23
Oct
2013
St Maarten / St Martin
Escrito por Adriana Miller

Ja vou logo comecar o post avisando: St Maarten foi minha ilha preferida no Caribe! E a unica que eu voltaria pra passar um tempo sem pestanejar (ta, ok, acho que Barbados tambem…).

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De todos os lugares que passamos com o cruzeiro, em St Maarten que realmente eu fui embora com raiva de estar num cruzeiro e ter tido apenas um misero dia na ilha!

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A ilha, que eh metade Holandesa e metade Francesa, encaixou direitinho no meu imaginairo do Caribe: uma agua tao azul e uma areia tao branquinha que doi os olhos, montanhas verdinhas ponteadas de palmeiras e coqueiros, ruas limpas e arborizadas, com casinhas coloridas e lojinhas fofas.

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O plano original era sair do navio e ir para Philipsburg pela manha, andar um pouquinho pelo centro e de la ir para mais 1 ou duas praias ao longo do dia.

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E foi isso que fizemos – no cais do porto (super lindinho e novinho) pegamos um taxi no ponto de turistas (aqui tambem eh tudo super bem organizado, com pontos especificos para taxis coletivos - que sao tipo umas vans – com preco fixo para cada regiao da ilha e cada praia especifica, sem enrolacao!) e fomos para o centro de Philipsburg, a capital do lado Holandes da ilha.

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De cara adoramos a ilha: uma coisa assim super exotica, tipo Brugges-meets-tropicalia num contraste quase fake entre as casas de arquitetura Europeia com o ceu azulzisimo, as palmeiras e flores de hibiscus.

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Exploramos (e tiramos muitas fotos) a rua “da Frente” (Voorstraat) que eh a principal da cidade, onde estao as melhores lojas, e muitos restaurantes.

A sua rua paralelea eh a rua da orla, com um calcadao bem na beira da areia. E pronto, quando demos de cara com aquilo, sabiamos que nao iriamos era pra mais lugar nenhum!

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A paisagem era linda, o mar azul, a praia sem muvuca (pegamos o inicio da baixa temporada) e muitas promocoes nos beach clubs e barzinhos – onde alugamos 3 cadeiras de praia mais 3 barracas, um balde de bebidas (1o long necks e refrigerantes) e wifi de graca por 25 dolares!!

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Nos acomodamos ali no iniciozinho da praia Great Bay e por ali ficamos!

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A praia eh bem grandinha e impressionante para padroes caribenhos – a Great Bay se junta com a Little Bay e formam a baia de Philipsburg, se estendendo por alguns quilometros de praia perfeita.

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Alem disso, por estarmos bem no meio da praia “urbana” da capital da ilha, tinhamos tudo ali pertinho: restaurantes, lojinhas e com a vantagem de estarmos perto do cais do porto (todos os dias nosso maior medo era nao conseguir voltar a tempo do horario que o navio “fecha” antes de zarpar).

Nao me arrependo de nao termos conhecido outras praias, mas ja avisei pro Aaron: St Maarten entrou (de novo) na lista de lugares que eu preciso voltar com calma um dia!

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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Categorias: Cruzeiro no Caribe, Philipsburg, St Maarten, Viagens
20
22
Oct
2013
Dica de viagem: Cruzeiro com bebês e crianças
Escrito por Adriana Miller

Depois de varias viagens de avião, trem e carro com a Isabella em seus primeiros 6 meses de vida, finalmente tomamos coragem de fazer um cruzeiro – dai que entre as muitas duvidas que tínhamos em relação a viagem (foi nosso primeiro cruzeiro), também bateram muitas dúvidas sobre como seria viajar de navio com um bebê pequeno.

Por um lado eu sabia que seria uma viagem “fácil” e confortável, e foi justamente esse o principal motivo pelo qual nos convencemos a encarar um cruzeiro: não teríamos que ficar trocando de hotel toda hora, muitos elevadores e uma ótima infra estrutura, de hotel 5 estrelas.

Mas ainda assim tivemos o cuidado extra de pesquisar bem e fazer muitas perguntas e certificar que estávamos preparados!

- Reservas:

Pra nossa decepção, bebes e crianças pagam tarifa inteira em Cruzeiros e não recebem desconto, nem pagam preços simbólicos como acontece em aviões e hotéis.

Pois eh, bebes de colo e crianças de qualquer idade pagam o mesmo perco de um adulto, o que foi um certo susto para nos, já que por enquanto não temos tido nenhum gasto extra pra viajar com a Isabella (em aviões bebes ate 2 anos pagam penas as taxas ou um valor simbólico se viajarem no colo dos pais, e geralmente ficam de graça em hotéis, ou então pagam apenas uma taxa de aluguel de berço) – eu ate entenderia que crianças maiorzinhas ou acima de um ano pagassem um preco proporcional (afinal tem muito entretenimento para crianças, comida 24 horas e tal), mas um bebe que mal comia papinhas, nao tinha idade pra participar de nenhum evento ou atividade infantil e tampouco ocupa espaço algum no navio nao deveria ter que pagar preço de adulto…

O unico “desconto” disponível sao eventuais promoções para terceiro ou quarto passageiro na mesma cabine, o que pode ser super vantajoso para famílias com crianças maiores ou adolescentes dividindo o quarto dos pais, pois os descontos podem chegar a 50% da terifa cheia.

Outro fator limitador para viajar com bebes em navios eh a idade mínima, ja que o bebe deve ter pelo menos 6 meses completos na data de embarque. Entao acabamos adiando nossa viagem em cerca de um mês para que ela pudesse viajar sem problemas (o que nao chegou a ser um problema).

- No balanço do mar…

O meu maior receio sobre fazer um cruzeiro era passar mal e me sentir enjoada (geralmente passo mal soh de ver barcos ancorados balançando no mar… blerg!), entao fiquei apavorada que algo do tipo pudesse acontecer com a Isabella!!

Então conversei com o pediatra e pesquisei bastante – além de me acalmar e reforçar que cruzeiros na balançam tanto assim, levei dramim pra mim e Dramim infantil pra ela, que seria apenas em ultimo caso.

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Acabou que o medo foi infundado e nem eu nem ela sentimos nada – eu confesso que ainda senti um pouco mais o lado psicologico de estar numa “caixa flutuante” em alto mar, mas a Bella ainda eh imune a essas paranoias, entao ficou super bem!

- Espaço e cabines:

Nós tivemos cuidado em escolher uma boa cabine – longe de ser a maior e mais luxuosa do navio, mas também nao foi a menor e mais baratinha. Mas ainda assim eu nao sabia o que esperar em relação ao tamanho e espaço disponível para todos nos e mais as malas e tralhas de bebe.

Para nossa surpresa as cabines acabaram sendo bem maiores do que eu imaginava, e tivemos espaço de sobra para o carrinho e um berço.

Ah! E vale frisar: no ato da reserva, ja aproveite e peca pra reservar também um bercinho para seu bebe. Nao tem nenhum custo adicional, mas como a quantidade de berços disponíveis eh limitada e cruzeiros sempre sao cheios de crianças, eh sempre bom nao bobear e reservar logo o seu.

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Entao quando fizemos check in e fomos pra nossa cabine, a caminha da Isabella ja estava prontinha esperando!

A cabine tambem tinha muitos armarios e um frigobar de bom tamanho, entao alem de desfazer todas as malas e organizar as nossas cosias e as roupas dela, tambem separamos umas portinhas pra guardar fraldas, lencinhos, leite em po e pronto, papinhas, potinhos, etc.

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E o banheiro, apesar de nao ser muito grande, tinha uma pia espaçosa o suficiente e com bastante prateleiras, entao tínhamos espaço de sobra pra lavar e secar mamadeiras e roupinhas.

- Infra estrutura e atividades:

Quanto maior for seu filho, mas eles vao aproveitar, isso eh fato!

Cruzeiros sao mesmo um programa bem familia e els fazem de tudo pra manter as crianças super entretidas e seguras e os pais tranquilos!

