13
May
2009
Cha de Panelas
Escrito por Adriana Miller

E por falar em casamentos…

Lembra que ha uns meses atras eu fui num casamento em Sydney

 

Pois entao, alem do casamento, tambem rolou um cha de panelas Australiano, que virou post colaborativo lah no blog da Karen, do Cha das Panelas.

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Nossa “correspondente internacional” é a Dri. Uma brasileira que mora em Londres e escreve o blog Dri Every Where há 5 anos. Ela vive viajando mundo a fora… por conta disso acaba participando de chás nos quatro cantos do mundo… e vai compartilhar um pouco da sua experiência conosco.
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Em Março, eu e meu marido fomos convidados a um casamento em Sydney, Australia. Os noivos também moram em Londres e são otimos amigos, entao nao poderiamos dispensar o convite, e além disso curtir uma viagem maravilhosa pra Australia. A noiva é Australiana, natural de Sydney, porém o noivo é da Cidade do Cabo, Africa do Sul. Além disso, ambos sao judeus, porém o casamento não só foi super diferente pra mim (Australianao + Africano + Judaico), mas foi também uma experiencia maravilhosa em viajar pro outro lado do mundo com um grupo de amigos. O chá de panelas foi tipicamente Australiano! 

A noiva convidou todas as convidadas “extrangeiras” para sua festa, que tipicamente seria apenas pra sua família e madrinhas. Ao contrário dos “Bridal shower” Americano e “Hen do” Ingles, o cha de panela Australiano se chama… Chá mesmo! Ou “Ladies Tea” (cha das senhoras).

A primeira impressao do cha Australiano foi de uma festa bem seria e formal. A maioria esmagadora das convidadas eram parte da família da noiva – em vez das amigas – incluindo sogra, tias, avó, mãe, primas, etc. Além disso, a atração principal não foram as brincadeiras, e sim a comida! Por um longo tempo, foi apenas uma festa, pessoas circulando, conversando, comendo e bebendo. Os Australianos adoram Cup Cakes (as lojinhas de cup cakes estao em todos os cantos de Sydney!)! Então a mesa estava recheada de opções de cup cakes e mini cup cakes decorados com noivinhos… Já no final da noite, a mãe da noiva nos levou para a sala de estar, onde todas as convidadas sentaram em volta da noiva, e aos poucos ela foi abrindo seus presentes.

Porém, o grande detalhe do Chá Australiano é que em vez de envolver brincadeiras, jogos, drinks e etc, para adivinhar os presentes, as convidadas tiveram que escrever um poema! Então cada presente tinha seu próprio poema, que dava dicas sobre o que era, e quem tinha dado. A noiva só poderia abrir o presente depois de “desvendar” o poema – mas podia pedir ajuda da “platéia”! A maioria dos presentes foram de coisas pra cozinha e para a casa dos noivos em Londres, e apenas 2 presentes foram mais “audaciosos” com lingerie e coisinhas sexy: O presente das “estrangeiras” (eu e mais duas amigas de Londres) e o presente da sogra!! A sogra da noiva é da Africa do Sul e tambem esá acostumada com Chás mais animadinhos, com presentes apimentados e jogos, bagunça e tal, então seu presente foi um conjunto bem sexy de lingerie! Quando a noiva adivinhou que o poema era de sua sogra e finalmente abriu o presente, ficou aquela clima bem chato no meio da sala… pois ninguém estava esperando um sogra tão “atirada”! Quando a noiva acabou de abrir todos os seus presentes, a festa acabou, e fomos todas embora…

O casamento aconteceu uns dias depois. Para ler o relato sobre o evento no meu blog, clique aqui.

 

 

Categorias: Australia, Blog, Midia, Viagens
0
24
Mar
2009
Bares e Restaurantes – Sydney
Escrito por Adriana Miller

A vida noturna (e diurna!) de Sydney nao para nunca e fiquei impressionada com a cultura “eating out” da cidade.

Em tudo quando eh canto tem milhares de bares, restaurantes, brunch, etc. Principalmente em relacao a cafe da manha (Brunch) e jantar. A Gaby e o Sam (nossos amigos que se mudaram pra Sydney ano passado) sempre foram super foodies, e adoravam cozinhar e receber gente em casa. Mas desde que se mudaram pra Sydney, nos disseram que geralmente saem pra jantar fora pelo menos umas 4 vezes por semana, e tomam cafe da manha na rua todos os dias! E pelo que percebi, isso eh super comum na cidade.

