13 Jun 2013
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Roteiro de viagem pela Provence

Dicas de Viagens, França, Provence, Roteiros de Viagem

A maior dificuldade de planejar esse tipo de viagem é justamente decidir o que visitar.

Afinal, a região é enorme, interessantíssima e sempre vai ter aquele amigo do amigo no Facebook que vai deixar um comentário “Ah… não foi na cidadezinha tal?!? Mas é a mais bonita/interessante/exótica/autêntica etc.”

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Ou seja, antes mesmo de sair de casa, saiba que é impossível conhecer tudo – e é impossível conhecer tudo que você quer conhecer.

No nosso caso, ainda tivemos que combinar os gostos turísticos de 4 famílias diferentes, com tempo e atrações pra 4 crianças em idades diferentes.

Então simplificamos: como ficaríamos hospedados numa Villa, e não trocando de hotel a cada par de dias, tínhamos que escolher cidades que ficassem no máximo a 1 ou 2 horas de distancia, num diâmetro perto de onde estaríamos hospedados.

Além disso, é imprescindível alugar um carro!

Basta a carteira de motorista de seu país + passaporte (não se preocupe com carteira internacional – entre todos nós tinhamos carteiras do Brasil, EUA, UK, Austrália e Africa do Sul e nenhum de nós teve problemas com aluguel de carro) e ter mais de 25 anos pra poder alugar um carro na Europa, então nem tente fazer esse roteiro usando transporte publico.

Por mais que trens e afins sejam eficientes na Europa, nessa região muitas das cidades mais interessantes ficam afastadas das estações de trem, não tem serviço de ônibus nem taxi – o que vai fazer com que você gaste muito tempo e saúde tentando chegar de um lugar ao outro.

E acredite, nós tentamos! (no geral achei meio estressante dirigir por lá, então tentamos adaptar nosso roteiro para poder usar transporte público, mas além de muito mais difícil, ainda sairia mais caro).

E minha principal dica: reserve um GPS/SatNav com seu carro!

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As estradas são boas… mas são ruins!

São boas porque não são esburacadas, tem acostamentos e tal, mas no geral são bem estreitas e mal sinalizadas, e principalmente nessa região da Provence, muitas das cidades mais interessantes ficam em estradinhas secundárias, que achamos impossível de achar apenas usando mapas!

Nós cometemos a besteira de não reservar um GPS com os carros e eles já não tinham nenhum disponível na locadora, então tivemos que usar o Google Maps nos celulares! (que funciona super bem, mas como todos estávamos com celulares estrangeiros, a conta do fim do mês não vai ser bonita!)

Então como muita gente me pediu pra explicar direitinho nosso roteiro, aqui esta:

– 1 dia: Abadia Sénanque pela manha (quando fomos eles só abrem pela manha) e depois fomos para Gordes.

– 2 Dia: Pont du Gard e Nímes (saímos de casa já tarde e não nos demos conta de como seria difícil chegar/achar a Pont du Gard, portanto acabamos ficando sem tempo pra explorar bem Nímes)

3 Dia: Avignon (passamos o dia quase todo por lá, pois a cidade é bem grande. Além disso, Avignon foi um caos pra estacionar, entnao perdemos MUITO tempo procurando vaga e estacionamentos em suas ruas estreitas)

4 Dia: Châteauneuf du Pape (fizemos o tour na vinícola pela manha e depois fizemos uma degustação numa adega e almoçamos por lá. O resto da tarde ficamos passeando e fazendo compras pela cidadezinha)

5 Dia: Les Baux (fomos pela manha e passamos bastante tempo com as crianças no “Carrières de Lumières”, depois almoçamos na cidade antiga e passamos o resto da tarde por lá).

Nós ficamos um total de 7 dias, mas como estávamos com um grupo grande e várias crianças – além de estarmos hospedados numa casa maravilhosa – nossa intenção realmente não era explorar cada canto disponível da Provence.

Escolhemos a dedo o que preferíamos fazer, e deixamos muita coisa de lado de propósito, o que foi o grande segredo desse roteiro – misturamos algumas cidades grandes (Nímes e Avignon) com vilarejos belíssimos (Gordes e Les Baux), vinícolas, história etc e claro, muito tempo pra curtir os amigos e relaxar bastante!

