22
Aug
2011
Johannesburgo ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Bem, não tenho assim nada muito interessante pra reportar não… Fico aqui na África do Sul ate 5a feira, e infelizmente aqui é o único pais do mundo que eu já fui ate hoje que não consegui aproveitar nem me divertir nem um pouquinho…

Essa coisa da falta de liberdade e tanta insegurança/violência ultrapassa um pouco dos limites e me sinto muito presa o tempo todo… Ate porque fico presa né?! Não da nem pra colocar o nariz pra fora do hotel/ escritório sem estar acompanhada do segurança…

Mas tudo bem, o projeto vai bem, o dia foi produtivo… Então meu dia foi assim (e os próximos 3 dias serão iguais):

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O vôo estava incrivelmente lotado e dessa vez a nossa senhora da Business Class não estava de bem comigo!

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Por sorte eu estava bem preparada, com tapa olho, tapa ouvidos, livro e revistas e um remedinho pra enjôo que da um soooono!
Incrivelmente dormi as 11 do vôo como um anjo. Com a cadeira toda reta mesmo e só acordei na hora do café da manha!

Depois de um pit stop no hotel, passei o resto do dia todo no escritório.

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O escritório fica bem de frente do mega shopping Sandton City e o “inverno” Sul Africano é tipo o inverno Brasileiro: mor solzão e 23 graus – e todo mundo reclamando de frio!

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No fim do dia o segurança me levou de volta pro hotel… Na ultima viagem eu achei muito exagero, mas depois que reparei que o restaurante no térreo do meu hotel tem uma marca de bala na janela (resultado de um “confronto” semana passada), resolvi ficar no meu canto e não dar bobeira.

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Já de volta no hotel, trabalhei mais um pouco….

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Ate que o jantar chegou!

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E amanha recomeça tudo de novo!

 

Categorias: Africa do Sul, Johanesburgo, Trabalho, Viagens
12
20
Apr
2011
TV Everywhere: Cidade do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Mais um video ficou pronto!

Sabe que apesar de adorar fotografia eu nunca tive paciencia pra editar fotos. Não sou nenhuma fotografa super profissional, mas acho que uma boa foto é aquela que sai de uma ideia na cabeça, pra lente da camera e pro papel (ou tela do computador) pronta, feita. Nada contra quem passa horas editando fotos (O Aaron por exemplo passa DIAS no photoshop), mas sou “das antigas” e acho que se a foto precisar de muito “trabalho” pra ficar bonita, então não era uma boa foto desde o principio…

Mas sem enrrolar muito, descobri que tudo que não tenho paciencia pra editar fotos, to amando na edição de videos!

Adicionar efeitos, musica, mapas, cenas, etc e contar uma historia “ao vivo”!

E da pra perceber né? Cada video publicado to me empolgado mais e mais!

Ainda tenho bastante pra aprender (já que estou me auto-ensinando iMovies na marra!), como por exemplo, nesse video da Cidade do Cabo, não entendo porque sairam “creditos” (Tem uns “staring: Adriana Miller”) nada a ver no meio das montagens!

Mas o resultado final ficou bem divertido! Espero que gotem!

(Ficou gigante – uns 9 minutos! – mas fiz muitos videos por lá e fiquei com dó de não incluir todos!)

 

Categorias: Africa do Sul, Cidade do Cabo, T.V. EveryWhere, Viagens
24
19
Apr
2011
T.V. Everywhere: Penisula do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Ficou pronto o video que fiz no dia que fui a Penisula do Cabo!

Eu me empolguei um pouco nos efeitos especiais, e to adorando me aventurar no iMovie! mas já aviso que o audio ficou meio ruim, por dois simples motivos: pra começar que eu estava com a voz de gripe mais esquisita do mundo, e segundo porque o vento estava forte demais e afetou o audio do filme.

Categorias: Africa do Sul, Penisula do Cabo, T.V. EveryWhere, Viagens
23
17
Apr
2011
Cidade do Cabo – Cape Town
Escrito por Adriana Miller

A primeira coisa que eu fiz quando acordei foi espiar pra for a da janela e conferir o tempo: na Cidade do Cabo o clima é temperamental, e nunca dea pra planejar muito quais atrações estarão abertas, já que muita coisa é condicional ao clima e “ferocidade” do vento.

Mas conforme previsto, o ceu estava impossivelmente azul e sem uma unica nuvem!

Eu queria tirar o dia pra conhecer a Cidade do Cabo, mas depois de todas as historias de horror sobre a inseguranca e violencia na cidade que ouvi no albergue e do pessoal do passeio a Penisula, resolvi ficar quieta no meu canto e não inventar de andar sozinha pela cidade – por recomendação da recepcionista do albergue, comprei pela primeira vez na vida um passe daqueles onibus vermelinhos de hop on – hop off, que tinha um ponto exatamente em frente ao albergue (e o segurança me levou até o ponto e ficou esperando o onibus chegar bem do meu lado!).

A primeira parada do dia foi a majestosa Table Mountain (existe nome em Portugues? “Montanha da Mesa”?), que assim como no Rio temos o Pão de Açucar, Cape Town tem a Table Mountain dominando a paisagem.

