11
Aug
2008
Caminito
Escrito por Adriana Miller

Nosso ultimo dia em Buenos Aires foi bem rapido. Dormimos ateh nao poder mais (porque sabiamos que dai pra frente ia ser brabeira ateh voltar pra casa em Londres), e tinhamos que ir relativamente cedo pro Aeroporto.

Entao decidimos ir a um unico lugar: Caminito.

O Caminito foi sem duvida nosso lugar preferdo de BA. A Argentina que eu imaginava: alegre, colorida, com arte e musica pelas esquinas.

Pegamos um taxi e fomos direto (eh uma area meio suspeita) pro centrao da La Boca. Queriamos dar uma passeada, mas tambem queriamos comprar alguma arte.

 

Volta e meia em nossas viagens compramos alguma coisa mais “artistica” ou de decoracao pra nossa casa. Nao a casa que moramos hoje, mas a nossa casa, aquela que ainda nao existe, nao sabemos onde sera nem como vai ser, mas que vivemos sonhando com ela!

Jah temos varias pinturas (Praga e agora BA), posters (Museu do Padro em Madrid e MOMA em NY), vasos (Conpenhagen e Bratislava), etc isso sem falar nos ornamentos de natal! Todos devidamente guardados em baixo da nossa cama!

Mas voltando ao assunto. Andamos pra cima e pra baixo em Caminito (um frio do cao!) olhando as pinturas e conversando com os artistas. Queriamos alguma coisa colorida e alegre, mas que nao fosse folclorica demais… Nada muito Tango-Nation na minha casa…

Em Caminito alem dos artstas de rua, tambem tem varias galerias com lojinhas de artesanato e quinquilharias.

No final, pechinchamos, pechinchamos e e compramos 3 pinturas a oleo!

E jah que estavamos ali… quem tah na chuva tem que se molhar, certo? Obriguei o Aaron a tirar fotos com a “dancarina” de Tango que estava catando turistas na rua! ROLEI de rir!!

 

Logicamente, ele quis vinganca, e foi minha vez de “dancar” Tango no meio da rua tambem! Ai, ai… 20 pesos muito bem gastos… nada como rir ateh ter dor de barriga pra encerrar a lua de mel!

 

 

 

De lah, soh passamos no hotel pra pegar as malas e fomos direto pro Aeroporto.

O balcao da Varig AQUELE CAOS!! Ficamos mais de 1 hora na fila, soh pra fazer check in.

Jah passei por muitos aeroportos na vida, mas BA ganha o premio maximo de ineficiencia! Primeiro que nenhuma cia aera faz o check automatico, que faz com que tudo fique muito mais rapido. Entao depois de ficar hoooooras na fila, voce ainda descobre que tem que entrar em OUTRA fila, pra pagar a taxa de embarque (ainda nao entendi pq nao esta incluido no preco da passagem, como em todos os outros paises do mundo).

Depois, sabe aquelas formularios de Tax Free que te deram nas lojas? Entao, eh aqui no aeroporto que voce pode pegar seus Pesos de volta.

Entra numa fila. Hooooras esperando. Um carinha olha seus formulario de tax free, confere seus recibos e te manda pra outra fila! Em outro andar do aeroporto!!!! COMO ASSIM?!?!?

Lah fomos nos. O Aaron estava muito a contra gosto, mas eu jah estava cpom tanta raiva, que era uma questao de honra nao deixar meus pesos pro governo Argentino!

Entao pra quem estiver indo pra Argentina, muita atencao no aeroporto, e chegue lah com MUITAS horas de antecedencia, ou vc esta arriscado a perder seu voo!

 

Categorias: Argentina, Lua de mel, Viagens
7
10
Aug
2008
Tango
Escrito por Adriana Miller

Na sexta feira resolvemos bater perna por BA e voltar em todos os lugares que vimos no primeiro dia, e fazer o tour completo da cidade.