Entao todos os cruzeiros tem uma area de “kids club” com muitas atividades todos os dias, tipo um playground interno e externo.

Alem disso, todos os dias eles organizam gincanas, aulinhas (de musica, de culinária local, de dança, de pintura, etc) que ocupam parte do dia (para que os pais possam sair do navio e passear nas ilhas tranquilamente) e ate mesmo de noite (para que os pais possam jantar, ir no casino, nos musicais, etc).

No nosso navio a idade mínima para o kids club era 2 anos, entao a Isabella nao pode participar de nada, mas como estávamos com minha sogra, ela foi nossa babysitter quando demos nossas escapulidelas! :-)

Porem eles nao oferecem serviço de babysitter no seu próprio quarto (como muitos hotéis oferecem), mas eles tem um esquema tipo “berçário” para bebes menores durante a noite, e então se os pais quiserem jantar e assistir um musical por exemplo, podem deixar o bebe dormindo no berçário com as “tias” (e também oferecem o mesmo serviço durante o dia, se os pais quiserem fazer um passeio nas ilhas, ou curtir o spa, etc)

O que eu gostei mesmo foi do cuidado que eles tiveram com a segurança das crianças a bordo!

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Logo nas primeiras horas dentro do navio, fomos levados a uma salinha especial com mais algumas dezenas de pais e seus bebes, onde nos explicaram direitinho como proceder em caso de emergência, como usar o berço salva vidas para bebes, como contactar o serviço medico e mais qualquer outra duvida sobre a vida em alto mar com um bebe de colo.

Foi tao tranquilizador! E quando chegamos de volta no quarto o bercinho flutuante da Isabella já estava nos esperando, e ficou guardado junto com nossos salva vidas.

Para crianças maiores, eles dão uma pulseirinha identificadora especial, identificando os pais, a area de emergência, cabine etc. Então caso ocorra uma emergência quando seus filhos nao estiverem com voce, qualquer funcionario saberia identificar seu filho e leva-lo para sua area de emergência.

Uma outra regrinha, mas que me decepcionou um pouco, foi que bebes e crianças de fraldas não podem entrar nas piscinas do navio. Entendo perfeitamente, pois afinal basta um “vazamento” de fralda pra estragar as ferias das outras milhares de pessoas a bordo, mas por causa disso acabamos nao usando nenhuma das piscinas do navio.

De resto, os cruzeiros realmente sao feitos pra bebes e crianças e foi tudo TÃO fácil! Elevadores em cada esquina, corredores largos, ambientes confortáveis e espaçosos…!

- Comida e alimentação:

Quando fizemos nosso cruzeiro a Isabella tinha acabado de fazer seis meses, então ainda estávamos no iniciozinho da introdução de sólidos, papinhas e comidas de verdade, então estar num ambiente diferente nao atrapalhou muito nao, pois na época ela nao fazia mais que 1 ou duas refeições “sólidas” por dia, e o resto era todo leite.

Então levei bastante papinhas prontas de sabores já testados e aprovados, e no café da manha e no almoço aproveitava para dar alguma papinha de fruta amassada, ou creme de espinafre, pure de batata, caldo de sopa etc, pra ela comer um pouco de comida “de verdade” também – mas hoje em dia as papinhas disponíveis são tão saudáveis e gostosas que nao me estressei muito não! Estávamos todos de ferias e eu queria era ser prática (e nem sequer sou a mãe neurótica da papinha orgânica-feita-na-hora-esterelizada-filtrada-benzida).

Se fosse hoje em dia, que ela ja come varias vezes por dia, mas ainda não tem dentes nem mastiga comida sólida mesmo, acho que a alimentação seria mais complicada.

Teríamos que usar muito mais papinhas prontas, muitas frutas e legumes, e pedir pra cozinha “liquidificar” alguns pratos pra ela.

Mas para crianças maiorzinhas eh o paraíso, pois as opções de pratos para todos os gostos sao realmente muito boas, e deve ser impossível não achar alguma coisa que seu filho adore comer num navio!

- Lavanderia:

O cruzeiro foi a primeira viagem “longa” (mais que um fim de semana) que fizemos com a Isabella em que não ficamos numa casa (alugada, apart hotel ou casa de amigos e família) então eu não sabia direito o que esperar em relação a falta de infra estrutura de “casa”, e meu maior receio era não ter uma maquina de lavar e secar roupa a mão!

Porque não tem como negar: criança se suja mesmo (e tem mais eh que sujar mesmo!), rola no chão, baba tudo, entorna comida, a fralda vaza.

E por mais que você leve roupas suficientes pra viagem toda, o volume de roupa suja eh muito grande, e raramente conseguimos reaproveitar alguma peca.

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Mas para minha surpresa navios sao super bem equipados nesse quesito!

Além do esquema de lavanderia de hotel (que você coloca sua roupa suja num saquinho da lavanderia e a camareira leva embora, e eles lavam, secam e passam e devolvem no seu quarto tudo prontinho no dia seguinte – por um preço bem alto!) eles também tinha varias lavanderias espalhadas pelos corredores das cabines, como se fosse uma laundromat mesmo:

Maquinas de lavar, secar e tábuas de passar roupa operadas com moedinhas de livre acesso para todos os hospedes, além de maquinas que vendinham porcões individuais de sabão em pó e amaciante. Super pratico!!

- Outras dicas praticas:

Pegando carona no tópico acima, outras dicas de viagem que eu sempre uso, mas que foram especialmente úteis no navio foi montar um kit “copa-cozinha” para a Isabella para levarmos em viagem.

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Esse kit inclui uma esponja de lavar mamadeira, um frasco miniatura de viagem com detergente de pia, frasco miniatura de detergente de roupa (caso precise lavar alguma coisa a mão rapidinho na pia do banheiro) e aquelas canetinhas com detergente anti-manchas (para aplicar nas roupas antes de lavar para evitar manchas de comida, fralda, de brincar no chão, etc).

Esse kit tem viajado conosco para tudo quanto é canto, porque mesmo quando alugamos uma casa, sempre precisamos de “instrumentos” específicos para coisas de bebe (tipo, lavar mamadeira sem uma escovinha própria eh impossível!) e tem sido muito pratico e muito útil!

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
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38
21
Oct
2013
St Kitts & Nevis
Escrito por Adriana Miller

Desembarcar em no porto de St Kitts foi tipo chegar num cliche: a agua perfeitamente cristalina, as casas coloridas, as palmeiras e o ceu azul…

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So faltou mesmo uma trilha sonora e alguem nos recepcionando com um drink colorido com um guarda chuvinha em cima!

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Nosso dia foi dividido em duas partes: Por um lado sabíamos que por mais paradisíacas que fossem suas praias o atrativo principal de St Kitts esta debaixo d’agua, e as praias apesar de muito bonitas nao eram nada de “imperdiveis” (mas como boa Carioca que sou, sou super exigente com praias!).

Entao na parte da manha nos inscrevemos numa excursao de mergulho e snorkel do cruzeiro mesmo, e fomos explorar a costa sul de St Kitts.

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Um catamarã nos esperava bem na saída do porto e nos levou a regiao de Nag’s Head, onde ancoramos bem pertinho da encosta (nao era uma praia e sim um pedacinho da costa mesmo) em cima de alguns corais.

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Mas confesso que como nao fazemos mergulho com tanque, acabamos perdendo o melhor que o fundo do mar que a ilha tem a oferecer, ja que os corais da superfície nao tem essa vida toda, e muitos acabam perdendo suas cores devido a poluição, muitos turistas que encostam onde nao devem e as mudanças na maré e tempestades que castigam o Caribe todos os anos.

Mas mesmo assim foi muito divertido e cada peixinho e coral avistado eh uma diversão! (e um novo clique!).

A segunda parada da manha foi na costa da Shitten Bay, que eh o local de um naufrágio da década de 70, e bem mais “dramático” visualmente do que o naufrágio que vimos em Barbados, ja que mais da metade do barco esta do lado de fora da agua, sendo castigado pela ferrugem e as ondas.