La de cima fica bem mais facil de entender a dinamica da cidade – a parte central, o porto, as praias, as montanhas, e deu pra entender bem porque o Rio e Cape Town sao tão frequentemente comparadas – ambas sao cidades lindas que cresceram espremidas entre o mar e a montanha.

Alguns turistas (e locais) mais corajosos sobem a montanha pelas trilhas (que leva em media de 2 a 4 horas), mas eu optei pelo metodo preguiçoso e subi de bondinho!

O bondinho da Table Mountain eh bem menorzinho que o do Pão de Açucar, mas bem mais eficiente – a fila é organizada e passa rapidnho, e o bondinho em si tem uma sacada brilhante: o chão roda 360 graus, então todo mundo consegue ver bem a paisagem e ficar bem perto da janela!

O topo da montanha é bem diferente doque eu imaginava, porque é apenas…. um super pedaço de pedra! Tirando a estação do bondinho e uma lojinha lá em cima, não tem mais nada, só pedras, e mais pedras, e mais pedras e plantas rasteiras.

Então enquanto estava lá em cima não consegui evitar ficar filosofando sobre esses dois paises e duas cidades tão diferentes, mas tão parecidas!

Confesso que fiquei com ciumes de tanto ouvir as pessoas compararem Cidade do Cabo com o Rio de Janeiro! Ciumes sim, porque sou Carioca e não acho que lugar nenhum no mundo consegue ser tão maravilhso quanto ao Rio! Mas por outro lado, com ciumes por ver que muita gente tinha razão, e pra piorar, o fato de que apesar dos pesares (da violencia muito acima dos niveis esperados, da separação ainda bem obvia de raças, das diferencas sociais, etc) Cape Town conseguia ser tão limpa, organizada e bonita de uma maneira não-natural que o Rio de Janeiro (mesmo nas entranhas do Leblon de Manuel Carlos) nunca conseguirá ser!

Então permitam-me filosofar um pouco…
Enquanto estava lá em cima da Table Mountain, sozinha tirando fotos e admirando a paisagem eu cheguei a conclusão que a Cidade do Cabo é na verdade a irmã mais nova do Rio.

A aparencia limpa, calma, arborizada com jardins bem cuidados (que realmente dao uma otima falsa impressao de seguranca e desenvolvimento, um ar assim meio Europeu que o rio não tem), mostra uma versão de Rio de janeiro que ainda não cresceu e não virou “gente grande”.

Primeiro porque as proporções são, bem, desproporcionais. O Rio é nada menos que 5 vezes maior que a Cidade do Cabo, e portanto, enquanto eles tem casinhas (com muros de arame farpado eletrocutados, mas tudo bem) nós temos predios cada vez mais alto. Onde os Capetonians tem jardins floridos, os Cariocas tem carros estacionados em fila dupla.

Mas o principal efeito “cosmetico” que engana os turistas desavisados em Cape Town, é a ausência de pobreza pelas ruas. Cidade do Cabo não tem favelas aparentes, e assim como em Johanesburgo, praticamente ninguem anda a pé pelas ruas da cidade.

E tudo isso tem um motivo muito simples, que graças a Deus nunca afetou nenhuma cidade do brasil: Apartheid.

Durante as muitas decadas onde a separação de raças era oficial na Africa do Sul, morar numa cidade como Cape Town era privilegio apenas para brancos e ricos.

Então oque vemos na Cidade do Cabo de hoje em dia? Casas enormes, rua limpas, jardins floridos e Capetonians descendentes de Holandeses, Ingleses e Portugueses – em sua esmagadora maioria, loiros de olhos azuis.

Ali de cima da Table Mountain, no ponto mais alto da cidade, Cape Town não tem pobreza nem violencia, e é uma cidade de primeiro mundo, meramente separada geograficamente de seus antigos colonizadores.

Já no Rio de Janeiro, não há separação (oficial, pelo menos), e pra onde olhamos vemos muitos ricos, mas tambem muitos pobres. Alguns brancos, mas muito mais negros, mulatos e todas as cores pelo meio. Casarões milhonarios, e casabres de telhado de zinco.

Então é justo comprar as duas cidades? Talvez sim, talvez não. Mas por mais que tenha gostado bastante da Cidade do Cabo, os Capetonians que me desculpem, mas o Rio de Janeiro é insubstituivel e muito mais autentico!

Mas voltando ao passeio pela Cidade do Cabo, voltei ao onibus vermelho e segui em direção a Camps Bay, que é a principal e mais bonita praia da cidade.

E realmente Camps Bay é linda!

O cenário é simplesmente perfeito: A montanha “cabeça de Leão” de um lado, e os “12 Apostolos” do outro, e uma avenida cercada de palmeiras e com casinhas enfileiradas (que hoje em dia são hoteis, lojas, restaurantes, caf´s, etc) em estilo Cape Dutch, e a olho nu, um clima de praia num domingo de sol como outro qualquer.

Mas observando Camps Bay com calma notei algumas coisas estranhas: Pra começar, ninguem na agua, e os poucos corajosos, estavam usando long johns.

Os motivos são simples: primeiro porque a tempratura media da agua é de 10 graus (!!!), e por mais que o sol esteja forte, o vento é tanto o tempo todo, que realmente voce não sente tanto calor assim. Mas principalmente, porque as aguas são infestadas de tubarões!!!

