11
May
2012
Dim Sum e um Guia – mastigadinho – de comida Chinesa
Escrito por Adriana Miller

Desculpem a piadinha alimentícia, mas não resisti!

Um dos comentários mais comuns que ouvi de amigos turistas e Chineses antes da viagem sempre foi em relação a comida – o quanto a comida Chinesa na China é tãaaaao diferente doque estamos acostumados no Ocidente, como se come mal por lá, isso e aquilo.

Eu sempre gosto de explorar a gostronomia dos lugares por onde viajo (principalmente na Asia), mas fui pra China sem a menor expectativa. Na verdade eu fui com medo doque encontraria por la!

Afinal quem nunca ouviu falar aquelas historias que involvem ingredientes exoticos como miolo de macaco, file de cachorro, escorpiao frito e varios outros itnes que parecem saidos de uma receita de pocao magica do Harry Potter!?!

Puro bla bla bla. Variando entre restaurantes baladados em Hong Kong, Xangai e Beijing, a barraquinhas de rua, mercadinhos inteligiveis e restaurantes sem uma unica palavra em Ingles, comemos muito, mas MUITO bem na China!

Confesso que ate pra mim isso foi uma surpresa, pois realmente esperava altas emocoes alimenticias e cheguei a cogitar levar um estoque de barrinhas de cereais na mala!

Mas claro, isso vindo do ponto de vista de duas pessoas com baixissimo limite de frescuras, e que gostamos mesmo de nos aventurar a mesa e sempre provar oque um determinado destino tem a oferecer.

Dim Sum:

O primeiro passo na minha check list gastronomica era o Dim Sum, pois apesar de gostar bastante de comida Asiatica em geral, eu sabia que o ritual de Dim Sum era uma coisa bem tipicamente Chinesa, que nao vemos em outras regioes da Asia.

Minha primeira introducao ao Dim Sum foi na verdade na China Town de Londres, com uma amiga Chinesa – entao pelo menos a primeira vista, nao foi tao intimidador!

Tentando ser o mais simplista possivel, Dim Sum poderia ser comparado como as Tapas Espanholas – nada mais eh doque comida servida em pequenas porcoes individuais, tendo como objetivo que cada pessoa possa comer e provar o maior numero possivel de opcoes.

 

A tradicao de Dim Sum comecou ao longo das estradas da Rota da Seda, onde os viajantes paravam em pensoes para o ritual de cha Chines. Porem, originalmente as pessoas nao tinham o costume de comer e beber cha ao mesmo tempo, entao apenas pequenas porcoes eram servidas.

Oque era excessao cabou virando regra, e pouco a pouco o costume de servir pequenas porcoes de comida com o cha, foi se espalhando pela China.

Hoje em dia, apesar de ser possivel achar Dim Sum em restaurantes Chineses e Asiaticos em todo mundo, na China esse costume ainda eh ligado a pequenas refeicoes, como por exemplo, um lanche depois de fazer exercicios pela manha, pra acompanhar o cha da tarde ou entao um brunch no fim de semana.

Nos tivemos oportunidade de comer Dim Sum em dois lugares fantasticos na China: primeiro no restaurante Tim Ho Wan em Hong Kong, considerado um dos melhores do mundo, e vencedor ate de esrela Michelin!

Em Xangai tivemos o privilegio de nos hospedar no Westin Bund, que pra nosso deleite serve o Dim Sum brunch mais famoso e badalado de Xangai!

O ritual do Dim Sum eh bem legal: voce recebe uma comanda com as varias opcoes de pratos e porcoes – tente nao se assustar com os nomes e traducoes dos ingredientes (que eram sempre um tanto quanto assustadores!) – e entao vai escolhendo oque quer comer.

 

Logo depois, um garcon passa com um carrinho lotado de bandeijinhas de bambu empilhadas, e vao espalhando pela mesa suas diversas opcoes.

Tudo que provamos foi delicioso, e tentavamos focar nos ingredientes principais, ja que as traducoes nao faziam muito sentido.

E acho que eh justamente por isso que tanta gente se assusta com a comida na China – nas eh que a comida seja ruim ou diferente, muito pelo contrario! Mas os nomes e descricoes sao pessimas!

Afinal, quem quer comer “frango no vapor com arroz gelatinoso”?!?!

Mas quem tiver medo de provar, nao vai descobrir que na verdade esse prato se trata de um paozinho delicioso de massa de arroz com recheio de frango temperado!

E aos poucos descobrimos que quase todas as comidas e restaurantes na China sofrem do mesmo mal – e nao ha tradutor Google on line que ajude esse povo a dar nomes mais apetitosos a seus pratos!

Pato Laqueado de Pequim:

Outra iguaria que eu sabia que nao podia voltar pra casa sem provar in loco era  o Pato Laqueado de Pequim!