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E como era de se esperar, o mar ali perto era um espetáculo!

Mais uma abundância de corais, peixes e espécies marinhas que garantiram mais algumas horinhas de diversão na agua (e mais muitos cliques!)!

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A Isabella e a mae do Aaron ficaram no navio pela manha e depois de nossos mergulhos voltamos pra almoçar com elas e seguimos de volta pra ilha, onde queríamos explorar mais um pouquinho.

O plano era passar o resto da tarde curtindo o que o Caribe tem de melhor: uma boa praia, com um drink na mão e curtindo o sol!

Então pegamos um taxi no porto (o porto de St Kits eh super bem organizado e tem pontos específicos de taxis de turismo, com preço fixo e informação clara sobre os destinos da ilha) e fomos pra praia Frigate Bay que tinhamos visto de longe durante o passeio da manha, e nosso guia recomendou como a melhor praia da ilha.

Então alugamos uma cabana no beach club “Carambola”, super bonito e animado, exatamente o que queríamos!

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Nossa cabana era uma “cama” enorme, com espaço de sobra pra nos 4, sombrinha e com garçonetes que iam e vinham servindo drinks e belisquetes ao longo da tarde.

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E lá dentro eles também tem um restaurante ótimo, que pode ser uma ótima opção pra quem quiser passar o dia todo mesmo na praia, e precisar de uma folguinha do sol e mar ao longo do dia (o bar também eh o máximo!).

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E o próprio cais do porto de St Kitts vale a pena ser explorado com certa calma – além de lindo e bem organizado, eles tem muitas lojas de joias, bebidas, cosméticos e souveniers tax free e com muitos descontos que fazem a alegria dos turistas!

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2
28
Sep
2013
St Lucia: Gros Piton e Petit Piton
Escrito por Adriana Miller

Depois da boa experiência que tivemos em Barbados fazendo excursões do navio, decidimos que St Lucia seria o lugar ideal para se avanturar um pouco mais nas escolhas e fazer um passeio menos tradicional – afinal, apesar da ilha ser linda, suas praias deixam a desejar.

Não que tenha nada de errado com elas, muito pelo contrário, mas St Lucia foi a ilha mais “tropical” de todas que passamos, no sentido de ser muito parecida com o Brasil: muita vegetação, areia amarelada e agua verde.

Então aproveitamos pra conhecer o outro lado da ilha: suas florestas, cidades, plantações e vulcões!

O navio ancorou no porto de Castries, no norte da ilha – uma cidade pequena, mas bem caótica e mal cuidada…

Mas de lá seguimos direção sul, pela costa leste da ilha.

A primeira parada foi Marigot Bay, que na ida vimos só de longe, mas na volta (de barco) entramos na baía e vimos de perto porque essa é a praia/area mais charmosa da ilha:

Essa pequena baía cercada pelas montanhas oferece uma proteção perfeita dos ventos e furações que atingem a ilha frequentemente (o último foi o tornado “Tomáz” em 2010 que destruiu boa parte da costa oeste da ilha), e que portanto abriga as maiores casas, os hotéis mais caros, marinas e beach clubs.

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Dando a baía uma cara bem “caribenha” que falta no resto da ilha.

Um pouco mais ao sul esta a cidade de Sufriére, aos pés do vulcão adormecido que domina a paisagem de St Lucia.

O nome francês faz jús a principal característica da cidade: o cheio fortíssimo de enxofre liberado pelo vulcão!

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A cidade, apesar de ser a segunda maior do país e ter a vista privilegiada do principal cartão postal do país: a montanha Gros Piton (grande Piton) e Petit Piton (pequeno Piton) é bem decepcionante: casas caindo aos pedaços, muita sujeira e nada preparada para o turismo.

St. Lucia

Mas que não deixa de ter o seu charme! Os telhados coloridos, as pameiras e a floresta verdinha em volta…

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Então nossa passada por lá foi super rápida, a caminho da cratera do vulcão adormecido entre as duas montanhas.

O vulcão de St Lucia é conhecido como “drive through”, pois os carros e visitantes conseguem chegar até bem lá dentro, onde vemos os pedaços “abertos” do vulcão e as fumacinhas de enxofre que tomam conta da região.

A visita ao vulcão foi uma coisa assim meio Napoli (o cheiro forte) com Islândia (sempre fico hipnotizada quando vejo a natureza assim tão exposta!) – e logo depois da entrada principal, é possivel visitar o spa que usa a lama vulcânica, riquíssima em minerais, em seus tratamentos estéticos!

Na volta, passamos mais uma vez em Sufriére, e fomos em direção ao pequeno porto, de onde pegamos um barco, que foi nossa carona de volta pra casa.

Ver a costa da ilha “por fora” (do mar), deu uma nova perspectiva a ilha, mostrando praias imaculadas inacessíveis por terra, uma floresta riquíssima, e toda sorte de hotéis, resorts e mansões!

Adriana on the boat

Por fim, fizemos um muito esperado pit stop numa dessas pequenas praias, e pudemos nadar e relaxar um pouco, antes de voltar ao navio já no fim do dia.

Snorkelling at St. Lucia

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16
27
Sep
2013
Barbados – Naufrágios, tartarugas e praias!
Escrito por Adriana Miller

Conhecer o lado mais histórico de Barbados foi ótimo, mas não poderíamos ir embora antes de conhecer o que faz da ilha tão famosa: praias!

Como a ilha é bem grande, e as opções de praias e atividades aquáticas é gigantesca, fomos direto pra agência de excursões do navio e decidimos escolher um passeio organizado em vez de ficar peranbulando de praia em praia. Além disso, queríamos fazer algum mergulho/snorkel mas sem ter que ainda se preocupar em negociar com barcos, alugar equipamentos etc.

E nossa escolha foi perfeita!

Passamos boa parte do dia circulando a ilha em uma lancha ultra rápida que nos levou a uma reserva de tartarugas marinhas, um barco naufragado e uma praia paradisíaca!

Foi nossa primeira experiência com excursões do navio, e de cara ficamos muito bem impressionados: muito organizado, pontualíssimo e grupos pequenos! Então do cais do porto de Bridgtown nos levaram até um iate club, de onde pegamos a lancha- nossos guias eram super animados e muito, muito simpáticos!

A primeira parada foi a praia de conservação de tartarugas marinhas – Não é exatamente um parque marinho nem nada “sob proteção” não; as tartarugas “moram” naquela praia e nadam ali livrememte.

Então sempre existe o risco de chegarmos lá e não conseguir ver nada, já que elas não estão em cativeiro, e os guias ficavam repetindo isso incansavelmente (tanto que eu já estava até sem esperanças!).

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Mas quando chegamos lá, a baia era bem bonitinha, mas nada demais; e claro, nenhuma tartaruga pra contar história! Mas ficamos por lá um tempo, nadamos, tiramos fotos e tal, e de repente… elas chegaram!!!

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Que incrível!

Já tinhamos visto tartarugas marinhas em outros lugares (no Brasil, na Tailândia, nas Maldivas….), mas nunca, assim tão de pertinho! Elas devem estar tão acostumadas com turistas (seja isso bom ou ruim) que nadam direto pra cima da gente!

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Além de serem lindas e fofíssimas! Então foi difícil alguém querer voltar pro barco e seguir viagem…

A próxima parada foi um naufrágio – e quando o barco “estacionou” eu não dava nada por aquilo ali (esperar “ver” um barco naufragado, tipo os que vimos na Namíbia). Mas foi entrar na agua (ridiculamente cristalina, diga-se de passagem!) que entramos num outro mundo!

O barco não era muito grande, mas em perfeito estado de conservação e completamente coberto por corais, algas e moluscos – que por sua vez atraía uma multidão de diferentes tipos de peixes!

Ainda bem que levamos nossa câmera a prova d’agua!