Eu achei muito bizarro que ao longo da areia e “calçadão” das praias tem varios avisos sobre tubarões, como “ficar esperto” sobre os perigos dos tubarões, e oque fazer em caso de ataque.

E por acaso, no dia que estava lá, a bandeira de “segurança” da praia era vermelha, oque significa que a agua estava turva, e que portanto os salva-vidas não conseguiriam avistar os tubarões a tempo, caso algum chegasse perto da praia.

Pra fechar o dia, segui minha viagem em direção ao Victoria & Albert Waterfront, que é uma região LINDA da cidade! Uma parte do cais do porto, que foi totalmente revitalizada e virou um centro de entretenimento a ceu aberto.

A vista de lá é linda demais, com visão privilegiada da Table Mountain e da Lions Head, perfeitamente complementada pelos barcos e iates que circulam pelo perto (é de lá que saem os barcos para Robben Island a Ilha presidio onde Nelson Mandela ficou preso durante duas decadas), as casinhas Cape Dutch com mesinhas na varanda, e infinitas opções de lojas, restaurantes, etc.

É lá tambem que fica o super shopping Victoria & Albert e Clock Tower, além do Aquario/Oceanário de Cape Town.

Eu aproveitei o dia lindo e a vista deslumbrante, e passeio o resto do dia sentada na varandinha de um restaurante, admirando a paisagem, relaxando (e matando a saudade de beber suco de frutas naturais!) até que chegou a hora de voltar pro Aeroporto.

Apenas um dia em Cape Town, definitivamente não foi suficiente pra ver tudo, até porque eu não estava muito bem, e fiz tudo com bastante calma, mas pelo menos consegui ver o principal e as partes mais bonitas da cidade.

Minha conclusão final foi que Cape Town ainda tem muito que “crescer” para merecer ser comparada com o Rio de Janeiro, mas por outro lado, o Rio podia aprender muitas coisas por lá!

 

Categorias: Africa do Sul, Cidade do Cabo, Viagens
27
17
Apr
2011
The Backpack & Africa Travel Centre
Escrito por Adriana Miller

Minha esticada até a Cidade do Cabo foi em caracter puramente pessoal, então tive que planejar toda uma nova viagem express num pais/região que conhecia muito pouco.

De cara fiquei achando os preços de hoteis meio cairinhos, e como estaria viajando sozinha, preferi não ficar em hotel. Achei que ficar num albergue seria uma boa opcão, pois teria mais oportunidades pra conhecer outros viajantes, al´m de facilitar o planejamento dos outros passeios em paralelo pela cidade, tendo tão pouco tempo.

Foi então que eu vi no site do HostelWorld o premiado albergue “The Backpack & Africa Travel Centre” que além de ter a pontuação (dada por hospedes) mais alta no site, ainda tinham uma coleção de premios pra exibir e de quebra uma agencia de viagem acoplada!

Os feedbacks de outros turistas/viajantes/mochileiros ee uma coisa que pesa bastante pra mim, principalmente quando estou viajando sozinha, e gostei bastante do fato do “The Backpack” ter ganhado varios “Hoscars” (O “Oscar” dos “Hostels”) ao longo dos anos.

A localização era otima, e inclusive a vista da sua piscina ilustrava a pagina do Lonely Planet sobre Cape Town! Então pelo menos reservei meu quarto com a segurança de que apesar do preço baixo, credibilidade eles tinham!

Cheguei a pensar em ficar numa quarto tipo dormitorio, mas como estava doente, sabia que não teria muita energia pra ficar socializando pelo albergue, e queria mesmo era uma cama pra me refugiar a noite…

Então acabei ficando num quarto individual (que esqueci de tirar fotos, mas bem bonitinho e simples. Com mais cara de hotel fazenda, doque albergue – vigas de madeira, moveis de qualidade, cama macia), mas estando doente ou não, era impossivel ignorar o clima delicioso de viajantes no ar, e o albergue organiza varios eventos ao longo da semana, justamente pra incentivar esse clima.

Então por exemplo no sabado que estava lá, fiz o passeio pra Cape Point e de noite me juntei a um grupo super legal que conheci no albergue (era noite de churrasco no bar – ou Braai, segundo os Sul Africanos -  do albergue), entre eles um casal de estudantes de medicina Ingleses, que tinham acabado de chegar de uma temporada de 2 meses fazendo trabalho voluntario nas ilhas Mauricio, um Australiano na faz=se final de sua viagem de 1 ano sozinho, e uma Norueguesa de Oslo que (pasmem!) falava portugues perfeito (e com sotaque Carioca ainda por cima) pois tinha morado por 2 anos no Rio (em Bangu!!!) com um namorado Brasileiro que ela conheceu enquanto viajava na Asia…

E por isso acho tão legal viajar sozinha as vezes, e principalmente ficando em albergues. Logico que se o Aaron estivesse lá também, teriamos aproveitado a cidade de maneiras diferentes, mas provavelmente não teriamos tido a oportunidade de conecer pessoas tão diferentes!

Ah! E o passeio a Cape Point também foi organizado pelo albergue, atravez da Day Trippers.

