e na hora H da zebra?!) de lidar com os imprevistos nos planos, ainda tem o lado chato burocratico de ter que lidar com oque quer que seja.

Pode ser o voo perdido, o voo cancelado, o visto vencido , a mala que nao chegou ou a gripe que te derruba. Alguns podem ser faceis de resolver, outros podem te custar muito $$$ e alguns podem arruinar sua viagem.

Ha umas semanas atras quando minha irma estava em Londres com umas amigas, logo na segunda noite em Londres aconteceu uma das piores coisas que poderiam acontecer nas ferias de alguem: uma das meninas perdeu o passaporte!

Foi uma coisa que parecia saida de um filme tragi-comedia. Antes mesmo de sair de casa ele tirou tudo que era “importante” da bolsa, mas como estavamos a caminho de uma balada, ela deixou o passaporte, pois seria sua unica identificacao. Fomos no taxi tirando fotos e nos divertindo, e quando chegamos na porta da boate, juntamos o dinheiro e ela ficou pra pegar o troco. Assim que ela saiu do taxi, deu aquela paradinha de “acho que estou esquecendo alguma coisa” e na fracao de segundo que caiu a ficha, ja era… o taxi virou a esquina com sua bolsa la dentro!

Ainda tentamos sair correndo e parar o taxi, mas ai o taxi ja tinha virado a esquina e entrado num mar de black cabs extamente iguais numa sexta a noite no Soho Londrino.

la se foram cartnoes de credito e passaporte. E como a situacao foi a pior possivel, isso tudo aconteceu numa sexta feira a noite, na primeira parada de uma viagem que duraria 1 mes e passaria por 5 paises – sendoq ue elas iriam embora de Londres na terca feira de manha.

Bateu o desespero na hora, mas conseguimos resolver tudo relativamente facil e simples, e apesar dos pesares, a viagem nao foi afetada.

Entao para estar preparado para emprevistos do tipo, faca sempre a preparacao basica pre-viagem, e uma tecnica que eu faco sempre eh escanear e mandar por e-mail pra mim mesma, copias do passaporte, vistos, cartoes de credito e oque mais possa ser util num caso desses.

O passo a passo foi o seguinte:

- Primeira coisa a fazer, eh cancelar qualquer cartao de credito, debito, VTM, traveller cheques e afins que tenham sido perdidos ou furtados.

- Segundo passo, e o mais importante no que diz respeito a documentos, eh procurar a delegacia mais proxima e fazer uma ocorrencia.

Se isso acontecer com voce em Londres, o procedimento eh facil, os policiais amigaveis e prestativos. Ligue para o numero 101 da Policia Metropolitana, diga onde voce esta, e eles te indicarao o posto policial ou delegacia mais proxima.

Os policiais vao te fazer algumas perguntas simples, voce tera que preencher uma ficha, assinar e pronto. Tudo foi resolvido em questao de 10 minutos.

- Depois eh descobrir onde fica o consulado ou embaixada Brasileira mais proximo de voce.

O consulado do Brasil em Londres eh super organizado e funcional, e ela conseguiu um passaporte novinho no mesmo dia.

Porem, antes mesmo de ir ao consulado, preencha esse formulario AQUI, o mais completo possivel, com toda informacao possivel.

O parte chata do passaporte Brasileiro eh o tal do comprovante de voto e de servico militar (para homens), afinal quem viaja por ai com comprovante de voto?!

Mas nesse caso, voce pode ir no site da Justica Eleitoral e pedir um comprovante “ficha limpa”, ou simplesmente avisar o consulado que voce nao tem essa informacao.

Nesse caso, o unico problema eh que eles te darao um passaporte de emergencia com validade suficiente apenas pra voce terminar sua viagem – no caso da carla, o novo passaporte tinha validade de apenas 7 meses, ou seja, deixava de ser valido uns dias depois que ela voltasse ao Brasil (ja que quase todo os paises do mundo apenas permitem a entrada para passaportes com minimo de 6 meses de validade), entao uma vez de volta pra casa ela teve que fazer tudo de novo.

Por sorte o cnsulado Brasileiro em Londres, processa passaportes em casos de emergencia, mediante o pagamento de uma taxa extra (que no total somaram cerca de 180 libras) e em algumas horas ela estava com o passaporte novinho nas maos.

Foi um baita susto, mas que por sorte conseguimos resolver sem grandes percalcos.

Em casos super extremos, o consulado tambe pode emitir uma “autorizacao de viagem” para que voce retorne ao Brasil, mesmo sem passaporte – mas essa autorizacao eh passagem de ida apenas, e nao te permite viajar para mais nenhum lugar – entao eh melhor tirar um outro passaporte mesmo.

A licao que ficou foi incrementar um pouco a prepacao pre-viagem:

- Levar outros documentos de identificacao (como identidade ou carteira de motorista), que caso perdidos nao vao impedir o seguimento da viagem. Assim o passaporte so precisa ser usado para voos e olhe la! Se voce for Brasileiro viajando pelo Mercosul, ou Europeu viajando pela Comunidade Europeia, tenha em maos sua segunda identificacao tambem (nesse caso uma identidade), pois pelo menos voce nao precisara do passaporte pra seguir viagem.

- Se os paises que voce for viajar exigirem visto de entrada, de preferencia aos vistos eletronicos ou vistos concedidos na entrada (se disponiveis, claro!), pois caso seu passaporte for perdido ou danificado, pelo menos voce nao perde tambem os vistos.

- Saiba como entrar em contato com a policia local e consulados/embaixadas. A maioria dos livros e guias de viagem impressos teem esse tipo de informacao, mas eh sempre bom estar prevenido.

- Sempre tenha copias (escaneadas) de seus documentos na sua caixa de entrada de um e-mail web (que possa ser acessado em qualquer lugar do mundo, como hotmail, gmail e afins – nao adianta nada ter seus documentos no e-mail do trabalho quando vc viaja de ferias!): passaporte, identidade, CPF, Titulo de Eleitor (Brasil), Cartao do cidadao ou BI (Portugal), alem de vistos, caso vc precisa pedir uma segunda via.

- E sempre tenha me maos sua carteirinha internacional de vacinacao, caso vc esteja viajando por areas tropicais ou de risco, ou caso voce esteja viajando com passaporte Brasileiro (nunca se sabe quando alguem vai resolver te exigir isso).

- Nunca viaje sem um seguro de viagem; nao soh seguro medico internacional, mas principalmente um seguro generico de viagem (quase todos os cartoes de credito de bandeira internacional – Visa, Amex, Mastercard e afins – oferecem esse tipo de extra) e verifique que eles cobrem situacoes de emergencia no exterior, como voos cancelados, malas perdidas, cartoes roubados, dinheiro de emergencia, taxa para emissao de passaporte, etc. Alguns ate cobrem seus bens pessoais, como laptop, cameras fotograficas e gagets do tipo.