Foi muito divertido!!

Eu confesso que não sou das mais fanáticas por mergulho não (acho meio claustrofóbico) e sempre achei snorkel tão sem graça que nem me animava, mas depois das últimas viagens que fizemos, onde tivemos a oportunidade de nadar em regiões marinhas riquíssimas, meu conceito mudou totalmente, e hoje em dia snorkel é uma dos meus programas preferidos pra fazer em viagens!

Por fim, nosso dia acabou na Sandy Beach, na costa sul da ilha, e que personificou toda aquela fantasia sobre ilhas e praias caribenhas: areia branquíssima, agua super azul e cristalina…

E pra completar, nosso guias contando o “causos” sobre a ilha e seus personagens ilustres enquanto nos serviam drinks a base de rum Caribenho e boiando no mar calminho e morno…

 

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5
26
Sep
2013
Barbados – Bridgetown
Escrito por Adriana Miller

De todas as ilhas que passamos pelo Caribe, Barbados foi uma das que eu queria muito ter ficado mais tempo!

Sei lá, na minha cabeça são ilhas como Barbados, Jamaica e tals que tem aquela cultura “caribenha” super forte, aquele sotaque cheio de melemolência e as danças cheias de ritmo. Talvez seja influência dos milhares imigrantes caribenhos em Londres, mas eu realmente estava empolgada e empenhada a conhecer um pouquinho mais da ilha do que uma mera parada de cruzeiro permitiria!

(e não me canso de repetir que essa é a parte mais chata e contraditória dos cruzeiros – ao mesmo tempo que você tem oportunidade de ver tanta coisa legal em tão pouco tempo, por outro lado não tem muito tempo pra ver as cosias legais dos lugares que conhece!)

Mas como tivemos um dia inteiro em alto mar entre a parada nas Ilhas Virgens e a chegada em Barbados, tivemos tempo de ler mais sobre a ilha, o que valia a pena fazer e escolher com calma quais excursões fazer pela ilha.

Então assim que o navio ancorou, partimos em direção a Bridgtown, a capital de Barbados e a maior capital das ilhas Caribenhas.

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O porto de Bridgetown foi um dos maiores que vimos por lá, também com muitas opções de lojas e barganhas – e muito espertinhos que são, atraem muitos turistas por oferecer wifi grátis!

Quem estiver atrás de lembrancinhas e souvenirs, o cais do porto é a melhor opção, pois as lojas de Bridgetown não são tão abundantes.

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E apesar de que o porto não é assim tão do lado da cidade, resolvemos ir caminhando pela beira mar do que pegar um taxi – e em uns 15 minutos chegamos na Heroes Square, a pracinha principal e centro de Bridgtown.

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Nessa única pracinha é possivel ver algumas das principais atrações do pais que não envolvem praias: a coluna com a estátua do Admiral da Marinha Real Britânica Nelson (o mesmo tem que uma coluna e também uma estátua na Trafalgar Square em Londres!)

Do outro lado da praça esta o prédio do Parlamento, um dos cartões postais da cidade e do pais, e que também demarca o início da Broad Street, que é a principal loja comercial da cidade, one uns quarteirões depois se transforma naLower Broad Street e acaba lá na igreja St Mary.

Por toda cidade, e principalmente ali na Praça dos Heróis é possivel ver homenagens e as marcas deixadas pela escravidão, que foi um dos principais “produtos” da ilha durante muitos séculos!

 

O que nós mais gostamos de Bridgetown foi observar e conversar com as pessoas nas ruas! Sabe aquela simpatia de sorriso largo?! Uma alegria “Caribenha” contagiante em todas as pessoas que conhecemos!

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Na volta, pegamos um taxi (estava MUITO quente!!) que custou cerca de 10 dólares entre o centro da cidade e o porto. Esse nosso passeio ocupou apenas uma manhã (a cidade é bem interessante, mas ainda assim pequena e super fácil de navegar. mas vale a pena! Não deixe de conhecer!).

Na Prática:

- Barbados foi o único lugar por onde paramos que exigia a carteirinha de vacinação de febre amarela – então como sempre digo, é imprescindível estar com sua vacinação sempre em dia (infelizmente o Brasil sempre esta na lista dos países de risco, e portanto muitos países exigem que Brasileiros apresentem seu certificado internacional de vacinação como parte do processo de imigração).

- A ilha tem sua moeda própria, o Dólar Barbados, mas o dólar Americano é aceito em todos os lugares frequentados por turistas – lojas, restaurantes, táxis e passeios. Não sentimos necessidade de converter moeda.

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7
25
Sep
2013
Ilhas Virgens Americanas – St Thomas
Escrito por Adriana Miller

A primeira parada no nosso cruzeiro pelo Caribe foi nas Ilhas Virgens Americanas – mas de cara o dia foi um fiasco!

Pra começar esta chovendo, muito! Mas nem percebemos isso até chegar no deck de saída do navio… Então de cara nossos planos de tentar fazer uns passeios independentes, conhecer umas praias e subir no bondinho da ilha já foram por agua abaixo.

E foi justamente essa primeira experiência que nos mostrou que muitas vezes valia mais a pena participar de algumas das excursões do navio do que tentar se organizar da hora, gastar tempo negociando com os taxistas e afins…

Mas a nossa sorte foi que minha sogra (que viajou com a gente) já conhecia bem a ilha, então também sabia o que fazer em caso de chuva – e nas ilhas do Caribe a resposta é sempre a mesma: Compras!

Nosso navio parou no porto Charlotte Amalie na ilha St Thomas das Ilhas Virgens, que é considerado um paraíso fiscal e a melhor ilha para compras do Caribe. (e que assim como Porto Rico, também faz parte dos EUA)

E até porque o grande problema dessas paradas de navio é que nunca vai dar tempo de fazer tudo né? Então a chuva no primeiro dia foi uma boa lição, e assim ficou mais fácil focar no que queríamos fazer por lá e aprender que apesar de serem ilhas pequenas, você ter o dia todo por lá e tal, a verdade é que a principal lição da experiência foi: escolha uma atividade por dia, conheça as ilhas por onde você for parar e defina suas prioridades de coisas a fazer e atividades entre as ilhas (nas que tiverem melhores praia, escolha uma praia e vá direto pra lá. Onde compras for a atração, foque nisso. Ou as atividades de mergulho, e afins – vou falando mais de cada uma das ilhas e atividades que escolhemos a medida que for contando sobre cada destino).

Então como as Ilhas Virgens é O lugar para compras, foi isso que fizemos!

Logo no cais do porto você sai do navio e cai direto num mini shopping! Nem dá tempo de respirar (sendo a ilha mais Americana da região, não poderíamos esperar outra coisa, né?).

Muitas lojinhas de souvenirs, cosméticos, perfumes, bebidas e principalmente joias por todos os lados!

Mas não nos impressionamos demais com as lojas de lá não, e minha sogra já sabia que as melhores lojas estariam no centrinho da ilha, em Charlotte Amalie, a uns 10 minutos (de taxi) do porto.

As opções de loja de outlet em Charlotte Amalie são inúmeras, e além dos descontos normais de outlet, ainda são todas tax free!

Entre as opções que agradam os turistas Brasileiros estão principalmente as lojas de roupa e acessórios, como a Tommy Hillfiger, Coach, Footlocker (para roupas e equipamentos esportivos), as muitas lojas de joias (incluindo uma Tiffany’s com altos descontos, assim como a Gucci, Bulgari e Dior acessórios), as lojas de relógios (principalmente os relógios masculinos estavam cerca de 30% mais baratos que os preços praticados na Europa) e lojas de eletrônicos (ainda bem que fomos bem equipados com todas as nossas câmeras e afins, se não teria sido difícil resistir a algumas ofertas!).