E tambem foram eles que organizaram um transfer pra mim do aeroporto ao albergue, já que meu voo chegou de Johannesburg bem tarde da noite, e a Cidade do Cabo al´m de muito perigosa, não tem transporte publico – então quando sai do portão de chegadas um motorista do albergue já estava me esperando, e custou 200 Rands (que dá uns 35 dolares, o memso preço de um taxi normal, mas 100% seguro).

 

Categorias: Africa do Sul, Cidade do Cabo, Viagens
5
15
Apr
2011
Cape Point – A Penisula do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Quando resolvi extender a viagem da Africa do Sul para pasar o fim de semana na Cidade do Cabo, eu tinha uma unica intencao: chegar a Penisula do Cabo!
Oque conseguisse ver na Cidade do Cabo seria lucro, mas meu sonho sempre foi mesmo conhecer o Cabo da Boa Esperança.

Pra começar porque duvido que exista no mundo um descendente de Portugueses (ou que como no meu caso, tambem passou muitos anos da infancia estudando em escolas Portuguesas) que nao tenha ouvido todos os causos dos descobrimento, lido e relido o “Auto da Barca do Inferno” (de Gil Vicente, uma dos meu livros preferidos!) e ouvido tantas vezes falar sobre a superioridade e soberania dos bravos navegadores Portugas! :-)

Alem de claro, ser uma apaixonada por historia e geografia e tenho verdadeiro fascinio por qualquer ponto no planeta Terra que junte esses dois fatores!

Entao o passeio a Penisula do Cabo foi logo o primeiro tour que eu marquei, ja pra sábado de manha – pra não correr o risco do tempo virar, se alguma coisa acontecesse poderia ser remarcado pra domngo etc. Mas mal sabia eu que estaria TÃO doente e que chegaria a considerar cancelar tudo na ultima hora!

Mas mesmo assim sabado de manha me arrumei cedinho, cedinho (nao sei se foi a febre, mas mal consegui dormir de tanta animação! Acordava de hora em hora pra verificar que o despertador ainda estava funcionando! Igual criança na vespera do passeio escolar!) e me arrastei pra recepção do albergue. Assim que o guia chegou ele me olhou de cima a baixo e recomendou que eu trocasse de roupa: estava um sol de lascar e cerca de 30 graus naquele sol Africano – e eu de calca jeans, blusa de la, jaqueta e cachecol, com as mãos nos bolsos tremendo de frio!

Mas seguimos viagem e rapidinho saimos de Cape Town – mas não antes de ter um gostinho da cidade, com suas ruas arborizadas e a Table Mountain soberana dominando a paisagem!

A primeira parada do dia, seguindo na direcao sul da cidade, foi em Hout Bay, uma micro cidade portuaria onde funciona um mercado de peixes e um mercadinho de artesanato turistico, e de onde saem os passeios para a Ilha das focas (Seal Island). O pessoal que estava no meu grupo embarcou diretamente num barquinho de pescadores pra ver as focas, mas eu estava tão mal, que preferi dispensar o passeio e fiquei pelo porto mesmo – aproveitei pra tirar muitas fotos e comprar meu enfeite de natal!

A Hout Bay eh um cantinho na rota de Chapman’s Peak que tem uma vista di-vi-na da baia! E deu ate pra ver as focas se amontuando nas pedras da ilha lá longe!

O guia do passeio, uma Capetonian chamado Alexi era super simpatico e teve toda paciencia do mundo em ir me explicando os minimos detalhes do caminho que estavamos fazendo – e contou por exemplo, que aquele trajeto de Chapman’s Drive fica fechada grande parte do ano, por causa do meu tempo (principalmente ventos fortissimos na regiao do Cabo) que já causou grandes acidentes, onde o vento arrastou pedregulhos dos barrancos que destruiram carros inteiros! Entao pelo caminho tambem vimos os “inspetores” da estrada que ficam pra cima e pra baixo medindo o vento e as condicoes do solo!

Mas o caminho é impressionante, e seria uma pena não poder passar por aquele trajeto da estrada! Outra coisa bem legal que ele ia contando pra gente era sobre as praias, e cada vez que passavamos por uma praia ele nos mostrava os pontos de “observacao de tubarao” e as bandeiras usadas pelos salvavidas pra se comunicarem entre si em caso dos tubaroes (que por la tem muitos!) chegarem muito perto da praia!

A segunda parada do dia foi a praia/parque de conservacao de Boulders, onde fica uma colonia de Pinguins Antarticos que se instalaram na costa da Africa do Sul ha muito tempo atras!

Que coisinhas mais fofas! A praia propriamente dita é fechada, para proteção dos pinguins (e humanos, ja que pinguins são aparentemente bastante agressivos!), mas podemos andar entre os pinguins atravez de plataformas entre as pedras e a areia.

Dei sorte de ter pego uma epoca do ano de “procriação” e a praia estava cheia de bebes! E cheia de outros tantos pinguins chocando ovos! (e alguns momentos “National Geographic”…)

Eles são tão engracadinhos! Foi hipnotizante ficar olhando os pinguins sandando de um lado pro outro na praia, chocando seus ovos, cuidando de seus bebes… e entender um pouco mais sobre como eh a vida desses animais tao diferentes!