No geral, confesso que achei Sydney beeeem carinha. Ok que nao era nada absurdo, mas no geral, mesmo com o cambio a nosso favor, tudo era ligeiramente mais caro que Londres.

Na verdade, quanto mais viajo, mas acho que Londres nao eh tao caro assim (pra quem mora aqui – em termos de estrutura turistica, Londres eh mesmo super cara).

Mas tivemos infinitas chances de sair, tomar brunch e conhecer varios restaurantes e bares legais em diferentes areas da cidade.

Minhas dicas:

Brunch:

Na Oxford Street no bairro de Paddington e Woollahra (bairro adjacente a Paddington) existem uma infinidade de lugares fofos e muitos bons pra tomar cafe da manha e brunch. Meus preferidos foram:

Sloanes: Tem um jardinzinho na parte de tras e eh famoso por seus muffins salgados, alem da variedade gigantesca de sucos feitos na hora e todo e qualquer tipo de ovos.

Anastasia’s: Sanduiches feitos na hora, com um infinidade de tipos diferentes de paes. mas o melhor mesmo sao as mesas na beira da janela, permitindo um otimo people watching na Oxford Street.

Sotherby’s: a casa de leiloes de arte internacional tambem tem um escritorio em Sydney, no bairro de Woollahra, e em seu primeiro piso tem um restaurante que aos domingos faz fila de virar o quarteirao na hora do brunch (esperamos na fila e valeu a pena!). A especialidade da casa sao os “hot cakes” (nome australiano para pancakes).

Almoco/Jantar:

Os bairros de Surrey Hills e Double Bay (alem da Oxford Street em Paddington) tem a maior concentracao de restaurantes por metro quadrado! As especialidades da area sao os Italianos e Tailandeses (vou catar os nomes dos restaurantes que fomos nos recibos…)

Bares:

Os bares estao espalhados por toda a cidade. Seja onde for que voce se hospede, sempre vai ter algum bar legal por perto (e provavelmente eles servirao uma otima opcao de almoco/jantar tambem).

O bairro de Kings Cross eh considerado o “west end” de Sydney (numa comparacao a Londres) e tem uma mistura “interessante” de bares legais e inferninhos se intercalando, assim como o Soho Londrino. Mas se vc estiver em busca de balada (se altissimo nivel, ou de baixissimo nivel) Kings Cross eh sue lugar!). E nao eh a toa que em Kings Cross, porta sim, porta nao eh um albergue!

Jah para uma noitada mais “cool”, os bares legais de Sydney estao em Bondi Beach, que – como jah falei aqui – eh geralmente comparada com Ipanema, por atrair uma crowd lancadora de moda e bonita. Minha recomendacao eh o Ravesi’s que fica bem no calcadao de Bondi, com umas janelonas enormes que deixam a brisa do mar entrar, e otimas opcoes de comida tambem. Ou o tradicional Icebergs, que durante o dia eh um clube nautico, e a noite oferece um rrof top bar com a vista completa da praia de Bondi.

Uma outra opcao muito legal pra bares/balada eh Darling Harbour no centrao da cidade. Nao chegamos a sair por lah, mas quando fomos passear no sabado a tarde os bares jah estavam lotados! (eh de lah tambem que saem os varios barcos com festas privadas).

Das comidas que podem ser consideradas “tipicas” da comida Australiana, o principal eh o Fish and Chips, que me deixou bem decepcionada… Nao que a versao Australiana seja ruim, mas eh apenas uma “copia” doque jah temos em Londres.

Obviamente existem as varias opcoes de comifas “exoticas” como a carne de canguru, de crocodilo, de Emu, etc. mas isso eh mais coisa de turista, e nao dos locais, que gostam mesmo eh do fish and chips depois da praia!

Outra febre que reparei por lah sao os Cup Cakes! Meus deus! Em tudo quando eh canto que vc se vira na cidade, dah de cara com uma lojinha de cup cakes! Nao que eu nao goste, ou tenha alguma coisa contra cupcakes (mas tambem nao soa meus preferidos!), mas fiquei impressionada com a quantidade de lojas que vivem exclusivamente de vender cupcakes!

