14
Jun
2013
Eurostar: Viajando com bebês e crianças
Escrito por Adriana Miller

Já fizemos inúmeras viagens de Eurostar, que continua sendo minha opção preferida pra viajar entre Londres e a França – mas e levar um bebê no trem, como seria?

Então foi todo um novo mundo de pesquisas e possibilidades, alguns acertos e alguns erros, mas sobrevivemos! Os 3!

- Reserva e passagens:

Bem, pra começar uma ótima noticia: crianças até 4 anos não pagam nada pra viajar no Eurostar. Isso mesmo. Nada. Zero. Nem um centavo – sem taxas, nem impostos nem nada mais.

Quer dizer, me explico. Crianças até 4 anos, que viagem no mesmo assento que um adulto (ou seja, no colo) não paga absolutamente nada.

Mas independente da idade de seu filho(a) se você quiser que eles tenham um assento próprio, então eles pagaram uma passagem inteira.

Eu fiquei até desconfiada, pois você nem sequer precisa informar o nome da criança, e nem tampouco ela terá uma passagem pra viagem…

Mas foi tranquilíssimo! E não esqueça do passaporte! Qualquer pessoa (independente da idade) cruzando fronteiras precisa de apresentar um passaporte na viagem.

- Marcando assentos:

A vantagem de viajar de avião com um bebê pequeno é que eles podem usar o bercinho do avião, então a realidade é que durante a viagem, é colo se eles nem estivessem ali!

Mas e no trem?

Eu sabia que o Eurostar (nem trem nenhum) tem assentos com bercinhos então fique preocupada com o conforto da Isabella (e nosso!), pois não apenas teríamos o trajeto de 2 horas e meia até Paris, mas ainda teríamos mais 3 horas de TGV até o sul da França.Screen Shot 2013-06-09 at 19.55.21

Então decidimos levar conosco o cadeirinha de carro (bebê conforto) dela com a gente na viagem, e na hora de marcar nossos assentos, marcamos as poltronas que tem uma mesa no meio, eu de um lado e o Aaron de frente pra mim do outro lado.

E a Isabella foi no meio, no bebê conforto encaixadinho na mesa entre nós dois.

E uma dica extra: reserva os assentos da janela, pois assim você apoia a cadeirinha na janela, e não corre o risco de seus vizinhos de poltrona ficarem esbarrando no seu bebê cada vez que queriam levantar de seus assentos – ou as pessoas passando com malas/bolsas etc no corredor do trem.

Assim ficamos os 3 super confortáveis a viagem toda, sem ter que ficar segurando ela no colo por horas a fio, e ela ficou confortável e entretida – confortável quando estava dormindo, e feliz da vida assistindo a vida passar (nos corredores do trem) quando estava acordada!

Para crianças maiores que bebês de colo, as poltronas com mesa no meio também são a melhor opção, pois eles ficam com mais espaço para as pernas além de terem uma mesa maior pra colocar brinquedos, livros, iPads etc.

- Fazendo as malas:

A maior vantagem de viajar de trem pra quem esta com um bebê a tiracolo é não ter que se preocupar com os líquidos na bagagem!

Em trens e no Eurostar você pode levar quanto e quais líquidos quiser, em embalagens de qualquer tamanho que ninguém esta nem aí!

Então estocamos leite já preparado o suficiente pra viagem toda no trem e mais o suficiente pra durar toda a viagem e todos os passeios que faríamos durante os dias da viagem.

Além de que aproveitei a oportunidade e re-estoquei os meus produtinhos preferidos das farmácias Francesas, compramos vinhos, perfumes de lavanda e o que mais quiser!

- Carregando e armazenando as malas:

Porém nem tudo é perfeito… Você pode levar tudo o que quiser no Eurostar: não ha limite de peso, nem limite de líquidos que você pode levar a bordo, porém esse é justamente o problema, pois as pessoas tendem a exagerar (faça o que digo, não faça o que faço!)!

Afinal, ao contrário de aviões, você não despacha suas malas – é responsável por elas do começo ao fim da viagem, sem ter ninguém pra carregar, nem ajudar e não poder se “livrar” delas, como faríamos numa avião.

E quando somamos toda a tralha extra de um bebê + o bebê propriamente dito (ou seja, um de nós tinha que ficar com ela no colo/carrinho enquanto o outro carregava todas as nossas malas pra dentro do trem!), isso se torna um problema!

Como já comentei em outros posts sobre viajar de Eurostar, o espaço destinado a bagagem é limitadíssimo, e ficam nas entradas/saídas dos vagões, portanto longe de sua supervisão, o que deixa muita gente tensa.

E é uma guerra. Cada pessoa que embarca tenta re-arrumar as malas que já estão nos bagageiros de qualquer maneira, tentando encaixar suas malas também (é tipo um jogo de Tetris no nível gazilhão de dificuldade! hahahah), então tem que ter cuidado na hora de embalar itens quebráveis e frágeis.

Além disso, caso você vá precisar de alguma coisa ao longo da viagem, carregue-o com você, numa mala ou bolsa de mão que ficará no (minúsculo) compartimento para bagagem de mão acima das poltronas, pois realmente é muito dificil ter que ficar movendo todas as outras malas só pra pegar uma coisinha que você esqueceu!

E outra dica importante pra quem vai viajar com bebês: viaje com um carrinho que seja relativamente pequeno e fácil de abrir/fechar, e que monte/desmonte em apenas uma peça, pois assim como não tem espaço para malas, também não tem espaço pra carrinhos, que terão que ser fechados e colocados nas prateleiras de bagageiros juntos com todas outras malas.

Pra nós foi uma lição e tanto: na próxima viagem de Eurostar seremos mais “econômicos” na hora de fazer as malas!

- Conforto e amenidades a bordo: fraldários, comidas etc.

Apesar da enrolação de embarcar com malas + carrinho + bebê, a viagem em si é super confortável (principalmente porque a Isabella estava no bebê conforto o tempo todo).

Por exemplo, os fráldarios são super limpos e confortáveis!

São quartinhos separados, exclusivos para isso, para que você não tenha que levar seu bebê num banheiro usado por outros passageiros.

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É um quartinho que não é banheiro, separado no corredor dos vagões com uma caminha/trocador acolchoado que já tem um rolo de papel (tipo um papel toalha) enorme que forra o colchão do trocador, e assim a cada troca você joga fora o papel usado e o passageiro seguinte usa um novo pedaço do trocador descartável!

Além disso, eles também tem saquinhos de plástico disponíveis pra jogar fora as fraldas sujas, e uma lixeira bem vedada, para que o quartinho não fique com cheiro de fralda!

No outro lado tem uma pia com sabonete liquido e toalha de papel, e uma tomada e um “aparelho” onde você pode encaixar uma mamadeira ou potinho de comida para ser aquecido! (num avião você pode pedir pra um comissário aquecer a mamadeira ou comida de seu filho, mas em trens não, pois não existem “funcionários” de bordo).

Achei o máximo! Tanto na viagem de ida quanto de volta os quartinhos de bebê estavam limpos e bem fornidos. Um super conforto para famílias viajando de trem!

Se seus filhos já forem maiorzinhos, também aconselho que você leve comida/lanches o suficiente pra viagem, pois apesar de ter um vagão-restaurante, as opções de comida disponíveis nem sempre são apropriadas para crianças (geralmente só vendem refrigerantes, bebidas alcoolicas, sanduiches, salgadinhos e tal).

Então apesar de que a viagem é curta, para evitar apertos é melhor comprar alguma coisa já na estação mesmo, antes de embarcar (a estaçnao de St Pancras em Londres tem uma Boots que vende muitas opções de comidas de bebês, além de uma Marks & Spencer – que é um supermercado – com opções de frutas, sucos, biscoitos etc, ou cafés como Starbucks, Costa e Café Nero que geralmente tem mais opções de sanduiches, muffins, cookies, saladas de frutas etc.)

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X
13
Jun
2013
Roteiro de viagem pela Provence
Escrito por Adriana Miller

A maior dificuldade de planejar esse tipo de viagem é justamente decidir o que visitar.

Afinal, a região é enorme, interessantíssima e sempre vai ter aquele amigo do amigo no Facebook que vai deixar um comentário “Ah… não foi na cidadezinha tal?!? Mas é a mais bonita/interessante/exótica/autêntica etc.”

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Ou seja, antes mesmo de sair de casa, saiba que é impossível conhecer tudo – e é impossível conhecer tudo que você quer conhecer.

No nosso caso, ainda tivemos que combinar os gostos turísticos de 4 famílias diferentes, com tempo e atrações pra 4 crianças em idades diferentes.

Então simplificamos: como ficaríamos hospedados numa Villa, e não trocando de hotel a cada par de dias, tínhamos que escolher cidades que ficassem no máximo a 1 ou 2 horas de distancia, num diâmetro perto de onde estaríamos hospedados.

Além disso, é imprescindível alugar um carro!

Basta a carteira de motorista de seu país + passaporte (não se preocupe com carteira internacional – entre todos nós tinhamos carteiras do Brasil, EUA, UK, Austrália e Africa do Sul e nenhum de nós teve problemas com aluguel de carro) e ter mais de 25 anos pra poder alugar um carro na Europa, então nem tente fazer esse roteiro usando transporte publico.

