07
Oct
2011
Hotel Shangri La, Dubai
Escrito por Adriana Miller

Na primeira vez que fomos a Dubai um dos principais detalhes da viagem foi onde se hospedar. Na epoca mencionei como isso seria importante pra definir sua viagem, e como Dubai eh o tipo de cidade onde parte da diversao eh o seu hotel.

Como as distancias sao enormes, e qualquer “independencia” fica bastante limitada pelas temperaturas altissimas e pela falta de estrutura de transporte (Dubai tem algumas linhas de onibus e metro, mas nao eh extensa nem abrangente suficiente pra atender ao turismo, entao ficamos muito refens de taxis o tempo todo), eh importante definir o “tipo” de viagem que voce pretende ter, e ai sim decidir onde se hospedar.

Para quem quer praia, por exemplo, a melhor solucao sao os resorts em Jumeirah, na ilha Palm ou na Marina, pois os hoteis dessa regiao terao acesso as praias (que sao todas particulares), oferecem um ambiente turistico e a possibilidade de circular mais livremente, sem se preocupar com bikini, saia curta, andar de maos dadas e afins.

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Mas se voce predente dar foco aos restaurantes, bares, shoppings, parques e atracoes turisticas da cidade, entao a area de Downtown e a avenida Sheikh Zayed Road, que eh super central e perto de tudo eh amelhor escolha.

Como fui pra Dubai a trabalho, nao faria menor sentido me hospedar na regiao da Marina/praia, entao fiquei no Hotel Shangri La, bem no meiao da Sheikh Zayed Road.

O Shangri La faz parte de uma rede de hoteis de luxo Asiatica, com sede em Hong Kong.

O hotel de Dubai tem 43 andares, e com 200 metros de altura, eh o sexto predio mais alto da cidade. Ele tem um perfil levemente mais business, mas ainda assim seria uma otima opção pra quem pretende fazer uma viagem mais turistica/cultural pela cidade.

Eu dei sorte de conseguir um upgrade pra uma suite maior, no 35′ andar e com um vista infinita do mar do Golfo!

O banheiro tambem era enorme, wifi gratis no lobby e nos quartos, e o servico em geral, otimo. Mas oque gostei mesmo foi a selecao de restaurantes dentro do hotel!

Entre eles o Hoi An, um restaurante de culinaria Francesa-Vietnamita listado como o melhor restaurante fusion/asiatico de Dubai! A culinaria Vietnamita sem duvidas eh uma de minhas preferidas, e eu adorei o restaurante!

Entao sem duvidas uma otima opcao pra quem quer ficar bem centralizado em Dubai e sabe que nao vai gastar muito tempo indo a praia.

 

 

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
19
07
Oct
2011
At The Top: Burj Khalifa
Escrito por Adriana Miller

O Burja Khalifa em Dubai eh o predio (ou “estrutura”) mais alto do mundo, alcancando quase 900 metros de altura acima do nivel do mar! Quase 1 quilometro de predio!

Quanto tempo esse record vai durar eu nao sei (parece que a Arabia Saudita ja esta construindo outro predio que supostamente vai ultrapassar 1km de altura!), mas o predio realmente eh incrivelmente impressionante, e eh impossivel nao avista-lo seja onde voce estiver em Dubai!

Quando estive em Dubai em 2010 ja tinhamos conhecido o Burj Khalifa, mas na epoca, chegamos la apenas 3 semanas depois da inauguracao do predio, e portanto os ingressos pra subir na sua plataforma de observacao ja estava esgotados por vaaaarios meses. Entao nos contentamos em admira-lo em solo firme.

Mas nessa ultima viagem, essa foi minha prioridade turistica! nao queria perder a oportunidade de subir no predio mais alto do mundo!

A novidade dessa vez eh que eh possivel comprar seus ingressos on line (com um prazo de 48 horas no minimo) ou direto no balcao do At The Top no sub solo do Dubai Mall.

Os ingressos custam 100 Dirhams (cerca de 30 dolares) se comprados com antecedencia e 400 Dirhams se comprados na hora (se disponivel), para subida imediata. Entao eh recomendavel se programar com antecedencia pra poder escolher seu horario preferido (os horarios que coincidem com o por do sol esgotam com semanas de antecedencia).

Eu comprei meu ingresso pra primeira hora disponivel, logo que a plataforma abre, as 10 da manha. O motivo foi bem simples: o claor estava de matar, e de manha ficava ligeiramente mais fresquinho… e com a umidade bem alta, por mais que o ceu esteja azul, a visibilidade fica comprometida, e como o predio eh alto demais, quanto mais cedo voce for, mais chances tera de ver alguma coisa la de cima!

A “experiencia” eh super organizada e dura cerca de 1 hora – voce passa por uma seguranca acirrada, nivel aeroporto Americano, e dai pra frente eh um passeio pela historia da construcao do predio.

Chega a ser um tanto quanto emocionante pensar que um dia aquilo ali (nao soh o predio, mas a cidade toda!) nao passava dos devaneios de um Sheik milhonario e visionario, e hoje em dia eh um dos principais polos comerciais, financeiros e turisticos do mundo.

Pra chegar na plataforma de observacao no 124′ andar, subimos no elevador – tambem ais rapido do mundo – que sobre cerca de 10 metros por segundo!

La de cima a vista realmente eh impressionante, pois da pra ver direitinho a cidade TODA! Inclusive as ilhas artificiais Plam e World islands, o deserto e o centro financeiro de Dubai, que fica incrivelmente miniaturizado visto la de cima!

A vista la de cima tambem reforca a nocao de como Dubai eh uma cidade/pais grande e tao espalhado, com avenidas que nao acabam nunca, viadutos complexos e distancias enormes.

Valeu demais a pena estar em cima, e eu nao parava de pensar com meus botoes, que afinal de contas estava no topo do mundo!