E pra finalizar, o TimTam’s! Que eh o biscoito “tipico” da Australia e que vira febre com todos os estrangeiros que vao morar lah! Eu ateh trouce uns pro pessoal do escritorio, e fez o maior sucesso! Quase que 1/3 do free shop do aeroporto de Sydney eh dedicado a vender as diferentes variedades de TimTam’s!


 

 

Categorias: Australia, Viagens
5
23
Mar
2009
De Spit a Manly Beach – Scenic Walkway (e Darling Harbour!)
Escrito por Adriana Miller

No sabado, nosso ultimo dia interiro em Sydney, fomos (o grupo todo) fazer mais uma caminha famosa em Sydney, que eh a “Scenic Walkway” entre as cidades de Spit e Manly, ambas no suburbio de Sydney, e que fica bem no meio da Reserva florestal do porto de Sydney.

 No total a caminhada tem 10 km, passando por algumas cidadezinhas (cada casarao de babar! Me lembrou muito Jurere Internacional, em Florianopolis), matagais cheios de lagartos pre-historicos, e praias paradisiacas!

  No meio do caminho passamos tambem por um site arqueologico com desenhos pre-historicos Aborigenes, que descreviam a vida “nativa” na Australia antes da colonizacao Europeia. 

Alais, apenas poucquissimo tempo atras eh que a lingua Aborigene comecou a ser documentada, pois a comunicacao deles era apenas com sons e desenhos (como os que ainda existem no parque). Entao hoje em dia existe uma “lingua” Aborigene, mas que nada mais eh doque a grafia, em Ingles, dons sons das palavras Aborigenes, pois eles nunca chegaram a desenvolver sua priproa linguagem e/ou alfabeto.

  Aos poucos, o novo primeiro ministro Australiano tem convertido alguns nomes de regioes, cidade, bairros e ruas e seus nomes “originais” em vez do nome dado pelos colonos Ingleses, mas que ao mesmo tempo tem gerado muita polmica com a populacao.  O Primeiro MInistro criou do “dia da desculpa” que eh um feriado nacional que “comemora” a cultura Aborigene e pede “desculas” pelas matancas e pelos desmatamentos. 

Mas ao mesmo tempo oque restou da populacao Aborigene ainda vive a margem da sociedade Australiana, tem os niveis mais baixo de educacao, e os mais altos de desemprego, violencia domestica, abuso, alcolismo, violencia etc.  Em Sydney nao vi nenhum, tirando os que ficam cantando e dancando nas pracas para entreter os turistas e pedir dinheiro, pois quase todos hoje em dia vivem em reservas no Territorio Norte do Pais.  No final da caminhada (quase 3 horas depois) fomos almocar em Manly, na beira da praia, e de lah pegamos o Ferry que nos levou diretamente a Circular Quay no centrao de Sydney.

Aproveitamos pra tirar as ultimas fotos da Opera House no por do sol, e ainda fomos andando ateh o Darling Harbour, que eh um outro porto da cidade, mas que foi totalmente reformado e hoje em dia eh cheio de bares, restaurantes, cinemas, shoppings, etc, lotado de pessoas pra cima e baixo!!

Adorei e morri de raiva de nao ter saido por ali antes…

Categorias: Australia, Viagens
3
23
Mar
2009
De Bronte a Bondi
Escrito por Adriana Miller

Na sexta feira pos-casamento fizemos um programa tipicamente Australiano: Churrasco na praia!

Fomos para a praia Bronte que fica na mesma costa que a famosa praia de Bondi, e na parte de tras de praia tem um parque com algumas churrasqueiras “publicas”.


Achei a proposta bem legal: um gramadinho super bem cuidado, varias mesinhas espalhadas e no centro as churrasqueiras, que na verdade sao tipo uma grelha, que apenas “frita” a carne. Pra usar, basta apertar o botao, e a chapa comeca a esquentar, fizemos uma limpeza rapidinha e colocamos varios tipos diferentes de linguica e carnes pra assar.Foi farofada, mas pelo menos uma farofada organizada e bonitinha! Hahahahaha!

