24
Jul
2014
Santorini: Aspa Villas Hotel
Escrito por Adriana Miller

Como eu contei no post sobre nossa viagem a Santorini, o planejamento da viagem foi bem simples, pois nao tinha a menor duvida de que queria ficar em Oia – ou nada feito.

Entao o ponto principal foi escolher bem o nosso hotel - localizacao, conforto, comodidade, e claro precos.

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Nao ha sombra de duvidas que qualquer viagem a Santorini eh cara, e quando suas opcoes estao limitadas a Oia (que eh a parte mais bonita e bacana da ilha), os precos tendem a se elevar ainda mais. Mas pra falar a verdade, existem MUITAS opcoes bem baratinhas, basta que seus pre-requisitos sejam mais relax.

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Mas esse nao foi meu caso: eu tinha uma ideia muito especifica sobre o que precisava ter num hotel em Santorini: O principal, claro, era a localizacao. Nao so estar em Oia, mas bem pertinho do centro do vilarejo, e de preferencia perto da rua/estrada principal, para evitar as escadarias vertiginosas com uma bebe (e seu carrinho, tralhas e afins) a tira colo.

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O segundo ponto era uma belissima vista – e nisso incluia a vista pro mar e vista para a cidade (sim, ao mesmo tempo), com uma varandona (so janela nao servia!).

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Por um motivo bem simples: nossa nova “tecnica” pra viajar com a Isabella agora nos meses de verao na Europa, inclui apenas ficar hospedado em hoteis que tenham quartos com varanda; assim podemos colocar ela pra dormir numa boa, no seu horario certinho e rotina regradinha, mas sem limitar os nossos horarios e “vida noturna”.

Ou seja, assim que ela dorme, nos vamos pra varanda, abrimos uma garrafa de vinho, uns petiscos, e ficamos namorando e batendo altos papos admirando a vista – sem ter que ficarmos trancados no quarto do hotel, no escuro e vendo TV sem som pra ela nao acordar #realidade #ViajandoComCriancasDaDepressao

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Essa tecnica tem dado super certo e estamos adorando (tambem fizemos isso em Bodrum na Turquia e foi otimo)!!! Vai ser dificil quando voltar a fazer frio por aqui!

E por fim, piscina. Primeiro porque crianca adora piscina, e sabiamos que apesar de estar numa ilha Grega, nao iriamos a praia. Mas com o calorao de Junho, precisavamos de uma piscina pra refrescar ao longo do dia.

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A verdade verdadeira eh que meu sonho era ficar num hotel que – alem de todos os requisitos acima – tambem tivesse uma piscina de borda infinita. Mas encontrei dois grandes problemas em minha busca: primiro que a maioria dos hoteis que oferecem esse tipo de piscina custam uma pequena fortuna (coisa de 1000 Euros por dia, no minimo, na alta temporada), e os poucos hoteis pagaveis com esse tipo de piscina nao aceitavam criancas, por questoes de seguranca (se pensarmos bem, boarda infinita numa cidade-penhasco como Santorini realmente nao eh seguro).

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Entao tive que aceitar que borda infinita em Santorini so mesmo numa futura viagem – sem a Isabella!

Pois bem, quando achei o hotel Aspa Villa quase nao acreditei!

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Bem na entradinha da vila de Oia, mas ainda na estrada principal (= sem escadrias!), construcao tradicional de Santorini com quartos estilo “caverna” (sao os hoteis mais charmosos!), piscina, e super varandona de frente pro mar e de quebra com a vista linda de Oia (ja que estavamos bem na ponta de entrada da cidade) com as casinhas brancas e uma igrejinha de telhado azul!

Para completar, os quartos ainda sao “estudios”, e portanto todos tem um mini cozinha (otimo com criancas!)!

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Reservei um dos estudios “caverna tradicional” e logo no dia seguinte a dona do hotel, a Nikoleta me mandou um e-mail avisando que como estariamos com uma crianca, ela tinha dado um upgrade na nossa reserva para um estudio um pouco maior!

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Para nossa surpresa, ficamos num estudio de 2 quartos (entao a Isabella teve um quartinho so pra ela), um banheiro reformado novissimo, uma cozinha (bem simples, mas deu pro gasto!), com aquela varandona  exatamente como sempre sonhei!!

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Um ponto negativo eh que o hotel nao tem cozinha, logo nao servem cafe da manha, nem refeicoes; mas em compensacao tinha um mini-mercado a cerca de 30 metros de distancia que vendia de tudo – alem de termos comprado nosso cafe da manha la (para comer na nossa varanda todas as manhas, claro), ainda compramos quantidades vergonhosas de azeitonas temperadas, vinhos produzidos na ilha, saladas gregas, e uma inifidade de delicias! E claro, como estavamos a 5 minutos do centro de Oia, o que nao faltaram foram otimos restaurantes bem pertinho.

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A piscina era pequena, que eh normal em Santorini, e apesar de nao ter a borda inifnita que sempre quis, supriu nossa necessidade, brincamos bastante com a Isabella, e nos refrescou nos momentos de desespero sob o sol Grego! (Ah, e tambem tem uma jacuzzi/hot tub no andar de cima, que acabamos nao usando).

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O hotel Aspa Villas nao esta entre os top hoteis de luxo da ilha, nao mesmo, mas foi essencial para que nossa experiencia em Santorini tivesse sido TAO boa! Pois foi exatamente como sempre sonhei que seria!

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E pra completar nosso caso de amor com o hotel, ainda descobrimos que o melhor por do sol da ilha, na verdade, estava a poucos degraus de nosso quarto, no patio do hotel (entre o Aspa Villas e o Nikko Villas), que alem de nao ter as massas de turistas se acotovelando, ainda tem a vista perfeita do sol se pondo no mar de um lado e o centinho de Oia do outro! Sensacional!

 

Categorias: Grecia, Santorini, Viagens
24
18
Jul
2014
Grecia: Santorini
Escrito por Adriana Miller

Vamos fazer um exercício. Feche os olhos e pense na palavra “Grécia”.

Qual a primeira cosia que vem na sua cabeça? Iogurte? Salada? Deuses? Ruínas e Templos?

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Pra mim sempre foram casinhas brancas e igrejas de telhado azul! Me lembro da primeiríssima vez que fui a Grécia, na ilha Korfu (ha 10 anos atrás!!! #TôVelha) e como a primeira vista me senti tão decepcionada… Cadê as casas branquinhas? Cadê as ruas de mármore branco?!

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Foi um certo “choque” descobrir que na verdade nem todas as ilhas na Grécia são assim. E ai eu entendi: esse paraíso que habita os estereótipos da Grécia mundo a fora tem um nome, e se chama Santorini!

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Olha, não me perguntem por que então nunca tinha ido a Santorini! Acho que um misto de distancia, dificuldade de voos, tempo, dinheiro e o imaginário de que seria um viagem cara demais de se fazer (o que não deixa de ser verdade, mas existem variações para todos os bolsos!). Então todos os anos quando começava a planejar minha listinha de desejos de viagem Santorini entrava e saia da lista mil vezes. Os voos não encaixavam com os feriados, os preços estavam altos demais, ou então preferíamos conhecer algum lugar novo. Seja lá o que foi, Santorini sempre acabou ficando pra depois!

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Mas esse ano decidi que essa seria minha meta!! Entre varias outras coisas e lugares, ao planejar viagens e ferias para esse ano, decidimos que queríamos revisitar alguns lugares, explorar melhor certas regiões de países que já conhecíamos e coisas do tipo, em vez de só pensar no “novo” e “inédito”. Além disso, agora com a Isabella maiorzinha, queríamos fazer algumas mini-ferias mais relaxantes, que fossem divertidas pra ela também (leia-se tempo bom pra ela andar livremente, piscina, parquinhos e afins).

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E finalmente chegou o dia! Marcamos um fim de semana prolongado, que serviu de pretexto para comemorar o aniversario do Aaron e dia dos pais na Europa e lá fomos nos, passar 3 dias (e 3 noites) em Santorini!

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Na verdade nosso planejamento foi bem simples: Iríamos para Oia – uma das “cidades” da ilha – e ponto final.

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Ok, ok, Santorini como um todo é linda, tem muita coisa para oferecer e tals, mas não estava interessada. A parte realmente bonita, as fotos de cartão postal, as ruas lindas e as igrejinhas de telhado azul estão todas lá. O resto é bônus.

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Existem varias outras cidadezinhas em Santorini, cada uma com seu perfil: Thira (Fira) a capital (e onde esta o aeroporto) tem um perfil mais “baderna” e mochileiro – as hospedagens são mais baratas, as ruas são lotadas de opcoes de fast food e os bares e night clubs disputam porta a porta. Mas por outro lado, é uma região bem central que faz com que explorar o resto da ilha seja bem fácil (ótima pedida pra quem realmente quiser conhecer Santorini como a palma da mão).

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Tem também Imeriglovi, o vilarejo entre Thira e Oia, um pouco mais secundário e tranquilo. Uma opção mais família, que oferece hospedagem mais em conta, mas ao mesmo tempo afastado da fama de festeira da capital.

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Tem também Perissa, ótima opção pra quem só pensa em praia (ja que no resto da Ilha, o acesso a praias é bem difícil).

Entre muitas outras…

E claro Oia.

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Sabe todas as fotos que você já viu de Santorini? Foram feitas em Oia. Sabe o por do sol tão famoso da Ilha? Pois, é, também em Oia. Ou seja, não importa onde vc vai se hospedar, mas seus passeios serão em Oia.

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Enfim. A verdade é que acho que deve ser difícil não amar a ilha, mas para ter aquela experiência dos sonhos mesmo – pra mim – só em Oia. (sou chata assim mesmo!)

E tem outra. Como seria uma viagem relativamente curta (apenas 3 dias – inteiros – por la), queríamos relaxar e estávamos com a Isabella a tira colo (com 17 meses na época), a ambição da viagem era simples: não fazer nada! Então para isso a localização era chave!

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Passeio nas viniculas? Não obrigada. Passeio de barco no por do sol. Não obrigada. Alugar carro pra pular de praia em praia (que na verdade nenhuma delas é bonita) ou ficar andando na garupa de mulas pra subir e descer do porto? Ah…. obrigada, mas não obrigada!

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Me perguntaram no Instagram se era tranquilo de viajar pra Santorni com crianças, já que muitas vezes o feedback é negativo (e a ilha tem mesmo essa imagem de ser mais “casal” mesmo). E minha resposta foi: depende.

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Mas depende de que? De você e suas expectativas. Seu estilo, o estilo (e idade) de seus filhos e afins.

Afinal, qualquer lugar do mundo pode ser “friendly” com crianças, se os pais assim o quiserem, certo?

Alguns pontos a levar em consideração:

- Jantar a luz de velas durante o por do sol: o costume e horário de jantar na Grécia é tarde, tipo as 9 da noite, e durante esse período do verão o sol só se põe lá pras 9:30/10 da noite – então já sabíamos muito bem que esse programa não seria possivel pra gente, pois a Isabella tem uma rotina mais regrada (e cedo) no dia a dia na Inglaterra e não queríamos bagunçar tudo so por causa de uma viagem de 3 dias. Então todas as noites jantamos mais cedo (para ela nos acompanhar sem estar cansada e irritada), e ainda voltávamos pro hotel a tempo de assistir o por do sol na nossa varandinha curtindo um bom vinho e azeitonas Gregas! E ao contrario do que imaginávamos, todos os restaurantes foram super simpáticos e receptivos com ela (e as varias outras famílias que vimos por la), e por jantar mais cedo, nao tivemos problemas com reservas, mesmo em plena alta temporada!

