01 Aug 2016
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A história de um bebê…

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade, Gravidez, Pessoal

Esse é um post que eu debati por muito tempo se deveria ou não escrever.

É um assunto sério, pessoal, íntimo e muito delicado – mas ao mesmo tempo, é o tipo de situação em que eu acredito que quanto mais falarmos sobre o problema, menos mistificado ele será, e consequentemente menos traumático (e até mesmo vergonhoso pra muitas mulheres) ele poderá ser.

Uns dias atrás uma amiga muito querida me ligou chorando querendo apoio e um bom ombro para desabafar, e uma frase que ela me disse, reforçou a vontade de falar publicamente sobre isso: “Se acontece com todo mundo, porque ninguém fala sobre isso?!”

Há muitos anos atras da Luciana Misura contou a historia dela, e recentemente a Flavia Mariano também tem falado abertamente sobre os problemas dela. E todas essas mulheres, além de corajosas de colocar a cara a tapa e se expor dessa maneira, também ajudam centenas de outras mulheres e casais a tentarem entender por que isso acontece, e ter esperança de que eles também terão um final feliz.

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Pois bem, acho que já não é novidade pra ninguém que estou gravida de nosso segundo bebê. Só que na verdade, esse será nosso 4′ bebe.

Pois é, nos últimos 18 meses eu perdi duas outras gestações por motivos que só o destino explica.

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Em ambos os casos foram abortos espontâneos, que foram retidos pelo meu corpo, ou oque os médicos aqui chamam de “Silent miscarriage”, ou “aborto espontâneo silencioso”.

O que acontece? Bem, o bebê pára de se desenvolver, por algum motivo qualquer, e morre, mas o corpo da mulher permanece “gravido”, com a placenta viva, produzindo hormônios e sintomas.

Por um lado, evita-se o drama, e o maior medo de qualquer mulher gravida: não teve dor, nem sangramento, nem nada. Não teve cena de novela das 7. É um caso raro, mas que segundo meu Obstetra é relativamente comum, e pode até levar a complicações seríssimas, como infecção, e em casos extremos, até a morte materna (quando não existia ultrasom e a mulher passava meses achando que estava gravida, porem com um feto morto dentro do útero).

Da primeira vez, foi o maior choque de todos, obviamente.

A Isabella estava com um pouco menos de 1 ano e meio, tínhamos acabado de voltar de viagem ao Japão e começamos a conversar sobre “tentar” de novo – se tudo desse certo, o timing seria ideal, e o bebe nasceria perto do aniversario de 2 anos da Isabella, como eu sempre sonhei.

Mas nem deu tempo de parar pra pensar demais, e pimba, descobri que estava gravida. Assim no susto, de primeira.

Felicidade, comemoração. Aquela coisa toda.

Fizemos os primeiros exames e ultras, no mesmo hospital e obstetra com quem tive a Bella, e que está me acompanhando agora também, e estava tudo ótimo, perfeito e saudável.

Mas foi uma gravidez sofrida. Eu passei MUITO mal, muito mesmo, durante todo primeiro trimestre, e senti coisas que com a Isabella simplesmente passaram despercebidas. O cansaço, os enjoos, aquela vontade desesperadora de desistir da vida! On steroids!

Mas né? Estava gravida, estava feliz, e os planos familiares iam de vento em popa!

Com quase 12 semanas de gravidez (aos 47 do segundo tempo do primeiro trimestre! A fase mais esperada pelas gravidas!) em uma consulta de rotina, descobrimos que o bebe não tinha batimentos cardíacos. Fui levada para a ala de Medicina Fetal do hospital, fizeram uma ultra detalhada, e descobrimos que o bebe tinham parado de se desenvolver e falecido com umas 8 semanas.

Então meu medico recomendou uma curetagem logo para o dia seguinte – não fazia sentido esperar mais tempo algum, pois se em 3 semanas meu organismo não tinha dado sinais de expelir o embrião, e a placenta estava “viva” então era melhor fazer uma cirurgia e não correr riscos.

Nem precisa falar que foi a pior noite da minha vida né?

