22
Oct
2013
Dica de viagem: Cruzeiro com bebês e crianças
Escrito por Adriana Miller

Depois de varias viagens de avião, trem e carro com a Isabella em seus primeiros 6 meses de vida, finalmente tomamos coragem de fazer um cruzeiro – dai que entre as muitas duvidas que tínhamos em relação a viagem (foi nosso primeiro cruzeiro), também bateram muitas dúvidas sobre como seria viajar de navio com um bebê pequeno.

Por um lado eu sabia que seria uma viagem “fácil” e confortável, e foi justamente esse o principal motivo pelo qual nos convencemos a encarar um cruzeiro: não teríamos que ficar trocando de hotel toda hora, muitos elevadores e uma ótima infra estrutura, de hotel 5 estrelas.

Mas ainda assim tivemos o cuidado extra de pesquisar bem e fazer muitas perguntas e certificar que estávamos preparados!

- Reservas:

Pra nossa decepção, bebes e crianças pagam tarifa inteira em Cruzeiros e não recebem desconto, nem pagam preços simbólicos como acontece em aviões e hotéis.

Pois eh, bebes de colo e crianças de qualquer idade pagam o mesmo perco de um adulto, o que foi um certo susto para nos, já que por enquanto não temos tido nenhum gasto extra pra viajar com a Isabella (em aviões bebes ate 2 anos pagam penas as taxas ou um valor simbólico se viajarem no colo dos pais, e geralmente ficam de graça em hotéis, ou então pagam apenas uma taxa de aluguel de berço) – eu ate entenderia que crianças maiorzinhas ou acima de um ano pagassem um preco proporcional (afinal tem muito entretenimento para crianças, comida 24 horas e tal), mas um bebe que mal comia papinhas, nao tinha idade pra participar de nenhum evento ou atividade infantil e tampouco ocupa espaço algum no navio nao deveria ter que pagar preço de adulto…

O unico “desconto” disponível sao eventuais promoções para terceiro ou quarto passageiro na mesma cabine, o que pode ser super vantajoso para famílias com crianças maiores ou adolescentes dividindo o quarto dos pais, pois os descontos podem chegar a 50% da terifa cheia.

Outro fator limitador para viajar com bebes em navios eh a idade mínima, ja que o bebe deve ter pelo menos 6 meses completos na data de embarque. Entao acabamos adiando nossa viagem em cerca de um mês para que ela pudesse viajar sem problemas (o que nao chegou a ser um problema).

- No balanço do mar…

O meu maior receio sobre fazer um cruzeiro era passar mal e me sentir enjoada (geralmente passo mal soh de ver barcos ancorados balançando no mar… blerg!), entao fiquei apavorada que algo do tipo pudesse acontecer com a Isabella!!

Então conversei com o pediatra e pesquisei bastante – além de me acalmar e reforçar que cruzeiros na balançam tanto assim, levei dramim pra mim e Dramim infantil pra ela, que seria apenas em ultimo caso.

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Acabou que o medo foi infundado e nem eu nem ela sentimos nada – eu confesso que ainda senti um pouco mais o lado psicologico de estar numa “caixa flutuante” em alto mar, mas a Bella ainda eh imune a essas paranoias, entao ficou super bem!

- Espaço e cabines:

Nós tivemos cuidado em escolher uma boa cabine – longe de ser a maior e mais luxuosa do navio, mas também nao foi a menor e mais baratinha. Mas ainda assim eu nao sabia o que esperar em relação ao tamanho e espaço disponível para todos nos e mais as malas e tralhas de bebe.

Para nossa surpresa as cabines acabaram sendo bem maiores do que eu imaginava, e tivemos espaço de sobra para o carrinho e um berço.

Ah! E vale frisar: no ato da reserva, ja aproveite e peca pra reservar também um bercinho para seu bebe. Nao tem nenhum custo adicional, mas como a quantidade de berços disponíveis eh limitada e cruzeiros sempre sao cheios de crianças, eh sempre bom nao bobear e reservar logo o seu.

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Entao quando fizemos check in e fomos pra nossa cabine, a caminha da Isabella ja estava prontinha esperando!

A cabine tambem tinha muitos armarios e um frigobar de bom tamanho, entao alem de desfazer todas as malas e organizar as nossas cosias e as roupas dela, tambem separamos umas portinhas pra guardar fraldas, lencinhos, leite em po e pronto, papinhas, potinhos, etc.

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E o banheiro, apesar de nao ser muito grande, tinha uma pia espaçosa o suficiente e com bastante prateleiras, entao tínhamos espaço de sobra pra lavar e secar mamadeiras e roupinhas.

- Infra estrutura e atividades:

Quanto maior for seu filho, mas eles vao aproveitar, isso eh fato!

Cruzeiros sao mesmo um programa bem familia e els fazem de tudo pra manter as crianças super entretidas e seguras e os pais tranquilos!

Entao todos os cruzeiros tem uma area de “kids club” com muitas atividades todos os dias, tipo um playground interno e externo.

Alem disso, todos os dias eles organizam gincanas, aulinhas (de musica, de culinária local, de dança, de pintura, etc) que ocupam parte do dia (para que os pais possam sair do navio e passear nas ilhas tranquilamente) e ate mesmo de noite (para que os pais possam jantar, ir no casino, nos musicais, etc).

No nosso navio a idade mínima para o kids club era 2 anos, entao a Isabella nao pode participar de nada, mas como estávamos com minha sogra, ela foi nossa babysitter quando demos nossas escapulidelas! :-)

Porem eles nao oferecem serviço de babysitter no seu próprio quarto (como muitos hotéis oferecem), mas eles tem um esquema tipo “berçário” para bebes menores durante a noite, e então se os pais quiserem jantar e assistir um musical por exemplo, podem deixar o bebe dormindo no berçário com as “tias” (e também oferecem o mesmo serviço durante o dia, se os pais quiserem fazer um passeio nas ilhas, ou curtir o spa, etc)

O que eu gostei mesmo foi do cuidado que eles tiveram com a segurança das crianças a bordo!

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Logo nas primeiras horas dentro do navio, fomos levados a uma salinha especial com mais algumas dezenas de pais e seus bebes, onde nos explicaram direitinho como proceder em caso de emergência, como usar o berço salva vidas para bebes, como contactar o serviço medico e mais qualquer outra duvida sobre a vida em alto mar com um bebe de colo.

Foi tao tranquilizador! E quando chegamos de volta no quarto o bercinho flutuante da Isabella já estava nos esperando, e ficou guardado junto com nossos salva vidas.

Para crianças maiores, eles dão uma pulseirinha identificadora especial, identificando os pais, a area de emergência, cabine etc. Então caso ocorra uma emergência quando seus filhos nao estiverem com voce, qualquer funcionario saberia identificar seu filho e leva-lo para sua area de emergência.

Uma outra regrinha, mas que me decepcionou um pouco, foi que bebes e crianças de fraldas não podem entrar nas piscinas do navio. Entendo perfeitamente, pois afinal basta um “vazamento” de fralda pra estragar as ferias das outras milhares de pessoas a bordo, mas por causa disso acabamos nao usando nenhuma das piscinas do navio.

De resto, os cruzeiros realmente sao feitos pra bebes e crianças e foi tudo TÃO fácil! Elevadores em cada esquina, corredores largos, ambientes confortáveis e espaçosos…!

- Comida e alimentação:

Quando fizemos nosso cruzeiro a Isabella tinha acabado de fazer seis meses, então ainda estávamos no iniciozinho da introdução de sólidos, papinhas e comidas de verdade, então estar num ambiente diferente nao atrapalhou muito nao, pois na época ela nao fazia mais que 1 ou duas refeições “sólidas” por dia, e o resto era todo leite.

Então levei bastante papinhas prontas de sabores já testados e aprovados, e no café da manha e no almoço aproveitava para dar alguma papinha de fruta amassada, ou creme de espinafre, pure de batata, caldo de sopa etc, pra ela comer um pouco de comida “de verdade” também – mas hoje em dia as papinhas disponíveis são tão saudáveis e gostosas que nao me estressei muito não! Estávamos todos de ferias e eu queria era ser prática (e nem sequer sou a mãe neurótica da papinha orgânica-feita-na-hora-esterelizada-filtrada-benzida).

Se fosse hoje em dia, que ela ja come varias vezes por dia, mas ainda não tem dentes nem mastiga comida sólida mesmo, acho que a alimentação seria mais complicada.

Teríamos que usar muito mais papinhas prontas, muitas frutas e legumes, e pedir pra cozinha “liquidificar” alguns pratos pra ela.

Mas para crianças maiorzinhas eh o paraíso, pois as opções de pratos para todos os gostos sao realmente muito boas, e deve ser impossível não achar alguma coisa que seu filho adore comer num navio!

- Lavanderia:

O cruzeiro foi a primeira viagem “longa” (mais que um fim de semana) que fizemos com a Isabella em que não ficamos numa casa (alugada, apart hotel ou casa de amigos e família) então eu não sabia direito o que esperar em relação a falta de infra estrutura de “casa”, e meu maior receio era não ter uma maquina de lavar e secar roupa a mão!