As informações sobre a aluguel de casa e carro na Provence estão aqui.

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Adriana Miller
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15 Feb 2011
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Roteiro de viagem Lisboa & Belem

Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Viagens, Lisboa, Portugal, Roteiros de Viagem

Esse post na verdade é uma trapaça, pois o roteiro não é exatamente meu, e sim inteiramente montado baseado nas sugestões dos leitores Alfacinhas!

Nós ficamos hospedados na região do Rossio, que é super central e facil de fazer/chegar a qualquer lugar na cidade, então nosso psseio começou justamente por lá.

A Praça do Rossio/Don Pedro V é onde fica a estação de trem e o Teatro Municipal, com um dos melhores exemplares (originais!) de calçadas com pedra “portuguesa” que existe – meu sogro imediatamente reconheceu a similaridade com as calçadas do Rio de Janeiro!

O Rossia fica exatamente no vale entre a Alfama e o Bairro alto, e preferimos subir o Bairro Alto, que tem uma vista maravilhosa da cidade!

O Elevador de Santa Justa é a melhor opção pra chegar lá em cima, além de ser bem legal andar num elevador tão antigo, de aço solido, e projetado por um dos aprendizes de Eiffel – a estrutura não mente!

Lá de cima a vista é premiada! E é justamente no Bairro Alto que esta o melhor da Alfama: a vista lá de longe, com o Castelo de São Jorge no alto da colina e o rio Tejo no fundo…

Ali em cima no Bairro Alto e Chiado são as areas bohemias da cidade, com muitas opções de bares e restaurante bonitinhos (e otimas opções de hospedagem tambem), e o legal da area é justamente perambular pelas ruas estreitas e admirar a arquitetura tipica Portuguesa, coberta por azuleijos coloridos!

E é ali tambem no Chiado que fica o famoso café “A Brasileira”, bem em frente a estatua de Fernando Pessoa.

Do outro lado do Bairro alto fica uma outra opção de “transporte” entre o Rossio e o Bairro Alto, que é o funicular eletrico, que sobre direto ao mirante – que no fim do dia recebe uma iluminção poderosa do sol se pondo de e iluminanto o Castelo no outro lado do vale!

Pra descer de volta ao Rossio e o “bairro baixo” de Lisboa, a Calçada do Duque é a melhor opção – só tome cuidado pra tirar os olhos da paisagem a tempo pra não tropeçar nos degraus ingremes e estreitos!

De volta a terra firme, siga pela Rua Augusta até o final – a Rua Augusta é uma das principais rua comerciais de Lisboa (exclusiva para pedestres!) que segue até a monumental Praça do Comercio, com seus predios amarelos e arcos trabalhados!

E direto na Praça do Comercio passam algumas opções de onibus e “eletricos” que vão para Belem!

E Belem, apesar de oficialmente não ser parte de Lisboa, é na verdade o coração da cidade, pois foi ali que tudo começou!

Belem é sem duvida, minha area preferida da cidade, e onde eu moooooorro de orgulho de ser Portuguesa! Eu amo historia e amo viajar, e sempre que vou a Belem eu me sinto um pouco “descendente” da genetica dos grandes exploradores Lusitanos, e não tem como não sentir orgulho de tudo que os Portugueses contribuiram ao mundo que vivemos hoje!

No centro de tudo esta o Mosteiro dos Jeronimos, construido em 1502, parcialmente destruido no terremoto de 1.755 e depois construido de novo, e é uma das construções mais bonitas e trabalhadas da Europa!

A Igreja principal servia de “base” para os navegadores e marinheiros, que se preparavam para suas grandes jornadas pelo mundo nas salinhas de confissão nas laterais da Igreja.

E ali dentro estao sepultados dois Portugueses ilustres: o grande poeta Luis de Camões e o explorador Vasco da Gama.

E não perca a oportuniade de ver o interior do monasterio, que além da arquitetura linda, ainda tem algunas celas de monges que sao abertas a visitação alem de uma exposiçao super legal que compara a historia do mundo, com a historia de Portugal e a historia do Mosteiro. Nao dá pra negar que nos seculos 15 e 16 não teve pra ninguem! Os Tugas ruled!

