23 Apr 2010
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Fui Assim: Egito

África, Beauty Everywhere, Dicas de Viagens, Egito, Fui Assim

Assim como todos os paises Muculmanos, se vestir no Egito eh uma questao delicada, e quer voce concorde com o comportamente e costumes locais ou nao, o bom senso e respeito sao as principais atitudes para uma viagem pela regiao.

Ao contrario de Dubai e Marrocos, ateh que achei o Egito relativamente liberal – muitos casais muculmanos de maos dadas, dando beijinhos pelos parques, e a grande maioria das meninas usavam roupas “normais” (porem que cobrisse todo centimetro de pele) e lencos coloridos nos cabelos.

Mas em compensacao os Egipcios(as) sao descarados e encaram mesmo os turistas e estranjeiros.

Teoricamente, voce pode vestir oque quiser no Egito, e oque mais vi por lah foram Russas andando pra cima e pra baixo usando praticamente biquines e salto alto (!), mas esses foram os cumulos dos cumulos, e nao sei como alguem consegue se sentir confortavel naquele ambiente se expondo tanto. E alem disso, na boa, se voce eh tao contra a cultura local, escolha outro lugar pra passar suas ferias, e vah exibir suas curvas em outro canto do planeta.

Apesar de Brasileira, jah ter morado na Espanha, Portugal e Italia (que pra mim sao os paises que encabecam o ranking de homens descarados profanando desaforos para mulheres nas ruas), me sinto extremamente encomodada com situacao desse tipo, e acho que minha responsabilidade como turista eh respeitar a cultura alheia.

Mas por outro lado, no Egito faz MUITO, muito calor – um calor abafante, seco e epoeirado de deserto, oque dificulta ainda mais essa cosia de andar pela rua coberta do pescoco aos pes.

Mas quem tah na chuva eh pra se molhar, e sempre que colocava os pes pra fora do hotel, cobria pernas, ombros, decotes e afins. Por sorte, a maioria dos sitos arqueologicos no Egito sao fechados entao teem apenas turistas lah dentro, oque torna os lugares um tanto quanto mais liberais, e consequentemente mais confortaveis – ou seja, passando do portao de um templo ou piramide, pode tirar o veu/lenco e dobrar as calcas!

Nessa viagem, eu dei preferencia a pecas leves (vestidos) pra pesar (e amarrotar)menos na mochila, mas tambem levei camisetas e bermuda jeans boyfriend (acho esse termo tao brega!), e foi mais ou menos assim:

Vestido: T-Bags

Sandalia: Primark

Chapeu: Acessorize

Bolsa: Marc by Marc Jacobs (daquela linha baratinha que vende umas bolsas de couro sintetico e lona)

Oculos: Ray Ban

P.S. Usei o mesmo chapeu, mesma bolsa e mesmo oculos todo os dias da viagem.

Camiseta: Ecletic

Colar: Acessorize

Calca jeans: nao lembro onde comprei – ha uns 8 anos atras! – que eh ultra surrada e por ter as pernas retas, eh facil de dobrar quando o calor aperta!

Sandalia: Andarella

Vestido: T-Bags

Lenco: Acessorize

Sandalia: Primark

Camiseta: Primark

Colar: Primark

Bermuda: Uma calca strech que eu – juro!! – usava no colegio (!), mas que ficou tao detonada no trote (!!) da faculdade que eu cortei na altura do joelho pra virar uma bermuda! Acho que era da Oh!Boy… (oh god… meu trote foi ha exatos 12 anos atras!). Mas ela eh tao confortavel e veste tao bem, que sobreviveu a todos esses anos de mudancas e viagens…

Bermuda: Zara

Blusa: Primark

Colar: ??? (acho que comprei no Rio, mas nao lembro…)

Sandalia: Primark

Vestido: Diane Von Fustenberg

Tenis: All Star

Adriana Miller
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21 Apr 2010
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Roteiro de viagem Egito

África, Dicas de Viagens, Egito, Jordania, Roteiros de Viagem

Pra fechar a serie de posts sobre o Egito (chega, ne?), um ultimo post com umas dicas praticas, respondendo as perguntas de “quanto tempo precisa”, “oque dah pra fazer em X dias?” e afins.

Como contei antes mesmo de viajar, emendamos um feriadao e passamos um total de 10 dias no Egito (9, sendo que o ultimo dia fomos pra Jordania): 3 dias e 3 noites em Cairo; 3 dias e 3 noites em Luxor; e 3 dias e 3 noites em Sharm El Sheikh.

