11 Aug 2008
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Caminito

Argentina, Lua de mel, Viagens

Nosso ultimo dia em Buenos Aires foi bem rapido. Dormimos ateh nao poder mais (porque sabiamos que dai pra frente ia ser brabeira ateh voltar pra casa em Londres), e tinhamos que ir relativamente cedo pro Aeroporto.

Entao decidimos ir a um unico lugar: Caminito.

O Caminito foi sem duvida nosso lugar preferdo de BA. A Argentina que eu imaginava: alegre, colorida, com arte e musica pelas esquinas.

Pegamos um taxi e fomos direto (eh uma area meio suspeita) pro centrao da La Boca. Queriamos dar uma passeada, mas tambem queriamos comprar alguma arte.

 

Volta e meia em nossas viagens compramos alguma coisa mais “artistica” ou de decoracao pra nossa casa. Nao a casa que moramos hoje, mas a nossa casa, aquela que ainda nao existe, nao sabemos onde sera nem como vai ser, mas que vivemos sonhando com ela!

Jah temos varias pinturas (Praga e agora BA), posters (Museu do Padro em Madrid e MOMA em NY), vasos (Conpenhagen e Bratislava), etc isso sem falar nos ornamentos de natal! Todos devidamente guardados em baixo da nossa cama!

Mas voltando ao assunto. Andamos pra cima e pra baixo em Caminito (um frio do cao!) olhando as pinturas e conversando com os artistas. Queriamos alguma coisa colorida e alegre, mas que nao fosse folclorica demais… Nada muito Tango-Nation na minha casa…

Em Caminito alem dos artstas de rua, tambem tem varias galerias com lojinhas de artesanato e quinquilharias.

No final, pechinchamos, pechinchamos e e compramos 3 pinturas a oleo!

E jah que estavamos ali… quem tah na chuva tem que se molhar, certo? Obriguei o Aaron a tirar fotos com a “dancarina” de Tango que estava catando turistas na rua! ROLEI de rir!!

 

Logicamente, ele quis vinganca, e foi minha vez de “dancar” Tango no meio da rua tambem! Ai, ai… 20 pesos muito bem gastos… nada como rir ateh ter dor de barriga pra encerrar a lua de mel!

 

 

 

De lah, soh passamos no hotel pra pegar as malas e fomos direto pro Aeroporto.

O balcao da Varig AQUELE CAOS!! Ficamos mais de 1 hora na fila, soh pra fazer check in.

Jah passei por muitos aeroportos na vida, mas BA ganha o premio maximo de ineficiencia! Primeiro que nenhuma cia aera faz o check automatico, que faz com que tudo fique muito mais rapido. Entao depois de ficar hoooooras na fila, voce ainda descobre que tem que entrar em OUTRA fila, pra pagar a taxa de embarque (ainda nao entendi pq nao esta incluido no preco da passagem, como em todos os outros paises do mundo).

Depois, sabe aquelas formularios de Tax Free que te deram nas lojas? Entao, eh aqui no aeroporto que voce pode pegar seus Pesos de volta.

Entra numa fila. Hooooras esperando. Um carinha olha seus formulario de tax free, confere seus recibos e te manda pra outra fila! Em outro andar do aeroporto!!!! COMO ASSIM?!?!?

Lah fomos nos. O Aaron estava muito a contra gosto, mas eu jah estava cpom tanta raiva, que era uma questao de honra nao deixar meus pesos pro governo Argentino!

Entao pra quem estiver indo pra Argentina, muita atencao no aeroporto, e chegue lah com MUITAS horas de antecedencia, ou vc esta arriscado a perder seu voo!

 

Adriana Miller
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10 Aug 2008
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Tango

Argentina, Lua de mel, Viagens

Na sexta feira resolvemos bater perna por BA e voltar em todos os lugares que vimos no primeiro dia, e fazer o tour completo da cidade.

Comecamos por perto do hotel. Saimos andando pela Avenida 9 de Julio e fomos ao Teatro Colon. Apesar de estar fechado pra reforma, o teatro eh realmente lindo, classico, bem Europeu.
A esse ponto, eu jah estava dando meu braco a torcer sobre essa coisa toda de Buenos Aires ser “europeia”. Sem snobismos, entao nao precisam me mandar e-mails cheio de odio. Na verdade achei BA meio Budapeste… aquela coisa europa-old-school mas muuuuuito mal cuidada e decadende. Chega ateh a dar um charme, aquela cidade cheia de conflito, muita riquesa, rodeada de pobreza, com monumentos caindo aos pedacos, pessatas e movimentacao dos sem-terra, mendigos e pedintes.
Nao que Buenos AIres seja feia, muito pelo contrario. Mas eh que no geral, os Brasileiros veneram TANTO a Argentina, que eu estava esperando muito mais. That’s all.


