13
Jun
2013
Roteiro de viagem pela Provence
Escrito por Adriana Miller

A maior dificuldade de planejar esse tipo de viagem é justamente decidir o que visitar.

Afinal, a região é enorme, interessantíssima e sempre vai ter aquele amigo do amigo no Facebook que vai deixar um comentário “Ah… não foi na cidadezinha tal?!? Mas é a mais bonita/interessante/exótica/autêntica etc.”

Screen Shot 2013-06-09 at 21.03.50

Ou seja, antes mesmo de sair de casa, saiba que é impossível conhecer tudo – e é impossível conhecer tudo que você quer conhecer.

No nosso caso, ainda tivemos que combinar os gostos turísticos de 4 famílias diferentes, com tempo e atrações pra 4 crianças em idades diferentes.

Então simplificamos: como ficaríamos hospedados numa Villa, e não trocando de hotel a cada par de dias, tínhamos que escolher cidades que ficassem no máximo a 1 ou 2 horas de distancia, num diâmetro perto de onde estaríamos hospedados.

Além disso, é imprescindível alugar um carro!

Basta a carteira de motorista de seu país + passaporte (não se preocupe com carteira internacional – entre todos nós tinhamos carteiras do Brasil, EUA, UK, Austrália e Africa do Sul e nenhum de nós teve problemas com aluguel de carro) e ter mais de 25 anos pra poder alugar um carro na Europa, então nem tente fazer esse roteiro usando transporte publico.

Por mais que trens e afins sejam eficientes na Europa, nessa região muitas das cidades mais interessantes ficam afastadas das estações de trem, não tem serviço de ônibus nem taxi – o que vai fazer com que você gaste muito tempo e saúde tentando chegar de um lugar ao outro.

E acredite, nós tentamos! (no geral achei meio estressante dirigir por lá, então tentamos adaptar nosso roteiro para poder usar transporte público, mas além de muito mais difícil, ainda sairia mais caro).

E minha principal dica: reserve um GPS/SatNav com seu carro!

20130602-103850.jpg

As estradas são boas… mas são ruins!

São boas porque não são esburacadas, tem acostamentos e tal, mas no geral são bem estreitas e mal sinalizadas, e principalmente nessa região da Provence, muitas das cidades mais interessantes ficam em estradinhas secundárias, que achamos impossível de achar apenas usando mapas!

Nós cometemos a besteira de não reservar um GPS com os carros e eles já não tinham nenhum disponível na locadora, então tivemos que usar o Google Maps nos celulares! (que funciona super bem, mas como todos estávamos com celulares estrangeiros, a conta do fim do mês não vai ser bonita!)

Então como muita gente me pediu pra explicar direitinho nosso roteiro, aqui esta:

- 1 dia: Abadia Sénanque pela manha (quando fomos eles só abrem pela manha) e depois fomos para Gordes.

- 2 Dia: Pont du Gard e Nímes (saímos de casa já tarde e não nos demos conta de como seria difícil chegar/achar a Pont du Gard, portanto acabamos ficando sem tempo pra explorar bem Nímes)

- 3 Dia: Avignon (passamos o dia quase todo por lá, pois a cidade é bem grande. Além disso, Avignon foi um caos pra estacionar, entnao perdemos MUITO tempo procurando vaga e estacionamentos em suas ruas estreitas)

- 4 Dia: Châteauneuf du Pape (fizemos o tour na vinícola pela manha e depois fizemos uma degustação numa adega e almoçamos por lá. O resto da tarde ficamos passeando e fazendo compras pela cidadezinha)

- 5 Dia: Les Baux (fomos pela manha e passamos bastante tempo com as crianças no “Carrières de Lumières”, depois almoçamos na cidade antiga e passamos o resto da tarde por lá).

Nós ficamos um total de 7 dias, mas como estávamos com um grupo grande e várias crianças – além de estarmos hospedados numa casa maravilhosa – nossa intenção realmente não era explorar cada canto disponível da Provence.