Por mais que trens e afins sejam eficientes na Europa, nessa região muitas das cidades mais interessantes ficam afastadas das estações de trem, não tem serviço de ônibus nem taxi – o que vai fazer com que você gaste muito tempo e saúde tentando chegar de um lugar ao outro.

E acredite, nós tentamos! (no geral achei meio estressante dirigir por lá, então tentamos adaptar nosso roteiro para poder usar transporte público, mas além de muito mais difícil, ainda sairia mais caro).

E minha principal dica: reserve um GPS/SatNav com seu carro!

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As estradas são boas… mas são ruins!

São boas porque não são esburacadas, tem acostamentos e tal, mas no geral são bem estreitas e mal sinalizadas, e principalmente nessa região da Provence, muitas das cidades mais interessantes ficam em estradinhas secundárias, que achamos impossível de achar apenas usando mapas!

Nós cometemos a besteira de não reservar um GPS com os carros e eles já não tinham nenhum disponível na locadora, então tivemos que usar o Google Maps nos celulares! (que funciona super bem, mas como todos estávamos com celulares estrangeiros, a conta do fim do mês não vai ser bonita!)

Então como muita gente me pediu pra explicar direitinho nosso roteiro, aqui esta:

- 1 dia: Abadia Sénanque pela manha (quando fomos eles só abrem pela manha) e depois fomos para Gordes.

- 2 Dia: Pont du Gard e Nímes (saímos de casa já tarde e não nos demos conta de como seria difícil chegar/achar a Pont du Gard, portanto acabamos ficando sem tempo pra explorar bem Nímes)

- 3 Dia: Avignon (passamos o dia quase todo por lá, pois a cidade é bem grande. Além disso, Avignon foi um caos pra estacionar, entnao perdemos MUITO tempo procurando vaga e estacionamentos em suas ruas estreitas)

- 4 Dia: Châteauneuf du Pape (fizemos o tour na vinícola pela manha e depois fizemos uma degustação numa adega e almoçamos por lá. O resto da tarde ficamos passeando e fazendo compras pela cidadezinha)

- 5 Dia: Les Baux (fomos pela manha e passamos bastante tempo com as crianças no “Carrières de Lumières”, depois almoçamos na cidade antiga e passamos o resto da tarde por lá).

Nós ficamos um total de 7 dias, mas como estávamos com um grupo grande e várias crianças – além de estarmos hospedados numa casa maravilhosa – nossa intenção realmente não era explorar cada canto disponível da Provence.

Escolhemos a dedo o que preferíamos fazer, e deixamos muita coisa de lado de propósito, o que foi o grande segredo desse roteiro – misturamos algumas cidades grandes (Nímes e Avignon) com vilarejos belíssimos (Gordes e Les Baux), vinícolas, história etc e claro, muito tempo pra curtir os amigos e relaxar bastante!

As informações sobre a aluguel de casa e carro na Provence estão aqui.

 

 

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4
24
May
2013
Viajando – SOZINHA! – de avião com um bebê
Escrito por Adriana Miller

Além das dicas e experiências que já dei no post sobre como viajar de avião com bebês, eu acabei adaptando algumas coisas para os voos que fiz sozinha com a Isabella (ida e volta da nossa viagem pro Brasil – 11 horas de voo em cada perna!).

A viagem em si não muda muito nem piora… apenas alguns aspectos se tornam mais complexos sem ter mais alguém pra dividir as tarefas de cuidar de um bebê por várias horas seguidas em um ambiente confinado!

- Reserva e escolha de assento:

O básico ainda vale, mas depois de viajar duas vezes com o Aaron do meu lado, me dei conta que a melhor opção seria um assento de corredor (eu SÓ viajo na janela! É mania… mas tive que dar o braço a torcer…).

Porque mesmo nas fileiras frontais, que tem mais espaço pra perna e tal, quando o berço esta posicionado não sobra espaço pra quem estiver na janela/meio sair de sua poltrona, pois as pernas ficam trancadas em baixo da “bandeja”.

Então quando você esta sentada do lado de alguém que conhece, não tem problema pedir pra pessoa se levantar no meio do filme (ou do sono!) pra você conseguir trocar a fralda do seu bebê, mas se vocie tiver que pular o colo de um estranho, a coisa já complica!

Então estando no assento do corredor o seu acesso fica mais livre pra ir ao banheiro, passear pelos corredores se o bebê estiver entediado, caso precise pegar alguma coisa da mala de mão no bagageiro e afins…

- Peça e aceite ajuda!

Eu e o Aaron fizemos a piadinha de que viajar com filhos é como voltar a ser mochileiro: quem já mochilou sozinho sabe numa viagem dessas basta ver outra pessoa com uma mochila nas costas pra virar seu melhor amigo! As mochilas se atraem, vocês trocam dicas de viagem, de albergues, racham o taxi, saem pra passear juntos. Todos unidos pela “doutrina” da mochilagem.

E viajar com bebês é exatamente igual! Bebês, crianças e famílias se atraem!

A anos que não batia tanto papo com tantos estranhos na minha vida! Todos querem saber a idade do seu bebe, se é sua primeira viagem, para onde vai, e sempre tem alguma dica proveitosa!

Na ida pra Denver conhecemos uma mãe viajando sozinha com uma bebe de 9 meses, e acabamos ficando melhores amigos dela!

Claro que você tem que tomar certos cuidados (eu que não vou deixar a Isabella no colo de um estranho no meio do aeroporto!), mas uma vez dentro do avião (que convenhamos, mesmo alguém com a pior das intenções não tem pra onde fugir!) eu pedi e aceitei ajuda sem pudor!

Pedi pra comissária segurar a Isabella enquanto fui ao banheiro, pedi pro passageiro do meu lado colocar minha mala de mão no bagageiro e o que mais precisei!

Lógico que sempre rola algum mau-humorado que te olha de cara feia quando vê um bebê no avião (#EraDessas), mas no geral eu me surpreendi com o quanto as pessoas são super simpáticas com pais e mães viajando com crianças pequenas! Afinal, quem resiste a um sorriso banguela?!?!

- Praticidade!

Eu já fico pra morrer quando vejo #LookDoDia emperequetados em aeroportos (viagem longa tem que ser confortável minha gente!!!), mas com um bebê então nem se fala!

Calça e sapatos confortáveis, para horas sentada numa poltrona apertada (e potencialmente com alguém no seu colo!) e que sejam fácil de trocar.

Não tivemos nenhum acidente com minhas roupas, mas só por precaução fui com calça + regata + uma blusa por cima. A regata por baixo foi simplesmente para que eu pudesse trocar de roupa sem ter que ir ao banheiro caso precisasse trocar alguma coisa.

Afinal, e principalmente viajando sozinha com a Isabella, se ela vomitasse ou tivesse uma fralda explosiva em mim, com que eu a deixaria enquanto vou tranquilamente no banheiro me trocar? Pois é…

Uma coisa é pedir pro desconhecido da poltrona ao lado ficar de olho nela enquanto ela esta de bom humor e sorridente, mas se a coitadinha começasse a vomitar e passar mal, não dava né?!

Outro aspecto que tive que ser bem pragmática foi com minha bolsa de mão.

Assim como falei no outro post sobre viagem com bebês, levei uma bolsa de fralda mais a mala de mão com ítens extras, mas eu sempre fui super fã de viajar com uma super bolsa de mão comigo!

Mas nos voos em que estava sozinha isso mudou… Senti falta de muita coisa, mas nada que não conseguisse sobreviver algumas horinhas (e numa emergência, esses itens estavam todos na mala de mão no bagageiro!).

Então comigo estava apenas uma bolsinha pequena (e com fecho de ziper que eu pudesse abrir e fechar com uma mão só!) com um porta cartões, passaportes, celular, fone de ouvido, protetor labial e lençø de papel. E só. De peso nos ombros já bastou meu pacotinho de 6 quilos!

- Equipamento:

Achei super cômodo levar o carrinho até a porto do avião, porém nos voos sem o Aaron, despachei a mala junto com a bagagem, numa tentativa de diminuir a quantidade de tralha a carregar.

Como a Isabella ainda é novinha, ela foi confortavelmente no canguru, e eu fiquei com as mãos livres!

Se seu bebê já for maiorzinho, talvez valha a pena ficar com o carrinho, pra evitar ter que carregar uma criança de muitos quilos nos braços aeroporto afora!

- Entretenimento a bordo:

O voo de ida pro Brasil foi durante o dia e minha principal preocupação era como entreter a Isabella durante o dia sem uma pessoa a mais pra fazer caretas, cantar musiquinhas e pegar no colo…?!?!

E isso sem dúvida foi a parte mais difícil!!

Os voos noturnos foram uma beleza, como se ela nem sequer estivesse lá comigo – em todos eles, dormiu antes de embarcar e só acordou depois de pousar!

Mas nos voos diurnos, ao contrário do que esperava, ela ficou muito mais alerta que o normal (achei que ela fosse dormir bastante por causa do barulho e movimento, mas não!), o que me causou muitas rugas de expressão de tanto fazer caretas, caras e bocas pra ela, chacoalhar o mesmo bonequinho preferido gazilhões de vezes, e depois de ser vencida pelo cansaço, colocar ela de frente pro iPad com alguma cosia passando (ela ainda é muito novinha pra assistir TV, desenhos e tal, então só tinha Downton Abbey no iPad! Hahahah! mas ela gosta mesmo é da claridade da tela!). Se seu bebê já assiste alguma coisa, tenha seus desenhos ou filmes preferidos a mão!

