19
Feb
2014
The Shard – O prédio mais alto da Europa!
Escrito por Adriana Miller

Finalmente esse fim de semana conheci por dentro o predio The Shard, um dos ultimos feitos arquitetonicos na paisagem Londrina e tambem o mais alto predio da Europa – um momento que esperei por nada menos que 6 anos!

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Na verdade nao eh a primeira vez que falo do Shard aqui no Blog: o primeiro post, em 2011, mostrou o progresso da construcao, que na epoca estava mais ou menos na metade, e ja causava uma certa polemica se iria ficar pronto a tempo das Olimpiadas ou nao (ficou!).

Eu trabalhei muitos anos naquela regiao de Londres, e a construcao do Shard fez parte da minha paisagem por bastante tempo! Na verdade acompanhei de perto a “desconstrucao” do antigo (e feioso) predio, e a subida, andar por andar, do imponente Shard.

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Alem de dominar a paisagem da cidade de longe, o Shard representa um nova atracao turistica imperdivel – alem de seus muitos andares de escritorios, residencias, hoteis (uma das unicas filiais Shangri-la na Europa), restaurantes (abriu um Aqua novinho la dentro!) e shopping, os andares 69 a 72 sao reservados a uma plataforma de observacao aberta a turistas e visitantes, de onde se pode ver a cidade in-tei-ra!

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Demos uma sorte incrivel de termos reservados nossos ingressos num dos rarissimos dias de sol desse inverno, e de la de cima conseguimos ver, com clareza, desde as Thames River Barriers ate o estadio de Wembley, com se fossem ali do lado!

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E por estar tao no alto (Londres nao eh um cidade de muitos arranha ceus), eh uma otima pedida pra dar uma boa nocao de espaco e distancias na cidade, mostrando bem as curvas do Tamisa, o posicionamento dos parques, os trilhos dos trens e as principais atracoes.

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Na pratica, a visitacao requer certo planejamento, ja que esta quase sempre esta muito lotado la em cima (os ingressos sao limitados e com hora marcada), mas por outro lado, acho complicado planejar esse tipo de coisa em Londres com muita antecedencia pois eh impossivel prever como estara o clima – e se por acaso voce der azar de pegar um dia muito chuvoso ou nebuloso, a vista fica reduzida a nada (mesmo dilema do London Eye, por exemplo!).

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Mas por outro lado, se voce deixar pra decidir na hora, eh bem capaz de nao conseguir mais ingressos, ou pelo menos nao para o horario desejado, e acabar perdendo a viagem e a oportunidade…

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Subir na plataforma de observacao, ou “The View from The Shard” nao eh um programa barato, e se comprado com antecedencia (ingressos on line recebem um desconto) custa 25 Libras (se comprar na hora, custa 29 Libras), e eh necessario obedecer certas regras: todos os visitantes passam por uma area de seguranca e detector de metais tipo um aeroporto, e nao sao permitidor tripes fotograficos, nem cadeiras de rodas e nem carrinhos de bebe (entao atencao pra quem estiver visitando com criancas pequenas – levem um canguru, mochilas, ou bracos fortes preparados pra carregar seus filhos o tempo todo!).

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La em cima existem duas plataformas, uma fechada e climatizada, outra semi aberta, mas ambas oferecem uma vista de 360 graus da cidade, alem de uma lojinha souvenirs e um cafe, banheiros, etc.

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17
11
Nov
2013
Spencer House – os antepassados da Princesa Diana
Escrito por Adriana Miller

Uma coisa que sempre me chama atenção quando visito palácios e castelos pela Inglaterra, é que as famílias aristocratas sempre mantinham uma segunda casa no centro de Londres, onde os homens cuidavam dos negócios da família e as mulheres aproveitavam a vida social.

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Durante o período do pós guerra, a maioria esmagadora dessas casas acabou virando hotéis, escritórios, sedes do governo ou foram destruídas, sendo que nenhuma delas eh aberta a visitação, e apenas enfeitam a cidade “por fora”.

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Uma das casas sobreviventes eh justamente a mais interessante de todas elas, a “Spencer House” que pertenceu a familia da Lady Diana Spencer – que futuramente virou a Princesa Diana quando casou com o Principe Charles.

Eu me surpreendo quando as pessoas se referem a Diana como a “princesa do povo”, ja que na verdade ela eh descendente de uma linhagem nobre que figura entre as mais antigas e tradicionais do reino, e ja era conhecida e aristocrata antes mesmo do casamento.