Escolhemos a dedo o que preferíamos fazer, e deixamos muita coisa de lado de propósito, o que foi o grande segredo desse roteiro – misturamos algumas cidades grandes (Nímes e Avignon) com vilarejos belíssimos (Gordes e Les Baux), vinícolas, história etc e claro, muito tempo pra curtir os amigos e relaxar bastante!

As informações sobre a aluguel de casa e carro na Provence estão aqui.

 

 

Categorias: França, Provence, Roteiros de Viagem, Viagens
5
12
Jun
2013
Les Baux de Provence
Escrito por Adriana Miller

Muitos séculos antes de sua fama turística, Les Baux já exercia um domínio na região – só que era um domínio feudal: os senhores feudais que moraram no castelo de Les Baux ao longo de várias gerações dominavam cerca de 79  cidades da vizinhança, controlando o fluxo comercial, de impostos e pessoas da vizinhança.

O feudalismo acabou no século 12, e a cidade foi assimilada pelo reino Francês até que no século 15, a cidade foi doada a família Grimaldi, de Mõnaco, que até hoje usa o título “Marquis des Baux” para identificar o herdeiro do trono (mais ou menos como a coroa Britânica usa o título “Principe de Gales” para identificar o herdeiro ao trono).

Hoje em dia a realidade de Les Baux é muito diferente, mas sua presença na lista das cidades mais bonitas da França (“Les Plus Beaux Villages de France”, assim como Gordes) garante que essa cidadezinha esquecida no tempo continue no topo da lista de quem visita a Provence.

Eles vivem inteiramente do turismo, com uma população oficial de apenas 22 residentes!

Outra característica de Les Baux são seus minérios, principalmente um derivado de alumínio, que foi descoberto nos arredores da cidade (e que portanto em Francês tem o mesmo nome, “Bauxite”), mas que depois de séculos de exploração desenfreada, deixaram apenas grutas e minas vazias…

Mas para uma cidade que vive de turismo, isso não chega a ser um problema, e uma de suas principais atrações atualmente é a gruta-galeria “Carrières de Lumières”, com exposições interativas de arte e música nas paredes da gruta (que foi um sucesso absoluto com as crianças da viagem!).

Eu sei que descrever uma cidade como essas falando que “parou no tempo” é mega clichê, mas realmente não consigo encontrar outros adjetivos!

A autenticidade e o peso dos séculos de história estão em cada esquina, com aquela sensação de tudo ainda esta no mesmo lugar, mas sem estar caindo aos pedaços.

A atração principal é o castelo, que hoje em dia esta em ruínas, mas ocupa uma posição de destaque no topo da cidade, dominando a paisagem e impossível de ignorar!

Lá em cima ha pouco pra ver – mas basta olhar pra baixo e se maravilhar! É de lá que temos as melhores vistas de Les Baux e é possível apreciar o domínio e imponência da cidade em sua vizinhança!

No caminho para Les Baux fica Saint Remy, outra das principais cidade da Provence, mas que infelizmente não conseguimos visitar (preferimos passar mais tempo e visitar Les Baux com calma), mas com um pouco mais de planejamento, pelo pouco que vimos, vale demais a pena parar por lá!

 

Categorias: França, Les Baux, Provence, Viagens
8
11
Jun
2013
Châteauneuf-du-pape: Os vinhedos Papais da Côte du Rhône
Escrito por Adriana Miller

Bem, como era de se imaginar, prover para o Papa não é coisa fácil de ser feita. Afinal, o soberano da Igreja Católica não se contentaria com pouco…

E assim surgiu a “Appellation d’Origine Contrôlée (AOC)” Châteauneuf du Pape (que literalmente significa “o novo castelo do Papa”), uma espécie de sub-area especialista dentro dos limites da região dos vinhos da Côte du Rhône.