- E no meu caso, eu sempre anoto numeros de contato num papelzinho separado, ou deixo registrado na minha conta de Skype (que tambem pode ser acessado de qualquer lugar) ou e-mail. Infelizmente eu perdi o habito de memorizar telefone das pessoas (nem o celular do Aaron nem o numero do meu escritorio eu nao sei de cor!!) entao sempre fico com medo de ficar incomunicavel caso perca meu celular tambem!

E por fim: fique sempre esperto!

 

Categorias: Dicas (Praticas!) de Viagem, Perrengues, Viagens
20
25
Aug
2011
Preparar… Apontar…
Escrito por Adriana Miller

Daqui a cerca de 3 horas meu dia de trabalho e minha semana na Africa do Sul acabam, e vou diretamento pro aeroporto, onde se inicia minha maratona aerea.

Hoje de noite embarco de volta pra Londres, que sao um total de quase 6 mil milhas (quase 10 mil quilometros) e chego em Londres amanha de manha.

Terei menos de 12 horas em solo Londrino, e ja estarei de volta num aviao, oque me deixa com cerca de 5 ou 6 horas “uteis” em casa, pra dar oi pro marido, desfazer e refazer as malas, comer, tomar banho e voltar pra Heathrow.

Entao encaro um voo de 6 horas pra Nova Iorque (mas umas 4 mil milhas), umas horinhas de conexao e depois mais um voo de 9 horas ate o Rio de Janeiro.

Entao se isso aqui ja andava meio devagar quase parando nas ultimas semanas, nos proximos dias a coisa soh tende a piorar!

Atencao Rio de Janeiro! Eu to chegando!!

 

Categorias: Brasil, Perrengues, Pessoal, Trabalho, Viagens
25
11
Aug
2011
Problema de Junta. Ou minha experiencia com o NHS
Escrito por Adriana Miller

Ontem de madrugada eu dei um susto no pessoal do Twitter quando fiz um “check in” no Hopsital Saint Thomas aqui em Londres. Obviamente o tal “check in” só foi feito quando eu já estava pronta pra voltar pra casa, sabendo que não tinha nada grave e “alegrinha” com morfina na veia e achando tudo zuzubem

Mas foram umas horinhas de suspense bem assustadoras, esperando na fila da emergencia de hospital publico, cercada de enfermeiras me espetando daqui e dali, e medicos me apertando e me examinando e “precisando” de uma segunda opiniao.

Mas afinal, oque eu tive? Nada! Ou um belo de um caso de problema de junta com uma pitada de frescurite aguda… #ClasseMediaSofre

Tudo começou ainda em Paris, quando acordei com uma dorzinha nas costas e me sentindo meio “incomodada”. AInda fiz piadinha comigo mesmo, reclamando que dormi mal porque o Hôtel de Crillon não tinha o menu de almofadas do Plaza Athené

Passei a manha toda em entrevistas e reuniões e apesar de nao estar passando mal, tambem nao estava bem… Até que no meio do almoço fui arrebatada por uma dor inexplicável no abdomem, daquelas que quase te cega. Não era dor de barriga, também não era mais dor nas costas, e a sensação era de que meu “interior” estava todo se expandindo.

Voltei pro escritorio e quase desmaiei a caminho de uma reunião, que pedi encarecidamente pra cancelar e passei o resto da tarde deitada no sofa da recepção (o pessoal de Paris me acha super profissional né? Tirando uma “soneca” depois do almoço na recepção).

No aeroporto, fiquei deitada – no chão mesmo, já que não consegui ficar em pé nem sentada naquelas cadeiras desconfortaveis – esperando o embarque, e o vôo de uma horinha foi a experiencia mais torturante do mundo.

O Aaron foi me buscar no aeroporto, jé que eu mal conseguia andar e ficar de pé, e comprei uns remedinhos na farmacia, achando que “daqui a pouco passa”.

Foi um mal estar estranho, porque era uma dor arrebatadora, mas não doia em nenhuma lugar específico, sabe? Até que já tarde da noite, sem nenhum sinal de que a dor ia passar, o Aaron me convenceu a ir pro hospital.

Eu não queria ir pro hospital por dois motivos: o primeiro é que eu nem sequer conseguia descrever pra mim mesma a dor. Não era uma coisa do tipo “Dotô, dói AQUI”, então eu não sabia como responder nenhuma pergunta das enfermeiras. E segundo, era puramente preconceito contra o NHS – National Health Service, o serviço de saúde da Inglaterra.

Minha experiencia com o NHS aqui sempre foi das piores, e olha que eu nem nunca tinha ficado doente nivel serio por aqui. Mas sabe aquela coisa de mesa de bar, onde todo mundo acaba falando sobre o NHS – todo mundo tem uma historia cabeluda pra contar, todo mundo conhece alguem que sofreu na mão do serviço de saúde e o descaso generalizado.

Não me levem a mal, pelo menos temos acesso a saúde publica, e se você precisar MESMO, aqui terá acesso aos melhores tatamentos e melhores serviços sem pagar NENHUM tostão.

Mais na minha humilde opinião, o problema da saude publica Inglesa, principalmente na opinião de Brasileiros mal acostumados com serviço de saude particular do Brasil, é a falta da prevenção.

Ou seja, se você estiver na beira da morte, terá toda atenção do mundo. Mas se for só aquela coisinha de fazer check up, ou fazer uma revisão só pra garantir, já era. A filosofia por aqui é curar o problema. mas até você ter um problema, não espere muita atenção.

Exemplos: quando machuquei o joelho no KIlimajnaro e fui no medico, só porque entrei no consultorio andando, a enfermeira achou que meu caso não era grave, e portanto eu não precisava de tratamento. O Aaron teve um problema de pele, e o medico disse que era apenas acne, preventivo ginecologico só é feito a cada 3 anos, e varios outros examplos mais ou menos dramaticos.

Mas enfim, esse papo de NHS dá pano pra manga e daria pra escrever um blog inteiro só sobre isso!

Mas enfim, voltando ao meu piripaque, finalmente fomos pro hospital – que por si só foi uma experiencia muito melhor doque eu imaginava – e o primeiro passo é sempre ser atendido por uma enfermeira. Se ela(e) achar que seu caso realmente é grave, então você é passado pra cuidados medicos. Fiz varios exames (com as enfermeiras) e finalmente me mandaram pra ala medica.

Me deram um “quartinho” na area aberta do hospital, e fiquei no soro, onde esperei cerca de 2 horas até um medico poder me atender.

Ao longo de outras 2 horas, 2 medicos me examinaram e fizeram exames basicos de abdomem, pra descartar coisas serias e graves, como infeccção nos rins ou apendicite. Até que lá pelas tantas da manhã eles resolveram me mandar de volta pra casa, pois eu precisaria fazer um ultrasom abdominal, mas o hospital NAO tinha uma maquina de ultrasom!