 

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
13
05
Oct
2011
Cavalli Club: Dubai
Escrito por Adriana Miller

A viagem a Dubai semana passada me deu a chance de fazer uma coisa super legal: conhecer a Fe Costta! Ja somos amigas virtuais ha alguns anos, e temos um gosto praticamente identico em viagens – estamos sempre trocando dicas no Twitter, e-mails e afins, entao foi otimo finalmente conhece-la ao vivo e a cores!

Nosso encontro foi no bar ultra fashionista (e um tanto quanto over the top) Cavalli Club de Dubai, dentro do hotel 5 estrelas Fairmont, que foi desenvolvido e idealizado por ele mesmo, Roberto Cavalli.

E ele nem precisava colocar seu nome no bar/restaurante/balada pra ficar bem obvio que o lugar tem seu toque.

Pense em puffs com estampa de zebra, carpetes com estampa de onca e leopardo, muito veludo roxo nas paredes, luzes de neon, sofas de couro e superficies cromadas tudo no estilo Cavalli de ser tudo-ao-mesmo-tempo-aqui-e-agora.

O bar central tem um pe direito de 6 metros de altura, totalmente ocupado com um lustre gigantesco de cristais Swarovski, que aparentemente custou varios digitos na casa dos milhoes de dolares.

Durante a semana o bar e restaurante tem um menu fusion de Japones e Italiano e oferece uma infinidade de cocktails preparados com a Vodka Cavalli ou Champagne Cavalli.

Como fomos numa quinta feira 9que na verdade eh a sexta feira no calendario do Oriente Medio) o bar estava abarrotado de gente, e quando fomos embora a boate estava comecando a bombar!

Definitivamente uma opcao glamour pra quem quer personificar toda aquele exagero e opulencia que Dubai (e Roberto Cavalli!) sabe fazer como ninguem…

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
11
29
Sep
2011
Dubai ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Depois de uns dias em Bahrain, cheguei em Dubai para mais uns dias!

Também estou aqui trabalhando então ainda não tive tempo de passear por aí…

Mas já adianto que esses dias por aqui me mostraram uma cidade bem diferente da Dubai que conheci há quase 2 anis atras!

Mas realmente ainda não fiz nem vi muita coisa alem das fotos aí em baixo:

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Essa é a vista do meu quarto, no altíssimo 35• andar, de frente primar do golfo!
Mas tem feito tanto calor e a umidade esta tão alta, que mal da pra ver a água…

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A vista do escritório, que fica bem no centrão do distrito financeiro de Dubai e parace ser um mundo aparte da Dubai turística!

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Mas claro, não seria Dubai se não fossem os shoppings… E então tive a péssima idéia de “matar hora” no Dubai Mall, o suposto maior Shopping do mundo! (perdição!)

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E pra fechar a noite, o show de água e luzes aos pés do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo!!

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11
09
Mar
2010
Onde ficar e como se locomover em Dubai
Escrito por Adriana Miller

Ultimo post sobre Dubai, prometo!

Na verdade nem ia falar sobre o assunto “hotel” por aqui, mas jah vi que surgiram algumas duvidas, e nao coincidentemente foram as mesmas duvidas que tive antes de viajar!

Pra comecar duas cosias que jah falei em outros posts sobre a cidade: Dubai eh grande e consequentemente tudo eh longe. Dubai eh cara, muito cara.

Comecando pelo delicado assunto de precos e dinheiros. Dubai eh uma cidade que foi construida para os ricos e famosos, e tudo por lah eh feito em funcao dos turistas com grana no bolso. Ai voce me pergunta: precisa ser milionario pra conhecer Dubai? Nao! Claro que nao! Mas acho, sinceramente, que ao estipular um viagem “budget” voce acaba se privando do melhor que Dubai tem a oferecer.

Por exemplo os hoteis. Existem hoteis com precos em conta? Sim, alguns. Mesmo assim o preco final pra se hospedar num muquifo nao eh tao diferente que o preco de uma hotel 4 estrelas de rede internacional. Mas a qualidade e localizacao eh infinitamente pior (e quase todos os hoteis nesse padrao “mochileiro” ficam na area de Deira, que jah contei nossa experiencia aqui).

Jardin do Meridien / Westin

O mar é calmo e a cor é azul transparente!

Alem disso o hotel escolhido esta diretamente relacionado a qualidade final da sua experiencia, simplesmente porque Dubai eh isso ai.

No nosso caso, pensamos, pensamos, pesquisamos, pedimos dicas. No final, resolvemos pagar um pouco mais pra ficar no Le Meridien Mina Seyahi, um resort bem bonitinho, na beira da praia entre a Marina e a entrada da ilha Palm.

Le Meridien e Westin vistos de dentro do monorail da ilha Palm Jumeirah

A piscina do Le Meridien, com a praia ao fundo e a vista do Atlantis

E o Burj lá no fundo

Dois fatores foram decisivos:

- Praia: Apesar de ser uma cidade litoranea, dubai nao tem uma “cultura” de praia. Existem pouquissimas praias publicas, e mesmo assim elas sao cheias de restricoes. Entao nao rola ficar hospedado num albergue no centro da cidade e achar que vc podera passar suas tardes se esticando na areia das praias abertas.

Muito pelo contrario. As regras em relacao ao que pode ou sao ser usado em areas publicas parmanecem as mesmas (nada de biquine e sunga) e a praia nao tem a menor infra estrutura balnearia.

Regras de uso da praia aberta em Jumeirah

Pegando um bronze...

E ir a Dubai e nao ir pra praia eh quase um crime, e com certeza, ao dar de cara com a cor azul turquesa-photoshop das praias voce vai se arrepender de nao ter pago um pouco mais pra ter acesso a uma praia particular.

Outra opcao eh pagar os “day pass” pra usar as praias dos resorts. Porem, colocando tudo na ponta do lapis, ainda acho que valeria mais a pena ficar direto hospedado num hotel com praia. Por exemplo, no nosso hotel, os passes de praia, custavam mais de 50 doalres por dia, por pessoa!

A praia publica vaziiiia.. sem cadeiras, sem barracas, sem pessoas.