Comecamos por perto do hotel. Saimos andando pela Avenida 9 de Julio e fomos ao Teatro Colon. Apesar de estar fechado pra reforma, o teatro eh realmente lindo, classico, bem Europeu.
A esse ponto, eu jah estava dando meu braco a torcer sobre essa coisa toda de Buenos Aires ser “europeia”. Sem snobismos, entao nao precisam me mandar e-mails cheio de odio. Na verdade achei BA meio Budapeste… aquela coisa europa-old-school mas muuuuuito mal cuidada e decadende. Chega ateh a dar um charme, aquela cidade cheia de conflito, muita riquesa, rodeada de pobreza, com monumentos caindo aos pedacos, pessatas e movimentacao dos sem-terra, mendigos e pedintes.
Nao que Buenos AIres seja feia, muito pelo contrario. Mas eh que no geral, os Brasileiros veneram TANTO a Argentina, que eu estava esperando muito mais. That’s all.


Mas entendo a fascinacao que exerce sobre os Brasileiros. O clima, o frio, a neve, as compras, os shows, as pracas, etc. O mesmo advogado Argentino que me deu varias dicas sobre a cidade, tambem me deu a seguinte dica de como identificar os Brasileiros (quando ele contou essa piadinha no escritorio, eu morri de raiva, mas depois vi que era verdade!): Sao os turistas gastando os tubos, e sao as pessoas que usam casacos em qualquer estacao do ano (mesmo no verao, pq BA eh “frio”). Segundo ele, os brasileiros sao as pessoas usando roupas glaciares, com technologia para -25 graus e cores fluorescentes (ou cheias de pelos e peles) quando fazem apenas 10 graus (positivos). Pura verdade.
Mas uma cosia eh inegavel: os Brasileiros DOMINAM BA. Segundo o Aaron, nos deveriamos colocar uma bandeira Brasileira no topo do Obelisco e proclamar o pais como sendo um novo estado, e ninguem ia nem perceber.
A cidade tem TANTO, mas TANTOS Brasileiros que soh por ser turista, os portenhos jah assumem que vc eh Brasileiro. Os garcons, motirtas de taxi, atendentes de lojas, todos falam portugues. E ateh o Aaron coitado (que nao tem nem um pouco cara de Brasileiro) jah se dirijiam a ele falando portugues direto.
Na rua, quando queriamos pedir pra alguem tirar uma foto de nos dois juntos, jah pediamos direito em Portugues mesmo, e em 100% das vezes, acertamos. Os turistas eram Brasileiros!

Mas voltando ao Teatro Colon. Ele esta fechado para reformas ateh 2010, onde vai reestrear com o espetaculo “Aida” e todos os ingressos jah estao esgotados. Segundo meu guia, o Teatro Colon de BA tem a terceira melhor acustica do mundo. Ficando atras apenas da Opera de Paris e do Teatro Scalla de Milao.



Bem em frente ao Teatro, esta o Obelisco, que eh um dos simbolos da cidade. Subimos a Avenida Corrientes, que eh a “Broadway” de Buenos Aires, cheia de teatros, restaurantes, bares e clubs. Muitos letreiros, neon, gente pra cima e pra baixo.

Voltamos pra Calle Florida e a seguimos ateh o final, na Plaza Bolivar, onde comeca a Plaza 9 de Mayo, e voltamos pra Casa Rosada, com mais calma.
Andamos pra cima e pra baixo, tiramos fotos, lemos as menifestacoes dos sem-terra e as manifestacoes das Ilhas Malvinas etc. (Falkans Islands – que na verdade sao territorio Britanico, mas parece que os Argentinos nao reconhecem isso).



Descemos a mesma avenida, passamos por San Telmo (mas bem rapidinho porque a area era meio suspeita e barra pesada…) e fomos andando ateeeeeh Puerto Madero.
Andamos a “orla” inteira, mas o frio comecou a apertar entao paramos pra almocar num restaurante italiano.




A noite finalmente fomos assistir um show de Tango.
Eh aquele tipo de coisa que vc sabe que vai ser enganado, mas mesmo assim voce nao quer deixar de fazer. Ficamos ateh meio com medo de pedir opiniao da guia… mas ela foi bem sincera: shows da Tango em BA sao aramadilhas pra turistas. Sao muito mais caros doque deveriam ser, e na grande maioria das vezes, um saco. A nao ser que vc realmente seja fan de tango; oque nao era nosso caso.
Mas como nos jah sabiamos, era o tipo de coisa que vc nao pode deixar de fazer. A recomendacao foi o Senor Tango, que seria de fato uma armadilha pra turistas, mas pelo menos seria espetacular, uma versao Broadway-esca de uma show de Tango.