Porque não tem como negar: criança se suja mesmo (e tem mais eh que sujar mesmo!), rola no chão, baba tudo, entorna comida, a fralda vaza.

E por mais que você leve roupas suficientes pra viagem toda, o volume de roupa suja eh muito grande, e raramente conseguimos reaproveitar alguma peca.

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Mas para minha surpresa navios sao super bem equipados nesse quesito!

Além do esquema de lavanderia de hotel (que você coloca sua roupa suja num saquinho da lavanderia e a camareira leva embora, e eles lavam, secam e passam e devolvem no seu quarto tudo prontinho no dia seguinte – por um preço bem alto!) eles também tinha varias lavanderias espalhadas pelos corredores das cabines, como se fosse uma laundromat mesmo:

Maquinas de lavar, secar e tábuas de passar roupa operadas com moedinhas de livre acesso para todos os hospedes, além de maquinas que vendinham porcões individuais de sabão em pó e amaciante. Super pratico!!

- Outras dicas praticas:

Pegando carona no tópico acima, outras dicas de viagem que eu sempre uso, mas que foram especialmente úteis no navio foi montar um kit “copa-cozinha” para a Isabella para levarmos em viagem.

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Esse kit inclui uma esponja de lavar mamadeira, um frasco miniatura de viagem com detergente de pia, frasco miniatura de detergente de roupa (caso precise lavar alguma coisa a mão rapidinho na pia do banheiro) e aquelas canetinhas com detergente anti-manchas (para aplicar nas roupas antes de lavar para evitar manchas de comida, fralda, de brincar no chão, etc).

Esse kit tem viajado conosco para tudo quanto é canto, porque mesmo quando alugamos uma casa, sempre precisamos de “instrumentos” específicos para coisas de bebe (tipo, lavar mamadeira sem uma escovinha própria eh impossível!) e tem sido muito pratico e muito útil!

 

 

Categorias: Baby Everywhere, Cruzeiro, Cruzeiro no Caribe, Cruzeiros, Estilos de Viagem, Viagens, Viajando com crianças
38
09
Sep
2013
T.V. Everywhere: Cruzeiro no Caribe!
Escrito por Adriana Miller

Continuando a série de posts sobre nossa viagem ao Caribe, segue nosso vídeo!

Alguns adendos:

- Sim, nós somos péssimos de lip sync… mas a gente se diverte pagando mico!

- Não sei por que cargas d’água eu cismei em fazer mãozinha de “Hula” nessa música… Tipo, estávamos no Caribe, não no Havaí! Hahahaha

- Só quando começamos a editar o vídeo é que reparamos que apesar da música “Caribenha”, nosso cruzeiro não passou por nenhuma das ilhas citadas na música! Oh well…

- Repararam na participação especial…. de um de meus enfeites de natal?!?!

- A gargalhada deliciosa da Isabella é bônus!

 

Créditos:

- Câmeras: Canon 5D Mark III, Samsung Galaxy Camera, GoPro Hero3

- Edição: Final Cut Pro

- Musica: “kokomo”, The Beach Boys

Categorias: Barbados, Cruzeiro no Caribe, Cruzeiros, Estilos de Viagem, Ilhas Virgens Americanas, St Kitts & Nevis, St Lucia, St Maarten, T.V. EveryWhere, Viagens
38
19
Aug
2013
Cruzeiros: O passo a passo da sua viagem (antes e durante)
Escrito por Adriana Miller

Antes de embarcar para nossa viagem pelo Caribe, muitos amigos e leitores me perguntaram o que tinha mudado. Não é novidade que sempre fui meio anti-cruzeiros, e realmente era um tipo de viagem que nunca tinha despertado meu interesse.

Então já vou começar esse post falando que adorei a experiência!

Por um lado, a viagem reforçou e confirmou todos os meus preconceitos sobre esse tipo de viagem. Todos os estereótipos e pré-conceitos que tinha se tornaram realidade, e eu detestei todos eles – como sabia que não ia curtir.

Mas ao mesmo tempo me surpreendi com o quanto eu gostei da experiência, me diverti de verdade e aprendi a apreciar esse estilo de viagem (porque pra quem realmente gosta de cruzeiros, isso é todo um estilo de vida!) – e com certeza absoluta faremos outros em breve!

Como nunca tínhamos feito cruzeiros antes, foi todo um processo de aprendizado, entender o passo a passo do planejamento e como funciona a vida em alto mar. Demos muita sorte de que minha sogra foi com a gente (e nos convenceu que seria legal), pois foi ótimo passar por esse processo com alguém que já fez vários, com diferentes empresas e diferentes partes do mundo – o resultado está nos parágrafos abaixo!

- Escolhendo seu cruzeiro:

Cada empresa e marca de cruzeiros tem um perfil específico – os cruzeiros mais de “massa” são mais homogêneos, mas ainda assim, cada empresa tem sua “marca registrada” e estilo, que muitas vezes se reflete no preço final, nas amenidades oferecidas, o perfil de seus hóspedes, o tipo de entretenimento a bordo etc.

Então é importante pesquisar e conversar com quem já foi na hora de escolher o seu. Muitos dos roteiros são idênticos (ou seja, passam pelos mesmos portos), as são esses detalhes que podem fazer toda a diferença. Afinal, por mais que as paradas e destinos sejam os mesmo, um casal aposentado que embarca num cruzeiro de perfil “família jovem” pode não curtir a programação oferecida, ou a quantidade de crianças correndo de um lugar pro outro.

Ou o casal em lua de mel e procura de romance e agitação que embarca no cruzeiro da terceira idade.

No nosso caso e com o roteiro que queríamos fazer, optamos pela “Carnival”: bons preços, navios novos e espaçosos, com um perfil mais “jovem” e para “famílias”.

Por um lado essa escolha foi um dos motivos pelos quais eu não gostei de certas coisas (não é porque sou “jovem” e tenho uma filha pequena, que vou necessariamente curtir a aula de Salsa na beira da piscina!), mas por outro lado nos deu um conforto a mais de saber que ninguém iria torcer o nariz se a Isabella começasse a chorar no meio do jantar, os funcionários e infra estrutura super bem preparados para lidar com crianças, e de maneira geral, tudo muito fácil, mesmo com um bebê de 6 meses a tiracolo.

Outra empresa que tem um perfil muito parecido é a “Royal Caribean”, enquanto que o “Princess Cruises” e “Celebrity Cruises” tem um perfil mais maduro e adulto.

- Roteiros:

Uma das características de um cruzeiro, que foi o que finalmente me convenceu a embarcar em um, foi o fato de poder conhecer tanta coisa diferente em pouco tempo (afinal, foram 6 países em 10 dias, sem passar nenhum perrengue).

Então queríamos um roteiro que incluísse portos de paradas interessantes e diversificados, mas que principalmente não ficasse muito tempo em alto mar (eu enjoo fácil e tava morrendo de medo!).

Durante a pesquisa de opções (que são MUITAS), uma coisa que me chamou a atenção foi que os cruzeiros no Caribe saídos de portos nos EUA passavam muito tempo em alto mar, e ofereciam menos paradas ao longo do tempo.

Já outros portos de partida, saindo já de algumas das ilhas, ofereciam roteiros melhores, mais diversificados e com portos mais interessantes.

Então escolhemos o cruzeiro pelo Caribe do Sul (ou West Indies), saindo de Porto Rico, que já nos deixaria bem na cara do gol!

Nosso roteiro saía de San Juan, Porto Rico, e de lá passou por: Ilhas Virgens Americanas, Barbados, St Lucia, St Kitts e St Maarten, com apenas 1 dia em alto mar.

- Cabines:

Uma vez decidido o roteiro, o primeiro passo é escolher o tipo de cabine. E a verdade é que é essa escolha que vai determinar o custo de sua viagem.

Quase todas as empresas oferecem cabines “internas”, que são bem pequenas, sem janelas e geralmente as camas são beliches, e os diferentes tipos de quartos/cabines vão variando até super suítes compostas com vários quartos e varandas conjugados.

Como fomos com minha sogra, e a intenção era justamente ter a ajuda dela pra cuidar da Isabella, decidimos por uma suíte com quartos conectados, pois assim cada um teria seu quarto, banheiro e privacidade, mas ao mesmo tempo estaríamos “juntos” o que facilitaria nos momentos de ‘babysitting” (Eu fiz questão absoluta de ter janelas, mas não liguei a mínima se teríamos varanda ou não).

Me surpreendi com o conforto e tamanho dos quartos – não necessariamente luxuosos, mas modernos, confortáveis e bastante espaço. Tínhamos uma cama de casal e mais uma área de “sala”, com sofá cama, mesinha, uma penteadeira/escrivaninha, armários (e mais TV, frigobar, secador de cabelos, etc). O banheiro era bem pequeno, mas com muitas estantes e espaço pra organizar nossas coisas, e deu pro gasto. E ainda deu espaço, confortavelmente, para um berço pra Isabella.

- Restaurantes e alimentação:

Esse era outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros pois não sou muito chegada em “all inclusive” em estilo buffet.