Mas entendo a fascinacao que exerce sobre os Brasileiros. O clima, o frio, a neve, as compras, os shows, as pracas, etc. O mesmo advogado Argentino que me deu varias dicas sobre a cidade, tambem me deu a seguinte dica de como identificar os Brasileiros (quando ele contou essa piadinha no escritorio, eu morri de raiva, mas depois vi que era verdade!): Sao os turistas gastando os tubos, e sao as pessoas que usam casacos em qualquer estacao do ano (mesmo no verao, pq BA eh “frio”). Segundo ele, os brasileiros sao as pessoas usando roupas glaciares, com technologia para -25 graus e cores fluorescentes (ou cheias de pelos e peles) quando fazem apenas 10 graus (positivos). Pura verdade.
Mas uma cosia eh inegavel: os Brasileiros DOMINAM BA. Segundo o Aaron, nos deveriamos colocar uma bandeira Brasileira no topo do Obelisco e proclamar o pais como sendo um novo estado, e ninguem ia nem perceber.
A cidade tem TANTO, mas TANTOS Brasileiros que soh por ser turista, os portenhos jah assumem que vc eh Brasileiro. Os garcons, motirtas de taxi, atendentes de lojas, todos falam portugues. E ateh o Aaron coitado (que nao tem nem um pouco cara de Brasileiro) jah se dirijiam a ele falando portugues direto.
Na rua, quando queriamos pedir pra alguem tirar uma foto de nos dois juntos, jah pediamos direito em Portugues mesmo, e em 100% das vezes, acertamos. Os turistas eram Brasileiros!

Mas voltando ao Teatro Colon. Ele esta fechado para reformas ateh 2010, onde vai reestrear com o espetaculo “Aida” e todos os ingressos jah estao esgotados. Segundo meu guia, o Teatro Colon de BA tem a terceira melhor acustica do mundo. Ficando atras apenas da Opera de Paris e do Teatro Scalla de Milao.



Bem em frente ao Teatro, esta o Obelisco, que eh um dos simbolos da cidade. Subimos a Avenida Corrientes, que eh a “Broadway” de Buenos Aires, cheia de teatros, restaurantes, bares e clubs. Muitos letreiros, neon, gente pra cima e pra baixo.

Voltamos pra Calle Florida e a seguimos ateh o final, na Plaza Bolivar, onde comeca a Plaza 9 de Mayo, e voltamos pra Casa Rosada, com mais calma.
Andamos pra cima e pra baixo, tiramos fotos, lemos as menifestacoes dos sem-terra e as manifestacoes das Ilhas Malvinas etc. (Falkans Islands – que na verdade sao territorio Britanico, mas parece que os Argentinos nao reconhecem isso).



Descemos a mesma avenida, passamos por San Telmo (mas bem rapidinho porque a area era meio suspeita e barra pesada…) e fomos andando ateeeeeh Puerto Madero.
Andamos a “orla” inteira, mas o frio comecou a apertar entao paramos pra almocar num restaurante italiano.




A noite finalmente fomos assistir um show de Tango.
Eh aquele tipo de coisa que vc sabe que vai ser enganado, mas mesmo assim voce nao quer deixar de fazer. Ficamos ateh meio com medo de pedir opiniao da guia… mas ela foi bem sincera: shows da Tango em BA sao aramadilhas pra turistas. Sao muito mais caros doque deveriam ser, e na grande maioria das vezes, um saco. A nao ser que vc realmente seja fan de tango; oque nao era nosso caso.
Mas como nos jah sabiamos, era o tipo de coisa que vc nao pode deixar de fazer. A recomendacao foi o Senor Tango, que seria de fato uma armadilha pra turistas, mas pelo menos seria espetacular, uma versao Broadway-esca de uma show de Tango.