Confesso que foi difícil conseguir enxergar St Thomas além do temporal lamacento que pegamos e os letreiros de “Sale” nas lojas, mas o centrinho tem seu charme, com casinhas coloniais e algumas atrações históricas, como o Fort Christian, construido pelos Holandeses no século 17 e hoje é um museu – mas principalmente marca a entrada da cidade e o começo da “Main Street”.

(e bem ali do lado também rola uma outra area de compras, tipo uma feirinha, vendendo muito souveniers e artesanatos)

E foi basicamente isso que fizemos entre um temporal e outro, e por fim resolvemos que seria melhor voltar por navio e aproveitar o resto do dia por lá mesmo.

Para fazer qualquer outra coisa que vá muito além das proximidades da Charlotte Amalie a melhor opção é optar pelas excursões organizadas pelo navio – como por exemplo para conhecer a ilha vizinha St Croix ou as praias da costa leste da ilha, já que no fim do dia, as únicas estradas de acesso de volta pro porto ficam paradas com engarrafamentos (e você corre o risco de perder a partida do navio!)

St Thomas também tem um lado bonito, com belas praias e tal, mas esta LONGE de ser a mais bonita da região, e não foi o lugar onde teria valido a pena ir só pra curtir praia – então minha recomendação é: se você quer fazer compras durante sua viagem, St Thomas terá os melhores preços (mas St Maarten teve as melhores lojas), então dedique seu tempo a isso – e deixe pra aproveitar as belezas naturais do Caribe nas outras ilhas.

Na prática:

- As diferentes ilhas que compõem as Ilhas Virgens são territórios independentes dos Estados Unidos da América, e portanto para visita-las é necessário um visto válido para os EUA (assim como em Porto Rico).

- A língua oficial é o Inglês, mas sendo um lugar turístico como é, é facílimo achar pessoas na rua e funcionários de lojas falando em Espanhol ou até mesmo Português (aliais, várias lojas tem plaquinhas “Falamos Português” nas portas! Será que os Brasileiros gastam muito?!)

- A moeda oficial também é o Dollar Americano, com as mesmas notas e mesmo valor corrente que o praticado nos EUA continental.

- Como eu comentei no post sobre o cruzeiro, fique atento aos limites de valores e quantidades para compras em território Americano e a volta ao navio. Cigarros, charutos e bebidas alcoólicas deverão ser declaradas e armazenadas no porão do navio até o final da viagem, e cigarros Cubanos são proibidos a bordo (nosso navio era Americano, e assim sendo, participavam do embargo!).

- Apesar de ser tax free, quem se extrapolar nas compras (em valores e quantidades) terá que declarar os gastos na alfandega na desembarcação do navio, e caso seja necessário, pagar taxas de importação.

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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Categorias: Cruzeiro no Caribe, Ilhas Virgens Americanas, St Thomas, Viagens
2
09
Sep
2013
T.V. Everywhere: Cruzeiro no Caribe!
Escrito por Adriana Miller

Continuando a série de posts sobre nossa viagem ao Caribe, segue nosso vídeo!

Alguns adendos:

- Sim, nós somos péssimos de lip sync… mas a gente se diverte pagando mico!

- Não sei por que cargas d’água eu cismei em fazer mãozinha de “Hula” nessa música… Tipo, estávamos no Caribe, não no Havaí! Hahahaha

- Só quando começamos a editar o vídeo é que reparamos que apesar da música “Caribenha”, nosso cruzeiro não passou por nenhuma das ilhas citadas na música! Oh well…

- Repararam na participação especial…. de um de meus enfeites de natal?!?!

- A gargalhada deliciosa da Isabella é bônus!

 

Créditos:

- Câmeras: Canon 5D Mark III, Samsung Galaxy Camera, GoPro Hero3

- Edição: Final Cut Pro

- Musica: “kokomo”, The Beach Boys

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38
23
Aug
2013
San Juan de Puerto Rico
Escrito por Adriana Miller

Logo no primeiro dia em Puerto Rico, acordamos cedo e fomos direto pra cidade antiga, a Vieja San Juan, com sua paisagem dramática e centrinho colonial.

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Primeira Parada? O mítico Castillo de San Cristóbal, uma fortaleza Espanhola no alto da cidade, de “frente” para a Europa e com vistas fenomenais de San Juan.

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Construída em 1634, e incrivelmente bem conservada (já foi restaurada algumas vezes, mas continua com uma cara de antiguinha e autentica, sabe?) é um labirinto de túneis, calabouços, celas, poços e áreas de armazenamento de pólvora que foi uma construção praticamente impenetrável por muito séculos.

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O forte é todo aberto a visitação, e é possivel explorar as passagens secretas e calabouços por conta própria, o que é super interessante!

Mas hoje em dia seu principal atrativo é mesmo sua vista!

De lá de cima é possivel ter uma ideia da expansão da cidade antiga, avistar os cruzeiros ancorados no porto, e a cidade “nova” se expandindo a perdeeeer de vista.

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Desde suas muitas torres de observação é possivel avistar o faról do forte de San Felipe del Moro, na outra ponta da cidade, e dá pra entender bem porque a cidade (e toda a ilha!) era tão bem guardada!

De lá continuamos nosso passeio seguindo o roteiro sugerido pela própria prefeitura, que identifica as calçadas e paralelepípedos da cidade em azul pelas ruas históricas.

(Ah! E seguindo o roteiro da prefeitura, também é possível usar os “Trolleys” que são tipo uns bondinhos que circulam pela cidade antiga e são de graça – é só procrar pelo ponto específico)

Começamos pela Plaza de Colón, e de lá seguimos pela Calle Tetuan (que é uma ótima área pra dar uma refrescada do calor úmido Caribenho em um dos vários barzinhos e restaurantes super bonitinhos!) e fomos subindo em direção a Calle Fortaleza e Calle San Franciso, onde estão a maioria das casinhas coloridas coloniais da cidade.

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Fomos andando sem pressa, entrando nas lojinhas (rola um certo paraíso fiscal em San Juan e a cidade é cheia de lojas outlet de marcas Americanas como Coach, Tommy Hilfiger e Ralph Lauren, por exemplo) e galerias de arte (muita opção legal de lojas de peças de decoração, peças de design e arte) e souvenirs (Porto Rico também é famoso por seus chapéus tipo Panamá).

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Mas é a partir da Plaza de Armas que as ruas e casinhas realmente ficam coloridas e fotogênicas!

Quando chegamos na praça da Catedral de San Juan Bautista, paramos pra almoçar no restaurante do Hotel El Convento, que nos foi recomendado como um dos melhores da cidade (e aparentemente foi onde a JLo e Marc Antony fizeram a festa de seu casamento – que foi celebrado na Catedral, do outro lado da rua!).

A Catedral é enorme e imponente, mas ao mesmo tempo, bem simples e sem grandes adornos…

(e ali na mesma praça fica o “Museo del Niño” um museu que conta a história de San Juan para crianças. Mas como a isabella é tão pequenininha, dispensamos)

De lá descemos as ruas em direção a “La Muralla”, que é tipo um calçadão que circunda a muralha da cidade antiga e onde fica o portão de entrada de “honra” da cidade – era por ali que o Rei da Espanha – e outros dignitários merecedores de tamanha honra – entrava na cidade.

É possível seguir o caminho da muralha até chegar na Fortaleza San Felipe del Moro, mas como o sol estava fortíssimo, optamos pelo caminho da sombra, que cruza a Plaza de la Beneficencia, passando pelos principais museus da cidade, até a entrada do Campo del Moro – que leva até a fortaleza e seu farol.

Essa fortaleza é bem menor e menos interessante do que o Castillo de San Cristóbal, mas sua atração principal, o farol é realmente impressionante e enorme!

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E a vista da cidade do lado de lá e tão bonita quanto do outro lado, e só assim nos demos conta de como a cidade é grande!

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7
19
Aug
2013
Cruzeiros: O passo a passo da sua viagem (antes e durante)
Escrito por Adriana Miller

Antes de embarcar para nossa viagem pelo Caribe, muitos amigos e leitores me perguntaram o que tinha mudado. Não é novidade que sempre fui meio anti-cruzeiros, e realmente era um tipo de viagem que nunca tinha despertado meu interesse.