 

De maneira geral voar sozinha com a Isabella foi muito mais fácil e tranquilo do que imiginava, e bastou um pouquinho a mais de preparação para que não passássemos por apertos!

 

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18
21
May
2013
Liquidos na mala de mão: Crianças e bebês – produtos, leite e comidas
Escrito por Adriana Miller

Um dos procedimentos mais óbvios pra quem viaja muito, também é uma das maiores duvidas dos viajantes: afinal quais são as regras para levar líquidos na mala de mão?

Então respondendo algumas dúvidas do post anterior, apesar de algumas variações em alguns países e aeroportos, no geral a regra é bem simples e clara: nada de líquidos (cremes, géis, pastas e afins) em embalagens acima de 100ml, e sempre armazenados em sacos de plástico transparente.

Mas antes da minha primeira viagem com a Isabella me bateu a dúvida: E as coisas de bebê? Como funciona?!

Não foi difícil de descobrir – e na dúvida, basta acessar o site do seu aeroporto local.

Mas depois de passar por aeroportos em 3 países/continentes diferentes com a Isabella, vi que a regra é tão simples quanto – apenas com algumas adaptações.

De maneira geral a regra é menos rígida: é possível passar pela segurança de aeroportos com líquidos acima de 100ml quando se está viajando com um bebê de colo (até 2 anos) desde que se siga algumas regrinhas.

- Produtos industrializados:

Na Europa e nos EUA é muito comum que pais comprem fórmula (leite artificial) para bebês e crianças já na versão preparada, em caixinha ou garrafinha, pois é bem mais prático que levar pó + água e mais durável também (por ser uma mistura estéril).

(Algumas marcas até vendem garrafinhas que encaixam com um bico descartável e esterilizado – então você nem precisa levar mamadeiras se não quiser!)

Essas embalagens variam em tamanho, mas geralmente tem entre 90ml a 200ml – mas desde que sejam produtos industrializados e estejam lacrados, você pode passar com eles pela segurança sem problemas.

A única restrição nesse caso é que você só pode levar leite preparado numa quantidade suficiente para a viagem – ou seja, para um voo transatlântico, por exemplo, você pode levar algumas caixinhas para o voo, mas não pode levar o suficiente para as férias inteiras (nós levamos dezenas de caixinhas – sempre usamos para passeios pois realmente é bem mais pratico – mas todas nas malas despachadas).

Na segurança do aeroporto Heathrow em Londres, nós tivemos que abrir uma das caixinhas, aleatoriamente escolhida pela funcionária do aeroporto para provarmos o leite – mostrando que o liquido não esta contaminado.

Ja no aeroporto de Denver, nos EUA e no Rio de Janeiro, não tivemos que provar nada – bastou estar lacrado.

O mesmo vale para potinhos com papinhas e comidas de criança preparadas. Desde que sejam industrializadas e lacradas você pode viajar com embalagens acima de 100ml, e talvez tenha que abrir uma dela para provar, talvez não.

- Produtos não industrializados:

Se seu filho(a) ainda esta amamentando exclusivamente, então não ha nada que se preocupar: a “embalagem” do leite passa pela segurança sem problemas!

Mas caso você queira levar leite materno numa mamadeira, por exemplo isso pode vir a ser um problema. Na verdade você até pode passar com mais de 100ml de leite materno sem problemas, porém terá que provar o leite, o que pode vir a ser um problema pois a mamadeira/leite já não será mais estéril.

O mesmo é verdade para papinhas.

Caso você seja radicalmente contra dar papinhas industrializadas a seus filhos, qualquer potinho de comida “caseira” deverá ser provado ao passar pela segurança.

Uma boa solução é pedir para a cia aerea uma comida especial para a criança (que pode ser solicitada no momento da reserva da passagem, ou depois a qualquer momento até 24hrs antes do voo), que se aproxime mais com as comidas que ele/ela esteja acostumado em casa.

- Facilidades dos aeroportos de Londres:

Essa dica é pra quem vai viajar a partir de aeroportos em Londres (e Inglaterra em geral).

Os aeroportos da BAA (British Airports Authority) tem uma afiliação com a rede de drogarias Boots (que sempre tem uma filial dentro da area de embarque dos aeroportos Britânicos) onde é possível encomendar comidas, leite e produtos de bebê com antecedência, e recolher sua compra já dentro da area de embarque, depois de passar pela segurança do aeroporto.

Basta efetuar a compra através do link da Boots no site do aeroporto (como por exemplo, no Heathrow), escolher exatamente o que você quer e a quantidade, com pelo menos 48hrs de antecedência e pronto. Assim que você passar pela segurança é só ir na Boots e retirar suas compras.

Eu fiz isso quando fui ao Brasil sozinha com a Isabella – eu não bebo leite (tenho verdadeiro PAVOR do gosto de leite) e fiquei morrendo de medo de ter que provar o leite dela; então pra não correr riscos, fiz minha encomenda uns dias antes de embarcar e passei direto pela segurança do aeroporto, sem me preocupar com líquidos.

Mas caso você esqueça disso antes do voo, não se preocupe. As lojas da Boots dos aeroportos são super bem abastecidas com produtos pra bebês e crianças, com paredes inteiras de prateleiras com todos os tipos de marcas, produtos, papinhas e afins!

 - Cremes, pomadas e afins:

Já todo o resto segue a mesma regra, então caso você use cremes para assadura, ou queria levar na mala de mão hidratantes, alcool em gél, remedios etc, todos esse produtos deverão estar em embalagens menores de 100ml e dentro de um saco plastico transparente, assim como os dos “adultos”.

 

 

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16
03
Dec
2012
Globo.com – Os 10 mandamentos para viajar de Low Cost
Escrito por Adriana Miller

Esse fim de semana saiu no portal de Viagem e Turismo “G1″ do portal da Globo.com uma reportagem onde eu a Patricia Camargo demos nossas dicas de “expert” em viagens de baixo custo, usando as polemicas empresas de Low Cost.

Na reportagem  dividimos algumas licoes aprendidas ao longo dos anos sobre como tirar maior proveito desse tipo de viagem e voo, e varias dicas praticas sobre como evitar roubadas e as tais das taxas extras…

A minha selecao completa de dicas e links (tem ate um video!) estao aqui (tanto na Europa quanto na Asia)!

 

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17
09
Aug
2012
Viajando Gravida: 1o Trimestre
Escrito por Adriana Miller

O Primeiro trimestre da gravidez eh o mais chatinho e o mais delicado – muitas mulheres se sentem muito mal, e qualquer mudanca na rotina soh piora os sintomas e multiplica a sensacao de inutilidade (eh muito cansaco!!).

Portanto, tecnicamente eh um periodo nao muito recomendado para viagens e mudancas drasticas de rotina, e um periodo em que em muitos casos as mulheres preferem nao viajar.

Esse foi tema polemico nos posts sobre o segundo e terceiro mes da minha gravidez, entao achei que esse post esclareceria algumas duvidas sobre como esta sendo a minha situacao (e claro, cada gravida e cada gravidez eh muito diferente e nao ha regras nem padroes).

No meu caso, isso foi uma das primeiras perguntas que fiz ao meu medico e tivemos uma conversa franca sobre minha situacao. Segundo ele, no meu caso especifico, nao existiam grandes complicacoes nem contra-indicacoes. Dentro do meu proprio limite (que coube a mim saber identificar), estava liberada pra viajar o quanto quisesse e precisasse!

Ate que se provasse o contrario, a gravidez estava progredindo saudavelmente e eu estava me sentindo bem fisicamente – e o principal:  EU estava me sentindo bem e queria poder continuar minha vida normalmente. Muitas mulheres se sentem “frageis” nessa fase, e isso eh uma coisa importante de se respeitar. Ta afim de ficar em casa com os pes pra cima sendo paparicada? Entao tem mais eh que ficar mesmo!

Porem, por precaucao medica, eu nunca saia de casa sem o numero da clinica e do telefone particular do medico, alem dos detalhes do meu plano de saude (que eh internacional e me cobre em qualquer lugar do mundo) e de viagem. Entao se alguma emergencia ocorresse, eu tinha a quem acudir mesmo longe de casa.

Outra coisa interessante que o medico falou eh que a unica contra indicacao no primeiro trimestre eh nao experimentar “novidades” que seu organismo pode nao saber como lidar muito bem num periodo em que o corpo passa por tantas mudancas. Entao viajar (assim como fazer exercicios por exemplo), eh uma atividade liberada, desde que seja algo que voce ja faca normalmente e seu corpo ja esteja acostumado.

Ou seja, se voce nunca fez um voo Transatlantico e nao sabe como seu organismo vai reagir (ar seco do aviao, aumento de pressao nos ouvidos, problemas de circulacao nas pernas, jet lag, poltronas apartadas etc), entao um voo longo se torna uma atividade nao-recomendada nesse periodo.

Como eu ja viajo praticamente toda semana (a trabalho e/ou a passeio), poderia continuar viajando sem problemas – e foi exatamente oque fiz, e nao tive nenhum problema, nenhuma complicacao nem efeitos desagradaveis.