Será que só eu sou fresca de achar isso um absurdo?!? Então falei pro medico que não queria ir pra casa, pois ainda estava sentindo muita dor e eles tinham que fazer alguma coisa – então foi aí que resolveram me dar morfina na veia pra me tirar de minha misery. Mais meia horinha pra fazer efeito e pronto, passei aa char tudo super divertido, fiz check in no foursquare e voltei pra casa mor felizona!

Mas o procedimento seria: o hospital manda o resultado dos exames e uma carta pra meu GP (General Practice, ou medico de familia do seu bairro), que demora alguns dias. Ai eu marco uma consulta pra ver meu GP (que com sorte, pode levar mais uns dias – ou semanas!). Ai o GP decide se realmente você precisa ver um especialista, e te dá uma recomendação pra ir ver um especialista (publico ou privado, se vc tiver plano de saude), que pode facilmente levar outros tantos dias ou semanas.

Por sorte eu tenho um plano de saude muito bom, que funciona tipo plano de saude Brasileiro, e portanto não preciso passar por essa saga do GP – hoje de manha bastou ligar pro medico que eu queria ver na listinha dada pelo plano, e na mesma hora consegui um horario pra hoje. E pasmem! O medico tinha uma maquina de ultrasom no consultorio dele! Amazing! (NOT!)

Bem, pra resumir a novela, os exames voltaram todos perfeitos, e o parecer final foi estresse e fadiga. Eu quase cai na gargalhada… Sabe aquela coisa que a gente ouve falar sobre os artistas que tem breakdown? Foi tipo isso.

Sinceramente, não me considero uma pessoa estressada, e nem sequer acho que trabalho tanto assim não… Mas segundo o medico, uma coisa não tem nada a ver com a outra, e por mais que minha cabeça consiga lidar com tudo isso, meu corpo não aguentou.

Então preciso de repouso, me alimentar melhor, beber mais agua.

Mas por via das duvidas, como vou ao Brasil daqui a umas 3 semanas, vou aproveitar pra fazer um check up geral e refazer todos os exames, e me certificar que esta tudo bem mesmo!

 

Categorias: Perrengues, Pessoal, Vida na Inglaterra
57
22
Jun
2011
Moscou ao vivo! (em fotos)
Escrito por Adriana Miller

O dia não começou exatamente com o pe direito não…

Com 3 horas de diferença entre a Rússia e Londres, não consegui dormir antes das 2 da manha e tive que acordar mais ou menos as 4 pra chegar a tempo da primeira reunião do dia.

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Mas antes de começar no batente, o taxista ainda fez o favor de me deixar no lugar errado, que lógico, NÃO era o endereço que eu dei pro concierge do hotel!
Como o motorista não falava Inglês, e bem, meu Russo não existe, ele me largou lá mesmo… E como eh impossível ler placas de rua por aqui, só me dei conta do erro quando me vi no meio de um canteiro de obras no subúrbio de Moscou, cercada de peões que igualmente não falavam inglês. Foi uma sessão de mímicas, falando b.e.m. devagarinho tentando uma comunicação… Ate que o guardinha do prédio ao lado veio me ajudar, ligou pro número do escritório, explicou onde eu estava (ainda na base da mímica!) e uma menina do escritório veio me buscar no meio da rua!!

Seria cômico, se não tivesse sido meio assustador!

Então precisei mitigues cafeína pra agüentar o tranco o dia todo!!

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Uma manha de reuniões e uma tarde de conferências!

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Mas na volta pra casa, ainda traumatizada com o taxista da manha, resolvi voltar pro hotel de metro.

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Mas como estava numa região nada turística e completamente fora do centro de Moscou, não tinha nenhuma palavra em alfabeto romano!

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Eu tava crente que era ticket de metro mas era jornal e revista de fofoca!!

Então entrei na fila, fiz mais um pouco de mímica, peguei a linha/direção errada duas vezes e finalmente cheguei no hotel a tempo da ultima conferência do dia!

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Assim que acabou, fui pra rua!!

Meu hotel fica bem do lado do Teatro Bolshoy, então estava a poucos metros da Praça Vermelha!

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E chegar lá perto não tem igual!!

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Eh tão lindo que nem parece verdade! Não parece uma casinha feita de bala da história do João e Maria?!

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Depois fui passear no GUM, uma loja de distribuição de bens comunistas transformada em shopping de ultra luxo!

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Então aproveitei pra jantar lá mesmo, e fui de Emporio Armani Café!

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Não eh porque estou viajando sozinha que não posso me divertir! Afinal eu sou uma ótima compania pra mim mesma! Eu me adoro e me acho super divertida! :-)

E no caminho de volta pra casa dei de cara com essa imagem!!

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Um arco-íris bem no meio da Praça Vermelha!!!!

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Assim, de graça perfeitamente no meio da Catedral de São Basílio e o Kremlin!!

E depois de perder o fôlego e tirara varias dezenas de fotos, me virei pro outro lado na praça e dei de cara com esse por do sol incrível!

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E ai me dei conta que as vezes a vida eh boa demais pra ser verdade…

Voltei pro hotel me sentindo nas nuvens, e to pronta pra outro dia amanha!

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Categorias: Moscou, Perrengues, Russia, Viagens
65
20
May
2011
Se apaixonando pelo Nepal
Escrito por Adriana Miller

Logo que chegamos em Kathmandu, definitivamente nao foi amor a primeira vista!

O voo vindo de Delhi atrasou mais de 2 horas por causa de mau tempo em Kathmandu, e o aeroporto da capital do Nepal parece que ficou parado no tempo em 1937. Foi um choque cultural sair do aeroporto novissimo, moderno e super bem organizado de Nova Delhi, passar cerca de 1,5 hora no aviao e pousar em Kathmandu!

Pra comecar que o aeroporto eh minusculo, alguns dos sinais e informacoes sao pedacos de papel escritos a mao e colados nas paredes, e os turistas ficam meio zuretas tentando entender oque fazer e pra onde ir…

Eu tinha pesquisado sobre o visto Nepales, e sabia que nem eu nem o Aaron precisavamos de pedir visto com antecedencia, mas mesmo assim imprimi os formularios do visto, separei as fotos 3×4 e deixamos tudo prontinho e preenchido (eu tinha lido num forum qualquer de mochileiros que levar tudo prontinho economizaria uns 40 minutos de burocracias na fronteira – e era verdade).

Mas ai, assim que saimos do aviao, qual foi a primeira coisa que eu lembrei? Lembrei que esqueci de levar toda papelada do visto pro Nepal!!!!

Nao foi o fim do mundo, mas tivemos que disputar espaco com outras dezenas de turistas pra usar a bancadinha com os formularios, e pagar uma pequena fortuna pra tirar uma foto 3×4 com o “fotografo” do aeroporto (que cobrava seu preco em dolares, mas soh aceitava pagamento em Rupees Nepaleses, que por sua vez significou que tivemos que ir trocar dinheiro na casa de cambio do aeroporto, e pagamos mais uma pequena fortuna em taxas e comissoes e uma taxa de cambio que foi uma verdadeira roubalheira!).