Então já vou começar esse post falando que adorei a experiência!

Por um lado, a viagem reforçou e confirmou todos os meus preconceitos sobre esse tipo de viagem. Todos os estereótipos e pré-conceitos que tinha se tornaram realidade, e eu detestei todos eles – como sabia que não ia curtir.

Mas ao mesmo tempo me surpreendi com o quanto eu gostei da experiência, me diverti de verdade e aprendi a apreciar esse estilo de viagem (porque pra quem realmente gosta de cruzeiros, isso é todo um estilo de vida!) – e com certeza absoluta faremos outros em breve!

Como nunca tínhamos feito cruzeiros antes, foi todo um processo de aprendizado, entender o passo a passo do planejamento e como funciona a vida em alto mar. Demos muita sorte de que minha sogra foi com a gente (e nos convenceu que seria legal), pois foi ótimo passar por esse processo com alguém que já fez vários, com diferentes empresas e diferentes partes do mundo – o resultado está nos parágrafos abaixo!

- Escolhendo seu cruzeiro:

Cada empresa e marca de cruzeiros tem um perfil específico – os cruzeiros mais de “massa” são mais homogêneos, mas ainda assim, cada empresa tem sua “marca registrada” e estilo, que muitas vezes se reflete no preço final, nas amenidades oferecidas, o perfil de seus hóspedes, o tipo de entretenimento a bordo etc.

Então é importante pesquisar e conversar com quem já foi na hora de escolher o seu. Muitos dos roteiros são idênticos (ou seja, passam pelos mesmos portos), as são esses detalhes que podem fazer toda a diferença. Afinal, por mais que as paradas e destinos sejam os mesmo, um casal aposentado que embarca num cruzeiro de perfil “família jovem” pode não curtir a programação oferecida, ou a quantidade de crianças correndo de um lugar pro outro.

Ou o casal em lua de mel e procura de romance e agitação que embarca no cruzeiro da terceira idade.

No nosso caso e com o roteiro que queríamos fazer, optamos pela “Carnival”: bons preços, navios novos e espaçosos, com um perfil mais “jovem” e para “famílias”.

Por um lado essa escolha foi um dos motivos pelos quais eu não gostei de certas coisas (não é porque sou “jovem” e tenho uma filha pequena, que vou necessariamente curtir a aula de Salsa na beira da piscina!), mas por outro lado nos deu um conforto a mais de saber que ninguém iria torcer o nariz se a Isabella começasse a chorar no meio do jantar, os funcionários e infra estrutura super bem preparados para lidar com crianças, e de maneira geral, tudo muito fácil, mesmo com um bebê de 6 meses a tiracolo.

Outra empresa que tem um perfil muito parecido é a “Royal Caribean”, enquanto que o “Princess Cruises” e “Celebrity Cruises” tem um perfil mais maduro e adulto.

- Roteiros:

Uma das características de um cruzeiro, que foi o que finalmente me convenceu a embarcar em um, foi o fato de poder conhecer tanta coisa diferente em pouco tempo (afinal, foram 6 países em 10 dias, sem passar nenhum perrengue).

Então queríamos um roteiro que incluísse portos de paradas interessantes e diversificados, mas que principalmente não ficasse muito tempo em alto mar (eu enjoo fácil e tava morrendo de medo!).

Durante a pesquisa de opções (que são MUITAS), uma coisa que me chamou a atenção foi que os cruzeiros no Caribe saídos de portos nos EUA passavam muito tempo em alto mar, e ofereciam menos paradas ao longo do tempo.

Já outros portos de partida, saindo já de algumas das ilhas, ofereciam roteiros melhores, mais diversificados e com portos mais interessantes.

Então escolhemos o cruzeiro pelo Caribe do Sul (ou West Indies), saindo de Porto Rico, que já nos deixaria bem na cara do gol!

Nosso roteiro saía de San Juan, Porto Rico, e de lá passou por: Ilhas Virgens Americanas, Barbados, St Lucia, St Kitts e St Maarten, com apenas 1 dia em alto mar.

- Cabines:

Uma vez decidido o roteiro, o primeiro passo é escolher o tipo de cabine. E a verdade é que é essa escolha que vai determinar o custo de sua viagem.

Quase todas as empresas oferecem cabines “internas”, que são bem pequenas, sem janelas e geralmente as camas são beliches, e os diferentes tipos de quartos/cabines vão variando até super suítes compostas com vários quartos e varandas conjugados.

Como fomos com minha sogra, e a intenção era justamente ter a ajuda dela pra cuidar da Isabella, decidimos por uma suíte com quartos conectados, pois assim cada um teria seu quarto, banheiro e privacidade, mas ao mesmo tempo estaríamos “juntos” o que facilitaria nos momentos de ‘babysitting” (Eu fiz questão absoluta de ter janelas, mas não liguei a mínima se teríamos varanda ou não).

Me surpreendi com o conforto e tamanho dos quartos – não necessariamente luxuosos, mas modernos, confortáveis e bastante espaço. Tínhamos uma cama de casal e mais uma área de “sala”, com sofá cama, mesinha, uma penteadeira/escrivaninha, armários (e mais TV, frigobar, secador de cabelos, etc). O banheiro era bem pequeno, mas com muitas estantes e espaço pra organizar nossas coisas, e deu pro gasto. E ainda deu espaço, confortavelmente, para um berço pra Isabella.

- Restaurantes e alimentação:

Esse era outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros pois não sou muito chegada em “all inclusive” em estilo buffet.

Geralmente os cruzeiros te dão algumas opções de horários em que o jantar será servido, e você pode escolher se quer jantar cedo ou tarde. Uma vez feita sua escolha, eles vão te alocar uma mesa, que muitas vezes será sempre dividida com outras pessoas (geralmente sempre as mesmas pessoas, que pode ser tudo bem, ou uma grande furada).

Mas uma outra opção dada, mas não muito divulgada, é a possibilidade de comer a qualquer hora (“Your Time Dining”), que foi a nossa escolha e foi ótimo!

Então estávamos numa restaurante separado, que funcionava como um restaurante qualquer: você chega na porta quando quiser, dá seu nome/cabine/numero de pessoas e eles te sentam onde estiver disponível.

Algumas vezes pegamos fila para esperar por nossa mesa, mas os restaurantes são tão grandes, que raramente demorava mais de 10 ou 15 minutos. E assim também não tivemos que dividir mesa com mais ninguém!

Tanto o café da manhã quanto o jantar, são servidos nos restaurantes principais e “formais” do navio, com menu a la carte que variava todos os dias, e uma comida muito, MUITO boa!

Porém os restaurantes não abriam no horário de almoço, que apenas era servido no buffet do deck ou nas lanchonetes espalhadas pelo navio.

Então o buffet do deck funciona o dia todo, com algumas seções servindo comida 24hrs, mas para minha surpresa, mais uma vez a comida foi muito boa, e sem aquele jeitão de “buffet”.

Ou seja, você que se serve e tal, mas podia escolher diferentes áreas do buffet, que mais parecia a praça de alimentação de um shopping, do que um bufezão! Tinha a bancada dos sanduiches feitos na hora, a lojinha da pizza, a seção de comida Mexicana, a parte dos assados, das saladas, das sobremesas e assim vai. Almoçamos várias vezes no Buffet e cada dia comi algo diferente, sem nunca ter tido aquela impressão de restaurante a quilo, sabe? Que você enche o prato de cosias aleatórias e nunca sabe exatamente o que comeu?

E além disso tudo, nosso navio também oferecia um outro restaurante mais exclusivo (e pago a parte), acessível apenas com reservas (tipo steak house, também excelente, e acabamos jantando lá duas noites!).

Então toda essa parte de alimentação e bares foi com certeza a parte que surpreendeu, pois realmente eu tinha uma imagem muito ruim, mas comemos muitíssimo bem todos os dias.