Porem a cada novo voo (principalmente nos mais longos que fiz no primeiro trimestre – voos de 12 horas pra Namibia e mais voos de 13 horas pro Rio de Janeiro - ida e volta!) eu usei alguns truques que achei que ia facilitar minha vida e meu conforto durante e depois do voo. Todos sao puro senso comum, mas sempre funcionam!

- Agua, agua, agua! Beber muita agua antes, durante e depois do voo – e mais que nunca evitar qualquer bebida com cafeina.

- Meias de compressao. Meu maior receio era ficar com as pernas inchadas ou ate mesmo ganhar algumas varizes no processo, entao fui na farmacia e comprei meias de compressao especificas pra voos. Funcionaram perfeitamente bem. Como nunca fico (ou ficava, antes de engravidar) inchada em voos, nao sei dizer se o merito eh todo da meia, ou da minha predisposicao, mas de qualquer maneira achei que valeu a pena nao arriscar! Aqui eh Londres eh possivel achar meias especificas pra voos em qualquer farmacia (eu comprei as minhas na Boots), mas pra quem esta no Brasil a boa e velha meias Kendall, quebram o galho!

- Lanches: Nessa fase de primeiro trimestre eu sabia que apenas 2 tipos de comida me acudiriam caso eu acordasse morrendo de fome no meio do voo, ou se sentisse enjoo: biscoitos “secos” e frutas. Entao levei umas macas e tangerinas na bolsa (que comprei na Boots depois de passar pela seguranca) e uns saquinhos de pretzels e biscoitinhos integrais. Acabei nem comendo tudo, mas acho que so de saber que tinha comida por perto durante um voo longo ja me deixou mais tranquila (eu sabia que era a sensacao de fome e estomago vazio que estava me deixando mareada nessa fase).

- Conforto – Qual poltrona escolher: Ambos os voos longos foram de classe economica e tive que fazer uma escolha ao decidir qual assento queria: ou ficava no corredor com livre acesso ao banheiro (importantissimo!), ou ficava na janela pra poder dormir. Acabei optando pelo assento da janela, pois sabia que fisicamente ia me sentir mais confortavel por ter um lugar pra me enconstar, apoiar a cabeca, tirar um cochilo (eu sempre dou preferencia a poltronas na janela, do lado direito do aviao – eh mania!). Foi um saco ter que ficar pedindo pras pessoas se levantarem cada vez que eu queria ir ao banheiro, mas de maneira geral esse foi um pequeno detalhe perto do conforto geral dos voos longos.

- Conforto – Oque vestir: Acho que nunca me vesti tao mal em voos quanto no primeiro trimestre!!! So pensava em ficar confortavel, e so de me imaginar sentada numa poltrona pequena, usando calcas e roupas que ja mal me serviam por horas a fio, ja me dava vontade de cancelar tudo! Entao em ambos os voos, viajei de calca molinha de Yoga, camisetona larga por cima, sapatilha nos pes (mais facil de tirar e por, e mais confortavel caso meus pes inchassem), um cardigan quentinho e cachecol. Alem da almofada de pescoco e tapa olhos. Fenomenal! Nada me apertou, nem incomodou e fiquei super confortavel o tempo todo. E a medida que a barriga for crescendo, esse item vai se tornar ainda mais importante.

- Remedios: Durante a gravidez (e principalmente no comecinho) a lista doque se pode ou nao tomar eh reduzidissima, entao por precaucao eh sempre bom ter seu estoque por perto (seja la oque for que seu medico liberou). Eu tive umas semanas que sentia uma dor de cabeca chata, e sabia que so poderia tomar Paracetamol e nada mais. Meu nariz estava ficando meio entupido, mas soh soro estava liberado, etc, etc (cada uma tera sua propria listinha). Entao pra nao arriscar precisar de alguma coisa no aviao, ou no local de destino e nao ter, carreguei meu mini-estoque sempre na bolsa comigo. Ah! E ai eu inclui tambem repelente (tanto na viagem pro Brasil quanto pra Namibia) pois gravidas tambem tem uma seria de restricoes a quais repelentes podem usar (ja que sao quimicos muito fortes e absorvidos pela pele). Qualquer coisa que inclua DEET eh terminantemente proibido, entao comprei repelentes “organicos” para gravidas e bebes que sabia que nao encontraria em outros lugares.

- Contatos de emergencia: Como disse acima, nunca entrei num aviao sem ter todos os contatos de emergencia a mao: Nome e telefone do medico/clinica que estou fazendo o pre-natal, numero de emergencia para noite/fim de semana, cartaozinho e police do seguro de saude, carteirinha de vacinacao e uma pesquisa previa de nomes e contatos de medicos que falam Ingles no meu local de destino (uma dica otima dada por uma midwife/parteira que agora sempre consulto antes de viajar – nada pior doque ficar doente e nao conseguir se explicar na sua lingua pro medico!). Gracas a Deus nunca precisei de nada disso, mas eh sempre bom estar preparada!

- Jet lag: No geral eu nao sofro muito com jet lag, mas a adptacao varia bastante se estou viajando de leste pro oeste e vice versa, ou se eh uma viagem a passeio ou a trabalho. Durante esse periodo de primeiro trimestre eu estava tao cansada o tempo todo, que foi dificil separar oque era jet lag ou nao jet lag. Por sorte, como a unica viagem com fuso horario grande (de Londres pro Brasil) foi 100% ferias, eu pude descansar bastante, dormir e acordar quando quisesse, oque facilitou a adaptacao do fuso na volta pra casa e trabalho. E pra mim o mais importante foi tentar nao “forcar” demais uma adaptacao ao horario local, justamente pra evitar sofrer demais na volta pra casa (e rotina, reunioes, etc).

 

O moral da historia eh que nunca entre num aviao sem o conhecimento e aprovacao do seu medico, e se qualquer coisinha estiver fora do normal, ou voce ja nao estiver se sentindo muito bem, melhor deixar a viagem pra la e cancelar tudo doque colocar a sua saude e do bebe em risco – voce tera uma vida inteira pela frente pra fazer qualquer viagem que nao for feita nesses 9 meses!

Mas ao mesmo tempo, considerando que tudo esteja bem com mae e bebe, nao ha desculpas pra ficar de castigo em casa por 9 meses!

Gravidez nao eh doenca, e eu estou achando super importante manter minha vida o mais “normal” possivel durante essa fase – ja que tanta coisa vai mudar depois!

 Agora que ja estou no segundo trimestre (que eh a fase mais traqnuila e oba-oba da gravidez), o ritmo continua animado, e tenho aproveitado demais esse periodo de verao Europeu pra viajar bastante! (quem acompanha o Instagram e Twitter ja deve ter percebido! @DriMiller em ambos! Segue lah!)

Entao daqui a uns meses volto pra contar sobre as mudancas e desafios de viajar gravida no segundo (e ultimo – para viagens) trimestre!

 

Categorias: Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Gravidez
35
27
Feb
2012
Guia Generico de Viagem de Low Cost pela Asia (Parte 2)
Escrito por Adriana Miller

Voltando ao topico de viagem pela Asia… Mais algumas conclusoes e recomendacoes filosoficas que aprendi depois de 3 viagens distintas que cobriram 10 paises do continente (a primeira foi essa, a segunda essa, e a ultima essa aqui).

Alem de todos os principios basicos de viagem de baixo custo em qualquer lugar do mundo, uma coisa que vale a pena salientar na Asia sao as distancias.

Pelo menos no meu caso, por morar e viajar a tantos anos pela Europa, eu acabo com aquele conceito de que viagem low cost = viagem baratinha e viagem rapidinha. Porque afinal, morando em Londres eh super facil achar uma passagem a preco de banana, e com apenas um voo de 2 horinhas, eh facilimo ir passar um fim de semana em Roma, ou Barcelona, ou Compenhagem, por exemplo, mesmo que estejam em extremos oposto do continente.

Entao pra mim a primeira coisa a adpatar foram justamente as distancias e tempo de viagem.

Afinal ao olhar um mapa do Sudoeste Asiatico eh facil cair no erro de achar que esta tudo ali pertinho… mas a verdade eh que geograficamente a regiao eh enorme, e pouquissimos voos serao menos de 3 ou 4 horas! A principio isso pode parecer pouca coisa e passar despercebido, mas somado ao translado a aos aeroportos em cidades muitas vezes sem boa insfraestrutra, mais check in, mais voo, mais desembarque, etc, cada voo pode ser um dia inteiro perdido.

Um voo entre Cingapura e Xangai, por exemplo,  demora mais de 6 horas, que eh mais longo do que um voo entre Londres e Nova Iorque!

O segundo ponto, e que talvez seja o princiapl sao as conecoes de voos e transporte.

Apesar de que nao viajamos muito por fora do circuitao turistico, ainda assim a regiao tem uma infraestrutura em fase de desenvolvimento, oque significa que os aeroportos ainda nao sao capazes de atender a demanda de voos, os padroes internacionais de seguranca e conforto, ou simplesmente nao tem essa tal estrutura e ponto final.

As dezenas de cias aereas que vao pipocando pela Asia, e vem  expandidndo seus roteiros ano apos ano, ajudam bastante, mas ainda estao longe de atender a todos os formatos de roteiros. Entao eh importantissimo analisar todas as opcoes de destinos e roteiros – de acordo com as disponibilidade de voos e transporte entre eles – antes de bater o martelo num roteiro para sua viagem.