Repassei cada dia, cada hora e minuto das semanas anteriores… Sera que eu fiz alguma coisa errada? Foi aquela taça de vinho? Será porque eu comi um sei la oque? Não devia ter tomado aquele remédio ou passado aquele creme! Como sempre, os tabus que cercam os abortos espontâneos colocando coisas na nossa cabeça e culpando a mulher…

Enfim. O principal problema de aborto espontâneo são justamente essas dúvidas, esse instinto da mulher achar que fez alguma coisa errada. Que a culpa é dela.

Mas não, não é.

Meu obstetra recomendou fazermos um novo exame disponível (essa é uma área da medicina que tem se desenvolvido bastante!) em que poderíamos analisar o material genético do embrião – isso nos daria algumas respostas que poderiam evitar futuras perdas, ajudar a prevenir-las, ou curar algum problema mais sério. O exame nos diria se o bebe tinha algum problema genético, que é a principal causa de abortos espontâneos, um acontecimento totalmente aleatório e que não tem prevenção. Estima-se que cerca de 25% dos óvulos fecundados podem ter algum defeito genético incompatível com a vida. Ou então o exame nos diria se o feto apresentava alguma toxidade (por exemplo, caso eu tenha tomado algum remédio, ou contato com algum produto químico toxico que tenha afetado o embrião), ou se o bebe era perfeitamente saudável e normal – e então investigaríamos algum potencial problema físico em mim ou no Aaron.

Os resultados voltaram da melhor maneira possível: o bebe teve um problema genético, raro e aleatório. Nada que poderia ter sido curado, nem prevenido, e que provavelmente nunca mais se repetiria. Uma chance em milhares, segundo a relatório final.

A curetagem foi um sucesso e a recuperação ótima, e poderíamos seguir com a vida normalmente. Inclusive tentar engravidar novamente quando quisermos.

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A pressa para engravidar não era necessariamente nossa prioridade, mas também não nos preocupamos em prevenir nada, e então logo no mês seguinte, eu descobri que estava grávida novamente.

Aê! Felicidade, alivio, comemorações.

Maaaaas…. Pra mim, o pior efeito de ter passado por um aborto espontâneo foi a sequela psicológica que isso deixou em mim. Aquele medo constante de que “alguma coisa vai dar errado”.

Com 7 semanas fizemos uma ultra e o embrião estava saudável, coração batendo forte, porem medindo um pouquinho menor do que deveria estar…

Estávamos com viagem marcada para ir pra França com o pai do Aaron, e então marcamos outra ultra para uns dias depois de nossa volta a Londres.Com 7 semanas fizemos uma ultra e o embrião estava saudável, coração batendo forte, porem medindo um pouquinho menor do que deveria estar…

A viagem foi um arrasto.

Ate hoje quando vejo fotos daquela viagem eu consigo ver nos meus olhos o quanto estava triste e com medo. Acho que dentro de mim eu já sabia que já tinha perdido mais um bebê

Um dia, entrei sozinha numa capela escondidinha dentro do Mont Saint Michel e entreguei pra Deus – faça oque for melhor pra mim e minha família!

Voltamo pra Londres e não deu outra. Mais um aborto silencioso… Fizemos novamente o exame genético e descobrimos que mais uma vez o bebe tinha um problema raro e aleatório que era incompatível com a vida. As chances de acontecer de novo são 1 em 10.000, segundo o relatório – mas comigo, aconteceu 2 vezes seguidas.

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Mas naquela mesma noite, voltando pra casa ainda com os olhos inchados, meu telefone tocou e era um headhunter com uma ótima proposta de emprego e mudança de carreira.

Foi um sinal.
Tentamos, tentamos. Dois bebes perdidos em 3 meses.
Não era pra ser, e esse foi o sinal que Deus me mandou.

Prossegui com o processo seletivo (consegui! É meu emprego atual!) e engavetei sem pestanejar o plano de engravidar e ter ter filhos em idade bem próxima.

Além disso, queria dar tempo ao tempo, queria me recuperar fisicamente e ter tempo de processar tudo que aconteceu.

Umas semanas depois fomos para Nova Iorque, depois recebi a proposta do novo emprego, e a vida seguiu em frente!

Um ano depois de tudo que aconteceu, começamos a pensar nisso de novo.

Eu fiquei relutante – não só pelo medo de passar por aquilo tudo de novo, mas principalmente por medo de engravidar tao rápido de novo! Heheh

Estava adorando o novo emprego, começando um projeto super legal e sem saber o que fazer…

Mas né? A única certeza que eu tinha, era que engravidar não era mais certeza de que eu teria um bebê 9 meses depois…

Então resolvemos tentar.

