12
Jan
2014
Um ano de Isabella!
Escrito por Adriana Miller

Da pra acreditar como o ano voou?!

Bem que sempre me diziam que depois que temos filhos o tempo passa mais rápido mesmo! :-)

Bem, a comemoração e festa do aniversário dela foi no Rio de Janeiro, cercada pela família, amigos (e a Galinha Pintadinha), mas é claro que não passaria em branco, mesmo agora que já voltamos pra casa e pra vida normal do dia a dia.

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O dia do aniversário dela mesmo, dia 10 de Janeiro foi dia útil e cheio de reuniões e prazos então tive que ir no escritório, mas acordamos a Isabella com uma surpresa, cantando parabéns (nas duas línguas) e com uma velinha de aniversário, o que rendeu uma das melhores fotos da história!

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O Aaron conseguiu ficar em casa preparando tudo (com direito a bolo de chocolate e cobertura que ele mesmo fez, e embrulhando os presentes!), mas consegui sair mais cedo pra dar tempo de pegar ela na creche e participar da festinha que fizeram pra ela!

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Cheguei bem na hora da bagunça, e foi tão legal ver ela com os amiguinhos, se esbaldando no bolo orgânico 9que eu provei e não tinha gosto de nada! hahahah! Mas ela comeu 3 pedaços!).

Na hora de abrir os presentes os avós estavam presentes via FaceTime e assistiram de camarote a destruição do papel de embrulho e do bolo de chocolate :-)

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Mas nosso principal “projeto” de aniversário pra ela foi esse vídeo ai em baixo:

Uma coletânea de vídeos e “melhores momentos” do primeiro ano de vida da nossa bonequinha!

Modéstia as favas, não ficou o máximo?!

Se o vídeo fosse gravado em “fita cassete” já estaria gasto e desbotado de tantas vezes que eu assisti (e chorei) nos últimos dias! Da pra ver direitinho ela crescendo, se desenvolvendo e se transformando nessa pessoa encantadora que ela é!

No sábado, o dia foi inteiro dedicado a ela: passeamos bastante, fomos na Hamley’s brincar bastante, e até voltamos na maternidade onde ela nasceu pra refazer uma foto histórica!

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Eu sei que criança pequena não percebe essas coisas, e por isso mesmo não quisemos fazer nada exagerado demais, mas espero que ela tenha sentido que esses dias foram extra especiais pra ela, assim como foram pra mim!

 

Categorias: Baby Everywhere, Isabella, Pessoal, T.V. EveryWhere
70
26
Dec
2013
Natal 2013!
Escrito por Adriana Miller

Um feliz Natal rodeados por quem a gente ama são nossos votos para todos os leitores do DriEverywhere!

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Nós 3 viemos para o Rio de Janeiro celebrar o primeiro Natal da Isabella com a minha família, e esse foi o maior presente que eu jamais poderia imaginar!

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Nossos dias tem sido movimentados de passeios, visitas e celebrações, mas não poderia deixar de desejar muitas felicidades a minha “família virtual”!

Muitos beijos!

Adriana & Aaron & Isabella

Categorias: Brasil, Natal, Pessoal
35
03
Oct
2013
O fim da licença maternidade!
Escrito por Adriana Miller

Ano passado, no auge da gravidez e me preparando pra sair de licença maternidade,  escrevi um post enorme explicando como a parte legal/corporativa funciona aqui na Gra Bretanha, e como funciona na empresa onde trabalho e meus planos pessoais.

Na época eu tinha muitas duvidas e incertezas de como a “vida real” de ter um bebe em casa iria me mudar, e como eu passaria a encarar meu trabalho e carreira depois do nascimeto da Isabella.

Quase 10 meses se passaram e essa semana minha licença chegou ao fim e eu voltei ao batente!

E antes de mais nada, vou confessar: estou muito feliz de estar de volta!

Ao mesmo tempo que sou extremamente grata por ter tido a oportunidade de passar os primeiros 9 meses e vida da Isabella cuidando dela pessoalmente (e com a segurança de saber que caso fosse necessário ou se eu quisse, poderia ter estendido esse período por mais 6 meses!), eu sempre soube que no fundo no fundo sentiria falta do meu dia a dia e de minha carreira.

Por mais clichê e piegas que possa soar (principalmente pra quem ainda não tem filhos), ser mãe é a coisa mais maravilhosa do mundo! A Isabella me transformou em maneiras inimagináveis e volta e meia me peguei pensando: se eu soubesse que era tão bom assim, teria começado bem antes!! :-)

Mas ao mesmo tempo, ser mãe é uma das coisas mais difíceis que ja fiz. E não estou falando de coisas “práticas” como acordar no meio da noite pra amamentar, trocar fraldas ou  lidar com choros e cólicas, nem nada não (porque quando é o nosso bebezinho essas coisas – por mais difíceis que sejam – acabam virando prazer).

Estou falando do lado mais “filosófico” da coisa: aquele eterno conflito de “ser mãe” e ao mesmo tempo “ser eu mesma” e como a sociedade enxerga (e julga!!) essa dupla personalidade e nossas decisões.

Porque convenhamos, ser mãe é uma carreira por si só!

Não reconhecida, não remunerada e na maioria das vezes não aprecidada pela propria família e filhos – nada mais revoltante do que quando ouço alguém falando que fulana “é só mãe”, como se isso não fosse bom o suficiente!

Mas como qualquer outra escolha de carreira na vida, ser mãe em tempo integral demanda um talento especial, e sempre soube que assim como nunca quiser advogada ou publicitaria, também não queria ser mãe em tempo integral.

Tive meus momentos de pânico, imaginando como seria difícil não ve-la durante o dia todo, ter que viajar e passar vários dias longe dela e coisas do tipo; mas ao mesmo tempo, a alternativa era largar todo o resto e me dedicar a ela 100%, o que também não era uma ideia que me agradava.