Alem disso, ao contrario doque vemos hoje em dia na Europa, as empresas aereas na Asia ainda sao muito regionais, oque significa que cada pais tem a sua, oque atende perfeitamente as necessidades locais, porem que se tornam incrivelmente limitadas quando um turista quer aproveitar a viagem para cobrir varios destinos de uma vez soh (como sempre eh o nosso caso).

Entao oque acabamos fazendo na primeira vez que fui a Asia (combrindo Tailandia, Malasia, Vietnam e Camboja) foi adicionar dias – e retiar destinos – do nosso roteiro final, pois seria praticamente impossivel conseguir fazer uma viagem fluida entre esses paises que fosse ao mesmo tempo economica financeiramente e de tempo.

E foi justamente por isso que incluimos Kuala Lumpur em vez do Laos, por exemplo. Afinal em 2008 a Air Asia (nem nenhuma das muitas outras cias) nao oferecia voos diretos entre todas as cidades que queriamos visitar, e acabamos chegando a conclusao que a nossa melhor opcao sempre incluir uma conexao em KL.

Entao aproveitamos pra passar uns dias e conhecer a cidade, mas no decorrer da viagem, acabamos tendo que voltar pra Malasia outras vezes apenas pra conectar os voos entre Camboja e Vietnam.

Ou seja, olhando no mapa esses dois paises sao vizinhos, e estao ali pertinho, porem as opcoes de transporte por terra eram precarios e demorariam demais, e os voos diretos (entre Sien Reap e Hanoi no nosso caso) tinham horarios muitos restritos e/ou precos exorbitantes.

A solucao? Conjugar dois voos da Air Asia, passando por Kuala Lumpur – e gastando um dia inteiro de nossa viagem.

E nessa ultima viagem pela Asia nao foi diferente. Ao brincar de multipla escolha entre todos os destinos que gostariamos de ter incluido, levando em consideracao nosso tempo disponivel e orcamento, vimos mais uma vez que teriamos que dedicar alguns dias inteiros a voos e conecoes, e que mais uma vez nao conseguiriamos escapar do Aeroporto de Kuala Lumpur.

E foi isso que fizemos: em vez de pegar um voo direto entre Hong Kong e Bali, por exemplo, voamos de Macau pra Kuala Lumpur, passamos algumas horas no aeroporto, e no fim do dia pegamos um outro voo para Bali.

Nesse processo perdemos um dia inteiro, mas economizamos mais de 3/4 do preco da passagem (o voo direto custava perto dos 500 dolares, enquanto que o voo Air Asia via KL custou apenas 100).

E uns dias depois o mesmo aconteceu na viagem entre Cingapura e Xangai.

Poderiamos ter passado um dia inteiro entre conexoes mirabolantes ou ter pago uma pequena fortuna num voo direto. Mas a melhor opcao foi na verdade, mais uma vez conectar em KL e dessa vez passar a noite no aeroporto.

A conclusao foi que a passagem propriamente dita saiu incrivelmente mais barata (cerca de 80 dolares, em vez dos quase 600 de uma voo direto ou via Hong Kong), e acabamos economizando bastante tempo, pois saimos de Cingapura no fim do dia (entao conseguimos aproveitar bastante do nosso dia na cidade), dormimos em KL  por apenas 15 doalres (que seria um tempo desperdicado em aerportos e conexoes) e no dia seguinte bem cedinho pegamos o voo da Air Asia pra Xangai – e ainda conseguimos chegar na cidade a tempo de curtir a tarde e a noite na cidade.

Um otimo site pra ajudar a dar formato a toda essa analise combinatoria de voos, destinos e opcoes eh o SkyScanner, que ja falei aqui no blog outras vezes, e que eh um otimo buscador de voos, sempre inclui as cias de baixo custo em suas buscas e vai te dando um primeiro feeling sobre oque eh possivel entre cada um de seus destinos.

E depois disso, eh lapis e papel na mao anotando precos, horarios, conexoes e opcoes e indo decidindo ponto a ponto oque eh mais valioso pra voce: tempo ou dinheiro?

Minha “licao aprendida” dessa vez foi ser muito mais controlada no calendario, e a medida que ia anotando e fazendo escolhas de voos, ia marcando tudo num calendario (um template que voce pode baixar diretamente no seu Word ou Exell, olha esses exemplos aqui) os horarios de chegada e saida, tempo de conexoes, noites em cada destino e tal, pra nao deixar nada escapar pelos cantos (como aconteceu quando estavamos na Tailandia na primeira vez!).

Outra coisa que vale a pena ressaltar sao essas tais conexoes: quando voamos com low cost todos os voos sao avulsos, entao as “conexoes” na verdade nao se conectam.

A cada voo voce tem que desembarcar, passar pela imigracao, recolher sua bagagem, andar ate a area de embarque do aeroporto, fazer check in, passar novamente pela imigracao e seguranca e embarcar.

Ou seja, cada voo tem que ser cronometrado nos minimos detalhes, com bastante tempo de folga pra dar tempo de fazer todo esse circuito-olimpico-aeroportuario e ainda levar em consideracao possiveis problemas e atrasos.

O moral da historia eh que ao programar esses roteiros mirabolantes voce fica a merce de sua sorte, e seu planejamento – se alguma coisa acontecer e voce perder seu voo, ja era. Ao contrario de cias aereas normais, onde voce compra voos integrados, com as low cost cada voo eh 100% independente do proximo, e eles nao tem nenhuma responsabilidade em encaminhar bagagem perdida, remarcar voos atrasados, fornecer hotel ou refeicoes por conexoes perdidas nem nada do que seria normal para uma comania aerea normal.

No nosso voo entre Macau e Bali, via KL, por exemplo, eu marquei a segunda perna da viagem (o voo entre KL e Bali) com uma conecao de mais de 5 horas. A principio ficamos achando que seria um exagero, mas acabou que entre todo processo desembarque-reembarque, na verdade tivemos apenas 1 hora de espera entre um voo e outro.

Numa situacao normal de conexao de voos, umas 2 horas teriam sido suficientes, mas quando voamos low cost, quando mais horas entre as suas conexoes, melhor.

E foi tambem por isso que optamos passar uma noite em KL antes de voar pra Xangai. Assim sabiamos que mesmo se o voo atrasasse horrores, ou se demorassemos muito na imigracao, teriamos um hotel a nossa disposicao a noite toda, sem nos preocupar com o horario do proximo voo.

Entao o moral final da historia eh que na hora de planejar sua viagem pela Asia, as dicas praticas de qualquer planejamento de viagem continuam sedo as mesmas: A sua maior decisao sempre sera Tempo X Dinheiro, e com certeza seu roteiro final nao vai incluir todos os destinos que voce gostaria de ter conhecido durante sua viagem (que aliais, o Riq Freire escreveu um post otimo sobre sso no outro dia).

Eh uma regiao que por mias que ainda seja barata de se viajar, demanda muito mais planejamento e preparo, e definitivamente vai gastar muito mais seu tempo doque um role pela Europa.

 

Categorias: Dicas (Praticas!) de Viagem, Viagens, Voos Low Cost
33
20
Feb
2012
Guia Generico de Viagem Low Cost pela Asia (Parte 1)
Escrito por Adriana Miller

A midia sempre comenta sobre como a internet deixou o mundo “menor” e tal, oque nao deixa de ser verdade. Porem, se voce esta planejando uma viagem qualquer, ja deve ter reparado que o grandissimo fator que ajudou a “encolher” o mundo na ultima decada foi na verdade o surgimento das companias aereas de Low Cost!

Foram elas que fizeram possivel fins de semana ao redor da Europa, ou que sua viagem tenha um roteiro mais flexivel e criativo, com voos curtinhos a precos acessiveis – em vez das viagens interminaveis em trens desconfortaveis que antigamente conectavam as capitais do velho mundo.

E por sorte dos viajantes desse mundao, as companias aereas de baixo custo ja deixaram de ser privilegio das viagens Europeias ha muito tempo, sendo que hoje em dia a principal delas, sem sombra de duvidas eh a Air Asia (no final do post tem uma lista com todas as cias de low cost da Asia)!

Os principios basicos pra nao cair em furada quando viajar usando as “baixo custo” continuam extamente os mesmos, nao importa qual continente voce vai viajar, entao antes de falar especificamente sobre a Asia, vale a pena rever algumas dicas:

- Antecedencia:

Isso vale pra qualquer tipo de viagem, mas principalmente quando falamos de low cost, quanto antes voce se planejar e marcar suas passagens, melhores serao suas chances de achar aquelas super barganhas a preco de banana.

A medida que os meses, semanas e dias vao se aproximando da data de sua viagem, as tarifas de ultima hora passam de baratinhas pra exorbitantes-meu-deus-como-eles-sao-sem-nocao-de-cobrar-isso. Entao a nao ser que voce tenha total flexibilidade pra mudar seus planos de acordo com as promocoes de ultima hora, nao deixe sua reserva de passagem pra ultima hora.

- Taxas extras e impostos:

Sim, as passagens sao baratas  – e as vezes praticamente de graca! – mas SEMPRE, sempre vem a surpresa das taxas extras e impostos na pagina final de sua reserva.