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- Hotel: Uma dos pontos principais do planejamento da viagem na minha opiniao (gostei TANTO do nosso hotel que vou fazer um post separado!). Infelizmente, muitos dos hoteis mais “trendy” e “boutique” de Oia nao aceitavam crianças (e alguns por uma questão de segurança mesmo, ja que a ilha eh muito rochosa e cheia de precipícios), mas ao mesmo tempo nao queriamos nos limitar a um hotel que se resumisse ao quarto. Entao catei, catei, catei ate achar um hotel bacana que ficasse a poucos passos (e degraus! Como tem degraus nesse lugar!) do centrinho de Oia (nada de ter que pegar carro, onibus ou taxi pra cima e pra baixo por la), e com uma varandona de frente pro mar e com a vista da cidade.

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Assim, todas as noites colocavamos a Isabella pra dormir (com a rotina certinha e horario regradinho dela), e imediatamente iamos pra nossa varanda assistir o por do sol, abrindo uma garrafa de vinho e com uns petiscos 100% Grego, enquanto namoravamos, batiamos altos papos filosoficos, e claro, muitas fotos da paisagem!

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- Passeios: Vejamos bem. Nao é que eu ache que eh impossível fazer passeios mais aventureiros em Santorini com crianças pequenas, não mesmo. Apenas não era o tipo de coisa que estava afim de fazer. O sol e calor de Junho na Grécia fariam com que passeios nas viniculas fossem torturantes pra ela, os passeios de barco seriam muito caóticos com um bebe que ja anda e as praias simplesmente não me pareceram bonitas, interessantes nem atrativas o suficiente pra me convencer que seria uma boa ideia ir ate la (com ou sem a Isabella). Então outro ponto essencial na escolha do hotel – piscina! Ponto que pra mim foi crucial junto com a localização; e foi ótimo poder dar uma passadinha na piscina do hotel no meio da tarde, quando o calor apertava, se refrescar, tirar uma soneca, e depois voltar pro fim de tarde/jantar na ruazinha principal).

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Ou seja, se você tem alguma coisa imprescindível, daquelas que “se não puder fazer isso prefiro não ir”, e essa tal coisa não seja muito amigável para famílias (como alguns dos exemplos acima), então não vá. (ou vá sem as crianças).

Então afinal, o que fizemos nesses dias por la? (outra pergunta que recebi no Instagram: O que tem pra fazer em Santorini?)

Bem, como comentei, nossa experiência foi limitada a Oia, e durante os 3 dias que ficamos por lá, tivemos muitas coisas pra ver e fazer!

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Pra começar que a cidade eh um desbunde de tao linda! Uma paisagem que você olha, olha e não cre que aquilo tudo realmente é de verdade! Nao precisa de filtro do Instagram e muito menos de photoshop!

A ruazinha principal corta todo centrinho da cidade e eh ponteada de bares, cafes, lojinhas, restaurantes e afins.

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A partir dessa ruazinha principal, existe mais um emaranhado de ruelas e vielas onde desbravamos as paisagens mais incríveis da ilha: as Igrejas escondidas, os portões das casas dos locais, as tabernas que se debruçavam no mar.

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Só pra dar uma ideia, apesar de ser uma cidadezinha mínima, levamos 2 dias pra conseguir chegar na ponta da cidade (onde fica o “castelo”, o famoso ponto para assistir o por do sol), pois nesse entra e sai de ruelas, para pra beber alguma coisa num cafe, entra na lojinha, tira foto aqui, tira foto acolá, etc, etc, passavamos hooooras do nosso dia, então mesmo depois de ter passeado e batido perna o dia todo pela cidade na sexta feira (quando chegamos na ilha), só no sábado é que fomos ate a ponta ver o moinho de vento e as ruinas do castelo.

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Mas isso também, claro, considerando que pressa não fez parte de nosso vocabulário: parávamos pra almoçar e nos deliciar (com a comida E a vista) por hoooooras sem pressa, quando o calor apertava no meio da tarde, voltamos pro hotel pra brincar na piscina com a Isabella, tiramos um gazilhao de fotografias e coisas do tipo.

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E nem da pra montar um “roteiro” ou lista de coisas que “tem que fazer”, porque Oia por si só, já é isso tudo. Mas os pontos – turisticamente – imperdíveis são as igrejas ortodoxas, as ruelas de escadas pintadas de branco, o castelo (ruínas apenas) que eh o point de assistir o por do sol e o moinho de vento (bem em frente ao castelo).

Algumas dicas:

O por do sol famoso, realmente eh o do “castelo”, na pontinha da ilha. Mas para conseguir uma boa vista (na verdade pra conseguir um lugar e se quer chegar ate la perto) eh preciso chegar SUPER cedo. E esperar. E esperar, e esperar. O Aaron foi ate la na primeira noite, pra “investigar” se era isso tudo mesmo e tirar umas fotos. E realmente as fotos ficaram incríveis – mas o feedback foi que a confusão, lotação e espera (pra guardar seu lugar) não valeram a pena. Então não voltamos mais.

Mas se você não estiver hospedado em Oia, ou for passar apenas 1 dia/noite na ilha e for sua unica chance de ver o por do sol, então não perca a oportunidade!

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Mas pra falar a verdade o por do sol que mais gostei mesmo – o mais fotogênico, mais bonito, tranquilo e afins – foi no pátio do nosso hotel (na verdade na ruelinha entre a Aspa Villas – nosso hotel – e o Nikko Villas, o hotel vizinho), onde conseguimos ver perfeitamente a “ponta” e a geografia da ilha, e de bônus, vemos o sol se por num lado da caldeira, e ao mesmo tempo o centrinho da cidade e a igreja ortodoxa de cupula azul bem ao lado. Não tem nem como descrever!

Entao se muvuca nao for sua praia, e voce quiser umas fotos mais originais do por do sol de Santorini, lá eh seu lugar!

 

Santorini na Pratica:

- A ilha tem duas formas de entrada: por barco ou avião.

Por via marítima (seja durante um cruzeiro ou de ferry vindo de Atenas ou das outras ilhas) eh como a maioria das pessoas chegam por lá, mas não é exatamente a forma mais rápida.

Existem varios tipos de ferry e catamaras ligando a ilha a outras ilhas ou Atenas, mas em sua maioria, apesar de mais baratas, demoram muitas horas, entao eh necessario dedicar um dia de viagem so pra isso. Ótimo pra quem vai passar bastante tempo na Grecia, mas não tão boa ideia assim pra quem tem pouco tempo (ou quer fazer várias ilhas/cidades na mesma viagem).

Porém Santorini tem um aeroporto internacional, nos arredores de Thira (Fira), a capital da ilha, com inúmeros voos ao longo do dia vindos de Atenas (cerca de 40 minutos de voo) e de outras ilhas (durante a alta temporada), e alguns voos diretos vindos das principais capitais Européias durante o verão (na ida fizemos Londres – Atenas – Santorini num voo Aegean Airlines, e na volta pegamos um voo direto Santorini – Londres com a British Airways).

 

Categorias: Grecia, Santorini, Viagens
35
14
Jul
2014
Atenas: roteiro de 1 (ou 2) dias
Escrito por Adriana Miller

Esse ano esta sendo o ano das re-visitas a lugares queridos, e logo depois de ter voltado a Budapeste, na Hungria, surgiu uma oportunidade de voltar a Grecia, e re-visitar Atenas a trabalho.

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A viagem foi super corrida e de ultima hora, então não deu muito tempo de fazer planos nem esticadinhas, mas ainda assim consegui aproveitar um pouquinho da cidade e rever algumas áreas favoritas.

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Mas posso ser sincera? Atenas não esta entre minhas favoritas não. A cidade é suja, caindo aos pedaços, perigosa e com a crise atual (e 6 anos depois de minha ultima viagem pra lá) as coisas estão ainda piores.

Mas olha, pode me convidar pra ir a Atenas a qualquer momento, e NUNCA vou recusar – mesmo com todos os seus defeitos, é o tipo de lugar pra voltar e re-voltar pra sempre! O que é meio paradoxo, né? Já que as coisas interessantes da cidade não mudam a uns 3 mil anos… mas o que Atenas tem de caótico, também tem de incrível e insubstituivel, e impossível não embarcar numa viagem auto-filosofica, questionando seu lugar no mundo, perante TANTA historia, cultura e herança pra humanidade!

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Então, enquanto estava por lá, e dei uma escapadinha no fim do dia pra turistar, rolou um certo debate no Instagram, muita gente dizendo que não tinha vontade de ir, outros que não tinham vontade de voltar, e mais uns tantos mortos de amor.

E me fez constatar outra coisa: na maioria das vezes, Atenas é uma cidade de passagem! Seja a caminho de uma de suas muitas ilhas, ou na parada de um navio, e a maioria das pessoas que passa por lá, realmente não dedica mais que 1 ou 2 dias a cidade.

Mas seus problemas acabaram! Por que com 1 ou 2 dias já da pra explorar bem a cidade, e ver tudo que ha de interessante!

E foi justamente isso que eu fiz – e como já conhecia a cidade, já sabia onde ir, e o que queria ver, e principalmente, ja sabia que tudo de interessante fica ali pertinho, um monumento ao lado do outro, e da pra fazer tudo a pé, sem o menor problema!

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As fotos as vezes enganam, mas a região histórica de Atenas eh super “concentrada” – o Pártenon, no alto da Acrópoles, fica numa colina que domina a paisagem da cidade, e todo o resto fica a sua volta: a Agora Antiga, o Templo de Zeus, A Porta de Adriano, e o novo museu da Acrópoles, etc.

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Então, para facilitar a organização do dia, vá para a Acrópole e suba ate o Partenon logo no começo do dia.

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Se você for durante os meses quente de primavera e verão, isso é ainda mais importante, pois o clima lá em cima é cruel! Pra começar que a subida eh super íngreme, com pouquíssimas arvores, e lá em cima eh um descampado!

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Quando faz sol e calor, o clima eh impiedoso, mas em compensação, se estiver frio/vento/chuva, a situação fica ainda mais complicada!

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Mas como a Acrópole é a atração principal da cidade, comece por lá, e todo o resto fica mais fácil.

A Acropoles de Atenas é uma citadela, habitada desde o seculo 6 a.c., e devido a sua localizacao geografica, sendo a colina central da cidade de Atenas (com boa visao de toda cidade e outras colinas, assim como o mar) foi eleita para a construcao do Partenon.

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A entrada eh atravez de outro templo, o Propylaea, que era o portao de entrada principal da Acropoles.

Infelizmente, o partenon foi parcialmente destruida pela guerra contra Veneza no seculo 17, quando serviu como armazem de polvora e armas, sendo vitima de varias explosoes que foram aos poucos destruindo a construcao.

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O pouco que sobrou, acabou sendo “resgatado” por exploradores de varias outras nacionalidades (Os “Marmores Elgin” em exposicao no British Museum em Londres, sao a colecao mais completa e mais polemica entre as pecas salvas do Partenon).

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Outro templo impressionante no alto da Acropolis eh o Erechtheion, dedicado a deusa Atenas e ao Deus Poseidon, com suas calunas-estatuas impressionantes (e em otimo estado, consederando todas as guerras que ja passaram, e seus 3 mil anos de existencia!).

Alem disso, tanto a subida, quanto a descida da Acropoles eh um museu a ceu aberto por si so, com mais uma incontavel colecao de ruinas de outros templos, teatros e vestigios da cidade que um dia existiu por la.

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Um dos mais impressionantes eh o Teatro de Dionisius, que alem de enorme, ainda esta super bem conservado, e ocupa uma posicao privilegiada na colina da Acropoles – deve ter sido o maximo poder assistir um Drama Grego sentado em suas escadas/arquibancadas, com a vista do vale de Atenas de um lado e o mar Mediterraneo de outro!

Alem da colina da Acropoles, tem tambem a regiao do parque em volta, conhecida como Promenade e considerado o maior museu ao ceu aberto do mundo – sao quase 3 quilometros de trilhas entre ruinas, templos e Igrejas Ortodoxas centenarias, que ocupam mais umas boas horas do dia – sem falar, claro, nos muitos cafes, restaurantes e lojinhas espalhados pelo parque.

