22 Aug 2011
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Johannesburgo ao vivo!

Africa do Sul, Dicas de Viagens, Johanesburgo, Trabalho

Bem, não tenho assim nada muito interessante pra reportar não… Fico aqui na África do Sul ate 5a feira, e infelizmente aqui é o único pais do mundo que eu já fui ate hoje que não consegui aproveitar nem me divertir nem um pouquinho…

Essa coisa da falta de liberdade e tanta insegurança/violência ultrapassa um pouco dos limites e me sinto muito presa o tempo todo… Ate porque fico presa né?! Não da nem pra colocar o nariz pra fora do hotel/ escritório sem estar acompanhada do segurança…

Mas tudo bem, o projeto vai bem, o dia foi produtivo… Então meu dia foi assim (e os próximos 3 dias serão iguais):

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O vôo estava incrivelmente lotado e dessa vez a nossa senhora da Business Class não estava de bem comigo!

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Por sorte eu estava bem preparada, com tapa olho, tapa ouvidos, livro e revistas e um remedinho pra enjôo que da um soooono!
Incrivelmente dormi as 11 do vôo como um anjo. Com a cadeira toda reta mesmo e só acordei na hora do café da manha!

Depois de um pit stop no hotel, passei o resto do dia todo no escritório.

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O escritório fica bem de frente do mega shopping Sandton City e o “inverno” Sul Africano é tipo o inverno Brasileiro: mor solzão e 23 graus – e todo mundo reclamando de frio!

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No fim do dia o segurança me levou de volta pro hotel… Na ultima viagem eu achei muito exagero, mas depois que reparei que o restaurante no térreo do meu hotel tem uma marca de bala na janela (resultado de um “confronto” semana passada), resolvi ficar no meu canto e não dar bobeira.

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Já de volta no hotel, trabalhei mais um pouco….

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Ate que o jantar chegou!

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E amanha recomeça tudo de novo!

 

Adriana Miller
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17 Jul 2011
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Estee Laurer – Advanced Night Repair Concentrate

Africa do Sul, Beauty Everywhere, Johanesburgo, Pele

Sempre que eu falo sobre usar cremes com acido retinóico (uso todas as noites, desde meus 22 anos) me perguntam “mas sua pele não descasca? Não fica sensivel?!”.

Fica, claro. Me incomoda? Não… as vezes fica mais sensivel que o normal (quando faz muito frio, ou trocas bruscas de estação e temperatura, etc), mas acho que os beneficios compensam, e mesmo se de vez em quando minha pele fica descascando no fim do dia, basta lavar o rosto, esfoliar um pouquinho com os dedos  – sem produtos nenhum mesmo, com o rosto molhado, a pele se “desfaz” e a parte descascada vai embora, levando as celulas mortas, manchas, renovando a pele, estimulando colágeno, e todas aquelas coisas boas que a gente sabe.

Mas ainda assim, pra evitar que essa descamação natural fique fora de controle e realmente me incomode, eu faço o possivel e o impossivel, usando outros produtos que compensem o desgaste que o ácido causa na pele.

Então ha anos que eu uso o Advance Night Repair da Estee Lauder todas as noites e adoro.

Quando meu ultimo vidrinho acabou e resolvi comprar outro, eu reparei na loja que tinha um outro potinho marrom na estante: o Advance Night Repair Concentrate que como o nome já diz, é uma versão concentrada da mesma formula, e quando eu comecei a ler a formula e a diferença entre um e outro, a recomendação é realmente para peles sensibilizadas por peelings e acidos.

Na verdade a recomendação é de que a versão concentrada seja usada como preparação da pele, pré e pós peeling, pra acelerar a recuperação da pele em situações de agressão extrema.

Então achei que seria uma boa tentar trocar as formulas, e então tenho usado a versão concetrada como meu serum diario ha uns 2 ou 3 meses e to gostando muito! E realmente acho que ajudou ainda mais a menter minha pele menos sensível e “agredida” pelo ácido.

A textura e concentração do serum concentrado também é diferente, e é mais “serum” mesmo, enquanto que a fármula normal é meio um gél, coisa que eu nunca fiu muito fã não… então ele deixa a pele menos “plastificada” logo após a aplicação e a pele absorve super bem!

 

Adriana Miller
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20 Apr 2011
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TV Everywhere: Cidade do Cabo

Africa do Sul, Cidade do Cabo, Dicas de Viagens, T.V. EveryWhere

Mais um video ficou pronto!

Sabe que apesar de adorar fotografia eu nunca tive paciencia pra editar fotos. Não sou nenhuma fotografa super profissional, mas acho que uma boa foto é aquela que sai de uma ideia na cabeça, pra lente da camera e pro papel (ou tela do computador) pronta, feita. Nada contra quem passa horas editando fotos (O Aaron por exemplo passa DIAS no photoshop), mas sou “das antigas” e acho que se a foto precisar de muito “trabalho” pra ficar bonita, então não era uma boa foto desde o principio…

Mas sem enrrolar muito, descobri que tudo que não tenho paciencia pra editar fotos, to amando na edição de videos!