Outro ponto a ser considerado eh a localizacao do seu hotel. A principal area turistica fica no lado leste da cidade, na beira da praia Jumeirah que se estende ateh a Marina, e na rua paralela Sheik Zayhed Road. Os hoteis na avenida Sheik Zayhed tem um perfil mais corporativo, a grande maioria adjacentes a complexos empresariais, e portanto oferecem todos os confortos de luxo para uma viagem de business, mas nao necessariamente para satizfazer uma viagem turistica. Alem disso os precos estao no mesmo nivel que os hoteis na praia Jumeirah, porem sem a praia.

Alem disso, eh tambem nessa area que estao todas as atracoes turisticas, e eh bom saber mais ou menos oque vc pretende, gostria de fazer durante sua estadia, para que seus dias sejam planejados de acordo, e por regioes da cidade.

Transporte publico eh inexistente, a cidade nao tem calcadas e as poucos estacoes de metro jah construidas sao muito, muito longe uma das outras.

A impressao que se tem eh que em Dubai tudo foi feito pra dificultar uma viagem economica! Mas a verdade eh que muito alem da infraestrutura “luxo” da cidade existem as proprias dificuldades impostas pela geografia.

Com um verao que tem temperaturas ultrapassando os 50 graus, tempestades de areais durante o inverno e MUITAs construcoes em todos os lados, pode se dizer que chega a ser perigoso tentar andar pra cima e pra baixo em dubai!

Estações futuristicas do metro em construção

Para atravessar as grandes avenidas, use SEMPRE as passarelas das estacoes de metro, e ateh mesmo os poucos pontos de onibus espalhados na cidade sao totalmente fechados e com ar condicionado!

Ponto de onibus com ar condicionado!

Nos tivemos a brilhante ideia de tentar andar de um lugar pro outro a peh: Como tudo em Dubai eh bem plano, a impressao que se tem eh que tudo fica ali pertinho… um ou 2 quarteiroes talvez… Entao lah fomos nos tentar andar da praia Jumeirah ateh a entrada do Souk Madinat.

Nos embrenhamos por uma rua deserta onde fomos a atracao principal dos locais, depois tivemos que andar embaixo do sol no encostamento da auto estrada, pedimos pra cortar caminho por outro hotel e fomos negados, e varios taxistas pararam no caminho pra perguntar se estavamos perdidos e precisavamos de ajuda!

Meia hora depois chegamos no nosso destino – meio apavorados com a velocidade dos carros, morrendo de calor e empoeirados! Entao depois dessa aprendemos que taxi eh sempre a melhor pedida!

Entao quando vc estiver procurando hoteis na cidade, mesmo que voce nao queria (nao possa) ficar hospedado no Burj al Arab, Madinat e afins, oque nao faltam sao otimas opcoes!

Minha recomendacao fica pra area Jumeirah/Marina que te darah mais opcoes de locomocao, restaurantes e atracoes. Jah se a intencao for puramente praia e nem sequer tirar seus pes da areia, uma otima opcao seria ficar hospedado na ilha Palm – o acesso nao eh tao facil quando no resto da praia, mas a ilha foi construida justamente pra isso mesmo: estando lah, voce nao precisa sair pra fazer nada!

Se a viagem for tao curta a ponto de voce saber que nao vait er tempo nenhum de curtir a praia, entao os hoteis na Marina e na Sheik Zahid Road sao uma boa opcao: perto dos shoppings e numa posicao bem “central” em relacao aos pontos turisticos.

Pra fechar o post algumas recomendacoes de hoteis, baseado em recomendação de amigos que tambem já foram a Dubai:

Vista panoramica da praia dos hoteis Le Meridien e Westin

- Le Meridien Mina Seyahi e The Westin: Ambos os hoteis dividem a mesma praia e o mesmo resort. O Le Meridien (onde nos hospedamos) é um pouco mais modesto que o Westin e achei que o custo/beneficio mais vantajoso pra gente. Mas realmente se vc quiser um pouco mais de luxo, mas sem estourar o banco, The Westin seria uma boa opção.

- The One & Only Resort: Ainda na mesma praia que o Le Meridien e Westin, mas separado por barreiras esta o ONe & ONly que é considerado uma das redes de hoteis mais exclusivas do mundo.

- Burj al Arab: O unico hotel 7 estrelas do mundo, e consequentemente um dos mais caros e exclusivos. Um pouco mais acesssivel, porem nao menos exclusivo esta o Jumeirah Beach Hotel.

- Madinat Jumeirah: Um enorme complexo hoteleiro e de entretenimento, nao menos luxuoso e exclusivo (e tambem parte do complexo Jumeirah Beach e Burj al Arab)

- Atlantis: O principal hotel e complexo de entretenimento da ilha Palm, e seria um lugar ideal pra ferias em familia (um zilhao de opcoes pra criancas).

E para muitas outras opcoes de hoteis que se encaixem melhor nas suas necessidades e bolso, o site booking.com é imbativel!

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
19
04
Mar
2010
Como se vestir em Dubai
Escrito por Adriana Miller

Entre os paises do Golfo, Dubai é considerado o mais “liberal” e ocidentalizado, e portanto historias de que mulheres tem que se vestir usando abayas, se cobrindo dos pés a cabeça e afins sao pura lenda.

Mas nao dá pra negar que Dubai realmente é “liberal” – a maioria da população que mora no Emirado nem sequer é muçulmana.

Porem, respeito e bom senso na hora de se vestir caem muito bem obrigada!

Teoricamente falando turistas podem usar oque quiserem, e vimos muitos turistas batendo perna por lá exibindo mais oque deveriam.