E nada. E nada. E nada.

Eu sei que pode parecer drama, e sei que muita gente passa anos e mais anos tentando engravidar e fazendo tratamentos sem sucesso.

Pra gente, foram 5 meses. Falando assim não parece tanto tempo (e não foi), mas para um casal que tinha tentado engravidar 3 vezes na vida, e conseguiu de primeira em todas elas, cada mês frustrado, era um choque.

E ai começaram os outros medos: será que aconteceu alguma coisa? Será que nunca mais poderemos ter filhos?

O fim do ano foi atribulado de trabalho e viagens profissionais, e logo depois fomos passar o fim de ano no Brasil e Peru – mas já estava com consultas e exames marcados para assim que chegarmos em casa em janeiro pra ver se tinha alguma coisa errada!

Pois bem. Chegamos em Londres numa terça feira, minha sogra chegou la em casa na quinta feira, e no sábado era a festa de aniversario de 3 anos da Bella.

Acordei naquele sábado me sentindo inchada, sabendo que ia ficar menstruada a qualquer minuto. Mas a ansiedade falou mais alto e resolvi fazer um teste de gravidez antes da festa!

Tcharam!!!! POSITIVO!!!

Bem, de la pra cá, vocês já estão acompanhando nos diários e relatos de gravidez, assim como fiz com a gravidez da Isabella!

Foi destino? Foi porque “tinha que ser assim”? Talvez.
Foi triste, e foi traumático, mas principalmente me fez agradecer e apreciar ainda mais minha network, de amigos, familiares, médicos… mas principalmente minhas amigas que já passaram por isso, que me contaram abertamente de suas tragédias pessoais sem drama nem demagogia – sem julgamentos nem culpas.
Acontecem com todo mundo, e ponto final. E precisamos falar sobre isso sem medo!

Mas por fim, queria deixar um outro recadinho, e uma outra contribuição à sociedade.

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Vamos acabar com essa mania e costume horrível de meter o bedelho da vida alheia com perguntas e palpites indelicados e mal educados sobre “E ai? Vão ter filhos?”

Indelicado, inconveniente, mal educado, e muitas vezes simplesmente cruel.

Vale a leitura de um post ótimo que o Daniel Duclos escreveu uns anos atrás, e que traduz exatamente como eu eu me sinto (e a educação que recebi em casa!) sobre isso: Não é da sua conta!

Casais tem incontáveis motivos que os levam a não ter filhos – naquele momento, ou nunca. Por sua situação atual (ainda não é hora), por opção pessoal (não querem filhos e pronto), por infertilidade, ou por desgraças pessoais, questão profissionais, financeiras, etc, etc…

“Ah, mas é só curiosidade! Não tem mal nenhum”

Tem sim!

Se você não perguntaria socialmente quanto alguém ganha, quanto pesa ou quantas vezes por semana faz sexo, então porque acham normal perguntar uma coisa intima dessas??

Mas né? Tem gente que acha que não tem problema nenhum ficar fazendo comentários e contando piadinha machista/sexista/homofóbica/racista e o escambau, e não se dão conta mesmo do nível de inconveniência e falta de educação.
Ah, mas eu não me incomodaria se me perguntassem, então não vejo problema nenhum“.
Não interessa. De repetente você também não se incomoda de ver seu amigo sendo mal educado com um funcionário, ou o tio mala fazendo piadinha machista no almoço da família – mas isso não faz com que essas atitudes sejam corretas.

E o pior:

“Nossa, ta barrigudinha – vem bebê por ai?”. Não, mas obrigada por ressaltar o quanto eu engordei.

“Ta com cara de mamãe heim!?” – Pois é, obrigada por me dizer o quanto você acha que eu estou com cara de cansada, acabada e gorda (aliais, onde já se viu as pessoas acharem que “cara de mãe” é elogio??! Só mesmo quem nunca teve filhos, né?!?)

“E ai? Tao ficando velhos heim? Não vão ter filhos?” Ou a variável “Seu filho/a esta ficando muito velho, os irmãos não vão crescer amigos”, “O fulaninho ta querendo irmaozinho, heim!!”.