Foi um churrasco padrao gringo total, com linguica e salsicha, pao de cachorro quente, molhos, salada etc.
Os noivos apareceram pra dar um oi pra galera quando estavam a cominha do aeroporto, ver as fotos e fazer oque todos os noivos gostam de fazer (pelo menos, eu adorei!): falar e ouvir tudo sobre seu proprio casamento!


Depois do churras, a galera ficou lagartixando na praia, mas eu e o Aaron fomos fazer a famosa “Coastal Walk” ateh Bondi.
A caminhada foi lnda, com um “calcadao” beirando o penhasco, com a imensidao do oceano Pacifico ao fundo, dando pra ver bem os recortes da costa de Sydney.


A praia de Bondi eh considerada uma das melhores praias do mundo, e muitas vezes comparada como a “Ipanema do Pacifico”, por ser uma praia urbana lncadora de moda.


Eu pessoalmente achei um pouco pretencioso comprar Bondi com Ipanema, poruqe modestia  a parte Ipanema nao tem comparacao, mas curti o clima “gente bonita” (como ODEIO essa expresao – acho ultra maxi brega!), surfistas, o calcadao com a galera correndo, andando de patins, fazendo ginastica, etc.

Bem menor doque eu imaginava, e com um calcadao bem fraquinho, mas no geral, uma praia bem legal!

Categorias: Australia, Viagens
1
23
Mar
2009
Casamento Grant & Nicky
Escrito por Adriana Miller

Na quinta feira finalmente foi o evento que nos levou a Australia!! O casamento do Grant e da Nicky! Nao soh foi um casamento tipico Australiano (apesar de que o noivo eh Sul Africano) masi ainda foi meu primeiro casamento 100% Judaico, e estava super curiosa pra ver todos rituais, tradicoes, etc.


  O casamento foi num galpao industrial reformado, numa area que fica atras do Darling Harbour e tinha uma vista otima da Harbour Bridge.
O horario do casamento estava mais pra estilo Americano do que Ingles, pois comecou as 4:45 (em ponto) da tarde, com os amigos, irmao e primos do noivo servindo como groomsmen (padrinhos) e segurando os pilares do Chuppa, que eh o “altar” judaico.
(p.s. Se eu falar alguma besteira, religiosamente falando, por favor me avisem! Nao conheco a religiao judaica, e meu relato eh todo pura observacao) 

E entao o Rabino “autorizou” a entrada do noivo, que veio acompanhado de seus pais (mae de um lado, pai do outro), e ficou embaixo da Chuppa de costas o tempo todo.
Entao entraram as bridesmaid (irmas da noiva) e a noiva, tambem acompanhada de seus pais.

A cerimonia seguiu com um coral de musicas esraelitas, leituras, e um discurso do Rabino, que eh amigo da familia da noiva. 

O que mais me pareceu diferente na cerimonia, para um casamento cristao eh que troca de aliancas, pois durante a cerimonia apenas a noiva recebe sua alianca, no dedo indicador direito, enquando o Rabino “Benze” o anel, e certifica seu “valor”.
O Rabino le o contrato de casamento em Hebreu, e serve uma taca de vinho para os padrinhos e no final, o noivo quebra o copo com os pes!  Eu achei muito, muito legal! Enquanto os noivos tiravam as fotos, os convidados foram encamonhas para a sala da recepcao pro cocktail.
A decoracao foi toda feita pela NIcky e suas irmas, e foi uma das decoracoes mais legais e diferentes que jah vi!

Como a noiva eh altamente alergico a polem, eles fizeram questao de alugar um salao de festas que nao tivesse nenhum jardim por perto, e nao poderia ter muitas flores ou plantas por perto.
Entao na falta de flores para a decoracao, ela teve que usar a criatividade e fez a decoracao toda em preto e prateado!


 Ficou lindo demais!

 Serio, eu nunca pensaria numa decoracao em preto pra casamento (me vem logo uma ideia morbida a cabeca) mas nao dah pra negar o impacto que causou ao entrar no salao!


 Ela criou 3 “estilos” difernetes de mesas, que iam se alternando, com arranjos altos e baixos, vasos com ague e velas flutuantes, ou candelabros altissimos.
As toalhes de mesa eram todas pretas, ou brancas com faixas prateadas, e as cadeiras tambem estavam cobertas com um tecido preto (que geralmente o tal “fantasminha” fica super brega, mas esse, por ser em preto, fico sensacional) e arrematados com fitas prateadas.