Os 3 dias que passamos no Cairo foram assim:

No nosso primeiro dia, fomos direto pras Piramides de Giza, porque nao adianta, e por mais que o Egito tenha outras atracoes turisticas menos lotadas, com menos picaretas e com mais cosias pra ver/fazer, Giza eh Giza e duvido voce conseguir passar um dia inteiro na cidade e nao querer dar de cara com elas. Passamos boa parte do dia por lah, ateh que passei mal de calor, quase desmaiei (o calor estava demais da conta!), e entao resolvemos que jah tinhamos conseguido tirar todas as fotos que queriamos.

Pegamos um taxi na saida em frente a Esfinge e fomos para o bairro Islamico, onde fica o mercado Arabe Kahn Al-Khalili pra passear na sombra (apesar de que o calor de matar continuava) e almocar.

Quando anoiteceu, voltamos pro Albergue e passamos o resto da noite trancados no ar condicionado!

No segundo dia, alugamos um carro com motorista (taxi, arranjado direto no albergue) e fomos passar o dia nos arredores de Cairo, nas Piramides de Dahshur e Saqqara. Ambas ficam afastadas do centro do Cairo e demoram bastante tempo pra chegar lah, entao considere o dia perdido – se der pra incluir mais alguma cosia no seu roreito, eh lucro.

No nosso caso, resolvemos arriscar e assim que voltamos pro centro de Cairo no fim da tarde, pegamos o metro e fomos pro Bairro Coptico, que jah estava quase fechando e nao deu pra ver tudo… Como a tarde estava mais fresquinha, fomos assistir o por do sol e jantar no jardim do Parque Al-Ahzar que tem uma vista panoramica da cidade da Citadela 9que aliais, nao estava nos planos, mas resolvemos incluir pq achamos linda demais).

No terceiro e ultimo dia no Cairo, a programacao inicial era acordar tarde e ir direto pro Museu Egipcio, mas acabamos acrodando bem cedo e fomos direto pra Citadela. Passamos umas horinhas da nossa manha por ah, e depois fomos direto pro Museu Egipcio do Cairo, que foi bem corrido (apenas uma tarde inteira), mas ficamos tao decepcionados, que realmente nao teria ficado masi tempo por lah.

Naquela mesma noite, pegamos o trem noturno que nos levou a Luxor.

A viagem de trem foi muito legal e bem tranquila, e apesar do atraso, ainda chegamos em Luxor cerca das 9 da manha – o plano inicial era passar 2 dias e meio em Luxor, no terceiro dia pegar um onibus ateh Hurgahda, onde no dia seguinte pegariamos um ferry para Sharm El Sheikh. Mas como os ferries foram cancelados, acabamos ficando 3 dias e 3 noites em Luxor, que foram assim:

No primeiro dia, assim que fizemos check in fomos direto pro Templo de Karnak, que fica ha uns 10 minutos do centro da cidade. Como estavamos sem guia nem grupo de excursao, pudemos passar quantas horas quisemos lah dentro, e foi bom demais. Apesar de ser um tempo enorme e o sol estava de matar (Luxor ficar mais a sul, entao estava ainda mais calor que o Cairo), ainda rolavam umas sombrinhas embaixo das colunas de pedra, e deu pra aproveitar melhor nosso tempo por lah.

Mas antes mesmo de sair do albergue nesse dia, tinha combinado um passeio de Feluca pelo Rio Nilo, que acabou sendo um passeio particular, com o barco todo soh pra gente! Depois que o sol se pos, fizemos um passeio pela Corniche de Luxor (calcadao “beira-Rio”) e jantamos num peh sujo local que tinham uma comida dos Deuses!

Nosso segundo dia fizemos um passeio pelo Vale do Reis e das Rainhas, que fica no vale do deserto nos arredores de Luxor. Inicialmente tinhamos pensado em fazer todos os passeios independente, mas nao existe transporte publico que vah praquelas bandas, e o sol estava quente demais pra fazer qualquer cosia que nao envolvesse ar condicionado! O Vale seria o tipo de lugar que eu passaria o dia todo entrando de tumba em tumba, mas como estavamos de excursao, foi tudo bem corrido, e as 2:30 da tarde jah estavamos de volta em Luxor.

Acabamos perdendo a tarde toda tentando resolver como chegariamos em Sharm El Sheikh depois que descobrimos que nosso ferry tinha sido cancelado, oque foi bem estressante, e estragou nossos planos originais de pasar a tarde/noite no templo de Luxor. Mas mesmo assim fomos jantar no restaurante Roof Top (em cima do Snack Time e ao lado do McDonalds) que tem vistas privilegiadas para o Templo de Luxor e o rio Nilo. A noite, ficamos batendo perna pelo centro da cidade e passeando no Souk.

No terceiro e ultimo dia em Luxo fomos direto pro Templo de Luxor, onde passamos boa parte do dia. Quando o calor comecou a ficar insuportavel, fomos nos esconder no Museu de Luxor, que apesar de bem pequeno (mesmo em comparacao com o Museu do Cairo) eh novissimo, super bem organizado e com um ar-condiconado congelante delicioso!