Entao fomos. Fechamos o pacote completo. Um onibus veio nos buscar, e o preco incluia nao soh o show e translado, mas tambem o jantar.
Eu estava psicologicamente preparada pra ser aqueles jantares furrecos, com ovo de codorna e molho ‘rose’ de entrada, macarrao pra prato principal e flan de sobremesa.
Pra nossa surpresa, o jantar incluia um vinho Argentino maravilhoso, um steak que era maior que a minha mao (e grosso, bem temperado e macio), com risotto de champignon e batatas, e sorvete de doce de leite de sobremesa!
E o melhor de tudo foi que nossa mesa dava direito a uma varandinha/camarote individual, com uma visao perfeita do show!




Quando o show comecou, foi impressionante do inicio ao fim. Uma mistura de West-end com Cirque du Soleil. Espetaculo! Como seres humanos conseguem dancar e se desdobrar daquela maneira?!?!
O show poderia ter sido um pouco mais curto (durou mais de 3 horas!) e a “performance” stand up comedy do dono do lugar foi totalmente dispensavel, mas mesmo assim, maravilhoso!




E isso sem falar do teatro em si. Com uma decoracao meio cabaret circa 1950, refetindo a cultura e os icones da Argentina.
Amei e recomendo MUITO. Foram os 90 dolares mais bem gastos da viagem.

 

Categorias: Argentina, Lua de mel, Viagens
5
10
Aug
2008
Buenos Aires
Escrito por Adriana Miller


Nosso primeiro dia de “verdade” em Buenos Aires comecou cedo.
Parte do nosso “pacote” era um city tour pela cidade. Foi uma otima maneira de conhecer um pouco a cidade e entender a dinamica da coisa.
Com toda correria de trabalho, casamento, viagens nas ultimas semanas (ou seriam meses?!) nao tivemos muito tempo pra pesquisar sobre BA e chegamos super perdidos, sem saber exatamente oque fazer, onde ir, etc. Eu jah tinha ouvido falado em algumas coisas sobre a cidade, mas o Aaron estava perdidinho!

Entao lah fomos nos, na van chumbrega com um guia que falava um ingles meia boca. Ele falava alguma coisa em Spanglish e olhava pra mim e dizia: Despues lo traduzes…
Mas enfim.

No geral o passeio foi bem legal. Levamos nosso livro e nosso mapa, e iamos anotando a marcando os lugares que queriamos voltar depois.
O passeio comecou pela Avenida 9 de Julio e o Obelisco (pertinho do nosso hotel), descemos pela Calle Diagonal e fomos ateh a Plaza 9 de Mayo, onde fica a Casa Rosada.
Ali fizemos a primeira parada do passeio. 15 minutinhos apenas. mal deu pra tirar fotos. Mas gracas ao guia, descobrimos que a cor “rosada” original era um rosinha bem palido, resultado da mistura de cal (branca) com sangue de boi, que os Gauchos acreditavam que era um bom isolante e “protegia” o presidente.
Jah a cor de hoje em dia (um rosa meio tijolo) eh puramente turistica, pois as pessoas se decepcionavam ao ver que a “casa rosa” era praticamente cinza-sujo.



Seguimos nosso passeio relampago por San Telmo, o bairro dos imigrantes Italianos e seguimos para La Boca, bairro de periferia que abriga o estadio do Boca Juniors e o Caminito.

A segunda parada foi no estadio.
Tenho algumas observacoes pra fazer sobre a cidade em geral, mas vamos comecar pela “Bombonera”. Eu sempre ouvi falar que o estadio do Boca Juniors era conhecido como a “Bombonera” por ser TAO bonito que parecia, bem, uma caixa de bonbons.