Geralmente os cruzeiros te dão algumas opções de horários em que o jantar será servido, e você pode escolher se quer jantar cedo ou tarde. Uma vez feita sua escolha, eles vão te alocar uma mesa, que muitas vezes será sempre dividida com outras pessoas (geralmente sempre as mesmas pessoas, que pode ser tudo bem, ou uma grande furada).

Mas uma outra opção dada, mas não muito divulgada, é a possibilidade de comer a qualquer hora (“Your Time Dining”), que foi a nossa escolha e foi ótimo!

Então estávamos numa restaurante separado, que funcionava como um restaurante qualquer: você chega na porta quando quiser, dá seu nome/cabine/numero de pessoas e eles te sentam onde estiver disponível.

Algumas vezes pegamos fila para esperar por nossa mesa, mas os restaurantes são tão grandes, que raramente demorava mais de 10 ou 15 minutos. E assim também não tivemos que dividir mesa com mais ninguém!

Tanto o café da manhã quanto o jantar, são servidos nos restaurantes principais e “formais” do navio, com menu a la carte que variava todos os dias, e uma comida muito, MUITO boa!

Porém os restaurantes não abriam no horário de almoço, que apenas era servido no buffet do deck ou nas lanchonetes espalhadas pelo navio.

Então o buffet do deck funciona o dia todo, com algumas seções servindo comida 24hrs, mas para minha surpresa, mais uma vez a comida foi muito boa, e sem aquele jeitão de “buffet”.

Ou seja, você que se serve e tal, mas podia escolher diferentes áreas do buffet, que mais parecia a praça de alimentação de um shopping, do que um bufezão! Tinha a bancada dos sanduiches feitos na hora, a lojinha da pizza, a seção de comida Mexicana, a parte dos assados, das saladas, das sobremesas e assim vai. Almoçamos várias vezes no Buffet e cada dia comi algo diferente, sem nunca ter tido aquela impressão de restaurante a quilo, sabe? Que você enche o prato de cosias aleatórias e nunca sabe exatamente o que comeu?

E além disso tudo, nosso navio também oferecia um outro restaurante mais exclusivo (e pago a parte), acessível apenas com reservas (tipo steak house, também excelente, e acabamos jantando lá duas noites!).

Então toda essa parte de alimentação e bares foi com certeza a parte que surpreendeu, pois realmente eu tinha uma imagem muito ruim, mas comemos muitíssimo bem todos os dias.

- Embarque e desembarque:

Outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros, e mas uma vez, me surpreendi com a organização do processo.

Eu imaginava aquele caos, onde quase 3 mil pessoas tentam embarcar ao mesmo tempo, confusão de malas, documentação etc.

A preparação para o embarque começa bem antes, e é importantíssimo seguir as instruções.

Primeiro, é preciso fazer um “check in” on line uns dias antes do embarque – como entramos e saimos de diferentes países todos os dias durante o cruzeiro, temos que submeter uma série de informações legais antes do embarque, pois é esse “manifesto” que será enviado a imigração de cada porto antes de nossa chegada.

Um vez que esse passo esteja completo, temos que imprimir, ainda em casa, nosso cartão de embarque e as etiquetas das bagagens “despachadas”, que de acordo com seu check in, já veem com as informações sobre você, sua cabine e afins.

Então, quando chegamos no cais do porto de San Juan, antes mesmo de entrar na fila do embarque, fomos recepcionados por funcionários do Carnival, que verificavam nossas etiquetas de bagagem, cartão de embarque, e já levavam nossas malas direto pra segurança e de lá, pro navio (adorei não ter que ficar carregando aquele bando de tralha pra cima e pra baixo).

O processo de check in é simples, já que quase tudo já foi feito on line, mas eles verificam toda documentação e cada passageiro (inclusive crianças e bebês) recebem um cartão de identificação, que é seu “pau pra toda obra” durante o cruzeiro: serve pra abrir a porta do quarto, faz as vezes de passaporte pra entrar e sair de cada ilha, documento de identidade pra comprar bebidas alcoólicas e o único “dinheiro” aceito abordo.

Assim que embarcamos e fomos direto pro nosso quarto, nossas malas já estavam na porta nos esperando, certinhas e sem nenhum problema!

 

Na hora do desembarque o processo é mais ou menos parecido.

Cada deck do navio é alocado um horário de desembarque, mas que você pode facilmente trocar (basta pedir na área de informação ao cliente), e é isso que vai determinar como e quanto você sai do navio.

Então na nossa última noite a bordo fomos avisados dos procedimentos de desembarque, e de acordo com seu “código” você tem um horário certinho pra sair do navio.

As malas são novamente identificadas e marcadas com o seu código, e basta deixa-las na porta de sua cabina na noite anterior ao desembarque que eles cuidam de tudo (mas não esqueça de separar as roupas e coisas que você precisa para sua última noite no navio e a manhã do desembarque!).

Na hora do desembarque, eles avisam no auto falante os “código” que já podem sair do navio, passamos pela imigração/alfândega e recolhemos nossas malas na área de acordo com nosso código. Confesso que achei ate o último segundo que não daria certo, e que seria confuso, que iam perder ou furtar nossas malas…

Mas nunca fiquei tão feliz de estar errada!

Nós reservamos um traslado para o aeroporto, direto com o navio, e assim que saímos do porto, já tinha alguém nos esperando, e encaminhando todo mundo (e nossas malas) aos ônibus – foi tudo super rápido e tranquilo e não tivemos que esperar quase nada!

 

Já o embarque e desembarque do dia a dia, em cada porto, foi muito, muito tranquilo!

Como tínhamos um cartão de identificação do próprio navio, que faz as vezes de passaporte, bastava apresentar seu cartão na entrada e saída, passar por um detector de metais e pronto. Sem filas, sem confusão, nem nada.

Todos os portos em que paramos, foi possivel desembarcar diretamente em terra firme, então você entra e sai do navio a que horas e quantas vezes quiser ao longo do dia, sem problemas.

Então várias vezes aconteceu de fazermos um passeio pela manhã, voltar pra almoçar no navio com a Isabella e minha sogra, depois sair de novo pra dar uma voltinha com elas, voltar pra Isabella dormir, e depois sair de novo pra comprar alguma cosia rápida nas lojas do cais do porto. Super simples!

Só é preciso ficar atento aos horários de embarque no fim do dia, pois eles são super rígidos, e como teem que fazer o balanço de quem entrou e saiu do navio ao longo do dia, o embarque fecha, pontualmente, 30 mins antes do horário de zarpar. Quem não estiver a bordo, fica em terra firme e bye bye cruzeiro.

- Excursões e passeios:

Depois de decidir seu roteiro e sua cabine, e confirmar a reserva de seu cruzeiro, começamos a ser bombardeados com informações sobre as excursões e passeios oferecidos pelo navio.

A princípio não gostei muito de nenhuma das opções, e achamos melhor não pre-reservar nada, e passear e conhecer cada ilha por conta própria.

Ainda tínhamos o complicador de estar com a Isabella, e vários passeios que gostaríamos de fazer não aceitavam crianças da idade dela, e não sabíamos direito como ia funcionar o dia a dia com a mão do Aaron cuidando da Bella.

Além disso, a verdade é não sou mesmo muito chegada em excursões amarradas, e sabia que conseguiríamos nos virar numa boa por conta própria.

Então embarcamos sem nada planejado, e já na manhã seguinte chegamos em St Thomas, nas Ilhas Virgens e ficamos perdidos!

Por um lado foi bom, pois estava chovendo, e o porto de Charlotte Amalie é nada do centrinho da cidade, então realmente nos viramos numa boa, mas ao mesmo tempo achei a dinâmica de desembarcar e tentar “negociar” seu próprio passeio muuuuuito confuso!

Sair do navio é facílimo, mas uma vez no cais do porto, por conta própria, é um mundarél de taxistas, ônibus, agências, ambulantes, vendedores e afins assediando turistas e tentando te convencer a fazer isso ou aquilo.

Mesmo me considerando uma turista safa, achei confuso e até mesmo intimidador tentar fazer os passeios por conta própria – a não ser que seja uma coisa muito simples e pré planejada, como por exemplo, pegar um taxi para ir até a praia X e ponto final (que fizemos algumas vezes e foi tranquilo).

Então logo depois de nossa primeira tentativa, já voltamos pro navio e reservamos os passeios mais “complexos” que queríamos fazer (que depois conto com mais detalhes nos posts sobre cada ilha), e deixamos pra fazer por conta própria apenas as ilhas que queríamos apenas ir até a praia e nada mais.

Portanto, ajuda bastante fazer uma pré pesquisa sobre as ilhas e o que tem de interessante em cada uma delas.

- Entretenimento a bordo:

A pergunta que mais me fizeram quando voltamos da viagem foi: “e mais não rola muita farofa não?!”

SIIIIIIMMMM!!! Muita farofa! E acho que parte disso é culpa do perfil do cruzeiro que escolhemos: uma empresa relativamente barata, em um navio/roteiro com perfil jovem e com muitas famílias. Além disso, por termos escolhido um roteiro que sai de portos não-EUA, a cultura Latina era super dominante, em vez de ter um perfil mais internacional dos cruzeiros que saem da Flórida, por exemplo.