Na nossa ultima noite em Luxor, voltamos ao Templo de Luxor para ver o show de luzes a noite.

O voo para Sharm El Shiekh saiu bem cedo, e durou apenas uns 40 minutos (se isso tudo!). Chegamos no hotel bem cedo, resolvemos pedir um up grade pro All Inclusive, e passamos os dois dias seguintes sem fazer absolutamente nada!

Dois dias cansativos de cocktails na beira do Mar Vermelho, soneca na beira da Piscina, e comer ateh explodir, e snorkel com peixinhos coloridos.

Nosso nono e ultimo dia (inteiro) da viagem comecou cedissimo, as 3:30 da manha, quando comecamos a maratona de viagem ateh chegar em Petra, na Jordania, e soh acabou as 2 da manha do dia seguinte.

E voila!

Voamos de volta pra Londres direto de Sharm El Sheikh, pra nao perder tempo de viagem fazendo conexoes e afins…

Adriana Miller
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14 Apr 2010
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Sobrevivencia no Egito: Modus Operandi

Cairo, Dicas de Viagens, Egito, Luxor, Sharm El Sheikh

Seja uma viagem mochileira como a nossa, ou com um pouco mais de luxo, qualquer viagem independente ao Egito requer uma certa preparacao para o choque cultural.

Egito DYI

Se voce pretende ir pra lah com uma agencia e guias que te levam pra cima e pra baixo e te “protegem” do Egito real, entao esse post nao eh pra voce.

Apesar dos pesares, e dos perrengues, nao trocaria nossa viagem ao Egito por nada, nem por hotel de luxo, e muito menos por onibus com ar condicionado e guia bilingue.

Egito eh o tipo do lugar que 90% do que tem pra oferecer eh a experiencia em si, e saber se moldar a cultura local nos ensinou muito mais doque aprender sobre as dinastias e Faraos!

Entao pra quem for ao Egito, aqui estao algumas dicas do modus operandi local!

– Gorjetas, propinas, subornos e afins. Ou o Baksheesh Egipcio.

Em Arabe Egipcio a expressao baksheesh significa “gorjeta”, mas eh amplamente utilizada pra sempre que qualquer pessoa tentar tirar dinheiro de voce. Faz parte da cultura local, e todos, em qualquer situacao vao esperar que voce de um extra por fora como baksheesh.

Nao adianta negar, porque eles vao te encher o saco, e eh mais facil carregar sempre umas moedas no bolso (de facil acesso, sem ter que ficar abrindo carteira e afins) e se livrar da situacao antes de virar uma intimidacao.

Ao mesmo tempo que todo e qualquer preco seja negociavel, dificilmente o preco final acordado, sera o preco final mesmo – sempre vai rolar uma tentativa de baksheesh. A grande maioria eh inofensivo, como a gorjeta do garcon, do motorista de taxi, do guia do passeio pelos templos.

Mas eh sempre bom ficar esperto com as falcatruas.

No nosso segundo dia no Egito, contratamos um taxi no albergue, uma familia canadense tinha feito um passeio parecido e deram uma boa recomendacao. Nos negociamos um pouco o preco (afinal eramos apenas nos 2, e eles eram 5), e pronto. No dia seguinte seguimos alegreces e faceiros pra Saqqara e Dashur.

Ao chegar lah, achamos que tinhamos tirado a sorte grande, a piramide de Dashur era praticamente toda nossa! Sem vendedores chatos, grupos de turismo atrapalhando as fotos e afins como tinha sido em Gize.

Abordamos o tiozinho do camelo e demos um baksheesh pra tirar fotos do camelo (sem subir nem nada), soh pra ser gentil.

Segundos depois chegaram dois policiais (“Tourism Police” que teoricamente estavam la pra nos proteger) insistindo DEMAIS pra tirar uma foto nossa, e nos sempre dizendo que nao, pois queriamos mesmo era a foto do camelo. E os caras nao nos deixaram em paz, quase arrancando a camera da minha mao pra tirar uma foto.

Ateh que um deles, se escondeu atras da cazinha, deu uma apontada na mega metralhadora no seu ombro e fez sinal de dinheiro.

Tentamos sair andando, dizendo que nao tinhamos nada, e o segundo policial, chegou, fechando nossa passagem – ou seja, estavamos “presos”, longe do nosso motorista e longe da vista de outros turistas.

Entao eu tirei umas moedas do meu bolso e dei pro primeiro policial, que imediatamente disse que era muito pouco, e ficou apontando pra camera do Aaron! (nao no sentido de roubar a camera, e sim para enfatizar que sim, nos tinhamos dinheiro)

Entao demos mais dinheiro, e ele ainda ficou dizendo que queria mais, e que tinhamos que dar mais dinheiro pro seu colega tambem!