Em frente ao mosteiro esta a praca do Imperio e na beirada do rio Tejo está a Torre de Belem e o monumento dos descobrimentos.

A Torre de Belem é uma tipica estrutura de estilo Manuelino, e foi construida no seculo 16 tendo uma função mista de forte de segurança e ponto de partida para as Naus Portuguesas.

E mais recentemente foi construido o Monumento aos Descobrimentos, inaugurado em 1960, para comemorar os 500 anos da morte do Infante Don Henrique, o Navegador, e homenageia os grandes herois da era de ouro do Imperio Portugues.

E obvio que nenhuma visita a Belem seria completa sem uma visita a ilustre pastelaria de Belem!

Lisboa é uma cidade bem facil de ser navegada, com muitas e otimas opções de transporte e muita, mas muita coisa legal pra ver e fazer.

Então pra quem tiver mais tempo disponivel, uma outra area muito legal da cidade é o Parque das Nações que foi construido para a Euro Expo em 1998, que teve como tema as explorações maritimas Portuguesas e é uma região modernissima e super legal e diferente de Lisboa!

Alem do Oceanario, ainda tem muitas lojas, restaurantes, hoteis, bares, casas de show e etc.

E pra esticar a viagem um pouco mais alem da cidade, otimas opções são Sintra, Cascais e o Cabo da Roca (proximos posts!).

Adriana Miller
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22 Aug 2010
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Roteiro de viagens Madrid

Dicas de Viagens, Espanha, Madrid, Passeios & Roteiros, Roteiros de Viagem, Viagens pela Espanha

Depois de muito tempo de enrrolação, finalmente saiu o roteiro de viagens de Madrid.

Dicas de viagens sobre a Espanha é um dos principais motivos que tras muita gente até aqui, e pra mim, as dicas até que estão todas aqui, mas esta tudo tão espalhado, com posts aleatorios de quando eu morei lá e mais uns outros posts das viagens que fiz pra Madrid nos ultimos anos, e realmente faltava um guia completo e objetivo pra quem quer encaixar uma viagem a Madrid em seu roteiro.

Pra começar, quantos dias ficar em Madrid? Na verdade isso é o mais dificil de definir, pois “turisticamente” falando, Madrid é pequena, e tem relativamente poucas coisas pra ver, então teoricamente uns 2 ou 3 dias são mais que suficientes.

Mas por outro lado Madrid tem muita coisa pra fazer, e como já disse outras vezes, Madrid é uma cidade pra ser vivida e nao apenas “visitada”. Então mais importante que quantos dias ficar por lá, eu recomendaria quantas noites ficar por lá – mesmo que voce não tenha a menor intenção de cair na gandaia, aidna sim Madrid oferece uma inifnidade de otimos restaurantes, bares de tapas, lojas que ficam abertas até tarde noite e ruas sempre lotadas de pessoas passeando pra cima e pra baixo!

Mas independente doque tem pra fazer de noite pela cidade (que é tão imperdivel quanto qualquer outra coisa), eu organizaria uma viagem de 2 ou 3 dias pela acidade assim (lembrando que tudo isso pode ser espalhado por mais dias, numa viagem mais tranquila se voce quiser passar mais tempo por Madrid).

DIA 1:

Todo e qualquer roteiro por Madrid deve começar pela Puerta de Sol, que é a praça principal da cidade e que de lá voce poderá chegar a qualqer outro canto da cidade. E a Puerta del Sol tambem representa o centro da Espanha, e na calçada em frente a prefeitura esta a placa que marca o “ponto zero”, de onde todas as demais estradas Espanholas começam.

A nova estação de metro na Puerta del Sol

Puerta del Sol

A partir da Puerta del Sol, siga em direção da Calle Mayor que leva diretamente as ruelas da Plaza Mayor que é outra praça muito conhecida em Madrid, e uma das areas mais fotogenicas da cidade! Apesar de ser uma area ultra turistica, a praça é rodeada de bons restaurantes, e esta sempre lotada (de turistas E locais) nas noites de verão e tardes ensolaradas durante o ano todo!

Plaza Mayor

Tapas na Plaza Mayor

Depois da Plaza Mayor, ainda seguindo pela Calle Mayor, a rua termina bem em frente da Catedral de la Almudena que é uma das principais Igrejas de Madrid, que por sua vez fica exatamente em frente ao Palacio Real – é nessa igreja que acontecem todos os eventos reais, como por exemplo o casamento do Principe Felipe a Leticia Ortiz em 2005.