 O assunto do cocktail foi a decoracao, e todos estavamos impressionados de como, apesar de tao simples, e fora do convencional, o salao (que se estivesse com tolhas brandes e flores coloridas ia ser bem sem graca e morto) estava extremamente impactante e chiquerrimo!


 Dai pra frente, comemos sem parar, tivemos umas duas ou tres sessoes de Horra (nao sei como se escreve!), que eh a danca esraelita tipica de casamentos judaicos, com as mulheres de um lado, os homens do outro, levantando o casal em cadeiras, etc. Uma canseira!


 Os discursos tambem fazem parte da tradicao Australiana, e as bridesmaid, foram as “mestre de cerimonia” da noite, e nao soh fizeram seus proprios discursos, mas ficaram guiando e anunciando os outros momentos da noite.
O pai da noiva fez um discurso lindo e emocionante demais (chorei que nem uma bezerra), depois vieram os dois Best Man e fizeram um discurso engracadinho (mas sem ser pornografico ou sem nocao, como os discursos Ingleses!), e por fim o noivo e a noiva fizeram um discurso final de agradecimento.


 No final do jantar, o Rabino conduziu uma outra “mini” cerimonia de bencao da refeicao, onde os noivos escolheram um solteiro e uma solteira pra compartilhar suas tacas de vinho, e assim repassar a “sorte” de quem seriam os proximos a casar; a noiva escolheu sua irma mais nova, e o noivo escolheu seu irmao mais novo. Foi com se fosse uma versao mais obvia em vez de jogar o bouquet (que ela nao tinha e logo nao jogou pra ninguem).


 Outra coisa interessante da festa foi o fato de ter sido uma refeicao 100% Kosher, que implica, entre varias outras regras, nao ter nada com carde de porco (eba! Pude comer de tudo sem medo de passar mal!), o Rabino estava lah pra abencoar todas as etapas, e numa refeicao kosher nao se pode misturar leite com carne, entao as sobremesas foram todas as base de frutas, e nao tiveram o bolo de casamento (tinha tanta comida que soh reparei nosso jah indo embora da festa).

Como  festa acabou cedo (as 11 da noite ascenderam as luzes!) a galera ainda foi sair pra balada, e os noivos de animaram e foram juntos, de vestido de noiva e tudo mais!!
 

Categorias: Amigos, Australia, Viagens
2
23
Mar
2009
Blue Mountains
Escrito por Adriana Miller

A regiao das Blue Mountains eh uma especia de “regiao serrana” de Sydney, e fica mais ou menos umas 2 horas de trem. 

Quando comecamos a planejar a viagem pra Sydney, queriamos aproveitar a oportunidade pra tambem conhecer alguma coisa fora da cidade. A viagem foi curta, mas ao mesmo tempo achavamos que a semana inteira olhando pra Opera House nao ia rolar.  Mas infelizmente todas as opcoes de coisas que gostariamos de fazer exigiria pelo menos uns 2 dias, e quanto mais chegamos perto da viagem, mais coisas foram surgindo e nos demos conta que nao seria dessa vez. Nao soh a viagem foi curta, mas estavamos com um grupo grande de amigos, e na maioria dos dias tinhamos alguns eventos “em grupo” que nao dava pra evitar, e nao queriamos perder, afinal, esse foi o motive pleo qual fomos pra Australia. 

Pois bem, mas resolvemos passar o dia nas Blue Mountains. A regiao eh enorme, e daria pra passar dias e mais dias fazendo trekings e acampando no meio do mato, mas resolvemos fazer apenas o turistico, e passar o dia. 

Saimos cedo de casa e fomos pra estacao central de Sydney, e duas horas depois chegamos em Kaloomba, que eh a cidade “base” pra explorar as montanhas.

 

Compramos o pacote na propria estacao de trem, que incluia ida e volta, entrada no parque nacional e uma passeio tipo aqueles onibus hop on hop off, que seria uma boa base pra explorar o parque. Existiam tambem algumas opcoes pra comprar a entreda do bondinho, trenzinho, etc, mas prefirimos fazer a exploracao a peh mesmo.