Eu nao sou muito fa de pato nao, mas esse estilo de pato assado Chines eh uma coisa de boa!

Tanto que foi esse o prato que escolhemos pra nossa ceia de Natal em Hong Kong no dia 24 de Dezembro!

Oque faz do pato de Pequim ser diferente eh o processo de assado, onde os patos sao assados inteiros, em um forno especial vertical (entao cada pato eh assado pendurado, para que todas as areas sejam assadas por igual).

E claro, os temperos usados (que cada restaurante  jura ter a mistura perfeita da combinacao de ingredientes e ervas) na preparacao o pato, que tambem sao criados e alimentados especialmente para esse fim.

O pato eh servido individualmente, cortado pelo chef direto na mesa a ser servida – e a parte do pato que eh considerada iguaria eh somente a pele.

Com o que sobra do pato (basicamente a ave toda) voce pode escolher comer tambem, e os diferentes pratos usando a carne de pato sao preparados na hora, depois que seu pato ja foi fatiado na sua mesa.

A pele do pato eh entao servida com alguns acompanhamentos complementares, como uma mini paqueca, que usamos pra enrrolar o pato com uns molhinhos e vegetais, que fazem a combinacao perfeita de sabores!

Ai eh so fazer um rolinho com seus ingredientes, e pronto!

E quando chegamos em Pequim, claro que nao poderia deixar passar a oportunidade de comer um bom pato de Pequim, em Pequim!

Por recomendacao de nosso hotel e a Time Out Beijing, escolhemos o restaurante Da Dong, super premiado (apesar de nao ser muito badalado) e reconhecido como um dos melhores e mais tradicionais restaurantes especializados em pato laqueado da cidade.

E todo o resto? A Comida do dia a dia?

Essa foi sem duvidas minhas principal surpresa. Comemos desde barraquinhas no mercado a restaurantes no meio do nada que simplesmente resolvemos entrar e arriscar – e foram justamente nesses lugares onde comemos melhor.

No fundo no fundo, se voce gosta de comida Chinesa e Asiatica, pode ir sem medo. Os pratos sao basicamente os mesmos, e as opcoes bem parecidas.

Tirando umas invencoes e misturebas com nome mais ocidentais (tipo “Frango Chadrez” e “molho agridoce”), o basico eh exatamente igual que veriamos no menu de qualquer China Town do mundo.

Os pratos principais sempre incluem algum tipo de carne, molhos, vegetais e voce tem a opcao de escolher diferentes tipos de arroz ou noodles para acompanhar.

Verdade que os menus dos restaurantes na China incluem alguns pratos e algumas opcoes que nao fariam sucesso no ocidente (pe de pato, ou rosto de porco, alguem?!?), mas isso nao quer dizer que eles soh comam isso por la!

Comemos muitos stir fry de carne e frango com vegetais – tanto com molho de soja, ou molho de feijao, ou simplesmente grelhado no alho.

Sempre, sempre, sempre deliciosos!

Os dumplings tipo Gyosa e rolinhos primavera tambem estao sempre disponiveis como entrada, e claro os mais diversos tipos de noodles e arroz que voce puder imaginar!

E como eu disse acima, tente focar nos ingredientes principais e nao se assustar tanto com as traducoes sem pe nem cabeca (ate porque alguns dos ingredientes incluem pes e cabecas de diferentes animais!) que voce vai ver nos restaurantes!

E como se diz em Ingles, as vezes “ignorancia eh uma bencao” e por nao saber exatamente oque vc esta comendo, voce pode acabar provando uma coisa nova deliciosa que nem sabia que existia!

Essa era nossa politica nos mercadinhos de rua – sempre procuravamos barraquinhas bem movimentadas, pra garantiar uma boa rotatividade de ingredientes, e evitamos (por puro preconceito mesmo) opcoes muito “explicitas”, como o rosto de porco ou o passarinho (literalmente) no palito – mas mesmo tendo procurado bastante nao vimos espetinhos de barata, nem escorpiao frito e nem churrasquinho de cachorro…

Sabe?! Aquelas coisas esquisitas que voce passou a vida toda ouvindo falar que as pessoas na China comem?!

Na hora de fazer o pedido, era tudo sempre na base da mimica. Por sorte quase todos os restaurantes tem o costume de incluir fotos dos pratos, entao iamos escolhendo pela pinta de cada prato e apontando oque queriamos. Nas barraquinhas era so apontar pra sua escolha!

Ate imagino que no interior da China e cidades mais remotas o esquema realmente seja diferente, mas convenhamos neh, que voce meu caro amigo turista, por mais aventireiro que seja, voce provavelmente vai viajar por regioes mais industrializadas e turisticas, e dificilmente tera que conviver com familias que passam dificuldade e comem escorpiao na fronteira com o Tukmenistao

Entao pode ir pra China com a mente e a boca bem aberta e eu garanto que seu estomago nao vai se decepcionar!