“Ah, não quer ter filhos? Você ainda vai se arrepender” – essa perola é geralmente reservada para mulheres, poque né?! Como ousa uma mulher não querer ter filhos? Não querer se “completar” nessa vida?! Ah, vah….!

Eu pessoalmente passei por varias situações super indelicadas, geralmente vindas de pessoas que sequer me conhecem (via blog ou mídias sociais), apontando que estava barrigudinha depois de ter passado por uma cirurgia para retirar um bebe morto (!). Ou a(s) pessoa(s) que comentaram que eu estava com “carinha redonda de mamãe” (argh! #DedoNaGarganta) quando na verdade já sabia que o feto estava com algum problema de desenvolvimento.

Ou principalmente quando não era nada disso, e apenas estava trabalhando mais que o normal, comendo mal e a cima do peso.

Fora os vários “e ai? Não vão mais ter filhos?” ao longo dos meses, quando estávamos tentando, mas sem saber se aconteceria de novo, ou se tínhamos algum problema. E mais recentemente, quando sim, já estava gravida, mas ainda na fase de incertezas, onde diariamente alguém apontava que eu estava “peituda”, ou com “cara redonda” ou “você engordou heim? Quem te acompanha repara mesmo!!”

Será que as pessoas não se dão conta do quão indelicadas e inconvenientes e mal educadas são?

Quando eu (ou qualquer outra mulher que você acha que tem o direito de perguntar sobre sua vida intima) realmente estiver gravida e pronta para contar pro mundo, todo mundo vai saber!

Ficar perguntando, incomodando e dando seu pitaco não ajudam em nada! Se ela ainda não falou nada e não te contou, é porque ela tem os motivos dela. Tem mulheres que saem contando pro mundo (e o Facebook todo) que estão grávidas assim que fazem xixi no palitinho. Ok, opção delas. Outras podem estar com crise no relacionamento, tendo problemas no trabalho, incertezas sobre a saúde do bebê, ou simplesmente não querem te contar agora! Respeite essa decisão tão pessoal de uma mulher/casal e não fique perguntando!
(até porque, pensa só: se ela esta guardando segredo da gravidez por enquanto, seja lá por qual motivo for, o que te leva a achar que só porque você foi indelicado ela vai te contar?! Assim, só pra você?! Do tipo: “ah, então tá bom… já que você me ofendeu e foi intrusivo, então deixa eu te contar um segredo aqui….“. Por favor né?!?!?)

 

Ah! E outra: o pessoal que fica dando pitaco no sexo do bebê!

Se um casal por acaso optar por não descobrir o sexo do bebê é porque eles não querem saber, querem uma surpresa na hora do parto, e não porque querem seus palpites, ok?

Se eles quisessem saber e ter certeza de terão menina ou menino, é simples: é só ir no médico, fazer um exame e pronto. Mistério resolvido.

Mas não. Muitos casais optam justamente pelo fator surpresa, o mistério e gostinho de suspense. E NÃO optaram por sua sabedoria em relação ao formato da barriga ou do nariz da mãe (ler acima sobre falta de educação em apontar atributos físicos da mulher em relação à gravidez!), sua intuição ou achismo.

Uma amiga (vizinha/conhecida/alguém da internet) resolveu não descobrir o sexo? Basta comentar “Nossa, que legal, já estou morrendo de curiosidade.” (ou algo do tipo). Juro que não dói guardar seu palpite pra você mesmo, e ainda vai evitar uma situação desconfortável e constrangedora com a grávida em questão.

E tenho dito!

#desabafei

P.S. Algumas das imagens desse post são da campanha da Ong Britânica “Tommys” que desenvolve pesquisas sobre aborto e oferece apoio a mulheres e casais que passaram por isso. Se você esta passando por isso e precisa de ajuda, o site deles é uma boa dica.

A campanha enumerava as muitas frases que as mulheres e casais que sofreram abortos ouvem, e que por mais que sejam “com boas intenções”, não ajudam em nada nem tapam o buraco deixado pela partida inesperada de seus bebês…

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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21 Jul 2016
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Torta Cheesecake com morangos!

Com a barriga no fogao

Antes mesmo de chegar na fazenda de morangos que visitamos umas semanas atras, eu já sabia quais receitas iria elaborar com as frutas colhidas.