  A viagem de trem foi bem legal, e achei a Australia uma mistura perfeita de Rio de Janeiro (estilo de vida praiano e descontraido, o clima, a fixacao pela beleza fisica, dietas, malhacao e afins), o charme Londrino (muitas pracas, parques, monumentos antigos, arquitetura Victoriana, os nomes das ruas, bairros, a comida e os costumes, etc) e os suburbios americanos (com casas enormes, jardins sem muro, avenidas e ruas largas, carros grandes, shoppings e centros comerciais na beira da estrada). Do trem tivemos uma visao diferente da Australia “do interior”.  A atracao principal do parque nacional Blue Mountains sao as “Three Sisters” (tres irmas) que eh uma formacao rochosa com tres picos, com uma lenda por tras:

  (trecho copiado do blog da Mirella, que conta um pouco da lenda das tres irmas) “De acordo com o sonho de Gundungurra, tres lindas irmas chamadas “Meehni”, “Wimlah” e “Gunnedoo” viviam com o povo Gundurra no vale Jamison.
As tres mocas estavam enamorads por tres irmaos do povo vizinho chamado Daruk, mas o casamento entre eles foi proibido devido a lei tribal.
O irmaos que eram guerreiros, decidiram pegar as mocas a forca. A guerra tribal forcou o Kuradjuri (tipo um paje) de Gundurra transformar as irmas em pedras. A ideia era re-transforma-las em pessoas depois que o perigo e a guerra tivessem passado.
Infelizmente the Juradjuri foi morto na batalha e ateh hoje, ninguem conseguiu reverter o encanto…”
Achei bem decepcionante, porque acho que a regiao tem muito mais pra oferecer, mas eh aqui que o lado “americanizado” da Australia vem a tona, e tudo girava em torno das “3 irmas”.

Chegando la, resolvemos nao fazer nenhum passeio de bondinho, trenzinho, nem nada, mas infelizmente tambem nao estavamos preparados pra fazer grandes aventuras, entao tivemos que combinar o onibus, com algumas caminhadas de nivel medio a leve.

  Todas as trilhas so muito bem sinalizadas e explicadas, por grau de dificuldade, tempo de percurso, numero de degraus subindo e/ou descendo etc.  Muitas vistas maravilhosas, cachoeiras, vales, animais que fazem barulhos estranhos etc. 

E nao necessariamente voce precisa estar em otima condicao fisica pra encarar um passeio pelas Blue Mountains. O que mais vimos fomos coroas, familias com criancas pequenas, etc. Tem pra todos os gostos.

 E bem de longe no horizonte dava pra ver ainda alguns resquicios dos “Bush Fires” que andam assolando a Australia nas ultimas semanas, e que destruiram cidades interiras, grandes areas de reserva florestal, e mataram centenas de pessoas e animais em extincao.

Mais fotos das Blue Mountains AQUI

Categorias: Australia, Viagens
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19
Mar
2009
Dia mulherzinha em Sydney
Escrito por Adriana Miller

Na segunda feira, enquanto os “meninos” foram passar o dia na despedida de solteiro do Grant, as “meninas” passaram um dia mulherzinha, pra aproveitar o dia maravilhoso em Sydney, que comecou com uma caminhada ateh a Opera House, com sushi no almoco no shopping aberto “The Rocks” e finalizado com manicure e pedicure em Paddington!

A manicure foi a parte mais legal! Um lojinha aqui perto da casa da Gaby, cheia de poltronas que reclinam e fazem massagem nas costas, enquanto vc fica com os pes de molho numa banheirinha com hidromassagem.

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Duas meninas Vietnamitas fazem seu peh e mao simultaneamente, com direito a esfoliacao, massagem, e hidratacao.

Ah! E elas tiram cuticula direitinho!!

Escolhemos nossas cores de esmalte da prateleira rechegada de esmaltes da OPI, Essie e China Glaze, e depois de tudo pintadinho, sentamos numa outra mesinha com um “maquina” de luz ultra violeta, que seca e endurece o esmalte.

Ai, ai… Vida dura essa de Sydney

Barato nao foi, mas o servico completo ainda foi metade do preco do que pagaria em Londres, e com um servico e qualidade incomparavel!