 

Categorias: China, Hong Kong, Pequim, Viagens, Xangai
15
22
Jan
2012
T.V. Everywhere: Hong Kong!
Escrito por Adriana Miller

Até que enfim saiu o primeiro (de muitos, já vou logo avisando) video da serie “viagem pela Asia” – e como nao poderia deixar de ser, nossa primeira parada foi Hong Kong!

Creditos:

Edição: Final Cut Pro X (software da Apple para iMac)

Câmeras: Canos S100 (Aaron) Sony DSC-HX5V (Adriana)

Musica: “Take me Out“, Franz Ferdinand

Uma mudança, meio que sub-conciente porém totalmente já incorporada, foi que eu não falo nada, nem falarei nada nos videos. Por coincidencia, todos os videos que fizemos durante a viagem na Asia foram num estilinho “videoclip”, e nenhum de nós comentou, narrou ou falou absolutamente nada doque vimos e fizemos.

Além de achar que eles ficam mais interessantes e dinâmicos assim, pelo menos elimina minha fobia mortal de ter que me assistir e (principalmente!!) ouvir em video.

Não é uma mudança definitiva, e se por acaso eu achar que alguma coisa vale a pena ser comentada, sera!

 

Categorias: China, Hong Kong, T.V. EveryWhere, Viagens
56
20
Jan
2012
Como ir de Hong Kong a Macau?
Escrito por Adriana Miller

Macau e Hong Kong sao regioes administrativas vizinhas no sul da China, e cada qual com seus atrativos, tem atraido cada vez mais visitantes, tanto dentro da China quanto do mundo todo.

Se por acaso voce for visitar uma das duas cidades, provavelmente a outra tambem vai acabar entrando no seu roteiro. Seja sua intencao passar alguns dias em uma ilha ou outra, ou simplesmente fazer um bate volta rapido!

E realmente nao tem como evitar. Sao internacionais o suficiente pra nao assustar os China-fobicos, porem exoticas e diferentes o suficiente pra atrair os que gostam do diferente (tanto para Chineses e Asiaticos quanto para Ocidentais). Alem de ser incrivelmente facil de viajar entre as duas cidades!

Existem duas maneiras de viajar entre as duas regioes: Se vc tiver pouco tempo e muito dinheiro, servicos de helicoptero estao a sua diposicao a qualquer hora do dia, fazendo o trajeto em apenas 20 minutos.

Porem se vc tem um pouco mais de tempo e pouco dinheiro, um ferry moderno e confortabilissimo te leva de uma regiao a outra em cerca de 1 hora por modesto 15 dolares.

Um terceira opcao, por terra tambem eh possivel, mas isso significa cruzar a China “de verdade” por terra (trens ou onibus) oque nao eh recomendavel, a nao ser que vc tem visto de residente e livre transito entre as regioes – ou seja, nao eh um metodo valido para turistas.

O ferry foi o transporte que utilizamos e nao poderia ter sido melhor.

As barcas saem de cada terminal a cada 30 minutos, 24 horas por dia e as passagens nao precisam ser compradas com antecedencia (a oferta eh muito maior que a demanda – pelo menos em epocas normais de turismo).

Pegamos uma taxi ate o terminal de ferries de Macau em Hong Kong e fomos direto para o guiche de passagens no terceiro andar. O proximo trem saia dai a 15 minutos, compramos duas passagens soh de ida, e pronto!

Tambem eh possivel comprar sua passagem nas maquinhas automaticas espalhadas pelo terminal.

Sao duas empresas principais que fazem o trajeto, a TurboJet conecta HK a ilha principal de Macau (que se chama Macau) e a linha Cotai Jet Ferry que conecta HK a ilha Taipa, que eh a segunda ilha que faz parte da regiao adminstrativa de Macau, e onde os novos cassinos estao sendo construidos (mais sobre isso em breve).

A viagem eh tranquilissima, o ferry eh confortavel e o servico excelente!

Quem estiver viajando com bagagem volumosa existe um servico para despachar malas, ou entao voce pode carregar sua bagagem com voce e deixa-las num compartimento especial dentro do ferry. Como nos viajamos com mochilas, achamos mais pratico (e mais rapido pra embarcar e desembarcar) carregar nossas coisas e deixar nossa bagagem sob nossas vistas dentro do barco mesmo.

Eles tambem tem um servico de entretenimento de bordo, assim como bebidas e comidas a venda.

Uma vez chegando em Macau, tivemos que passar pela imigracao e alfandega, pois apesar de tecnicamente tanto macau quanto Hong Kong nao serem mais paises independentes e serem parte da Republica Chinesa, esses dois territorios sao independentes administrativamente, portanto nao exigem vistos de seus visitantes.

Para meu deleite o formulario de imigracao era em Portugues (com traducoes para Ingles e Chines)!!! Assim como as plaquinhas de “Bem vindo a Macau!” por todos os lados!