Então era um tal de aula de Salsa e “Lambairóbica” na beira da piscina, garçons dançando Macarena no jantar, fotógrafos tirando fotos de “Glamour Studios” das adolescentes, competição de Karaoke e mais uma infinidade de breguices…

Mas por outro lado, também  tinha um casino super legal (proibido para menores de idade), um teatro enorme com peças e musicais quase todas as noites, um comedy club bem divertido, e vários bares, para atender a todos os gostos.

Então, apesar dos pesares, pra quem gosta desse estilo de entretenimento, esse navio foi um prato cheio. Mas se dançar Salsa e fazer e fileira da Conga, bebericando seu cocktail verde com canudo colorido não faz sua praia, é bem fácil evitar tudo isso…

- Evitando a muvuca:

Ou seja, o navio é tão grande, e as opções de coisas a fazer a bordo (e em terra) são tantas, que foi facílimo evitar as muvucas e farofadas.

Por exemplo, todas as noites rolavam uma festas “Latinas” no deck da piscina, concursos de Karaoke, e festinhas adolescentes na “disco” do navio – mas ao mesmo tempo, também tinham um Sports bar, um Champagne Bar, o Casino, o Steak House e o comedy club que eram super mais tranquilos e sem nada de muvuca.

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Durante o dia, também era possivel ir ao Spa (delícia!) ou na piscina dos fundos do deck (sem musica nem “animação”, ou uma área chamada “Serenity”, com um pool bar, musicas mais “normais” e que não permitiam a entrada de crianças.

Então logo no segundo dia a bordo aprendemos rapidinho de como fazer do navio um espaço “nosso”, evitando certas áreas ou entretenimento que não fazem nosso estilo, e tirando proveito de outros que nos agradavam mais.

No fundo, achei que fazer cruzeiro é um programa super democrático e eclético – eles conseguem agradar a Gregos e Troianos, ao mesmo tempo que cada um fica na sua.

- Extras (Spa, bebidas, compras, internet):

Uma outra grande vantagem de viajar em um cruzeiro é que já vem com tudo incluído, então você não corre grandes riscos de passar susto na viagem, já que seus principais gastos (transporte, acomodação e refeições) já estão incluídos.

Porém, o navio que embarcamos (Carnival Valor) não é 100% all inclusive (algumas marcas são, mas a maioria também é cheia de extras), então é preciso estar ciente e preparado para eventuais gastos.

O principal custo extra são bebidas – no pacotão das refeições só estão incluídos: agua, café, ice tea e limonada. Todos os resto – alcoólico ou não – são pagos a parte.

Mas uma vez a bordo, existem outros tanto “pacotes” disponíveis (e alguns baratinhos) que passam a incluir alguns extras, como por exemplo, um pacotão para refrigerantes e sucos, um outro pacote que inclui vinhos nas refeições (que nós fizemos e adoramos) ou até mesmo para cocktails e cervejas.

As bebidas não são superfaturadas não, e pagamos preços na média de bares e restaurantes nos EUA, por exemplo (logo, mais barato que restaurantes e bares em Londres), e ainda rolam algumas promoções de happy hour, bebida “do dia” e tal.

A internet é um capítulo a parte, pois além de bem cara (49 dólares por 25 minutos!), é uma porcaria! Logicamente que não resisti a tentação e precisei me contectar alguns dias, mas gastei 80% de meus minutos tentando subir fotos no Instagram! Hahahah

O Spa também é pago a parte, mas os hospedes tem total acesso a academia, saunas, e jacuzzi – mas qualquer serviço de massagens, manicure ou cabeleireiro é pago a parte.

E por fim, as excursões que mencionei aí em cima.

A maioria dos passeios são bem salgados, mas os preços variam bastante dependendo do que você quer fazer e qual a duração do passeio (por exemplo, fazer mergulho com tanque sai mais caro que um city tour de 2 horas), e sem dúvidas alguma sai muito mais em conta explorar as ilhas por conta própria do que as excursões do navio.

Porém, qualquer coisa que você queria fazer que vá além de “ir a praia”, nós achamos meio complexo e tenso de ser organizado por conta própria, então demos o braço a torcer e fizemos excursões!

Ah! E por fim, não esqueça que na sua conta final eles vão incluir a taxa de serviço (gorjetas), que sai por cerca de 10% de sua conta total – então cuidado pra não tomar um susto! (mas se você preferir também pode pre-pagar sua gorjeta antes mesmo de embarcar)

Então no dia a dia não é necessário deixar gorjeta pra nada nem ninguém, e no final eles já cobram um percentual justo pra todo mundo – mas não custa nada dar um extra pra alguém que tenha sido extra simpático e tal. Nós deixamos gorjeta extra pro camareiro do nosso quarto, que era um senhor Filipino super fofo e simpático que gostou tanto da Isabella que já vinha correndo dar bom dia pra ela no corredor, e aprendeu os horários de dormir dela e arrumava nosso quarto de acordo pra não atrapalhar a rotina!

- Como se vestir em um cruzeiro:

Ah… outra grande dúvida!

Mas, mais uma vez, um detalhe que varia de acordo com o perfil do cruzeiro e roteiro que você decidir fazer.

No geral, poderia dizer que o dress code dos navios são incrivelmente diferentes durante o dia ou a noite:

Durante o dia tudo é super casual e despojado: biquines, saídas de praia, bermudas, camisetas e chinelos.

Já durante a noite a coisa muda, e todo mundo se arruma mesmo!

Claro que sempre tem aquele cara que aparece no restaurante formal pra jantar de bermudão de praia, ou aquela moçoila que usa salto alto na beira da piscina, mas de forma geral, não teve mistério.

O nosso cruzeiro especificamente não era super formal, então me vesti como me vestiria para sair pra jantar em restaurantes e bares bacanas aqui em Londres: as vezes estava de vestido e salto alto, outras vezes de calça e uma camisa mais arrumadinha, sempre caprichando nos acessórios, por exemplo.

E para os homens, o Aaron levou algumas camisas e calças sociais, mas não usou seu terno nem gravata nenhuma noite (mas vimos alguns homens jantando de terno e gravata todas as noites, então vai do gosto e estilo de cada um).

Ao longo do cruzeiro, tivemos 2 noites “formais” (que outras marcas chamam de “jantar do Capitão” e suas variações), e apenas separei as opções de vestido mais arrumadinhos para essas noites – mas sem grandes variações do mesmo tema.

Mas por outro lado,  vimos homens de smoking e mulheres e vestido longo cravejados em paetês – e sempre tem aquele carinha que ainda assim aparece no jantar formal de bermudão e camisa do time de futebol!

Mas quer saber? Apesar de ser um ambiente mais formal e arrumadinho, um cruzeiro ainda é um ambiente de férias, em alto mar e no Caribe – então se você não esta a fim de usar terno nas férias, não precisa se preocupar!

- Vida em alto mar (enjoos, medos, emergências etc):

Bem, aqui esta o meu maior medo de todos!!

Eu evito viajar de barco com todas as minhas forças, pois sou daquelas pessoas que enjoa só de ver um barco ancorado e balançando de um lado pro outro… Então eu sempre associei cruzeiro com passar as férias inteiras passando mal!!

Então fui preparada: levei uma quantidade de Dramim que poderia dopar uma cidade inteira, e já estava preparada pra passar super mal e dormir praticamente todos os dias o dia todo (porque Dramim cura meu enjoo mas deixa dopada que é uma beleza!)!

Mas pra minha surpresa, não passei mal nenhum dia! Nem um micro enjouzinho nem mal estar!

Mas confesso que as vezes eu sentia o barco mexer sim!! Muito pouco, e acho que parte disso era pura paranóia minha, mas pegamos um mar movimentado, o que aparentemente é bem raro no Caribe, pois vimos muita gente comentando que também sentiam o barco mexer, coisa que nunca tinham sentido antes.

O motivo pelo qual eu acho que rolou um certo exagero e paranoia de minha parte foi porque eu só percebi isso na nossa segunda noite a bordo, na noite/dia que passamos em alto mar e eu tive alguns momentos de mini pânico onde eu achava que sentia o navio mexer e imediatamente começava a mapear todas as saídas de emergência na minha cabeça e qual seria e melhor estratégia pra ir buscar a Isabella no quarto com a avó antes de correr pro bote salva vidas (tudo ao som da trilha sonora do “Titanic” dentro da minha cabeça!!)! HAHAHHAHA

(sim, já tinham rolado algumas taças de vinho quando esse mini pânico bateu e o Aaron morre de rir até hoje! Então não sei se o “balançê” foi causado pelo mar do Caribe ou pelo Chardonay da Califórnia!)

Todos os outros dias passamos ancorados nos portos (aí é que não dá pra sentir nada mesmo!), e as noites sempre eram em mar, entre uma ilha e outra, mas sem grandes sacolejos e nada de mal estar – então esse medo eu já ultrapassei e já to pronta pra outra!

 

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50
14
Jun
2013
Eurostar: Viajando com bebês e crianças
Escrito por Adriana Miller

Já fizemos inúmeras viagens de Eurostar, que continua sendo minha opção preferida pra viajar entre Londres e a França – mas e levar um bebê no trem, como seria?