Eu sinceramente nao acho que eles iam atirar ou fazer nada com a gente por causa de uma gorjeta mas a situacao foi muito intimidante, ficamos mesmo apavorados, e depois desse dia nao passavamos nem perto de uma “Tourism Police” (que aliais, depois reparamos que sempre se “escondem” nos fundos dos templos, e vimos – de longe –  outros turistas passando pela mesma situacao em outros templos).

Ainda no mesmo dia, a segunda falcatrua veio do nosso motorista, que mal falava ingles, e no meio da estrada (ou seja, no meio do nada no deserto) parou no acostamento e me passou o celular: era seu “primo” dizendo que nos tinhamos enganado o motorista, pois o hotel nao disse que o passeio tambem ia incluir Dashur, que eh bem longe da cidade. Mas como agora jah tinhamos ido e voltado, tinhamos que pagar 50 libras a mais na mao do motorista.

Fiquei revoltada, e bati boca, mas a troco de que? Estavamos no meio do nada, com um motorista que mal falava Ingles e um “primo” nada simpatico no telefone. E afinal de contas, 50 libras Egipcias sao apenas 10 dolares, e nao valia apena a confusao.

Esse dia foi um estresse, apesar do passeio maravilhoso que fizemos nas piramides antigas. Mas foi um crash course sobre a corrupcao e falcatruas egipcias, e aprendemos a licao! Foi a ultima vez na viagem que fomos passados pra tras!

O pedido de Baksheesh mais estranho que tive, foi o dono de uma barraquinha de livros que perguntou se eu tinha ciclete; quando ofereci um, ele pegou o pacote todo, dizendo que os filhos iam adorar!

E todas as canetas que tinhamos perdidas em bolsos e fundo de bolsa, foram ficando pelo caminho, de “presente” pras adultos e criancas.

– Celebridade por um dia (ou  politico em epoca de eleicao)

Como ja disse em outros posts, os Egipcios nao sao nada timidos, e nao tem a menor vergonha de ficar encarando ninguem.

Depois do segundo dia, jah nem me sentia envergonhada de ter minha foto tirada no metro, enquanto esperavamos pra atravessar a rua, ou sentada num restaurante. Depois dessa viagem, definitivamente vou pensar duas vezes antes de coprar uma revista de fofoca de novo!

E alem de se sentir uma celebridade, voce ainda se sente um pouco como um politico em plena campanha eleitoral, tirando fotos com bebe remelento no colo, posando ao lado de familias e com marmanjos de abracando!

Se for um grupo de criancas entao nem se fala! Se jogam na sua frente, pedem pra voce tirar foto delas, e ficam maravilhadas com a telinha da camera! Eh bem fofo, mas chega uma hora que vc cansa de tirar fotos de velinhos, criancas e familias completas na frente do templo.

Apesar da situacao surreal, eu ficava morrendo de doh de dizer nao! No dia que fomos na Citadela, tinha uma excursao escolar visitando a mesquita e as criancinhas fizeram a festa com a gente! Mas depois de uma meia hora posando e tirando fotos, disse nao pra um grupo de meninas (com pinta de ter uns 8 anos) e elas ficaram tao tristes, mas tao tristes, que me partiu o coracao! Entao voltei atras e prometi uma foto soh! Mas obviamente logo depois mais umas 15 criancas apareceram dentro da mesquita!

Carne de acougue

Independente das falcatruas e do status de celebridade de tabloide fajuto, por mais que o Egito seja um pais que recebe muitos turistas, ao mesmo tempo a grande maioria das pessoas que vao pra lah viajam como grupos turisticos, sempre com guias por perto. Entao dois gringos como nos peranbulando pelas ruas chamava bastante atencao.

Tentamos, na medida do possivel, ter uma experiencia autentica, fugindo de restaurantes turisticos, andando de metro ou kombi ou pegando taxi local; por mais dificil que tenha sido se virar nessas situacoes, nos poupou muito dinheiro e dor de cabeca de negociacao com gente querendo tirar vantagem.

Porque? Poque ser um extrangeiro no Egito significa que sempre, a qualquer momento alguem estara tentando te passar pra tras e tirar vantagem de alguma coisa.

Se um taxista te aborda em Ingles, pode ter certza que ele vai te cobrar o triplo do preco de uma corrida com um taxista local, idem para restaurantes ou lojas de rua.

– “Tres palavras”, a primeira silaba é…

Falar Ingles eh imprencidivel, mas ao mesmo tempo, por termos evitado ao maximo as situacoes turisticas demais, acabou que falar ou nao ingles nao fazia a menor diferenca, jah que quase ninguem nos entendia mesmo.