Ao sair da area de alfandega, o temrinal de barcas de Macau tambem eh super novo e moderno, com uma balcao de “Informacoes Turisticas” (em bom portugues) onde voce pode pegar mapas e informacoes de graca, alem de varios caixas eletronicos (que aceitam cartoes internacionais) onde eh possivel sacard inheiro tanto em Hong Kong Dollars quanto em Macau Patacas.

As moedas sao diferentes, mas ambas igualmente aceitaveis em Macau e com a mesma conversao de cambio. usamos as duas e nunca tivemos problema algum, muitas vezes ate pagando contas parte em HK Dollars, parte em Patacas.

A grande dica que descobrimos no balcao de informacoes turisticas eh que os grandes hoteis e cassinos de ambas as ilhas (Macau e Taipa) oferecem servico de translado gratix, em onibus confortaveis que coincidem perfeitamente com todos os horarios de ferries.

E mesmo que voce va se hospedar na ilha Taipa, mas pegou um ferry pra Macau (ou vice versa), ainda assim o seu hotel (se estiver entre os principais hoteis e cassinos) tera um servico de translado! Basta seguir as plaquinhas e pronto! Nao eh preciso fazer reservas nem nada e o onibus te deixara diretamente na entrada de check in do seu hotel.

 

 

Categorias: China, Hong Kong, Macau, Viagens
15
11
Jan
2012
Tim Ho Wan – O restaurante Michelin Star mais barato do mundo!
Escrito por Adriana Miller

Quando três pessoas completamente não relacionadas e que não se conhecem, mas que moram ou moraram em Hong Kong, aleatoriamente te indicam a mesma dica como sendo “imperdivel”, e ao mesmo tempo nenhum guia turístico inclui informações sobre tal lugar, eu sei que TENHO que ir provar tal dica.

E foi assim que começou nossa saga com o Tim Ho Wan, no bairro de Mong Kok em Kowloon.

Eu sabia que ia ser difícil – apesar de não ter encontrado informações no meu guia de viagem, eu me surpreendi de achar tantos artigos gastronômicos sobre esse “pé sujo” Michelin em HK: reportagens da Telegraph, CNN, do Guardian e do New York Times são no mínimo impressionantes… e como pode que um lugar tão escondido e tão anti-glamour ganhe tantos prêmios gastronômicos?!

Pois bem. Saimos do hotel cedo, e já que íamos passear pela área norte de Kowloon, aproveitamos pra caçar o tal restaurante, e ver se dava pra encarar.

A fachada é imperceptível, o nome apenas em Chines… mas a quantidade de pessoas na porta (99.9% Chineses) não passa despercebida!

Enfrentei a multidão, fiz um pouco de mímica pro cara na porta e ele escreveu – a mão – um bilhetinho com um numero, enquanto gritava: “more than 3 hours!” (Mais de três horas).

Alguém ai é fâ de Seinfled? SAbe o episodio do “Soup Nazi”? IGUAL!!

Quando fui expelida da frente do restaurante pela multidão, vimos uma família de Australianos que nos avisaram: isso tudo significa que vocês terão uma pespera de pelo menos 3 horas. O restaurante não tem web site, não aceita reserva, e esta sempre 100% lotado o dia todo, todos os dias do ano, todos os anos.

Bem, fazer que né?

Deixamos pra lá e fomos explorar os mercados de Kowloon e a Nathan Road.

Horas depois, já andando de volta pra casa, resolvemos dar uma passarinha por lá, já que estava mesmo no nosso caminho.

A fila e confusão na porta continuavam as mesmas, mas conseguir espiar a lista de espera das mesas, e vi faltava pouco pra nossa vez, então resolvemos esperar um pouco pra ver que ia acontecer.

E o carrinha da porta não tinha dó nem piedade. Ele ia gritando os numeros/senhas em Chines e Ingles, e quem não estivesse lá na porta pronto pra entrar, perdia a vez!

Também vimos duas meninas (Chinesas) tentando entrar com uma senha falsa e segundos depois de entrar no restaurante, serem expulsas de novo! Incrivel!

Mas finalmente ouvir nosso numero ser chamado e finalmente conseguir entrar naquele muquifo foi quase como terminar uma maratona! Vencemos!

Mas a verdade seja dita que eu não entendo nada de Dim Sum então não sei realmente dizer se o Tim Ho Wan é ou não é o melhor Dim Sum do planeta terra.

Mas alguma coisa ele tem, afinal não é normal que um restaurante daquele tamarinho, sem celebrity chefe pra chamar de seu nem equipe feroz de RP planejando cada campanha consiga ganhar tantas estrelas Michelin ao mesmo tempo… Oque me leva a crear que realmente só pode ser a qualidade indiscutível da comida!