Catedral de La Almudena

E em frente da catedral esta o Palacio Real Espanhol, normalmente conhecido como Palacio del Oriente, e apesar de ser a residencia oficial da familia real Espanhola, o Palacio só é usado para eventos oficiais e visitas de Estado – o Palacio é aberto ao Publico e algumas de suas alas estão abertos a visitação o ano todo, inclusive a sala do trono e a sala das armaduras; e o jardin do Oriente que se estende por tras do Palacio e é lindo!

Entrada principal do Palacio Real

Palacio Real visto da parte de tras

De lá, siga pela Calle Bellen em direção a Plaza de España, que é outra das principais praças de Madrid, e é cercada por predios lindos, com alguns dos melhores exemplos de arquitetura Espanhola – e bem no centro da praça esta um enorme monumento a Miguel de Cervantes, o escritor e poeta Espanhol que escreveu Don Quijote de la Mancha.

Predios em volta da Plaza de Espanha

Nesse ponto, dependendo do seu ritmo e energia, aproveite pra dar um pulinho no Parque del Oeste, onde esta o Templo de Debod que é um templo Egipcio, original de 4 BC contruido na regiao de Answan – em 1960 durante a construção da represa de Answan o Governo Espanhol doou uma quantia consideraval que financiou o projeto de deslocamento do templo de Anbu Simbel, e como forma de pagamento e agradecimento o governo Egipcio doou o templo de Debod a cidade de Madrid.

Templo de Debod

Templo de Debod

A Plaza de España marca o final/inicio da Gran Via, uma das principais avenidas da cidade – e igualmente mais comercial, com mais teatros, hoteis, bares e muitas das inumeras lojas flagship das marcas Espanholas.

Gran Via

Mais ou menos no meio da Gran Via esta a Plaza Callao, de onde saem outras ruas que conectam a Gran Via e a Puerta del Sol – e essas ruas (Calle del Carmen e Calle Preciados) são tambem duas das principais ruas comerciais de Madrid.

Gran Via

Mas subindo a Gran Via até o fim ela se conecta com a Calle de Alcalá e termina na Plaza Cibeles e Puerta de Alcalá que é a entrada principal do Parque del Buen Retiro.

Puerta de Alcalá

Plaza Cibeles

Dependendo de que horas são (e epoca do ano, já que no inverno escure cedo), aproveite pra entrar no Parque del Retiro e descansar das andanças sentado na beira lago central e Glorieta, que fica lotado no fim da tarde e por do sol (principalmente no verão ou nas tardes ensolaradas de Domingo).

O Lago e a Glorieta do Retiro

Por do sol no lago do Retiro

DIA 2:

No segundo dia da viagem, aproveite que voce já viu praticamente a cidade inteira, pra se concentrar na pate mais cultural de Madrid, que é a região leste da cidade, entre o Parque do Retiro e a estação Atocha, também conhecida como “Triangulo Dourado”.

Então comece o dia pelo Parque Del Retiro onde estao não só o lago e a Glorieta, mas tambem o Palacio de Cristal, o Zoologico e Jardin Botanico.

Palacio de Cristal

O Museu del Prado esta diretamente proporcional ao Parque, e se voce tiver que escolher um unico museu pra ir em Madrid, sem duvidas recomendo o Prado. Lá estão as principais obras dos artistas classicos Espanhois, como Velazquez, Goya e El Greco, entre uma inifnidade de outros artistas Europeus renassentistas.

Museu del Prado

Museu del Prado

Os tres museus principais da cidade são o Museu del Prado, o Museu Reina Sofia e o MuseuThyssen-Bornemisza. Claro que voce pode acabar passando dias e mais dias em cada um desses museus, que estão entre os melhores da Europa, ou pode apenas escolher um deles pra se concentrar e passar parte de seu dia, ou então aproveitar o tempo e ir conhecer um pouquinho de cada um deles.

Triangulo dourado

Porem o Museu Reina Sofia, que é o museu de arte moderna de Madrid, e lá estão expostas algumas das obras mais conhecidas dos artistas modernos Espanhois tambem mais conhecidos do mundo, como Salvador Dali, Picasso e Miró – é indescritivel a sensaçnaod e estar cara a cara com a gigantesga Guernica de Picasso, original!

