24 Mar 2013
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Nice: Comptoir du Marche

França, Nice, Viagens

Como contei no post sobre Nice, nós fomos num restaurante muito bom na Vieux Nice (cidade antiga de Nice) numa de nossas noites na cidade – foi tão bom, que mereceu um post especial!

O Comptoir de Marché fica escondidinho numa rua da cidade antiga, que se não estivéssemos seguindo um amigo “local” teria sido difícil de encontrar – e talvez isso faça mesmo que o restaurante tenha um gostinho mais de “achado”!

O restaurante é, logicamente, de culinária Francesa, mas não tem nada a ver com aquele estilo frescurite-máxima-porção-minima típica da culinária Francesa. A especialidade deles é a comida caseira tradicional da região sul da Provence, com uma mistura de comida da avó, num estilo meio caipira, mas cheia de flair Francês.

Eles não tem um menu fixo, já que cada dia o menu é diferente, de acordo com a época do ano e os ingredientes disponíveis. E a medida que a noite vai passando e os ingredientes vão acabando, os pratos vnao sendo cortados do quadro negro onde as opções do dia são expostos.

Então a garçonete traz o quadro negro na sua mesa e vai explicando prato a prato os especiais da noite.

Além disso o restaurante em si é uma delicia! Bem pequeno e aconchegante, com uma decoração toda “vintage”, sendo que muitas das peças expostas são originais da estrutura da casa, que (se entendi bem) foi um frigorífico nos anos 50.

De lá, aproveitamos a localização central pra dar uma esticadinha num dos bares do Marche des Fleurs!

 

Adriana Miller
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22 Mar 2013
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Cote D’Azur: St Tropez

França, St Tropez, Viagens

Sem a menor sombra de dúvidas, Saint Tropez foi o ponto alto da viagem pra Côte D’Azur, e praticamente o motivo que nos levou até lá!

E nem preciso dizer que definitivamente não fomos pra lá pra fazer turismo cultural!

Então chegamos na cidade de barco e apesar de termos dado uma passadinha pra conhecer o porto antigo da cidade (Vieux Port), seguimos direto pra praia Pampelonne – onde nosso barco ficou ancorado enquanto almoçamos na Nikki Beach e depois curtimos a praia no Club 55.

Mas antes de falar sobre os Beach Clubs de St Tropez, vale a pena mencionar que a dinâmica da cidade é bem diferente de Cannes e Nice, por exemplo, já que St Tropez não tem uma “orla”, ou seja, a cidade não beira a praia (a praia esta a 6 km de distãncia da cidade antiga), o que faz com que conciliar um dia na praia com uns passeios pela cidade sejam bem difíceis.

As estradas que conectam as duas partes da cidade são estreitas e ultra congestionadas. Então o pessoal que vai pra St Tropez pra ficar uns dias acaba tendo que escolher o foco: praia ou turismo.

Já que vai pra lá só pra passar o dia, acaba tendo que escolher um ou outro – quem chega de barco vai direto pra praia e os beach clubs. Quem vem em tours, ônibus ou carro acaba ficando apenas pelo centro histórico.

Então quando chegamos, um bote da Nikki Beach veio nos buscar na nossa lancha e nos encaminharam direto pra nossa mesa – bem ao lado da piscina, embaixo da pérgula porque o sol estava de matar!

Nikki Beach foi exatamente como imagineu, e correspondeu exatamente as nossas expectativas – um clima delicioso, entre as poltronas, lounges e parasóis todos branquissimos, as pérgulas floridas e um serviço impecável.

Ok, que rola um certo esnobismo generalizado, mas nem tem como evitar – é muita grana circulando e muita gente querendo aparecer,ver e ser visto.

Um detalhe que vale a pena mencionar é que Nikki Beach não fica na beira da praia, e portanto não tem acesso direto ao mar.

Você pode alugar as cadeiras assim mesmo e ficar pegando sol por lá. Em vez do mar, rola um piscina, com um barzinho do lado e um DJ animando o ambiente.

A comida também estava ótima e aproveitamos pra provar a torta típica de St Tropez, a (deliciosa!) “tarte tropézienne”.

Para o resto da tarde preferimos aproveitar pra curtir a praia e conhecer outro club, então fomos para o Club 55, onde se pode alugar cadeiras para o dia todo, ou parte do dia.

Uma dica imprescindível, em todas as praias da Côte D’Azur, mas principalmente em St Tropez é fazer reserva nos clubs com bastante antecedência, principalmente quem for no auge do verão, como foi o nosso caso.

Em último caso, St Tropez também tem um seção da praia que é pública, e foi sem dúvida a melhor de todas as cidades pelas quais passamos. Pra começar que lá a areia é areia de verdade, então você consegue ficar confortável, mesmo se só tiver uma canga pra sentar.

Mas aí o problema é outro – como a praia não beira a cidade, estando na praia pública você acaba ficando sem opções se quiser comer ou beber alguma coisa – já que os únicos bares de restaurantes na praia sao os beach clubs…

Quando o sol começou a descer, voltamos pra nossa lancha e fomos em direção as ilhas Lérins, assistir o sol se por!