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A gama de opcoes historicas eh enorme, se espalhando por milhares de anos, e ate fiz a piadinha no Instagram, que Atenas eh o tipo de lugar que voce pode se dar ao luxo de esnobar uma construcao ortodoxa, por ter apenas uns mil anos de historia…

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Entao aproveite pra fazer uma pausa – escolha um cafe Grego (se estiver calor, va de Frapuccino! A primeira vez que tomei na vida foi em Atenas anos atras, e fique viciada ate hoje!), uma rosquinha ou entao um Iogurte grego (aliais, vi varias “Iogurterias” por ali dessa vez! A base eh o iogurte Grego natural, e ai voce escolhe suas coberturas e acompanhamentos, tipo um sundae-bar! Delicia!), e reponha as energias (depois da descida e subida da Acropolis voce vai precisar!

Para fechar o circuito da Acropoles, va ate a Agora Antiga, passando pelas ruinas que a cercam (o equivalente Grego, do Forum Romano de Roma).

A Agora esta numa localizacao menos impactante que a Acropoles, entao acaba sendo deixada meio de lado, mas em compensacao eh o templo Grego mais bem conservado do mundo! Praticamente intacto apesar de sua historia milenar!

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Para fechar o circuito de templos Gregos, do outro lado da Avenida Andrea Siggrou fica o Templo do Zeus Olimpico e o Arco de Adriano. O templo, foi construido com a intencao de ser o maior do mundo, com colunas colossais e proporcoes dignas dos Deuses, mas so foi completado durante a ocupacao Romana, a comando do Imperador Adriano (que tambem tinha mania de grandeza pelos vistos!).

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Ah! E vale ressaltar que a rua que separa as duas areas de templos, a rua Dyonisiou Areopagitou eh uma outra otima opcao de pit stop por ali, com varias bares e restaurantes com opcoes rapidas e baratinhas de comida, bebidas, e lanchinhos (leia-se Iogurte Grego e rosquinhas) e muitos souvenirs (eh ali tambem que fica a saida da estacao “Acropolis” do metro de Atenas, entao eh facil de achar).

E ao seguir essa rua, paralela a colina da Acropoles, voce se deparar com o novo Museu da Acropolis!

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Eu sei que o museu nao eh novo, e ja esta aberto ha alguns anos, mas quando fui a Atenas da primeira vez, a estrutura ainda estava no comecinho das construcoes, e com muita expectativa ao seu redor, entao estava muito curiosa para ver como ficou por dentro!

Voce pode entao passar o resto da tarde toda no Museu, ou como no meu caso, deixar pra dar uma passadinha no dia seguinte, caso ainda tenha mais tempo.

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A arquitetura do museu eh incrivel, e faz um constraste antigo/moderno bem legal com tudo a sua volta.

E claro, sua estrutura de vidro e janeloes enormes, nao escondem a realidade de que na verdade a maior reliquia historica da Grecia nao esta no museu, e sim no alto da Acropoles, que nao por acaso, eh sua vizinha de frente!

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Mas ainda assim o museu eh bem interessante, dando uma baita aula sobre a historia e Mitologia Grega, ensinando os detalhes sobre os diferentes periodos, os diferentes Deuses, a importancia religiosa e comercial das diferentes Ilhas, e como essa evolucao foi moldando a cultura Helenica.

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E no terceiro andar, conforme prometido muitos anos atras esta a “vitrine” da Acropoles, uma caixa de vidro no topo do museu, com a vista do Partenon, com replicas de suas esculturas e o significado da construcao – e pasmem, nenhuma mencao ao Museu Britanico… apenas a mensagem de que os “marmores originais do partenon estao temporariamente sob tutela de outro governo”. Bem diplomatico.

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Para fechar o dia, nada mais merecido do que um tipico jantar Grego e de preferencia com a vista da Acropole! Afinal, tudo em Atenas gira a sua volta!

Eu jantei no otimo Dyonisius, que tambem fica ali na vizinhanca do Museu da Acropoles (vou fazer um post detalhado! Foi dica de varias leitoras e do concierge do hotel! Certeirissima!).

Pra quem ainda tiver mais tempo por Atenas (ou energia sobrando no fim do dia), pode tambem dar uma passadinha na Praca Syntagma, que marca o centro da cidade, e onde fica o Palacio Presidencial.

Ultimamente a praca so tem aparecido na midia acompanhanda de manifestacoes e brigas sangrentas por causa da crise, mas eh uma area bem legal, e os guardinhas (e a troca da Guarda) sao bem unicos, com seus sapatos de pom-pom e marcha esquisita milimetricamente alinhada!

Outras duas dicas finais, que nao fiz dessa vez, mas fui em minha primeira viagem a Atenas eh o restaurante/bar do hotel Hilton, que tambem tem uma vista linda da Acropoles, e um climinha bem badalado.

E se voce tiver ido ate a Praca Syntagma no fim do dia, aproveite o happy hour que sempre bomba no bar da cobertura do hotel Bretagne (e adivinhe? Tambem com a vista da Acropoles!).

 

Atenas na Pratica:

- Metro e Taxis

O sistema de metro de Atenas eh bem simplezinho se comparado com outras capitais Europeias, mas ainda assim eh uma das melhores opcoes pra quem vai turistar na cidade.

As estacoes passam pelos principais pontos turisticos, as passagens sao baratas (coisa de 1 Euro) os trens limpos, as estacoes de facil navegacao e afins.

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Alem disso, como muita gente se preocupa com a lingua na Grecia, pelo menos de metro eh uma garantia de que vc nao vai ser enrolado pelo taxista, nem vai se perder tentando pegar um onibus. Todas as estacoes tem traducoes de Grego para Ingles (que na verdade apenas significa que sao traduzidas do alfabeto Grego para uma lingua que ocnseguimos ler e entender), os anuncios e avisos sao feitos em Ingles e tal.

Nao tem erro, mesmo!

Mas isso nao quer dizer que egar taxi em Atenas eh furada, muito pelo contrario.

Justamente por nao ter uma malha de cobertura gigante, o sistema de metro pode deixar a desejar, e nesse caso os taxis sao a melhor opcao.

A realidade eh que hoje em dia a Grecia vive praticamente so de turismo (quase todas as outras industrias e linhas de negocio falidos) e portanto, quem trabalha nesse meio esta sempre bem preparado. TODOS, digo, todos os taxistas que peguei por la falavam Ingles perfeito, e a comunicacao nao chegou a ser um problema.

Mas temos que ficar de olho, porque volta e meia rolam uns “golpes”, nos arredores dos pontos turisticos em sempre os taxistas querem usar taximetro etc. Resultado, nenhuma das corridas que fiz por la custaram a mesma coisa, mesmo quando envolviam o mesmo trajeto.

Nada que seja o fim do mundo, e nao cheguei a me sentir insegura, mas uma situacao frustrante no minimo! (nada como se sentir injusticada no papel de “gringa” no pais dos outros pra nos lembrar o quanto eh importante tratar bem os visitantes de nosso pais e cidade!). Por exemplo, no dia que fui a Acropole, a corrida na ida custy 5€, ja na volta o preco foi “fixo” de 8€.

 

- Seguranca

Isso foi uma coisa que me impressionou bastante quando fui a Atenas pela primeira vez em 2007.

Eu ja estava morando na Europa ha uns anos, e apesar de existir inseguranca e violencia em outras cidades (afinal, fui furtada em Madrid, ja assisti incontaveis golpes em Paris, etc), tinha me desacostumado totalmente com a sensacao de nao poder andar de carro com as janelas abertas, tem que ficar vigilante com a bolsa, nao andar na rua a noite, e ver tantos pedintes e moradores de rua.

Infelizmente, quase 7 anos depois e uma crise ainda pior destruindo a economia do pais, a situacao nao melhorou em nada. O escritorio da filial Grega da empresa onde trabalho por exemplo, tem porta blindada e seguranca armado na porta, o hotel 5 estrelas onde estava hospedada nao me aconselhou a sair sozinha a noite; e na saida da reuniao, a colega de RH me deu o aviso “segura bem a bolsa”.

Nao sei se a cidade eh realmente “perigosa”, principalmente para padroes de quem mora nas grandes cidades Brasileiras (que triste ter que escrever isso sobre meu proprio pais!), mas a situacao da cidade destoa em comparacao a outras capitais Europeias. Entao eh sempre bom ficar alerta durante a passagem pela cidade, e nao deixar que a situacao criada pela crise atual (que esperamos que seja passageira!) atrapalhe as ferias de ninguem!

Categorias: Atenas, Grecia, Viagens
9
08
Jul
2014
Roteiro de viagem Toquio (4 ou 5 dias)
Escrito por Adriana Miller

Montar um roteiro de viagem pra Tóquio não foi exatamente fácil – afinal a cidade não tem ícones nem nenhum “tem que visitar” que geralmente são os pontos turísticos que guiam um planejamento de roteiro/visita.

Mas ao mesmo tempo eh uma cidade incrivelmente única, e cada região/bairro tem sua característica e personalidade, então Tóquio eh um daqueles lugares que em vez de visitar pontos A,B,C num roteiro qualquer, o legal eh justamente ir gastando suas horas passeando pelos bairros, descobrindo as ruas, entrando e saindo de lojas, restaurantes, parques e templos…

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E foi exatamente isso que fizemos!

Infelizmente nos so tivemos 5 dias por la, que foram super corridos, mas ao mesmo tempo conseguimos fazer tudo que queriamos pela cidade. Mas sei muito bem que poderia passar meses e ate anos em Toquio e ainda assim nao conheceria tudo que a cidade (e arredores) tem a oferecer! (porque sempre tem aquela turma do “Ah, nao fez isso?! Mas eh imperdivel!”…).

Nao seguimos nenhuma ordem especifica, e fomos decidindo que area da cidade explorar a cada dia, dependendo do horario que acordamos, disposicao, linhas de metro (porque eh confuso mesmo e demanda tempo, entao tinhamos que simplificar os roteiros e areas da cidade a serem exploradas a cada dia pra nao perder muito tempo com locomocao dentro da cidade) etc.

E ainda gastamos um dia praticamente inteiro para ir a Hakone ver o Monte Fuji (que da pra perceber pelo meu post que eu nao recomendo mesmo, a nao ser que voce ja conheca bem Toquio e esteja catando coisas diferentes pra se fazer por la).

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Mas acabamos dividindo nossos dias assim:

1) Ebisu (nos arredores do nosso hotel) e Harajuku

2) Palacio Imperial, Parque Ueno e Ginza

3) Shibuya, Templo Asakusa e Akihabara

4) Hakone e Shinjuku (a noite)

5) Rapoongi e Ginza novamente

Nosso primeiro dia foi “café com leite”, pois não queríamos fazer nada muito corrido com a Isabella por causa do fuso horário e cansaço do voo.

E no ultimo dia, pegamos o trem bala de Tóquio para Kyoto as 5 da tarde, então não tivemos o dia todo a nossa disposição, mas ainda conseguimos aproveitar bem o dia ate umas 3 da tarde.

Tokyo realmente tem muita coisa pra fazer, e sai de la com a sensacao que poderia ter fico mais uns 5 dias e nao teria visto e feito tudo que queria fazer – nossos dias foram corridos (na medida do possivel, com uma bebe de 15 meses!) e sem muito lenga-lenga. Entao quanto mais tempo disponivel na cidade, melhor!

E as cenas dos próximos capítulos são… Kyoto!

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
5
06
Jul
2014
Bate e volta a partir de Tóquio: Hakone e o Monte Fuji
Escrito por Adriana Miller

Eu fiquei na duvida se fazia ou nao um post sobre esse bate-volta que fizemos a partir de Toquio para ver o Monte Fuji… Pelo simples motivo de que eu nao gostei da experiencia.

Mas por outro lado, nao queria sair falando que foi pessimo, “nao facam” etc, pois cada um tem suas preferencias, suas vontades, e sei de gente que foi e gostou.