Durante o período Papal em Avignon, a região foi escolhida para a construção de um castelo de veraneio, onde o Papa pudesse se recolher durante os meses mais quentes. E com isso, surgiu a necessidade de uma produção de vinho de qualidade mais alta, já que na época os vinhos do vale do rio Rhône não eram considerados entre os melhores.

E como nenhuma viagem a Provence que se preze pode dispensar uma vinícola, não tivemos dúvida na hora de incluir um dia dedicado a essa cidadezinha, que produz um dos (tipos de) vinhos de maior qualidade da França.

O difícil foi decidir qual vinícola visitar, já que são cerca de 200 famílias centenárias com tradição de produção de vinho com selo de qualidade AOC de Châteauneuf – mas acabamos escolhendo a Domaine du Pegau, uma vinícola “boutique” de uma família que data de 1670!

(já tínhamos visitado vinículas “boutique” tanto no Chile quanto no Uruguai e sem duvida alguma a experiência é muito melhor do que vinícolas mais comerciais)

Porém só na geração atual é que a família Pegau começou a se profissionalizar e aumentar a produção, exportando seus vinhos pra mais de 50 paises (inclusive o Brasil).

O passeio foi super intimista – no final do tour pela vinícola, a degustação de vinhos da casa foi na cozinha da família!

Mas já que estávamos na cidade que produz um dos melhores vinhos do mundo, aproveitamos a oportunidade pra também visitar a adega Les Verger des Papes, que fica numa gruta cavada direto na pedra, bem aos pés do castelo Papal, que divide espaço com uma termas Romanas, e onde, durante o auge da cidade, eram armazenados os vinhos do castelo.

E como eles não são ligados a nenhuma família/vinícola em especial, pudemos provar vários tipos de vinho/vintage diferentes, além de receber uma baita aula sobre as regras e leis Francesas que regulamentam a produção de vinho (principalmente em áreas de Apellation de controle, como Châteauneuf).

E claro, você também pode usar a consultoria da degustação para escolher e comprar alguns vinhos.

Mas o melhor mesmo é que eles tem um restaurante bem em cima da gruta, super bem recomendado pelo Guia Michelin, que é uma mistura perfeita pra conhecer um pouco mais os diferentes sabores da Provence, e aprender a combinar diferentes tipos de vinhos, com diferentes pratos e temperos.

Então como era de se esperar, a cidade vive e respira vinho, com muitas outras lojas e adegas em cada esquina – e diga-se de passagem que a cidade é lindíssima!

P.S. Tanto a vinícola quanto a adega devem ser reservadas com antecedência.

 

Categorias: Avignon, Châteauneuf du Pape, França, Provence, Viagens
8
10
Jun
2013
Avignon
Escrito por Adriana Miller

Avignon, pra mim, foi o ponto alto da viagem pela Provence!

Não tem os monumentos mais antigos, nem é um vilarejo pitoresco, mas tem aquela coisa da cidade moderna dentro da muralha medieval, um história intrigante e paisagens super fotogênicas!

A atração principal, sem sobra de dúvidas é o Palácio Papal – que além de ser considerado um dos maiores e principais edifícios Góticos da Europa, foi, como o nome indica, a residência oficial do Papa ao longo do século 14…

Tudo começou em 1309, quando o recém eleito Papa Clemente V (que era Francês), decidiu que Roma não era mais um bom ambiente para sediar a Igreja Católica, e então transferiu a sede da Igreja de Roma/Vaticano para Avignon.

No total foram 6 conclaves ao longo do século, até que em 1376 Gregório XI decidiu que a administração do Catolicismo deveria voltar ao Vaticano.

Mas ainda assim o Palácio Papal manteve sua função, pois mesmo depois do retorno da Igreja a Itália, entre 1378 e 1417, a Igreja Católica passou pelo período da “Grande Cisma”, onde não satisfeitos com o autoritarismo do Papa Italiano Urbano VI, um grupo de membros do Colégio de Cardeais decidiram revogar a eleição de Urbano e elegeram Clemente VII, que também foi Papa, porém em Avignon.