Então foi todo um novo mundo de pesquisas e possibilidades, alguns acertos e alguns erros, mas sobrevivemos! Os 3!

- Reserva e passagens:

Bem, pra começar uma ótima noticia: crianças até 4 anos não pagam nada pra viajar no Eurostar. Isso mesmo. Nada. Zero. Nem um centavo – sem taxas, nem impostos nem nada mais.

Quer dizer, me explico. Crianças até 4 anos, que viagem no mesmo assento que um adulto (ou seja, no colo) não paga absolutamente nada.

Mas independente da idade de seu filho(a) se você quiser que eles tenham um assento próprio, então eles pagaram uma passagem inteira.

Eu fiquei até desconfiada, pois você nem sequer precisa informar o nome da criança, e nem tampouco ela terá uma passagem pra viagem…

Mas foi tranquilíssimo! E não esqueça do passaporte! Qualquer pessoa (independente da idade) cruzando fronteiras precisa de apresentar um passaporte na viagem.

- Marcando assentos:

A vantagem de viajar de avião com um bebê pequeno é que eles podem usar o bercinho do avião, então a realidade é que durante a viagem, é colo se eles nem estivessem ali!

Mas e no trem?

Eu sabia que o Eurostar (nem trem nenhum) tem assentos com bercinhos então fique preocupada com o conforto da Isabella (e nosso!), pois não apenas teríamos o trajeto de 2 horas e meia até Paris, mas ainda teríamos mais 3 horas de TGV até o sul da França.Screen Shot 2013-06-09 at 19.55.21

Então decidimos levar conosco o cadeirinha de carro (bebê conforto) dela com a gente na viagem, e na hora de marcar nossos assentos, marcamos as poltronas que tem uma mesa no meio, eu de um lado e o Aaron de frente pra mim do outro lado.

E a Isabella foi no meio, no bebê conforto encaixadinho na mesa entre nós dois.

E uma dica extra: reserva os assentos da janela, pois assim você apoia a cadeirinha na janela, e não corre o risco de seus vizinhos de poltrona ficarem esbarrando no seu bebê cada vez que queriam levantar de seus assentos – ou as pessoas passando com malas/bolsas etc no corredor do trem.

Assim ficamos os 3 super confortáveis a viagem toda, sem ter que ficar segurando ela no colo por horas a fio, e ela ficou confortável e entretida – confortável quando estava dormindo, e feliz da vida assistindo a vida passar (nos corredores do trem) quando estava acordada!

Para crianças maiores que bebês de colo, as poltronas com mesa no meio também são a melhor opção, pois eles ficam com mais espaço para as pernas além de terem uma mesa maior pra colocar brinquedos, livros, iPads etc.

- Fazendo as malas:

A maior vantagem de viajar de trem pra quem esta com um bebê a tiracolo é não ter que se preocupar com os líquidos na bagagem!

Em trens e no Eurostar você pode levar quanto e quais líquidos quiser, em embalagens de qualquer tamanho que ninguém esta nem aí!

Então estocamos leite já preparado o suficiente pra viagem toda no trem e mais o suficiente pra durar toda a viagem e todos os passeios que faríamos durante os dias da viagem.

Além de que aproveitei a oportunidade e re-estoquei os meus produtinhos preferidos das farmácias Francesas, compramos vinhos, perfumes de lavanda e o que mais quiser!

- Carregando e armazenando as malas:

Porém nem tudo é perfeito… Você pode levar tudo o que quiser no Eurostar: não ha limite de peso, nem limite de líquidos que você pode levar a bordo, porém esse é justamente o problema, pois as pessoas tendem a exagerar (faça o que digo, não faça o que faço!)!

Afinal, ao contrário de aviões, você não despacha suas malas – é responsável por elas do começo ao fim da viagem, sem ter ninguém pra carregar, nem ajudar e não poder se “livrar” delas, como faríamos numa avião.

E quando somamos toda a tralha extra de um bebê + o bebê propriamente dito (ou seja, um de nós tinha que ficar com ela no colo/carrinho enquanto o outro carregava todas as nossas malas pra dentro do trem!), isso se torna um problema!

Como já comentei em outros posts sobre viajar de Eurostar, o espaço destinado a bagagem é limitadíssimo, e ficam nas entradas/saídas dos vagões, portanto longe de sua supervisão, o que deixa muita gente tensa.

E é uma guerra. Cada pessoa que embarca tenta re-arrumar as malas que já estão nos bagageiros de qualquer maneira, tentando encaixar suas malas também (é tipo um jogo de Tetris no nível gazilhão de dificuldade! hahahah), então tem que ter cuidado na hora de embalar itens quebráveis e frágeis.

Além disso, caso você vá precisar de alguma coisa ao longo da viagem, carregue-o com você, numa mala ou bolsa de mão que ficará no (minúsculo) compartimento para bagagem de mão acima das poltronas, pois realmente é muito dificil ter que ficar movendo todas as outras malas só pra pegar uma coisinha que você esqueceu!

E outra dica importante pra quem vai viajar com bebês: viaje com um carrinho que seja relativamente pequeno e fácil de abrir/fechar, e que monte/desmonte em apenas uma peça, pois assim como não tem espaço para malas, também não tem espaço pra carrinhos, que terão que ser fechados e colocados nas prateleiras de bagageiros juntos com todas outras malas.

Pra nós foi uma lição e tanto: na próxima viagem de Eurostar seremos mais “econômicos” na hora de fazer as malas!

- Conforto e amenidades a bordo: fraldários, comidas etc.

Apesar da enrolação de embarcar com malas + carrinho + bebê, a viagem em si é super confortável (principalmente porque a Isabella estava no bebê conforto o tempo todo).

Por exemplo, os fráldarios são super limpos e confortáveis!

São quartinhos separados, exclusivos para isso, para que você não tenha que levar seu bebê num banheiro usado por outros passageiros.

Screen Shot 2013-06-09 at 19.53.45

É um quartinho que não é banheiro, separado no corredor dos vagões com uma caminha/trocador acolchoado que já tem um rolo de papel (tipo um papel toalha) enorme que forra o colchão do trocador, e assim a cada troca você joga fora o papel usado e o passageiro seguinte usa um novo pedaço do trocador descartável!

Além disso, eles também tem saquinhos de plástico disponíveis pra jogar fora as fraldas sujas, e uma lixeira bem vedada, para que o quartinho não fique com cheiro de fralda!

No outro lado tem uma pia com sabonete liquido e toalha de papel, e uma tomada e um “aparelho” onde você pode encaixar uma mamadeira ou potinho de comida para ser aquecido! (num avião você pode pedir pra um comissário aquecer a mamadeira ou comida de seu filho, mas em trens não, pois não existem “funcionários” de bordo).

Achei o máximo! Tanto na viagem de ida quanto de volta os quartinhos de bebê estavam limpos e bem fornidos. Um super conforto para famílias viajando de trem!

Se seus filhos já forem maiorzinhos, também aconselho que você leve comida/lanches o suficiente pra viagem, pois apesar de ter um vagão-restaurante, as opções de comida disponíveis nem sempre são apropriadas para crianças (geralmente só vendem refrigerantes, bebidas alcoolicas, sanduiches, salgadinhos e tal).

Então apesar de que a viagem é curta, para evitar apertos é melhor comprar alguma coisa já na estação mesmo, antes de embarcar (a estaçnao de St Pancras em Londres tem uma Boots que vende muitas opções de comidas de bebês, além de uma Marks & Spencer – que é um supermercado – com opções de frutas, sucos, biscoitos etc, ou cafés como Starbucks, Costa e Café Nero que geralmente tem mais opções de sanduiches, muffins, cookies, saladas de frutas etc.)

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X
23
Oct
2011
T.V. EveryWhere: Viajando de Eurostar
Escrito por Adriana Miller

Ano passado quando fui a Bélgica de trem e fiz um post sobre o EuroStar, explicando mais ou menos as praticidades de como viajar entre a Inglaterra e o continente Europeu. Mas volta e meia ainda aparecem algumas perguntas e duvidas, sobre check in, sobre imigração entre os países, sobre bagagens e sobre o conforto dos trens.

Então aproveitei a viagem a Paris pra fazer um vídeo mostrando todo “processo” de viajar de EuroStar.

Na verdade, não ha maneira mais simples e fácil de viajar entre Londres e Paris (ou Londres e Bruxelas), basta lever algumas coisas em consideração:

- As passagens:

As passagens EuroStar podem ser compradas on line, por telefone ou direto na Estação de Trem (St Pancras em Londres, Gare du Nord em Paris e Brussele Midi em Bruxelas), mas sempre de preferência pelo ticket eletrônico. Assim você evita ter que pagar taxas extras de envio da passagem pelo correio, e agiliza o processo de check in e embarque, pois você imprime sua passagens com um código de barras em casa e passa direto pelo portão eletrônico de embarque.

- Imigração:

Tenha a mão todos os documentos necessários para entrar/sair de cada pais. Para sair de Londres você tem que passar pela policia imigratória Francesa, e pra sair da França você passa pela polícia de imigração Francesa E Britânica, que são tão exigentes quanto (ou até mais) que em aeroportos.

