20
Apr
2011
TV Everywhere: Cidade do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Mais um video ficou pronto!

Sabe que apesar de adorar fotografia eu nunca tive paciencia pra editar fotos. Não sou nenhuma fotografa super profissional, mas acho que uma boa foto é aquela que sai de uma ideia na cabeça, pra lente da camera e pro papel (ou tela do computador) pronta, feita. Nada contra quem passa horas editando fotos (O Aaron por exemplo passa DIAS no photoshop), mas sou “das antigas” e acho que se a foto precisar de muito “trabalho” pra ficar bonita, então não era uma boa foto desde o principio…

Mas sem enrrolar muito, descobri que tudo que não tenho paciencia pra editar fotos, to amando na edição de videos!

Adicionar efeitos, musica, mapas, cenas, etc e contar uma historia “ao vivo”!

E da pra perceber né? Cada video publicado to me empolgado mais e mais!

Ainda tenho bastante pra aprender (já que estou me auto-ensinando iMovies na marra!), como por exemplo, nesse video da Cidade do Cabo, não entendo porque sairam “creditos” (Tem uns “staring: Adriana Miller”) nada a ver no meio das montagens!

Mas o resultado final ficou bem divertido! Espero que gotem!

(Ficou gigante – uns 9 minutos! – mas fiz muitos videos por lá e fiquei com dó de não incluir todos!)

 

Categorias: Africa do Sul, Cidade do Cabo, T.V. EveryWhere, Viagens
24
17
Apr
2011
Cidade do Cabo – Cape Town
Escrito por Adriana Miller

A primeira coisa que eu fiz quando acordei foi espiar pra for a da janela e conferir o tempo: na Cidade do Cabo o clima é temperamental, e nunca dea pra planejar muito quais atrações estarão abertas, já que muita coisa é condicional ao clima e “ferocidade” do vento.

Mas conforme previsto, o ceu estava impossivelmente azul e sem uma unica nuvem!

Eu queria tirar o dia pra conhecer a Cidade do Cabo, mas depois de todas as historias de horror sobre a inseguranca e violencia na cidade que ouvi no albergue e do pessoal do passeio a Penisula, resolvi ficar quieta no meu canto e não inventar de andar sozinha pela cidade – por recomendação da recepcionista do albergue, comprei pela primeira vez na vida um passe daqueles onibus vermelinhos de hop on – hop off, que tinha um ponto exatamente em frente ao albergue (e o segurança me levou até o ponto e ficou esperando o onibus chegar bem do meu lado!).

A primeira parada do dia foi a majestosa Table Mountain (existe nome em Portugues? “Montanha da Mesa”?), que assim como no Rio temos o Pão de Açucar, Cape Town tem a Table Mountain dominando a paisagem.

La de cima fica bem mais facil de entender a dinamica da cidade – a parte central, o porto, as praias, as montanhas, e deu pra entender bem porque o Rio e Cape Town sao tão frequentemente comparadas – ambas sao cidades lindas que cresceram espremidas entre o mar e a montanha.

Alguns turistas (e locais) mais corajosos sobem a montanha pelas trilhas (que leva em media de 2 a 4 horas), mas eu optei pelo metodo preguiçoso e subi de bondinho!

O bondinho da Table Mountain eh bem menorzinho que o do Pão de Açucar, mas bem mais eficiente – a fila é organizada e passa rapidnho, e o bondinho em si tem uma sacada brilhante: o chão roda 360 graus, então todo mundo consegue ver bem a paisagem e ficar bem perto da janela!

O topo da montanha é bem diferente doque eu imaginava, porque é apenas…. um super pedaço de pedra! Tirando a estação do bondinho e uma lojinha lá em cima, não tem mais nada, só pedras, e mais pedras, e mais pedras e plantas rasteiras.

Então enquanto estava lá em cima não consegui evitar ficar filosofando sobre esses dois paises e duas cidades tão diferentes, mas tão parecidas!

Confesso que fiquei com ciumes de tanto ouvir as pessoas compararem Cidade do Cabo com o Rio de Janeiro! Ciumes sim, porque sou Carioca e não acho que lugar nenhum no mundo consegue ser tão maravilhso quanto ao Rio! Mas por outro lado, com ciumes por ver que muita gente tinha razão, e pra piorar, o fato de que apesar dos pesares (da violencia muito acima dos niveis esperados, da separação ainda bem obvia de raças, das diferencas sociais, etc) Cape Town conseguia ser tão limpa, organizada e bonita de uma maneira não-natural que o Rio de Janeiro (mesmo nas entranhas do Leblon de Manuel Carlos) nunca conseguirá ser!