HA! Conta outra!
O lugar, alem de super pequeno (Hello? Maracana anyone?!) estava caindo aos pedacos. tavez por que estava vazio, e nao durante um jogo, mas foi uma grande decepcao.
Segundo que o Aaron fez um comentario muito acertado sobre a Argentina: o Maradona jah era, certo? Entao porque se apegar tanto a ele?
No Brasil nao vemos fotos e placas glorificando o Pele, nem o Zico, nem o Senna a cada esquina. Em BA, nao tem um unico lugar que vc olhe que nao tenha alguma referencia ao Maradona.
Ok, ok, respeito que eles gostem do Dieguito, mas oque o Aaron falou fez muito sentido naquele momento: Por ser uma sociedade atualmente falida, os argentinos se apegaram a unica gloria que tiveram nos ultimos 50 anos, e tentam extrair cada gota disso, pra manter sua cultura viva.
Em nossa viagem a Atenas ano passado, falamos muito sobre a mesma coisa (o fato da sociedade Grega estar falida hoje em dia, logo eles se apegam com unhas e dentes nas “glorias do passado”), mas nao dah pra comparar a sociedade Grega, a invencao da astronomia, filosofia e esportes, ao Maradona, certo?

Mas continuando, pois nao quero soar como uma Brasileira-anti-Argentina-mal-amada.
De lah, fomos direto pro Caminito. Ai sim! Esse era a BA que eu estava esperando ver!
Colorida, alegre, com musica tocando em cada esquina. Muita arte nas ruas, tango, etc.





Antes de falar (bem) do caminito, minha segunda observacao. Essa historia deque BA eh “Europeia” foi inventada por alguem que nunca foi a Europa, soh pode! (mas depois, ao longo da viagem, mordi minha lingua!).

Mas adorei o Caminito. Como nossa “parada” com o tour era de alguns minutos, marcamos no nosso livrinho, e queriamos voltar com certeza!

Nosso tour seguiu pela Recoleta, dirigmos pelo bairro das Embaixadas e consulados, lojas de designers famosos (ai sim comecou a ficar com cara de Europa), o cemiterio, ateh que chegamos de volta no centro, na regiao da Calle Florida.
Jah descemos por lah mesmo e fomos almocar na Galeria Pacifico.

Enquanto reprogramavamos os resto da nossa viagem, e nos tornavamos familiares com a geografia da cidade eu cai de boca num sorvete de Doce de Leite do Freddo, e depois de dar algumas voltinhas no shopping, seguimos andando pela Calle Florida em direcao a Recoleta.
Passamos pela Avenida Alvear (onde ficam todas as lojas ultra caras de BA – Channel pra cima) e pelas Embaixadas (a do Brasil eh bem bonitinha) ateh chegarmos no cemiterio.






Uma dica pra quem tambem estiver indo de Lua de Mel pra BA eh o Design Mall, que eh um shopping pequeno bem do lado do cemiterio que SOH vende artigos de decoracao e coisas pra casa. Ficamos um pouco lah dentro, babando nos moveis e pecas de decoracao, mas como ainda teriamos que voltar ao Brasil, e depois Paris, depois finalmente Londres, resistimos bem e nao compramos nada.


O Cemiterio da Recoleta eh impressionante. Uma mistura de glamour com morbidez. Pra comecar que a parada eh enorme! Uma cidade interia praticamente. Cada tumulo (na falta de uma palavra melhor pra descrever) era uma casinha, e muitos deles tem espacos subterranes (cruz credo) que podme chegar a 200 metros quadrados!
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Muitos tem esculturas, bustos, fotos, poemas, homenagem aos falecidos. Tudo muito bem cuidado e artistico.
Tiramos fotos sem parar, porque era de fato impressionante, mas ao memso tempo ficavamos nos olhando e falando “vc nao se sente mal de estar sorrindo numa foto ao lado de uma familia inteira morta?!”.
Muito estranho.
Entre as personalidades argentinas famosas que estao enterradas ali, esta Evita Peron, na tumba de sua familia original, os Duarte. Obviamente eh o “corredor” mais movimentado do cemiterio, e a galera faz ateh fila pra tirar foto ao lado dela.