E realmente, estava ótima, mesmo do alto de minha ignorância de Dim Sum.

A única bebida disponível é chá, que eles vão servindo limitadamente na sua canequinha, e você vai marcando numa comanda os pratos de Dim Sum e as quantidades que quer de cada um.

E apesar de que até então minha experiência com Dim Sum tinha sido muito limitada, foi fácil ir escolhendo os diferentes pratinhos (Dim Sum é tipo uma restaurante de “tapas” versão Chinesa, grosseiramente falando…) com os recheios e tipos de dumplings que queríamos.

Mas impressionante mesmo não foi a fila nem o tempo de espera por uma mesa, e sim o fato de que nossa conta, para nós dois, num restaurante com estrela Michelin custou míseros 15 dólares!!

Endereço: 8 Kwong Wa street,Mong Kok, Kowloon

Categorias: China, Hong Kong, Viagens
22
08
Jan
2012
Aqua Bar @ Hong Kong
Escrito por Adriana Miller

A uns meses atras abriu um novo bar/restaurante em Londres que anda super badalado, o Aqua, e quando vi que na verdade eles fazem parte de um grupo Chines com filial em Hong Kong, de cara o Aqua Bar entrou na minha lista de coisas a fazer na cidade.

O Aqua também fica no bairro de Kowloon, na cobertura do prédio “1 Peking”, com seu pé direito gigantescamente alto, rodeado de janelas e vidro por todos os lados, e com – sem duvidas – o melhor visual da cidade!

Na verdade o Aqua são 3 em 1: o Aqua Roma, um restaurante que serve comida Italiana; o Aqua Tokyo, que serve comida Japonesa, e o Aqua Spirit, no andar mais alto, que é um cocktail bar.

Mas ainda assim, todos os ambientes servem um menu “fusão” das culinárias Italianas e Japonesa.

Como fomos lá logo depois do nosso jantar no Morton’s, não posso comentar sobre a comida, mas o bar é sensacional!

Um pouco pretensioso e caro, como seria de se esperar de um lugar como esse, mas não decepcionou!

Eu pedi a especialidade da casa, o martini “Porn Star”, que é uma bebida praticamente lúdica (que só pra clarificar, de pornô não tem nada), que é 3 em um: um drink cor de rosa no copo de martini, uns goles de champagne num copinho de shot e uma colher com polpa de maracujá.

Quem inventou esse drink eu não sei, mas foi aprovadissímo! Primeiro, o shot do champanhe, depois, a colherada de maracujá. E por fim o cocktail. Pura diversão!

Aqua Hong Kong

29 & 30 Floors

One Peking Road

Tsim Sha Tsui, Hong Kong

T: +852 3427 2288

E: aqua@aqua.com.hk

 

 

Categorias: China, Hong Kong, Viagens
6
07
Jan
2012
Ilha Lantau
Escrito por Adriana Miller

A Ilha Lantau, é a terceira principal parte da região e arquipélago que compõe Hong Kong, e conectados com Kowloon e HK por pontes e ferries.

É em Lantau que estão atrações como a Disney Hong Kong e o aeroporto. Mas é lá também que fica o Buda Sentado Tian Tan.

O Buda Tian Tan é a principal atração da ilha, e ganhou o recorde de maior bua “de bronze, sentado ao ar livre” do mundo (que imediatamente me levou a pensar que existe um outro bua maior que não seja de bronze, outro maior que não esteja sentado, e outro maior que não esteja ao ar livre!).

O Big Buddha é uma escultura relativamente nova, já que só foi construida em 1993, mas mesmo assim já se transformou no principal templo Budista da região de Hong Kong e uma de suas principais atrações turisticas.

O Buda tem 34 metros de altura, e pesa cerca de 250 toneladas, sentado e na posição de meditação num dos pontos mais altos das montanhas de Ngong Ping, e sentado num “trono” de flores Lotus.

Pra chegar lá em cima, são mais de 200 degraus, e o Buda é cercado por outras 6 estatuas, que representas as oferendas budistas: flores, incenso, luz, oleo, frutas e musica.

Mas chegar até o “Big Budha” é a principal diversão!!!!

Na verdade existem diferentes maneiras de chegar até Lantau e até o Tian Tan, e nós fizemos caminhos diferentes pra ir e pra voltar.

Na ida foi facílimo: pegamos o metro (MTR) até a estação Tung Chung já em Lantau, e de lá pegamos o bondinho Ngong Ping até a o Buda. A viagem de bondinho dura 25 minutos e tem uma vista bem legal da ilha, principalmente a medida que vamos aproximando o buda.

Para os corajosos, eles também tem alguns bondinhos com fundo de vidro, então você pode fazer todo o trajeto com um visão realmente global da viagem!