Mas logo que saimos do portao de desembarque eu vi a plaquinha com meu nome nos esperando (a agencia que nos acompanhou na trilha pelo Hilamalia foi nos buscar), e foi mais um deus-nos-acuda de gente querendo oferecer taxis, oferecer ajuda pra carregar as mochilas, oferencendo hoteis, oferencendo pacotes de viagem… uma verdadeira visao do inferno! E claro, golpe numero 1 em viagens – se vc deixa alguem te “ajudar” por um segundo que seja (no caso, um carinha “segurou” a alca da mochila enquanto o Aaron colocava nossas coisas na mala do carro) eles vao cobrar uma gorjeta! O problema nao eh pagar pelo servico prestado, e sim a imposicao do pagamento por um servico nao solicitado (e nesse caso duvidosamente prestado)! Entao o Aaron resolveu abrir a carteira pra pegar umas notas de Rupees Nepaleses, e pronto, uns outros 3 caras pularam no nosso carro pra pedir gorjeta tambem, metendo a ao pela janela, e logico, quem vai querer 100 Rupees Nepaleses (cerca de 1 dolar) quando a mesma carteira tem notas de Euro e Libras?! (mas isso ja eh uma ooooooutra discussao que vivo tendo com meu dignissimo esposo que cisma em viajar carregando sua carteira “chamativa” e cara, cheia de cartao e diferentes “dinheiros”. Mas enfim, deixa pra la!).

Mas tudo bem.

Seguimos diretamente pra fazer check in no nosso albergue, o Kathmandu Madhubam Guest House (que recomendo DEMAIS!!!!) e de la fomos pro escritorio da nossa agencia fechar os acertos finas da viagem.

Nossa trilha nos Hilamaias foir organizada pela agencia Alpine Adventure Club, que eh uma agencia 100% local. Foi meio que um tiro no escuro fechar a viagem com eles, ja que nao tive nenhuma referencia pessoal, e foi tudo decidido a base de e-mails.

Mas como contei antes, eu pesquisei demais as opcoes de rotas e trilhas e qual seria a melhor opcao pra nossa viagem. E uma das coisas que eu li bastante sobre o Nepal, foi da importancia de prestigiar as agencias e guias locais.

O governo do Nepal leva super a serio a industria do Turismo, assim como a preservacao ambiental de seu principal bem e gerecao de renda: as montanhas (e isso soh foi comprovado ainda mais depois que comecamos a trilha pelos vilarejos), e tudo por la eh super bem regulado e inspecionado, mas sobretudo porque o turismo eh a unica opcao que a maioria esmagadora da populacao tem de ter uma vida um pouco melhor.

Opcoes nao faltam de agencias baseadas na Europa, EUA e do mundo todo que organizam expedicoes nos Himalaias, que muitas vezes sao mais bem organizadas e oferecem uma infra estrutura melhor; mas por outro lado, eles utilizam guias estrangeiros, carregam material de acampamento e afins, oque significa que a populacao local nao se beneficia nem lucra com esse movimento de turistas.

Entao entrei em contato com varias agencias locais em Kathmandu (e inclusive, muito gente que vai pra la com tempo e uns dias sobrando, deixa pra fechar a agencia e opcoes de trilha soh depois de ja estar em Kathmandu), mas a Alpine Adeventure Club foi a que mais me cativou.

Todos os e-mails foram trocados diretamente com o Sr. Binod Thapa, que eh o dono da agencia, e que depois nos contou que tinha mais de 20 anos de experiencia como carregador, sherpa, guia e inspetor, antes de decidir abrir sua propria agencia.

Ele entendeu perfeitamente meus requerimentos, nossa limitacao de tempo, e o fato de que queriamos ter belas paisagens pra tirar muitas fotos!

Ele fez varias sugestoes, e ofereceu organizar um pacote personalizado soh pra nos dois, por apenas 50 dolares de acrescimo (nao queriamos ficar presos a um grupo, queriamos poder andar no nosso proprio ritmo e ter certo poder de decisao no roteiro). Entao tivemos um roteiro soh nosso, sem estar presos a nenhum grupo, e com um guia e um carregador particular.

O Binod cuidou de toda papelada de autorizacao de trilha e afins por nos, e ainda nos instruiu sobre onde comer em Kathmandu, onde alugar nosso saco de dormir, e onde comprar algumas das coisas que estavam faltando.

No dia seguinte, quando fomos na rodoviaria pegar nosso onibus em direcao a Pokhara, ele estava lah, pra garantir que estava tudo certinho!

Mas infelizmente, depois que ja estava tudo resolvido com a agencia, caiu um temporal digno de Himalaias!!

Nao soh atrapalhou nossos planos de conhecer um pouco da cidade, como ainda foi um problemao pra conseguir achar um caixa eletronico que funcionasse! (quando comeca a chover assim, varias partes da cidade ficam seu energia eletrica, entao os bancos travam automaticamente!).

Entao passamos boa parte do tempo no albergue, dormindo, comendo e conversando com o dono do Madhurbam Guest House (que eu nao lembro o nome!), outro Nepales incrivelmente simpatico e prestativo, enquanto tentavamos nos atualizar na internet (gratiz no albergue!) e descobrir oque estava acontecendo no mundo e comendo maravilhosamente bem (pecam o Dal Fry e Momo Vegetariano!! O MELHOR que comemos no Nepal – e olha que comemos MUITO bem no Nepal)

Mas assim que a chuva acalmou, saimos pra passear pela regiao de Thamel (que eh o bairro dos mochileiros de Kathamandu), e a sensacao de que, apesar dos pesares, tinhamos nos apaixonado pelo Nepal e pelos Nepaleses nao parou de crescer ate o final da viagem!

E foi paixao assim de graca mesmo.

Apesar do caos de cidade mal planejada, apesar da poluicao visual (e do ar tambem!), tuk-tuks insandecidos nas ruelas sem calcada, o Nepal eh um lugar que por definicao transmite paz.

As pessoas sao tranquilas, voce se sente bem, bemvindo e querido por todos o tempo todo. A cada lojinha, cada restaurante, cada alojamento, a sensacao era sempre de que eramos hospedes de honra, convidados da familia que eles faziam questao absoluta de tratar bem. Questao de honra mesmo! E de karma!

E como tudo que eh do bem, atrai mais coisas do bem, o Nepal tem esse ar de ciclo vicioso, onde as pessoas se sentem bem pois sao bem tratadas, e por sua vez voce quer ajudar e tratar bem os locais, e o ciclo recomeca!

Nao da pra explicar oque que o Nepal tem, mas eh um lugar de energia sem igual, e ja estamos (mesmo!) planejando uma outra viagem pra la ano que vem!

Categorias: Annapurna, Kathmandu, Nepal, Perrengues, Viagens
9
19
May
2011
India: Manual do usuario
Escrito por Adriana Miller

Apesar de que passamos pouco tempo na India, foi um processo de imersao total, onde voce acaba assimilando e aprendendo algumas coisas na marra, e muitos desses detalhes, se voce soubesse com antecedencia, teria facilitado bastante a “adaptacao”.