A população local esta sempre bem coberta - por abayas ou não

Eu pessoalmente sou o tipo de pessoa que gosto de me vestir um tanto quanto conservadora em situações assim. Apesar de nao ter achado os”Dubai-enses” nem um pouco agressivos, como por exemplo os Marroquinos ou Turcos, volta e meia rola um olhar de desagrado. Os homens sao educados e no pouco contato que tive com estranhos do sexo oposto, todos foram extremamente respeitosos, mas convem nao abusar da boa hospitalidade local. Por uma questao pessoal, prefiro nao chamar atenção nem virar atração de lugar nenhum (se voce é o tipo de mulher – ou homem – que gosta de ser o centro das atenções e sempre chegar chegando, boa sorte!).

Como regra geral em Dubai a boa educação pede que voce sempre se vista cobrindo joelhos e ombros, e nunca, jamais demonstre muito afeto em publico (ou seja, nada de beijos, abracos e maos dadas em lugares publicos). Alem disso, nao importa o quão quente esteja do lado de fora, a cidade inteira é uma bolha de ar condicionado, e se voce nao se protejer, o frio do arcondicionado – sempre no maximo – te pega de jeito!

Politica de Cortesia

Na maioria dos dias eu usei calça jeans + camiseta + sandalia + uma jaqueta ou casaquinho na bolsa. Nos dias que pesseamos por lugares “turisticos” (exemplo, nos hoteis Atlantis e Madinat), eu usei uma bermuda jeans larguinha sem problemas (sempre com ombros e colo cobertos).

Bermuda e camiseta

Bermuda, camiseta, sadalia e jaqueta

Para entrar na mesquita, ombros, pernas e cabelos cobertos

Na praia, o sol estava demais e tirei a jaqueta!

Mesmo para passear no hotel, preferi uma saida de praia mais comportada. Biquine apenas no mar ou na piscina.

Não tem misterio na hora de fazer a mala pra uma viagem pra Dubai. Apenas evite abarrotar a mala com mini-saias, mini-shorts e decotoes, a nao ser que voce nao tenha a menor intenção de sair de seu hotel ou nao se importe de receber atenção indesejada do sexo oposto.

Nao precisa se “fantasiar” de safari nem nada do tipo. Eu usei o mesmo estilo de roupa que usaria no Rio de Janeiro, Chile ou qualuqer outra cidade Europeia – apenas com um pouco mais de moderação e modestia na hora de ficar “mostrando pele”.

O mesmo vale para os homens. Mas se voce estiver morrendo de calor, nada de resolver tirar a camisa no meio da rua! Joelhos e ombros sempre cobertos, por puro respeito aos “anfitriões” e para seu proprio conforto (conforto social de nao ter que ficar recebendo olhares indignados, e conforto no ar condicionado sempre no maximo!).

Pernas e braços cobertos - e de quebra ainda proteje do sol do deserto.

Para passeio 100% turistas, bermuda e camiseta

No caso do Aaron, por causa da sua pele super clara, ele preferia sempre se cobrir o maximo possivel (calça e mangas compridas sempre que possivel) para evitar “destoar” demais dos locais. Se a tecnica anti-gringal foi eficaz ou não, eu tenho minhas duvidas, mas com certeza fez com que ele se sentisse bem mais confortavel consigo mesmo o tempo todo. E na verdade isso é tudo que importa!

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
27
04
Mar
2010
Compras em Dubai
Escrito por Adriana Miller

Vou direto ao ponto: pura decepção.

Pronto, fim do post.

Mas falando serio. Pessoalmente falando, eu nao sou mesmo consumista, e principalmente quando estou viajando, gastar dinheiro com qualquer coisa que nao seja “a” proxima viagem sempre me parece um desperdicio.

Porem dessa vez, criei uma mega expectativa. Nao teve um unico ser no meu caminho que nao tenha tido a mesma reação quando dizia que estava indo pra Dubai: COMPRAS!

Lojas de luxo no Dubai Mall

Aparentemente Dubai seria o paraiso das compras. Tax free, todas as marcas do universo, preços baixo, festivais de compras e etecetera e tal. Eu e o Aaron chegamos a ter uma conversa “seria” sobre oque e quando poderiamos de fato comprar e gastar, porque afinal tudo indicava que “DO-BUY” era mesmo o paraiso das compras na terra.

Porem… Chegando lá, a historia foi beeeeem diferente.

Pra começar que realmente nao tenho esse ímpeto consumista de TER que comprar alguma coisa, e a verdade é que poucas coisas teriam esse poder de convencimento na minha carteira.

Mais lojas de luxo, e no geral, corredores vazios

Ou talvez seja por morar em Londres e ter acesso diario a todas essas lojas e portanto nao ter ficado tao deslumbrada… nao sei oque foi, mas a apelacao dos shoppings foi um pouco demais pra mim.

Mas minha veia pao-dura a parte, eu achei Dubai super caro, mesmo para os padroes de uma cidade como Londres, e mesmo com uma moeda forte como a Libra Esterlina no bolso.

Para algumas coisas a diferença era ateh pequena, mas sempre pra cima. Um exemplo? Uma blusinha da Zara que digamos que em Londres custaria 39,99 Libras, em Dubai essa mesma exata blusa custava tipo o equivalente a 44 libras. Já em outras areas as diferenças eram berrantes. Outro exemplo? O Aaron estava querendo ver preços de eletronicos e material fotografico. Uma lente Cannon que em Londres (que já é mais caro que nos EUA, por exemplo) custaria cerca de 900 libras, em Dubai a mesma lente custava mais de 1400 libras.

Todas as lojas fast fashion e hight street do planeta, sob o mesmo teto

Entao chegamos num ponto que já nem valia a penas “gastar” nosso tempo de viagem e turismo pra ficar entrando e saindo de lojas.

Um outro fato e levar em consideração é a taxa de cambio. Quando fomos pra Dubai a conversao da Libra para Dirhams estava na casa de 5×1. Depois que voltamos, me contaram varias lendas do primo-do-amigo-do-vizinho que foi pra Dubai e pegou cambio de 10×1.

Se essas lendas sao verdadeiras ou nao, nao sei dizer, mas se esse fosse o caso entao algumas coisas valeriam a pena, mas ainda assim, outras coisas continuariam caras.