Já na volta, ali mesmo na vila onde esta o buda, pegamos um ônibus local até Mui Wo, que é uma outra vila de pescadores, onde ancora a barca que volta pra Hong Kong. O Trajeto total (ônibus + barca” dura cerca de 2 horas, mas nos deu uma outra visão completamente diferente da região de HK!

 

Categorias: China, Hong Kong, Viagens
4
07
Jan
2012
Morton’s @ Hong Kong
Escrito por Adriana Miller

Apesar de termos achado um lar bem legalzinho pra jantar no dia 24 de Dezembro, antes mesmo de sair de Londres eu tinha feito reservas para um jantar de Natal no Morton’s Steak house de Hong Kong.

Nós dois sempre fazemos uma comemoração e natal dupla, já que pra mim Natal de comemora na véspera, dia 24, mas o Aaron prefere comemorar no próprio dia de Natal, dia 25. Então como era o natal “dele”, o “menu” escolhido foi carne!

A cadeia de restaurantes Morton’s é super bem conhecida nos EUA, e inclusive já tínhamos ido numa de suas filiais em Denver, no Colorado, então foi fácil decidir jantar lá mesmo.

E pra completar, o Morton’s fica dentro do hotel Sheraton de Hong Kong, no lado Kowloon da cidade, a pouquíssimos passos no nosso albergue – e o melhor de tudo: fica bem de frente para o waterfront, com vistas fenomenais da cidade!

A comida foi tão espetacularmente boa quanto imaginávamos que seria, e o serviço então nem se fala!

A carne de primeiríssima qualidade, as opções de vinho maravilhosas e os frutos do mar, fresquíssimos.

Como sabíamos que estaríamos em HK numa época de altíssima temporada, eu preferi fazer reserva pra garantir, mas acho que em restaurantes como esse, em qualquer época do ano seria meio arriscado chegar lá sem reservas – eu reservei nossa mesa diretamente no site deles, do hotel Sheraton, e na mesma hora o sistema mostra a disponibilidade de horários e confirma sua mesa!

Morton’s Steakhouse

Sheraton Hotel and Towers,

4th Level 20 Nathan Road, Kowloon,

 

Categorias: China, Hong Kong, Natal, Viagens
1
06
Jan
2012
KowLoon: o outro lado de Hong Kong
Escrito por Adriana Miller

KowLoon é o pequeno bairro, na pontinha da península Tsim sha Tsui, no lado oposto da ilha de Hong Kong.

Mas apesar de bem menor geograficamente, Kowloon tem quase o dobro da densidade populacional da ilha, atingindo quase 150.000 habitantes por quilometro quadrado em algumas áreas!

Kowloon é também uma ótima opção pra começar qualquer passeio pela área de Hong Kong, pois é de lá que se tem as melhores vistas da cidade!

Logo na pontinha da penisula esta a “Avenue of the Stars”, que é uma especial de calçada da fama da China – que por sinal tem a terceira maior industria cinematográfica do mundo, só ficando atras de Hollywood (EUA) e Bollywood (India)! – com estrelas com as assinaturas e impressão das palmas de seus principais atores e atrizes nacionais, incluindo alguns nomes internacionalmente conhecidos como o Bruce Lee, Chon Yun Fat e Jackie Chan!

O Bruce Lee tem tatus tão elevado, que sua estrela na calçada da fama é a mais disputada pra fotos, e ele ganhou até um estatua, fazendo pose de artes marciais, que os turistas – Chineses e não só! – ficam fazendo pose de “luta” na frente dele. Então entramos na onda também!

A “Avenida das Estrelas” é enorme, e sem duvidas é dali que tivemos as melhores vistas da cidade!

E é ali também que fica o terminal do Star Ferry, de onde regularmente saem as barcas que cruzam a baia de HK e levam os locais e turistas de um lado pro outro na cidade. A viagem de ferry dura apenas uns 10 minutos e a vista é incrivel e imperdivel!

E bem ali do lado do Star ferry fica também o ICC (International Commerce Centre) que é o prédio mais alto de HK e tem uma plataforma de observação no 100º andar, oferecendo ótimas vistas da cidade e da ilha de HK!

Mas que eu gostei mesmo foi do interior de KowLoon, pois achei que foi a parte de Hong Kong com mais “personalidade” – uma área mais autenticamente Chinesa, e menos internacional.

Então a maneira mais fácil de navegar pelo distrito é pela Nathan Road (que por sinal é onde fica a Chung King Mansion também), que começa lá na pontinha da península (quase na Avenue of the Stars) e sobre até lá em cima, cruzando vários outros bairros, e um afinidade de mercados.

E acho que foi justamente por isso que gostei tanto de KowLoon.

Depois de passear por Hong Kong, ver todas as lojas e grifes internacionais em lojas e fachadas suntuosas, a Nathan Road é um mundo a aparte.

Subimos a rua toda, sem pressa, nem destino especifico, tirando foto dos prédios antigos, os sinais de néon em Mandarin e entrando nas ruelas paralelas, descobrindo um mundo que nem imaginávamos que existia!