Voltamos pro Hotel exaustos, e de noite resolvemos seguir a dica do guia do city tour e fomos jantar no Siga la Vaca, que eh um restaurante all you can eat, tipo rodizio, mas em vez da carne estar num espeto, esta num grill. Vc vai lah e se serve do que quiser, quanto quiser.
Pagamos 52 Pesos (mais ou menos 12 dolares) por ser jantar (almoco sao 45 pesos) e isso inclui toda e qualquer carne, o buffet de saladas e acompanhamentos, bebida (agua, refrigerante) a vontade e 1 garrafa de vinho pra cada duas pessoas (ou 3 cervejas por pessoa)! Ridiculamente barato!
Comemos ate cair, e o Aaron se sentiu no paraiso!

Nossa conlusao do segundo dia foi: Um pais onde a carne eh TAO macia que voce mal precisa usar faca pra comer, TAO barata e que tem doce de leite em TUDO, nao tem como ser um lugar ruim, certo?

Categorias: Argentina, Lua de mel, Viagens
7
10
Aug
2008
Lua de mel
Escrito por Adriana Miller


Na quarta feira, dia 30 de Julho, voltamos a Buenos Aires. Dessa vez, sem perrengues, confusoes, nem sustos.
Agora sim era a viagem que tinhamos planejado, e esperando ansiosamente por meses.

Assim como Angra, a ideia de ira pra Buenos Aires foi soh pra dar um gostinho de Lua de Mel, jah que teremos que esperar ateh dezembro pela viagem de verdade. Entao fizemos cotas com uma agencia (Osprey) e conseguimos um otimo negocio, incluindo voo, hotel, translado e city tour.
Geralmente sou anti-pacotes turisticos, e prefiro fazer tudo por mim mesma, mas dessa vez foi bom ter alguem cuidando de tudo por nos, e ainda tivemos a liberdade de fazer oque queriamos, uma vez que chegamos na Argentina.

O mais engracado da viagem (e que se repetiu inumeras vezes) foi que assim que desembarcamos, saimos no saguao do aeroporto Ezeiza e vi aquele amontoado de agentes de viagens com plaquinhas de nomes. Imediatamente vi uma que dizia “Adriana Silva”. Pronto, nos dirigimos imediantamente pra lah. Mas na lista deles, a “Adriana” estava indo pra outro hotel, com um grupo de 5 pessoas… Pronto… recomecaram as confusoes, pensei na hora…!
Mas conversando com a argentina que estava segurando a placa, vimos que ela era de outra agencia, entao nod dirigimos a outro carinha. Li todas as placas e nao vi meu nome… Ai o Aaron apontou para uma placa que dizia “ADSON Miller”, e pensamos “Sera?!”. Dito e feito! Nao soh a agencia (local) achou “legal” reservar tudo no nome do MACHO do casal (apesar de que fui eu quem reservou e efetuou todos os pagamentos!), como ainda registraram o nome dele errado em tudo!
Bem, mas pelo menos rendeu boas gargalhadas!

Ateh resolverem tudo, chegarmos no hotel, fazer check in (e explicar que Adson e Aaron sao a mesma pessoa), etc, jah tinhamos perdido quase a tarde toda. Resolvemos entao descansar um pouco e nos organizar. Oque fazer, onde ir, etc.
Aproveitamos tambem pra dar uma passadinha na Calle Santa Fe que era do lado do nosso hotel, e segundo a recepcionista do hotel eh um otimo lugar pra fazer compras. Fomos lah rapidinho comprar sapatos, pois eu esqueci de levar sapatos fechados e alem do tempo estar meio nublado (logo poderia chover a qualquer minuto!) ainda estava muito mais frio doque esperavamos! Entao eu precisava urgente de uma bota e meias!
E ainda descobrimos que por sermos extrangeiros, podiamos comprar tudo com Tax Free! A desculpa perfeita! Quanto mais eu comprasse, mais economizava! HAHAHAHAHA



Em Londres eu trabalho com uma advogado Argentino que me deu altas dicas de coisas a fazer, lugares pra sair, comer, fazer compras etc, entao na nossa primeira noite de lua de mel, fomos jantar em Porto Madero, no restaurante “Cabana de las Lilas”, que segundo o advogado (e nosso guia Time Out de BA), eh o melhor restaurante parrilla da capital.