E essas taxas tambem variam bastante de destino pra destino, ja que cada pais/aeroporto aplica diferentes taxas de embarque, impostos extras (como por exemplo as taxas de poluicao  – “Carbon footprint” – ou de suplemento de combustivel – “fuel surcharge”), taxas de cartao de credito, taxa de check in, etc, entao sempre vale a pena brincar com diferentes possibilidades de destinos e ver oque vale mais a pena de acordo com seu orcamento.

Entao lembre-se sempre que aquela tao sonhada passagem de 10€ ate pode aparecer no seu caminho, mas provavelmente no clique final  vai custar facilmente un 200% ou 300% a mais (e provavelmente muito mais que isso).

Por exemplo, o nosso voo entre Kuala Lumpur e Cingapura de Air Asia custou zero S$, isso mesmo ZERO dolares, porem ao adicionar as taxas, impostos e franquia de bagagem despachadas, acabamos pagando cerca de 50 doalres de Cingapura cada um. OU seja, continuou super barata, porem com uma valor final de 500% a mais doque o “preco da passagem” original.

Alguns itens a levar em conta antes de marcar sua pasagem low cost:

  • Todas as taxas e impostos impostos por seu destino
  • Taxas extras opcionais: embarque preferencial, assento com espaco extra, peso de bagagem, check in on line ou presencial, seguro de viagem, franquia para bagagem de mao, refeicoes, almofada e manta, etc

- Bagagem:

As polemicas sobre as franquias de bagagem das cias de baixo custo sempre sao as mais acalentadas – se voce for pego desprevenido e exceder o limite de bagagem, provavelmente tera uma experiencia que possivelmente poderia estragar (parte) da sua viagem.

Hoje em dia nenhum compania aerea de baixo custo inclui bagagem despachada no preco da bagagem, e portanto se voce quiser viajar com sua bagagem saguramente no porao do aviao, tera que pagar a mais pra isso.

Fique atento ao peso permitido, as diferencas de precos entre os limites de peso (geralmente o preco da bagagem despachada eh cobrado por peso – quanto mais pesada, mais cara), e o preco cobrado por cada quilo acima do seu limite (ou fracao de quilo ou libras).

A regra eh clara e a matematica nao falha: viajar low cost nao combina com malas pesadas, e cada grama acima do seu limite custara praticamente o mesmo preco que voce pagou pela passagem!

E nao esqueca de prestar muita atencao na mala de mao: nos ultimos anos, alem de cobrarem por malas despachadas as companias aereas tambem estao limitando sua bagagem de mao.

Muitas delas ainda mantem a regra do peso liberado (pode levar quanto quiser, desde que voce consiga carregar), enquanto outras sao bem restritas em relacao ao peso.

A Europeia Ryanair e a Asiatica Air Asia permitem apenas 7 quilos por bagagem de mao, e suas 7.000 gramas de bagagem sao verificadas e inspecionadas com uma balanca de precisao cirurgica bem ao lado do portao de embarque. Quem nao passa no teste, nao embarca – ou paga caro por isso.

Eu ja presenciei inclusive o absurdo de um comissario de recusar a ajudar uma passageira que nao conseguia colocar sua mala de mao no bagageiro (na Easyjet). A resposta dele foi simples e direta: “Voce so pode viajar com aquilo que consegue carregar”. Logo depois um outro passageiro se levantou de sua poltrona e ajudou a senhora.

Eu sei que essa foi uma situacao extrema, porem um otimo exemplo de que as empresas de baixo custo nao medem esforcos para impor suas regras – afinal sao os eventuais deslizes dos passageiros que garantem o lucro dessas empresas.

E claro, nao esquecendo da regrinha de bagagem de mao UNICA.

Acho que essa deve ser uma das perguntas que mais respondo aos leitores do blog. Uma unica bagagem de mao significa isso mesmo: 1 mala OU 1 bolsa feminina OU 1 mochila de camera fotografica OU 1 bolsa de laptop OU 1 bolsa de bebe, e assim adiante.

Se vc eh mulher e quiser levar sua bolsa MAIS sua bagagem de mao, sera barrada na porta de embarque. Idem para homens com uma mochilinha MAIS uma bolsa de laptop. Sua bolsa/mochila/sacola tem que caber dentro de sua outra bolsa/mochila/sacola/mala ou entao um de seus volumes devera ser despachado para o porao do aviao (nesse video oque eu mostro direitinho como eh todo o processo de viajar de low cost).

- As regras mudam toda hora…

Uma das ciladas de reservar passagens com antecedencia eh que essas regrinhas chatas e traicoeiras mudam toda hora.

Com a crise se espalhando pelo mundo e afetando as cias aereas, cada mes mais “novidades” sao lancadas pra economizar custos e aumentas os lucros de ditas empresas.

Entao mesmo se vc reservou sua passagem com direito a check in no aeroporto, caso essa regra mude ao longo dos meses, oque vale eh a regra que estiver em efeito no dia do seu embarque. Entao se vc nao verificar e reconfirmar tudo de novo, tera que pagar uma taxa extra para fazer check in no aeroporto, por exemplo.

No nosso caso da viagem pra Asia, quando eu reservei as passagens la em Agosto de 2011 a Air Asia permitia 2 bolsas de mao com peso livre por passageiro. 1 semana antes da nossa viagem quando fui verificar os ultimos detalhes vi que as regras tinham mudando drasticamente e que portanto soh poderiamos viajar com uma unica bagagem de mao e com limite de peso de apenas 7 quilos.

Obviamente foi um grande susto e tivemos que rapidamente rever nossas malas e o peso/volume de coisas que pretendiamos levar!

 

Para mais detalhes sobre todas essas regrinhas e outras, veja esse port AQUI.

 

  •  Lista de compania Aereas de baixo custo (low cost) da Asia:

 

- Air Asia: http://www.airasia.com

A opcao perfeita pra quem vai viajar pelo Sudoeste Asiatico, as essa giagnte da Malasia ja se espalhou para mais de 10 paises, cobrindo rotas que incluem China, India, Sri Lanka e ate mesmo Londres e Paris!

- Tiger Airways: http://www.tigerairways.com

Baseada em Cingapura, uma otima opcao que conecta a ilha a varios outros destinos pela Asia.

- Bangkok Airways: http://www.bangkokair.com/

Tecnicamente nao eh uma low cost, mas sempre tem otimas tarifas promocionais para viagens internas pela Tailandia – com a vantagem de servico padrao “normal” (foi a empresa que voamos entre Bangkok e Koh Samui).

- Nok Air: http://www.nokair.com/

Outra otima opcao de pasagens low cost para viagens internas pela Tailandia. mas eles voam pela aeroporto secundario de Bangkok e os destinos e horarios sao bem limitados.

- Lion Air: http://lionair.co.id/

Cia aerea baseada na Indonesia, e uma otima opcao pra voos internos pelo pais, conectando quase todas as ilhas.

- Vietnam Airlines: http://www.vietnamairlines.com

Mais uma que tecnicamente nao eh low cost, mas que otimos precos custo-beneficio, principalmente porque conecta destinos secundarios do Vietnam com outras cidades no Sudoeste Asiatico que geralmente ficam de fora das rotas das grandes empresas.

- JetLite e Jet Airways: http://www.jetlite.com/

A JetLite eh a spin off de baixo custo da Indiana Jet Airways. Nos fizemos o roteiro completo da India, Nepal e Sri Lanka voando um combinado de Jet Airways (que voa para todo o mundo, inclusive Londres) e a JetLite que faz os destinos domesticos e regionais. Precos incriveis, servico excelente!

- Cebu Pacific Air: http://www.cebupacificair.com/

Mais uma empresa que nao eh low cost, mas que serve a extensa (e de dificil acesso) malha de ilhas nas Filipinas. Nunca voei com eles, mas quando ainda estava debatendo entre Indonesia e Filipinas, as melhores opcoes de voos eram com elas.

 

- Hong Kong Airlines: http://www.hongkongairlines.com/

A melhor opcao de voos internos pela China que conectam Hong Kong ao resto da Asia. A melhor opcao de baixo custo para fugir da (excelente) carissima Cathay Pacific quando sua viagem pela Asia inclui Hong Kong (foi a empresa que usamos para voar entre Beijing e Hong Kong).

- China Eastern: http://www.flychinaeastern.com/

Uma impressionante malha de voos e horarios conectando toda a China, mas principalmente as cidades mais turisticas, que ficam no leste do pais. Os precos sao baixos (mesmo de ultissima hora, como aconteceu com a gente) e o servico de primeira (bem mais relax nas regras de bagagem!). Foi a empresa que voamos entre Shanghai e Xian e depois de Xian para Beijing.

 

Pssst: Esta procurando listas e links com as principais empresas de baixo custo da Europa? Veja esse post AQUI. (Alem de links de cias de trem, onde achar resenhas de hoteis e albergues, e varias outras dicas praticas para planejar sua viagem para a Europa)

 

Categorias: Dicas (Praticas!) de Viagem, Viagens, Voos Low Cost
19
09
Feb
2012
Olloclip – a lente para iPhone!
Escrito por Adriana Miller

Ontem de noite meu Twitter e Instagram ficaram em rebulico quando eu postei algumas fotos tiradas com minha nova engenhoca para iPhone:

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O nome dessa maravilha eh OlloClip:

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Eu comprei aqui, nesse link da Amazon.co.uk que descobri meio que por acaso fazendo minha ronda normal entre livros de viagem e fotografia.