O que não imaginava é que íamos voltar pra casa com TANTOS morangos e framboesas tao deliciosos e maravilhosos, então acabamos comendo muitas das frutas in loco mesmo (e incrível o tanto que duraram na geladeira! Bem mais do que as frutas que compramos no super Mercado).

Os morangos já tinham destino certo: uma torta cheesecake com morangos!

A base da torta seria a mesma da receita de cheesecake que sempre faço, e já dei a receita aqui no blog, porem numa versão menor e mais simplificada (afinal, os morangos é que seriam as estrelas da receita, e não o cheesecake em si).

Então, começando pela parte do cheesecake, os ingredientes e modo de prepare são o seguinte:

 

– 1 embalagem de creamcheese em temperatura ambiente, 200gr cada

– 1/2 xícara de açúcar

– 3/4 colheres de sopa de leite

– 1 ovo inteiro

– 3/4 colheres de sopa de creme de leite (usei crème fraiche, mas pode ser creme de leite normal mesmo)

– 1/2 xícara de leite condensado

– 1 colher de chá de extrato de baunilha

– 3 colheres de sopa de farinha de trigo

– Base de torta (eu uso biscoito Maria/Maisena/Digestives triturado com manteiga com um pouquinho de água, ate virar uma “massa” facil de modelar na forma.)

A receita é exatamente a mesma do meu cheesecake, porem com tudo reduzido a 1/3, pois queria uma torta bem baixinha, para colocar os morangos por cima.

O segredo do modo de preparo é bater tudo à mão – se colocar na batedeira, a massa do cheesecake fica muito dura e perde sua “cremosidade” deliciosa!

Então começo misturando o creamcheese com o açúcar, ate estar homogêneo.

Depois as colheres de leite e o ovo, mais uma vez, misturando à mão e com bastante calma, meio que “dobrando” a mistura a cada mexida.

Depois entram o creme de leite, leite condensado e extrato de baunilha. E por ultimo as colheres de farinha, uma de cada vez e misturando bem com um fuet, para não empelotar!

Pre aqueça o forno a 180 graus, e coloque a mistura do cheesecake já por cima da massa de biscoito modelada na forma de torta.

Como as quantidades de ingredientes são menores do que a receita original, eu deixei a torta no forno só uns 35/40 minutos, monitorando se estava ficando douradinha, e também não fiz banho maria da receita original e nem deixei horas extras dentro do forno pois a intenção não era mesmo ter um cheesecake perfeitinho (essa técnica da muito certo num cheesecake tradicional, pois permite que a massa asse por igual, sem queimar, ressecar nem rachar em cima).

Enquanto o cheesecake estava no forno, preparei a cobertura de morangos!

Mais simples impossível!

Primeiro separei os maiores e mais bonitos para cobrir a torta, inteiros mesmo.

E os menorzinhos e menos maduros foram cortados e colocados numa panela com açúcar e um pouquinho de água (fui no olhômetro, ate achar que a consistência estava boa). Tem que ficar de olho para que mistura não fique liquida demais, mas também não pode ficar dura nem caramelada demais.

Adicionei também um pacotinho de gelatina de morango (mas acho que uma folha de gelatina incolor teria sido melhor, mas não achei) e uma colherzinha de vinagre de vinho tinto (que realça ainda mais o sabor do morango – mas não é um passo necessário!).

Quando começou a borbulhar e caramelizar, amassei os morangos com um amassador de purê de batatas (mas pode ser um garfo, por exemplo) ate virarem um caldo grosso, e deixei esfriar.

Deixei os dois esfriarem um pouco (tanto o cheesecake quanto a calda de morango), e fui espalhando os morangos inteiros por toda cobertura do cheesecake, até não sobrar nenhum espacinho vazio!

Ah! E fiz também uns furinhos na massa do cheesecake com uma faca, para que a calda absorvesse bem na massa!

E por fim, coloquei a calda por cima do chessecake e morangos, mais uns morangos inteiros por cima de tudo, e pronto! Eh so colocar tudo na geladeira por algumas horas!

Bem, pra começar que a torta ficou lindíssima!! Digna de uma confeitaria!

Passei o dia todo abrindo e fechando a geladeira pra admirar minha criação…

Mas o melhor mesmo foi na hora do sobremesa, quando a torta ja estava geladinha e firme, e principalmente DELICIOSA!!!