- Bagagem:

Uma das grandes vantagens de viajar de trem é que você não terá limite de peso de bagagem. Mas por outro lado, sua bagagem não será “despachada” e você terá que carregar cada volume de bagagem por conta própria. Incluindo ter que passar pelo check in, imigração, segurança, embarcar no trem e armazenar suas malas nos espaços específicos do vagão.

Além disso, depois de passar pelo check in e imigração você e suas malas passam pela area de segurança da estação, onde todas as malas, bolsas, casacos e afins passam por raio-x e detector de metais. A grande vantagem é que por ser um trem, você pode levar quantos litros de liquidos quanto quiser em suas malas. Isso vale pra itens de necessaire, mas também pra vinhos, comidas e afins.

- Dentro do trem:

As passagens são vendidas com assento marcado, então procure o vagão certo e sua poltrona.

Os trens são novos e super confortáveis, com tomadas para recarregar laptops, celulares e afins. Todos os vagões tem banheiros (bem limpinhos diga-se de passagem) incluindo lugar pra trocar fralda, e sempre têem também um vagão restaurante, onde você pode comprar chá, café, vinho, sanduíches e etc.

- Chegando no destino final:

Basta recolher todos os seus pertences, sair do trem e voilá!

Todos os procedimentos de viagem já foram feitos antes do embarque, então você não precisa mais passar por alfândega, nem imigração nem nada!

 

P.S.: O vídeo mostra também a area de guarda volumes da estação Gare du Nord em Paris, que é uma duvida comum, pois a gente sempre fica na duvida se entre paranóias de segurança na Europa ainda existem o não os guarda volumes nas estações e aeroportos.

Em Londres, na estação Saint Pancras, o guarda volumes é administrado pela empresa Excess Baggage, mas em Paris Gare du Nord o guarda volumes faz parte da estação mesmo, e fica meio escondido no subsolo láaaa no canto da estação.

Antes de entrar na area do guarda volumes você tem que passar por uma area de segurança tipo de aeroporto, onde você e suas malas passam por raio-x e detector de metais, e lá dentro estão os lockers automáticos, operados com moedas de Euro (mas eles tem umas maquininhas que trocam suas notas (de Euro) por moedas.

O processo é todo automático e simples, mas não tem ninguém lá dentro pra ajudar (seja com as instruções, seja com o peso das malas).

No nosso caso, fomos pra estação bem cedo, antes de começar nosso dia em Paris e deixamos as malas no guarda volumes. Passeamos por Paris o dia todo, e voltamos pra estaçnao antes de embarcar no Eurostar, recolhemos as bagagens e fomos direto pro trem.

Fácinho, facinho.

 

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33
13
Oct
2010
Eurostar – Conectando a Inglaterra ao continente Europeu
Escrito por Adriana Miller

Uma das duvidas mais frequentes de quem viaja entre a Inglaterra e o resto da Europa eh qual a maneira mais facil e mais barata de se chegar de um lugar ao outro.

As opcoes mais obvias sao sempre os avioes ou ir de trem, pelo Eurostar (a pesar de que a viagem de barco tambem eh uma otima opcao, apesar de menos pratica para turistas).

Viajar de aviao geralmente acaba virando a melhor opcao, afinal a Inglaterra eh a terra das empresas de Low cost que oferecem voos para todo continente Europeu a preco de banana – mas existem muitas desvantagens a uma viagem de aviao: sejam os aeroportos afastados do centro da cidade, as restricoes de bagagem, a seguranca restrita e as interminaveis filas – uma simples viagem Londres/Paris, onde vc fica pouco mais de 1 hora no ar, acaba comendo pelo menos umas 6 horas do seu dia! (entre viajar ateh o aeroporto, fazer check in, passar pela imigracao, esperar o embarque, o voo, desembarcar e passar pela imigracao, recolher as bagagens e chegar no centro da sua cidade destino).

Entao para quem vai pro norte da Europa, o Eurostar eh uma otima maneira de cruzar o Canal da Mancha, conectando Londres a Lille, Paris, Bruxelas (e arredores) e Amsterdan (e arredores) em cerca de 2 horas!

O principal problema do Eurostar, e o motivo pelo qual eu nao viajo de trem mais frequentemente eh justamente o preço.

Por ter uma oferta mais limitada, e ter como objetivo, principalmente, as viagens a negocio, o Eurostar geralmente custa uma media de 2 ou 3 vezes o preço de um voo, principalmente para quem viaja durante a semana (que eh o efeito oposto dos voos).

Além disso, o Eurostar nao funciona como um trem comum, que tem seus preços mais ou menos fixos, e assentos sempre disponiveis. Com o Eurostar quanto mais antecedencia voce comprar sua passagem, mais chances tera de nao soh conseguir um assento, mas tambem conseguir bons precos e algunas promocoes. Alem disso, as passagens compradas on line sempre saem mais barata do que as compradas direto na estacao (pois voce mesmo tem que imprimir seu cartao de embarque).

Mas uma vez que voce decidiu viajar de Eurostar, como realmente funciona na pratica?

- Check in e Imigracao:

Bem, primeiramente nao esqueca que viajar de Eurostar eh uma viagem internacional como outra qualquer, e por tanto eh preciso fazer check in e passar pela imigracao.

Fila do Check in no estação de St Pancras em Londres

O check in deve ser feito com no minimo 30 minutos de antecedencia (tenho amigos que jah foram impedidos de embarcar em seu trem pois nao fizeram o check in a tempo – acharam que era uma viagem de trem qualquer e poderiam entrar no trem alguns minutos antes da partida), e ao sair de Londres voce tem que passar pela imigracao francesa, e ao sair de Paris (ou Bruxelas), voce passa pela imigracao Inglesa.

E sim, eh uma imigracao como outra qualquer, voce deve apresentar os mesmo documentos que apresentaria num aeroporto e deve ter tudo em ordem. Se preciso, a policia da imigracao vai barrar sua entrada e voce podera ter problemas com a lei.

Digo isso porque volta e meia eu recebo e-mails pedindo “dicas” de como vir para Inglaterra ilegalmente, e supostamente chegar aqui por trem seria mais facil que passar pelo pente fino dos aeroportos.

- Embarque e escolhendo seu assento:

Mas passando da imigracao, entramos num saguao de embarque, bem parecido com um pequeno aeroporto, com livrarias, cafes e restaurantes (mas retiraram os free shops!) ateh que seu trem seja liberado para embarque.

Ao contrario da maioria dos trens comuns que viajam domesticamente pela Inglaterra e Europa, o Eurostar tem lugar marcado, entao voce tem que procurar qual seu vagao e entao qual sua poltrona.

Identificando seu vagão

A dica aquí eh na hora em que voce esta reservando sua passagem e pode escolher se quer assentos “Facing forward” (indo de frente) ou “Facing backwards” (indo de costas), ou se vc quer sentar em poltronas duplas ou quadruplas, com mesinhas no meio. Se voce, como eu, enjoa facil em viagens, sempre reserve seu assento “Facing forward”.

- Bagagem:

Uma das grandes vantagens do Eurostar em vez das companias aereas de low cost eh o fato de nao ter limite para bagagem – mas nao se esqueca que o Eurostar eh apenas um trem, e apesar de poder viajar com tudo que quiser, voce tera que carregar tudo que quiser levar. O trem nao tem bagageiro, e sua bagagem devera ser guardada no compartimento acima de sua poltrona, ou na area reservada para malas nos corredores entre os vagoes.

O bagageiro no corredor

Essas areas tambem nao sao grandes e cabem talvez umas 10 malas medias, e sao usadas pelo vagao inteiro – alem disso, se voce viaja com itens valiosos, se sua mala eh cara, ou voce eh simplesmente paranoico e nao quer largar sua bagagem sozinha entre os vagoes, entao eh melhor manter suas malas o mais compacto possivel, para que possam sempre estar a vista, na prateleira acima de sua poltrona.

- Durante a viagem:

A viagem entre Londres e Paris dura cerca de 2 horas (o mesmo tempo entre Londres e Bruxelas: 2:05), oque nao eh muito, mas dah para aproveitar para relaxar um pouco.

O Eurostar sempre tem um vagao restaurante, onde vendem café, cha, sucos e refrigerantes (alem de algunas bebidas alcoolicas) alem de sandwiches, muffins e afins.

E a pesar de nao ter nenhum “entretenimento” de bordo, todos os assentos tem tomadas onde vc pode carregar seu laptop, iPhone, Blackberry, DVD placer e afins – soh nao esqueca de levar um adaptador de tomadas!

A passagem pelo Tunel do Canal da Mancha quase sempre passa praticamente despercebido: sao apenas cerca de 20 minutos onde o trem passa voando pelo tunel sub-aquatico, construido a 100 metros abaixo do solo marinho – para quem acha que vai ver peixinhos durante a viagem, a unica indicacao de que estamos cruzando o canal eh que de repente tudo fica completamente escuro! E quando o trem sobe a superficie outra vez, tcha-ram! Voce chegou no outro lado do continente Europeu.