Inicialmente fiquei meio na duvida, porque achei um tanto quanto carinho (£59, mais ou menos US$90) para um acessorio tao bobinho para um telefone celular. Entao deixei pra la.

Mas durante a viagem pela Asia senti muita falta de ter uma lente fisheye para minha camera (que nao eh possivel pois minha camera nao permite troca de lentes) ou para a camera do Aaron (que tambem fica complicado porque a camera dele eh profissa demais e as lentes fisheye sao carissimas), entao quando votlamos pra casa, revisitei a ideia.

Mas sabe como sao essas cosias de internet: um review ama de paixao mais que tudo na vida, enquanto que outra pessoa tem a pior experiencia EVAH!

Mas depois que fui pra Amsterdam apenas com meu iPhone na bolsa (sem levar outra camera), me convenci que valia a pena gastar um pouco pra incremetar minha camera do celular.

E so digo isso porque ha uns meses tras fiz a troca para o iPhone 4S que tem uma camera excellente (para padroes “camera de celular), que finalmente me convenceu que da pra ser feliz apenas com fotos de celular. Antes eu tinha um iPhone 3G que tem uma camera pessima!

Mas a camera do 4S por si soh, ja eh otima, 8MG pixels de qualidade, otima claridade e otima variacao de Aperture (apesar de que eles nao divulgam os dados tecnicos da lente utilizada). Tudo isso, mais o uso de Apps divertdas e uteis (que te permitem variar os filtros, o foco, a exposicao da luz, etc), tenho cada vez feito mais e mais fotos, e cada vez melhores utilizando apenas meu celular.

Entoa meu OlloClip chegou ontem , e de cara fiquei impressionanda de como o bichinho eh “robusto”!

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Eh bem pequeno, prem grandinho o suficiente que nao da pra ser uma cosia que vc carrega acoplado no iPhone o dia todo… entao tem que ter cuidado pra nao perder, e lembrar de carregar sempre na bolsa (ele vem com uma bolsinha protetora, e as capinhas para cada lente)!

A qualiade das fotos ficam um tanto quando distorcidas, mas neh, nao deixa de ser uma camera de celular, entao nao estou esperando ver uma de minhas fotos na capa da National Geographic nem tao cedo!

A lente eh 3 em 1, incluindo uma Fisheye (olho de peixe) de um lado, e uma Macro (super perto) do outro lado, mais uma mini lente (que conecta com o lado da lente macro) de Wide Angle (grande angular).

E olha, a coisa realmente impressionante!!

Alguns exemplos que fui tirando pela casa ontem de noite:

Um super close do meu colar “Adriana”.

20120209-094240.jpg

A visao super impressionante do meu armario, usando a lente Fisheye!

20120209-094249.jpg

Para fins de comparacao, a foto seria assim, usando apenas a lente normal do iPhone, tirada na mesma posicao:

20120209-094337.jpg

Eh ou nao eh uma diferenca gritante?!?!

Claro que compromete a qualidade (que ja nao eh assim grandes coisas) e distorce um pouco, mas fica super divertido!

Ja com a Grande Angular, da pra capturar muito mais da foto, sem distorcer tanto quanto a olho de peixe, mesmo chegando bem pertinho (da ate pra ver a sombra da minha mao segundando o celular, de tao perto que estava):

 

20120209-094313.jpg

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Fica ate dificil esconder a bagunca da casa! Olha a cozinha cheia de prato na pia e caixa de pizza ae gente!!

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Essa seria a amesma foto, sem o OlloClip:

20120209-094329.jpg

 A Macro tambem eh divertidissima, mas ela eh tao Macro, mais TAO Macro que chega a ser dificil de usar, pois vc tem que conseguir chegar MUITO perto do ponto focal pra conseguir tirar um foto boa:

20120209-094255.jpg

O problema que encontrei nos meus testes foi que ao chegar perto demais voce acaba fazendo sombra, e consequentemente a foto fica ruim… sendo que a camera do iPhone 4S ja tem naturalmente um ponto focal otimo para Macros, com um bom nivel de Apperture (apesar de nao saber quanto eh exatamente), entao acho que essa vai acabar sendo a lente que usarei menos, pois nao eh tao util, nem pratica e nem divertida quanto a FishEye!!

Instagram nunca mais sera o mesmo!!!! (segue ae: @drimiller ou via Tiwtter @DriMiller)

Outra desvantagem eh que como o OlloClip eh uma engenhoca “Clip on Clip off“, que voce encaixa e desencaixa do cantinho do iPhone, nao da pra usar com capinhas, entao eu tenho que ficar tirando e recolocando minha capa o tempo todo – pra mim isso eh um problema porque eu TENHO que usar capa no celular, pois deixo meu iPhone cair no chao incontaveis vezes por dia, e so mesmo uma capa resistente pra me proteger do prejuizo!

Entao, adicionei mais uma bobeira para meus apetrechos indispensaveis de viagem (alem de usar bastante no dia a dia tambem!) que sera o complemento perfeito para minhas Apps de viagem e de fotografia!

Quem estiver em UK, eu comprei o meu na Amazon.

 

Categorias: Dicas (Praticas!) de Viagem, Fotografia
19
18
Jan
2012
S.A.L.: Milhas, milhagem e fidelidade. Oque vale a pena?
Escrito por Adriana Miller

Enquanto eu nao edito e organizo as mais de 3 mil fotos tiradas durante a viagem a Asia e novos posts nao saem do forno, resolvi escrever sobre um assunto que muita gente me pergunta, mas ainda nao sei se tenho alguma opiniao inedita ou dica infalivel pra dar…

Essas sao algumas dicas sobre oque eu faco, e oque tem dado certo pra mim e meu estilo de viagens.

Alem disso, por coincidencia, na ultima noite que passamos em Pequim, assisti um programa na BBC que falava sobre milhagens, e pintava um cenario onde progrmamas de milhagem sao pura falcatrua, e eu discordo totalmente. Entao queridos leitores, malzae, mas resolvi dar minha opiniao tambem!

Pra comecar, acho que devemos levar algumas coisas em consideracao. Uma vez que voce analisa e entende os diferentes aspectos e vantagens de ser fiel a um determinado programa aereo, tudo faz mais sentido, as recompensas se tornam melhores, e entao tudo faz sentido.

- Acumulando milhas:

Eu pessoalmente acho que um dos principais problemas em toda essa questao de “milhagem”, eh que a maioria dos viajantes foca demais na milhagem propriamente dita.

Sim, sempre vale a pena se cadastrar e ter seu cartaozinho de milhagem, mas cuidado pra nao cair no buraco negro das centenas de cias aereas disponiveis no mundo.

Pode ate soar um pouco sem sentido, mas a verdade eh que quantos menos programas de fidelidade voce fizer parte, mais facil sera de acumular milhas.

Afinal, 1.000 milhas aqui, 5.000 acolah nunca vao te levar a lugar nenhum. Mas se todas as suas milhas estiverem concentradas na mesma cia, ou no mesmo grupo de cias (por exemplo a Star Alliance, OneWorld, SkyTeam), ai sim fica mais facil de colher as recompensas.

Eu possuo apenas dois cartoes, o da British Airways, que faz parte do grupo OneWorld, e da Continental, que faz parte da Star Alliance. O programa da BA pra mim, eh o principal pois eh a empresa “da casa” na Inglaterra, mas como a Star Alliance eh enorme e as vezes nao da pra evita-los, eu tambem mantanho minha afiliacao por la.

Como saber qual a melhor pra voce? Facil. Sempre de preferencia pra compania “da casa”, pois a probabilidade de que a maioria dos voos saindo de sua cidade sejam dessa empresa, do que empresas aleatorias de outros paises, alem de voce poder tirar vantagem de outros beneficios locais (como cartoes de credito, grupo de compras, etc).

Entao no meu caso a melhor cia para se afiliar eh a British Airways. Se voce mora no Brasil, talvez seja a TAM. Se mora na Alemanha, a Luftansa. Na Franca, a Air France, e assim por diante.

E considero que oque devemos dar mais importancia eh na verdade o grupo e alianca de cias aereas, e nao cada compania individual.

Entao antes de comprar uma passagem qualquer, eu faco o dever de casa e descubro qual grupo cada cia faz parte, e baseio minhas decisoes nisso.

Por exemplo, quando viajo pro Brasil, geralmente os voos da British Airways sao os mais caros, mas se tenho que optar por outra cia, digamos, a Iberia ou a Air France, sempre que possivel dou preferencia a Iberia, que faz parte do mesmo grupo que a BA.

Entao eu sei que posso acumular milhas (e colher vantagens) pela One World quando viajo Iberia, ou American Airlines, por exemplo. E posso acumular minhas pela Star Alliance quando viajo Tam, United ou BMI, por exemplo.

Mas se pensarmos e focarmos os esforcos apenas nas milhas, o processo se torna incrivelmente frustrante.

Porque pensa bem: mesmo quem viaja muito, a trabalho digamos, e tenha que fazer a ponte aerea RJ-SP todas as semanas (ou digamos Londres-Paris). Cada uma dessas viagens acumula miseras 500 milhas em media.

Ai voce viaja dezenas de vezes ao longo do ano, acha que tem um monte de milhas acumuladas, e vai dar uma olhada nas possibilidades de resgate: uma passagem Europa – America no Norte nao sai por mesno de 50.000 milhas.