O Museu Thyssen-Bornemisza é um museu privado, que expoe a coleção particular da familia Thyssen-Bornemisza e fica praticamente na esquina do museu Del Prado (e em frente aos hoteis Villa Real e Westin Palace) e é considerado o melhor museu Impressionista e Expessionista da Europa.

Pra fechar o dia (se tiver sobrado algum tempo depois dos museus!) ainda vale a pena passar na estação Atocha, que apesar de ser apenas uma estação, é com certeza uma das maiores e mais impressionantes do mundo!

A Atocha foi a estação que sofreu atentados terroristas em 2004, e durante muito tempo virou um lugar onde as pessoas iam pra relembrar a guerra anti-terrorismo, mas foi recentemente renovada e ganhou uma gigantasta praça “tropical” dentro da estação.

Mas em hipotese alguma deixe de sair pra jantar, ir numa bar de tapas, e simplesmente parar numa praça ou parque qualquer no meio do dia, pedir um tinto de verano e ver a cidade passar… Porque essa é a melhor parte de Madrid!

Adriana Miller
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21 Apr 2010
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Roteiro de viagem Egito

África, Dicas de Viagens, Egito, Jordania, Roteiros de Viagem

Pra fechar a serie de posts sobre o Egito (chega, ne?), um ultimo post com umas dicas praticas, respondendo as perguntas de “quanto tempo precisa”, “oque dah pra fazer em X dias?” e afins.

Como contei antes mesmo de viajar, emendamos um feriadao e passamos um total de 10 dias no Egito (9, sendo que o ultimo dia fomos pra Jordania): 3 dias e 3 noites em Cairo; 3 dias e 3 noites em Luxor; e 3 dias e 3 noites em Sharm El Sheikh.

Os 3 dias que passamos no Cairo foram assim:

No nosso primeiro dia, fomos direto pras Piramides de Giza, porque nao adianta, e por mais que o Egito tenha outras atracoes turisticas menos lotadas, com menos picaretas e com mais cosias pra ver/fazer, Giza eh Giza e duvido voce conseguir passar um dia inteiro na cidade e nao querer dar de cara com elas. Passamos boa parte do dia por lah, ateh que passei mal de calor, quase desmaiei (o calor estava demais da conta!), e entao resolvemos que jah tinhamos conseguido tirar todas as fotos que queriamos.

Pegamos um taxi na saida em frente a Esfinge e fomos para o bairro Islamico, onde fica o mercado Arabe Kahn Al-Khalili pra passear na sombra (apesar de que o calor de matar continuava) e almocar.

Quando anoiteceu, voltamos pro Albergue e passamos o resto da noite trancados no ar condicionado!

No segundo dia, alugamos um carro com motorista (taxi, arranjado direto no albergue) e fomos passar o dia nos arredores de Cairo, nas Piramides de Dahshur e Saqqara. Ambas ficam afastadas do centro do Cairo e demoram bastante tempo pra chegar lah, entao considere o dia perdido – se der pra incluir mais alguma cosia no seu roreito, eh lucro.

No nosso caso, resolvemos arriscar e assim que voltamos pro centro de Cairo no fim da tarde, pegamos o metro e fomos pro Bairro Coptico, que jah estava quase fechando e nao deu pra ver tudo… Como a tarde estava mais fresquinha, fomos assistir o por do sol e jantar no jardim do Parque Al-Ahzar que tem uma vista panoramica da cidade da Citadela 9que aliais, nao estava nos planos, mas resolvemos incluir pq achamos linda demais).

No terceiro e ultimo dia no Cairo, a programacao inicial era acordar tarde e ir direto pro Museu Egipcio, mas acabamos acrodando bem cedo e fomos direto pra Citadela. Passamos umas horinhas da nossa manha por ah, e depois fomos direto pro Museu Egipcio do Cairo, que foi bem corrido (apenas uma tarde inteira), mas ficamos tao decepcionados, que realmente nao teria ficado masi tempo por lah.

Naquela mesma noite, pegamos o trem noturno que nos levou a Luxor.