A medida que fomos subindo e nos perdendo pela Nathan Road, descobrimos uma infinidade de mercados divertidissimos, de colocar qualquer China Town do mundo no chinelo!

O mais divertido foi o “Ladies Market”, que em alguns quarteirões repletos de bancadinhas de feira, conseguiu exemplificar todos os estereótipos do Chineses e seus mercados no mundo!

O tal “mercado das Mulheres” é feira que vende de tudo, de comida pronto, a artigos de feira, roupas, sapatos objetos pra casa, souvenirs… E tudo “Made in China”! Mesmo!! :-)

Os preços, baixíssimos, e a qualidade idem – um prato cheio pra muambeiros e sacoleiros do mundo!

Mas para minha grande surpresa, a grandíssima maioria da pessoas comendo a fazendo compras por ali, eram realmente os locais, e além de nós dois, apenas um o outro gato pingado aqui e ali tirando fotos.

E subindo mais um pouco da Nathan Road, já chegando perto do bairro Mong Kok nós achamos o mercado mais inusitado e interessante do mundo: o “Goldfish Market”! Uma feira/mercado/bairro inteiro dedicado a aquários e peixinhos dourados!

Fascinante!

São centenas de lojinhas vendendo suprimentos pra aquarios, peixes e plantas aquáticas de todas as especies, e tuso mais inimaginavel para criar um mundo aquatico no conforto do seu lar!

E apesar de termos ido lá num dia da semana no meio da manha, o merco estava lotado! Nunca que eu ia imaginar que existe uma demanda tão grande por peixinhos dourados e aquários no mundo!

E na mesma seqüência da Nathan road, existem outros mercados também, como o Jade Market ou o mercado de flores.

E claro, como tudo na China, barganhar é a alma do negócio!

E foi também nessa área de Kowloon que achamos os restaurantes mais interessantes e originais. Saem de cena os Starbucks e McDonalds, e entram os restaurantes de comida chinesa, os noodles e Dim Sum.

Um desses achados por acaso foi o Chuk Yuen que achamos que tinha uma cara bem simpática, um menu com uma cara gostosa e preço honesto e entramos na cara e na coragem pra jantar no dia 24 de Dezembro, e comemorar nosso Natal!

Afinal, já que não tínhamos um peru assado, nem bacalhau com batatas, nada melhor que um Pato Laqueado de Pequim!

A comida estava deliciosa, e eu gostei principalmente da experiência ser tão diferente e única!

Pra começar que éramos os únicos ocidentais no restaurante, que por si só já causou uma certa comoção, mas assim que entramos nos deram um menu em Ingles e os dois únicos garçons que falavam inglês vieram nos ajudar.

Ficamos horas lá dentro, e quando saímos toda área de Tsim Sha Tsui estava fechada para pedestres, muita gente nas ruas, muitas luzes e barraquinhas complementando as coloridissimas luzes de néon!

As 23:59:50 começou uma contagem regressiva e exatamente a meia noite do dia 24 pro dia 25 de Dezembro de 2011, Hong Kong se iluminou em fogos de artificio, gritos e abraços e desejos de Feliz Natal!

E se isso não foi um feliz Natal, então eu não sei que seria!

 

Categorias: China, Hong Kong, Natal, Viagens
15
30
Dec
2011
Chung King Mansion – Hospedagem barata em Hong Kong
Escrito por Adriana Miller

Se voce vem pra Hong Kong e esta procurando hospedagem barata, provavelmente se deparou em algum momento com as diversas opcoes de pensoes e albergues na Chung King Mansion – um predio enorme no centro de Hong Kong com dezenas de hoteis/albergues espalhados por seus andares.

A unica maneira de descrever oque eh a Chung King Mansion de uma maneira familiar eh dizendo que esse predio eh uma 25 de Marco vertical (ou um Saara vertical pros Cariocas!).

Sao lojinhas, cacarecos, biroscas, restaurantes, cabeleireiros, casas de cambio, agencias de viagem e oque mais voce puder imaginar, todo empilhados nos diferentes andares do predio e se intercalando com hoteis e albergues.

A primeira impressao eh assustadora, e tivemos aquela sensacao familiar de ter sido convidado pra festa errada! Mas a realidade eh que uma vez la dentro, e depois de conseguir vencer o labirinto e achar seu hotel, a coisa nao eh tao ruim quanto a primeira impressao.

Na verdade entre os diferentes andares da Chung King estao alguns dos melhores albergues da cidade, e uns hoteis bacaninhas ate. E infelizmente a ma impressao do predio nao eh garantia de precos baixos nao! Nessa epoca de fim de ano (super alta temporada em HK) cheguei a ver alguns hoteis no predio com diarias de quase 200 dolares!