- Embarque e desembarque:

Outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros, e mas uma vez, me surpreendi com a organização do processo.

Eu imaginava aquele caos, onde quase 3 mil pessoas tentam embarcar ao mesmo tempo, confusão de malas, documentação etc.

A preparação para o embarque começa bem antes, e é importantíssimo seguir as instruções.

Primeiro, é preciso fazer um “check in” on line uns dias antes do embarque – como entramos e saimos de diferentes países todos os dias durante o cruzeiro, temos que submeter uma série de informações legais antes do embarque, pois é esse “manifesto” que será enviado a imigração de cada porto antes de nossa chegada.

Um vez que esse passo esteja completo, temos que imprimir, ainda em casa, nosso cartão de embarque e as etiquetas das bagagens “despachadas”, que de acordo com seu check in, já veem com as informações sobre você, sua cabine e afins.

Então, quando chegamos no cais do porto de San Juan, antes mesmo de entrar na fila do embarque, fomos recepcionados por funcionários do Carnival, que verificavam nossas etiquetas de bagagem, cartão de embarque, e já levavam nossas malas direto pra segurança e de lá, pro navio (adorei não ter que ficar carregando aquele bando de tralha pra cima e pra baixo).

O processo de check in é simples, já que quase tudo já foi feito on line, mas eles verificam toda documentação e cada passageiro (inclusive crianças e bebês) recebem um cartão de identificação, que é seu “pau pra toda obra” durante o cruzeiro: serve pra abrir a porta do quarto, faz as vezes de passaporte pra entrar e sair de cada ilha, documento de identidade pra comprar bebidas alcoólicas e o único “dinheiro” aceito abordo.

Assim que embarcamos e fomos direto pro nosso quarto, nossas malas já estavam na porta nos esperando, certinhas e sem nenhum problema!

 

Na hora do desembarque o processo é mais ou menos parecido.

Cada deck do navio é alocado um horário de desembarque, mas que você pode facilmente trocar (basta pedir na área de informação ao cliente), e é isso que vai determinar como e quanto você sai do navio.

Então na nossa última noite a bordo fomos avisados dos procedimentos de desembarque, e de acordo com seu “código” você tem um horário certinho pra sair do navio.

As malas são novamente identificadas e marcadas com o seu código, e basta deixa-las na porta de sua cabina na noite anterior ao desembarque que eles cuidam de tudo (mas não esqueça de separar as roupas e coisas que você precisa para sua última noite no navio e a manhã do desembarque!).

Na hora do desembarque, eles avisam no auto falante os “código” que já podem sair do navio, passamos pela imigração/alfândega e recolhemos nossas malas na área de acordo com nosso código. Confesso que achei ate o último segundo que não daria certo, e que seria confuso, que iam perder ou furtar nossas malas…

Mas nunca fiquei tão feliz de estar errada!

Nós reservamos um traslado para o aeroporto, direto com o navio, e assim que saímos do porto, já tinha alguém nos esperando, e encaminhando todo mundo (e nossas malas) aos ônibus – foi tudo super rápido e tranquilo e não tivemos que esperar quase nada!

 

Já o embarque e desembarque do dia a dia, em cada porto, foi muito, muito tranquilo!

Como tínhamos um cartão de identificação do próprio navio, que faz as vezes de passaporte, bastava apresentar seu cartão na entrada e saída, passar por um detector de metais e pronto. Sem filas, sem confusão, nem nada.

Todos os portos em que paramos, foi possivel desembarcar diretamente em terra firme, então você entra e sai do navio a que horas e quantas vezes quiser ao longo do dia, sem problemas.

Então várias vezes aconteceu de fazermos um passeio pela manhã, voltar pra almoçar no navio com a Isabella e minha sogra, depois sair de novo pra dar uma voltinha com elas, voltar pra Isabella dormir, e depois sair de novo pra comprar alguma cosia rápida nas lojas do cais do porto. Super simples!

Só é preciso ficar atento aos horários de embarque no fim do dia, pois eles são super rígidos, e como teem que fazer o balanço de quem entrou e saiu do navio ao longo do dia, o embarque fecha, pontualmente, 30 mins antes do horário de zarpar. Quem não estiver a bordo, fica em terra firme e bye bye cruzeiro.

- Excursões e passeios:

Depois de decidir seu roteiro e sua cabine, e confirmar a reserva de seu cruzeiro, começamos a ser bombardeados com informações sobre as excursões e passeios oferecidos pelo navio.

A princípio não gostei muito de nenhuma das opções, e achamos melhor não pre-reservar nada, e passear e conhecer cada ilha por conta própria.

Ainda tínhamos o complicador de estar com a Isabella, e vários passeios que gostaríamos de fazer não aceitavam crianças da idade dela, e não sabíamos direito como ia funcionar o dia a dia com a mão do Aaron cuidando da Bella.

Além disso, a verdade é não sou mesmo muito chegada em excursões amarradas, e sabia que conseguiríamos nos virar numa boa por conta própria.

Então embarcamos sem nada planejado, e já na manhã seguinte chegamos em St Thomas, nas Ilhas Virgens e ficamos perdidos!

Por um lado foi bom, pois estava chovendo, e o porto de Charlotte Amalie é nada do centrinho da cidade, então realmente nos viramos numa boa, mas ao mesmo tempo achei a dinâmica de desembarcar e tentar “negociar” seu próprio passeio muuuuuito confuso!

Sair do navio é facílimo, mas uma vez no cais do porto, por conta própria, é um mundarél de taxistas, ônibus, agências, ambulantes, vendedores e afins assediando turistas e tentando te convencer a fazer isso ou aquilo.

Mesmo me considerando uma turista safa, achei confuso e até mesmo intimidador tentar fazer os passeios por conta própria – a não ser que seja uma coisa muito simples e pré planejada, como por exemplo, pegar um taxi para ir até a praia X e ponto final (que fizemos algumas vezes e foi tranquilo).

Então logo depois de nossa primeira tentativa, já voltamos pro navio e reservamos os passeios mais “complexos” que queríamos fazer (que depois conto com mais detalhes nos posts sobre cada ilha), e deixamos pra fazer por conta própria apenas as ilhas que queríamos apenas ir até a praia e nada mais.

Portanto, ajuda bastante fazer uma pré pesquisa sobre as ilhas e o que tem de interessante em cada uma delas.

- Entretenimento a bordo:

A pergunta que mais me fizeram quando voltamos da viagem foi: “e mais não rola muita farofa não?!”

SIIIIIIMMMM!!! Muita farofa! E acho que parte disso é culpa do perfil do cruzeiro que escolhemos: uma empresa relativamente barata, em um navio/roteiro com perfil jovem e com muitas famílias. Além disso, por termos escolhido um roteiro que sai de portos não-EUA, a cultura Latina era super dominante, em vez de ter um perfil mais internacional dos cruzeiros que saem da Flórida, por exemplo.

Então era um tal de aula de Salsa e “Lambairóbica” na beira da piscina, garçons dançando Macarena no jantar, fotógrafos tirando fotos de “Glamour Studios” das adolescentes, competição de Karaoke e mais uma infinidade de breguices…

Mas por outro lado, também  tinha um casino super legal (proibido para menores de idade), um teatro enorme com peças e musicais quase todas as noites, um comedy club bem divertido, e vários bares, para atender a todos os gostos.

Então, apesar dos pesares, pra quem gosta desse estilo de entretenimento, esse navio foi um prato cheio. Mas se dançar Salsa e fazer e fileira da Conga, bebericando seu cocktail verde com canudo colorido não faz sua praia, é bem fácil evitar tudo isso…

- Evitando a muvuca:

Ou seja, o navio é tão grande, e as opções de coisas a fazer a bordo (e em terra) são tantas, que foi facílimo evitar as muvucas e farofadas.

