04 Jan 2015
6 comentários

Festa das crianças!

Dia a dia, Isabella, Natal, Trabalho

Eu fiquei meio na dúvida sobre como categorizar esse post e onde encaixar no blog, mas não quis deixar passar em branco!

Uns dias antes do natal minha empresa organizou uma festa pros filhos dos funcionários, e claro que não pensei duas vezes em levar a Isabella!

Ao longo dos anos, e em empresas diferentes eu sempre adorei esses dias “traga seus filhos pro escritório” que muitas empresas por aqui fazem – acho tão legal ver o fascínio das crianças com a vida off-pai e mãe dos pais, e é ainda mais fascinante ver como certos colegas se transformam em situações assim (meu Diretor é super durão e certinho, mas no dia das festas das crianças ele é o primeiro a pegar o microfone, rolar no chão, pintar seu próprio rosto de princesa, etc! Acho o máximo!).

Além de lembrar como se fosse ontem de ir visitar meu pai em seus escritório quando eu era pequena com minha irmã!

Nossa, achava a máquina de café e o bebedouro pura mágica e fascínio! Hahahah

E fotocópia! Nooooosa!! Se meu pai deixasse eu passaria o dia todo fazendo cópias das páginas da revista “Manchete” #DenunciandoAIdade

Então eu e Bella acordamos cedo e nos arrumamos a caráter pra festa!

(eu sei que um dia ela provavelmente vai odiar todas essas roupinhas de natal que visto nela, mas gente, como resistir essa fofurice?!)

Já cheguei lá exausta! hahahahah Mas foi meio surreal ir pra estação de trem com ela, brincar no trem, contar as estações e etc.

E mal chegamos ela já se empolgou! Brincou de colorir, “ligou” pra vovó no telefone por horas e foi dando “hello” um por um dos meus colegas no escritório!

Uma coisa que eu adoro na Isabella é o quanto ela é simpática e cheia de auto estima e segura. Eu fui uma criança super tímida e morria de pavor de situações assim (crianças que não conhecia direito, apresentações de dança, festas grandes etc), e AMO que de tímida ela não tem nada!

Se jogou na dancinha “Gangnan Style” com as crianças maiores, foi dar “high five” no Papai Noel, sem o menor medo de nada!

Ela é sempre a primeira a levantar pra dançar e participa de qualquer brincadeira sem a menor cerimônia (mesmo as que não são exatamente pra sua idade! Ela não ta nem aí!)

E na hora que estavam chamando as crianças pra dar presentes e ficava indo de uma a uma perguntando/pedindo “Agora Bella?” – e quando o papai Noel chamou o nome dela… nossa, que felicidade! Saiu correndo e um abração no pobre coitado do estagiário que pegaram pra Papai Noel! Hahahhaha

Foi uma manhã deliciosa, e espero que façam outra ano que vem!

Adriana Miller
Siga me!

Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Adriana Miller
Siga me!

Latest posts by Adriana Miller (see all)

Adriana Miller
6 comentários
03 Jan 2015
15 comentários

Meu Peru (morreu) na Vespéra! (e nossa comemoração de natal e Ano novo em Londres)

Amigos, Dia a dia, Natal, Vida no Exterior

Os leitores das antigas vao reconhecer o post – todos os anos eu recebo amigos em casa para uma festa de natal “fora de época”, que se nao me engano, ja existe ha mais de 8 anos!

A primeira festa comecou com uma ideia simples: juntar os amigos dos flatmates da casa onde eu morava e celebrar o natal da nossa “failia longe de casa”.

Na época éramos todos estudantes ou em inicio de carreira, solteiros e sedentos por festa, e o nome engracadinho surgiu justamente por causa da empolgação e antecipação que todo mundo ficou por causa da festa.

E realmente foi o máximo! E ano apos anos, ja la para Setembro ou Outubro eu comecava a receber e-mails dos amigos perguntando quando seria a festa de Natal!

Ate hoje muitas das piadinhas internas sao originarias dessa época, pois as festas realmente sempre foram o máximo!