Entao viramos mestres da arte de fazer mimica, apontar e fazer contas com dedos.

Fizemos mimica pra pegar um taxi do centro da cidade ateh a Citadela, mimica pra pedir um kebab de frango (foi engracado demais!!) e minha performacne digna de oscar foi fazer mimica pra comprar spray pra desentupir nariz e papel higienico na farmacia!

Deu certo! Nos entenderam, e entendemos tudo!

(soh nao pode ser timido, porque fazer mimica de papel higienico nao eh nada digno… tentei ser sutil, mas nao fui compreendida, e soh quando fui o mais grafica possivel na minha mimica eh que a mocinha atras do balcao arregalou os olhos e “Ah!” puxou o pacote de papel higienico debaixo do balcao!)

– Numeros Arabes

Eu li essa dica num blog escrito por um egipcio, e resolvi imprimir uma copia da tabela soh por via das duvidas.

Mas me surpreendi com a quantidade de lugares que apenas expoem seus precos em Arabe, menu de restaurante com preco em Arabe e as plataformas da estacao de trem sao identificadas com numeros Arabes.

Nada que uma mimica nao resolva na hora de negociar o preco de qualquer cosia, mas ter uma nocao do preco “normal” dah uma grande ajuda!

– Negociar, negociar, negociar!

O preco final nunca eh o preco final, e o preco inicial tabem nunca eh o preco inicial.

Geralmente as negociacoes se limitam ao mercados “arabes”, mas no Egito a negociacao de preco acontece em TODOS os lugares!

E por isso que entender os numeros Arabes nos ajudou demais!

Por exemplo, compramos nosso jantar no kebab ao lado do albergue, e quando fomos pagar o carinha quis cobrar 6o libras por dois kebabs! Imediatamente apontei pro menu onde li que cada um deveria custar apenas 6 libras! O tiozinho se assustou que eu “entendi” o menu e imediatamente cobrou o preco normal, sem nem discutir!

E minha tecnica de negociacao era sempre vergonhosa: se me cobravam 400, eu oferecia 100, ateh conseguir negociar o preco a 200, ou ameacar sair da loja!

No souk em Luxor

As vezes a reducao inicial eh demais, e nao rola mesmo. Ai cabe a voce saber se realmente quer comprar aquela determinada coisa, e seguir pra barraquinha/loja seguinte.

O mesmo vale pra passeios turisticos, mas quase tudo tem um preco tabelado, e as agencias trabalham em clima de cartel: o preco eh sempre o mesmo, o servico e o roteiro eh sempre o mesmo.

Depois que levamos o susto em Saqqara percebemos que nao valia tanto a pena ficar batendo boca pelo preco de certas coisas.

E nunca, nunca, entre num taxi sem concordar direitinho preco antes da corrida (e de preferencia tenha o dinheiro trocado certo, ou se nao vc nunca mais vera o troco!).

– Como se vestir e se comportar

Ao contrario da viagem a Dubai, eu nao tinha visto muitas cosias pela net relativo a roupas e costumes no Egito; mas por via das duvidas e por ser um pais muculmano preferi ser o mais “recatada” possivel com meu guarda roupa.

Andar pelo Cairo era bem complicado, e realmente nao se via NINGUEM de short ou saia, ou nada que mostrasse os joelhos – homens, mulheres, turistas e afins.

Dei gracas a deus pelos meus vestidos compridos e calca jeans, mas morria esturricada de calor com uma pasmina enrrolada nos ombros o tempo todo.

Ms assim que chegavamos num lugar mais turistico (nos templos, museus e tals) a coisa fica menos restrita,  e os turistas se liberavam!

Mesmo assim eh bom sempre usar o bom senso – por respeito a cutlura e religiao local, e para seu proprio conforto.

Mesmo com vestidos compridos ateh os pes ou calca comprida, as pessoas jah te encaram e os homens dao em cima, coisa que me deixa extremanente desconfortavel (pior que o calor!), mas oque mais vi foram turistas exibidas, se achando o maximo por serem o centro das atencoes (principalmente as Russas! Muita vergonha alheia delas…). O mesmo vale para os homens, e o Aaron usou calca comprida e camisa de manga varios dias, independente do calor de 40 graus na sombra!

Jah em Luxor achei o clima mais confortavel, talvez porque a cidade nao eh tao tumultuada como o Cairo. Eles ainda te encaram, dao em cima e te abordam o tempo todo, mas a sensacao de vulnerabilidade e sufocamento-humano eh incrivelmente menor.

Entao me senti bem mais a votade pra usar bermudas por exemplo, sem achar que seria apedrejada na rua!