Então decidi voltar mais ou menos quando eu sabia que queria voltar.

Tivemos um ano delicioso, o verão em Londres foi incrível, muitas viagens e curtimos demais nosso tempo mae-filha!

Mas ai rolaram umas mudanças organizacionais na empresa, e isso foi uma boa oportunidade pra negociar minha volta: optei por não tirar minha licença ate o final do período a que tenho direito, mas por outro lado estou voltando aos poucos, trabalhando apenas 4 dias por semana, viajando menos e com alguns dias no home office – e assim ir pegando o ritmo aos poucos, em vez de ficar tanto tempo longe do escritório e de minha equipe e acabar voltando de sopetão e desatualizada demais!

Assim tenho tempo de ir me acostumando a nova rotina aos poucos, sem sentir que estou abrindo mão de uma coisa ou outra na minha vida pessoal e profissional.

Ao longo desses meses, e principalmente daqui pra frente, eu e o Aaron formamos uma ótima equipe pra cuidar da Isabella; apesar de uma licença paterniadade curta, ele pode coincilar muitas viagens de trabalho com viagens em familia, pode ficar em casa com a gente durante muitos dias todas as semanas, e principalmente sempre fez questão absoluta de participar de tudo e contribuir igualmente nos cuidados com ela.

Então conseguimos nos organizar bem nas reponsabilidades de casa-creche-baba, quem da banho e quem da a janta, quem arruma ela de manha e quem cuida dela na hora de dormir!

Claro que tenho certeza absoluta que esse “sistema” tera muitas excesões e contra tempos (logo no meu primeiro dia de volta ao escritório já tive que planejar viagens para os proximos 2 meses!), mas pelo menos voltei a minha rotina de trabalho 100% confiante de que tudo acabará bem e a Isabella esta em boas mãos!

Então pelo menos até o final do ano, enquanto ainda estarei trabalhando meio periodo, nossa semana será dividida entre 2 dias na creche, 2 dias com uma baba (Brasileira) e 1 dia na semana comigo em casa.

A Isabella já esta nesse ritmo a algumas semanas e se dando muito bem na creche e amando a baba – então nos proximos 3 meses vamos avaliar como as coisas ficarão ano que vem quando eu voltar a trabalhar todos os dias.

Por enquanto foram apenas 4 dias, e estou me sentindo revigorada por ter voltado a trabalhar! E principalmente estou mesmo me sentindo uma mãe “melhor” agora que nosso tempo juntas está muito mais focado na qualidade do que na quantidade do tempo que passamos juntas!

Claro que eu sei que terei muitos dias estressantes no escritório e que tudo que mais vou querer era estar em casa brincando e cuidando da Isabella, assim como tive muitos dias em que a folha de pagamento Russa me pareceu tão mais fácil de entender do que um bebe chorando na madrugada!

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Categorias: Baby Everywhere, Isabella, Pessoal, Trabalho, Vida na Inglaterra
52
12
Sep
2013
Rio de Janeiro ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Pra quem ama o processo de planejamento de uma viagem como eu, nada melhor do que a oportunidade de uma viagem de sopetão, na surpresa!
E foi assim que fui parar no Rio, onde estive nos últimos 12 dias!

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Que me acompanha nas redes sociais (segue aê mer’mão: Instagram: DriMiller; Twitter: DriMiller; Facebook: Drieverywhere #EmRitmoCarioca) viu em tempo real as fotos da viagem, mas não custa nada relembrar os melhores momentos por aqui também!

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A idéia/decisão de viajar foi de ultima hora: bateu a saudade da família, juntou com o susto do calendário do tempo voando no meu ultimo mês de licença maternidade e uma promoção de passagem que não deu pra deixar passar.
Fomos só eu e Isabella, e no caminho ainda fizemos um mini pit stop em Miami para visitar mais família!

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Eu nao ia a Miami desde que morei por lá uns meses em 2000, mas ainda não foi dessa vez que matei as saudades da cidade: assim como todo resto da viagem, o foco foi a família, e passamos o dia todo com minha tia e primos e descansando entre um vôo e outro!

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Como sempre, o tempo voa quando estamos nos divertindo!! E umas horas mais tarde…. Desembarcamos no RJ!!

Piadinha interna: sabe aquele seriado “Modern Family”? Então, eu adoro. No outro dia passou um episódio em que a Gloria (a Colombiana) estava falando da família dela, de seus 29 primos e como todo mundo sabe da vida de todo mundo, e mesmo com a distancia ela ainda se sente tão próxima da família. O Aaron caiu na gargalhada e disse: igual a sua família!

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E é exatamente isso!
E esse foi o foco da viagem: família e amigos! Nao pisei na praia nenhuma vez sequer, nao fui a nenhum ponto turístico, nao fiz compras nem nada (só a manicure é que não deixei passar!).

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Mas foram incontáveis reuniões e festinhas familiares, visita de primos, almoço com a avó e reencontrei muitos amigos queridos!

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E a viagem ainda coincidiu com o chá de bebe de uma amiga e o aniversario do meu pai!! (Mais motivo pra festa e mais motivo pra reunir família e amigos!)

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Então esse foi o tema da viagem, que cumpriu perfeitamente seu propósito!
E a trilha sonora? Ganha um prêmio quem adivinhar!

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Mas que levou uma canseira mesmo foi o “brinquedo” preferido da Bella: a Dorinha! Hahaha
Coitada da bichinha, não teve sossego, com um misto de medo, ciúmes e curiosidade! O dia que a Isabella conseguir ir atras da Dorinha independentemente (engatinhando ou andando), a paz chegará ao fim! :-)

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Mas agora já voltamos pra casa e a vida segue!

PS: em breve escrevo com mais calma sobre o fim da licença e a volta ao trabalho.