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O engracado eh que quando planejei nosso roteiro, nao tinha incluido nenhuma viagem bate e volta a partir de Toquio, e ja tinha lido e ouvido tanta gente que foi ate la (e outras areas por ali que visualizam a montanha) e simplesmente nao consegui ver nem a sombra do monte Fuji. Enfim, como tinhamos pouco tempo, achei que seria um desperdicio de nosso tempo no Japao, e nem inclui na lista.

Mas para o Aaron isso foi muito diferente, e ele quis porque quis ver e fotografar o Monte Fuji, mesmo sabendo que era arriscado, e que provavelmente nao veriamos nada.

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Mas como pegamos uma semana de clima otimo no Japao, com dias ensolarados, ceu limpo e sem nuvens, decidimos ir e pagar pra ver.

O engracado eh que quando estavamos la, eu postei algums fotos no Instagram dizendo o quanto nao tinha gostado da experiencia, e alguns comentarios foram “Ah, porque voces deram azar e nao viram o Fuji! Eu vi e adorei”.

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Mas muito pelo contrario, nos vimos o Monte Fuji muito bem, nem nenhuma nuvenzinha bloqueando nossa vista, bem ao lado dquele laguinho lindo!

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As fotos nao ficaram tao boas, pois a distancia dos “pontos de visualizacao” e a montanha, somado ao contraste de cores (o ceu azul palido de meio dia, contra a montanha branquissima de neve) e uma certa nevoa de humidade no ar, deixou as imagens meio “foggy”, mas ao vivo, a coisa realmente foi linda.

Mas entao porque eu nao gostei da experiencia?

Simples.

A mao de obra (e custo, pra quem nao tem o JR Pass) nao compensa o tempo que voce vai ficar por la, as 5 fotos que vai tirar antes de ter que correr de volta pra Toquio.

Maaaaaas, se voce tiver todo tempo de mundo, e puder ficar uns dois dias por Hakone, se hospedar nos hoteizinhos Riokan fofos que eles tem por la, ir nas termas naturais, no parque de sei la o que etc, etc…. ai talvez ja valha mais a pena.

Entao nossa saga foi assim:

Saimos de Toquio e pegamos o trem da “Rota Romantica” ate Hakone, que supostamente eh uma viagem super legal. Mas nao eh. Eh um trem como outro qualquer (nem sequer eh um trem bala dos mais modernos).

A viagem demora mais de 1 hora (quase 1 hora e meia), cruzando cidades e parques industriais – nao que seja feio, mas tambem nao eh aquele tipo de viagem “fofa” cruzando cidadezinhas pacatas nem nada.

Mas o pior foi quando finalmente chegamos em Hakone e descobrimos que na verdade ainda tinhamos que pegar um outro onibus (urbano “normal”, minimo, lotado, desconfortavel) por mais 45 minutos – numa estradinha de zilhoes de curvas – ate chegar na beira do laguinho de onde se ve o Monte Fuji.

Ok, ne? Anda ate o ponto, espera o onibus, se espreme com todo mundo (por sorte, como estavamos com a Isabella, tivemos preferencia pra embarcar e lugar pra sentar!). E uma hora depois chegamos no lago (lindo!) e vimos o Monte Fuji (tambem lindo!).

A areas de visualizacao se limita ao ponto final do onibus, um supermercado “7-11″, e a doca onde o barquinho que faz a tour pelo lago para pra pegar mais turistas.

Andamos pra cima e pra baixo, tiramos muitas fotos, tentamos ver se tinha mais alguma coisa pra ver do outro lado do parquinho…. mas nao.

Entao ta, ne? Vamos voltar pro ponto de onibus, esperar o proximo que volte pra estacao, mata 45 minutos entre curvas e buzinadas, espera o trem pra voltar pra Toquio, e pronto.

Quase 5 horas desperdicadas do nosso dia, para ter passado menos de 1 hora cara a cara com o Monte Fuji.

E olha que nos ainda demos MUITA sorte de ter conseguido ver o Fuji-Sam em todo seu esplendor…. mas e quem arrisca e chega la e da de cara com uma monte de nuvens?!

Por isso achei esse passeio a maior roubada EEEEEVAH, e quer saber? Nao recomendo!

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
16
05
Jun
2014
Japão e Coreia do Sul com crianças: as dicas práticas (Jetlag, rotinas, alimentacao, etc)
Escrito por Adriana Miller

Ja escrevi esse post aqui sobre minhas impressoes gerais sobre a viagem pelo Japao e Coreia do Sul, mas achei que teria tantos “adendos” e observacoes especificas sobre a Isabella, e recebi tantas perguntas de outras maes aflitas, que achei melhor colocar tudo num post separadinho.

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Afinal nao tem como negar que entre todos os medinhos e apreensoes que tinhamos em relacao a viagem, tudo que envolvia a Isabella elevava essa preocupacao e enesima potencia!14060933327_c51ba92c81

Do medo de passar por alguma emergencia e nao conseguir nos comunicar, ao conforto e localizacao do hotel, ao planejamento do roteiro e ritmo da viagem e a adaptacao a comida. Coisas que antes seriam consideradas meros imprevistos, passam a ter status de calamidade publica quando envolvem criancas pequenas!

 

- Os voos

Nossos voos tanto de ida quanto de volta foram horriveis – ambos foram voos diurnos, o que significa que apesar de tirar uma soneca aqui ou ali, a Isabella ficou eletrica o tempo todo, querendo andar, brincar etc como se nao passasse nada.

Quer dizer, sejamos justos. O voo foi ótimo, a Isabella ficou numa boa – mas foi super cansativo pra mim e pro Aaron.

Assim como outros voos que fizemos com ela, pedimos pra sentar na primeira fileira do avião, mas dessa vez sabíamos que ela não caberia mais no bercinho. Mas como voamos de British Airways eles oferecem uma cadeirinha “bebe conforto” para bebes maiores que encaixa no mesmo lugar que o bercinho, então pelo menos enquanto ela dormir umas horinhas ao longo do dia, eu colocava ela na cadeirinha e ficava com os braços livres.

Bebê conforto/Cadeirinha no voo da British Airways (na verdade essa foto foi no voo Londres-NY que fizemos ano passo a caminho do Caribe)

Um dos principais problemas de viajar na fileira da frente com bebes maiores, é que os braços das poltronas nao levantam, entao se voce estiver num aviao que nao ofereca essa cadeirinha (de todas que ja viajei a British Airways eh a unica que tem isso) e seu bebe ja nao couber no bercinho, ele(a) vai acabar tendo que dormir sentado no seu colo, pois nao vai conseguir deitar “atravessado” no colo dos pai + mae (ou dois adultos, ou uma poltrona vazia).

Matando tempo no avião

Porem no caso dessa viagem pro Japao (e a volta pela Coreia), eu ja sabia que os dois voos seriam diurnos, entao ela nao domiria muito – entao tanto a cadeirinha da BA ou meu colo seriam suficientes.

Mas ainda assim optamos pela fileira frontal do aviao, pelo simples fato de termos mais espaco – tanto para nossas pernas e as tralhas da Isabella, quanto mais espaco pra ela sentar no chao e brincar, e poder ficar em pe e andar de um lado pro outro ali pertinho da gente. Nao eh que o espaco seja uma suite presidencial, mas ja faz uma diferenca enorme na hora de entreter uma crianca andante num voo de 11 horas durante o dia todo!

A British Airways distribui um kit-crianças (com joguinhos, livrinhos, etc) e ainda tira sarro da cara dos pais, prometendo incríveis 13 minutos e meio de tranquilidade! :-)

Uma outra coisa que eu sempre tento fazer – mas infelizmente nem sempre da certo – eh pedir por um assento livre. Criancas menores de 2 anos nao pagam passagem inteira, mas em compensacao tambem nao tem direito a poltrona propria. Quando ela era uma bebezinha de 4 quilos isso nunca foi um problema, mas quando viajei sozinha com ela, ou agora que ela esta mais grandinha (e pesadinha) e quer brincar, assistir desenho, ler livrinhos e tal, esse espaco extra faz toda diferenca do mundo.

Obviamente a cia aerea nao tem obrigacao nenhuma de te “dar” um assento de graca (ja que voce nao esta pagando pela passagem de seu filho), mas nao custa nada perguntar, e tirando um ou dois voos, eu sempre consegui uma poltrona pra Isabella (caso o voo nao esteja lotado). Entao sempre pergunto se o voo esta lotado ou nao, e caso nao esteja, se seria possivel bloquear um assento ao meu lado para ela.

Na ida para Toquio o voo nao estava lotado, mas as fileiras da frente ja tinham alguns assentos alocados, entao tivemos a opcao: poderiamos ter uma poltrona livre entre nos, mas sentar no fundo do aviao, ou ficar na fileira da frente em apenas 2 poltronas para nos 3. Nesse caso, como o voo era diurno, optamos pela fileira da frente pelos motivos que disse acima. (se o voo fosse noturno, teria optado por sentar na fileira no fundo e ter uma poltrona vazia, onde ela pudesse deitar e se esticar).

Ja na volta, no voo de Seoul para Londres, fiz o mesmo pedido, e como o voo estava praticamente vazio, tivemos a fileira da frente todinha so pra nos, com espaco extra para nossas pernas e uma poltrona so pra Isabella – que ela fez muito bom proveito!

(e ate mesmo no voo low cost que fizemos entre o Japao e Coreia eu perguntei se o voo estava lotado, e se poderiamos ter uma poltrona livre entre nos dois, e conseguimos sem problemas, pois o voo estava relativamente vazio)

(A Luciana Misura tem um post otimo sobre a escolha entre voo noturnos e diurnos com criancas e o que eh melhor para pais e criancas, e eu concordo totalmente com as opinioes dela!)

 

- Jetlag e adaptacoes

Acho que ja mencionei em outros posts sobre viagens com criancas que nessa idade ela ainda nao sofre muito com jetlag, mas a cada nova viagem e nova “idade”, os desafios e dificuldades mudam, entao nunca sabemos exatamente como cada crianca vai reagir.

Eu pessoalmente prefiro viajar com a Isabella em voos noturnos, pois a Isabella dorme super bem no aviao (e eu tambem!), entao ja chegamos no destino final super bem dispostas como se nada tivesse acontecido e ja entramos direto na rotina local, independente da diferenca de fuso horario. E ate hoje isso sempre deu super certo pra gente.

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Dessa vez, por causa da distancia entre Europa e Asia e disponibilidade de voos, nao tivemos opcao, e acabamos em dois voos diurnos, que eu sabia que seriam trevas.

Mas o mais dificil foi chegar em Toquio num domingo de manha (horario local) sendo que passamos o dia de sabado todo viajando, entao nao tivemos a noite de sabado – chegamos os 3″ virados” no Japao, o que fez com que o primeiro dia fosse muito dificil.

Entao tentei manter, na medida do possivel, a rotina dela no ritmo do horario local – mas percebendo que ela estava meio zumbi. Mas as criancas tem a vantagem de nao saber da existencia do fuso horario! Ou seja, obviamente o corpo dela estava muito mais cansado do que o normal, tomando cafe da manha de domingo no horario que deveria estar jantando sabado, mas eles nao tem essa coisa de “ah nao vou comer iogurte com cereal agora, porque em Londres sao X horas da noite”.

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Sabe essa coisa que nos sempre fazemos, de ficar “calculando” o horario de casa?! Pois eh, em relacao a fuso horario, quem converte nao se diverte! Ajuste seu relogio no ato, e esqueca completamente que horas sao em casa! Coma mesmo sem fome, e va pra cama de luzes apagadas mesmo sem sono.

Mas nao queriamos abusar da boa vontade da Isabella, entao nao programamos NADA para o nosso primeiro dia, ficamos brincando com ela nos jardins do hotel, amocamos (na hora de almoco do japao) e quando foi hora da soneca da tarde dela, subimos pro nosso quarto e deixei ela dormir bastante (mais do que seria seu normal em casa).

Depois de uma soneca de umas 3 horas (que ela obviamente poderia ter dormido mais umas 5 horas se deixasse!), abri as cortinas, dei o lanche da tarde e la fomos nos de novo pra rua, como se fosse um dia como outro qualquer.