Portanto, durante 4 décadas, e 2 papas, o mundo teve 2 Papas, dividindo a fé Católica na Europa, e sendo apoiados e financiados por diferentes países e Reis/Rainhas.

Outro símbolo de Avignon é a ponte “Saint-Bénézet”, ou a “ponte pela metade” (pois o que sobrou dela só vai até metade do rio Rhône). Construída em 1117, o nome homenageia um pastor da região que teve uma “visão” e resolveu começar a construção da ponte por conta própria.

Do pouco que sobrou da ponte, a pequena capela de São Nícolas ainda esta de pé, que é a igreja símbolo do padroeiro dos pescadores e “marinheiros” que navegam o Rhône – e que portanto podem rezar mesmo estando dentro do rio.

Mas a cidade em si é enorme, e eu fiquei impressionada de como uma vez lá dentro das muralhas, o que vemos é uma cidade moderna – muitos prédios, uma universidade e construções de arquitetura recente.

Mas ainda assim Avignon conseguiu não perder o charme de cidade Francesa, com muitas ruelas e esquinas a serem descobertas.

O melhor ponto de partida para uma exploração da cidade é a praça “Place de L’Horloge”, onde fica a prefeitura e a casa de Ópera de Avignon – e enquanto você estiver explorando os arredores da praça ou curtindo uma dos cafés que se espalham na calçada, fique de olho dos prédios em volta, onde cada um deles tem uma janela “vedada” com a pintura de um personagem teatral: uma homenagem e lembrança de que Avignon é a capital do Teatro!

 

Categorias: Avignon, França, Provence, Viagens
9
09
Jun
2013
Nímes e Pont du Gard – O lado Romano da Provence
Escrito por Adriana Miller

Bem, tecnicamente, a cidade de Nímes já não faz parte da Provence, mas ao mesmo tempo a cidade esta ali tão pertinho, que as coisas acabam se misturando.

Uma das minhas melhores amigas é Francesa de Nímes e sempre me falou maravilhas da cidade, então apesar de ser meio contra mão no nosso roteiro, eu fiz muita questão de ir lá conhecer!

Mas a verdadeira atração da cidade é seu passado Romano, sobretudo o Anfiteatro Romano (coliseu)!!

O coliseu de Nímes foi construido pelos Romanos no ano 70a.c., e apesar de não estar entre os maiores coliseus Romanos, ele com certeza esta entre os mais bem conservados.

Infelizmente nós não tivemos muito tempo em Nímes pois resolvemos passar pela cidade já no final de um longo dia, mas conseguimos chegar a tempo de conhecer o interior… que foi extremamente decepcionante!

A estrutura Romana original foi reformada no final do século 19 para funcionar como uma arena para touradas, o que já descaracterizou bastante o lugar, e hoje em dia o inteiror do coliseu esta totalmente modernizado, com arquibancada, sistema de aquecimento e palco.

Realmente deve ser o máximo assistit um show lá dentro, mas para os amantes de história como nós, foi um sacrilégio…

Mas a verdade seja dita, o exterior do coliseu é impressionante demais, e valeu a viagem!!

E o motivo pelo qual não conseguimos conhecer mais partes da cidade foi porque decidimos esticar até Nímes quando estávamos a caminho da Pont du Gard, um dos maiores aquedutos Romanos que ainda existem (é o segundo maior, só perdendo pro Aqueduto de Segóvia, na Espanha).

E realmente é impressionante! São cerca de 50 km de construção, conectando as fontes de água natural de Ezé até Nímes, com capacidade de transportar uma quantidade de agua enorme por dia, até mesmo para padrões da vida moderna.

E o principal: desses 50km, quase 30km são subterrâneos!