Nosso hotel (Dazzler Libertad) deixou um pouco a desejar, mas nao reclamamos muito, afinal escolhemos tudo pelo preco (mais barato) entao nao esperavamos muito, mas a localizacao eh excelente! Bem na Plaza Libertad, a um quarteirao da Avenida 9 de Julio, dois quarteiroes do teatro Colon e do Obelisco e algumas quadras da Calle Florida. O pico!
Alem disso, como reclamar de um lugar em que voce pode comer doce de leite de colherada no cafe da manha, e ninguem te julga?! PA-RA-ISO!


Mas seguindo nossa noite. Pegamos um taxi e fomos pro Puerto Madero, direto pro Restaurante. Como o cambio esta a nosso favor (3 pra 1 como dolar, logo 6 pra 1 com a Libra), saimos pedindo tudo que viamos pela frente!
O restaurante nao era exatamente barato (mesmo depois da conversao), mas valeu cada centavo! A comida estava sensacional, o servico impecavel, e o vinho maravilhoso! Alem da vista do Puerto Madero iluminado a noite!

Categorias: Argentina, Lua de mel, Viagens
1
19
Jul
2008
Com emocao?
Escrito por Adriana Miller

Na vida eh tudo uma questao de prioridades e perspectiva.
Se alguem perguntar para uma noiva: “Qual eh seu maior medo?” as repostas podem variar desde “uma espinha na minha testa” ateh a “morte”. Na minha cabeca, acho que a pior coisa (alem de morte, por motivos obvios) que poderia acontecer com uma noiva, eh ficar sem um noivo.
Sabe aquela coisa de filme? A noiva abandonada no altar? O casamento cancelado, e aquela confusao, humilhacao, etc?

Bem, nada disso aconteceu, mas foi essa cena que passou pela minha cabeca quando estavamos na fila da imigracao no aeroporto do Rio e um agente da policia federal veio buscar o Aaron e levar ele pra salinha dos deportados. Aquelas fracoes de segundo foram o fim do mundo na minha vida.

Mas vou comecar a historia pela principio, e tudo que aconteceu ontem foi TAO surreal, mais TAO surreal, que se por acaso vc esta lendo esse blog e nao acreditar em uma unica palavra que eu escrever, eu te entendo. Se alguem tivesse me contado, tambem nao teria acreditado.

Bem, nem vou entrar no merito da confusao que foi pra conseguir sair do trabalho, chegar no aeroporto, embarcar com o vestido, viajar em assentos separados, etc. Isso fica pra outro post, porque na comparacao com o resto do dia, foi peanuts.

Quando finalmente chegamos no Rio, passamos juntos pela fila de imigracao de estrangeiros. A agente abriu o passaporte do Aaron e comecou a procurar o visto. Ai ela fala pra mim e fala: “o visto dele eh do ano passado”. Eu sei, eh que junho do ano passado quando viemos da ultima vez. “Nao. O visto dele EXPIROU ano passado”.
IMPOSSIVEL! Eh um visto de 5 anos, entradas multiplas, emitido pelo consulado de Londres e custou 80 libras.
OK. Vou conferir.
Ela chama um engravatado, que entra pela portinha de tras, leva o passaporte dele, e nos deixa sem entender oque estava acontecendo… Dai a uns 5 minutos veio um outro engravatado pedindo que o Aaron o acompanhasse pra sala de transito porque a entrada dele no pais estava sendo negada.

COMO ASSIM??!?!??!
Fui junto, largamos tudo pra tras, o Aaron nao estava entendendo nada! Uma correria pra cima e pra baixo, policiais federais cochixando a nosso respeito, e ninguem falava nada.
Ateh que uma menina da Air France veio me explicar que o visto que deram pro Aaron ano passado era invalido, pois era valido apenas por 90 dias depois da 1 entrada.
Eu sabia muito bem que isso era impossivel, porqu eu mesma fiz a solicitacao e paguei as taxas no Banco do Brasil.
Bem, alguem no consulado Brasileiro passou a perna no seu marido e embolsou seus 80 libras, pois o visto dele nao soh nao eh de 5 anos, como ainda diz “gratis”.

Que ODIO!!!!!!!