- Dinheiro:

A moeda na India eh o Rupee Indiano, que por agora esta valendo mais ou menos 50 Rupees para cada Dolar.

No geral as coisas sao bem baratas na India, mas eh aquele tipo de pais onde turista eh tipo carne de acougue, e eles farao qualquer coisa pra arrancar dinheiro de gringo otario (presente!).

Oque nos nao sabiamos eh que o Rupee Indiano eh uma moeda super controlada pela governo e portanto super dificil de trocar por outras moedas.

Pra comecar que apenas cidadaos Indianos podem trocar Rupees por outras moedas fora da India. Nos tentamos comprar Rupees na casa de cambio do aeroporto em Londres e nao pudemos, e depois tentamos trocar nosso “troco” quando chegamos no aeroporto do Nepal e tambem fomos proibidos, pois nao tinhamos passaporte Indiano nem comprovante de residencia (?!)!

Entao a meneira mais facil e economica de ter dinheiro vivo na India eh sacar Rupees la mesmo, direto em ATMs (que tem aos montes). Nos cometemos o erro de levar muitos dolares e libras, achando que seria dificil de achar caixa eletronico nas estradas da India, e que moeda estrangeira fosse facilmente aceita, mas quebramos a cara. Em alguns momentos de aperto tivemos que trocar nossos dolares/libras por Rupees e foi pura roubalheira!

- Ciladas de Turistas

Todos os palacios, monumentos e passeios que fizemos na India sempre terminava com algum “gift shop” digno de Disneylandia! Nos pegamos vaaaarios guias diferentes, uns otimos outros nem tanto, mas o “processo” engana-turista era sempre o mesmo: ao longo do passeio o guia ia falando sobre o palacio tal e sempre dando destaque a alguma caracteristica da decoracao, por exemplo.

Seja porque Jaipur tem as melhores tapecarias do mundo! Agra tem o melhor marmore do mundo! Amber eh o paraiso das joias! Fatehpur tem as melhores esculturas! E assim por diante… e de maneira quase imperceptivel (pelo menos nas primeiras vezes que caimos no golpe) sempre tinha algum “centro cultural” de sei la oque no nosso roteiro do dia.

Mas sem excessoes, o tal do “centro cultural” nada mais era que uma loja de souvenir super turistica (= a baixa qualidade e altos precos) onde algum vendedor (que invariavelmente era descendente de alguma “tribo” super exotica com dons sobrenaturais de artesanato exclusivo) nos contava toda historia da super tecnica exclusiva de como aquele coisa tal (seja Saris, tapetes, joias, esculturas, porcelana, etc) eh feita. E no final do lero-lero, tcharam: Seus problemas acabaram! Voce podem comprar tudo isso aqui mesmo, comigo eh mais barato!

E chegamos a ver um elefante de madeira (mais ou menos do tamanho de uma xicara) com preco de 80 dolares!!!

Das vezes que nos estavamos de fato interessados em alguma coisa, e com paciencia pra negociar o preco, os Indianos sao irritantemente insistentes! De fazer os comerciantes Turcos parecerem criancinhas ingenuas!

Eles choram, falam das criancas com fome em casa…. “e voce, turista rico sem coracao, nao vai querer comprar meu elefante por 80 dolares”??

Repito: OITENTA DOLARES!

Era de dar raiva!! E eu sou paciente e geralmente me divirto com essas coisas de mercado, ficar brigando por precos e tal, mas na India perdi a paciencia (e a educacao) algumas vezes, e realmente deixei de comprar algumas coisa que queria por puro despeito!

E claro, a tal da super exclusividade que eles baseiam seu sales pitch, assim que vc sai da sala deles (ou chega no templo ou na cidade seguinte) ve tudo igualzinho, soh que por 1/5 do preco!

Entao depois de cair na mesma ladainha 3 vezes, ficamos cara de pau e ja mandamos a direta pro guia: Se vc nos levar numa loja falcatrua de souvenir como parte do “tour” nao vamos nem sair do carro!

Deu certo!

- Adriana, a Superstar!

Sempre que eu viajo para culturas muito diferentes eu fico surpresa quando as pessoas se surpreendem de ver turistas ocidentais! E nem foi a primeira vez que isso acontece comigo nao (no Egito tive o mesmo status de superstar!), mas continuo me divertindo e achando a maior graca do status de celebridade que ganho automaticamente na Asia!

Talvez seja a altura (afinal com 1,76m sou uma gigante na Asia!), talvez seja a pele, as roupas… Ou talvez eu seja a sosia de alguma sub-celebridade Asiatica e ainda nao descobri quem! Nao sei explicar…

Mas era sair do carro e entrar em algum ambiente cheio de Indianos que as pessoas comecavam a seguir a gente!

La estavamos nos tirando fotos, aprendendo sobre os Marajas e tal, e os turistas Indianos estavam na verdade prestando atencao e tirando fotos de nos dois!

No Taj Mahal entao! Nossa! Talvez porque esses lugares mais super turistoes recebam muita gente local que vem de outras partes do pais (que sao menos turisticas) e nunca tenham tido muito contato com ocidentais, mas no Taj Mahal a gente mal conseguia se concentrar no Taj as vezes, de tao engracado que eram as cenas de familias inteiras seguindo nos dois por onde iamos, tirando fotos (bem paparazzi) e os mais corajosos pediam pra tirar foto comigo.

Tirei foto com marmanjo adolescente, tirei foto com familias completas e dando abracinho na vovo, tirei fotos segurando vaaaarios bebes chorando…

Surreal!

Na hora eu fico tao sem graca, mas ao memso tempo achando tudo tao divertido, que vou falando que sim, que sim, tudo bem, e vem mais um, sim pode vir, seu bebe? Ok, seguro no colo. Ah voce tambem? Ok, entao vem, etc, etc,etc ate que chegava num ponto que nao dava mais e tinham de dispensar o resto da “fila” e sair de fininho!

Ai eu fico pensando, oque essas pessoas fazem com essas fotos?

Sera que em algum canto perdido da India tem uma casa de familia com uma foto minha segurando um bebe no colo??

Ate um dos nosso guias foi pedir “permissao” pro Aaron pra tirar uma foto comigo pra mostrar pra filha e pra mulher dele…

Entoa na India voce tem que se acustumar rapidinho a sempre ter alguem te encarando e tirando fotos suas sem sua permissao! Ocidental sempre vira atracao turistica!

- Sujeira

Esse papo ateh ja rolou nos comentarios de outros posts, e impressionante como uma das reacoes mais imediatas que as pessoas tem quando pensam na India eh justamente a sujeira. E posso confirmar: a India eh suja demais!

Eu realmente achava que era meio exagero de gente preconceituosa, cabeca pequena etc, etc, mas nao eh!