Acho ateh que vou lah fazer de novo no domingo de manha antes de voltar pra casa…

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A minha cor escolhida foi o “20 candles on my cake” da OPI, um vermelho, meio tijolo. Vou ver se encontro pra comprar lah em Londres…

Post original AQUI

Categorias: Australia, Beleza, Viagens
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19
Mar
2009
Taronga Zoo
Escrito por Adriana Miller

O Zoologico de Sydney eh uma atracao a parte, justamente por ter alguns dos animais mais “exoticos” e raros do mundo, dos quais soh sao encontrados aqui na Australia/Oceania.

Alguns dos simbolos nacionais da Australia sao justamente seus animais “diferentes”, e por ter uma fauna/flora tao isolada dos impactos do resto do mundo, a Asutralia acabou ficando famosa por criar um isolamento ainda maior. Quando estavamos embarcando em Hong Kong vindo pra Sydney, fiquei impressionada do quao rigorosos foram na seguranca, e alem das inspecoes normais de nao levar liquidos e etc, ainda revistaram bolsa por bolsa, e ninguem podia embarcar com nada vindo do “mundo” que pudesse ser minimamente contagioso: agua, sucos, leite de bebe, sugeiras, lama e poeriras nas solas de sapatos e rodinhas das malas, etc. Paranoia total, porem muito compreensivel, visto que eles jah tiveram algumas situacoes desastrosas causadas por contaminacao de bacteiras, insetos etc trazidos por produtos importados e pessoas “do mundo”.

Mas voltando ao zoologico, alem dos animais raros, o Taronga Zoo tambem eh reconhecido pelo trabalho increvel de preservacao e reproducao de animais em extincao, como os Koalas, o Panda Vermelho e o Diabo da Tasmania. Os biologos e Zoologos reproduzem seus habitats, colectam DNA para preservacao futura e estimulam a reproducao “natural” das especies, que aos poucos voltam para seus habitats naturais (a medida que o governo Australiano vai “oficializando” as areas de preservacao ao redor do pais).




O zoologico eh dividido por geografias do mundo/continente, e assim sabendo em que parte do “mundo” voce esta, jah sabe que animais estao ali.

Logicamente nossa parte preferida foi a “Wild Australia” com os animais regionais!! Cangurus e Wallabies (uma especie diferente de canguro, menorzinho), canguros “de arvore” (aprece uma mistura de canguro com koala), os Koalas (que eh o animal MAIS fofo do mundo! Acho que eh o unico animal que de fato se parece com seu bichinho de pelucia!), o diabo da tasmania (TAO fofo!), os crocodilos gigantescos, os repteis tambem gigantescos, e varios, varios, vaaarios outros (principalmente os muitos diferentes tipos de ratos do deserto que pulam como se fossem cangurus).




Achamos que seria “apenas um zoologico” e deixamos pouco tempo para explorar tudo, e nos arrependemos muito, pois dava facilmente pra ficar por lah o dia todo!
Acabamos sendo praticamente expulsos do parque quando jah estava quase fechando…

Ah! A melhor maneira de chegar lah, eh pegando a barca em Circular Quay, que demora menos de 10 minutos e tem uma vista IN-CRI-VEL da baia de Sydney; e comprando a entrada do zoo + o ferry sai bem mais barato.

Categorias: Australia, Viagens
5
18
Mar
2009
Sydney Opera House & Harbour
Escrito por Adriana Miller

A Opera de Sydney demorou 14 anos para ser construida, sendo inaugurada em 1973 pela Rainha Elisabeth, e idealizada pelo arquiteto Dinamarques Jorn Utzon.
A ideia do design era de representar as velas (“sails”) dos milhares de barcos, lanchas e iates que lotam a baia de Sydney, e que representam tao bem a vida da cidade.


Chegando perto me dei conta que na verdade as “velas” do predio sao na verdade 3 edificios, que ao serem vistos de longe, dao a impressao de “florescer” que virou o simbolo da cidade.

Apesar de uma construcao relativamente recente, a Opera House foi decretada Patrimonio da Humanidade pela Unesco em 2007, e eh o simbolo do pais e do continente, e um dos edificios mais reconhecidos do mundo.