PS2: alguns leitores me perguntaram como faço pra comprar essas passagens Brasil – Europa via EUA, mas na verdade não faço nada especial: o site lastminute.com sempre da essa opção (e sempre tem um preço bom ou com promoções bombásticas de ultima hora, afinal quem em sã consciência quer perder tanto tempo de viagem e fazer vôos tão cansativos dando a volta ao mundo?! Eu! Dessa vez aproveitei pra visitar a família pelo meio do caminho, e da ultima vez que fiz isso aproveitei pra passear por NY).

PS3: volta e meia alguém pergunta porque não escrevo mais sobre minhas viagens ao Brasil. Simples: privacidade da minha família e amigos, afinal a blogueira sou eu (que moro longe) e nem todo mundo quer ter sua vida on line sendo lida por colegas, vizinhos e conhecidos…

 

Categorias: Brasil, Pessoal, Viagens
30
16
Jul
2013
Maternidade no UK: Durante e Depois
Escrito por Adriana Miller

Esse post est uns meses atrasado, mas eu queria mesmo esperar passar um pouco o rebulio de hormnios e emoes da gravidez e ps parto pra contar um pouco mais sobre a experincia de ficar grvida e ter um beb na Inglaterra, e responder algumas perguntas que recebi ao longo desse ltimo ano.

Mas antes de mais nada, vale reforar a ideia de que cada caso um caso, e a sua experincia (na Inglaterra ou qualquer outro lugar) ou a histria que voc ouviu da prima da vizinha do conhecido do seu amigo pode ter sido completamente diferente, o que no desmerece a experincia de ningum! E outra coisa que eu aprendi a duras penas foi o tanto que as pessoas gostam de dar palpite, opinio e sugestes na vida alheia – como se uma barrigona ou um beb no colo derrubasse todas as cortesias e a moral e bons costumes de respeito ao prximo (incrvel como ouvi barbaridades de estranhos nas ruas nas 3 semanas que passamos no Brasil! Aqui o pessoal se controla mais, mas volta e meia rola algum sem noo…).

Bem, comeaando pelo princpio, de maneira geral toda gravidez e parto no Reino Unido acompanhado e realizado pelo NHS (National Health System), que o sistema pblico de sade nacional.

As opinies positivas e negativas ao servio de sade varia o de 0 a 1000 – ha quem ame e ha quem odeie, o que depende demais de sua experincia nas mos deles. Mas o que interessa mesmo ressaltar que na Inglaterra todo mundo (que mora aqui legalmente) tem acesso a um sistema de sade de qualidade e totalmente de graa.

Claro que nada perfeito e a qualidade do servio geralmente esta atrelada a onde voc mora – se mora numa cidade/bairro bom, provavelmente o NHS local ser melhor. Se mora num bairro mais marginalizado, com muitos imigrantes e afins, as condies gerais do servio ser consideravelmente pior. Infelizmente.

Mas tambm existe um sistema privado de sade, que varia bastante de plano pra plano, mas que no geral no cobre maternidade e parto – eu tive a sorte de ter um timo plano de sade atravs da minha empresa que cobriu por inteiro meu pr-natal e parto, ento tive experincia nos dois lados.

Se voc fará seu pr natal e parto no NHS, o primeiro passo quando desconfiar que esta grávida, é ir no seu GP (seu médico de família da clínica do seu bairro) e fazer um exame de sangue. Esse exame é ultra básico, e apenas confirma o nível do hormônio Beta HCG, confirmando ou não a gravidez. Se o resultado for positivo, seu GP lhe encaminhará ao hospital (público) de seu bairro, onde você será acompanhada por midwives (enfermeiras obstetras, ou “parteiras”).

Na maioria das vezes, essa primeira consulta pode demorar semanas (que parecem ser eternas nesse comecinho de gravidez!), o que e extremamente frustrante, numa fase sensível onde tudo que queremos é a certeza que o bebê está bem!

Na pior das hipóteses a primeira consulta é marcada pra 12ª semana de gravidez – mas geralmente a primeira consulta com a midwife acontece entre a 8ª e 10ª semana, onde elas fazem um questionário geral sobre sua saúde (e avaliam a necessidade de mais exames), ouvem o batimento cardíaco do bebê, tiram pressão, peso etc.

Não espere nada muito sofisticado nem “personalizado”.

A primeira ultra sonografia acontece apenas na 12ª semana, quando fazem uma avaliação do desenvolvimento do bebê, e testam a possibilidade de doenças genéticas (síndrome de down e mais algumas outras).

Uma coisa que as vezes “choca” as mães Brasileiras de primeira viagem é que como na Inglaterra o aborto é 100% legalizado, rola todo um papo sobre suas “opções” caso o resultado dos exames não seja positivo – então cabe a cada mãe e cada pai a decisão sobre o que fazer daí pra frente.

Se tudo correr bem, a partir da 12ª semana de gestação você terá 1 consulta com a midwive por mês até a semana 36, quando as consultas passam a ser a cada 15 dias; e se sua gestação passar das 40 semanas, as consultas passam a ser semanais (e em alguns casos, a cada 2 ou 3 dias).

A sua única outra ultra sonografia será na semana 20, quando avaliam a formação física do bebê e onde os pais tem a opção de descobrir o sexo.

Aqui não existe exames de “sexagem fetal” nem nada do estilo, mesmo no sistema particular, e descobrir se o bebê é menino ou menina só mesmo na 20ª semana – e se o bebê cooperar (se o bebê estiver de pernas cruzadas ou numa posição onde não seja possivel ver o sexo, os pais tem que esperar até o nascimento do bebê pra descobrir, ou então fazer uma ultra num hospital particular. Mas o comum aqui é que ninguém descubra o sexo do bebê mesmo de qualquer maneira).