A viagem de trem foi muito legal e bem tranquila, e apesar do atraso, ainda chegamos em Luxor cerca das 9 da manha – o plano inicial era passar 2 dias e meio em Luxor, no terceiro dia pegar um onibus ateh Hurgahda, onde no dia seguinte pegariamos um ferry para Sharm El Sheikh. Mas como os ferries foram cancelados, acabamos ficando 3 dias e 3 noites em Luxor, que foram assim:

No primeiro dia, assim que fizemos check in fomos direto pro Templo de Karnak, que fica ha uns 10 minutos do centro da cidade. Como estavamos sem guia nem grupo de excursao, pudemos passar quantas horas quisemos lah dentro, e foi bom demais. Apesar de ser um tempo enorme e o sol estava de matar (Luxor ficar mais a sul, entao estava ainda mais calor que o Cairo), ainda rolavam umas sombrinhas embaixo das colunas de pedra, e deu pra aproveitar melhor nosso tempo por lah.

Mas antes mesmo de sair do albergue nesse dia, tinha combinado um passeio de Feluca pelo Rio Nilo, que acabou sendo um passeio particular, com o barco todo soh pra gente! Depois que o sol se pos, fizemos um passeio pela Corniche de Luxor (calcadao “beira-Rio”) e jantamos num peh sujo local que tinham uma comida dos Deuses!

Nosso segundo dia fizemos um passeio pelo Vale do Reis e das Rainhas, que fica no vale do deserto nos arredores de Luxor. Inicialmente tinhamos pensado em fazer todos os passeios independente, mas nao existe transporte publico que vah praquelas bandas, e o sol estava quente demais pra fazer qualquer cosia que nao envolvesse ar condicionado! O Vale seria o tipo de lugar que eu passaria o dia todo entrando de tumba em tumba, mas como estavamos de excursao, foi tudo bem corrido, e as 2:30 da tarde jah estavamos de volta em Luxor.

Acabamos perdendo a tarde toda tentando resolver como chegariamos em Sharm El Sheikh depois que descobrimos que nosso ferry tinha sido cancelado, oque foi bem estressante, e estragou nossos planos originais de pasar a tarde/noite no templo de Luxor. Mas mesmo assim fomos jantar no restaurante Roof Top (em cima do Snack Time e ao lado do McDonalds) que tem vistas privilegiadas para o Templo de Luxor e o rio Nilo. A noite, ficamos batendo perna pelo centro da cidade e passeando no Souk.

No terceiro e ultimo dia em Luxo fomos direto pro Templo de Luxor, onde passamos boa parte do dia. Quando o calor comecou a ficar insuportavel, fomos nos esconder no Museu de Luxor, que apesar de bem pequeno (mesmo em comparacao com o Museu do Cairo) eh novissimo, super bem organizado e com um ar-condiconado congelante delicioso!

Na nossa ultima noite em Luxor, voltamos ao Templo de Luxor para ver o show de luzes a noite.

O voo para Sharm El Shiekh saiu bem cedo, e durou apenas uns 40 minutos (se isso tudo!). Chegamos no hotel bem cedo, resolvemos pedir um up grade pro All Inclusive, e passamos os dois dias seguintes sem fazer absolutamente nada!

Dois dias cansativos de cocktails na beira do Mar Vermelho, soneca na beira da Piscina, e comer ateh explodir, e snorkel com peixinhos coloridos.

Nosso nono e ultimo dia (inteiro) da viagem comecou cedissimo, as 3:30 da manha, quando comecamos a maratona de viagem ateh chegar em Petra, na Jordania, e soh acabou as 2 da manha do dia seguinte.

E voila!

Voamos de volta pra Londres direto de Sharm El Sheikh, pra nao perder tempo de viagem fazendo conexoes e afins…

Adriana Miller
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24 Mar 2010
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Egito e Jordânia: antes de ir

Dicas (Praticas!) de Viagem, Egito, Jordania, Oriente Médio, Roteiros de Viagem

Eu nao gosto de postar roteiros de viagem antes da viagem de fato acontecer, porque já aprendi que planos mudam, perrengues indeseados e afins que nos obrigam a mudar os planos, mas pra começar a organizar as ideia, e os posts, vou comecar uma serie de posts com detalhes sobre nossa upcoming viagem ao Egito e Jordania na semana da Pascoa.