Mas ai, fast foward mais de 9 anos e a verdade eh que tudo mudou – muita gente agora mora fora de Londres, a grande maioria ja casou e teve filhos, estão estabelecidos em suas carreiras e afins, o que faz com que a necessidade e ansiedade pela festa seja bem menor.

E como o propósito da festa sempre foi ser o natal da “família longe de casa”, isso acabou se perdendo também, pois hoje em dia a maioria esmagadora dos nossos amigos tem suas próprias famílias e suas mil e uma atividades natalinas.

Entao esse ano ate chegamos a planejar uma, ai alguém cancelou de ultima hora, o filho do fulano ficou doente, sei la mais quem teve uma viagem de trabalho de ultima hora… e eu, bem, não estava nada empolgada para festa, que ia cair bem no auge da correria no trabalho + pós viagem.

Então convidei e depois desconvidei todo mundo.

Mas ai nunca conversa com uma amiga que também ia passar o natal em Londres tivemos a ideia de juntar as famílias para uma ceia de natal – e numa conversa com uns outros amigos que também iam passar o natal sozinhos, resolvemos juntar as famílias no dia 25.

Esse ano resolvi não fazer o Peru assado, pois seria muito trabalho para pouca gente (até porque geralmente a festa do Peru é no fim de semana e tenho o dia todo pra preparar tudo, e esse ano dia 24 foi numa quarta feira e (tecnicamente) eu trabalhei de manhã (em casa, mas mesmo assim).

Então o meu foi um pouco mais simples, com pernil (Gammon) e presunto (cured Ham), legumes assados, purê de batatas e vários outros acompanhamentos natalinos – e uma de minhas amigas foi responsável pela sobremesa.

Eu também fiz meu (maravilhoso) cheesecake, mas só para dia 25 (e aí foi minha vez de levar a sobremesa, e quis caprichar!).

E como éramos um grupo pequeno, o jantar ficou com mais ar de “Natal” mesmo e não só de festerê, então deixei meu lado Amélia aflorar e me empolguei nos detalhes, na decoração da casa, na mesa, bebidas e coisinhas fofas de natal!

É tão fácil achar essas coisas fofas por aqui nessa época, me empolguei!

E foi ótimo também ter outras crianças na casa – fica tão mais legal e mágico! O difícil mesmo foi mante-los longe da árvore de natal!

Esse ano não foi o primeiro natal da Isabella, mas achamos que ela estava empolgada com os presentes embaixo da árvore, a árvore de Natal e o clima de festa então quisemos criar algumas tradições de família pra gente – sabe aquele tipo de coisa divertida de fazer na infância mas que com certeza ela vai odiar na adolescência?

Pois é, então compramos pijamas natalinos combinadinhos pra família toda (nem minha cunhada escapou!) – definitivamente valeu o mico – as gargalhadas valeram a pena!

E claro, a meia noite abrimos os presentes, regados a champagne a sobremesas!

Definitivamente fui uma boa menina essa ano! Papai Noel caprichou!

No dia 25 acordamos cedo e foi a vez da Isabella abrir seus presentes! Confesso que rolou uma exagero, e acabou que ela nem abriu tudo (guardamos algumas coisas pro aniversário dela, daqui a 3 semanas), e por mais que ela tenha adorado abrir os presentes, e os presentes em si, ela não dá valor na “quantidade” (coisas de Americanos, o Aaron queria que ela tivesse uma montanha de embrulhos!) e a cada presente que abria ela queria logo ir brincar, mas ainda tinham outros pra abrir… enfim, acabou sendo confuso, então decidimos focar em apenas alguns, e acabou sendo um sucesso!

No meio da manha seguimos em rumo a casa de nossos amigos no sul da Inglaterra, para a segunda fase da festa!

Foi mais um dia inteiro de comilança, bebelança e mais presentes.

O anfitrião é um super cozinheiro e nos recebeu com um super Beef Wellington, um clássico da culinária Britânica e estava simplesmente in-cri-vel!

A sobremesa, claro, foi meu super cheesecake!

E dormimos lá mesmo, então nada melhor do que nosso pijama temático para bater papo madrugada a dentro com amigos de longa data!