E alem disso, Luxor eh uma cidade que vive exclusivamente de turismo, entao alem de estarem mais acustumados a verem as turistas Russas andando de micro short com a lateral da calcinha aparecendo (serio!) e top de biquine, eles sao bem mais tolerantes, pois sabem que precisam dos turistas pra sobreviver.

Jah em Sharm El Sheikh eh puro oba-oba! De Alema de top less na praia, a Ucraniana com vestido totalmente transparente a Italianos se amassando na piscina!

Em nome do turismo, os Muculmanos fingem que nao veem – mas sinceramente, o bom senso (e bom gosto) mandou lembrancas, e por respeito a cultura alheia, eh sempre bem saber se vestir apropriadamente!

Adriana Miller
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13 Apr 2010
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Sharm El Sheikh

Dicas de Viagens, Egito, Sharm El Sheikh

A intencao de finalizar nossa viagem com uns dias em Sharm El Sheikh, no Mar Vermelho, era justamente poder tirar umas ferias das nossas ferias!

Sabiamos que essa viagem seria perrengue e com muita correria pra cima e pra baixo, mas antes de voltar pra casa queriamos uns dias pra relaxar, e nos sentir, de fato, de ferias.

Na verdade queriamos mesmo era ir pra Dahab, que eh o paraiso do mergulho e dos mochileiros – geralmente apelidade de “Tailandia” do Oriente Medio. Mas por motivos puramente praticos (alem da dificudade de chegar em na Penisula do Sinai, ainda demoraria mais 2 hora entre Sharm el Sheikh e Dahab, entao desistimos), resolvemos ficar no lugar que fosse mais facil.

Sharm El Sheikh eh o tipo do lugar que ha uns anos atras eu teria detestado, ou ateh mesmo se tivessemos comecado a viagem por lah, eu iria igualmente odiar.

A ideia de passar ferias num lugar cercada de familias Russas e Alemas por todos os lados, musica gangstar aos berros na piscina e lambairobica na beira da praia, seria suficiente pra me fazer desistir da viagem inteira.

Mas dessa vez era isso mesmo que queriamos fazer! (menos a Lambairobica, please!)

Terminar nossa viagem num lugar artificial, sem obrigacao de ver nem fazer nada, sem nos preocupar em discutir nem negociar preco, nem ter que planejar o dia.

Pra completar a sensacao de dolce fa niente, ainda pedimos um up grade pra opcao all inclusive do resort, pra nao ter que nem precisar nos preocupar em decidr qual restaurante ir naquela noite, e quanto custa cada prato (e acabou saindo bem mais barato!).

Entao nossos dias foram assim: acordar tarde, tomar cafe da manha, trocar de roupa e ir pra praia; ler alguns capitulos de nossos livros, nadar no Mar Vermelho, fazer um pouco de snorkel e tirar fotos dos peixes.

Almocar, e sentar na beira da piscina tomando uns cocktails, ler mais um pouco, nadar na piscina, tomar um sol. Assistir o sol se por por tras do Monte Sinai. Tomar banho, ir pro bar do hotel e tomar mais uns cocktails antes do jantar. Jantar e voltar pro bar. Dormir.

E no dia seguinte, repetir tudo de novo!

Nao tivemos muito tempo de bundiagem nao (no nosso ultimo dia fomos pra Petra, na Jorndania), e nem sei quanto tempo aguentaria nessa vida mole de nao fazer nada. Mas foi bom enquanto durou!

Pra quem for pra Sharm El Sheikh, ou outras cidades do Mar Vermelho, apesar de nao ser um lugar muito “Faraonico” do Egito, oque nao faltam sao atividades, principalmente para os amantes do mar e de mergulho com cilindro!

Dizem que o Mar Vermelho tem uma das faunas aquaticas mais diversificadas do mundo, e corais coloridissimos e bem conservados.

Nao nao tivemos tempo, nem disposicao de fazer nenhum desses passeios, mas soh de ficar nadando com snorkel na beira da nossa praia, jah vimos uma inifnidade de peixinhos coloridos de todos os tamanhos!

Alem disso, tambem existem alguns passeios ao Monte Sinai (onde Moises escreveu os 10 mandamentos!), safari no deserto (tipo oque nos fizemos em Dubai), e passeios para Israel e Jordania (que foi oque nos fizemos).

Assim como vimos no Cairo e Luxor, todos esses passeios podem ser reservados e acertados diretamente com seu hotel, assim que vc chegar lah, e geralmente acaba saindo bem mais barato doque reservar pela internet.

Para nossa viagem a Petra nao pudemos fazer isso, pois precisavamos de pelo menos 48 horas de aviso para a policia imigratoria do Egito/Jordania antes da viagem, tempo esse que nao tinhamos depois que chegamos em Sharm.