Nao sei explicar da onde vem a fama “Do Buy” de Dubai, mas pra gente nao rolou mesmo, e alguns preços nos deixaram chocados.

Duty Free do Aeroporto - bem... blah.

Para dar ideia de alguns preços de coisas por lá e assim voces fazem a conversao pra moeda do pais de voces:

- Corrida de taxi Aeroporto – Marina: 60 Dirhams (mais ou menos 30 min no taxi)

- Corrida de taxi Hotel (Marina) – Jumeirah: 50 Dirhams

- Entrada Ski Dubai (basico, sem ski): 100 Dirhams

- Entrada Atlantis (basico sem parque aquatico): 100 Dirhams

- Cocktails no Burj al Arab: 325 Dirhams (por pessoa)

- Jantar Madinat: 150 Dirhams (por pessoa)

- Fast food no Dubai Mall: 50 Dirhams (por pessoa)

Nao lembrei de anotar preços de nada em lojas e tal, mas lembro de ter ficado chocada com algumas conversoes que fiz e na Sephora do Dubai Mall, algumas coisas chegavam a custar 3 vezes mais caro que o mesmo produto, da mesma marca na Selfridges de Londres, por exemplo.

Quantos dinheirinhos vale 1 Dirham?

Pra nao dizer que nao comprei nada, geralmente quando estamos viajando a unica coisa que me anima a abrir a carteira mesmo sao peças de decoração. Entao quando fomos ao mercado Souk Madinat aproveitei pra negociar bastante e comprei algumas coisas, mas mesmo assim, nada demais (enfeite de natal de Dubai, caixa de madeira e uma lanterna/vela de ferro).

Uma dessas caixas veio pra casa comigo!

Moral da historia: se voce nao pode comprar um vestido Valentino, nao sera em Dubai que voce vai chegar mais perto dessa realidade. Porem se voce esta vindo do Brasil, ou de algum lugar onde marcas internacionais talvez nao sejam tao abundantes, provavelmente algumas coisas valerao a pena puramente pela oportunidade e novidade (e nao tanto pelo preço). Mas para todos os outros turistas vindo de outras cidades grandes da Europa, EUA e Asia, acho que Dubai seria um pouco decepcionante (apesar de ter varias lojas que nao existem em Londres e Europa, como Forever 21, Crate & Barrel, ProMod e afins).

Ah! Detalhe importante que esqueci de incluir no post inicial: a grande maioria das lojas sao “customisadas” para as necessidades da populacao local, ou seja, apesar das marcas serem internacionais, as modelagens sao bem diferentes, e vi muitas roupas em lojas Americanas e Europeias com modelagem “arabe”: muitas tunicas (tanto feminina quanto masculina), saias bem compridas, modelagem mais larguinha, colarinho fechado, mangas compridas etc.

Por exemplo, na Forever 21 (que era a loja que eu estava mais animadinha, pois eh uma rede americana bem baratinha, onde fiz a festa em Novembro e que ainda nao tem em Londres!) em vez de ver aquele mundarel de blusinhas e vestidinhos fofos que eles tem no catalogo “internacional”, nas lojas de Dubai oque vendiam eram muitos vestido compridos, saias a baixo dos joelhos ou ateh o chao, tunicas e jaquetas larguinhas (nada de regatinhas nem decotoes, como nas lojas dos EUA). Na Mango eu vi um vestido, igual ao modelo que comprei em Londres (tomara que caia, saia na altura do joelho, tecido de malha de bolinhas) porem com mangas cobrindo os ombros e saia cumpridona.

Ateh mesmo na parte masculina, lojas como a French Connection (que o Aaron adora e quis dar uma olhada na liquidacao) estava cheia de tunicas ateh o joelho e calca tipo pantalona.

Nao entrei em muitas lojas de luxo, entao nao sei dizer como essas lojas tambem se adaptam ao publico local, mas mesmo nas lojas de departamento que vendem marcas de luxo (no Dubai Mall tem uma Bloomingdales e uma Gallerie Lafayete) vimos muitas roupas de designer com modelagem “arabe”.

Quer saber? Achei bem legal!

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
13
01
Mar
2010
Roteiro de viagem Dubai
Escrito por Adriana Miller

Ainda tenho mais cosias pra escrever sobre Dubai, mas como tem sobrado ideias e faltado tempo, vou contar mais ou menos como foi nosso roteiro de viagem – oque tinhamos planejado fazer e oque acabamos tendo tempo de fazer. Oque valeu a pena, oque eh imperdivel e afins.

A Fe Costa, que mora em Dubai foi uma grande ajuda! Obrigada Fe! Por ser um lugar que nunca esteve no meu top 10 de vontade de conhecer, eu tinha pouco ideia doque realmente queria ver e fazer em Dubai. Foi uma viagem de oportunidade e fomos com tudo, mas meio perdidos.

Alem disso, tinhamos pouco tempo, apenas 5 dias (na verdade 4 dias, pois nosso voo acabou mudando pra um horario mais cedo) que sempre dizem ser mais que suficiente pra conhecer a cidade toda. Porem, ainda queriamos ter tempo de aproveitar a cidade, passar umas tardes/manhas no resort, e umas horinhas que fosse na praia e na piscina.

Na nossa programacao original, tambem tinhamos planejado ir a Abu Dhabi, que acabou nao dando certo, pois varias coisas nao sairam como tinhamos imaginado! Mas fazer, oque certo? Eu sou super perfeccionista-maniaca-compulsiva quando planejo minhas viagens, mas sei que imprevistos acontecem, e temos que nos virar do jeito que for!

Uma outra coisa que me surpreendeu bastante em Dubai foi a dificuldade de ir e vir. Na verdade eu jah imaginava que seria dificil, mas foi pior que imaginava. Tudo eh muito longe, nao existe transporte publico praticamente, e a cidade foi planejada para carros apenas. Nao existe calcada, a grande maioria das ruas (pelo menos na area turistica) sao na verdade auto estradas e voce fica muito, mas muito dependente de taxi o tempo todo.