Mas ateh provar que fucinho de porco nao eh tomada… Dai pra frente foi tudo muito surreal. A Policia Federal querendo mandar ele de volta pra Londres, deportado, eu (ainda carregando meu vestido de noiva) chorando e correndo de um lado pro outro. Ligando pro meu pai, meu avo, meu tio… ALGUEM que conhecesse alguem, que conhecesse alguem…

No final a tal menina da Air France conseguiu passar um papo no agente da policia federal e deixaram que o Aaron “saisse” do pais, sem deportacao (se nao, ele nao podeia voltar nunca mais, por um prazo de sai lah quantos anos). Ou seja, pela situacao em que estavamos, a Policia Federal fingiria que ele nem estava ali, desde que ele saisse do pais no mesmo dia.

Entao essa menina recomendou que em vez de voltar pra Londres, que ele deveria ir pra Argentina, porque Americanos nao precisam de visto, e tem um consulado Brasileiro em Buenos Aires. E se eu fosse com ele, como Brasileira eu podeira pedir “azilo” e um visto de emergencia, para que meu marido pudesse ir em seu proprio casamento!

Muito bem, eu desembarquei, entrei naquela fila GIGANTE da alfandega (voo chegando de Miami eh phoda!) e sai correndo! Meu pai estava me esperando do lado de fora, e levou todas nossas malas e o vestido de noiva. E eu sai correndo pro Balcao da Aerolineas Argentinas. Conseguimos as ultimas vagas num voo que saia 40 minutos depois.

Enquanto eu pagava a passagem (a passagem mais cara da historia. E a vista!), meu pai foi abrindo as malas e tirando tudo que aprecia ser de “frio”, pois nao sabiamos quanto tempo teriamos que ficar em Buenos Aires (a estimativa da policia federal era que – com sorte – conseguiriamos um visto emergencial em 2 ou 3 dias uteis), e a menina da Air France recebeu uma autorizacao da policia pra fazer o check in pelo Aaron (ela nao podeia sair da tal salinha dos deportados, se nao, seria de fato deportado!).

Pronto! Mais uma correria pra embarcar!

As 3 horas que passamos dentro daquele aviao indo pra Buenos Aires as 8 da manha de sexta (3 horas depois que nosso voo chegou de Paris), foram as mais longas da minha vida.

Tudo que passou pela nossa cabeca… Ele sendo deportado e nao podendo voltar ao Brasil nunca mais. O casamento sendo cancelado, e todas as alternativas que teriamos. Pensamos nas coisas mais esdruxulas possiveis: Tentar um visto de emergecia via a empresa dele, voltar pra Londres e tentar um visto de emergencia lah, entrar ilegal pela fronteira do Paraguai, pegar um onibus e ir pro consulado do Uruguay, etc, etc.

E o tempo todo eu soh pensava: “Ironico que ha algumas horas tras minha unica preocupacao era se o vestido ia amassar, ou se ia fazer sol” e toda vez que me imaginava ligando pra todos os convidados pra avisar que o casamento tinha sido cancelado, caia no choro.

Saimos do Aeroporto de Buenos Aires e fomos direto pra Embaixada, voando! No caminho fui mandando e-mail pra todo mundo que conheco pedindo ajuda. Se alguem conhece um advogado, se alguem conhece algum diplomata, etc.
Ligava incasavelmente pro consulado Brasileiro e ninguem atendia, soh uma gravacao maldita!! E ele ligava pro consulaod Americano, mas nao acho que eles poderiam fazer muita coisa…

O prazo para dar entrada em pedidos de visto era 13:00 e jah eram 12:20…!!!!

Oque nos salvou foi que meu pai (a quem herdei a capacidade de se manter calmo em situacoes de estresse altamente irreais) mandou um e-mail pra consul da BA explicando oque tinha acontecido, quem eramos, em que voo estavamos, etc.

Quando entramos no consulado, as 12:25 a moca do atendimento (ANJO!) me olho e disse “voce que eh a menina que casou com um americano em Londres? Seu pa jah explicou tudo! Fica calma que vamos dar um jeito. O unico problema eh que TEMOS que dar entrada no sistema ateh as 13 horas”.
OK. Oque precisamos fazer?
“Preciso de uma foto 3×4, um extrato bancario e um comprovante de residencia”

OQUE?!?!?!??! Onde vamos arrumar isso? Agora?!??