Duas coisas que eu aprendi em Boulders: que os Pinguins Sul Africanos sao a 3ª menor raca de Pinguins do mundo (o Pinguin Imperador da Antartica são os maiores) e amaior causa de morte de pinguins é…. Frio! Eu não fazia a menor ideia que Penguin morre (literalmente) de frio! E todos os anos quando a Africa do Sul temuns dias de frente fria extrema, varios membros da colonia não sobrevivem, então o governo tem criado uma estrutura artificial na praia de Boulders pra ajudar os Penguis a se preotegerem melhor do meio ambiente.


Outro grupo de animais que nos entreteram pelo caminho foram os Babuinos, que são abundantes nessa região sul do Cabo e sao o horror da população! Os Babuinos andam livremente pelas ruas, jardins e estradas, mas são bastante violentos e perigosos – são atraidos por comida e identificam humanos como “fonte”. Volta e meia a sociedade protetora dos Babuinos mata algum “lider” que se tornou muito violento (por onde o grupo ia, um grupo de “guardas” ia sempre por perto, pra garantir que eles não são atacados nem alimentados por humanos, mas que tambem não estão atancando nada nem ninguem). Eles aprenderam a abrir a portas das casas, arrombar porta de carros, onibus turistico, etc…


Dai pra frente, rapidinho chegamos no Reserva Natural da Ponta do Cabo (Cape Point Nature Reserve) onde fica o farol do Cabo e o Cabo da Boa Esperanca – regiao tambem conhecida como Cabo das Tormentas.

Geograficamente eh ali que o Oceano Atlantico se junta/divide com o Ocieano Indico – mas segundo o guia, essa divisão eh cientificamente debativel, já que a maré é muito influenciada pelo tempo e vento na região.

E eu, pessoalmente cheguei a conclusao que eh ali em Cape Point que o vento finalmente faz a curva!!
Eu sempre ouvi falar que o vento naquelas bandas era mesmo fatal, e a grande causa da má fama das “Tormentas” era mais por causa do vendo do que do mar, mas nunca imaginei que fosse tanto!

A van em que estavamos sacudia toda na estrada e era quase impossivel sair do carro sem a sensação que seriamos levados pelo vendaval! Mas mesmo assim, um pessoal do grupo resolveu sair andando pelo parque com bicicletas alugadas – eu fiquei na van com o guia, porque aquele vendaval não combinava muito bem com garganta inflamada!

E então presenciei uma das cenas mais assustadoras: a medida que iamos descendo a estrada, viramos uma curva e o vento ficou pior ainda. Vimos que um pessoal bem na nossa frente estava sendo carregados pelo vento, e alguns deles pararam e desceram da bicicleta – mas uma das meninas não conseguiu parar e descer da bicicleta a tempo, e o vento simplesmente a jogou longe! Ela perdeu o controle do guidon e das rodas e caiu de frente, de cara nas pedras – quebrando o braco esquerdo e dois dentes!!!
Foi aquele caos! Todo mundo tentando ajudar, mas sem saber oque fazer, a menina sangrando e em estado de choque, o celular do guia que não funcionava para alertar os segurancas do parque e o vento que nao dava treguas!

Finalmente, naquele caos sem saber oque fazer, por sorte passou um carro que parou pra nos ajudar (estavamos eu, o guia e mais 2 meninas) e um deles era medico – ele fez uma exame rapido, soh pra garantir que ela não tinha quebrado nada serio, e nos ajudou a leva-la de volta pra van – e então dirigimos pra entrada do parque, onde conseguimos chamar uma ambulancia pra ela!

E nessas horas tudo muda de perspectiva, e como comentei no outro post, eu me dei conta de como eu era sortuda de ter “apenas” febre e dor de garganta, e não um acidente feio que tivesse estragado as ferias dos meus sonhos! Ela era da Nova Zelandia, e não parava de chorar e repetir que sou sonho era fazer um Safari, que por favor ela tinha que conseguir chegar no Safari no dia seguinte!

Como nosso grupo estava completamente separado (no total demoramos quase 2 horas entre o acidente e os paramedicos a levarem na ambulancia), voltamos pro parque pra achar o resto do grupo, explicar oque aconteceu, garantir que o resto do grupo estava seguro, e seguir viagem!

Por azar, nesse meio tempo da confusão o tempo virou, e uma unica nuvem tomou conta da paisagem (nós temos a expressão “onde o vento faz a curva”, e o guia me disse que na Africa do Sul aquela região eh conhecida como a “fábrica de nuvens”, pois o tempo vira e as nuvens se formam como passe de magica) que nos impediu de ver o Farol de Cape Point!

Mas mesmo assim peguei o funicular que vai ate la em cima (ou entao pode-se subir a pena, pela trilha) na esperanca de conseguir “ver” a divisão dos Oceanos…


Quando o sol comecou a baixar, o pessoal pegou a trilha que vai do farol ao Cabo da Boa Esperança, mas eu fui de carro com o guia, e pelo caminho vimos um grupo de Avestruzes, mais Babuinos, Dassies (um bichinho que parece um super coelho, mas que na verdade, geneticamente sao descendentes dos elefantes!) e uma cobra gigantesca!!