No nosso primeiro dia, assim que chegamos no hotel tentamos pedir informacao sobre “aluguel” de um taxi – assim teriamos um carro e motorista pra nos levar pra tudo quanto eh canto o dia todo, mas ou menos como fizemos no Camboja, mas todas as pessoas para qual perguntamso sobre isso nos olharam como se fossemos loucos (apensar de que recebemos essa “recomendacao” como sendo uma cosia bem comum em Dubai). No final saiu mais barato fazer tudo autonomo, pegando taxis aqui e ali (que no geral sao bem baratos), mas era uma preocupacao a mais ter que ficar catando taxi por onde iamos.

Depois pensamos tambem em pegar algum daquelas onibus Double Decker de turismo, que daria mais ou menos no mesmo – assim poderiamos subir e descer onde queriamos e tal. Mas o tempo foi correndo e entre check in, tomar banho, pedir informacao etc, perdemos 2 horarios do onibus 9que soh passava no nosso hotel de hora em hora) e acabamos pulando num taxi e indo direto pra Deira, ver os Old Souks (e o resto voces jah sabem….). Numa cidade como Dubai, os onibus de turismo hop on hop off sao uma otima opcao!

No roteiro original, nos tinhamos planejado fazer um super-mega tour, e ver quase a cidade toda em um dia.

Entao nesse primeiro dia da viagem queriamos fazer: Overview pela cidade, conhecendo a The Palm, Atlantis, Sheik Zayed Road, Emirates Towers, old town, creek, dubai museum, old souk, madinat jumeirah.

Acabou que fizemos uma visita frustrada na regiao de Deira/Creek (old town, creek, old souk), e de lah passamos o resto da tarde no Emirates Mall e Ski Dubai, com um passeio rapido pela Sheik Zayed Road e vimos os predios da Emirates soh de longe.

Se nao tivessemos chegado por lah numa sexta feira, os problemas que tivemos teriam sido bem diferente, e acredito que essa programacao teria sido possivel sim.

No segundo dia seguinte, sabado e segundo dia da viagem, acordamos relativamente cedo e fomos direto pra ilha Palm Jumeirah e o hotel Atlantis, e na parte da tarde tinhamos reservado um safari no deserto.

Voltamos pra almocar no nosso hotel, ficamos um tempinho pelo jardim e praia e nos arrumamos pro safari. Acabamos levando um mega cha de cadeira, ligamos pra empresa, foi a maior confusao, o concierge do hotel nos ajudou, mas no fim das contas resolvemos cancelar tudo e remarcar, com outra empresa pra fazer o safari na segunda feira a noite.

Por causa disso mudamos novamente nosso planos; cancelamos a visita a Abu Dhabi (que seria na segunda feira – ultimo dia “inteiro” da viagem), pegamos um taxi e fomos direto pra praia Jumeirah e para o Hotel/Souk Madinat. Ficamos por lah ateh anoitecer e depois fomos para o Dubai Mall jantar e ver o Burj Khalifa iluminado.

Domingo era pra ter sido o dia de descansar! Meu aniversario, valentine’s day… mas depois de uma sexta feira e um sabado desastroso, onde nenhum de nossos planos deu certo, resolvemos que seria melhor nao perder tempo. Acordamos e fomos direto pra Mesquita Jumeirah e assistimos a palestra do Open Doors, Open Minds; depois de fazer o tour pela mesquita, tirar umas quantas fotos e tal, seguimos em direcao a praia Jumeirah para conseguir tirar umas fotos de perto do Burj Al Arab. Quando pensamos em ir pra casa, resolvemos dar uma ultima passadinha no Dubai Mall, almocar e tentar tirar umas fotos melhores do Burj Khalifa durante o dia.

Voltamos pro hotel e passamos o resto da tarde na praia, lendo na beira da piscina e relaxando.

A noite fomos comemorar meu aniversario no bar do Burj Al Arab, que virou madrugada a dentro!

Segunda foi nosso ultimo dia inteiro em Dubai e resolvemos nao fazer nada! Acordamos tarde, e passamos o resto do dia comendo, bebendo, indo pra praia, piscina, tirando fotos e tal. ateh que as 3:30 da tarde jah estavamos prontos pro Safari no Deserto!

Terca feira (5- e ultimo dia de viagem) ficamos um tempinho no hotel, mas preferimos chegar cedo no aeroporto e ficar passeando pelo duty free!

Ou seja, nao foi uma viagem nada corrida, mas em compensacao deixamos de ver varias coisas consideradas “must see” de Dubai. Mas ao mesmo tempo, sinto que fizemos TUDO que realmente queriamos fazer, sem necessariamente ter que ficar desesperados de um lado pro outro.

Daria pra encaixar outras cosias aqui e ali, ou entao ter feito os mesmo programas em uns 3 dias – mas para nos essa foi uma viagem relaxante, de ferias mesmo, que eh bem diferente doque normalmente fazemos.

E apesar dos pesares, foi exatamente como queriamos!

Depois volto pra falar sobre oque/como se vestir em Dubai; compras; transporte e locomocao pela cidade; recomendacao de hotel.

Tudo que eu preciso eh um pouco mais de tempo entre trabalho-casa-volta as aulas!

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Roteiros de Viagem, Viagens
20
28
Feb
2010
Portas abertas, mentes abertas
Escrito por Adriana Miller

Uma das coisas mais legais que nós fizemos em Dubai foi assistir uma palestra “Open doors, open minds” ministradas por voluntarios do “Centro de Compreensão Cultural Sheikh Mohammed” (o nome verdadeiro é “Sheikh Mohammed Center for Curtural Understanding“) que tem como objetivo desmistificar os estereotipos e mitos sobre muçulmanos e o Islamismo.

A palestra acontece na Mesquita Jumeirah todos os Sabados, Domingos, Terças e Quintas as 10:00 horas, dura cerca de 1 hora e meia e custa 10 Dirhams (mais ou menos 4 dolares).