E olha que nos passamos bastante tempo no carro, dirigindo de um canto pro outro, cruzando varias cidades, vilarejos, metropoles…. entao vimos diferentes partes da India, e nao foi o caso de apenas uma cidade mais suja…

Voce anda, anda, anda, e tudo que ve eh lixo que nao acaba mais!

Sim, eh um pais muito pobre, e ver aqueles barracos amontoados nao contribui em nada na “belezura” do ambiente, mas nao eh aquela coisa de pobreza humilde, de “pobre mas limpinho”, sabe?

Eh lixo, eh coco de vaca, eh porco selvagem comendo lixo nas calcadas, esgoto a ceu aberto…. e as criancinhas jogando criket de pe descalco em cima do lixo!

E pra piorar: Ratos! (se bem que pra quem mora em Londres a tanto tempo, ratos e ratazanas ja nao assustam em nada!)

Ver uma ratazana andando pelos cantos pros Indianos eh mais ou menos como ver um gatinho de rua pra gente…. ninguem se abala! Afinal, os ratos (principalmente os pretos) sao uma dos animais sagrados e aadorados pels Hindus….

Entao era super comum a gente esta comendo num restaurante (relativamente) legalzinho, e bem turistao (que geralmente tendem e ter praticas mais ocidentalizadas pra nao assustar demais os turistas), e de repente ver uma ratazana andando nos cantos! Ou entao estar numa loja e ver os ratos andando pelo balcao, por cima das mercadorias e afins…

Um choque cultural! Mas que depois de ver pela segunda ou terceira vez, voce ate abstrai…

- Espaco pessoal

Talvez eu tenha me tornado uma pessoa fresca, “fria” e “distante” depois de tantos anos morando na Europa (nao eh isso que Brasileiro acha dos gringos?!), mas uma das coisas que mais estranhei na India eh o respeito ao “espaco” alheio.

Mas convenhamos neh? Sao 1 bilhao de pessoas dividindo o espaco que equivale a mais ou menos 1/3 do tamanho de paises como EUA ou Brasil, entao a densidade populacional realmente extrapola os limites da civilidade, e ate mesmo culturalmente eles sao mais “aproxegados”.

Aliais a cena mais comum era ver rapazes e marmanjos andando de maozinha dada, sentados um no colo do outro ou de abracos. Isso eh uma pratica realtivamente comum em paises nao-macho-man, como no Oriente Medio ou Norte da Africa (a primeira vez que vi foi em Marrocos e fiquei chocada!), oque pra eles eh tao normal e inocente quando para nos eh ver duas meninas adolescentes se abracando na saida da escola.

Entao essa nocao de “espaco” eh relmente muito diferente da nossa (e isso porque no Brasil e em paises latinos essa mesma nocao de espaco ja he bem mais “apertadinha” doque aqui no Norte da Europa!) e as pessoas chegam perto mesmo!

Todo mundo te encoxando nas filas, praticamente fungando cangote pra dar informacoes, e tudo com muito toque, abraco, maos e dedos.

Sei lah, vai ver que eu to mais gringa doque me dou conta, mas era um tal de gente te encurralando, ja chegando cheio de abraco pra tirar fotos (lembre-se que eu tirei MUITAS fotos com estranhos!), jogando os bebes no meu colo, segurando minha mao, tocando meu cabelo….

Estranhei bastante e ficava meio numa paranoica de “tao querendo bater minha carteira”, ou “vou levar um beliscao na bunda”… “essa mulher vai sair correndo e vai deixar o bebe dela comigo pra sempre”… Sei la! Umas paranoias assim! HAHHAAH

Categorias: Agra, Delhi, India, Jaipur, Perrengues, Viagens
52
19
May
2011
Nova Delhi
Escrito por Adriana Miller

O plano original da nossa curtissima viagem pela India era passer o ultimo dia/tarde explorando um pouco de Nova Delhi. Oque nao esperavamos era que viajar pela India fosse tao dificil e cansativo, e as estradas tao caoticas!

Na verdade eu fiquei surpresa de como as estradas sao boas nessa parte da India (avenidas largas, pista dupla, boa sinalizacao, asfalto em otimo estado e com pinta de novo), mas o problema eh o caos generalizado! Afinal nao adianta ter uma estrada tinindo de boa, se nao existem leis de transito (ou se ninguem respeita…) e dividindo a mesma pista temos carros novinhos em alta velicidade (tentando, neh?), carros caindo ao pedacos, tratores, carrocas puchadas a camelo, pastores cruzando rebanho de ovelhas, vacas que resolveram tirar um cochilo no acostamento (ou no meio da pista como vimos algumas vezes!), lambretas, tuk-tuks e oque mais der pra imaginar!

Entao o resultado eh que uma viagem de 200km numa estrada otima, que tecnicamente deveria lever cerca de 3 horas, demorava em media de 5 a 7 horas!!!

Meu Deus que desespero aquelas freiadas loucas e a mao incansavel na buzina!! E olha que nos estavamos de carro particular, com ar condicionado e tals… imagina quem se aventura a andar de onibus de linha por lah…?!?! (mes passado um grupo de amigos resolveu cruzar a India de sul a norte – 3.000 km – num tuck tuk!!! Loucos!)

Entao quando finalmente chegamos em Nova Delhi, fomos deixar as malas no hotel e tudo foi por agua a baixo… o programado com o motorista era que depois de deixar as malas no hotel, nos seguirimos num city tour express de Delhi, mas assim que entramos no Sheraton New Delhi foi como entrar num mundo paralelo que eu nao queria sair mais de jeito nenhum!

Foi um oasis no deserto depois de alguns dias em albergues e horas sem fim dentro do carro!

Pausa pra falar um pouco sobre nossa experiencia com albergues na India – e que fique bem claro que eu nao sou nada fresca quando o assunto eh albergue!!

Mas nessa viagem teve incidencias do tipo: macacos atacadores de turistas em Agra. Nosso albergue ficava a pouquissimos metros da entrada Oeste do Taj Mahal, localizacao privilegiadissima, e eles anunciavam um terraco (laje, ne?) com vista pro Taj. O problema eh que quando chegamos la, nos avisaram que o hotel estava sendo infestado de macacos, e que eles eram super agressivos e atacavam turistas, entao se fizessemos muuuuuuita questao de ir tirar fotos no terraco, alguem do hotel teria que nos acompanhar armado….!!! Bem… Thanks, but no thanks!

E o hotel que ficamos em Jaipur era ate bem legalzinho, supostamente 3 estrelas com e decoracao moderninha. Porem o chuveiro nao funcionava e tive que tomar banho usando o chuveirinho da privada (afinal nao tinha nem sequer distincao entre oque era box, oque era banheiro, privada, pia e afins…) com agua fria, e quando finalmente jantamos (comida deliciosa do hotel por sinal!) e fomos dormir, chegou um onibus de excursao com turistas Indianos vindos de alguma outra parte do pais, que serio mesmo, eu acordava de sobresaltos durante a noite, achando que o hotel estava pegando fogo, que estava rolando uma evacuacao por ameaca de bomba, a terceira guerra mundial tinha comecado e por ai a diante!! Parecia que o pessoal parava na frente da nossa porta soh pra comecar a a conversar aos berros com alguem no andar de cima!!!!