Ela continuou mais cansada e reclamona que o normal quando fomos pra Harajuku, mas andou pra cima e pra baixo, se divertiu com o suco de caixinha e o canudo, e fomos encontrando coisas para mante-la distraida e de bom humor enquanto matavamos umas horas (ou seja, nao  adianta querer programar uma visita no museu de musica classica quando seu filho esta lutando contra uma fuso de 8 horas e com o dia e noite trocados!).

Fazendo amizades no Aquário de Seul

Na volta pra casa ela nao aguentou e a-pa-gou no carrinho! Nao acordou nem quando troquei sua roupa, nem trocando a fralda, nao jantou nem tomou banho (isso eram cerca de 7 da noite, horario Toquio). Ou seja, dormiu direto das 7 da noite ate 1 da manha, e ai acordou super acesa. Ate tentei fazer ela dormir de novo, mas achei melhor respeitar o ritmo dela, e acendi algumas luzes, dei jantar, brinquei, dei banho, li um livrinho e mamadeira – a rotina que ela teria a noite antes de dormir mesmo, e cerca de 1 hora e pouco depois ela dormiu de novo, ate quase 10 da manha do dia seguinte!

E pronto, dai pra frente, ela entrou totalmente no ritmo e rotina no horario normal, sem se sentir mais afetada pelo fuso horario.

(essa nao foi a primeira viagem com a Isabella que tivemos que lidar com o fuso horario, afinal ela ja enfrentou um outro fuso de 8 horas  – na direcao oposta do Japao – quando fomos para o Colorado nos EUA, e fusos de 4 ou 5 horas varias vezes tanto para o Brasil quanto para a costa leste dos EUA, entao aos poucos fomos aprendendo algumas tecnicas pra lidar com as mudancas na rotina)

 

- Roteiro e ritmo de viagem

Comecando pelo planejamento do nosso roteiro, meses antes de sequer confirmar se a viagem seria viavel ou nao, fui enfatica: nao queria ficar pulando de cidade em cidade, trocando de hotel todo dia, nem correndo de um lugar pro outro.

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Ou seja, seria uma viagem completamente diferente para nos, pois sempre tentamos fazer o maximo possivel, no menor periodo de tempo possivel. E eu sabia que assim, deixariamos de ver coisas incriveis e deixariamos de conhecer lugares imperdiveis, mas queriamos que a viagem fosse tao divertida e prazeirosa para a Isabella quanto para nos.

Entao tive que aceitar comigo mesma que o ritmo seria diferente, que nao veria 37 coisas no mesmo dia – com sorte veria umas 3, mas no meio do caminho poderiamos parar pra brincar com a Isabella, deixar ela brincar no parque e correr atras dos passaros, sair um pouco do carrinho, brincar num parquinho… ou seja la o que fosse.

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E a viagem tambem coincidiu com a fase que ela comecou a andar pra valer, ou seja, por mais que ela sempre tenha sido uma bebe tranquila de passar o dia todo saracutiando na rua sentadinha no carrinho, aos 15 meses de vida ela tinha outras vontades, e chega uma hora que ela precisava de espaco pra brincar, esticar as pernas e nao so ficar presa no carrinho o tempo todo. Coisa que ate bem pouco tempo atras ela faria numa otima.

Ainda assim conseguiamos passar boa parte do dia no nosso ritmo, andando pra cima e pra baixo com ela no carrinho – e enquanto estivessemos andando de um lado pro outro pela rua ela nao se incomodava (eram as viagens de metro, trem e onibus que deixaram ela sem paciencia e de saco cheio), mas sempre incluiamos um periodo pela manha, e outro pela tarde que era pra ela: tiravamos ela do carrinho e deixava ela andar pelas ruas, gramados e parques.

Brincando no templo em Toquio

Brincando no templo em Toquio

Quando dava, tentavamos encaixar um parque ou jardim naquela momento do dia, mas mesmo nos bairros mais loucos de Toquio, sempre encontravamos ruas mais escondidas e sem transito, ou lojas com brinquedos e area de bebe onde ela poderia ficar mais livre.

Andando pelas ruas de Kyoto

Andando pelas ruas de Kyoto

Entao eram esses os momentos em que eu e o Aaron nos dividiamos: enquanto um ficava com a Isabella brincando e tomando conta dela, o outro ia tirar fotos dos templos e ruas, ou ia fazer compras, ou seja la o que tivesse pra fazer naquela determinado lugar. Ai quando um voltava, la ia o outro. Nos tinhamos nosso tempo, e ela tinha o tempo dela.

Entao conseguimos fazer tudo que queriamos (no lado “adulto” da viagem), mas sem deixar de dar atencao pra Isabella nem deixar de dar um pouco de liberdade e espaco pra ela.

 

- Rotinas

Todo esse planejamento deu super certo, fazendo com que os 3 conseguissemos aproveitar bastante a viagem (pois nao queriamos deixar de fazer certas coisas “de gente grande” e apenas focar em parquinhos e “museu das criancas” e afins, mas tambem nao queria ignorar as necessidades dela, achando que ela teria que se adaptar por bem ou por mal, o que seria pessimo para nos tres!), entao organizamos nossos dias assim:

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Logo que ela acordasse pela manha, nos 3 nos arrumavamos – na pressa – pra ja sair do quarto. Os 3 tomavamos cafe da manha no hotel com (certa) calma, pra Isabella comer bem e ja dava um tempinho pra ela brincar e andar pelo hotel.

Entao la pelas 9 ou 10 da manha, comecava nosso dia, pegavamos metro ou trem ate alguma outra regiao de Toquio/Quioto/Seul e geralmente coincidia que quando nosso passeio de fato comecava, ela ja estava ficando meio cansada e sonolenta – entao reclinava o carrinho, dava a mamadeira, chupeta e pronto – durante a primeira soneca do dia (na parte da manha) conseguiamos passear bastante, com ela dormindo tranquilona no carrinho. Alguns dias, tambem aproveitamos pra almocar enquanto ela dormia, assim nos dando mais tempo para uma refeicao “adulta”, sem ter que nos preocupar com restaurantes que tem cadeirao de bebe, comida que ela fosse comer etc.

Soneca no metrô em Tóquio

Soneca no metrô em Tóquio

Assim que ela acordasse, ai nos dividiamos: enquanto um brincava com ela e dava espaco e liberdade pra ela brincar, correr e explorar um pouco, o outro ia andar por outras ruas, outras partes das lojas, tirar fotos dos templos etc – depende de onde estavamos naquele dia/momento. E assim iamos nos revesando o resto da tarde, enquanto ela estivesse acordada.

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Como ela nao aguenta andar e brincar por horas a fio, depois de um tempo ela cansava e comecava a pedir colo ou pra voltar pro carrinho – entao aproveitavamos pra voltar pro metro/trem/onibus/taxi e ir pra algum outro lugar da cidade, e passear mais um pouco com ela no carrinho.

(ja falei sobre nosso carrinho aqui, e ja dei minha opiniao sobre a importancia de uma bom carrinho para viajar e conseguir passar o dia todo na rua com as criancas aqui)

A Isabella ainda dorme duas vezes por dia, na maioria dos dias, entao essa rotina se repetia de tarde, e aproveitavamos quando ela estava dormindo no carrinho pra passear mais um pouco sem ter que nos preocupar com programacoes “infantis”.

Empurrar carrinho o dia todo é um saco, mas pelo menos o Bugaboo vira nosso “burro de carga” de sacolas e tralhas em geral o dia todo. Os braços e coluna agradecem!

E no fim do dia, ou iamos jantar os 3 juntos antes de voltar pro hotel e comecar a rotina noturna dela (banho, livro, leite e cama), ou se por acaso ela nao tivesse dormido a tarde ou estivesse mais reclamona e cansada que o normal, voltavamos pro hotel mais cedo, pra ela jantar no hotel e ir pra cama mais cedo – e nessas situacoes eu e o Aaron pediamos room service no hotel, ou no caminho de volta pra casa, compravamos alguma coisa pra fazer um picnic no quarto!

Para nos dois, esse foi o principal impacto da viagem com a Isabella – nos gostamos demais de sair pra jantar, barzinhos, e vida noturna dos lugares que visitamos, mas como a Isabella tem uma rotina noturna super certinha e dorme super cedo, no maximos as 7 ou 8 da noite tinhamos que estar de volta no hotel, para que ela pudesse ter uma noite interia de sono (ja durante o dia ela eh mais flexivel, mas como ela dorme MUITO bem  – amem! – prefiro manter ao maximo a rotina noturna dela, para que ela sempre consiga suas sagradas 11 ou 12 horas de sono).

 

- Comida

Bem, nao vou mentir e dizer que achava que uma viagem pra Asia seria suuuuuper tranquila em relacao a comida, por que ne?! Se adultos tem suas apreencoes e frescuras, imagina com uma crianca pequena no meio?!

Bem, pra comecar que como so passamos por cidades grandes no Japao e Coreia, a abundacia de comida ocidental foi assustadora! Tivemos que nos esforcar mesmo pra encontrar comida Asiatica! Principalmente em Toquio a maioria absoluta dos restaurantes sao de comida Internacional e/ou Europeia (principalmente Italianos e Franceses).

Entao essa coisa de “Ah, nao como peixe cru”, ou “Ah meus filhos sao frescos” ou seja la o que for, sao sem fundamento, pois nas cidades grandes do Japao e da Coreia do Sul, encontramos de tudo.

Claro que se voce/seus filhos sao dessas familias que SOH comem feijao e arroz todos os dias e so sabem ser feliz assim, entao uma viagem pra Asia (e qualquer outro lugar do mundo que nao seja Brasil ou Florida) sempre serao um problema.

Mas como somos desbravadores de comida local, e sem frescuras, e sempre adotamos uma “tecnica” de deixar a Isabella comer o que nos comemos, tentamos ao maximo (e na medida do possivel) sermos bem aventureiros na escolha de nossas refeicoes, e – com muito orgulho – nao comemos em restaurante italianos em nenhum dia! Hahahah

No café da manhã do hotel

Claro que isso tambem significou que alguns dias ela so provou – e nao gostou – o que ofereci, e entao completei a refeicao dela com papinhas de bebe.

Mas ela comeu/provou tofu (fez muita careta, mas comeu), noodles (amou!), arroz com curry (detestou!), sashimi (algumas vezes adorou, outras vezes nao quis) e os mais variados tipos de peixe. Alguns amou, outros odiou, mas nao deixei de oferecer nada pra ela provar achando que “ah, crianca nao gosta disso”, afinal o paladar eh dela, e ela tem o direito de escolher o que gosta e o que nao gosta. Por exemplo, ela adorou tofu e noodles, mas nao gostou do arroz, e comeu todos os peixes brancos, mas nao gostou do salmao (que em Londres ela sempre comeu sem problemas). E assim iamos testando e aprovando/reprovando certas coisas.

Frutas e iogurte serviam de lanche ao longo do dia

Maaaaaaaas, claro que a minha mala foi com um carregamento de toneladas de papinha de bebe, porque afinal e se isso tudo desse errado?!?!? E se ela ficasse doente? Ou passasse mal com a agua ou comida?! Preferi estar preparada para imprevistos!

Mas ainda asism nao levei variedade e quantidade suficiente pra todas as refeicoes nem todos os dias, e acabei comprando mais algumas papinhas em Toquio.

Prato infantil no restaurante Japonês em Tóquio

Adendofoi MUITO dificil achar papinhas de bebe, fraldas e produtos de bebe em geral no Japao, apesar de que sempre li que era super facil! Entao nem me preocupei muito e (quase) nos demos mal!

Eu pesquisei antes, catei em foruns de expatriados, etc, e achei que seria super facil, afinal na Europa, Brasil e EUA, qualquer farmacia ou supermercado tem uma opcao infinita de sabores e marcas. Se na Bosnia achei papinha sem a menor dificuldade, obvio que em Toquio seria facilimo!