A engenharia Romana é tão precisa, que ao longo desses 50km, o aqueduto apenas inclina cerca de 17 metros, o que mantinha um fluxo constante de agua ao longo do ano.

E lembre-se: tudo construido de cimento, nem parafusos e nenhuma tecnologia! Outras pontes já foram construídas para cruzar o rio Gardon, mas todas acabaram despencando em guerras, forte correnteza e inundações – mas a Pont du Gard permanece intacta a mais de 2000 anos!

Hoje em dia o Aqueduto faz parte da associação de monumentos históricos Franceses e é protegido pela Unesco – os pontos de visitação ficam dentro de um parque de preservação ambiental, e daria tranquilo pra passar um dia todo por lá!

 

Categorias: França, Nímes, Pont du Gard, Provence, Viagens
3
07
Jun
2013
Gordes e a Abadia Sénanque (e os campos de Lavanda e Papoulas!)
Escrito por Adriana Miller

Durante a fase de planejamento da viagem a Provence, nós sabíamos que mesmo com uma semana inteira, não teríamos tempo suficiente pra conhecer a região toda – além de que ainda queríamos curtir a Villa que alugamos e colocar o papo em dia com nossos amigos.

Mas uma certeza tínhamos: se fosse pra escolher apenas um passeio ali por perto, nossa opção seria a cidadezinha medieval Gordes e seus arredores!

Parece conto de fadas: no alto de uma montanha, com a vista das planices cobertas de vinhedos e lavanda em toda sua volta, fica um castelo do século 12 todo em pedra em tons de areais, cercado por um pacto vilarejo, com todas as casas no mesmo tom.

Não é a toa que Gordes entrou na lista do “Les Plus Beaux Villages de France” (“Os mais belos vilarejos da França”, e reparem a quantidade de cidadzinhas só na Provence!), e é daqueles lugares que voce de fato, se sente na França!

Apesar de minúscula (a população oficial mal passa dos 2 mil habitantes) a cidade tem uma história fascinante e milenar, que começou com a presença de uma estrada Romana que passava bem ali, até que no século 8 uma abadia/monastério foi fundada no alto da montanha, que acabou dando origem a fundação do primeiro castelo construido na cidade, no século 11.

A cidade é bem pequenininha, e dá pra ser conhecida em algumas poucas horas – mas isso sem contar o tempo gasto nas inúmeras lojinhas de produtos de lavanda, azeite e linho.

E também aproveitamos o dia ensolarado com um ventinho fresco, pra almoçar na varandinha de um café antes de seguirmos a estrada a caminho da Abadia de Sénanque (Gordes e Sénanque ficam na mesma estrada).

20130606-181505.jpg

Se algum dia na vida você já pesquisou sobre a Provence, com certeza já viu fotos da Abadia de Sénanque!

Porque? Bem, está longe de ser um das igrejas mais impressionantes da França, mas essa igreja do século 12 é cercada de campos de lavanda!

A Abadia ainda funciona como monastério, onde vários monges e freiras moram e trabalham, e portanto tem horários de visitação super restritos, e ao longo do ano eles vivem da lavanda e abelhas (vários produtos de mel e lavanda na lojinha!!! hehehehe).

1003817_10151653780951294_915931744_n

Infelizmente nós demos azar de ter pego uma primavera super atípica e fria na Europa, e portanto a temporada da lavanda estava atrasada… os campos estavam cheios, mas as flores ainda não estavam cheirosas e nem coloridas…

Mas em compensação, tudo que não vimos de lavandas, vimos de campos e mais campos tingidos de vermelho, com as papoulas em flor!

Foi meio que por acaso, mas a estradinha que conecta Pernes Les Fontaine com as outras cidades (na direção de Avignon) estavam com as papoluas beirando as estradas, então um dia não resistimos, paramos o carro numa entradinha e tiramos dezenas de fotos!