De pertinho, a cor branca que reluz com o sol, eh na verdade uma estrutura coberta de azulejos jah meio amarelados, dispostos de uma maneira que parecem escamas de peixe. O interior do predio foi extremamente decepcionante, sendo uma estrutura puramente de cimento, concreto e tiras de madeira, que pra falar a verdade me lembrou o interior da UERJ… mas acho que eh um estilo bem caracteristico das contrucoes modernas da decada de 60/70, uma coisa meio futuristica-esteril, meio Neiemeyer…

A melhor “vista” da Opera eh de uma das pontas do jardim Botanico, na Mrs Macquaries Chair, que dah um panorama de cartao postal com a Opera House e a ponte ao fundo.

O dia estava extremamente perfeito, com a temperatura ideal, na casa dos 20 e poucos graus, um ceu azul turquesa sem nenhuma nuvem no horizonte, sol quente, mas meio frioznho na sombra, e uma brisa seca (o fim de semana estava uma umidade de louco!).



Foi soh montar nossos equipamentos fotograficos e passamos HORAS naquela mesma ponta, ate conseguir as fotos perfeitas.

Por tras da Opera esta o Sidney CDB, que eh o centro financeiro/comercial da cidade e o porto Circular Quay, que eh a “estacao” principal de ferries de Sydney, da onde saem e chegam barcos e ferries indo para todos os cantos da cidade. Devido a geografica da cidade, cheia de baias, ilhas, praias, etc, as barcas sao um instrumento fundamental no transporte da cidade.
E eh ali tambem que esta a maior concentracao de hoteis, bares e restaurantes turisticos de todos pais!!

Categorias: Australia, Viagens
6
18
Mar
2009
Jardim Botanico Real – Sydney
Escrito por Adriana Miller

O Jardim Botanico de Sydney eh como se fosse um Oasis no meio do distrito financeiro. Se nao fosse pelas vistas privilegiadas da Opera, provavelmente pouca gente nem sequer entraria no Jardim, mas na verdade, apesar de relativamente pequeno, o Jardim Botanico de Sydney hospeda algumas das especies de plantas e animais mais raros do mundo.


Por ser um pais tao isolado do mundo, a Australia/Oceania tem uma fauna e flora bem particular, e praticamente pre-historica, com folhas gigantescas, flores de formatos estranhos, e animais muito barulhentos. Enquanto a maioria dos grandes centros urbanos do mundo sao lotados de pombos, as ruas de Sydney sao lotadas do mais estranhos tipos de passaros enormes, barulhentos e bicos compriderrimos. O mais comum (que nao lembro o nome) tem um “piado” que parece choro de crianca! Serio! NO primeiro dia que estavamos na praia (a tal praia dos tubaroes), eu ficava em panico o tempo todo, pois nao sabia se aquele barulho era o choro de uma crianca sendo comida por um tubarao, ou se eram os passaros! HAHAHAHAHAH

Mas a principal atracao do Jardim Botanico sao os morcegos!!!
Morcegos E-NOR-MES, tambem conhecidos como “raposas voadoras” por causa da cor do seu pelo, e seu tamanho fora do normal.
O Aaron nao tinha me falado nada, estavmos caminhando pelo jardim e ele perguntou se eu tinha reparado nas arvores. Eu olhei pra cima, vi aquele bando de passaros nos galhos, emio cega pelo sol, e achei normal (“normal” padrao Australia). E de repente me dei conta que os “passaros” estavam de cabeca pra baixo nos galhos!!!
MILHOES de morcegos voando por tudo quanto eh canto, pindurados em todos os galhos, de todas as arvores, fazendo um barulho ensurdecedor!




Que pa-ni-co! Isso somado as aranhas dinossaurescas, eu fiquei apavorada o tempo todo. Bastava uma graminhas arrastar na minha perna, um frutinha cair na minha cabeca, que eu jah sia correndo imaginando que estava sendo atacada por morcegos cavalares, e aranhas “on steroids”!

Mas os morccegos da regiao de Sydney sao inofensivos, comem apenas plantas e nao sao cegos, entao por isso voam livremente durante o dia, como se fossem passaros.

Mas mesmo assim a visao das arvores lotadas daquele bicho peludos, com asas enormes e cara de vampiro nao me pareceu muito hospitalar… Tinhamos feito planos de voltar ao centro da cidade a noite pra tirar fotos da Opera Hause iluminada, mas desisti instantanemante, pois foto nenhuma no mundo vale a pena cruzar aquele jardim no escuro com morcegos voando pra todos os lados!! (O Aaron foi, mas ficou apavorado, e acabou voltando pra casa!)

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