Saimos correndo pelas ruas de Buenos Aires. Na descida do elevador, ele foi escrevendo suas senhas do banco. Eu corri pra um lado catando um cyber cafe com impressora, e ela saiu correndo pro outro lado, catando um lugar pra tirar fotos.

Voces nao tem ideia da correria que foi. Parecia uma gincana do “Amazing Race” da MTV. Eu olhava pro meu relogio e via: mais 15 minutos. Soh mais 12 minutos. Soh mais 8 minutos.
E nem sabia onde ele estava.

Sai correndo pela rua e enquanto eu balancava os extratos no ar, ele gritou que estava com as fotos.
Corri, como nunca corri na vida.
Sabe aquela expressao “vai tirar o pai da forca”? Deverim trocar para: “vou tirar o visto do marido”.

Entramos no consulado e o seguranca fechou as portas 3 segundos depois.

Ai a Consul veio falar comigo pessoalmente. Eu expliquei oque aconteceu, ela me explicou o procedimento. Me explicou que o consulado de BA nao atende a emergencias de extrangeiros, mas como eu estava ali, e era Brasileira eles tinham obrigacao de me ajudar em carater de urgencia.

Soh tinhamos mais uma tarefa: Pagar a taxa de 496 pesos no Banco Itau. Se tudo ficasse pronto ate as 3 da tarde, ela me dava o visto no memso dia!

Quase dei um beijo na boca dela!

O Aaron ficou preenchendo formularios e eu sai correndo mais uma vez, catando o Banco Itau de BA. Quando finalmente achei, logicamente estava aquela confusao, gritaria de Brasileiros resolvendo pepino e fiquei simplesmente 1 hora na fila!

Nossos celulares nao funcionavam por algum motivo, entao nao conseguiamos nos comunicar. O Aaron coitado, achou que eu tivesse saido correndo e tivesse sido atropelada no meio da rua! E comecou a ligar pra mae dele, que por sua vez ligou pra irma, que por sua vez tinha o telefone da minha mae, pra ver se ela tinha recebido alguma ligacao de hospital! HAHAHAH

Mas voltei a tempo, demos entrada em tudo, e uns minutos depois, a Consul voltou com o visto novo do Aaron!!

Comecei a chorar, ele chorou… Nao demos um beijo e um abraco na consul porque ela estava tras de uma janela!

Bem, voltamos pro Aeroporto. Nossas passagens eram pra terca feira, mas logicamente queriamos tentar o primeiro voo disponivel. Tinha mais um voo sindo em menos de uma hora.

Paga mais uma taxa aqui, outra taxa ali (afinal, oque eh um paido pra quem jah esta cagado?), e voltamos pro Rio.

Passamos pela imigracao sem problemas, e quando finalmenet consegui achar um orelhao pra ligar pros meus pais e voltar pra casa, eles jah tinham saido pra ir na colacao de grau da minha irma e nao tinhamos chave.

Ainda ficamos fazendo uma horinha no aeroporto. Fizemos nossa primeira refeicao em 36 horas, mas o cansaco fisico e mental estava insuportavel.

Acabamos indo dormir no hotel do aeroporto, porque simplesmente nao dava pra esperar mais nem um segundo.

Entao soh cheguei em casa hoja, sabado dia 19 as 8 da manha.

*************

Agora que tudo deu certo e estamos no Rio, eh incrivel como nao jah nao estou nem ai se vai chover ou fazer sol. Se a festa vai estar perfeita ou nao. Se as flores serao como imaginei. Se o vestido vai amassar. Se a unha estara bem feita. Se muita gente vai faltar. Ou se muitos penetras vao tentar entrar…

Nos momentos de desespero, e que eu via todos os nossos sonhos do “grande dia” indo por agua abaixo, eu repetia pra mim mesma qual era o motivo real de passar por isso tudo.

Nao eh a festa. Nao eh o vestido. Nao sao os presentes, muito menos o bolo ou os bem casados. E sim o nosso casamento. A vontade de ficar junto pro resto da vida.

Tenho certeza que teremos o casamento mais perfeito do mundo, pelo simples motivo que ele estara lah, do meu lado.
E tudo acabou bem.
E a certeza de que o Aaron eh o amor da minha vida, e por ele eu faria tudo de novo.

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