Ou seja, eu preciso ir a Paris 100 vezes antes de poder fazer uma unica viagem para os EUA. E sem contar claro, com o lance das datas de black out, numero limitado de assentos por voo, etc.

Entao pra mim hoje em dia a vantagem de fazer parte dos programas de milhagem vai muito alem das milhas.

Outra tecnica eh usar bastante de outros metodos de acumulacao de milhas oferecidos pelas cias aereas.

Por exemplo, no meu caso, mesmo viajando praticamente todas as semanas a trabalho, acumular milhas em viagens curtinhas dentro da Europa eh impossivel.

Entao eu tambem uso o cartao de credito da British Airways. Eh o unico que eu uso, e tento usar pra absolutamente tudo.

Existem tipos diferentes de cartoes etc, o meu, me da cerca de 2 milhas para cada Libra gasta. Entao eu faco questao de pagar todos os meus gastos possiveis com o tal cartao.

Para nao perder a nocao da coisa, eu tambem uso bastante a App deles pro iPhone, e assim vou checando, todas as semanas meus gastos, e ja vou pagando tudo direto, sem deixar acumular juros nem taxas. Entao na verdade hoje em dia, eu acabo usando meu cartao de credito como cartao de debito, sem ter essa coisa de esperar a fatura vencer nem nada, mas entao sem esforco, e sem sair de casa, ganho centenas de milhas todos os meses.

(P.S. Muito cuidado pra nao cair na armadilha do cartao de credito, e usar demais seu “credito”, ou seja, nao gaste mais doque voce ganha, se nao, apesar de ganhar algumas milhas, voce acba pagando mais de juros doque o preco de uma passagem aerea! Ja falei sobre o planejamento financeiro pra viagens aqui)

Outra cosia que a British Airways tem que eu tento usar sempre que possivel, eh a sua loja virtual. Ao seguir o link dentro do site deles, eu acesso uma lista de lojas e sites Inglesas que fazem venda on line e dao milhas por sua compra.

Algumas dessas lojas chegam a dar 8 milhas por Libra gasta (ou seja, se vc comprar algo que custa 120 Libras, ganharam quase tantas milhas que duas viagens ida e volta a Paris! Ja outras lojas oferencem uma premiacao unica. Quando resolvi renovar meu contrato de celular, fiz tudo on line, via o site da BA e por isso a Phones4U me deu um premio de 3.000 milhas – mais doque eu ganharia em duas viagens ida e volta a Madrid!

Uma outra tecnica tambem muito eficaz (principalmente nas viagens a trabalho) eh se afiliar a redes de hoteis, que geralmente te dao a opcao de acumular pontos convertidos em milhas da compania X ou pontos de hoteis. Eu pessoalmente prefiro converter meus pontos Starwoods e Marriott em milhas da BA, e geralmente acabao ganhando mais milhas por causa da estadia em hoteis dessas redes doque com o voo.

Ou seja, apesar de viajar muito, muito mais que a grande maioria das pessoas, acumular milhas apenas dependendo das viagens eh praticamente impossivel – entao eu faco uso de todos os meios possiveis pra ir acumulando por outras vias.

- Acumulando Pontos:

Outra coisa que sempre presto atencao sao os tais dos “pontos”. A BA os chama de “Tier Points”,  e a Continental os chama de “Elite Points”, e quase todas as cias aereas tem algum equivalente proprio.

Sao esses tais pontos que diferenciam as milhas aucmuladas em viagens, e as milhas acumuladas via outroas meios.

Entao eu ate posso ganhar 3 mil milhas numa transacao on line, mas nao ganho Tier Points nenhum. Por outro lado quando viajo a Paris ou Madrid, ganho apenas cerca de 500 milhas, mas em compensacao ganho 40 pontos.

E sao esses pontos que vao acumulando e diferenciando seu nivel de “fidelidade”, que por sua vez te da um cartao de “cor diferente”, e principalmente um status diferenciado dentro da compania.

Ou seja, todo mundo pode se cadastrar on line em determinado programa de milhagem, mas apenas os viajantes frequentes acumulam pontos, e eh exatamente isso que as cias aereas prestam atencao na hora de te recompensar por sua fidelidade.

- Como saber como e quando ”gastar” as milhas?

Claro que acumular milhas, e poder viajar “de graca” eh o sonho de todo mundo que ja se cadastrou num programa de milhagem, mas infelizmente a coisa nao eh tao simples.

Geralmente eh muito dificil achar vaga nos voos que voce quer, e apesar da passagem ser de graca voce ainda tem que pagar todas as taxas e impostos, oque muitas vezes significa que a diferenca de precos nao eh tao grande assim, e voce alem de gastar uma grana preta, ainda vai “perder” todas as suas milhas.

Entao geralmente eu so considero uma vantagem gastar minhas milhas quando a diferenca entre o preco da passagem total e o preco das taxas a serem pagas vale a pena.

Na nossa viagem pra Asia essa troca valeu a pena, pois por termos pagos apenas as taxas de embarque e impostos ao utilizar minhas milhas, o preco final ficou cerca de 1/3 do preco de uma passagem comprada.

Ja para viagens aos EUA (que geralmente sao bem baratas saindo de Londres) isso nao vale a pena, pois a quantidade de milhas eh muito alta, e no fim das contas a diferenca de preco a ser pago fica na casa dos 100 a 200 Libras. Entao nessa caso, prefiro pagar a diferenca, acumular mais milhas, e principalmente, acumular mais pontos.

Ou seja, mesmo tendo centenas de milhares de milhas acumuladas, sua viagem nunca vai ser verdadeiramente “de graca”, pois voce sempre tera que pagar os extras por conta propria.

- Mas entao, qual eh a verdadeira vantagem de fazer parte de programas de milhagem?

No meu caso, a verdadeira vantagem de manter minha fidelidade ao programa de milhagem (que no meus caso eh o da British Airways) sao as regalias que fui acumulando ao longo dos anos e das muitas viagens.

Lounge da BA pre-voo

Hoje em dia eu tenho acesso a dezenas de lounges executivos em aeroportos no mundo todo (mesmo quando viajando de Economica), posso fazer cheack in no balcao da primeira classe (mesmo viajando de economica) e posso embarcar primeiro que todo mundo, no grupo “preferncial”. Ou entao passo pela fila do “fast track” na area de seguranca dos aeroportos.

Alem de claro, sempre ter direito a despachar mais malas (o normal para voos saindo da Europa eh sempre apenas 1 mala de 23 quilos), oque eh uma grande vantagem principalmente em voos para o Brasil ou EUA por exemplo (como aconteceu nessa viagem aqui onde me perguntaram sobre a mala extra e o progrmaa de milhagem)

Entao por ser recompensada e ter todas as essas regalias, a British Airways acaba conquistando ainda mais minha fidelidade, pois eu sei que viajar com eles (ou seus afiliados) me dara vantagens e uma moleza que podem transformar uma viagem transatlantica de um pesadelo, a uma experiencia prazerosa e confortavel.

E por isso mesmo, se as vezes tenho que pagar uns dolareas a mais, aqui ou ali, pra viajar numa das cias aereas do grupo, eu sei que no fim das contas vale a pena, em vezes de sempre ficar de olho apenas no preco final.

E eh tambem esse tipo de fidelidade que acaba sendo recompensada de outras maneiras, como os famigerados upgrades.

Upgrade da British Airways

Eu sei que existem trocentos posts em centenas de blogs dando “dicas” de como conseguir um upgrade nas cias aereas, mas a verdade eh que isso soh acontece em duas situacaoes: ou vc da muita sorte; ou voce esta bem cotado no programa de fidelidade.

Todo esse papo de se vestir bem, fingir que esta na lua de mel, ou que esta doente, ou oque for, eh puro bla bla bla.

Por exemplo, desde que passei a ser considerada com “status” executivo da BA eu ganhei upgrades em todos os voos, sem nunca pedir, e na maioria das vezes, vestida como uma mulamba!

Quando o voo esta vazio, eles dao upgrade aos frequent travelers para fazer um agrado. E quando o voo esta lotado, eles dao upgrades aos viajantes frequentes pra desocupar mais assentos na economica e conseguir vender mais passagens.

 

Entao hoje em dia pra mim a grande vantagem desses programas nao se limita as milhas e uma possivel (porem bem dificil de ser relaizada) viagem “de graca”, e sim ser tratada como um cliente especial e recebendo umas regalias aqui ou ali.

E uma ultima dica em relacao a resgatar milhagem eh a antecedencia: quanto antes voce planejar sua viagem e reservar sua passagem, maiores as chances de conseguir usar suas milhas. Na nossa viagem pra Asia, nossas passagens de milhas foram reservadas em Junho (soh viajamos no final de Dezembro) e ainda assim tivemos que voar pela opcao “plano B” em datas ligeiramente diferentes; e tambem queria poder voar pro Brasil esse ano usando milhas, e todos os assentos de resgate para o Rio de Janeiro ja estao esgotados ate Outubro de 2012!

Se voce chegar naquela situacao onde as milhas estao prestes a esgotar, mas voce nao estar conseguindo regata-las em voos, uma outra opcao eh comprar uma pasagem normal, e usar suas milhas pra comprar um upgrade!

 

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