Entao fomos. Fechamos o pacote completo. Um onibus veio nos buscar, e o preco incluia nao soh o show e translado, mas tambem o jantar.
Eu estava psicologicamente preparada pra ser aqueles jantares furrecos, com ovo de codorna e molho ‘rose’ de entrada, macarrao pra prato principal e flan de sobremesa.
Pra nossa surpresa, o jantar incluia um vinho Argentino maravilhoso, um steak que era maior que a minha mao (e grosso, bem temperado e macio), com risotto de champignon e batatas, e sorvete de doce de leite de sobremesa!
E o melhor de tudo foi que nossa mesa dava direito a uma varandinha/camarote individual, com uma visao perfeita do show!




Quando o show comecou, foi impressionante do inicio ao fim. Uma mistura de West-end com Cirque du Soleil. Espetaculo! Como seres humanos conseguem dancar e se desdobrar daquela maneira?!?!
O show poderia ter sido um pouco mais curto (durou mais de 3 horas!) e a “performance” stand up comedy do dono do lugar foi totalmente dispensavel, mas mesmo assim, maravilhoso!




E isso sem falar do teatro em si. Com uma decoracao meio cabaret circa 1950, refetindo a cultura e os icones da Argentina.
Amei e recomendo MUITO. Foram os 90 dolares mais bem gastos da viagem.

 

Adriana Miller
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10 Aug 2008
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Buenos Aires

Argentina, Lua de mel, Viagens


Nosso primeiro dia de “verdade” em Buenos Aires comecou cedo.
Parte do nosso “pacote” era um city tour pela cidade. Foi uma otima maneira de conhecer um pouco a cidade e entender a dinamica da coisa.
Com toda correria de trabalho, casamento, viagens nas ultimas semanas (ou seriam meses?!) nao tivemos muito tempo pra pesquisar sobre BA e chegamos super perdidos, sem saber exatamente oque fazer, onde ir, etc. Eu jah tinha ouvido falado em algumas coisas sobre a cidade, mas o Aaron estava perdidinho!

Entao lah fomos nos, na van chumbrega com um guia que falava um ingles meia boca. Ele falava alguma coisa em Spanglish e olhava pra mim e dizia: Despues lo traduzes…
Mas enfim.

No geral o passeio foi bem legal. Levamos nosso livro e nosso mapa, e iamos anotando a marcando os lugares que queriamos voltar depois.
O passeio comecou pela Avenida 9 de Julio e o Obelisco (pertinho do nosso hotel), descemos pela Calle Diagonal e fomos ateh a Plaza 9 de Mayo, onde fica a Casa Rosada.
Ali fizemos a primeira parada do passeio. 15 minutinhos apenas. mal deu pra tirar fotos. Mas gracas ao guia, descobrimos que a cor “rosada” original era um rosinha bem palido, resultado da mistura de cal (branca) com sangue de boi, que os Gauchos acreditavam que era um bom isolante e “protegia” o presidente.
Jah a cor de hoje em dia (um rosa meio tijolo) eh puramente turistica, pois as pessoas se decepcionavam ao ver que a “casa rosa” era praticamente cinza-sujo.



Seguimos nosso passeio relampago por San Telmo, o bairro dos imigrantes Italianos e seguimos para La Boca, bairro de periferia que abriga o estadio do Boca Juniors e o Caminito.

A segunda parada foi no estadio.
Tenho algumas observacoes pra fazer sobre a cidade em geral, mas vamos comecar pela “Bombonera”. Eu sempre ouvi falar que o estadio do Boca Juniors era conhecido como a “Bombonera” por ser TAO bonito que parecia, bem, uma caixa de bonbons.



HA! Conta outra!
O lugar, alem de super pequeno (Hello? Maracana anyone?!) estava caindo aos pedacos. tavez por que estava vazio, e nao durante um jogo, mas foi uma grande decepcao.
Segundo que o Aaron fez um comentario muito acertado sobre a Argentina: o Maradona jah era, certo? Entao porque se apegar tanto a ele?
No Brasil nao vemos fotos e placas glorificando o Pele, nem o Zico, nem o Senna a cada esquina. Em BA, nao tem um unico lugar que vc olhe que nao tenha alguma referencia ao Maradona.
Ok, ok, respeito que eles gostem do Dieguito, mas oque o Aaron falou fez muito sentido naquele momento: Por ser uma sociedade atualmente falida, os argentinos se apegaram a unica gloria que tiveram nos ultimos 50 anos, e tentam extrair cada gota disso, pra manter sua cultura viva.
Em nossa viagem a Atenas ano passado, falamos muito sobre a mesma coisa (o fato da sociedade Grega estar falida hoje em dia, logo eles se apegam com unhas e dentes nas “glorias do passado”), mas nao dah pra comparar a sociedade Grega, a invencao da astronomia, filosofia e esportes, ao Maradona, certo?