Ou seja, em uma gestação normal e saudável, a grávida não se consulta com um obstetra uma única vez, e é atendida pelo time de midwives de seu hospital (cada consulta será uma pessoa diferente, para que você se familiarize com toda equipe).

Quando você entrar em trabalho de parto, será atendia por uma das midwives (que provavelmente você já conheceu em alguma das consultas), que são também responsáveis pelo parto. Os Obstetras só entram em cena em casos de emergência.

E aqui na Inglaterra, parto é parto. Todos são normais, e de preferência o mais natural possível.

Cesáreas são consideradas “cirurgia de retirada de bebê”, e nunca chega a ser uma opção, a não ser que realmente exista um risco muito grande para a mãe e/ou bebê. Alguns fatores podem ser encarados como complicadores do parto normal, mas a decisão por uma cirurgia só acontece quando a mãe entre em trabalho de parto, ou nas semanas finais da estação (como por exemplo cordão umbilical enrolado no pescoço, bebê de cabeça pra cima, gêmeos, bebê grande, etc. Todos são vistos como “complicadores”, porém não são motivos suficientes para fazer a mulher passar por uma cirurgia abdominal).

Eu tive o privilégio de experimentar os dois lados do sistema de saúde na Inglaterra, e confesso que por ser mãe de primeira viagem e estar acostumada com os padrões Brasileiros (e o Aaron com padrões Americanos) de saúde, toda essa cosia de não ter obstetra, exames superficiais, não fazer ultras etc, me assustava um pouco, então fiz todo meu pré natal e parto pelo sistema privado.

E por aqui, pelo menos no meu plano de saúde, o sistema funciona igual ao Brasil: eu consultei meu ginecologista no inicio da gestação, fiz todos os exames necessários de sangue e hormonal, fiz a primeira ultra na 7ª semana para confirmar a gestação e batimentos cardíacos do bebê, e dai pra frente fiz uma ultra por mês.

Mais ou menos no 4ª mês, meu ginecologista me encaminhou para um Obstetra e prosseguimos com o pré natal normalmente.

Por sorte, meu Obstetra atende em vários hospitais particulares em Londres, então na reta final (7ª mês) eu resolvi trocar de hospital, para ficar mais perto de casa, então tive que refazer alguns exames e voltei a misturar um pouco o lado do NHS com o particular (a quem interessar possa: fiz meu pré natal no Portland Hospital, mas resolvi ter a Isabella na Lansdell Suite do St Thomas Hospital – uma ala particular dentro um hospital público – pois achei que a infra estrutura num caso de emergência seria mais completo).

Quando entrei em trabalho de parto, fui direto para o hospital, onde pude ficar relaxando com o Aaron enquanto esperava o parto progredir (no NHS a gestante só pode dar entrada no hospital quando já esta em trabalho de parto avançado, com contrações a cada 5 minutos pelo menos), com acompanhamento das midwives e do Obstetra.

De modo geral eu achei a experiência o máximo, e tanto no lado do NHS quando no particular fui muito bem cuidada, e gostei demais do estilo que os Britânicos (e Europeus em geral) encaram a maternidade e principalmente o parto.

A maioria das mulheres sonha e opta pelo parto normal sem anestesia (lembrando que a cesárea não faz parte do leque de “opções” e só acontece em casos muitos específicos), então o sistema é preparado pra isso.

Somos encorajadas a fazer um “birth plan” (“plano do parto”) onde é estabelecido seus desejos e prioridades, desde qual música você quer ouvir durante o trabalho de pato, a intensidade da luz, até decisões mais “sérias” como anestesia, episiotomia, opções de emergência (as mulheres aqui fogem MESMO da cesárea, então temos várias opções de intervenções e “ajudas” médicas para facilitar o parto normal), quem vai cortar o cordão umbilical, se o bebê vai ser examinado antes ou depois da primeira mamada etc, etc.

Eu optei pela anestesia peridural, mas ainda assim, a anestesia aplicada nos hospitais Ingleses é conhecida como “walking epidural”, ou a “peridural andante”, pois é aplicado apenas a dose mínima do anestésico, então elimina toda dor, mas sem eliminar a sensação do parto.

Então apesar de não ter sentido dor nenhuma em momento algum, eu pude andar pelo quarto, ir ao banheiro quantas vezes quis, usei a bola de pilates, as barras de apoio, etc e fiquei bastante ativa durante todo o parto, o que ajudou demais a passar o tempo e progredir com as contrações, dilatação etc. Mas ao mesmo tempo eu conseguia sentir tudo que estava acontecendo “dentro” da minha barriga – sabia quando estava tendo uma contração (sem dor, mas sentia a barriga ficando dura), sentia ela se mexer, quando a cabeça foi abaixando etc. E na hora de empurrar, também conseguia sentir cada contração, o que ajudou a focar meus esforços, saber quando respirar, quando empurrar, quando parar etc. O médico e as parteiras iam me guiando, mas foi sensacional conseguir participar “ativamente” do parto.

Não existe experiência igual!! Só tenho memórias maravilhosas daquele dia/noite e já mal posso esperar pelos próximos partos!

Foi cansativo, claro. No total, entre a bolsa romper e a Isabella nascer foram 21 horas de “trabalho”, sem comer ou dormir direito, mas foi o que meu corpo precisava para se preparar para aquilo tudo.

Eu também aceitei/optei por receber hormônios artificiais (oxitocina) para acelerar as contrações/dilatações, pois as horas estava passando rápido demais e o parto não estava progredindo de acordo. E como a regra aqui é que a mulher só pode ficar em trabalho de parto por 24 horas depois que a bolsa estoura, não quis arriscar ter que acabar numa mesa cirúrgica depois de passar tantas horas “trabalhando”. Mas gostei que no fim das contas, a opção foi minha. Poderia ter esperado mais algumas horas, e quem sabe, tudo teria progredido normalmente, sem intervenções nem hormônios artificiais. Mas naquele momento foi o melhor pra mim e minha filha, pois estava ficando cansada e não queria arriscar estragar o momento.