Entao peguei recomendacao de uma agencia local (Sharm Club) nos foruns do Trip Advisor, que acabou saindo quase metade do preco doque fazer a mesma viagem com uma agencia Inglesa ou Europeia.

O resort que ficamos em Shar foi o “Sol Sharm” da rede Espanhola Sol Melia, e super recomendo! O hotel eh novinho, os quartos sao espacosos, e a area aberta do resort tambem eh otima! Nao eh exatamente na beira da praia, mas vc chega na praia privada do hotel em 3 minutos! Alem disso eles tem todo tipo de atividades aquaticas pra quem quiser se aventurar pelas profundezadas do Mar Vermelho.

Minha recomendacao final eh fazer reserva com o pacota All Inclusive que vale bem mais a pena doque pagar por cada refeicao e cada bebida separadamente nos bares ou restaurantes do hotel.

Adriana Miller
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12 Apr 2010
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Uma cidade Cairótica!

Cairo, Dicas de Viagens, Egito

Nao resisti a piadinha, pois realmente nao existe cidade tao caotica quanto Cairo!

Quando me falavam isso eu pensava quase que automaticamente: Porque voce nunca foi a Hanoi! Pois sempre achei que nenhum outro lugar do mundo seria tao, mais tao confuso quanto Hanoi.

Mas eu estava enganada, e jah nos primeiros momentos andando pela cidade formei minha opiniao! Cairo ate que tem bastante coisa pra oferecer, mas eh o tipo de cidade, que basta uma vez na vida!

Pra comecar que a cidade eh extremamente populosa, e qualquer esquina tem a capacidade de desafiar as leis da fisica: 5 pessoas numa lembreta? Cabe! 5 carros numa rua de mao dupla? Cabe! Camelos, charretes, mulas, carrinho de bebe, kombi, onibus e taxi, todos tentando passar pelo cruzamento ao mesmo tempo? Tambem cabe!

Nosso albergue era bem no centro do Cairo, oque foi uma mao na roda, pois estavamos a 5 minutos do metro (que evitou perder horas no transito louco da cidade) e tambem andando do Museu do Cairo, com muitas opcoes de restaurantes, lanchonetes, famacias e supermercados a poucos passos.

Mas por outro lado isso tambem significou que estavamos no centrao do burburinho, e uma coisa que os “Cairanos” nao sao mesmo, eh ser timido!

Sao milhoes de pessoas disputando cada centimetro da calcada, calcadas estreitas, cheias de pedintes, ambulantes, latas de lixo e afins, e a cada pessoa que passava por nos nos abordavam ou falavam alguma coisa, variando do “welcome do Egypt!” ao “taxi! taxi!”, “where you go sir?”, “cheap price for you!”, “lucky man!” e ofertas de bons precos em lojas, taxis, charretes, e oque mais fosse possivel nos vender (inclusive alguns camelos pela sua mulher!)!

Apesar da seguranca, poder andar pra cima e pra baixo com cameras fotograficas pendurada no pescoco e outras atitudes “gringas” que evitamos em outros paises, no Cairo uma palavra que descreve bem como nos sentiamos o tempo todo eh: vulneraveis.

Nao existe a nocao de espaco pessoal, as pessoas sao diretas demais, e aos poucos nos tornamos extramamente grossos com todos a nossa votla. Qualquer sorriso ou um simples “nao obrigada” eh a deixa perfeita pra te seguirem pelos proximos 5 quarteiroes enchendo o saco e oferecendo alguma coisa! Entao pra conseguir chegar do ponto A ao ponto B, tinhamos que ignorar muito vendedor pelo caminho, e alguns “nao estou interessado!” com voz bem grossa!

Alem disso, ao contrario da Asia, os Egipcios te encaram! Encaram, analisam, olham de cima a baixo, e nao teem a menor cerimonia de sacar o celular da bolsa e tirar uma foto sua, na cara de pau!

Eu nao sei voces, mas minha primeira reacao foi de choque! E pensava, deve ser assim que uma celebridade se sente o tempo todo! hahahaha!  E nao podem te ver com a camera apontada pra algum lugar que vao se oferecer para posar pra voce (que geralmente termina em um pedido de dinheiro) ou simplesmente se jogam na frente, estragando sua paisagem!

Mas apesar da nossa localizacao central, achei “navegar” pela cidade bem dificil.

Muitas ruas nao tem nome, e quando tem, estao escritas em Arabe, e tuso isso sem a minima organizacao urbana. Sabe aquela intuicao de que se vc seguir em frente, depois virar a direita e pegar a segunda rua a direita, vc chega em algum lugar? Essa coisa nao existe no Cairo, entao o medo de nos perdermos era constante!