 

Adriana Miller
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21 Mar 2013
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Navegando na Cote D’Azur: Aluguel de barcos

Cannes, França, Nice, St Tropez, Viagens

Que viajar pela Côte D’Azur é uma delícia e sonho turístico de muita gente, isso ninguém duvida. Já planejar uma viagem pela região passa a não ser tão fácil quando começamos a nos dar conta da logística da coisa.

Afinal, olhando no mapa da região, as cidades são todas bem pertinho umas das outras, relativamente pequenas e de visitação rápida. Então a tentação é sempre a mesma: tentar concentrar o maior número de cidadezinhas possíveis num espaço curto de tempo.

Porém, algumas das cidades mais cobiçadas se tornaram o que são, justamente por serem de difícil acesso, mantendo assim um nível de exclusividade e evitando a lotação do turismo de massa.

Um exemplo clássico é Saint Tropez e algumas das ilhas da Côte D’Azur.

Se você não estiver hospedada lá na cidade, chegar e sair de lá significa alugar carro e passar horas no trânsito, ou ter que enfrentar baldeações de trem mais conexões de ônibus entre Nice/Cannes e outras cidades vizinhas e afins – comprometendo boa pate do seu dia.

Outra opção inclui alguns dos ferries disponíveis na região, como por exemplo o serviços regulares (durante o verão apenas) da Trans Côte D’Azur. Aí o problema passa a ser o tempo disponível em cada lugar, já que esses ferries tem mais a função de transporte entre ponto A e B do que tours turisticos.

A solução? Alugue seu próprio barco!

As opções são infinitas, mas o problema é sempre o mesmo: preço!

Afinal a Côte D’Azur não é exatamente conhecida por ser uma pechincha, e a maioria do público alvo que aluga barcos esta a procura de iates com muitas dezenas de pés – o que não era exatamente nosso objetivo!

Então depois de muita pesquisa, e indicação de alguns amigos que conhecem bem a região, achamos a “Locarama“, baseada em Cannes e que também oferecem a opção de aluguel de barcos por períodos curtos ou aluguel diário.

Então escolhemos qual o barco queríamos para o dia, qual roteiro queríamos fazer, se queríamos um “motorista” Skipper ou não (se você tem licença para dirigir barcos, o skipper não é obrigatório), quando queríamos sair e quando voltar.

Nosso Skipper, Bruno, era uma figura e entrou totalmente no clima da despedida de solteira! Sabia exatamente onde parar ao longo do caminho, e os melhores lugares pra tirar fotos!

Todas as conversas foram por e-mail (eles falam Inglês super bem), pagamos o depósito on line, e no dia acertamos as contas e pagamos o resto, direto no escritório deles no porto de Cannes.

Não vou dizer que alugar uma lancha o dia todo foi a parte mais barata da viagem, porque obviamente não foi, mas como estavámos com um grupo grande (7 meninas) e era uma viagem especial (uma despedida de solteira), quando colocamos o custo das outras opções na ponta do lápis, a diferença não ficou tão escandalosa, então decidimos que essa realmente seria nossa melhor opção!

Então o roteiro que fizemos foi saindo de Cannes (como estvámos hospedadas em Nice seria fácil – e mais rápido – chegar ao porto de Cannes pela manhã do que fazer o mesmo trajeto de barco e desperdiçar horas preciosas do nosso dia), e por recomendação do nosso skipper fomos direto pra Saint Tropez, pra aproveitar a maré, e fazendo algumas paradas pelo caminho para ir refrescando!

Foi uma delícia!!

Tínhamos reserva pra almoçar em St Tropez, mas como sabíamos que íamos passar bastante tempo no barco também, aproveitamos as barraquinhas de frutas e as lojinhas de Cannes pra abastecer o barco com frutas, agua, sucos e champagne e vinho (local da Provênce, bien sur!).

E olha, chegar em Saint Tropez de barco é uma experiência indescritível por si só!

Como tínhamos reserva pra almoçar no Nikki Beach, nosso skipper ligou pra lá ainda no barco, e o restaurante mandou um barquinho pra nos buscar na nossa lancha e nos levar direto pra praia – e a mesma cosia na volta!

Mas por outro lado, é engraçado como não importa o quão legal (ou grande, ou caro, ou imponente) seja seu barco, na Côte D’Azur sempre vai ter alguém com um barco maior, mais poderoso, mais cheio de acessórios! Que lugar incrível!

Na volta, paramos nas ilhas “Illes de Lérin” para ver o sol descendo e curtir mais um mergulho – que é outra parte paradisíaca da região pouquíssimo explorada, já que só se chega lá de barco (e se não me engano não é possível se hospedar por lá, a não ser em barcos).

E nem precisa dizer que essa foi a melhor parte da viagem, né? Valeu cada centavo e cada sacolejada que levamos do Mediterrâneo! Com certeza absoluta a melhor maneira de explorar a Côte D’Azur!

 

 

Adriana Miller
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