A fase de recuperação pós também é diferente entre o NHS e particular, pois a grandíssima maioria dos hospitais públicos, a mulher é transferida para uma ala pós parto, que são enfermarias divididas com outras mulheres e seus bebês (os hospitais Ingleses não tem berçários, e seja público ou particular o bebê SEMPRE fica com a mãe desde o primeiro segundo de vida). Portanto não há privacidade, as visitas são limitadas e o pai da criança ou parceiro(a) da mãe não podem ficar junto.

Se o parto não tiver complicações e o bebê nascer durante a manhã/dia, a família volta pra casa no mesmo dia (uma amiga voltou pra casa 6 horas depois que sua filha nasceu – sem anestesia e num parto na agua. Ela preferiu se recuperar em casa do que na enfermaria do hospital).

No nosso caso, como estávamos na ala particular eu pedi pra passar mais uma noite (estava muito cansada e com muito medo de voltar pra casa e ser responsável por um bebê! hahahahah), então eu e o Aaron passamos um total de 3 dias e 2 noites no hospital (o 1ª dia em trabalho de parto, e 2 dias e 1 noite já dividindo o quarto com a Bella!).

Mas o surpreendente mesmo é depois que o bebê nasce e achei o serviço prestado pelo NHS incrível!

Entre as primeiras 24 e 48 horas depois que a mãe e bebê voltam pra casa nós somos visitadas por uma midwife e/ou Health Visitor, que a cada 3 ou 4 dias vem visitar a mãe e o bebê para se assegurar que esta tudo bem na recuperação e adaptação da nova família.

Elas pesam o bebê, examinam a mãe, conferem amamentação, informam sobre alimentação, vacinação do bebê, depressão pós parto e o que mais mãe/pai/bebê precisem!

No nosso caso foi crucial pois a Isabella perdeu muito peso depois que nasceu, então a midwife vinha nos ver a cada dois dias (mesmo no dia que a cidade parou por causa de uma nevasca ela apareceu!), me orientou em relação a amamentação, como cuidar do umbigo, dar banho, colocar pra dormir, etc, etc, etc, até tudo estar 100% normal, o que só aconteceu com quase 3 semanas. E lembrando que a Isabella nasceu no auge do inverno, na semana mais fria do ano (na sua primeira semana de vida nevou 4 dias seguidos!), e só o fato de não ter que sair de casa com um bebê recém nascido abaixo do peso no frio foi uma alívio!

Esse apoio do sistema público de saúde foi fundamental para uma recuperação tranquila, amamentação bem sucedida e um bebê saudável!

Depois disso, na 6ª semana pós parto fizemos (eu e Isabella) um check up com o GP (General Practice, ou o clínico geral que é o médico de família de seu bairro) e eu também tive um check up com o Obstetra.

Daí pra frente, uma vez por semana (e agora que ela esta mais velha, uma vez por mês) vamos na “baby clinic” da clínica do bairro medir/pesar e fazer um check up geral e conversar com as Health Visitors.

Uma coisa estranha é não ser consultada por um pediatra, e sim um clínico geral ou enfermeira (a não ser que você tenha plano de saúde), mas eles fazem uma triagem inicial e se algo não estiver bem, seu bebê é encaminhado para a pediatria do hospital de seu bairro.

No sistema privado, funciona como no Brasil: você leva seu bebê uma vez por mês no pediatra, pode ligar de madrugada, fazer perguntas bobas sobre a cor do cocô e o que mais quiser :-)

 

Não sei se minha experiência teria sido tão positiva se meu pré natal e parto tivessem sido 100% pelo NHS, mas o pouco que vi, gostei bastante da filosofia “gestação-parto-pós parto” que eles tem aqui, em ambos os lados do sistema, e fico um pouco decepcionada com as estatísticas de parto no Brasil.

Agora só me resta esperar que minha próxima gestação seja tão saudável e tranquila quanto a primeira e que mais uma vez eu possa ter um parto normal, natural e sem complicações!

 

Categorias: Gravidez, Pessoal, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior
72
13
May
2013
Brasil ao vivo!!
Escrito por Adriana Miller

Já vou começar o post pedindo desculpas… O blog anda abandonadíssimo, mas minha desculpa é boa: estou no Brasil!!!

As ferias de 3 semanas esta quase chegando ao fim, mas foi bom demais!! Muito lindo ver minha família inteira babando e curtindo demais a Isabella, e ela esta se saindo uma ótima Brasileirinha, totalmente no ritmo! :-)

A viagem com ela foi super tranqüila (ja ja posto minhas dicas e observações sobre viajar com bebes – afinal ja foram 3 vôos transatlânticos em seus 4 meses de vida!), e o mais legal foi a coincidência de que o dia que cheguei com ela no Brasil foi exatamente 9 anos depois que me mudei do Brasil… Cabalístico, nao?

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E logo que chegamos juntamos a família e amigos pra batizar a Isabella: a cerimônia foi na Igreja Zaccarias, colégio onde minha Mae estudou e conheceu meu pai, e onde eles se casaram, 35 anos atras!

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E logo depois juntamos a família toda no clube – onde a Isabella foi passando de mão em mão por todos os tios, tias, primos, primas e afins! – para uma tarde perfeita de comemorações!

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E todas essas semanas tem sido no mesmo ritmo!
Muitos passeios a beira mar…

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E cada por do sol de cair o queixo!!

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Dessa vez nao temos turistado muito, já que o Aaron ja conhece bem a cidade e entao aproveitamos pra viver uma vida beeeeem Carioca, o que acabou virando uma vela de uma sem- vergonhice gastronômica!!