Papinhas, cereais e biscoitos no supermercado em Tóquio

Mas bateu um desespero quando no 3 dia da viagem, e depois de entrar em praticamente TODAS as farmacias de Toquio e NENHUMA ter comida pra bebe eu tive um mini-ataque de panico, ate que tive a brilhante ideia de perguntar pra concierge do nosso hotel – que me indicou na mesma hora pro supermercado no subsolo da loja de departamento do outro lado da rua.

E ai desvendei o misterio – no Japao os produtos e comidas de bebes sao vendidas em lojas de departamento (na secao de roupas e brinquedos de bebe mesmo), e a paz voltou a reinar!

Papinhas orgânicas (doces e salgadas) na loja de departamento em Ginza, Tóquio

O problema eh que as marcas sao locais, entao eh meio um misterio saber exatamente o que eh oque. A maioria das embalagens tinha “desenhos” dos ingredientes (que foi mais que suficiente), mas quase todos tinham como base o arroz (e a Isabella detesta arroz), que nao deu muito certo pra gente, mas ela gostou das papinhas de frutas e das sopas.

Biscoitos e cereais mil!

Entao algumas papinhas ela amou e comeu numa boa, outras ela odiou com tamanha veemencia que voce jurava que o mundo ia acabar! hahahahah

Ou seja, resumo da opera: na duvida, tenha um bom estoque de papinhas ja testadas e aprovadas na sua mala!

Palitinhos Japoneses de “treinamento” para crianças

Alem disso, a unica coisa que eu sempre levo estoque mesmo e nao gosto de misturar ou trocar marca eh o leite formula que ela toma, entao levei 2 latas, so por via das duvidas (o unico lugar que nao levo de casa eh no Brasil, pois acho com facilidade a mesma marca, Aptamil. Entao apesar de no Brasil ser BEM MAIS CARO que em Londres, prefiro economizar no espaco da mala).

Entao com 1 ano e 3 meses as refeicoes dela eram assim:

- Cafe da manha no hotel: ovos mexidos ou cozido (ela AMA ovos e se deixar come uns 4 no cafe da manha!), iogurte, frutas, pao e/ou cereais.

- Lanche da manha eh leite, e as vezes algum biscoito ou cereal pra distrair (coloco cereal integral, tipos Cheerios e tals naqueles potinhos “snack catcher” que a crianca consegue comer sozinha sem derramar tudo)

- Almoco: sempre tentava oferecer o que estavamos almocando – pedacinhos de carne/peixe/frango, noodles, legumes. As vezes ela adorava e comia metade do meu prato, as vezes ela odiava e nao queria nem olhar. Nesse caso, complementava com alguma papinha salgada, e de sobremesa dava alguma papinha doce ou frutas (que levava do cafe da manha do hotel ou comprava no supermercado ao longo do dia – foi super facil achar frutas frescas, iogurtes, smoothies e sucos em todos os bairros)

- Lanche da tarde: frutas e sucos

- Jantar, mesma “tecnica” que o almoco

- Antes de domir ela toma outra mamadeira de leite

 

Fraldas, lencinhos, sabonetes, mamadeiras, etc na farmácia em Tóquio

Eu ja falei antes ne, que nao tenho essas frescuras de achar que minha filha so pode comer comida fresquissima organica colhida por fadas virgens e benzida pelo Papa – se tiver que comer papinha industrializada quando estamos viajando ou na rua, nao acho o fim do mundo.

Eu falo essas coisas brincando, mas o que acho eh que ferias sao ferias, e devem ser relaxantes pra todos – principalmente pra mae e pro pai, que ja vao ter trabalho suficiente de viajar com criancas, entao nao se torture com dilemas do tipo “onde vou fazer a papainha fresca toos os dias?”, “como vou triturar os legumes que comprar pra fazer no hotel?”. Sabe esse tipo de coisa?

Seu filho nao vai desenvolver um terceiro braco radioativo se passar uns dias (ate umas semanas) comendo papinhas industrializadas 1 ou 2 vezes por dia! Na volta pra casa o ritmo – da familia toda! – volta ao normal, e pode ter certeza que isso nao trara sequela nenhuma!

Pelo contrario, voce vai relaxar, nao vai ficar escrava da cozinha, de supermercados, nem tensoes de como preservar a papinha fresca, como preparar a papinha no hotel, como fazer isso, ou como fazer aquilo.

Viajar com uma crianca pequena ja tem complicacoes demais. Simplifique onde da pra simplificar! (e a alimentacao sem duvida eh a mais facil!)

E como sempre usamos a “tecnica” (Baby Led Weaning em Ingles) de deixar ela comer o que comemos, mesmo nos dias em que ela nao gostava das opcoes de almoco e jantar, ela ainda tinha opcoes suficientes de comida “de verdade” ao longo do dia (no cafe da manha, lanches, etc), tendo uma boa variedade de sabores e nutrientes.

 

- Infraestrutura em geral: elevadores, transporte publico, trocadores

Essa foi minha principal supresa (agradavel) da viagem: como tanto o Japao (Toquio e Kyoto) quanto a Coreia (Seoul) sao super bem preparados para receber familias e criancas pequenas.

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Todas as estacoes de metro e trem tem elevadores que conectam as ruas diretamente com as plataformas, todas as estacoes tem banheiros (limpos) e com trocadores de bebe, e principalmente as muitas lojas de departamento espalhadas pelas cidades, possuem areas infantis, banheiros “familiares” (entao os trocadores nao ficam limitados apenas aos banheiros femininos, e os pais tambem trocam fraldas!).

Entre todas as possiveis dificuldades que uma viagem pra Asia com criancas poderia apresentar, era essa questao de infraestrutura o que mais me deixava apreensiva.

Estava me imaginando subindo andares e mais andares de escadas nas estacoes de metro carregando o carrinho de bebe na mao, procurando cantinhos pra trocar a fraldas, e encontrar muita gente de nariz torcido simplesmente porque estava com um bebe a tiracolo.

Cabine de banheiro (numa loja em Ginza, Tóquio) com espaço extra para entrar com carrinho, e cadeirinha de segurança para sua mini-platéia)

Mas muito pelo contrario, e a viagem foi ultra civilizada e “facil”, e sem duvida alguma a Isabella apenas somou a nossa viagem, nos dando memorias ainda melhores e mal posso esperar pelas proximas aventuras com minha bonequinha!

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Claro que isso tudo deu certo pois somos (tanto a Isabella quanto eu e o Aaron), super tranquilos e flexiveis, a Isabella come de tudo (apesar de comer super pouquinho e me enlouqecer as vezes) e dorme em qualquer lugar.

Porem cada crianca eh diferente, e cabe a cada familia saber adaptar a nova rotina e o planejamento de viagem de acordo com seus filhos – as vezes tudo isso pode dar super certo, e as vezes super errado.

Entao se seu filho so consegue dormir no escurinho e no berco, planejar uma viagem pra uma cidade grande como Toquio (ou NY, Londres, Paris, etc) onde tudo eh longe e voce nao tem como votlar pro hotel varias vezes por dia, nao eh uma boa ideia!

Va curtir as ferias em outros lugares e deixe esses roteiros para daqui uns anos, quando a rotina e o ritmo mudar de novo.

Nao adianta achar que tem que forcar seu filho a fazer X ou Y so porque o filho do vizinho (ou da blogueira!) faz assim ou assado, pois isso so vai eh estragar suas ferias, e ninguem vai se divertir nem aproveitar direito!

Mas tambem nao se limite, achando que nao pode fazer isso ou aquilo, so porque agora tem filhos, ou porque acha que alguma coisa vai ser muito dificil com criancas.

A cada viagem e a cada experiencia vamos aprendendo um pouquinho mais sobre a Isabella e a dinamica e rotinas que dao certo – ou nao – para nossa familia. E nao deixe de acreditar no potencial de adaptacao das criancas! As vezes basta uma mudanca de areas para que eles mudem e levem numa boa uma situacao que voce achava que seria quase impossivel!

Como sempre digo pro Aaron: o pior que pode acontecer eh a gente querer voltar pra casa mais cedo!

E ate hoje, isso nunca aconteceu! :-)

 

 - O que levar na mala e como organizar as roupas das crianças

Já dei minhas dicas e “técnicas” nesse post AQUI.

 

- O que levar na mala de mão (bolsa de fralda) em uma viagem com crianças pequenas

Já dei outras dicas nesse post AQUI e esse AQUI.

 

 - Outras dicas praticas (lavanderia, como lavar mamadeiras e roupas, etc)

Dessa vez a viagem durou apenas 14 dias no total, entao achei mais facil levar roupas suficientes para a Isabella usar todos os dias, em vez de ter que ficar gastante tempo e energia procurando lavandeiras, ou mandando roupa pra lavandeira dos hoteis (mostrei a tecnica que uso pra fazer a mala dela no link acima).

E nesse post AQUI ja dei outras dicas praticas de quando ficamos em quarto de hotel (em vez de flats, villas ou studios ou casa de amigos e parentes – com cozinha e lavanderia).

 

Categorias: Avião, Baby Everywhere, Coreia do Sul, Japão, Viagens, Viajando com crianças
53
04
Jun
2014
Budapeste: Kiosk Restaurant
Escrito por Adriana Miller

Quando comecei a planejar a viagem pra Budapeste com minha irmã e uma amiga, logo decidimos que queríamos fazer alguma coisa super legal no sábado a noite!

Queriamos nos arrumar, sair pra jantar em algum lugar super bacana, tomar uns drinks e curtir um pouco a famosa night Hungara!

Entao quando pedi algumas indicacoes para o concierge do nosso hotel, imediatamente ele recomendou o Kiosk, que eh o bar/restaurante sensacao do momento na cidade!

O Kiosk fica em Peste, na beirinha do rio, bem ali na regiao do bairro Judeu e de compras da cidade, uma area com muitos outros barzinhos, clubs e restaurantes tambem, entao foi facilimo de chegar.

Eles ocupam todo primeiro andar de um antigo palacio, com o pe direito alto, e uma decoracao toda meio rustica, assim meio galpao convertido, com algumas das estruturas originais do palacio (as varandas internas e janelas em estilo meio barroco), mas com tijolos expostos e muida madeira de restaurancao. Um clima lindissimo!

Logo na entrada damos de cara com o bar, e uma bandinha tocando musica ao vivo, e apesar de ser relativamente cedo (O Kiosk eh o tipo de lugar que as pessoas vao cedo pra jantar e depois ja ficam la direto pra dancar e tals), o ambiente ja estava animadissimo, com varios grupos enormes de amigos e comemoracoes, enfim super legal!

Sabe aquele lugar que apesar de chique e arrumadinho, tambem eh super informal, fica todo mundo meio em pe, meio sentado, e os grupos de amigos vao trocando de lugar ao longo das pesas enormes? Ah, foi muito bom! Adoramos demais o climinha do lugar!

Outro ponto forte deles eh a adega, e a parece dos fundos do restaurante eh inteirinha de vinhos das mais variadas vintages – mas o menu de cocktails nao deixa a desejar!

O menu de comida nao eh muito extenso, mas tem otimas opcoes de comida Hungara moderna e outras tantas opcoes internacionais, pra agradar todo mundo – e sim, a comida estava tao boa quanto o ambiente do lugar!

O nosso plano era ter ficado lá ate bem mais tarde, e depois ainda emendar no Buddha Bar (que também é ali pertinho), mas depois de um dia inteiro de turistagem, acabamos entregando os pontos cedo e voltamos pro hotel ja planejando as programações do dia seguinte em Budapeste!

Para jantar no fim de semana, é impreenchível fazer reserva – mas caso contrario é só chegar chegando e tomar uns drinks (de preferência, pós-spa!)

KIOSK

Marcius 15. ter 4., Budapest 1056, Hungary

 

Categorias: Budapeste, Hungria
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04
Jun
2014
Budapeste: Széchenyi Spa Termal
Escrito por Adriana Miller

Budapeste se auto intitula como a capital dos spas da Europa: não sei se o titulo é oficial, mas acho difícil alguém bater as estatísticas.