Mas continuando, pois nao quero soar como uma Brasileira-anti-Argentina-mal-amada.
De lah, fomos direto pro Caminito. Ai sim! Esse era a BA que eu estava esperando ver!
Colorida, alegre, com musica tocando em cada esquina. Muita arte nas ruas, tango, etc.





Antes de falar (bem) do caminito, minha segunda observacao. Essa historia deque BA eh “Europeia” foi inventada por alguem que nunca foi a Europa, soh pode! (mas depois, ao longo da viagem, mordi minha lingua!).

Mas adorei o Caminito. Como nossa “parada” com o tour era de alguns minutos, marcamos no nosso livrinho, e queriamos voltar com certeza!

Nosso tour seguiu pela Recoleta, dirigmos pelo bairro das Embaixadas e consulados, lojas de designers famosos (ai sim comecou a ficar com cara de Europa), o cemiterio, ateh que chegamos de volta no centro, na regiao da Calle Florida.
Jah descemos por lah mesmo e fomos almocar na Galeria Pacifico.

Enquanto reprogramavamos os resto da nossa viagem, e nos tornavamos familiares com a geografia da cidade eu cai de boca num sorvete de Doce de Leite do Freddo, e depois de dar algumas voltinhas no shopping, seguimos andando pela Calle Florida em direcao a Recoleta.
Passamos pela Avenida Alvear (onde ficam todas as lojas ultra caras de BA – Channel pra cima) e pelas Embaixadas (a do Brasil eh bem bonitinha) ateh chegarmos no cemiterio.






Uma dica pra quem tambem estiver indo de Lua de Mel pra BA eh o Design Mall, que eh um shopping pequeno bem do lado do cemiterio que SOH vende artigos de decoracao e coisas pra casa. Ficamos um pouco lah dentro, babando nos moveis e pecas de decoracao, mas como ainda teriamos que voltar ao Brasil, e depois Paris, depois finalmente Londres, resistimos bem e nao compramos nada.


O Cemiterio da Recoleta eh impressionante. Uma mistura de glamour com morbidez. Pra comecar que a parada eh enorme! Uma cidade interia praticamente. Cada tumulo (na falta de uma palavra melhor pra descrever) era uma casinha, e muitos deles tem espacos subterranes (cruz credo) que podme chegar a 200 metros quadrados!
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Muitos tem esculturas, bustos, fotos, poemas, homenagem aos falecidos. Tudo muito bem cuidado e artistico.
Tiramos fotos sem parar, porque era de fato impressionante, mas ao memso tempo ficavamos nos olhando e falando “vc nao se sente mal de estar sorrindo numa foto ao lado de uma familia inteira morta?!”.
Muito estranho.
Entre as personalidades argentinas famosas que estao enterradas ali, esta Evita Peron, na tumba de sua familia original, os Duarte. Obviamente eh o “corredor” mais movimentado do cemiterio, e a galera faz ateh fila pra tirar foto ao lado dela.



Voltamos pro Hotel exaustos, e de noite resolvemos seguir a dica do guia do city tour e fomos jantar no Siga la Vaca, que eh um restaurante all you can eat, tipo rodizio, mas em vez da carne estar num espeto, esta num grill. Vc vai lah e se serve do que quiser, quanto quiser.
Pagamos 52 Pesos (mais ou menos 12 dolares) por ser jantar (almoco sao 45 pesos) e isso inclui toda e qualquer carne, o buffet de saladas e acompanhamentos, bebida (agua, refrigerante) a vontade e 1 garrafa de vinho pra cada duas pessoas (ou 3 cervejas por pessoa)! Ridiculamente barato!
Comemos ate cair, e o Aaron se sentiu no paraiso!

Nossa conlusao do segundo dia foi: Um pais onde a carne eh TAO macia que voce mal precisa usar faca pra comer, TAO barata e que tem doce de leite em TUDO, nao tem como ser um lugar ruim, certo?

Adriana Miller
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