A palestra que assistimos foi dada por duas Inglesas, convertidas ao Islamismo após se casarem com Muçulmanos, e logo de cara elas avisaram: nao se inibam; Nós já ouvimos de tudo nessa vida, e já estivemos “no outro lado” e tínhamos as mesmas duvidas e os mesmos preconceitos que voces. Entao a palestra é justamente pra quebrar todos esses mitos e explicar oque realmente acontece.

Eu achei a iniciativa sensacional, e adoraria que mais cidades e religiões fizessem o mesmo!

Para entrar na mesquita é necesario estar com pernas e braços cobertos (para homens e mulheres), e as mulheres devem cobrir os cabelos com um lenço. Os sapatos devem sempre ser deixamos na porta (ou guardados na bolsa, se for mais pratico).

A palestra comecou com um tour pelo interior da mesquita, mostrando algumas das caracteriscas de arquitetura especificas da religiao. Pra quem nunca entrou numa Mesquita, ao contrario das Igrejas elas sao realtivamente simples e um espaço bem aberto. Na verdade tudo que é necessario para “ter” uma mesquita é um carpete, respeitar os horarios de orações e a direção de Mecca.

As cadeiras estavam ali apenas para a apalestra – mesquitas nao tem cadeiras, pois todas as orações sao feitas no chao, direto no carpete.

Numa mesquita o ponto principal, ou oque seria o equivalente de um altar, é o Mihrab, que é um espaço na parede do fundo da Mesquita que indica a direção da Qibla, ou a direção de Mecca; e o Mihrab sempre tem o formato de uma porta, pois simboliza a passagem para Mecca.

Outro ponto focal de uma Mesquita é o Minbar, que é um mini altar, ou mini plataforma de onde o Iman (lider daquela especifica mesquita – como se fosse um padre) ministra o sermão de sexta feira, ou o Khutba.

A principal função do Iman, alem do sermão Khutba é “cantar” o Adhan que é a “chamada” para oração que acontece 5 vezes por dia, de acordo com o calendario lunar e a posição do sol: Al Fajr, antes do sol nascer; Al Thuhur, meio dia, ou antes do almoço; Al Asr, no meio da tarde; Al Maghrib, entre o por do sol e o anoitecer, e o Al Isha, a noite – diariamente, os jornais Arabes publicam os horarios corretos da oração, e todos os Muçulmanos abeis, devem parar oque estiverem fazendo e completar o ritual do Salat (a oração em si). No nosso passeio ao deserto, o motorista do nosso jeep parou num posto de gasolina no meio da estrada, onde ele fez sua “Ablution” e depois foi a sala especial de oração. E quando reparei oque estava acontecendo, tirei uma foto discretamente e entao vi que praticamente todos os carros, taxis e caminhões que passaram pelo posto naquele momento, pararam, e os motoristas foram direto para a sala de oração.

Nos shoppings centers tambem existemm varias salas de oraçao espalhadas, para que as pessoas nao tenham que para suas compras para cumprir com suas obrigações religiosas.

Na palestra elas contaram tambem algumas estatisticas interessantes: Estima-se que 1 em cada 5 pessoas no mundo sejam muçulmanas, e que ao contrario dos mitos que cercam a religião, apenas 20% dos Muçulmanos sao Arabes, e apenas 30% de todos os Muçulmanos do mundo moram no Oriente Medio. A maior comunidade Muçulmana do mundo esta na Indonesia, e o Islam é a segundo maior religião nos Estados Unidos e Gran Bretanha.

Tambem aprendemos sobre os 5 pilares do Islam, que sao: – Shahadah: acreditar na existencia de apenas um unico Deus; – Salat: as cinco orações diarias; – Zakat: caridade e ajuda ao proximo (que deve ser equivalente a 2.5% da renda de cada individuo, ou familia. Esses 2,5% podem ser doados a quem voce quiser, ou a sua Mesquita); – Haj: a pelegrinaçnao a Mecca, pelo menos uma unica vez na vida.

No final da palestra, começamos a seção de perguntas e respostas, e quase todas foram sobre as roupas e relcionamentos familiares e entre homens e mulheres.

Segundo elas, ao contrario doque as pessoas pensam, segundo as leis do Islamismo, homens e mulheres sao exatamente iguais, e por mais que os ocidentais acreditem que o Islamismo é opressor as mulheres, elas discordam, e acham que suas vidas e liberdade de ir e vir nao mudou em nada ao se converterem ao Islamismo e morarem em Dubai.

E nos explicaram tambem sobre as roupas tipicas dos Emirados. O nome correto é Abaya, ou o “vestido” que elas usam por cima da roupa – a cor mais comum é preto, mas podria ser branco, azul, ou qualquer outra cor. A função da Abaya é “esconder” oque esta por baixo e dar mais liberdade para que as mulheres usem oque quiserem; E por isso tambem a maioria das mulheres acaba escolhendo o preto – pois ajuda a comuflar melhor a roupa que elas estao por baixo.

E o mesmo vale para o lenço que cobre os cabelos. Por uma questao de respeito a Deus, as mulherem devem cobrir seus cabelos – porem nao é obrigatorio. Na verdade vimos muitas mulheres andando pelos shoppings com lenços que cobriam apenas metada da cebeça, ou deixavam a fraja ou o topete pro lado de fora.

Em compensação outras, estavam to-talmente cobertas, inclusive seus olhos. Segundo as palestrantes, usar ou nao veu no cabelo, cobrir ou nao o rosto é uma opção pessoal, e geralmente significa um comprometimento meio com Deus.

Elas tambem falaram sobre a Burqa, que é uma “mascara’ usada por algumas mulhres que cobre as maças do rosto e o nariz. Na verdade, a mascara que parece ser feita de metal e extremamente opressora é feita de couro e seda, e teve sua origem nos povos nomades do deserto, e as mulheres usavam a burqa para proteger sua pele e olhos do reflexo do sol. Por um tempo o uso da Burqa diminuiu bastante (depois que inventaram filtro solar e oculos escuros), mas que de uns tempos pra cá, muitas mulheres voltaram a usar como um “protesto” e como proteção da cultura Arabe, que tem sofrido bastante nos ultimos anos, pos 11 de Setembro. Hj em dia é bem comum ver meninas bem novas e adolescentes que usam a Burqa cobrindo seus rostos como um ato de orgulho de suas raizes e tambem como um fashion statement, comprando burqas em diferentes cores, com brilhantes, pedras preciosas etc.