Variando de churrascaria cartão postal…

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A moqueca na beira do Arpoador….

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Galeto Português no Largo do Machado com a Bisa…

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Churrascada com os amigos (comemorando a multiplicação da espécie!)…

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Entre mais uma centena de outras comilanças!

Também reunimos a família muitas vezes!

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Mas pra nao dizer que não rolou “ferias” nessa viagem, tambem aproveitamos o sol e as temperaturas amenas pra curtir a praia no Rio:

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Cruzamos a Ponte pra tirar fotos em Niterói:

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E também demos uma esticadinha ate Búzios!!

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Agora o Aaron ja voltou pra Londres e eu ainda fico no Brasil com a Bella mais alguns dias…

E claro nao posso esquecer de mencionar que meu primeiro dia das mães foi hoje, aqui no Rio com minha Mae e minha avó – promovidas a avó e Bisavó da Isabella!!

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O blog tem ficado mesmo abandonado, mas como ja mencionei em outros posts, o Instagram (@DriMiller) esta bombando diariamente!! (E o Twitter e Facebook tambem!) – entao segue lá!!

Categorias: Brasil, Pessoal, Viagens, Viajando com crianças
28
15
Jan
2013
Bem vinda ao mundo, Isabella!
Escrito por Adriana Miller

É com muito prazer que anuncio aqui no blog o nascimento da Baby Everywhere: Isabella Nascimento Miller!

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O post é só pra deixar o registro mais oficial, já que hoje, em seu quinto dia de vida a Bella já bombou no Instagram, Twitter e Facebook!

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Nao vou contar com muitos detalhes, mas assim como adorei ler e ouvir o relato do parto de amigas e outros blogs, vou deixar registrado aqui  como foi que tudo aconteceu.

O dia previsto para o nascimento dela era dia 9 de Janeiro. Muita gente (meus pais inclusive) achou que ela viria antes, mas eu sempre tive esse pressentimento de que era viria era bem tarde – fiz altos planos de passeios e atividades com meus pais e irmã até os dias finais.

Aguentei o ritmo numa ótima e todo dia era um tal de ir em lojas, visitar museus, passear nos parques, caminhar por Londres – minha estimativa é que andei pelo menos umas 3 a 4 horas por dia naqueles dias finais, entre o ano novo e dia 9.

O único problema foi que na semana anterior, durante a consulta com o obstetra ele mencionou a possibilidade de uma indução no dia 9 de Janeiro – resumindo a história, o crescimento do meu útero nao estava compatível com a idade gestacional, e apesar de que as ultras confirmaram que a bebê estava crescendo numa boa, a preocupação era comigo.

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A principio nao gostei da idéia de uma indução – hormônios artificiais, mais monitoramento, mais remédios na veia e varias outras coisas que queria evitar. Estou longe de ser natureba e querer um parto 100% natural etc, mas queria poder experimentar oque o corpo foi feito pra sentir e experiênciar e testar meus próprios limites, ver o quanto e até quando conseguiria levar tudo numa boa (sem anestesia, intervenções e tal – mas estava aberta a tudo).
Mas por outro lado, saímos do consultório do medico com aquela esperança de que “Ok, semana que vem a esta altura já teremos nossa filha!”.

A semana passou numa boa, o dia D chegou e o medico – graças a deus – achou que seria melhor esperar mais uns dias, e que ainda nao havia necessidade de uma intervenção.
Voltei pra casa aliviada, mas de repente do nada, virei uma pilha de ansiedade!!

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Naquela mesma noite fomos jantar curry, passei o dia bebendo chá de folha de framboesa e andei mais de 3 horas com meus pais por Londres.

Então o dia 9 chegou e acabou sem grandes acontecimentos.

Fui dormir numa boa, mas tensa e pensando que raios poderia eu fazer pra nao ter que acabar passando mais uma ou dua semanas gravida (a indução já estava marcada pra semana seguinte, mas a idéia de passar mais uma semana inteirinha gravida começou a me enlouquecer!).

Até que as 3 da manha acordei pra ir no banheiro – rotina, coisa que fiz todas as noites nos 9 meses anteriores – mas assim que levantei da cama senti que alguém tinha jogado um balde de agua morna nas minhas pernas, e demorei uns segundos pra me dar conta do que tinha acontecido!  Minha bolsa estourou!!!

Mas eu achava que isso só acontecia em Hollywood! E todos os livros, as aulas e os médicos falando que essas coisas nao são tão “explosivas” assim na vid real (e apenas cerca de 10% das mulheres realmente estouram a bolsa, então eu nunca nem imaginei que isso fosse acontecer – ainda bem que não estava em publico!).

Então eu acordei o Aaron e passamos uns minutos em choque – agora seria questão de horas!!

Liguei pro medico e pras parteiras e nos pediram pra ir pro hospital – nos arrumamos com calma, terminamos de fazer nossas malas e as 5 da manha resolvemos andar até o hospital – a Isabella nasceu no St Thomas Hospital que fica bem em frente ao Parlamento Britânico, na beirada do Tâmisa, então foi uma caminhada bem legal, a cidade escura e vazia… Pronta pra receber mais uma Londrina!!

Nos acomodamos em nosso quarto e dai pra frente foi um jogo de espera… Nao tínhamos muito o que fazer a nao ser esperar o parto avançar e se estabelecer. Então tiramos fotos, assistimos filmes, e passamos horas conversando como ela seria e como nossa vida estava a postos de se transformar!

Quase 13 horas depois que chegamos no hospital (e 15 de trabalho de parto!) o obstetra decidiu que as contrações nao estavam evoluindo numa boa e comecei uma indução com occitocina e tomei a peridural.

