25
Jul
2005
Formentera
Escrito por Adriana Miller

Como nao tinhamos saida na noite anterior, acordamos cedo e fomos pro porto de Ibiza pegar o barco pra Formentera.

Formentera é a menor das quatro Ilhas Baleares. Povoada por pouco mais de 6.000 pessoas, praticamente desertica, pouca vegetaçao, cercada por prias paradisiacas e rochedos por todos os lados e um pequeno lago no meio (onde estao as salinas).

A viagem foi curta, mais ou menos meia hora e chegamos lá. Primeira coisa a fazer: alugar uma bicicleta; segunda cois a fazer: passar filtro solar, MUITO filtro solar!

O sol estava de rachar e iamos pasar o dia todo pedalando de uma praia a outra, sol na carcaça sem piedade…

Pegamos nosso mapinha e fizemos um roteiro com a ajuda da menina da loja de bicicletas. Decidimos pelo roteiro que da a volta no lago (norte da ilha) e onde estavam as praias mais bonitas.

Logo na primeira praia nos deparamos com o paraiso! Uma para Caribenha de agua quentinha e transparente, com areia branca como talco de bebe!

Nos jogamos na agua e ficamos que nem crianças nadando, fazendo palhaçadas, tirando muitas fotos!!! Tiramos tb umas fotos com uma camera descartavel a prova d¿agua, mas ainda nao revelei).

Mas nao queriamos perder tempo! Pausa pra beber agua, recuperar as forças e voltamos pra estradinha de terra com nossas super bikes!


Mais uma prainha, um penhasco com a vista de outra praia paradisiaca com zilhoes de mega barcos ancorados, e resolvemos parar numa outra praia, que tivemos que deixar as bikes pra tras e encarar a trilha a pé.

O caminho até lá tb era bem legal, e a medida que vc ia chegando perto, a paisagem ia ficando mais e mais legal.

Realmente a praia era linda, mas tinha um porem… NUDISMO! Nosssa recepçao no final da trilha já foi uma senhora, já com certos anos de vivencia, uns quilinhos a mais e peladona; até ai tudo bem, se ela nao estivesse se esticando toda de joelho na areia tentando arrumar sua toalha… Uma visao altamente dispensavel… uns minutos de trauma e resolvemos desbravar a praia assim mesmo.

Seguimos caminhando, e a cada metro a praia ia ficando mais bonita. E a quantidade de peladoes iam aumentendo.


Eu até me considero uma menina moderninha e tal, mas eu e Nienke chegamos a conclusao que nossa vã filosofia de 25 aninhos nao imaginava que existem tantas formas, modelos, cores e tamanhos diferentes nesse mundo…(o papo era sobre isso mesmo que vc esta pensando). Algumas gargalhadas (discretas) às custas dos peladoes.
Nao era uma praia nudista propriamente… tb tinha gente com roupa (nós duas, por exemplo), mas em compensaçao tinha muito mais gente sem nada. Assim tipo, “to afim de curtir a natureza” e pronto. O biquine foi parar na bolsa.

Acho legal que as pessoas se sintam tao confortaveis com sigo mesmas a esse ponto. Apoio total. Mas dispenso ser plateias pra familias-peladonas inteiras, curtindo as ferias na praia, sem roupa como se nao estivesse acontecendo nada. A vovó, o vovô, a mamae o papai e os filhinhos. A mamae lendo um livro enquanto o papai joga um frecobol com o filho, e os dois lá peladoes, correndo de um lado pro outro atras das bolas (olha a piadinha de mau gosto!!). Hahahahaah. Aceito, mas nao, obrigada. Recuperadas as energias, seguimos nosso caminho.

Nesse ponto do dia já estavamos do outro lado da ilha, onde as praias sao mais rochosas, e tem tb mais civilizaçao, restaurantes e hoteis (apesar de que nao muitos).


No laguinho que fica no centro da ilha, na verdade funciona uma grande Salina, que a Nienke nunca tinah visto na vida!! Ela nao sabia que era assim que se ¿fazia¿ sal…

Tentei resgatar do fundo do meu ser as explicaçoes que meu pai nos dava quando iamos ver as salinas na regiao dos lagos no Rio, e dei uma explicada mais ou menos pra ela.

Já cansadas de pedalar por horas e horas a fio debaixo do sol, achamos a primeira vila de pescadores, e resolvemos parar pra dar uma olhada e relaxar um pouco.

De presente, uma praia, nao tao linda assim a primeira vista, mas andando uns metros pra onde nao se via desda calçada, descubrimos uma piscina de agua natural, entre as pedras e corais!!


Pausa pra nadar, boiar, relaxar, mais fotos de baixo d’agua, e claro, como nao podia deixar de ser, mais uns tantos peladoes e peladonas à nossa volta.

E assim fomos dando a volta no laguinho… No trexo final já estavamos mortas, já nao tinha mais nenhuma praia, só estrada e sol, inclusive com alguma subidas que nao estavam nos planos…

E obviamente, quanod chegamos de volta no porto, pra pegar o barco pra voltar pra Ibiza, que já era o ultimo barco do dia (as 19:45), correndo o mais rapido possivel, com as pernas doendo depois de 7 horas de pedalada, e o barco já estava zarpando!! Pulamos, gritamos e nada… Voltamos na estaçao maritima e afinal conseguimos pagar a diferença de preço e voltar num outro barco, mais caro de outra empresa que saia uns minutos depois.

Estavamos muito cansadas, literalmente mortas… Fizemos uma siesta, mas mesmo assim resolvemos sair, pq hoje era a festa La Troya na Amnesia.

 

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