Adicionar efeitos, musica, mapas, cenas, etc e contar uma historia “ao vivo”!

E da pra perceber né? Cada video publicado to me empolgado mais e mais!

Ainda tenho bastante pra aprender (já que estou me auto-ensinando iMovies na marra!), como por exemplo, nesse video da Cidade do Cabo, não entendo porque sairam “creditos” (Tem uns “staring: Adriana Miller”) nada a ver no meio das montagens!

Mas o resultado final ficou bem divertido! Espero que gotem!

(Ficou gigante – uns 9 minutos! – mas fiz muitos videos por lá e fiquei com dó de não incluir todos!)

 

Adriana Miller
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19 Apr 2011
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T.V. Everywhere: Penisula do Cabo

Africa do Sul, Dicas de Viagens, Penisula do Cabo, T.V. EveryWhere

Ficou pronto o video que fiz no dia que fui a Penisula do Cabo!

Eu me empolguei um pouco nos efeitos especiais, e to adorando me aventurar no iMovie! mas já aviso que o audio ficou meio ruim, por dois simples motivos: pra começar que eu estava com a voz de gripe mais esquisita do mundo, e segundo porque o vento estava forte demais e afetou o audio do filme.

Adriana Miller
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17 Apr 2011
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Cidade do Cabo – Cape Town

Africa do Sul, Cidade do Cabo, Dicas de Viagens

A primeira coisa que eu fiz quando acordei foi espiar pra for a da janela e conferir o tempo: na Cidade do Cabo o clima é temperamental, e nunca dea pra planejar muito quais atrações estarão abertas, já que muita coisa é condicional ao clima e “ferocidade” do vento.

Mas conforme previsto, o ceu estava impossivelmente azul e sem uma unica nuvem!

Eu queria tirar o dia pra conhecer a Cidade do Cabo, mas depois de todas as historias de horror sobre a inseguranca e violencia na cidade que ouvi no albergue e do pessoal do passeio a Penisula, resolvi ficar quieta no meu canto e não inventar de andar sozinha pela cidade – por recomendação da recepcionista do albergue, comprei pela primeira vez na vida um passe daqueles onibus vermelinhos de hop on – hop off, que tinha um ponto exatamente em frente ao albergue (e o segurança me levou até o ponto e ficou esperando o onibus chegar bem do meu lado!).

A primeira parada do dia foi a majestosa Table Mountain (existe nome em Portugues? “Montanha da Mesa”?), que assim como no Rio temos o Pão de Açucar, Cape Town tem a Table Mountain dominando a paisagem.

La de cima fica bem mais facil de entender a dinamica da cidade – a parte central, o porto, as praias, as montanhas, e deu pra entender bem porque o Rio e Cape Town sao tão frequentemente comparadas – ambas sao cidades lindas que cresceram espremidas entre o mar e a montanha.

Alguns turistas (e locais) mais corajosos sobem a montanha pelas trilhas (que leva em media de 2 a 4 horas), mas eu optei pelo metodo preguiçoso e subi de bondinho!

O bondinho da Table Mountain eh bem menorzinho que o do Pão de Açucar, mas bem mais eficiente – a fila é organizada e passa rapidnho, e o bondinho em si tem uma sacada brilhante: o chão roda 360 graus, então todo mundo consegue ver bem a paisagem e ficar bem perto da janela!

O topo da montanha é bem diferente doque eu imaginava, porque é apenas…. um super pedaço de pedra! Tirando a estação do bondinho e uma lojinha lá em cima, não tem mais nada, só pedras, e mais pedras, e mais pedras e plantas rasteiras.

Então enquanto estava lá em cima não consegui evitar ficar filosofando sobre esses dois paises e duas cidades tão diferentes, mas tão parecidas!

Confesso que fiquei com ciumes de tanto ouvir as pessoas compararem Cidade do Cabo com o Rio de Janeiro! Ciumes sim, porque sou Carioca e não acho que lugar nenhum no mundo consegue ser tão maravilhso quanto ao Rio! Mas por outro lado, com ciumes por ver que muita gente tinha razão, e pra piorar, o fato de que apesar dos pesares (da violencia muito acima dos niveis esperados, da separação ainda bem obvia de raças, das diferencas sociais, etc) Cape Town conseguia ser tão limpa, organizada e bonita de uma maneira não-natural que o Rio de Janeiro (mesmo nas entranhas do Leblon de Manuel Carlos) nunca conseguirá ser!

Então permitam-me filosofar um pouco…
Enquanto estava lá em cima da Table Mountain, sozinha tirando fotos e admirando a paisagem eu cheguei a conclusão que a Cidade do Cabo é na verdade a irmã mais nova do Rio.

A aparencia limpa, calma, arborizada com jardins bem cuidados (que realmente dao uma otima falsa impressao de seguranca e desenvolvimento, um ar assim meio Europeu que o rio não tem), mostra uma versão de Rio de janeiro que ainda não cresceu e não virou “gente grande”.