E quando finalmente chgamos la em baixo…. que sonho!!! O Cabo da Boa Esperança!

Eu fiquei mesmo, mesmo, muito emocionada!

O guia foi se encontrar com o resto do pessoal na trilha e eu fiquei ali sozinha, com o Cabo todo soh pra mim!

Fiquei ali sentada no ponto mais ao sul do continente Africano refletindo sobre oque eu devo ter feito de muito bom na vida pra merecer aquilo tudo?! Para merecer o privilegio que ver um lugar daqueles?!

Sim estava doente, sim estava me sentindo um lixo, mas nada disso importou quando me deparei com a placa do Cape of Good Hope em pleno por do sol!

Os carros com turistas iam chegando e saindo, e eu soh saia de frente da placa pra ir deixando outras pessoas tirarem fotos…
Eu adoro essa sensacao de estar num lugar “geografico”, me imaginar no mapa! Naquele momento eu sabia exatamente onde estava no mundo, e só tinha eu ali!

Por sorte lembrei de levar meu tripe portatil na viagem, e fiz a festa nas fotos! Que gripada oque!! Valeu demais a pena o tanto que me senti mal, mas consegui chegar e realizar um grande sonho na minha vida!

Mas antes do sol baixar completamente, o resto do grupo chegou da trilha, e mais algumas milhares de fotos depois, seguimos viagem de volta a Cidade do Cabo!


Esse passeio nao da pra ser feito de maneira “independente” sem uma tour (a não ser pra quem aluga carro e tem coragem de dirigir nas estradas com aquela ventania), então minha viagem foi feita com a agencia “Day Trippers“, que eu reservei diretamente atravez do albergue que estava hospedada em Cape Town. O passeio durou o dia todo mesmo, e o Alexi, nosso guia foi sensacional, e mesmo no momento de emergencia e acidente, ele se mostrou super bem preparado e conseguiu administrar bem a situação. Entao sem duvida alguma, super recomendo a empresa!

 

Categorias: Africa do Sul, Penisula do Cabo, Viagens
25
14
Apr
2011
Sandton City
Escrito por Adriana Miller

 Sandton City, como mencionei em outros posts, eh considerado o maior shopping da Africa, e o orgulho dos Jobur-guenses.

Mas essa “cidade” eh mais que um shopping, pois funciona como o coracao do bairro “pre fabricado” de Sandton.

Eh um complexo comercial que integra 2 shoppings diferentes (um bem pequeno, mais “boutique” com entrada na Nelson Mandela Square, e outro mais “popular”), escritorios, muitos bancos, uns 3 ou 4 hoteis alem de muitas opcoes de restaurantes e entretenimento. Sem duvida alguma, a melhor area pra se hospedar em Johannesburg.

Quando comparam Johanesburgo com Sao Paulo, eu consigo nitidamente ver o porque… Ambas cidades sao centros financeiros de seus respectivos paises, sem grandes atrativos turisticos, porem porta de entrada do pais, e por tanto nao me admirou muito que Johanesburgo tambem tenha como centro social, um centro comercial. (Inclua aqui o cinismo de uma Carioca falando sobre SP…)

Numa cidade onde eh praticamente proibido andar na rua, o Sandton City eh um oasis!

Sua “pracinha” principal, a Nelson Mandela Square passa uma sensacao de cidade “normal”, um espaco a ceu aberto, onde familias e criancas andam despreocupadamente, e com muitas opcoes de restaurantes, bares, cinema, livrarias, etc.

Por isso gostei de ficar hospedade nessa regaio, pois fica facil sair da “bolha” do seu hotel, e entrar diretamente na “bolha” no Sandton City, e se sentir um pouquinho livre e independente.

Mas sobre o shopping propriamente dito, lamento informar que fiquei bem decepcionada, e acho que pode ser ainda mais decepcionante para Brasileiros que cheguem em Jo’burg com esperanca de precos mais baixos e paraiso de compras.

Achei os precos bem padrao Europa (que em se tratando de shopping, eh mais barato que Brasil, mas eu nao achei nada super barato nem que valesse a pena), mas principalmente porque eh um shopping “local”, sem lojas nem marcas internacionais nem reconheciveis, com um estilo local bem especifico e com a moda um tanto quanto “atrasada” (engracao que eu assisti um programa na TV sobre isso, e um carinha “fashion” reclamando de por estarem no hemisferio sul, e terem as estacoes invertidas em relacao aos EUA e Europa, a moda Sul Africana esta sempre correndo atras do prejuizo e oque vai se usar no inverno desse ano – de Maio a Setembro – eh oque a Europa usou ano passado. “Problema” esse que eh a mesma reclamacao que vemos em revistas, sites e blogs de moda Brasileiros).

A Africa do Sul tem um grande problema a ser superado, que eh a reabertura de seu comercio ao embargo comercial que o pais sofreu durante as muitas decadas de Apartheid.

Entao ate meados/final da decada de 90 a Africa do Sul nao importava, produzia nem vendia marcas internacionais (em produtos que variam entre pasta de dente Colgate a calca jeans Levis), e por causa disso eles desenvolveram um mercado interno bem forte.