 

Já o revellion foi mais ou menos no mesmo esquema. Na verdade não íamos fazer nada não, ficar em casa e assistir os fogos no London Eye, mas uns dias antes saímos pra jantar com uns amigos dos EUA que vieram pra Londres só pra ver os fogos, mas não sabiam que agora precisa comprar ingressos!

Então eles acabaram indo jantar com a gente lá em casa e assistimos os fogos todos juntos! (mais fotos dos fogos aqui)

[sarbox]

Adriana Miller
15 comentários
28 Aug 2014
103 comentários

SAL: Morar e Trabalhar na Inglaterra e Europa – Vale a pena?

Blog, S.A.L., Vida no Exterior

Uns dias atras a Claudia escreveu um post bem interessante sobre morar nos EUA – e me fez pensar sobre as quantas vezes por dia/semana/mes eu respondo a mesmissima pregunta a leitores que querem morar na Inglaterra e na Europa.

travel

–          Vale a pena?

–          E quem nao tem passaporte Europeu? Como funciona?

–          Como vai ser a vida por ai?

–          Como voce conseguiu se adaptar?

Esse tipo de duvida sempre aparece por aquí, e ja virou tema de alguns posts “SAL”, mas ultimamente tenho reparado um aumento nos e-mails. Nao sei se foi porque o Brasil perdeu a copa, se eh por causa das eleicoes… mas realmente nos ultimos meses diria que 80% dos e-mails que recebo de leitores sao sobre isso: quero morar em Londres/Inglaterra/Europa. Qualquer coisa serve!

As vezes chega a ser engracado, e tenho que reler o e-mail para ter certeza que nao eh a mesma pessoa mandando o mesmo e-mail varias vezes… mas as perguntas sao tao iguais, que as vezes rola ate um copy/paste na minha resposta!

–          Mas e ai, vale a pena morar fora?

Essa eh uma das perguntas mais impossiveis de responder, pois depende de tanta coisa!

Depende de sua condicao atual no Brasil/Portugal/Angola/Mocambique/etc. Depende do que voce espera dessa mudanca. Depende da sua idade e apetite para se “aventurar” e passar certos perrengues. Depede de quanto tempo voce pretende ficar por aquí.

A maioria das pessoas que querem se mudar de seu pais de origem estao em busca de uma “vida melhor” – seja financeira, seja pela seguranca, ou seja pela ilusao que em outros paises a vida eh bem melhor.

Tudo isso pode ser verdade. Ou tudo isso pode ser um grande equivoco.

No outro dia ouvi uma expressao que fez bastante sentido: Muitos imigrantes saem do “primeiro mundo” do “terceiro mundo” para ir morar no “terceiro mundo” do “primeiro mundo”. Entao voce tem que ponderar bastante o custo beneficio do que vai deixar para tras, e o que vai ganhar em troca.

Vejamos a minha situacao.

Quando sai do Brasil tinha acabado de fazer 24 anos. Recem formada, com um bom emprego, mas sem nada que me prendesse em lugar nenhum. O que acontecesse era lucro! Sai do Brasil sem prazo definido para voltar, ou sem saber se queria ficar “para sempre”, mas com disposicao para adversidades, e sem medo do que viesse pela frente.

Mas ainda assim me preparei para o pior: passei anos juntando dinheiro para me manter “caso tudo desse errado” (minha meta financeiao era de 1 ano conseguindo me bancar so estudando, caso nao conseguise trabalhar. Meus pais me apoiaram muito em tudo, mas a aventura era minha. Se quisesse ir, tinha que me preparar e me virar!), terminei a faculdade e me formei em um curso bem “flexivel” (Economia), fiz varios cursos preparatorios na area que queira estudar (Turismo) e durante anos estudei linguas (Ja falava Ingles 100% fluente, tinha um nivel de Espanhol e Italiano muito bom – o suficiente para ter conseguido me comunicar com as Universidades na Espanha e ser aceita num curso de mestrado, e ter passado uns meses morando e estudando na Italia).

Entao tudo isso contribuiu para que a sitauacao desse “certo”: estava segura financeiramente, mas ao mesmo tempo super preparada para conseguir disputar um emprego. Passei muitos perrengues, mas aos 24 anos, eles foram mais motivos de orgulho e de superacao do que verdadeiros problemas.