Dai pra frente foi uma maravilha!! E deram a chamada “Peridural andante” (walking epidural), então passou toda dor, mas eu ainda sentia os músculos contraindo, podia ir no banheiro sozinha, mudar de posição etc (a sala de parto tinha todas aquelas parafernálias de bola de Pilates, barras, banheira etc). Eu fiquei numa ótima assistindo Gossip Girl no iPad e conversando com as amigas no Whatsapp!

Mas infelizmente o único susto que tivemos foi que de uma hora pra outra, com as contrações artificiais a todo vapor (vindo a cada minuto), o catéter da Peridural saiu do lugar, e de um segundo pro outro passei a sentir MUITA dor – uma coisa desumana que nem saberia descrever (afinal eram artificiais!).

A tortura durou cerca de uma hora, que eu mal me lembro, até que a anestesista voltou, me deu uma dose cavalar e finalmente reaplicaram a Peridural na minha coluna…

Tirei mais um cochilo, e quando o medico voltou pra me examinar, já estava com dilatação total!!

Comecei a fazer força e só pensava que a cada empurrão ela estaria mais e mais perto de nos!

Nao deu outra – em cerca de 5 contrações (uns 20 minutos) ela nasceu e foi direto pro meu colo.

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Ficamos os 3 nesse namorinho, nos olhando e analisando por o que pareceu ser uma eternidade (deliciosa), enquanto o medico e as parteiras nos examinaram e foram terminando tudo.

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Ela nasceu as 23:23 do dia 10 de Janeiro de 2013 (cabalístico, né?!) depois de 21 horas de trabalho de parto!

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Medindo 55 cm e pesando 3,390 quilos – por enquanto ta todo mundo achando que ela é a cara do pai, mas eu acho que ela é uma mistura de nos dois :-)! Assim como tínhamos visto na ultra em 3D, ela tem o meu nariz e covinhas e os olhos e testa do Aaron.8377263900_0b450f3071

E por falar em olhos – nao, nao sabemos a cor dos olhos ainda (todo mundo pergunta se ela tem olhos azuis… Caaaalma gente…!!). Ela é muito novinha e ainda tem os olhos cinzas de recem nascido.

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Mas aqui em casa a aposta é que ela nao vai ter olhos azuis como o Aaron e sim olhos verdes como meu pai e minhas tias! Mas só o tempo dirá! :-)

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O resumo da opera é que a experiência foi MA-RA-VI-LHO-SA! Filmes e novelas realmente dão uma imagem e impressão muito errada da experiência do parto. Não teve drama, nem gritaria, nem correria nem nada daqueles pânicos que vemos na TV – e o parto normal foi muito tranquilo (apesar dos pesares) e muito mais sereno do que jamais poderia imaginar.

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Na manhã seguinte o Aaron me perguntou oque tinha sido mais dificil: o parto ou escalar o Kilimajaro?
minha resposta? O Kiimajaro continua sendo a coisa mais dificil qe já fiz na vida – mas não existe montanha alta, nem distancia longa nem nada nesse mundo que se compare a segurar minha filha pela primeira vez!

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Ah!

Como já tinha contado em outro post, o Aaron estava montando um projeto fotografico da gravidez, mas a medida que as semanas foram passando resolvemos expandir o projeto e fazer algo mais “interativo” com as fotos – e assim surgiu um time-lapse da gravidez, e de quebra fazendo piadinha com o fato de que guardamos segredo do nome da Isabella durante todos esses meses!

Então aqui esta o video que o Aaron preparou com as fotos que tiramos ao longo do ano!

Eu sei que sou suspeita pra falar, mas não ficou o máximo?!

P.S. A maioria dessas fotos estão postadas no Instagram, no nosso “projeto” #365Everywhere – então mesmo quando as coisas estiverem devagar quase parando aqui no blog, o Instagram sempre terá fotos diárias!

 

 

 

Categorias: Baby Everywhere, Pessoal, T.V. EveryWhere
161
10
Jan
2013
#365Everywhere
Escrito por Adriana Miller

Quem me acompanha no Instagram (@DriMiller) deve ter reparado que algumas fotos aparecem com a hashtag “#365Everywhere”, e varias pessoas já me perguntaram oque significa.

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Essa “hashtag” surgiu quando estávamos pensando em projetos de fotografia que queremos fazer durante os primeiros meses de vida da nossa bebê (e de nossas vidas como pais!).

Alguns anos atras, durante dois anos, o Aaron fez um projeto no Flickr chamado “Project 365″, que basicamente era tirar uma foto por dia, todos os dias, documentando sua vida ao longo de um ano inteirinho – 365 dias.

Mas esses projetos deram trabalho – ele levou tido super a serio, então todos os dias “planejava” suas fotos, depois editava etc. Oque sejamos realistas – com um recem nascido em casa, isso vai ser cada vez mais difícil.

E eu queria fazer alguma coisa que fosse off-blog, mas que fosse fácil e que nao demandasse taaaanto tempo quanto escrever posts (mas podem deixar que o blog nao vai morrer nao! Nem tampouco vai virar “mommy blog”!), e como to numa fase super viciada em Instagram, acabei convencendo o Aaron a criar uma conta tambem e assim vamos fazer um novo “Projeto 365 dias” juntos ao longo de todo 2013.

Então quem quiser acompanhar, é só seguir meu perfil @DriMiller e/ou o do Aaron @armiller007 e a tag “365 Everywhere”.

Mas quem nao tem Instagram nao tem problema!
As fotos também estarão disponíveis aqui na barra lateral do blog e aos poucos vamos atualizar um novo álbum no Flickr do Aaron (tambem aqui na barra lateral do blog).

O projeto começou exatamente no dia 1 de Janeiro e passa lá porque nos últimos dias tivemos grandes novidades! :-)

Categorias: Blog, Dia a dia, Fotografia, Pessoal
32
03
Jan
2013
Staycation!
Escrito por Adriana Miller

Quando comecei a planejar minha licença maternidade, eu sabia que queria ter uns dias/semanas de folga antes de emendar a labuta no escritório com a labuta de um recém nascido, então propositalmente guardei uns dias de ferias pra tirar entre o natal e ano novo e ficar em casa sem fazer absolutamente nada!