 

Categorias: França, Gordes, Provence, Viagens
10
06
Jun
2013
Organizando uma viagem pra Provence: todos os detalhes! (viagem, casa e carro alugados etc)
Escrito por Adriana Miller

Ha muitos meses atrás, uns amigos que atualmente moram na Austrália, mandaram um e-mail avisando que estavam de viagem marcada pra Europa e fizeram uma proposta indecente: porque não juntamos o grupo todo, mais todas as crianças e passamos uns dias juntos no sul da França?

A Isabella ainda nem sequer tinha nascido, mas decidimos arriscar e aceitar a proposta – a ideia era boa demais pra deixar passar!

Então tentamos pensar em todos os detalhes, e uma das principais decisões foi alugar um Villa, em vez de ficarmos em hotéis.

A Villa que alugamos foi essa AQUI, um paraíso cercado de cidadezinhas fofas por todos os lados!

A ideia principal era que se ficássemos em hotéis, acabaríamos passando muito tempo cada um em seu quarto, enquanto que numa casa alugada, a convivência do grupo seria maior. Sem falar no conforto, conveniência, e claro, com 4 crianças de idades bem diferentes, uma casa “base” nos ajudaria a manter uma certa organização e rotina durante as férias.

E como era de se esperar numa casa desse padrão, o pessoal do “Luxury Retreats” pensaram em tudo, desde o champagne geladinho nos esperando na geladeira, até 4 berços, 3 cadeirões, trocadores, babadores e brinquedinhos!

Por princípio, eu não sou muito fã de passar férias em casa alugada não (se já não gosto de lavar louça em casa, por que iria querer fazer isso nas férias?!?! Hahahaha) a não ser que seja num esquema flat/residência (tipo o hotel que ficamos em Vail, que era um apartamento dentro de um hotel), mas essa foi bem diferente: tínhamos um concierge a nossa disposição todos os dias (para recomendar restaurantes, organizar passeios, cuidar de detalhes da casa etc) além de serviços como um chef particular, serviço de babysitter, motorista, e mais o que precisássemos (eles tem até um serviço de supermercado – é só fornecer qual menu você quer durante a semana e uma lista de compras, que eles vão no supermercado e abastecem a casa pra você, mas nós preferimos ir direto nos mercados – adoro fazer compras em outros países!)

Sem dúvidas alguma uma escolha certeira!!

Tivemos todo conforto de estar em casa, mas com a comodidade de um hotel – o que foi perfeito pra acomodar as 4 famílias!

A Villa fica na cidade Pernes Les Fontaine, uma das centenas de cidadezinhas fofas e históricas da região, nos arredores de Avignon.

Para chegar até lá, eu, Aaron e Isabella fomos de Eurostar até Paris (2 horas) e de lá, pegamos um TGV até Avignon (3 horas).

A viagem de trem foi tranquilíssima com a Isabella, e quando chegamos na moderna estação de trem de alta velocidade (TGV) em Avignon já alugamos os carros lá mesmo.

Nós alugamos um carro enorme, tipo uma van, com um outro casal na Europcar da estação e na reserva já pedimos os carrinhos para os bebês.

(Dica: esquecemos de pre-reservar um GPS e não tinha nenhum disponível na hora, o que foi um caos! Por sorte meu plano de celular inclui data/internet na Europa toda, então conseguimos usar o GPS do Google Maps a viagem toda)

A cidade é uma fofura, mas acabamos não tendo muito tempo por lá (s dias que tínhamos “reservado” pra ficar em Pernes, acabamos ficando curtindo a Villa, e no outro dia, choveu!).

Uma outra cidade muito fofa ali perto é L’Isle-Sur-La-Sorgue, que é conhecida como a “capital Vintage da Provence (com muitos brechós e lojas de antiguidades) com muitos restaurantes ótimos e um mercadinho aos domingos.