E principalmente cheguei na Europa sabendo que da mesma maneira que nao tinha nada me prendendo no Brasil, tambem nao teria nada me prendendo na Espanha (e depois Inglaterra), e portanto, se tudo desse errado, poderia voltar para casa, sem o menor problema.

Entao acho que a moral da historia desse meu “causo” eh:

O quao confortavel eh sua vida em seu pais de origem?

O quao preparado voce esta para a vida em seu pais de destino?

E sobre a mentalidade de “qualquer coisa serve” – serve mesmo? Sub-empregos? Morar mal? Passar frio? Discriminacao? Eh preciso pensar bem.

O que voce espera da vida no exterior? Uma simples experiencia internacional? Estudar e se especializar? Alavacar a carreira? Mudar de area profissional? Aprender uma nova lingua?

Pense bem nos seus motivos, e pense bem nas possiveis consequencias e mudancas no estilo de vida (que todo mundo sempre acha que vai ser melhor, mas a realidade eh que geralmente eh bem pior).

Nao adianta achar que “qualquer coisa serve” e o que importa eh conseguir morar fora, se depois vai reclamar do frio, da falta de grana, de ter que dividir apartamento com estranhos, de passar perrengue, da comida que eh diferente, dos precos que sao altos, da lingua, da falta de empregada/manicure/baba/comida da avo e afins.

 

–          E quem nao tem passaporte Europeu? Como funciona?

 

Infelizmente nao é possível trabalhar no Reino Unido/Europa com passaporte Brasileiro/nao-Europeu. Apenas cidadãos Europeus, ou caso você arrume um visto de trabalho.

Nao sei detalhes específicos sobre regras de imigração e pedidos de visto em outros países, mas a Inglaterra cancelou quase todos os tipos de vistos profissionais e tem dificultado cada vez mais a imigração.

Ate uns anos atras era possível fazer solicitação de vistos “profissionais” para certas áreas (as áreas mais comuns como Administração e engenharia normalmente não eram incluídas, esse tipo de visto era mais para “qualificcaoes” e “habilidades” mais raras, difíceis de achar na Europa), mas infelizmente isso mudou bastante, e ate mesmo pelo lado do RH, hoje em dia é praticamente impossível conseguir contratar um nao-Europeu (caríssimo e super burocrático para as empresas, então geralmente isso se reserva a transferências internas super high profile).

Sim, todo mundo ja ouviu alguma historia do primo-do-amigo-do-vizinho que veio, conseguiu um emprego e um visto e se deu bem. Mas os tempos sao outros, e nos ultimos anos o “Home Office” (area do governo Britanico que administra imigracao e vistos) tem estado cada vez mais “anti” imigracao.

Muitos vistos de trabalho foram cancelados e simplesmente nao existem mais (vide o finado “Highly Skilled Migrant Visa”, que era tao comum ha uns 4 ou 5 anos atrás – um visto temporario de trabalho para imigrantes com qualificacao superior).

Pelo lado do RH, ate mesmo os vistos conseguidos atrás de empresas e “sponsorships” hoje em dia sao praticamente impossiveis: pelo lado do RH e empregador, alem do aumento na burocracia e custo, ja nao sao mais todas as empresas que tem o “direito” a contratar extrangeiros (nao europeus), e portanto essa trabalhaiera toda hoje em dia esta limitada a transferencias internas e para funcionarios de alto escalao.

Para quem vier como estudantes, terão direito a trabalhar algumas horas por semana, que nao será suficiente pra se manter durante o curso e dificulta um pouco na hora de procurar vagas de empregos “de verdade” em empresas e tal (geralmente trabalhos part time para estudantes de língua sao apenas em pubs, lojas e a afins. Umas horinhas aqui outras ali, com intuito de praticar a língua e se adaptar na sociedade, e nao de pagar as contas nem virar carreira).

Quanto a trabalhar em empregos “na área”, ou empresas de consultoria, multinacionais ou qualquer outra empresa, sem passaporte nem visto, nada feito.

Uma boa opção é fazer algum curso, ficar um tempo pra curtir a cidade e voltar pro Brasil com uma qualificação a mais. Mas diria que “vir pra ficar” hoje em dia é praticamente impossível pra quem nao tem cidadania Europeia.