Portanto isso se reflete no shopping e nas lojas tambem, pois sao todas locais, e sem grandes apelativos para estrangeiros (pelo menos pra mim…).

Tirando a parte “boutique” do shopping (que tem umas 10 lojas e entre elas uma Louis Vuitton, Fendi, Bally’s, Cartier, etc) eu reconheci uma unica loja no shopping todo (uma micro Mango, vendendo pecas de colecoes antigas), e mais umas tantas multi marcas cobrando fortunas por pecas de lojas como J Crew e Banana Republic (que sao relativamente baratinhas nos EUA).

Entao eu me senti como eu acho que um gringo se sentira num shopping Brasileiro: lojas e marcas que nao reconheci (e portanto nao me atrairam muito), um “estilo” local bem especifico, estacoes invertidas (que pra Brasileiros seria vantajoso, pois ambos os paises estao no hemisferio sul e portanto com as estacoes “atrasadas”) e precos relativamente altos para o padrao local.

Mas entao nada vale a pena?!

Eu nao achei que as lojas de roupas e sapatos e afins nao me atrairam em nada (mas isso eh bastante pessoal neh?), lojas de eletronicos com precos altos e modelos atrasados, mas em compensacao fiquei babando nas lojas de joias e coisas para casa e decoracao!

Entao Johanesburgo e a Africa do Sul definitivamente nao sao um destino para “compras”, mas tenho certeza que os/as shopaholics com certeza achariam alguma coisa interessante!

Categorias: Africa do Sul, Johanesburgo, Viagens
12
13
Apr
2011
Gautrain: A maneira mais facil, rapida e segura de chegar e sair de Johanesburgo
Escrito por Adriana Miller

Eu já cheguei em Johanesburgo meio apavorada com a quantidade de gente (principalmente os proprios Sul Africanos!) me contando historias sobre a cidade. Então na duvida, reservei um transfer direto com meu hotel (aparentemente pegar taxi “de rua” – mesmo nos pontos do aeroporto – é perigosissimo por lá), mas quando estava no escritorio me deram uma outra dica: o novissimo Gautrain!

Estação do Gautrain de Sandton

O Gautrain foi uma uma das grandes obras de infraestrutura construida pra Copa do Mundo de 2010 que os moradores de Jo’burg realmente adoram. Ele conecta o terminal Internacional do aeroporto R.O Tambo a varios bairros da cidade, incluindo Pretoria e Sandton.

Uma das plataformas do trem

A linha é novissima, e bem segura (= com seguranças armados nos carros do trem) usada por turistas e locais.

Cartão recarregavel

Voce pode comprar um cartão recarregavel e usar varias vezes (na chegada/saida da sua viagem) ou para circular pela cidade.

A conexão no Aeroporto RO Tambo de Johannesburg

A estação do aeroporto chega/sai direto no terminal Internacional e a estaçao de Sandton tem conexão direta com o shopping!

(Ah! Gautrain se fala “Rautrain”, já que é um palavra em Afrikaans, com origem Holandesa…)

Categorias: Africa do Sul, Johanesburgo, Viagens
1
13
Apr
2011
Radisson Blu Gautrain Hotel – Johanesburgo
Escrito por Adriana Miller

Johanesburgo é um lugar dificil de se hospedar. É uma cidade que é a capital financeira da Africa do Sul, mas que também é o epicentro da desigualdade social, crime e violencia.

Infelizmente pra nós turistas, Johanesburgo é tambem a cidade onde chegam 99% dos voos internacionais da Africa do Sul, e é quease impossivel visitar o pais sem passar pelo menos 1 noite se quer em Jo’burg.

Além disso a cidade é grande e espalhada,  sem transporte publico eficiente conectanto um ponto ao outro.

E por todos esses motivos que o bairro Sandton tem crescido e se desenvolvido cada vez mais, pois ali esta crescendo uma “mini” Johanesburgo que vivi numa “bolha” independente do resto da cidade.

Ali ficam os escritorias das grandes empresas e multinacionais, que por sua vez atrais os melhores hoteis da cidade, que levou a construção do maior shopping da Africa, a unica rede de transporte com conexão ao aeroporto, etc, etc.

Então a recomendação de sites, guias, amigos Sul Africanos e o pessoal do escritorio foi obvia: Hospedagem em Johanesburgo, sempre em Sandton.

Eu me hospedei no Radisson Blu Gautrain, que convenientemente ficava super pertinho do escritorio, mas que apesar de ser um hotel com perfil business, achei que seria uma otima opção pra quem vai a Jo’burg a passeio tambem.

Primeiro porque o preço é otimo pra esse padrão de hotel, alem de ser super moderninho e confortavel (e com wifi gratix!).

Mas principalmente por que a localizaçnao é muito boa! Fica exatamente do outro lado da rua do estação de trem Gautrain, que é a linha super moderna (construida pra Copa de 2010) que conecta com o aeroporto em 15 minutos (de carro leva quase 1 hora!), e porque tambem fica praticamente em frente ao Sandton City, que é o tal super maior shopping da Africa.

E como pelo que andei vendo um dos principais atrativos de Jo’burg para turistas são as compras, então ficar hospedado a poucos metros de um super centro comercial, realmente é uma super vantagem.