Isso sem falar que 95% das esquinas nao tem sinal de transito, ou se tem, nao funcionam! Entao eh cada um por si! Olhar pra um lado, e depois pro outro antes de atravessar, pode ateh ajudar, mas na verdade soh aumento o medo de morrer atropelado!! Nos horarios de rush, as esquinas mais movimentadas tem um guardinha tentando organizar um pouco as cosias, mas tenho minhas duvidas sobre a eficacia…

Enquanto qualquer encruzilhada eh aquele bando de carro velho (todos os carros sao muito velhos!! Pegamos varios taxis que dava pra ver o motor embaixo do painel!! Acho que o ultimo carro vendido/comprado no Cairo foi 1967!) buzinando enlouquecidamente, desviando de outros carros, outras motos, pessoas, camelos e mulas de carga, tentando se enfiar em cantos ou por cima das calcadas pra passar na frente de outro carro que esta fazendo a mesma coisa, isso tudo enquanto uma familia de 7 tenta atravessar a rua (fora da faixa de pedreste, logico!) carregando as sacolas de compra, o carrinho do bebe e a cadeira de rodas da avo.

Sentiu o drama?

Oque nos salvou mesmo foi o metro – facil de usar, extremamente barato (1 Libra Egipcia em qualquer linha, qualquer direcao e qualquer distancia), com funcionarios que falam ingles e placas e mapas informativos em Arabe e Ingles.

Uma cosia interessante no metro do Cairo eh que os vagoes sao separados entre homens e mulheres.

Mulheres acompanhadas podem andar no vagao masculino, mas homens nao podem nem sequer ficar parados no lado feminino da plataforma!

No nosso primeiro dia na cidade, pegamos o metro pra ir ateh Gize e reparamos que eu era a unica mulher no vagao e foi a atracao principal do lugar. mas na hora achamos que aquele mundarel de homens estvaam me olhando simplesmente por ser turista, e porque eles sao cara de pau e encaram mesmo.

Ai no dia seguinte, estavamos na plataforma, juntos e soh tinham mulheres em volta. Umas senhoras ficaram encarando o Aaron e falando elaguma cosia em Arabe, que nao conseguimos entender. mas quando o trem chegou, e o Aaron comecou a caminha em direcao a porta, a mulherada se juntou pra barrar a entrada dele, e a mesma senhora invocada (que nao soh estava usando uma Abaya dos pes a cabeca, daqueles que cobrem ate os olhos, mas ainda estava de luvas, cobrindo a pela das maos!) levantou os dedos fazendo sinal de “nao” e proibindo a entrada dele!

Tudo aconteceu numa fracao de segundo, nos demos uns passos pra tras, tentando entender oque tinha acontecido, enquanto as outras milhares de pessoas na plataforma do metro nos encaravam de cima a baixo, e enfim vi a placa que separa a estacao entre homens e mulheres.

Mas posso falar? Ateh que gostei de andar num vagao soh com mulheres! Sem me preocupar se tem alguma marmanjo me manjando demais, chegando perto demais, preocupada com minha bolsa e afins. E achei que ser encarada por mulheres, e ter minha foto tirada (sem autorizacao, claro) por meninas adolescentes, bem mais tranquilo doque por um Egipcio barbado!

A pobreza tambem eh dificl de ignorar, e a quantidade de pedintes, mesmo que nao seja comparavel com as cidades brasileiras, por exemplo, estao em todos os lugares onde os turistas tambem estao.

Outra coisa que me chamou demais a atencao foram as casa semi-acabadas – a cidade INTEIRA parece uma grande favelona, sem pintura, sem telhado, de reboco, nem nada. Predios e casa inacabadas, alguns habitados, outros nao.

Mas na verdade, depois descobrimos que a falta de reboco ou tinta nas paredes nao tem nada a ver com a pobreza da populacao e sim com a corrupcao e burocracia do governo! No Egito, qualquer cada ou predio completo (com acabamento) paga 40% a mais de imposto urbano e de propriedade! nao eh um absurdo?

Entao pra burlar o sistema, as pessoas constroem suas casas e deixam o telhado inacabado (nao chove mesmo!), nao passam reboco nas paredes, nem pintam nada por fora.

No fim das contas, eh uma economia e tanto pra familias egipcias e soh vimos casas/predios pintados quando chegamos em Sharm El Sheikh, e mesmo nos bairros nobres do Cairo, ou em hoteis de rede internacional, as vezes a fachada estava pintada, mas as laterais das casas ainda tinham os tijolos aparentes.

No total, passamos 3 dias e 3 noites no cairo, oque achei mais que suficiente pra ver tudo de interessante que a cidade tem a oferecer. Se tivessemos um dia a mais, por exemplo, provavelmente teriamos ido ate Alexandria de trem.

Mas pra quem esta sem tempo, diria ateh que em 1 ou 2 dias daria pra fazer o “basico” (Piramides e museu).

Adriana Miller
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