Por exemplo, todas as noites rolavam uma festas “Latinas” no deck da piscina, concursos de Karaoke, e festinhas adolescentes na “disco” do navio – mas ao mesmo tempo, também tinham um Sports bar, um Champagne Bar, o Casino, o Steak House e o comedy club que eram super mais tranquilos e sem nada de muvuca.

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Durante o dia, também era possivel ir ao Spa (delícia!) ou na piscina dos fundos do deck (sem musica nem “animação”, ou uma área chamada “Serenity”, com um pool bar, musicas mais “normais” e que não permitiam a entrada de crianças.

Então logo no segundo dia a bordo aprendemos rapidinho de como fazer do navio um espaço “nosso”, evitando certas áreas ou entretenimento que não fazem nosso estilo, e tirando proveito de outros que nos agradavam mais.

No fundo, achei que fazer cruzeiro é um programa super democrático e eclético – eles conseguem agradar a Gregos e Troianos, ao mesmo tempo que cada um fica na sua.

- Extras (Spa, bebidas, compras, internet):

Uma outra grande vantagem de viajar em um cruzeiro é que já vem com tudo incluído, então você não corre grandes riscos de passar susto na viagem, já que seus principais gastos (transporte, acomodação e refeições) já estão incluídos.

Porém, o navio que embarcamos (Carnival Valor) não é 100% all inclusive (algumas marcas são, mas a maioria também é cheia de extras), então é preciso estar ciente e preparado para eventuais gastos.

O principal custo extra são bebidas – no pacotão das refeições só estão incluídos: agua, café, ice tea e limonada. Todos os resto – alcoólico ou não – são pagos a parte.

Mas uma vez a bordo, existem outros tanto “pacotes” disponíveis (e alguns baratinhos) que passam a incluir alguns extras, como por exemplo, um pacotão para refrigerantes e sucos, um outro pacote que inclui vinhos nas refeições (que nós fizemos e adoramos) ou até mesmo para cocktails e cervejas.

As bebidas não são superfaturadas não, e pagamos preços na média de bares e restaurantes nos EUA, por exemplo (logo, mais barato que restaurantes e bares em Londres), e ainda rolam algumas promoções de happy hour, bebida “do dia” e tal.

A internet é um capítulo a parte, pois além de bem cara (49 dólares por 25 minutos!), é uma porcaria! Logicamente que não resisti a tentação e precisei me contectar alguns dias, mas gastei 80% de meus minutos tentando subir fotos no Instagram! Hahahah

O Spa também é pago a parte, mas os hospedes tem total acesso a academia, saunas, e jacuzzi – mas qualquer serviço de massagens, manicure ou cabeleireiro é pago a parte.

E por fim, as excursões que mencionei aí em cima.

A maioria dos passeios são bem salgados, mas os preços variam bastante dependendo do que você quer fazer e qual a duração do passeio (por exemplo, fazer mergulho com tanque sai mais caro que um city tour de 2 horas), e sem dúvidas alguma sai muito mais em conta explorar as ilhas por conta própria do que as excursões do navio.

Porém, qualquer coisa que você queria fazer que vá além de “ir a praia”, nós achamos meio complexo e tenso de ser organizado por conta própria, então demos o braço a torcer e fizemos excursões!

Ah! E por fim, não esqueça que na sua conta final eles vão incluir a taxa de serviço (gorjetas), que sai por cerca de 10% de sua conta total – então cuidado pra não tomar um susto! (mas se você preferir também pode pre-pagar sua gorjeta antes mesmo de embarcar)

Então no dia a dia não é necessário deixar gorjeta pra nada nem ninguém, e no final eles já cobram um percentual justo pra todo mundo – mas não custa nada dar um extra pra alguém que tenha sido extra simpático e tal. Nós deixamos gorjeta extra pro camareiro do nosso quarto, que era um senhor Filipino super fofo e simpático que gostou tanto da Isabella que já vinha correndo dar bom dia pra ela no corredor, e aprendeu os horários de dormir dela e arrumava nosso quarto de acordo pra não atrapalhar a rotina!

- Como se vestir em um cruzeiro:

Ah… outra grande dúvida!

Mas, mais uma vez, um detalhe que varia de acordo com o perfil do cruzeiro e roteiro que você decidir fazer.

No geral, poderia dizer que o dress code dos navios são incrivelmente diferentes durante o dia ou a noite:

Durante o dia tudo é super casual e despojado: biquines, saídas de praia, bermudas, camisetas e chinelos.

Já durante a noite a coisa muda, e todo mundo se arruma mesmo!

Claro que sempre tem aquele cara que aparece no restaurante formal pra jantar de bermudão de praia, ou aquela moçoila que usa salto alto na beira da piscina, mas de forma geral, não teve mistério.

O nosso cruzeiro especificamente não era super formal, então me vesti como me vestiria para sair pra jantar em restaurantes e bares bacanas aqui em Londres: as vezes estava de vestido e salto alto, outras vezes de calça e uma camisa mais arrumadinha, sempre caprichando nos acessórios, por exemplo.

E para os homens, o Aaron levou algumas camisas e calças sociais, mas não usou seu terno nem gravata nenhuma noite (mas vimos alguns homens jantando de terno e gravata todas as noites, então vai do gosto e estilo de cada um).

Ao longo do cruzeiro, tivemos 2 noites “formais” (que outras marcas chamam de “jantar do Capitão” e suas variações), e apenas separei as opções de vestido mais arrumadinhos para essas noites – mas sem grandes variações do mesmo tema.

Mas por outro lado,  vimos homens de smoking e mulheres e vestido longo cravejados em paetês – e sempre tem aquele carinha que ainda assim aparece no jantar formal de bermudão e camisa do time de futebol!

Mas quer saber? Apesar de ser um ambiente mais formal e arrumadinho, um cruzeiro ainda é um ambiente de férias, em alto mar e no Caribe – então se você não esta a fim de usar terno nas férias, não precisa se preocupar!

- Vida em alto mar (enjoos, medos, emergências etc):

Bem, aqui esta o meu maior medo de todos!!

Eu evito viajar de barco com todas as minhas forças, pois sou daquelas pessoas que enjoa só de ver um barco ancorado e balançando de um lado pro outro… Então eu sempre associei cruzeiro com passar as férias inteiras passando mal!!

Então fui preparada: levei uma quantidade de Dramim que poderia dopar uma cidade inteira, e já estava preparada pra passar super mal e dormir praticamente todos os dias o dia todo (porque Dramim cura meu enjoo mas deixa dopada que é uma beleza!)!

Mas pra minha surpresa, não passei mal nenhum dia! Nem um micro enjouzinho nem mal estar!

Mas confesso que as vezes eu sentia o barco mexer sim!! Muito pouco, e acho que parte disso era pura paranóia minha, mas pegamos um mar movimentado, o que aparentemente é bem raro no Caribe, pois vimos muita gente comentando que também sentiam o barco mexer, coisa que nunca tinham sentido antes.

O motivo pelo qual eu acho que rolou um certo exagero e paranoia de minha parte foi porque eu só percebi isso na nossa segunda noite a bordo, na noite/dia que passamos em alto mar e eu tive alguns momentos de mini pânico onde eu achava que sentia o navio mexer e imediatamente começava a mapear todas as saídas de emergência na minha cabeça e qual seria e melhor estratégia pra ir buscar a Isabella no quarto com a avó antes de correr pro bote salva vidas (tudo ao som da trilha sonora do “Titanic” dentro da minha cabeça!!)! HAHAHHAHA

(sim, já tinham rolado algumas taças de vinho quando esse mini pânico bateu e o Aaron morre de rir até hoje! Então não sei se o “balançê” foi causado pelo mar do Caribe ou pelo Chardonay da Califórnia!)

Todos os outros dias passamos ancorados nos portos (aí é que não dá pra sentir nada mesmo!), e as noites sempre eram em mar, entre uma ilha e outra, mas sem grandes sacolejos e nada de mal estar – então esse medo eu já ultrapassei e já to pronta pra outra!

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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