A viagem vai durar 10 dias, e na verdade a Jordania vai entrar apenas como uma opçnao bate-e-volta, porque… bem porque nao consegui resistir, estar ali ato perto e nao dar um pulinho em Petra!

Por mais que o Egito seja considerado um lugar dificil de viajar por conta propria, nao gosto de programas e excursoes de agencias, e nem sequer achei nada que fosse similar ao que queremos fazer. Entao nossa viagem sera toda e totalmente independente. E alem disso, ainda resolvemos encarar essa viagem o MAIS barato possivel, bem mochileiros mesmo. Já que é pra ser roots, entao entramos de cabeça!

Pra começar começamos nossa passagem da British Airways ha 7 meses atras – apesar de já existirem opcoes low cost voando para o Egito (EasyJet voa para diferentes destinos na Riviera do Mar Vermelho), compramos BA atravez do site Opodo.co.uk que nos dava a flexibilidade de comprar uma pasagem multi-stop, ou seja, esse site não te obriga a comprar passagens de ida e volta a um determinado lugar. Entao conseguimos comprar a passagem de ida pro Cairo, e a pasagem de volta saindo de Sharm El Sheikh.

E decidimos comprar esse tipo de passagem , pois assim nao ficamos presos a ter que perder um dia inteiro da viagem pra voltar oa Cairo apenas pra pegar um avião. E eu queria, porque queria incluir o mar Vermelho no nosso roteiro (pois seria a unica maneira de chegar em Petra, na Jordania).

Alem disso, tivemos que desistir da ideia de fazer um cruzeiro pelo Rio Nilo – que pra mim sempre foi sinonimo de viagem no Egito – pois esse tipo de viagem tomaria muito tempo e dinheiro, e a medida que fomos pesquisando mais e mais sobre viagens independentes no Egito, mais descobrimos que poderiamos fazer basicamente os mesmos passeios, estando em terra firme.

Mas chega de ladainha, e aqui esta nosso roteiro (planejado, quando voltar, conto como ficou o roteiro final):

– Voo Londres – Cairo: Entao passaremos 3 dias e 3 noites no Cairo, hospedados no Albergue Nubian Hostel, que custou – pasmem! – 6 Libras cada um!

– Do Cairo, vamos encarar um trem noturno para Luxor – a viagem dura umas 9 horas, e compramos a opção “1ª classe”, que tem uma cabine privada, com duas caminhas, banheiro e inclui “serviço de bordo”. Viajar de trem pelo Egito é cheio de restriçoes a turistas, por causa da segurança e o trauma de ataques teroristas no passado. Por isso, hoje em dia, apenas 1 empresa é autorizada a transportar turistas em seus trens, em alguns horarios por dia. Mais informaçoes no site da empresa responsavel, Abela Sleeper Train.

– Em Luxor ficaremos mais 3 dias, hospedados no albergue Princess Hostel (que custou – pasmem! – menos de 4 Libras cada um) sendo que a ultima noite, será dormida em Hurgada, onde na manha seguinte pegamos um speed-ferry diretamente a Sharm El Sheik.

– E para ter ferias das ferias, os ultimos dias serão passados na beira da praia e scuba diving no Mar Vermelho, hoespedados no hotel Sol Sharm.

– A viagem day-trip a Petra na Jordania será feita num dos dias que estaremos em Sharm El Sheikh, oque parece um certo exagero da minha parte, mas depois de pensar, repensar e babar em fotos, eu me conheço bem e sei que me arrependeria demais se nao aproveitasse a oportunidade.

Mas como vai ser tudo meio corrido, depois de fazer muitas pesquisas sobre como chegar na Jordania, quanto custa e quanto tempo demorar, descobri a a melhor opcao mesmo é fazer tudo via agencias locais. Peguei algumas recomendações no Trip Advisor e fechamos nossa Tour com a empresa Sharm Club, que estao cuidando de tudo pra gente (teoricamente teriamos que pedir o visto pra Jordania 2 dias antes da viagem, mas nao teremos tempo pra isso, entao eles estao arranjando tudo e toda papelada em nosso nome).

E depois disso, voltaremos pra casa exaustos e com algumas milhares de fotos a mais!

Adriana Miller
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