E o mesmo vale para os homens. Usar o Kandoora (o “robe” branco até o chao) além se pratico, tambem ajuda a diminuir o calor corporal no calor do deserto do Golfo, e o lenço na cabeça Gutra, mostra respeito a Deus e seu compromisso com a religião. É igualmente aceito que homens usem bonés ou outrso tipos de chapeu, por exemplo, mas de uns tempos pra cá, por puro “orgulho de ser Arabe”, muitos homens voltaram a usar a Gutra e Agal (que a corda que amarra o lenço Gutra na cabeça deles) como um fashion statement.

Os shoppings de Dubai sao cheios de lojas que vendem as Abayas e e Kandooras, que sao “moda” como qualquer outra loja – teem opcoes mais caras, mais baratas, tecidos tradicionais ou cheios de tecnologia, Petes, brilhantes e detalhes…

Definitivamente recomendo demais uma das palestras ministradas pelo centro de cultura (eles tambem tem outros eventos culturais que soa abertos a turistas), e se mais paises e mais religioes tomassem iniciativas desse tipo, o mundo teria menos preconceito e provavelmente teriamso menos conflitos e confusoes causadas por interpretacoes erradas da religiao alheia.

Categorias: Dubai, Emirados Arabes, Viagens
10
22
Feb
2010
Burj Khalifa e Dubai Mall
Escrito por Adriana Miller

Burj significa “Torre” em Arabe, entao o Sheik de Dubai tinha grandes intenções ao iniciar o projeto do Burj Dubai, o predio mais alto do mundo. A altura final nao foi confirmada até bem proximo da conclusao da contrução – a altura do predio chega a 828 metros de altura, mas de 40% mais alto que o predio Taipei 101 em Taiwan (o 2- mais alto do mundo, que ocupava o primeiro lugar no podio ateh 1 mes atras!).

A entrada do Dubai Mall, com o Burj Khalifa ao fundo

O predio foi contruido pela mesma empresa que construiu o Taipei e as Petronas Tower em Kuala Lumpur, e faz parte do complexo empresarial e comercial onde esta tambem o Dubai Mall, que tambem é, logicamente, o maior shopping center do mundo, com mais de 1000 lojas, incluindo um ringue de patinação de gelo de tamanho Olimpico, uma cachoeira artificial de cerca de 30 metros de altura, um zoologico marinho (que entrou para o livro Guiness dos recordes como o maior aquario de vidro do mundo!), o SEGA Republic (parque de diversoes/entretenimento de video games e afins) e a Dubai Fountain – um lago artificial com fontes de agua que fazem show de luz e musica (a la Las Vegas).

O “Gold Souk” do Dubai Mall

O ringue de patinação Olimpico

A cachoreia interna

Lojas, muitas lojas….

O maior aquario do mundo

Mas voltando ao Burj Dubai/Khalifa, a construção do predio tinha um custo estimado em 1.5 bilhoes de Dolares, e em seu interior inclui a construção do Hotel Armani, o primeiro hotel boutique construido pela maison Italiana, incluindo 160 quartos ultra luxuosos e 140 apartamento privados, todos decorados pelo designer himself e utilizando moveis e peças de decoração Armani Casa.

O unico problema foi que a inauguração do predio coincidiu com a explosao da crise imobiliaria mundial, que acertou Dubai em cheio, e faltou verba pra finalizar a estrutura. Porem o presidente dos Emirados e Emir de Abu Dhabi, Khalifa bin Zayed Al Nahyan deu um pequeno emprestimo pra Dubai que salvou a economia do Emirado, e o predio foi rebatizado como Burj Khalifa, em homenagem aos vizinhos ricos de Abu Dhabi.

O Burj Khalifa esta aberto a visitação e turistas podem subir na plataforma de observação no 124- andar; porem, assim como nas Petronas Tower da Malasia, a unica maneira de conseguir seu ingresso (que custa 100 Dirhams para visitar agendadas e 400 Dirhams para subidas imediatas – se estiverem disponiveis) é indo diretamente lá e marcando seu horario – nao é possivel conseguir ingresso atravez de agencias de viagem, nem pela internet.

Entao lá fomos nos! O balcao de atendimento fica no sub-solo do Dubai Mall, e estavamos com grandes pesperanças de conseguir avistar a Palm Jumeirah e o World Map lá de cima (alem da vista privilegiada de toda cidade!), mas devido ao lançamento recente ( O predio só foi inaugurado no dia 4 de Janeiro de 2010), os ingressos já estavam lotados e esgotados para os proximos meses!

Nossa, visita ficou frustrada, mas aproveitamos todas os possiveis angulos do predio colossal de arquitetura incrivel! E pelo que andei lendo sobre o predio, a estrutura e tecnologia utilizada permite que o predio seja “ampliado” caso algum outro pais do mundo resolva construir um predio que seja ainda mais alto! (ou seja, alguem vai ter que achar uma meneira de construir um predio com mais de 1 quilometro de altura!).

O mais engraçado, é que por ser tao alto, o Burj Khalifa nem parece ser tao alto! A noite, a visibilidade fica reduzida, pois mal conseguimos ver as luzes lá em cima, e durante o dia, se o ar nao estiver muito limpo e claro, mal conseguimos ver o topo com claridade!

Quando minha mae me perguntou como eu descreveria Dubai, eu resumi como: Imagina que os idealizadores de Las Vegas tivessem sido criados em Itu e tivessem complexo de novo rico com gosto duvidoso?

Nada mais descreve tao bem o estilo over-the-top de Dubai!

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