Mas claro, sempre tem alguem que acha que vale a pena assim mesmo, que se arrisca numa vida ilegal. Mas ai eu volto ao meu ponto acima: vale a pena?

Que melhoria eh essa de vida que voce espera ter que acha que vai valer a pena viver fora da lei, nao ter acesso a hospitais, nao ter direito a coisas simples como abrir uma conta em banco nem alugar um apartamento, nem poder viajar para passear nem visitar a familia.

Entao temos que ser realistas. Eu tenho muita vontade de morar em algum lugar na Asia, ou quem sabe na Australia. Mas ate o momento, isso nao foi possivel (nao tenho visto, nem possibilidades de transferencias, nem de trabalho, nao conheco a lingua, etc, etc, etc). Entao deixei para la. A vontade existe, mas ao mesmo tempo, se colocar tudo no papel, nao acho que os riscos “valem a pena”.

 

–          Como vai ser a vida por ai?

–          Como voce conseguiu se adaptar?

 

Bem, seu estilo de vida vai depender demais de todos os fatores acima.

Se voce ja veio preparado e com uma poupanca confortavel, vai poder estudar numa boa, curtir algumas viagens, comer fora de vez em quanto e tals.

Se a poupanca esta mais apertada, a vida ja vai ser mais limitada, e viver em Londres com salario de inicio de carreira nao eh facil (digo por experiencia propria!).

Se voce tem passaporte Europeu, boa qualificacao e bom nivel da lingua local, suas chances de conseguir um bom emprego na sua area profissional sao boas – mas lembre-se: Londres eh a cidade das oportunidades, mas tambem eh a cidade da concorrencia. Voce nao eh o unico extrangeiro com um bisavo Italiano que sonha em trabalhar em Londres, e estara concorrendo com milhoes de Ingleses, Europeus, Australianos, Sul Africanos, Neo Zelandeses e afins.

Faca uma auto analise sobre sua qualificacao, e sobre o que realmente voce tem a ofercer e de diferencial, e aprenda a explorar isso (eu ja falei sobre como aprendi a valorizar minha carreira aquí).

Mas ainda assim a vida eh diferente.

Voce vai morar sozinho, mas provavelmente dividindo um apartamento com outros estudantes/profissionais em inicio de carreira (eu achei isso o maximo quando vim para ca, uma otima maneira de conhecer pessoas, se integrar e socializar, mas me surpreendo com a quantidade de gente que tem fobia de se quer pensar em dividir apartamentos com estranhos!).

Nao tera acesso aos luxos de “primeiro mundo do terceiro mundo”, e vai ter que aprender a rebolar para se virar sem a mamae, empregada, faxineira, dermatologista, personal trainer, e a roupa “magica”, que voce larga no chao do banheiro e milagrosamente aparece passada na sua gaveta uns dias depois!

 

E entao eu acho que isso tudo vai influenciar a sua adaptacao.

Eu acho que me adaptei muito bem, logo de cara!

Ja cheguei sabendo o que me esperava, e diria que estava ate mesmo ansiosa pelos perrengues que a vida traria! Pode parecer louco, mas eu queria passar por dificuldades, queria me superar, queria me sentir independente e forte.

Alguns momentos eu tirei de letra, outros foram muito dificeis, mas todos eles fizeram quem eu sou hoje em dia.

E sem falar que a vida de um expatriado hoje em dia eh taaaaaao mais facil do que “na minha epoca” Hahahah

FaceTime, Skype, SmartPhones, Midias sociais etc… so nao vive conectado quem nao quer!

Claro que a saudade bate, voce vai perder as reunioes da familia, vai querer pedir colo para sua mae e nao vai participar das festas dos amigos.

E isso, minha gente, nao eh para os fracos! Eh uma grande dose de sacrificio pessoal… mas nao se preocupe, a gente se adapta! Faz novos amigos, cria uma nova familia e novos momentos.

E ai voltamos pro “vale a pena”?

E isso so voce sabera responder.

Adriana Miller
Siga me!

Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Adriana Miller
Siga me!

Latest posts by Adriana Miller (see all)

Adriana Miller
103 comentários