E isso minha gente, eh apenas um dos efeitos dos problemas super-populacionais da China/Hong Kong! Quando a oferta eh drasticamente menor que a demanda, acabamos pagando pelo que ha.

Nosso albergue em especial eh o New International Guest House que eh uma dos albergues com as melhores “notas” de feedback de outros hospedes, combinado com quarto + banheiro privado, porem com preco acessivel.

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Bem, não vou enganar ninguém e falar que é super ótimo ou que super recomendo… O lugar é mesmo um muquifo, mas não passamos mais de 6 ou 7 horas (todas dormindo) lá dentro e fizemos a escolha consciente de preferir gastar nosso dinheiro fazendo coisas que aproveitaríamos mais.

Mas a verdade seja dita, que em relação a localização e preço os albergues e pensões da Chung King Mansions sao imbativeis em Hong Kong e definitivamente adoramos a experiência e serviu o propósito do que estávamos buscando.

Categorias: China, Hong Kong, Viagens
10
30
Dec
2011
Hong Kong
Escrito por Adriana Miller

A ilha de Hong Kong é a area “original” da região e onde tudo acontece na cidade.

Existem outros bairros, outras ilhas e muitas outras partes legais, mas é ali no bairro “Central” que se conhece a Hong Kong que o mundo imagina.

Os predios altissimos, as placas de neon, os bancos internacionais, shoppings e lojas, muitas lojas!

Andando por central dá pra entender bem o significado da “crise da moradia” da cidade: afinal de contas é um ilhas relativamente pequena, com uma das maiores densidades populacionais do mundo, se expremendo entre as montanhas e o mar.

E sem esquecer o Feng Shui, claro, que significa literalmente “agua e vento” e que aparentemente guia quase todas as decisões tomadas na região. Os predios precisam sempre estar de frente pro mar, e de costas pras montanhas, e de acordo com a crença Cantonesa do sul da China, os predios precisam sempre deixar um espacinho entre eles, para que a energia possa fluir livremente, e os dragões consigam escapar!

Alguns predios até tem um “buraco” no meio, justamente para que os dragões possam transitar livremente entre as montanhas e o mar! Fascinante!

Então é ali em Central que estão os predios mais icônicos da cidade, incluindo o IBC, que é o predio mais alto de Hong Kong, o Banco da China e a sede principal e original do HSBC (que significa Hongkong and Shanghai Banking Corporation, e que foi fundado em HK).

Pra quem não resiste as compras, o IFC é o principal shopping da cidade, dominando o bairro Central e oferecendo uma infinidade de salas de cinema, restaurantes, lojas e tudo que se possa imaginar de uma cidade tão cosmopolita!

Nesse lado da cidade, na ilha de Hong Kong esta o principal cartão postal da cidade, o Victoria Peak, ou a montanha Victoria de onde se tem uma vista inesquecivel da baia de Hong Kong.

Pra chegar lá em cima é facilimo, e um trenzinho funicular (que me lembrou demais o bondinho do Cristo Redentor no Rio) te leva até lá em cima, em cerca de 8 minutos. O problema é mesmo conseguir pegar o tal bondinho, já que são apenas dois, subindo e descendo constantemente, então esperem filas quilometricas! Nós fizemos questão de estar lá em cima a tempo pro por do sol e esperamos quase 2 horas na fila!

Mas ô se valeu a pena!

Lá em cima existem inumeras lojas e restaurantes, com toda infraestrutura turistica imaginavel. No topo de tudo (que custa um ingresso separado) esta o Sky View, que é uma plataforma de observação que oferece vistas fenomenais!

O frio estava de matar, e demoramos quase mais uma hora pra conseguir voltar com o bondinho, então realmente tem que ser um programa bem planejado!

Uma outra area que também gostei bastante na ilha de Hong Kong é o Soho, que é sem duvidas o bairro boêmio de HK.

Para chegar lá a maneira mais facil é subir a escada rolante central (“Central Escalator”) que é a maior esteira/escada rolante do mundo e serve como transporte publico para a população que mora nos bairros mais altos de HK.

Durante a manha a esteira rola de cima pra baixo (pegando todo horario de rush do pessoal descendo pra trabalhar em Central) e no resto do dia a esteira rola de baixo pra cima!

E assim como o Soho Londrino e Nova Iorquino, o Soho de Hong Kong é lotado de barzinhos e restaurantes, variando entre os mais badalados, aos points que atraem a população expatriada da ilha, até as opções mais simples de comida local, onde a grandissima maioria dos clientes eram sempre os próprios Chineses.

Para transitar pela ilha,  a maneira mais facil é o metro ou a pé, mas a mais divertida são os bondes eletricos!

E conectando Hong Kong com as outras areas de região o Star Ferry é imperdivel, além claro das vistas lindas da cidade!

 

 

 

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Categorias: China, Hong Kong, Viagens
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