O cheesecake ficou super cremoso e docinho na medida certa, e a cobertura de morangos frescos (que são naturalmente meio azedinhos) com a calda caramelizada de morango ficou sensacional!!!

E voila! Uma torta relativamente fácil e rápida de fazer, e que cria um super efeito (pois ficou linda!) alem de deliciosa e diferente de tortas mega doces com recheio de crème custard.

Foi aprovada pela família toda, e dificílimo de resistir comer “só mais um pedacinho” varias vezes por dia, todos os dias!

 

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14 Jan 2016
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Bye Bye 2015… Hello 2016!!!

Ano novo e resoluções, Pessoal

Ao longo desses muitos anos de blog, alguns posts ja viraram “tradicao” – historia que conto e reconto, ou pequenos momentos familiares que gosto de compartilhar e registrar para a posteriadae na blogsfera.

E o post da retrospectia do ano esta, sem duvida, no topo da lista! E pela quantidade de comentarios me “cobrando” pela publicacao do post, deu pra perceber que nao sou so eu que gosto desse ritual nao!

Quando comecei essa serie de posts, uns anos atras, a intencao era nada mais do que recaptular as viagens do ano. E sem duvida esse ainda eh o principal foco, mas aos poucos ele foi virando um post-reflexao e um post-esperanca para o ano que esta por vir!

Quando fechamos 2014, eu estava pronta para uma mudanca. Queria reinventar um pouco a vida, sair da minha zona de conforto, e estava esperancosa que algumas das acoes que iniciei no final de 2014, se solidificariam.

E acho que essa foi principal tendencia do ano: Mudancas. Mudei de emprego, mudamos de casa, e a Isabella cresceu de uma bebe para uma menininha.

Foi um ano bom em nossas vidas. Mudancas boas, desejadas e outras nem tanto, mas ao me despedir de 2015, me senti feliz. Realizada.

E claro, nao perco meu otimismo nunca, e acho que 2016 vai ser ainda melhor!

Mas vamos falar de viagens ne?!

Pois eh, so que justamente por causa de tantas mudancas, 2015 foi um dos anos mais quietos dos ultimos tempos em relacao a viagens…

Eu troquei de emprego logo no comecinho do ano, entao nao quis fazer nenhum grande planejamento de viagem pro ano com muito antecedencia, ate ter uma ideia melhor de como seriam as coisas na nova empresa (e sabem como eh, ne? Se nao for planejado com antecedencia, geralmente nao sai do papel!).

Uns meses depois, recebemos a noticia que teriamos que nos mudar do nosso apartamento, onde ja moravamos ha 5 anos e gostavamos demais. Por causa disso, tivemos que cancelar uma viagem, e demos mais uma freiada em planos de outras viagens por causa dos gastos extras com a mudanca e a casa nova.

E pra completar, foi um ano intenso na vida da Isabella,  consequentemente em nossa vida familiar. Com 2 anos e pouco em 2015, esse foi o ano que demos grandes passos na vida dela, como o desfralde, a troca do berco para uma caminha de menina grande, ela trocou de turminha na creche, e alem da propria mudanca de casa mesmo. Entao nao quisemos fazer viagens que atrapalhasse demais a nova rotina nem impactasse nem regredisse as mudancas na vida dela.

E por fim, depois que o verao passou, as coisas no trabalho engrenaram de vez tanto pra mim quanto pro Aaron, entao deixamos pra la outros planos de viagem e decidimos usar o resto das nossas ferias para ir pro Brasil, fechando o ano.

Entao nosso ano de viagens foi assim:

Nos comecamos 2015 em casa em Londres, com amigos e assistido a queima de fogos do London Eye.

E ja uns dias depois, embarcamos para Pensilvania, nos EUA, paa comemorar os 2 nos da Isabella e de sua Bisavo, que fazia 100 anos no mesmo dia!

Pegamos o maior frio do mundo! Desembarcamos em plena nevasca que devastou a costa Leste dos EUA< com temperaturas modicas de -27 graus (sim, MENOS).

A bisa da Isabella faleceu semanas depois, entao foi uma viagem emocionante de ter participado de sua comemoracao de 100 anos e ter tantas boas recordacoes das duas juntas no dia de seu aniversario!

No final de Janeiro fomos em direcao aos Pirineus, e (tentamos) visitar Andorra.