Mas o melhor de tudo foi quando resolvi pegar minha bolsa, que eu tinha deixado no chao do quarto em Agra por alguns minutos, e uma coisa gosmenta pula de la de dentro: um SAPO!!!!!! Meu deeeeeeeeeus, ninguem entende como eu tenho PAVOR de sapos!!! Acho que eh o unico animal da face da terra que eu tenho verdadeira fobia (culpa da minha irma que me traumatizou!!!!Isso mesmo Monica, voce eh a causa do meu unico trauma de infancia!)! Eu comecei a gritar e chorar escandalosamente descontrolada, correndo pelo quarto e pelo corredor do hotel. De tal ponto que o Aaron achou que eu estava sendo atacada por um dos macacos asssassinos de Agra!!! HAHAHAHA

Cruzes…. passei umas duas horas tremendo e chorando de solucar, tamanho o susto que levei… e o coitado do Aaron teve que desfazer e refazer minhas mochilas e bolsa completamente, pra garantir que nenhum outro MONSTRO (afinal, pererecas e sapos sao monstros!!!) tinha se infiltrado nas minhas cosias…. (eu sei que sou fresca, mas medo é uma coisa irracional…).

Mas entao voltando a falar de Nova Delhi, deu pra entender porque entrar no Sheraton foi como cruzar os portoes do paraiso! E quando vimos a piscina entao… pronto! Agradecemos o servico e dispensamos o guia! Depois das 6 horas de carro sob um sol de 39 graus, tendo aquela piscina a nossa disposicao, nao havia deus Hindu que me faria encarar as ruas de Delhi…

Entao passamos o resto da tarde toda boiando na piscina, e no fim do dia descobrimos que o hotel ficava a 4 passos de um shopping super moderninho no bairro de Saket, onde furamos nosso trato e nao comemos nada que tivesse curry! Pra completar ainda tentamos assistir um filme, soh que todos em cartaz eram Bollywood, mas infelizmente sem versao legendada pra Ingles, acabamos desistindo e voltando pra dormir cedo, ja que no dia seguinte tinhamos que estar no aeroporto as 4 da manha, a caminho de Kathmandu!

Categorias: Delhi, India, Perrengues, Viagens
21
20
Apr
2011
SCI – Os detalhes praticos: vistos, vacinas, autorizacoes
Escrito por Adriana Miller

Um dos principais motivos que eu enrrolei tanto pra falar sobre essa viagem foi o suspense (ate o ultimo segundo!!!) sobre se a viagem ia rolar de maneira planejada ou nao, e tudo isso por simples motivos burocraticos (e o pessoal do Twitter teve que me aturar fazendo drama!)

E admito que cometi um erro fatal no planejamento de uma viagem complexa: eu simplesmente “achei” que seria facil e nem me preocupei em averiguar os detalhes ate umas semanas antes. Achei que visto pra India a partir de Londres seria a coisa maaaaais facil do mundo, afinal nos temos praticamente mais descendentes de indianos por aqui doque Ingleses!

Entao tava crente que bastava preencher um formulario, ir la no consulado, pagar uma taxa (que na minha cabeca seria bem baixinha, quase que simbolica) e pronto.

Ate que ha mais ou menos 1 mes atras, conversando com um amigo que tambem estara na India na mesma epoca, ele lanca “Nossa, mas e o visto heim? Dor de cabeca!”. HEIM?!?!

Ai pronto. Mi fu, e o Aaron me olhando com aquela cara de “nao olha pra mim porque eu sou casado com uma viciada em viagens e quem planeja tudo eh voce!”…

Entao toca a catar as informacoes na internet e me dei conta de que simplesmente nao teria tempo de pedir o visto pelas vias “normais”! Nos ultimos 2 meses eu nao tive mais que 1 ou 2 semanas de tempo “livre” em que nao precisasse de meu passaporte!

Entao tivemos que cronometrar minha volta da Africa do Sul com o servico express de uma agencia-despachante pra nos ajudar a agilizar o processo.

E realmente o visto pra India nem eh tao complicado assim nao, o problema eh que eles sao cheios de regras, pedem um moooonte de papelada, que soh piorou com o fato de que nos dois somos estrangeiros morando na Inglaterra, e pra piorar a situacao ainda trocamos de endereco umas quantas vezes nos ultimos anos e eu ainda fui inventar de casar e trocar de nome!

Quando liguei pro despachante ele foi categorico que na minha situacao, provavelmente o visto nao seria concedido, e me “aconselhou” a fazer outros planos (e com tao pouco tempo! Tivemos que pagar todas as taxas mega extras pra fazer o processo “urgente” de visto em 3 dias!!!).

Mas enfim, mandamos toda nossa documentacao para a TLCS Visas (agencia super boa aqui em Londres e otima fonte de informacao mesmo pra quem nao mora aqui – no site deles basta selecionar qual seu passaporte e pra onde vc vai viajar e eles te dao todas as informacoes que voce precisa pro tirar qualquer visto do mundo) e dai pra frente foi esperar sentados!

Ah! E falei que nesse meio tempo teve um feriado na India e o consulado ficou fechado um dia???

Entao na ultima semana, enquanto fechava os detalhes da viagem “plano A” tambem ia planejando as opcoes de um possivel “plano B” e “plano C” caso nao pudessemos entrar na India (que nossa porta de entrada e Delhi).

Mas finalmente na terca feira na hora do almoco o Aaron me ligou pra avisar que nossos passaportes chegaram e…. tcharam! Com visto entradas multiplas pra India!

Eu nao sei se os requerimentos pra visto mudam de pais pra pais, passaporte pra passaporte, mas coisas a ter em consideracao antes de planejar sua viagem pra India:

- A India nao concede vistos “multiplos”. Voce pode transitar pelo pais (em escalas de voos) varias vezes (como eh o nosso caso), mas se oficialmente entrar no pais, voce nao pode sair e entrar de novo por 2 meses. No nosso caso isso nao atrapalhou nosso planos pois apenas vamos entrar por Nova Delhi e fazer uma conecao final entre o Sri Lanka e Londres, mas muita gente que planeja viagens longas pela regiao acaba encontrando problemas, pois ao entrar e sair da India, vc nao pode mais pedir vistos/entrar no pais por 2 meses corridos

- Eles nos pediram um monte de documentacao pra provar que o Aaron morava na Inglaterra legalmente e que ambos moravamos na Inglaterra ha mais de 2 anos. O problema eh que eles pediram comprovamentes de residencia de 24 meses, 12 meses e mes corrente e que fosse no mesmo endereco e do mesmo provedor (conta de luz, gaz, etc). Isso eh uma cosia simples, menos para nos! Nesses ultimos 24 meses mudamos de apartamento 2 vezes e em cada endereco tinhamos provedores diferentes… Acho que acabamos enviando umas 100 paginas de “provas” (incluindo contrato de aluguel, contrato de trabalho, todas as contas de luz, gaz, telefone, etc), e no final deu certo, mas nao entendi ate agora qual o criterio deles.