Minhas ultimas semanas de trabalho foram super punk, trabalhei e me estressei mais que deveria, e meu maior medo era ela nascer antes do previsto  e eu não ter tempo de curtir um dolce fa niente em casa!

Mas posso confirmar feliz da vida que consegui uma semana inteirinha sem fazer nada – e mal sai de casa! Delícia!

Eu tinha uma lista ambiciosa de tudo que eu queria fazer durante minha “stay-cation” (palavra que faz um trocadilho em Inglês com as palavras Stay = ficar, e vacation = ferias, ou seja, são as férias que você fica em casa em vez de viajar ou fazer alguma coisa interessante).

Comecei a temporada de não fazer nada com um dia intenso de paparicagem: manicure, pedicure, cabeleireiro e uma tarde toda no Spa, com direito a depilação, limpeza de pele e massagem!

Também aproveitamos pra ir no cinema assistir o The Hobbit e comer muita pipoca!

E logo depois começou a comilança de Natal – meta diária? Comer um pedaço de cheesecake de café da manha! :-) (e depois que minha mãe chegou em Londres o cheesecake de nosso dia foi substituido por uma bela dose de Rabanadas Portuguesas!).

E eu também queria conseguir me atualizar nos programas de TV que não tive tempo de assistir nos últimos meses: foram varias horas de maratona de The Killing, Downton Abbey e Gossip Girls, e mais um monte de filminhos bobos Natalinos que passaram na TV, além da maratona de episódios de Natal de Friends e um catch up geral de Modern Family e How I Met your Mother!

Lá pro final da semana fui ambiciosa e resolvi sair de casa pra verificar como estavam as promoções de Boxing Day esse ano e comprar uns últimos presentes (principalmente pra mim mesma!) e aproveitar os preços baixos e ir estocando coisas pra baby!

Mas infelizmente fomos pegos por um gripe formitssima que deixou nós dois derrubados…

Então somando o clima de preguiça, mas o tempinho chuvoso e miserável lá fora e a moleza da gripe acho que dormi uma media de umas 16 horas diarias!

Mas ainda assim saímos pra jantar com amigos (fomos mais uma vez no Bar Boulud! Não tem erro!)

Pena que sono não é acumulativo né? Mas estou fazendo minha parte pra descansar bastante e assim ficar pronta pra chegada da baby daqui a umas semanas (ou dias?!).

E pra completar a temporada de StayCation, essa semana ainda temos visitas dos meus pais (que já chegaram!!) e da minha irmã (que chega sabado!)! Eba!!

Portanto brindamos a chegada de 2013 com uma jantar em casa e depois fomos novamente assistir a queima de fogos no London Eye!

Então estou aproveitando enquanto eles estãoa qui só de “pais” antes de virarem “avos” pra passearmos bastante e ficar saçaricando pela cidade enquanto ainda estou aguentando!

Porque a qualquer momento essa moleza acaba! :-)

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Categorias: Dia a dia, Gravidez, Pessoal
16
30
Dec
2012
Quarto de menina!
Escrito por Adriana Miller

Ha uns anos atrás, quando nos mudamos pro nosso apartamento atual, eu fiz um post sobre o quarto de hospedes/escritório que causou certa confusão, já que na época muita gente achou que o tal “quarto de menino” seria para um bebê a caminho! Ledo engano…

Mas dessa vez a transformação foi levada a serio, já que agora nosso quarto extra virou mesmo o quarto pra uma menininha que já está quase chegando por aqui!

Demoramos pra começar a preparar o quarto dela – 2012 foi um ano agitado e faltava tempo pra decidir o que queríamos fazer, como fazer e tal. E o dilema era sempre o mesmo: como o apartamento é alugado, não queríamos nenhuma obra nem transformação drástica que depois desse muito trabalho pra desfazer.

Mas eu tinha uma certeza: não queria, de jeito nenhum um quarto de “princesa”! Não que não goste ou tenha alguma coisa contra a cor rosa, mas comecei a achar tudo muito igual, repetido, sem graça e muito clichê demais pro meu gosto!

Queria um quarto feminino, mas diferente, criativo. Calmo, mas com cores fortes ao mesmo tempo. Nossa, que tarefa impossível!!

As lojas só produzem decoração de fadinhas, princesinhas, florzinhas e coisinhas fofas demais pra meninas… cansativo!

Até que vi esse quarto aqui num blog de decoração, e pronto! Esse conjunto de berço da Missoni virou minha meta e acabou inspirando todo o resto do quarto!

Foi difícil achar, mas consegui caçar as diferentes peças do conjunto com diferentes lojas nos EUA e alguns vendedores do eBay, e daí pra frente decidimos que o resto do quarto seguiria a linha branco + vermelho com algumas outras cores misturadas combinando com o mix da Missoni.

O quarto ainda não esta 100% completo, pois ainda queremos colocar mais algumas fotos e figuras nas paredes, mas no geral é isso aí!

As arvores nas paredes são adesivos de viníl que comprei no Etsy e foram super fáceis de aplicar nas paredes (e supostamente não danificam a pintura por trás), o berço, cômoda e estantes são da Ikea, a poltrona já tinha aqui em casa (só tive que comprar uma capa nova, apesar de que o tom de vermelho não combinou perfeitamente…), e meus ítens preferidos são sem dúvida o carrossel “vintage” (que é uma caixinha de musica que comprei em Paris e o quadro com alfabeto bilingue que a Lu Misura fez!

O Aaron fez esse video mostrando alguns do detalhes do quarto – ficou fofo!

Agora só falta o acessório principal! Nossa baby!

 

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