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A viagem foi frustradissima, fomos pegos por uma nevasca no meio do caminho e acabamos voltando pra casa de maos abanando (e a poucos quilometros de distancia da fronteira…).

Em Fevereiro, aproveitamos que maus pais estavam nos visitando em Londres, e demos uma escapulida ate Veneza, na Italia, sem a Isabella.

Ai, posso falaro quanto foi bom viajar sem ela?! hehehe

Viajar em familia eh uma delicia, mas foi um bom lembrete do quanto nos divertimos quando estamos so nos dois juntos, o que foi otimo!

Em Marco, fugimos do finalzinho do inverno no hemisferio norte rumo ao Oriente Medio, com um outro casal de amigos e seus filhos, e passamos uns dias curtindo o sol de Abu Dhabi, nos Emirads Arabes.

 

Mas em Abril voltamos a passer frio, e passamos a Pascoa em St Petersburgo, na Russia.

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E ao longo do mes de Abril, viajei a trabalho algumas vezes pra Basileia, na Suica.

Em Maio, eu e a Isabella acompanhamos o Aaron num fim de semana em Praga, na Republica Checa, onde ele correu a Maratona da cidade com uns amigos, para comemorar seus 40 anos.

Mas foi em Junho que tivemos a verdadeira grande comemoracao!

Depois de meses de planejamento e ansiedade, nem deu pra acretidar que tudo deu certo, e consegui surpreender o Aaron com uma festa surpresa em Las Vegas, no fim de semana de seu aniversrio, com um grupo de 25 amigos e familiars, em uma de suas cidades preferidas do mundo!

Julho foi um mes tranquiloa, curtindo Londres, arrumando a casa nova e a familia.

E no final de Agosto aproveitamos um feriado prolongado para explorer as Ilhas Faroe, um arquipelago no Atlantico norte, entre a Dinamarca/Escocia e Islandia.

Foi absolutamente incrivel!!! (apesar do frio e ventania!)

Sei que ainda estou devendo os posts e fotos das Ilhas Faroe, mas prometo que em Janeiro eles saem!

No final de Setembro fomos a Bucareste, na Romania para presenciar o casamento de uma amiga

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Em Outbro, outra viagem a trabalh me levou ao Pais de Gales para um congresso.

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E minha viagem seguinte (a trabalho) em Novembro, foi justamente para Bucareste outra vez!

No final de Novembro, mais uma viagem a trabalho me levou a Kuala Lumpur, na Malasia – lugar por onde ja tinha passado algumas vezes, e foi uma delicia ter a oportunidade de voltar de novo!

Da Malasia, ememdei direto com outra viagem, e dessa vez fomos para a regiao da Alsacia, na Franca, visitar os mercados de Natal de Estrasburgo e Colmar.

E pra fechar o ano com chave de ouro, o Natal foi no Brasil, com minha familia!!

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Mas ja que estavamos por la, aproveitamos pra realizar um sonho antigo, e deixamos a Isabella com os avos e fomos para o Peru, explorer um pouco do pais e comemorar o ano novo em Lima!

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(outra viagem que ainda estou devendo tambem, mas ja ja publico!)

 

Outras parte “tradicional” desse post, eh a listagem de planos de viagem para o ano que comeca!

Tudo indica que 2016 sera um ano incrivel, e ja temos algumas viagens alinhadas!

Comecando na semana que vem, final de Janeiro, vamos passar um fim de semana prolongado em Barcelona, e (tentar!) mais uma vez conhecer Andorra.

Em Marco vamos pra Asia novamente! O plano eh passar umas 2 semanas entre Cingapura, Myanmar e Filipinas!

Em Maio vamos curtir um sol nas praias de Tenerife, nas Ilhas Canarias da Espanha.

E em Junho queremos voltar a Grecia (que foi a viagem cancelada ano passado).

Julho e Agosto ainda nao estao decididos, mas esse ano queremos viagens bem “familia” e tranquilas (leia-se praias e resorts confortaveis e mordomias), para que a Isabella possa curtir bastante e a gente possa descansar mais.

E voces? Quais os planos para 2016??

 

Planejando uma viagem para 2016?

Aqui voce encontra todas as dicas e recursos para planejar sua viagem, e podemos cuidar dos detalhes praticos para voce:

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