Então permitam-me filosofar um pouco…
Enquanto estava lá em cima da Table Mountain, sozinha tirando fotos e admirando a paisagem eu cheguei a conclusão que a Cidade do Cabo é na verdade a irmã mais nova do Rio.

A aparencia limpa, calma, arborizada com jardins bem cuidados (que realmente dao uma otima falsa impressao de seguranca e desenvolvimento, um ar assim meio Europeu que o rio não tem), mostra uma versão de Rio de janeiro que ainda não cresceu e não virou “gente grande”.

Primeiro porque as proporções são, bem, desproporcionais. O Rio é nada menos que 5 vezes maior que a Cidade do Cabo, e portanto, enquanto eles tem casinhas (com muros de arame farpado eletrocutados, mas tudo bem) nós temos predios cada vez mais alto. Onde os Capetonians tem jardins floridos, os Cariocas tem carros estacionados em fila dupla.

Mas o principal efeito “cosmetico” que engana os turistas desavisados em Cape Town, é a ausência de pobreza pelas ruas. Cidade do Cabo não tem favelas aparentes, e assim como em Johanesburgo, praticamente ninguem anda a pé pelas ruas da cidade.

E tudo isso tem um motivo muito simples, que graças a Deus nunca afetou nenhuma cidade do brasil: Apartheid.

Durante as muitas decadas onde a separação de raças era oficial na Africa do Sul, morar numa cidade como Cape Town era privilegio apenas para brancos e ricos.

Então oque vemos na Cidade do Cabo de hoje em dia? Casas enormes, rua limpas, jardins floridos e Capetonians descendentes de Holandeses, Ingleses e Portugueses – em sua esmagadora maioria, loiros de olhos azuis.

Ali de cima da Table Mountain, no ponto mais alto da cidade, Cape Town não tem pobreza nem violencia, e é uma cidade de primeiro mundo, meramente separada geograficamente de seus antigos colonizadores.

Já no Rio de Janeiro, não há separação (oficial, pelo menos), e pra onde olhamos vemos muitos ricos, mas tambem muitos pobres. Alguns brancos, mas muito mais negros, mulatos e todas as cores pelo meio. Casarões milhonarios, e casabres de telhado de zinco.

Então é justo comprar as duas cidades? Talvez sim, talvez não. Mas por mais que tenha gostado bastante da Cidade do Cabo, os Capetonians que me desculpem, mas o Rio de Janeiro é insubstituivel e muito mais autentico!

Mas voltando ao passeio pela Cidade do Cabo, voltei ao onibus vermelho e segui em direção a Camps Bay, que é a principal e mais bonita praia da cidade.

E realmente Camps Bay é linda!

O cenário é simplesmente perfeito: A montanha “cabeça de Leão” de um lado, e os “12 Apostolos” do outro, e uma avenida cercada de palmeiras e com casinhas enfileiradas (que hoje em dia são hoteis, lojas, restaurantes, caf´s, etc) em estilo Cape Dutch, e a olho nu, um clima de praia num domingo de sol como outro qualquer.

Mas observando Camps Bay com calma notei algumas coisas estranhas: Pra começar, ninguem na agua, e os poucos corajosos, estavam usando long johns.

Os motivos são simples: primeiro porque a tempratura media da agua é de 10 graus (!!!), e por mais que o sol esteja forte, o vento é tanto o tempo todo, que realmente voce não sente tanto calor assim. Mas principalmente, porque as aguas são infestadas de tubarões!!!

Eu achei muito bizarro que ao longo da areia e “calçadão” das praias tem varios avisos sobre tubarões, como “ficar esperto” sobre os perigos dos tubarões, e oque fazer em caso de ataque.

E por acaso, no dia que estava lá, a bandeira de “segurança” da praia era vermelha, oque significa que a agua estava turva, e que portanto os salva-vidas não conseguiriam avistar os tubarões a tempo, caso algum chegasse perto da praia.

Pra fechar o dia, segui minha viagem em direção ao Victoria & Albert Waterfront, que é uma região LINDA da cidade! Uma parte do cais do porto, que foi totalmente revitalizada e virou um centro de entretenimento a ceu aberto.

A vista de lá é linda demais, com visão privilegiada da Table Mountain e da Lions Head, perfeitamente complementada pelos barcos e iates que circulam pelo perto (é de lá que saem os barcos para Robben Island a Ilha presidio onde Nelson Mandela ficou preso durante duas decadas), as casinhas Cape Dutch com mesinhas na varanda, e infinitas opções de lojas, restaurantes, etc.