Mas não só pelas lojas, já que numa cidade tão perigosa quanto Johanesburgo, o Sandton City é um pequeno oasis de tranquilidade, onde vc pode andar na pracinha e escolher um restaurante, andar de loja e loja e “passear” um pouco, sem precisar de segurança tomando conta!

Mas sabe oque eu mais gostei mesmo?! Do banheiro do hotel! Com um chuveiro enorme que tinha uma “janela” pro quarto e soround sound (dentro do banheiro!), então voce pode tomar banho assistindo um dos varios canais de filme ou seriado!

Categorias: Africa do Sul, Johanesburgo, Viagens
13
12
Apr
2011
E aí que você ficou doente na viagem… Oque fazer?
Escrito por Adriana Miller

Quem me acompanha no Twitter (ainda não “segue”?! Perdeu o drama!) soube do drama que foi minha viagem semana passada pra Africa do Sul.

Eu cheguei em Johannesburgo na Terça de manha e ao longo do dia os espirros começaram a aparecer. Tomei vitamina C, jantei bem, dormi cedo, tomei remedio pra gripe…. e mesmo assim ao longo da semana só fui ficando pior e pior. Tive febre, minha garganta inflamou, o nariz rachou…. aquela beleza toda.

E pra piorar, era uma viagem a trabalho. Fui até lá pra organizar 5 reuniões internas e externas, mau chefe tambem foi, e varias outras pessoas seniors da EMEA. Ou seja, tinha que mostrar serviço, e bem feito. Nada disso de “to meio mal hoje, então vou ficar de cama”.

Não. Tinha que levantar da cama, tremendo de febre, colocar meu terninho e ir discutir imposto de renda e beneficio social na Africa do Sul. Zuuuuper interessente!

Mas era só uma gripe, né? Logico que depois de um ou 2 dias eu estaria novinha em folha. Mas só piorou a semana toda. Então me decidi voltar pra casa e não me torturar o fim de semana todo sozinha num albergue na Cidade do Cabo. A passagem e reservas? Não reembolsaveis, mas tudo bem. Mas pra trocar a passagem de volta (que foi comprada pela empresa) ia sair mais caro que a propria passagem pra Africa do Sul, e como o fim de semana era de caracter “pessoal” o seguro não cobriria.

Então engoli a seco e me arrastei pra Cidade do Cabo.

Sabado acordei ainda pior (não sabia que dava pra piorar…). Na recepção do albergue me disseram que eu só poderia ir pro hospital publico se fosse caso de emergencia, e medico particular não atende fim de semana.

No final das contas acabei aproveitando o fim de semana na Cidade do Cabo assim mesmo, e sem perceber acabei melhorando um pouquinho ao longo do fim de semana.

Ainda assim a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi ir direto pro hospital ver um otorrinolaringologista – na pressão do avião por 12 horas, a infecção da garganta se espalhou pros ouvidos e a coisa ficou feia.

Agora estou no segundo dia de antibioticos tarja preta e já estou quase 100% boa.

Mas esse tempo todo fiquei pensando: oque fazer quando ficamos doente numa viagem?

E isso porque na minha situação, nem era uma viagem “por diversão”, que eu passei meses planejando, sonhando, nem gastando todas as minhas economias.

E eu estava preparada: sempre levo minha farmacinha, tenho seguro de saude internacional, seguro de viagem e tals. Tentei todos os recursos, mas as vezes não dá certo.

E já aconteceu de passar muito mal numa viagem ao Marrocos, e o Aaron tambem ficou super mal durante um pedaço da nossa viagem de lua de mel no Camboja, e tambem quase foi parar no hospital num revellion em Nova Iorque.

Mas tudo entrou em perspectiva quando uma menina que estava no meu grupo do passeio na Penisula do Cabo foi jogada longe pelo vento (o vento no Cabo das Tormentas não é brincadeira!) e quebrou o braço esquerdo e os dois dentes da frente. Ela tinha vindo lá da Nova Zelandia (Longe pra caramba!) e estava prestes a realizar o sonho de fazer um Safari na Africa.

Dai em diante (eu vi TUDO acontecendo a 1 metro de distancia, e foi horrivel!) parei de sentir pena de mim mesma e me dei conta que garganta inflamada e febre não é nada em comparação a um acidente que estraga a viagem dos seus sonhos.

Mas enfim, esse post não tem uma conclusão final. Imprevistos sempre acontecem, e não é porque voce planejou, sonhou, economizou e gastou com a-viagem-que-vai-mudar-sua-vida que tudo vai sair perfeito. E ai entra a preparação “tecnica” da viagem (seguro de saude, seguro de viagem, farmacinha, etc) e a preparação psicologica de não se fazer de vitima e tentar aproveitar com oque sobrou.

Quem ve minhas fotos da Africa do Sul, não perce que eu estava doente (tirando o fato de que eu estava usando 3 camadas de roupa e cachecol de lã num sol de 30 graus), e a primeira coisa que a menina Kiwi perguntou pro paramedico que tentava colocar seu braço no lugar foi “eu ainda posso ir pro Safari amanha?!”

Como consequencia disso tudo, minha energia esta lá no fundo do poço, mas aos poucos vou começar a organizar as ideias e fotos…

 

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