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No total são 118 fontes de aguas termais em Budapeste, com temperaturas que variam entre 21 e 78 graus e o mais variado leque de minerais e propriedades. Historicamente, além do beneficio óbvio da agua limpa e quentinha amplamente disponível, as propriedades medicinais das aguas se espalharam pela Europa, e Budapeste se tornou um grande centro medicinal durante a ocupação Romana no centro-leste Europeu.

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Mas foi no século 16, durante a ocupação Ottomana que a cultura dos spas realmente se propagou entre os Húngaros: afinal juntaram a abundância de aguas medicinais disponíveis, com a cultura dos Hammans (banho turco) dos Turcos, e pronto. Receita de sucesso duradouro!

Hoje em dia, Budapeste tem mais de 15 Spas termais (não incluindo spas “normais” de hotéis e estética), alguns de construção e estrutura centenária (como é o caso do Rudas Bath, que existe desde 1500), que mantém o ritual super presente na cultura local.

Na verdade eu só passei a dar atenção mesmo aos Spas Húngaros quando comecei a trabalhar com uma menina de Budapeste, uns 2 anos atrás. Segundo ela (que tem trinta e pouquinhos anos) é isso que fazia sua família quando era criança, depois passou a fazer com seus amigos quando era adolescente e na faculdade, e agora é seu programa preferido quando volta pra Budapeste.

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Sabe essa coisa de carioca marcar uma praia & barzinho? Em Budapeste a programação é ficar pulando de piscina em piscina, batendo papo com os amigos, ou confraternizando com a família. Ela vai do aeroporto direto pro Spa, encontra todo mundo na piscina X e lá mesmo já se arrumam e caem na balada.

Achei isso o máximo! Entoa não queria deixar de experimentar de jeito nenhum!

Nos escolhemos o Széchenyi Furlo pra passar o domingo a tarde, por ser o maior e mais conveniente para nosso roteiro (pois ele fica dentro do Parque da Cidade, no coração de Peste), mas também tínhamos considerado o Gellért, que apesar de menor (fica no lado Buda), é mais histórico e (aparentemente) mais bonito por dentro, sendo uma boa opção para o inverno.

Mas achei o esquema das piscinas externas do Széchenyi incríveis, além das muitas piscinas internas (mas achei o interior meio caidinho – mas não esqueçamos que esse spa eé do século 18, e muita coisa ainda eé original e “histórica”), além da localização e de ser o maior complexo de aguas naturais da Hungria e da Europa.

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Na verdade ele me lembrou um pouco a “Blue Lagoon” na Islândia – aquela abundância de agua quentinha e azul a céu aberto. A diferença é que em Budapeste, as fontes e “laguinhos” termais foram transformados em piscinas e com todo um complexo de suporte (na Islândia é mais “ao leu” e natural).

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Eu e a Monica aproveitamos também pra curtir os pacotes de Spa que eles oferecem (você pode pagar pra entrar e apenas usar as – muitas – piscinas, ou pode fazer massagens e tratamentos de spa também), então passamos boa parte do nosso tempo na PalmaHaz, um jardim de inverno climatizado, e com uma decoração toda meio “tropical”, com lounges, redes, sofás e espreguiçadeiras, bares de chás e sucos de frutas, e claro, salinhas de tratamentos.

Foi difícil ir embora, mas ainda queríamos curtir o restinho das piscinas e do spa antes de ter que voltar pro aeroporto!

Para entrar e usar as instalações do Széchenyi, basta comprar sua entrada lá mesmo, direto na bilheteria, ou on line ou através de vouchers no seu hotel (foi o que fizemos). Como fomos num domingo, nos aconselharam não deixar pra comprar na hora, pois como a capacidade é limitada, as vezes formam umas filas enormes (principalmente na alta temporada – auge do verão, ou auge do inverno, e nos fins de semana), então já chegamos lá com vouchers na mão e entramos direto.

 

Categorias: Hungria, Viagens
9
03
Jun
2014
Four Seasons Hotel Gresham Palace Budapest
Escrito por Adriana Miller

Se tem uma coisa que eu realmente noto que mudou em minhas viagens nos últimos anos, sem duvida alguma são as opções de hotéis. Por um lado, sem duvida alguma é a idade. Aos 23/24 anos quando comecei a escrever esse blog, qualquer viagem era viagem, mesmo que embarcasse sem a menor ideia de onde iria dormir. Critérios como “limpeza” e “conforto” eram absolutamente supérfluos, quando na verdade o que me interessava mesmo era o combo preço (baixo) e localização (boa). Então já me meti em altos muquifos pelo mundo afora, e não me arrependo de nenhum!

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Por outro lado, não dá para negar que viajar a trabalho abre portas a todo um novo mundo de mordomias que até uns anos atrás eu não valorizava, mas depois que você começa a perceber a diferença no conforto, no nível de serviço e em todos os detalhes oferecidos por hotéis superiores, não da para negar que nosso nível de exigência muda, e ai finalmente passei a dar valor a pequenos extras, que são apenas isso – extras e supérfluos – mas que fazem uma diferença enorme! Um de meus principais motivos para sempre ter acho que não valia a pena pagar muito pela hospedagem era aquele clássico de que “quase não vou ficar no hotel mesmo” – mas com a Isabella isso mudou, e acabamos passando bem mais tempo no hotel e dependendo mais de sua infraestrutura por causa dela.

E por fim vem as “desculpas” – se estou viajando com o Aaron e a Isabella, queremos um lugar confortável, com bom serviço e luxo por causa dela. Se estou sem ela, é porque quero aproveitar a “liberdade” e poder curtir os extras um pouco mais (seja uma cama super macia, seja o spa ou um bar badalado no hotel).

Então ao planejar uma viagem com minha irmã e uma amiga, queríamos ficar hospedadas com conforto, boa localização, e sem dúvida alguma, luxo! Afinal, era uma ocasião especial estarmos em Budapeste juntas e como só nos vemos 1 ou 2 vezes por ano hoje em dia, então passar perrengue estava fora de cogitação!

O Four Seasons é um hotel dos sonhos, em qualquer lugar do mundo, mas o de Budapeste é especial! Então quando a equipe de RP nos convidou a conhecer o hotel, nem tive que pensar duas vezes.

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Primeiro porque ele faz parte da historia e da paisagem da cidade – o Gresham Palace foi construido em 1827 como um complexo de apartamentos de luxo, mas cerca de 1 século depois foi inteiramente abandonado durante as guerras. Apenas em 1991, com a queda do socialismo, o prédio foi comprado com uma rede hoteleira, e após a aquisição do Four Seasons, o Gresham Palace ficou 9 anos sendo reformado, para garantir que sua arquitetura original Neo-Classica seria preservada.

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E em segundo – e principal – lugar é sua localização. Nem da para discutir que o Four Seasons é o hotel mais bem localizado de Budapeste – você abre a porta (ou a janela do quarto) e da de cara com a Ponte das Correntes, o principal símbolo da cidade, o que nos deixou a poucos metros de distancia de Buda, mas também de outras das principais atrações do lado Peste, como o Parlamento Húngaro a 3 quarteirões de um lado, e a Andrassy Ut a poucos quarteirões do outro lado.

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E eles se superaram na atenção aos detalhes: da cesta de frutas nos esperando no quarto, as sugestões de restaurantes do concierge, e ate mesmo uma coisa bem bobinha, mas tão legal (e que nunca vi nenhum outro hotel fazer – seja 5 estrelas ou não: na véspera do nosso check out, a camareira deixou saquinhos de plástico no banheiro juntos com as miniaturas de amenidades (da L’Occitane!) já prontas para serem levadas para casa no avião.

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Posso dizer o quanto achei isso legal?! Porque convenhamos, todo mundo adora levar as miniaturas dos hotéis para casa (eu AMO!), e tem capricho maior do que ser simpático ao ponto de dizer, ainda que indiretamente: “nos sabemos que nossas miniaturas são muito boas, então toma. Leva para casa, e coloca nesse saquinho, para não confiscarem no aeroporto!”.

Ahhhhh! Achei muito fofo!

E foi um festival de simpatia e detalhes, que nos fazem sentir especiais o tempo todo – outra coisa que eu adorei foi poder reservar nosso pacote nas termas Széchenyi direto com eles, e de quebra ainda nos deram um “kit spa”, com toalha e roupão de banho do Four Seasons, além de chinelinho, touca de banho e miniaturas L’Occitane, dentro de uma bolsinha de tecido que acabamos carregando pela cidade toda no domingo!

Com certeza deu um toque especial a mais no nosso fim de semana – não foi a primeira e definitivamente não será a ultima vez num Four Seasons pelo mundo!

 P.S: Política de parceria: todo conteúdo desse blog reflete a minha opinião e experiência pessoal. A rede Four Seasons de hotéis construiu uma política de muita cordialidade e parcerias com blogueiros mundo a fora, porem minha hospedagem em Budapeste não foi cortesia e esse post não foi pago.

 

Categorias: Budapeste, Hungria, Viagens
7
02
Jun
2014
Roteiro de fim de semana em Budapeste
Escrito por Adriana Miller

Viajar e conhecer lugares novos eh sempre uma delicia, mas as vezes nada se compara a sensação de poder voltar a alguma lugar maravilhoso e rever suas impressões.

E digo rever com um duplo sentido: re-visitar, re-tirar fotos, re-curtir o lugar. Mas também rever seus conceitos, o que gostou ou não em determinado destino e quais serão suas novas impressões. As vezes o lugar mudou muito (lembram da transformação da Malasia?!), e outras vezes, foi você quem mudou – mudou de opinião, de perspectiva do mundo e de expectativa (como por exemplo mina re-visita a Veneza uns anos atrás).

E Budapeste foi exatamente isso.

Por um lado tinha muita vontade de voltar – nunca tive nenhuma impressão negativa da cidade, mas confesso que me surpreendi quando re-li meu post sobre mina primeira viagem a cidade, quase 7 anos atrás. A pesar de ter sido uma viagem muito legal, e uma cidade incrível, eu ressaltei muitas coisas negativas também, que com o passar dos anos, evaporaram completamente da minha memória.

Mas o que importa é que sempre quis voltar! Eu tenho um fascínio pelo Leste Europeu – sua cultura, historia, arquitetura, culinária… É sempre o tipo de lugar que me sinto “na Europa”, muito mais que outras áreas do continente. Sim a Espanha é super legal, o Sul da Franca incrível, e a Itália riquíssima, mas nada se compara a sensação de “velho mundo” que sinto nessa região central-leste Europeu!

Então quando mina irmã estava planejando sua visita a Londres, queríamos fazer algum programa so nos duas, ela queria conhecer algum país/cidade novo pela Europa, e imediatamente pensamos em Budapeste!

E lá fomos nós, de sexta a noite a domingo de tarde para Budapeste, eu, Mônica e Carol (uma amiga da Monica que estava dando um rolé pela Europa na mesma época), que já conhecendo a cidade, eu sabia que seria mais que suficiente.

Nosso voo chegou relativamente tarde na sexta feira, então ficamos apenas curtindo o hotel e planejando o dia seguinte.

Mas nosso sábado começou cedo! Ficamos hospedadas no – incrível! – Four Seasons (um post sobre o hotel já já!), que tem uma localização imbatível, exatamente em frente a “Ponte das Correntes”, então nem gastamos tempo nenhum pra chegar nos pontos turísticos!

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Fomos direto em direção a ponte, atravessamos o rio Danúbio, e cruzamos para o lado de Buda, que eh a area mais “nobre” e histórica da cidade.

A cidade eh dividida em duas, o lado Buda fica no alto da colina, no lado norte do rio Danúbio, sendo uma região mais nobre, histórica e artística. Enquanto Peste, no lado sul e lado “baixo” da cidade, eh mais residencial, porem também sedia a administração do governo (o parlamento fica no lado Peste) e o comercio da cidade.