Uma das noites que estávamos por lá,  organizamos uma babysitter para ficar na Villa com as crianças e fomos jantar no restaurante “La Balade des Saveurs“, que foi sensacional!!

A experiência sem dúvidas foi incrível, e já decidimos que ano que vem repetiremos esse tipo de viagem!

Conseguimos aproveitar bastante a região, mas ao mesmo tempo foi uma viagem bem relaxante.

Passávamos o dia quase todos passeando e explorando as cidades de Provence, e a noite estávamos todos juntos na Villa, cozinhando, jogando e batendo muito papo!

P.S.

Categorias: Avignon, França, Pernes Les Fontaine, Provence, Viagens
15
02
Jun
2013
Provence ao vivo!!
Escrito por Adriana Miller

Chegamos ao fim de mais uma viagem de sonho: uma semana inteira com um grupo de amigos explorando o Sul da França, na região de Provence!

20130602-103033.jpg

Ficamos hospedados numa Villa maravilhosa, com muito conforto e espaço de sobra para nossos hospedes de honra:

20130602-103157.jpg

A Isabella e mais 3 crianças, entre 1 e 2 anos, filhos dos casais de amigos que viajaram com a gente!

20130602-103258.jpg

Desde que começamos a planejar essa viagem a intenção tinha sido descansar mais e passear menos, porém a primavera Européia desse ano esta muito decepcionante e acabamos nao conseguindo curtir tanto assim a Villa – melhor pra mim!
Nao desperdiçamos a oportunidade de conhecer bastante a região!

20130602-103558.jpg

Fomos de Eurostar, via Paris, que por si só foi maravilhoso! Adoro viajar de trem pela Europa!!

E claro, é imprescindível alugar um carro pra conseguir explorar a Provence independentemente – o que nao é extamente fácil, mas foi uma delicia se perder pelas estradinhas cercadas de vilarejos medievais e vinhedos por todos oa lados!

20130602-103850.jpg

Mas claro, nem tudo é perfeito… Assim como nao conseguimos curtir direito nossa Villa por causa do clima instável, os campos de Lavanda tambem estavam decepcionantes…

20130602-104147.jpg

Mas fazer o que, né?
O que nao vimos de lavandas, vimos de campos floridos de Papoulas vermelhas de tirar o fôlego!!

20130602-104253.jpg

Geralmente nosso grande problema com viagens desse tipo, é que por mais que você dedique bastante tempo, nunca parece ser suficiente!!

20130602-104554.jpg

Mas acho que conseguimos montar um bom roteiro, com uma mistura ideal de passeios, ótimas refeições, e descanso – sem falar que foi uma viagem desenhada na medida para acomodar 4 crianças de idades, fases, ritmos e rotinas diferentes!!
Ô, como aprendi essa semana viu!!

20130602-104858.jpg

E foram varias cidadezinhas medievais esquecidas no tempo…

20130602-105012.jpg

Muitos séculos de história

20130602-105132.jpg

E ate alguns milhares de anos de história!!

20130602-105206.jpg

Vinhedos e (muitas!) degustações de alguns dos melhores vinhos do planeta

20130602-105306.jpg

E o que um bom vinho precisa?
Boa comida!!
E nisso, minha gente… A França nunca decepciona…

20130602-105443.jpg

20130602-105458.jpg

20130602-105515.jpg

20130602-105548.jpg

E no final da viagem ficou uma certeza: faremos muitas outras viagens como essa muito em breve!!

(PS: mas a viagem ainda nao acabou… Sabe porque?! Nos atrapalhamos com as datas e pegamos o trem errado!!! Hahahaha
Quer dizer… O trem estava certo, mas o dia errado… Entao fazer o que né?! Aproveitamos para dar uma esticadinha em Lille, no Norte da França, fronteira com a Bélgica enquanto esperamos nosso Eurostar de volta pra casa!!)

20130602-105951.jpg

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Categorias: Avignon, França, Viagens
21