- Desembarque:

Desembarcar do Eurostar eh um processo automatico, ja que a imigracao foi feita antes mesmo do embarque e as bagagens nao sao despachadas – e eh ai que esta a grande vantagem do Eurostar: assim que vc sai do seu trem, voce jah esta logo ali! No centrao das princpais cidades da Europa do Norte!

- Seguindo viagem e onde guardar sua bagagem na estacao:

Teoricamente o Eurostar soh viaja entre Londres-Paris e Londres-Bruxelas, mas uma vez estando nessas cidades, sua passagem Eurostar te da livre acesso a qualquer outro trem da rede integrada daquela pais, sem nenhum acressimo de preco!

Entao a viagem nao fica limitada a penas essas cidades, e voce pode aproveitar para contecer outras partes da Franca, Belgica, Holanda e Alemanha, por exemplo.

E foi exatamente oque fizemos quando fomos a Belgica com meus pais: compramos a passagem Londres-Bruxelas, deixamos nossas malas no guarda volumes automatico da estacao Brussele Midi e fomos passar algumas horas andando pelo centro de Bruxelas.

No fim do dia, voltamos para estacao, recolhemos nossa bagagem e nos dirigimos diretamente para plataforma do trem que ia para Bruges – a unica coisa que tivemos que mostrar foi o papel com nossa passagem Eurostar impresso e pronto!

E boa notícia pra quem vai pra Bélgica: as linhas da Eurostar são 100% integradas com a rede ferroviária Belga, e portanto se sua viagem se estender de Bruxelas (ponto de chegada Eurostar) para qualquer outra cidade do país você não terá que comprar outra passagem avulsa!

“Travelling to other Belgian stations

Any Belgian Station tickets include travel from Brussels-Midi/Zuid to any Belgian station. That means you can use your Eurostar ticket to travel on any domestic Belgian service* within 24 hours of arriving at Brussels-Midi/Zuid.

Please note Any Belgian station tickets can only be booked more than 48 hours prior to travel to allow for printing at home. Otherwise they will only be available for collection from Brussels station.

*excludes Thalys and ICE services.”

Screen Shot 2013-06-12 at 10.37.02

Essa “promoção” só é válida para viagens dentro da Bélgica com passagens compradas entre Londres e Bruxelas, não sendo válidas para viagens via Lille ou Paris, e usadas nas 24 horas antes e depois de sua passagem Eurostar.

Categorias: Belgica, Dicas (Praticas!) de Viagem, Eurostar, França, Transporte, Viagens, Viagens pelo UK
58
06
Apr
2009
Culinaria Asiatica
Escrito por Adriana Miller

Uma das cosias que mais me deixou animada com a viagem pela Asia eram as comidas! As comidas asiaticas estao entre minhas preferidas (Japonesa e Vietnamita no topo), e queria poder provar alguns dos meus pratos preferidos in loquo e ver se a comida asiatica que se como do lado de cah, eh igual ao lado de lah.

Nos paises do Sudoeste Asiatico o arroz (os noodles sao feitos de arroz), vegetais e frutos do mar sao a base de tudo. Mas a base de tudo mesmo!

Na Tailandia o carro chefe eh o Pad Thai, que eh uma misturada de noodles, com vegetais e algum tipo de carne. Esta no menu dos restaurantes, no menu do McDonalds e nas barraquinhas de rua.

Pad Thai em Kao San Road

Como eu nao sou muito chegada em carne vermelha, me deliciei com as zilhoes de opcoes de pratos com vegetais e frutos do mar! mas o Aaron coitado, depois de poquissimos dias jah estava enjoado, e sonhando com umns globolos vermelhos escorrendo em seu prato…

Entao quanto eu me deliciava com as opcoes de comidas vegetarias (com sabor) e peixes etc, volta e meia o Aaron pedia um misto quente… um hamburguer, etc… O problema eh que as comidas ocidentais sao MUITO mais caras que as orientais, logicamente.

E alem disso eu sou totalmente viciada em pimenta! Sou daquelas que come comida mexicana com lagrimas nos olhos, de tanto tabasco, e me deliciei com o molho de sweet chilli! Soh nao colocava pimenta na sobremesa!

Alem das comidas de rua, e restaurantes, uma coisa que gosto de fazer quando viajo eh passear em marcados de rua e supermercados, e ver como eh a “vida real” dos lugares.

Na Tailandia nao foi diferente… As opcoes de Ice Tea sao infinitas (provei uns sabores bem esquisitos… como nao conseguia entender nada na embalagem, tambem nao sei oque bebi…), e ateh as batatas fritas sao “tipicas”!

Obviamente tivemos que comprar algumas pra experimentar! afinal nao eh todo dia que vc encontra batata Lays sabor “Squid com sweet Chilli”, “Algas marinhas” e “frutos do mar picantes”… O veredicto…? NOT! Apesar de terem todas mais ou menos o mesmo gosto, nao foram aprovadas…

E alem dos vegetais, outra coisa que me deliciava, eram as opcoes de frutas! Acho que soh apreciei tanto esse lado da Asia por estar a tanto tempo longe do Brasil e sentir falta de opcoes e variacoes de frutas frescas… com gosot de verdade! Por aqui soh temos banana prata, maca, laranja, pera, uva… Mas na Asia tinha mamao, melancia, abacaxi, vaaarios tipo de banana, agua de coco, manga, carambola, caju etc, alem das mais “exoticas” tipo Jaca, Fruta Dragao (que eh rosa pink for fora, e por dentro parece uma melancia branca… e muito sem gosto!), lixia, etc.

A cada barraquinha que passavamos eu queria tomar uma agua de coco, comprar uma manga no palito (que jah vem descascada, e sem caroco, num saquinho com palitos!), salada de frutas, etc…

Jah na Malasia, a “base” culinaria muda um pouco, com muita influencia da comida Indiana, currys etc.

Porem na verdade como a Malasia eh um pais Muculmano, eles nao comem carne de porco! Meu sistem adigestivo sensivel e fresco ficou taaaao feliz (atencao, o sistema digestivo eh fresco, nao meu paladar….). Aproveitei pra comer cosias que nunca posso comer no Ocidente, poqur geralmente sao feitas de carne de porco 9e eu sou muito alergica): comi pizza de peperoni (de vaca), cachorro quente de barraquinha de rua (de frango), hamburger com bacon (de peru defumado) etc, etc. Tudo muito bom! Nao sei comparar com a versao “original” feita de porco, mas acho que ia adorar morar num pais muculmano! mas com certeza ia ficar muito gorda! hahahahahahaha

O Vietnam era outro pais que eu sabia que ia virar foodie… Provei a culinaria Vietnamita pela primeira vez em Londres, e achava que seria tudo mais ou menos igual, mas me surpreendi muito!

A base ainda eh a mesma, de arroz e frutos do mar, porem numa versao mais fresca e mais leve.

Por exemplo, o “rolinho primavera de Hanoi” eh totalmente fresco, com ingredientes crus e nao eh frito. DE-LI-CIA!!!

Infelizmente acabamos no provando muitas variedades da culinaria local “autentica” porque o Aaron passou muito mal no nosso ultimo dia no Camboja, e nao conseguia nem chegar perto das barraquinhas de rua…

Mas na nossa ultima noite em Hanoi fomos num restaurante super bem recomendado pelo nosso hotel comer o “fondue Vietnamita” (que se nao me engano o nome eh Pha Lo, ou algo assim…), que alem de ser uma delicia, ainda foi uma experiencia a parte!

Eles servem na mesa um mini fogao eletrico, varios tipos de vegetais, tofu, tipos de noodles, e carnes. No centro uma “sopa” cheia de temperos e pimentas, borbulhantes. Ai de pouco a pouco vc vai mergulhando os vegetais na “sopa”, com os noodles, tofu, carnes etc, e vai comendo separado com os molhos de sweet chili e Shoyo.

 

 

O melhor da comida Vietnamita eh que vc come, come, come mas nao se sente explodindo, porque a comida eh muito leve e fresca…

A unica coisa que eu queria muito ter feito durante nossa viagem e que acabou nao dando tempo foi um curso de culinaria!

Mas tivemos que escolher nossas prioridades, e passear ganhou de 1000 a zero! Mas aprendi por observacao, e voltei pra casa cheia de conjuntos de chopsticks, molhos, temperos e pimentas, e qualquer dia desses faco uma noite Asiatica lah em casa!

 

 

Categorias: Lua de mel, Malasia, Tailandia, Viagens, Vietnam
22
28
Mar
2009
As Ruinas de Angkor
Escrito por Adriana Miller

Em 802 o Rei Jayavarman II se auto declarou Rei-Deus e decidiu construir um novo imperio, e se tornou o primeiro dos 39 Reis-Deuses que comandaram o Imperio Khmer, que jah foi o reino mais poderoso do Sudoeste Asiatico.

Angkor era a maior e mais poderosa cidade do ocidente, e ao longo dos seculos contruiu sofisticados sistemas de irrigacao, cidades e muralhas e templos e palacios monumentais.