- Poderiamos simplesmente ter aplicado para vistos de nao-residentes, mas esse processo demorar entre 3 semanas e 1 mes, e por causa de viagens a trabalho nenhum de nos dois poderiamos ficar tanto tempo sem nossos passaportes.

- Quem viaja com passaporte Brasileiro precisa apresentar carteirinha de vacinacao da febre amarela (e eles tambem recomendam febre tifoide e outras coisas medonhas). Passaporte Europeu/Americano/Canadense e afins nao precisam. mas comvem levar sua carteirinha assim mesmo e sempre estar com as vacinas em dia!

- Eles pedem uma foto muito esquisita, que tem que ter exatos 5x5cm e foi um saaaaco achar um lugar em Londres que tirasse fotos nesse tamanho! (a quem interessar possa, a Snappy Snaps foi o unico lugar que consegui achar)

Mas em compensacao para o Nepal nao precisamos nos preocupar com nada!

Voce ate pode pedir o visto com antecedencia na embaixada, mas o normal eh que o visto seja concedido no porto de entrada (nosso caso, no Aeroporto de Kathmandu), e por precaucao, imprimi os formularios de visto e ja vou levar tudo prontinho pra nao enfrentar muita fila!

A unica burocracia no Nepal foram nossas “autorizacoes” para entrar nos parques e reservas naturais dos Himalaias como parte da nossa escalada – mas como vamos fazer tudo com uma agencia, eles cuidaram desses detalhes pra gente (depois falo disso em mais detalhes).

Alem disso, o Nepal nao eh zona de risco de febre amarela, malaria e outras doencas “tropicais” por causa da alta elevacao nas montanhas.

 

 

 

E no Sri Lanka eh uma belezura! Eh soh chegar la com passaporte valido por 6 meses e pronto! Sem custos, sem fichas, nem nada.

Poreeeeeem… infelizmente o Brasil nao faz parte da lista de paises “livres” e Brasileiros tem que pedir visto diretamente na Embaixada/Consulado do Sri Lanka.

 

 

 

Categorias: India, Nepal, Perrengues, Sri Lanka, Viagens
18
12
Apr
2011
E aí que você ficou doente na viagem… Oque fazer?
Escrito por Adriana Miller

Quem me acompanha no Twitter (ainda não “segue”?! Perdeu o drama!) soube do drama que foi minha viagem semana passada pra Africa do Sul.

Eu cheguei em Johannesburgo na Terça de manha e ao longo do dia os espirros começaram a aparecer. Tomei vitamina C, jantei bem, dormi cedo, tomei remedio pra gripe…. e mesmo assim ao longo da semana só fui ficando pior e pior. Tive febre, minha garganta inflamou, o nariz rachou…. aquela beleza toda.

E pra piorar, era uma viagem a trabalho. Fui até lá pra organizar 5 reuniões internas e externas, mau chefe tambem foi, e varias outras pessoas seniors da EMEA. Ou seja, tinha que mostrar serviço, e bem feito. Nada disso de “to meio mal hoje, então vou ficar de cama”.

Não. Tinha que levantar da cama, tremendo de febre, colocar meu terninho e ir discutir imposto de renda e beneficio social na Africa do Sul. Zuuuuper interessente!

Mas era só uma gripe, né? Logico que depois de um ou 2 dias eu estaria novinha em folha. Mas só piorou a semana toda. Então me decidi voltar pra casa e não me torturar o fim de semana todo sozinha num albergue na Cidade do Cabo. A passagem e reservas? Não reembolsaveis, mas tudo bem. Mas pra trocar a passagem de volta (que foi comprada pela empresa) ia sair mais caro que a propria passagem pra Africa do Sul, e como o fim de semana era de caracter “pessoal” o seguro não cobriria.

Então engoli a seco e me arrastei pra Cidade do Cabo.

Sabado acordei ainda pior (não sabia que dava pra piorar…). Na recepção do albergue me disseram que eu só poderia ir pro hospital publico se fosse caso de emergencia, e medico particular não atende fim de semana.

No final das contas acabei aproveitando o fim de semana na Cidade do Cabo assim mesmo, e sem perceber acabei melhorando um pouquinho ao longo do fim de semana.

Ainda assim a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi ir direto pro hospital ver um otorrinolaringologista – na pressão do avião por 12 horas, a infecção da garganta se espalhou pros ouvidos e a coisa ficou feia.

Agora estou no segundo dia de antibioticos tarja preta e já estou quase 100% boa.

Mas esse tempo todo fiquei pensando: oque fazer quando ficamos doente numa viagem?

E isso porque na minha situação, nem era uma viagem “por diversão”, que eu passei meses planejando, sonhando, nem gastando todas as minhas economias.

E eu estava preparada: sempre levo minha farmacinha, tenho seguro de saude internacional, seguro de viagem e tals. Tentei todos os recursos, mas as vezes não dá certo.

E já aconteceu de passar muito mal numa viagem ao Marrocos, e o Aaron tambem ficou super mal durante um pedaço da nossa viagem de lua de mel no Camboja, e tambem quase foi parar no hospital num revellion em Nova Iorque.

Mas tudo entrou em perspectiva quando uma menina que estava no meu grupo do passeio na Penisula do Cabo foi jogada longe pelo vento (o vento no Cabo das Tormentas não é brincadeira!) e quebrou o braço esquerdo e os dois dentes da frente. Ela tinha vindo lá da Nova Zelandia (Longe pra caramba!) e estava prestes a realizar o sonho de fazer um Safari na Africa.

Dai em diante (eu vi TUDO acontecendo a 1 metro de distancia, e foi horrivel!) parei de sentir pena de mim mesma e me dei conta que garganta inflamada e febre não é nada em comparação a um acidente que estraga a viagem dos seus sonhos.

Mas enfim, esse post não tem uma conclusão final. Imprevistos sempre acontecem, e não é porque voce planejou, sonhou, economizou e gastou com a-viagem-que-vai-mudar-sua-vida que tudo vai sair perfeito. E ai entra a preparação “tecnica” da viagem (seguro de saude, seguro de viagem, farmacinha, etc) e a preparação psicologica de não se fazer de vitima e tentar aproveitar com oque sobrou.

Quem ve minhas fotos da Africa do Sul, não perce que eu estava doente (tirando o fato de que eu estava usando 3 camadas de roupa e cachecol de lã num sol de 30 graus), e a primeira coisa que a menina Kiwi perguntou pro paramedico que tentava colocar seu braço no lugar foi “eu ainda posso ir pro Safari amanha?!”

Como consequencia disso tudo, minha energia esta lá no fundo do poço, mas aos poucos vou começar a organizar as ideias e fotos…

 

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