É lá tambem que fica o super shopping Victoria & Albert e Clock Tower, além do Aquario/Oceanário de Cape Town.

Eu aproveitei o dia lindo e a vista deslumbrante, e passeio o resto do dia sentada na varandinha de um restaurante, admirando a paisagem, relaxando (e matando a saudade de beber suco de frutas naturais!) até que chegou a hora de voltar pro Aeroporto.

Apenas um dia em Cape Town, definitivamente não foi suficiente pra ver tudo, até porque eu não estava muito bem, e fiz tudo com bastante calma, mas pelo menos consegui ver o principal e as partes mais bonitas da cidade.

Minha conclusão final foi que Cape Town ainda tem muito que “crescer” para merecer ser comparada com o Rio de Janeiro, mas por outro lado, o Rio podia aprender muitas coisas por lá!

 

Categorias: Africa do Sul, Cidade do Cabo, Viagens
26
17
Apr
2011
The Backpack & Africa Travel Centre
Escrito por Adriana Miller

Minha esticada até a Cidade do Cabo foi em caracter puramente pessoal, então tive que planejar toda uma nova viagem express num pais/região que conhecia muito pouco.

De cara fiquei achando os preços de hoteis meio cairinhos, e como estaria viajando sozinha, preferi não ficar em hotel. Achei que ficar num albergue seria uma boa opcão, pois teria mais oportunidades pra conhecer outros viajantes, al´m de facilitar o planejamento dos outros passeios em paralelo pela cidade, tendo tão pouco tempo.

Foi então que eu vi no site do HostelWorld o premiado albergue “The Backpack & Africa Travel Centre” que além de ter a pontuação (dada por hospedes) mais alta no site, ainda tinham uma coleção de premios pra exibir e de quebra uma agencia de viagem acoplada!

Os feedbacks de outros turistas/viajantes/mochileiros ee uma coisa que pesa bastante pra mim, principalmente quando estou viajando sozinha, e gostei bastante do fato do “The Backpack” ter ganhado varios “Hoscars” (O “Oscar” dos “Hostels”) ao longo dos anos.

A localização era otima, e inclusive a vista da sua piscina ilustrava a pagina do Lonely Planet sobre Cape Town! Então pelo menos reservei meu quarto com a segurança de que apesar do preço baixo, credibilidade eles tinham!

Cheguei a pensar em ficar numa quarto tipo dormitorio, mas como estava doente, sabia que não teria muita energia pra ficar socializando pelo albergue, e queria mesmo era uma cama pra me refugiar a noite…

Então acabei ficando num quarto individual (que esqueci de tirar fotos, mas bem bonitinho e simples. Com mais cara de hotel fazenda, doque albergue – vigas de madeira, moveis de qualidade, cama macia), mas estando doente ou não, era impossivel ignorar o clima delicioso de viajantes no ar, e o albergue organiza varios eventos ao longo da semana, justamente pra incentivar esse clima.

Então por exemplo no sabado que estava lá, fiz o passeio pra Cape Point e de noite me juntei a um grupo super legal que conheci no albergue (era noite de churrasco no bar – ou Braai, segundo os Sul Africanos -  do albergue), entre eles um casal de estudantes de medicina Ingleses, que tinham acabado de chegar de uma temporada de 2 meses fazendo trabalho voluntario nas ilhas Mauricio, um Australiano na faz=se final de sua viagem de 1 ano sozinho, e uma Norueguesa de Oslo que (pasmem!) falava portugues perfeito (e com sotaque Carioca ainda por cima) pois tinha morado por 2 anos no Rio (em Bangu!!!) com um namorado Brasileiro que ela conheceu enquanto viajava na Asia…

E por isso acho tão legal viajar sozinha as vezes, e principalmente ficando em albergues. Logico que se o Aaron estivesse lá também, teriamos aproveitado a cidade de maneiras diferentes, mas provavelmente não teriamos tido a oportunidade de conecer pessoas tão diferentes!

Ah! E o passeio a Cape Point também foi organizado pelo albergue, atravez da Day Trippers.

E tambem foram eles que organizaram um transfer pra mim do aeroporto ao albergue, já que meu voo chegou de Johannesburg bem tarde da noite, e a Cidade do Cabo al´m de muito perigosa, não tem transporte publico – então quando sai do portão de chegadas um motorista do albergue já estava me esperando, e custou 200 Rands (que dá uns 35 dolares, o memso preço de um taxi normal, mas 100% seguro).

 

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