 

Porem, seu sucesso criou ira de seus visinhos, sobretudo o reino de Siam (hoje em dia Tailandia), ateh que no seculo 15 d.c. a cidade foi abandonada no meio da selva. A populacao local sabia da existencia da cidade fantasma, mas devido a lendas e crendices locais, a “cidade” Angkor ficou completamente abandonada por quase 500 anos, e foi, literalmente devorada pela selva. Muitos de seus templos e palacios foram destruidos pela floresta e erosao do tempo (e aos pousocs sendo reconstruidos), enquanto que outros apenas existem ateh hoje, justamente porque a selva cresceu entre sua estrutura, mantendo as construcoes de peh em meio as raizes das arvores.

O complexo de templos, hoje um parque nacional e patrimonio da humanidade, fica a 7km do centro de Siem Reap, e voce pode comprar passes (individuais e intransferiveis) na entrada principal. O guia do Lonely Planet diz que vc tem que trazer uma foto 3×4, e nos viramos do avesso pra conseguir achar um lugar que tirasse fotos em Kuala Lumpur, mas hoje em dia eles jah estao modernizados e tiram sua foto digital na hora.

Os passes sao: 1 dia, 3 dias, ou 1 semana inteira. NOs compramos o de 3 dias, e foi mais que suficiente pra ver tudo e todos os templos.

A melhor maneira de visitar os templos eh de Tuk-Tuk que pode ser arranjado pelo seu hotel, ou direto com os motoristas, que ficam plantados e todas as esquinas da cidade. Inicialmente tinhamos pensado em alugar bicicletas ou lambretas, mas a estradas sao MUITO precarias, nao existe sinalizacao, ou regras de transito, e alem disso os templos sao muito longe uns dos outros, com pouquissimas indicacoes de como e por onde chegar. Soh mesmo os locais pra saberem se virar no meio da selva. Isso sem falar no perigo das minas terrestres, que infelizmente ainda existem aos milhares espalhados pelos campos. Nao sei se nos demos sorte, ou se todos os motoristas de tuk-tuk sao super simpatico, mas o nosso, o Mr. Say alem de super inteligente e simpatico, ainda sabia TUDO sobre a historia do Camboja e dos templos Angkor e nos deus uma aula de historia e cultura Khmer em Ingles perfeito.

Angkor Wat

Angkor Wat eh o templo principal do complexo, e a imagem tipica do pais (esta inclusive impresso na bandeira do Camboja). O templo foi construido no seculo 12 como mausoleum do rei  Suryavarman II, e eh considerado a perfeicao do estilo arquitetonico Khmer. O tempo eh cercado por muros e um lago artifical que o protegia dos inimigos, e jah lah dentro, para chegar no templo principal, vc cruza uma esplanada de 300 metros onde tem a visao perfeita do edificio. As torres, em formato de “cone” imitam os brotos da flor de Lotus, e o templo eh composto por 3 estruturas, ligadas por passarelas e escadarias.

Angkor Thom

Angkor Thom fica a 2km no norte de Angkor Wat, e was a ultima grande cidade Khmer a ser derrubada, pois era protegida por muralhas de pedra solida com 8 metros de altura e 3 km de comprimento em cada lado. A cidade tambem era cercada por um lago artificial, para garantir a sua seguranca e tinha 4 pontes/portoes de entrada, e cada uma dessas pontes era decorada com imagens de 54 deuses de uma lado, e 54 demonios do outro lado.

Um dos principais templos de Angkor Thom eh o templo Bayon que tem 54 torres, e todas elas sao decoradas com 4 faces. Os registros historicos da cultura Khmer sao rarissimas entao os hitoriadores nao sabem dizer exatamente oque foram alguns dos templos, mas especula-se que as 54 torres foram esculpidas com 4 faces (cada uma) do Rei Jayavarman VII (haja narcisismo!). Hoje em dia, depois de seculos abandonados, guerras e erosao, cada rosto tem sua propria caracteristica e personalidade, e nenhuma escultura eh mais igual a outra.


Ta Phrom

Ta Phrom se tornou um dos templos mais famosos de Angkor justamente por nao ter sido restaurado. Ao contrario de outros templos que foram praticamente destruidos pela selva, Ta Phrom foi pristinamente preservado pelas raizes e troncos de arvores que cresceram entre suas estruturas ao longo dos seculos. Jayavarman VII construiu o templo para ser uma monasterio Budista, mas depois foi convertido para Hinduismo, e suas imagens budistas destruidas.

Banteay Srei

Banteay Srei eh considerado um “mini” templo, e comparacao com algumas das outras estruturas de Angkor; alem disso esta a 30 km de distancia de Angkor Wat, entao a nao ser que vc esteja a bordo de um onibus de turismo, ou tenho um tuk-tuk muito gente boa, fica dificil conseguir chegar lah. Porem, as toneladas de poeira que comemos pelo caminho valeu muito a pena, pois a arquitetura desse templo eh unica, alem de seu otimo estado de preservacao. O templo foi todo construido em uma pedra meio cor de rosa, e eh extremamente trabalhado, com relevos e esculturas em TODAS as paredes e colunas.

O complexo de Angkor eh composto por mais de 30 templos e palacios, muitos deles praticamente totalmente destruido, ou com ruinas nao muito interessantes. Acho que em 3 dias, visitamos mais de 10 templos, alguns principais, e outros secundarios, com diferente importancia para a cultura e religiao local.

Aqui nesse post, falei apenas sobre os principais, e os que mais me marcaram, por sua representacao historica ou por sua beleza.

As fotos de todos os templos que fomos estao AQUI.

Categorias: Camboja, Lua de mel, Viagens
14
28
Mar
2009
Siem Reap
Escrito por Adriana Miller

Esse post esta super mega atrasado, e jah iniciado, e re-iniciado algumas vezes, mas antes que me esqueca de todos os detalhes, aqui esta!

Nos passamos apenas 3 dias em Siem Reap, que eh a segunda maior cidade do pais, e a capital turistica do Camboja. Como eu jah falei nos outros posts sobre o pais, apesar de ser a segunda “metropole” do pais, Siem Reap eh na verdade uma grande fazenda, com casas de bambu se intercalando com estruturas de tijolo (principalmente no “centro” da cidade), e ruas de terra batida.

Infelizmente as marcas do progresso estao de espalhando rapidamente, e na avenida que liga a cidade ao aeroporto jah existem dezenas de hoteis 5 estrelas em contrucao, postos de gasolina nas esquinas, pizzarias, supermercado 24 horas.

Por um lado isso eh ruim, pois esta acabando um pouco com o charme “rustico” do lugar, mas ao mesmo tempo o progresso (gracas ao turismo) esta pouco a pouco tirando o pais da pobreza absoluta em que estava submergido a decadas, e reerguendo a populacao ainda marcada pela guerra.

Ficamos hospedados no hotel Bopha-Angkor, que fica bem no centrao de Siem Reap, na beira do rio, e a alguns minutos do mercado e da Pub Street.

Uma coisa interessante de Siem Rep eh que a cidade ainda eh tao “interior” que as ruas nem sequer tem nomes; muitas deles sao conhecidas apenas por numeros, ou pelos apelidos dados pelos turistas, como por exemplo a “rua dos bares” por causa da alta concentracao de albergues, lojinhas de aluguel de bicicletas e bares lotados de turistas.

O Bopha Agkor foi um achado, pois foi um dos primeiros hoteis da cidade, da epoca em que os turistas tinham que ficar hospedados em casa de familia (mega precario), e tem uma proposta meio pousada/Bed & Breakfast, mas eh 100% Khmer. A localizacao eh excelente, os funcionarios sao uns amores, o preco eh otimo e a decoracao eh sensacional! O tempo todo nos sentiamos hospedados DENTRO de uma dos templos. E com muito bom gosto!

A cidade em si nao tem nada pra fazer, e em termos turisticos serve apenas como base aos templos de Angkor, mas aproveitamos as noites tranquilas na cidade pra ir passear na Pub Street e comprar lencos de seda e esculturas de ferro fundido no mercado local.


Categorias: Camboja, Lua de mel, Viagens
2
25
Jan
2009
O Segredo das Tailandesas
Escrito por Adriana Miller

Quer saber o segredo das Tailandesas pra ter aquela cabelao preto brilhoso, super escorrido, saudavel e brilhante?

Seria formol?

Escova Japonesa?

Alguma escova de “sabor” exotico?

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Parece que nao. Que tal um shampoo de “ovos com cerveja”? Hahahhahaahaha

Estava em destaque na farmacia, como sendo um dos mais vendidos… Achamos MUITO engracado, e todos os ingredientes diferentes e esquisitos que vimos por lah, esse bateu todos os records. O Aaron naor esistiu e comprou um pra ele. Mas gracas a deus ele ainda nao teve coragem de usar…

Como a etiqueta esta toda escrita em Tailandes, nao consegui ler os “beneficios” dos ingredientes exoticos, mas lembei de umas das receitinhas caseiras da minha avo, que tem um cabelo super ultra liso e escorrido, e beeem fininho, e que ateh usa volta e meia faz umas mascaras malucas com spray de cerveja, que segundo ela ajuda a fortalecer os cabelos finos.

Com mais de 70 anos ela ainda tem os cabelos super brilhosos e pretos, com pouquissimos fios brancos…! (se deus quiser eu terei herdado os genes dela)

Vai ver que funciona!

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