Primeiro porque as proporções são, bem, desproporcionais. O Rio é nada menos que 5 vezes maior que a Cidade do Cabo, e portanto, enquanto eles tem casinhas (com muros de arame farpado eletrocutados, mas tudo bem) nós temos predios cada vez mais alto. Onde os Capetonians tem jardins floridos, os Cariocas tem carros estacionados em fila dupla.

Mas o principal efeito “cosmetico” que engana os turistas desavisados em Cape Town, é a ausência de pobreza pelas ruas. Cidade do Cabo não tem favelas aparentes, e assim como em Johanesburgo, praticamente ninguem anda a pé pelas ruas da cidade.

E tudo isso tem um motivo muito simples, que graças a Deus nunca afetou nenhuma cidade do brasil: Apartheid.

Durante as muitas decadas onde a separação de raças era oficial na Africa do Sul, morar numa cidade como Cape Town era privilegio apenas para brancos e ricos.

Então oque vemos na Cidade do Cabo de hoje em dia? Casas enormes, rua limpas, jardins floridos e Capetonians descendentes de Holandeses, Ingleses e Portugueses – em sua esmagadora maioria, loiros de olhos azuis.

Ali de cima da Table Mountain, no ponto mais alto da cidade, Cape Town não tem pobreza nem violencia, e é uma cidade de primeiro mundo, meramente separada geograficamente de seus antigos colonizadores.

Já no Rio de Janeiro, não há separação (oficial, pelo menos), e pra onde olhamos vemos muitos ricos, mas tambem muitos pobres. Alguns brancos, mas muito mais negros, mulatos e todas as cores pelo meio. Casarões milhonarios, e casabres de telhado de zinco.

Então é justo comprar as duas cidades? Talvez sim, talvez não. Mas por mais que tenha gostado bastante da Cidade do Cabo, os Capetonians que me desculpem, mas o Rio de Janeiro é insubstituivel e muito mais autentico!

Mas voltando ao passeio pela Cidade do Cabo, voltei ao onibus vermelho e segui em direção a Camps Bay, que é a principal e mais bonita praia da cidade.

E realmente Camps Bay é linda!

O cenário é simplesmente perfeito: A montanha “cabeça de Leão” de um lado, e os “12 Apostolos” do outro, e uma avenida cercada de palmeiras e com casinhas enfileiradas (que hoje em dia são hoteis, lojas, restaurantes, caf´s, etc) em estilo Cape Dutch, e a olho nu, um clima de praia num domingo de sol como outro qualquer.

Mas observando Camps Bay com calma notei algumas coisas estranhas: Pra começar, ninguem na agua, e os poucos corajosos, estavam usando long johns.

Os motivos são simples: primeiro porque a tempratura media da agua é de 10 graus (!!!), e por mais que o sol esteja forte, o vento é tanto o tempo todo, que realmente voce não sente tanto calor assim. Mas principalmente, porque as aguas são infestadas de tubarões!!!

Eu achei muito bizarro que ao longo da areia e “calçadão” das praias tem varios avisos sobre tubarões, como “ficar esperto” sobre os perigos dos tubarões, e oque fazer em caso de ataque.

E por acaso, no dia que estava lá, a bandeira de “segurança” da praia era vermelha, oque significa que a agua estava turva, e que portanto os salva-vidas não conseguiriam avistar os tubarões a tempo, caso algum chegasse perto da praia.

Pra fechar o dia, segui minha viagem em direção ao Victoria & Albert Waterfront, que é uma região LINDA da cidade! Uma parte do cais do porto, que foi totalmente revitalizada e virou um centro de entretenimento a ceu aberto.

A vista de lá é linda demais, com visão privilegiada da Table Mountain e da Lions Head, perfeitamente complementada pelos barcos e iates que circulam pelo perto (é de lá que saem os barcos para Robben Island a Ilha presidio onde Nelson Mandela ficou preso durante duas decadas), as casinhas Cape Dutch com mesinhas na varanda, e infinitas opções de lojas, restaurantes, etc.

É lá tambem que fica o super shopping Victoria & Albert e Clock Tower, além do Aquario/Oceanário de Cape Town.

Eu aproveitei o dia lindo e a vista deslumbrante, e passeio o resto do dia sentada na varandinha de um restaurante, admirando a paisagem, relaxando (e matando a saudade de beber suco de frutas naturais!) até que chegou a hora de voltar pro Aeroporto.

Apenas um dia em Cape Town, definitivamente não foi suficiente pra ver tudo, até porque eu não estava muito bem, e fiz tudo com bastante calma, mas pelo menos consegui ver o principal e as partes mais bonitas da cidade.

Minha conclusão final foi que Cape Town ainda tem muito que “crescer” para merecer ser comparada com o Rio de Janeiro, mas por outro lado, o Rio podia aprender muitas coisas por lá!

 

Adriana Miller
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