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Chegando em Buda tínhamos a opção de enfrentar a fila e subir Buda usando o serviço do funicular, mas como a fila estava muito grande, fomos andando mesmo e valeu a pena!

Além de ter sido super rapidinho, de quebra a subida pelo parque ainda oferece vistas incríveis da cidade!

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Lá em cima, nossa primeira parada foi o Palácio Magyar Nemzeti, que hoje em dia sedia o Museu de História Húngara, e a pesar de que optamos não entrar, não pode ser ignorado – a construção domina totalmente a vista da cidade, e eh a imagem mais marcante de Buda!

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Sua posição privilegiada e construção imponente, garantiram que além de não ter sido destruído durante a guerra, ainda foi eleito para sediar o “governo” nazista (e posteriormente, Soviético) durante as guerras e ocupações da Hungria.

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Mas estando lá em cima não sabemos se tiramos fotos do palácio ou da vista da cidade! Realmente Budapeste é muito harmônica e muito fotogênica, principalmente a vista de Buda para Peste.

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Nos fundos do palácio temu m outro jardinzinho, com as esculturas, fontes e um mercadinho bem fofo, cheio de souvenirs e produtos típicos da cidade (os linhos bordados e caixinhas de madeira são lindos! Ótimo para quem gosta de jogos de mesa mais elaborados e delicados).

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Bem do lado do museu esta o palácio presidencial Sandor, que a pesar de que arquiteturalmente fica meio escondido entre seus vizinhos, de hora em hora eles fazem um (mini) troca da guarda, e todos os dias ao meio dia em Ponto, os guardinhas fazem uma aprensentação de troca da guarda e “malabarismos” de suas armas!

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Por acaso chegamos lá em ponto e conseguimos assistir a apresentação, que foi super interessante!

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Por fim o ponto alto de qualquer visita a Buda eh a Igreja Sao Matias com seu interior dourado e seu telhado coloridíssimo!

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Além de claro, a estrutura do Halászbástya, que é tipo uma varandinha, meio castelinho que debruça na colina de Buda, bem de frente ao Parlamento Húngaro, e a eh a cena mais típica da cidade!

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Na parte da tarde, voltamos ao lado Peste da cidade e fomos direto ao Parlamento!

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O edifício é aberto a visitação, mas dividido em duas áreas: a Biblioteca do parlamento, que deve ser reservada com antecedência e apenas disponível por telefone ou pela internet, ou uma tour mais geral, que também pode ser comprada on line ou no próprio dia da visita (mas nao vendem ingressos com antecedência lá na bilheteria).

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Não reservamos nada com antecedência pois achei que seria difícil programar exatamente onde estaríamos a que horas, mas ainda assim conseguimos ingresso para aquela tarde.

Infelizmente tivemos a brilhante ideia de então parar para almoçar e descansar um pouco e fomos andando em direção a Catedral de São Estevão.

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A verdade eh a ideia realmente foi ótima, e a comida muito, muito boa! Maaaaaas… relaxamos tanto com nossos Goulash que perdemos totalmente a hora da visita ao Parlamento!

Nao consegui lembrar exatamente o nome do lugar onde almoçamos, mas fui numa birosquinha bem com cara de pega-turista, na rua principal da Catedral – mas nos surpreendemos o quanto a comida estava maravilhosa! (pedimos Goulash de entrada, que eh a sopa típica da Hungria – com carne, paprika e muito temperadinha!), e de prato principal, algumas opcoes típicas, como a carne de cozimento lento no molho de paprika e mini dumplings caseiros e picles, e o frango assado com uma massinha tipo gnochi e molho de ricota defumada.

Realmente era de se esperar que perdemos totalmente a hora!

Então como economizamos o tempo da visita no Parlamento, fomos seguindo em direção a Andrassy Ut, a rua principal da cidade, e também uma das mais comerciais, e onde estão as principais lojas high-end da cidade e muitos de seus museus históricos.

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Logo no começo da rua esta a Opera de Budapeste, considerada uma das mais bonitas da Europa, e a pesar de que a Hungria não é exatamente conhecida internacionalmente por sua música clássica, os Húngaros são um povo muito musical, e portanto dão um prestigio enorme a sua Opera!

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A Opera de Budapeste pode ser visitada por dentro (além de que as performances sao vendida ao publico, então você pode comprar seu ingresso para assistir uma Opera em Budapeste la mesmo! Deve ser o máximo!), mas apenas com visitação guiada e que acontece todos os dias, apenas as 3 e as 4 da tarde. A compra e reserva dos ingressos para visitacao devem ser feitas diretamente la na Opera (na lojinha de souvenirs).

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Ah! Outra area comercial que vale a pena mencionar ali nos arredores da Andrassy Ut e a Ponte das Correntes em Peste é a Vati Utca, que é uma outra região comercial mais “normal” (leia-se: menus Gucci e Louis Vuitton, e mais Zara e H&M).

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Mesmo para quem não pretende fazer compras, vale a visita, pois a Vaci Utca é uma das ruas principais do bairro Judeu de Budapeste, que após ter sido dizimado durante a segunda Guerra, foi parcialmente construido e possui Sinagogas e edifícios lindíssimos!

E a noite, é por ali que estão os barzinhos, clubs e restaurantes que atraem os muitos grupos de amigos e despedidas de solteiro(a) a cidade! (que eh um dos top destinos para festerês e despedidas de solteiro(a) na Europa!).

Nos jantamos ali perto, no Kiosk que é muito legal e vale demais a dica!

No dia seguinte, domingo, acordamos com um dia bem cheio e chuvoso, o que atrapalhou nossos planos, mas ainda assim tentamos continuar passeando pela cidade.

Então logo de manha, voltamos no parlamento para tentar comprar novas entradas para fazer o tour – mas acabamos desistindo, pois nao queríamos esperar demais…

Aproveitamos também que estávamos por aqueles lados de Peste e demos uma passadinha na Estação de trem de Budapeste, na Praça Eiffel – pois como o nome sugere, a construção foi desenvolvida pelo arquiteto Francês Gustave Eiffel.

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Então voltamos para a Andassy Ut, para tentar ver o resto da avenida, que não tinha dado tempo no sábado.

Uma das atrações mais interessantes da avenida eh o “Museu do Terror”, que eu preferi não ir dessa vez, mas passei algumas horas por la na mina outra visita a Budapeste e realmente é um museu que vale a pena demais!

Confesso que ele é bem pesado, saímos de lá de estômago embrulhado (mesmo não conseguindo entender muita coisa, já que o museu quase todo esta apenas em Húngaro!), mas é um prato cheio para os amantes de historia e do passado conturbado do Leste Europeu no ultimo século.

Então dessa vez, em vez de irmos ao Museu do Terror, fomos direto para a Praça dos Heróis, que marca o final da Andrassy Ut, e homenageia todos os veteranos e vitimas das muitas guerras em que a Hungria fez parte (e foi vitima).

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A praça, além da pilastra central e suas estátuas em semi circulo, a praça também é cercada por outros dois museus: o Museus de Finas Artes e o Kunsthalle “Palácio das Artes”, que para quem for fã de arte e tiver mais tempo na cidade, vale a pena.

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Bem atrás do Praça dos Heróis esta o Parque da Cidade, o principal parque de Budapeste, e que foi sendo construido ao longo dos séculos, por encomenda de vários nobres que comandavam a cidade, ou para comemorar determinados momentos da historia do país.

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Como eh o caso do Vajdahunyad Castle, um castelinho cercado pelo lago no centro do parque, que foi construido em 1896 para a comemoração do Festival do Milênio, que comemorou os mil anos de história Húngara.

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Além da linda vista do lago, o que faz dessa construção tão única eh sua mistura de estilos arquitetônicos, como se fosse um “calendário” de todos os estilos e todas as misturas disponíveis na cidade.

E claro, também é lá no Parque da cidade que fica as principais termas e Spa de Budapeste, a Széchenyi!

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Já que o dia estava feio mesmo, desistimos da turistagem e fomos passar o resto da dia relaxando nas piscinas termais! 9que claro, vai merecer um post exclusivo, pois foi uma experiência única e muito divertida!)

Antes de voltar pro aeroporto, almocamos na varandinha do hotel Mirage que servem uns sanduíches bons demais! (e de quebra com a vista da Praça dos Heróis!).

 

Budapeste na Pratica:

 

-          Brasileiros não precisam de visto para visitar a Hungria, e a cidade pode ser acessada por voos diretos vindos de todo o mundo, ou com escalas em outras capitais Europeias. Saindo de Londres, nos voamos Wizz Air (que eh um empresa Low cost dedicada aos destinos no Leste Europeu), mas a EasyJet e Ryanair tambem voam para Budapeste, assim como as cias mais tradicionais, como British Airways, Air France, Alitalia, KLM, etc.

-          O aeroporto internacional é conectado ao centro da cidade por transporte publico – trens e ônibus, circulam frequentemente entre os dois ate tarde da noite. Algumas empresas de low cost também fazem seu proprio translado e voce pode comprar sua passagem de onibus direto com eles (no site quando voce compra sua passagem, ou direto durante o voo). Tanto a Wizz Air, quanto a Easyjet tem ese esquema. Mas se seu voo chega tarde, ou sai cedo, uma corrida de taxi demora apenas cerca de meia hora e custa uns 30 euros. Mas tencao! Os taxistas sao meio golpistas e se nao ficar atento, volta e meia alguem tenta tirar vantagem dos turistas! (quase caimos num golpe logo na nossa chegada, e o cara quería nos cobrar 90€ em vez de 30€! Como a moeda local eh meio confusa, demorei um tempinho tentando fazer a conta e entender o que estaba acontecendo e me neguei a pagar! No fial ele disse que foi “um erro” no taxímetro e eu estaba certo, a corrida era so 30 Euros mesmo…)

-          A moeda local eh o Florint Hungaro, que tme uma conversao Ingrata e muito complexa… hehhhehe Na época da viagem a taxa era de 1 US$ para cada 223 Florints.

-          Budapeste eh um destino perfeito para ser conjugado com outras ciudades ali na regiao central do Leste Europeu, e ja vi muito roteiros que combinam Viena na Austria, com Praga na Republica Checa e Berlin, na Alemanha, por exemplo – seria um roteiro SHOW a ser feito de trem ou carro!

-          Na hora da hospedagem, tanto Buda quanto Peste sao boas opcoes e com muitos atrativos em volta, e seja onde voce se hospedar, com certeza vaia cavar atravesando alguma das muitas pontes da cidade para conhecer o outro lado tambem. Mas nas duas viagen suqe fiz a Budapeste, fiquei hospedada em Peste, e tenho a impressao que alem de ter mais opcoes de hospedagem, Peste eh mais “central”, com mais opcoes de transporte (de dia e de noite), lojas, restaurantes, cafes… enfim, a hospedagem em Peste facilita a “logística” da viagem.

-          Uma das coisas que me lembrava da mina primeira viagem a Budapeste em 2006 eram os precos, e como tudo por la era tao barato. Entao dessa vez me surpreendi com o quanto achei tudo tao caro! Hoje em dia os precos de Budapeste se equiparam com qualquer outra capital Europeia, e ja deixaram de ser um destino super em conta. Os hoteis custam o mesmo que custariam na Espanha e Italia por exemplo (mas continuam mais baratos que Paris e Londres, sem duvidas), e a comida, atracoes e ate mesmo taxis custam um preco bem padrao Europa.

-          Mas em compensacao, outra coisa que me lembro da mina primeira viagem a Budapeste era o contraste da pobreza e as marcas do passado soviético ainda recente. Bem, isso tambem mudou! Nada que um banho de loja estilo “agora fazemos parte da comunidade Europeia” nao resolva! A cidade esta mais limpa, os predios antigos recuperados e restaurados, e os contrastes estao menos evidentes. Por um lado, isso tras o aumento dos precos, e o fim das “pexinxas” do Leste Europeu, mas em compensacao tras mais empregos para os locais, melhores infraestruturas e uma sensacao de uma cidade bem mais segura e agradavel.

 

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