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(mas eu sei que na verdade o apelido de “princesa do povo” surgiu sobretudo por causa de seu trabalho filantropico e humanitario, e por ter sido uma pessoa tao acessivel ao Britanicos “comuns”, apesar de seu historico aristocrata e socialite)

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A Spencer House conta um pouco sobre a historia da familia, e seu relacionamento com a monarquia (a Diana nao foi a primeira Spencer a casar com um futuro rei da Inglaterra), e inclusive sobre a mais polemica mulher Spencer da historia, a Giorgiana Cevendish - filha do primeiro Conde Spencer, que foi uma polemica socialite – alcoolatra e viciada em jogos – que quase colocou a fortuna da familia em risco, e que inspirou a filme “A Duquesa” (com a Kiera Knightley).

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Inclusive, a casa foi construida onde esta ate hoje (na beiradinha de Green Park), justamente por estar na vizinhanca do Palacio de Buckingham, e ambas casas tinham acesso ao parque de caca do rei.

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O interior da casa eh lindissimo, e muitas de suas caracteristicas originais foram restauradas na decada de 80/90 (financiadas pelo atual Conde Spencer, o irma de Diana), apos a casa ter ficado abandonada por muitas decadas no pos guerra.

Hoje em dia, assim como a grandissima maioria das “estately homes” de Londres a Spencer House eh endereco de algumas empresas, entao funciona como escritorio de segunda a sexta. Porem eles mantiveram as areas mais rebuscadas e artisticas da casa como se fosse um museu, que eh parcialmente financiada pela familia Spencer e a familia Rothschild, e eh aberta a visitacao todos os domingos do ano (com execao de Agosto e Janeiro).

 

 

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7
31
Oct
2013
Methodist Central Hall Westminster
Escrito por Adriana Miller

A maior surpresa que tivemos durante o fim de semana do London Open House foi a visita ao Central Methodist Hall.

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A igreja passa despercebia a maioria dos turistas que passam por sua porta, já que ao dividir os arredores da praça do Parlamento com o Big Ben e a Abadia de Westminster, não sobra atenção pra muito mais coisa.

Mas não era de hoje que reparei que a Igreja estava lá, discreta e quietinha no seu canto, e pensava com meus botões: aposto que a vista de lá de cima é ótima!

Então enquanto esperamos na fila do Gherkin durante o Open House eu comprei o catalogo/revista do evento (o evento é todo de graça, mas eles vendem catálogos, revistas e outros merchandings pra angariar fundos e patrocinar o evento, então é sempre legal ajudar!) e vi que o Mathodist Hall estava na lista de aberturas (eles participaram do evento pela primeira vez esse ano) e para minha surpresa, uma das áreas visitadas era a cúpula!

Entoa no domingo de tarde, assim que eles abriram suas portas nos estávamos lá de câmeras fotográficas a postos, imaginando filas quilométricas! Mas adivinhem?! NINGUÉM lá dentro, e o guia velhinho ficou todo contente de fazer nossa visita guiada!

Passamos pela varanda principal, que ate então só era aberta em ocasiões especialíssimas com autorização da prefeitura – a última visita concedida foi para a BBC durante o casamento de William e Kate na Abadia de Westminster, já que a igreja metodista tem a melhor vista da cidade!

O “Hall” da igreja também eh impressionante, com um órgão de fazer estremecer, mas que é muito mais usado para discursos e conferencias do para cultos religiosos (e já foi cenário para discursos de personalidades como Barack Obama, Nelson Mandela, entre muitos outros).

E por fim subimos as escadas vertiginosas que nos levam ate o topo da cúpula da igreja (não é permitida a subida a menores de 18 anos, então revezamos enquanto um subia, o outro ficava com a Isabella), de onde se tem, sem dúvida alguma a MELHOR vista de Londres!

Sim, muitos prédios e restaurantes tem uma vista interessante e que mostram diferentes ângulos da cidade e tal, mas nenhum deles consegue abranger a cidade toda, e principalmente ter em primeiro plano os principais ícones da cidade: Abadia de Westminster, o Parlamento Britânico, o London Eye, o Shard, a Catedral de St Paul, e todos os outros inimagináveis (incluindo o Palácio de Buckingham e o Hourse Guards, o Battersea Power Station, BT Tower, etc)!

Não teve como não ficar de queixo caído e resistir ou controlar os cliques da câmera fotográfica!

 

 

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6
30
Oct
2013
Horse Guards – A cavalaria Real Britânica
Escrito por Adriana Miller

Outro edifício imponente na paisagem de Londres eh o “Horse Guards Parade”, a sede da cavalaria Real Britânica e da facção do exercito responsável pela segurança da Rainha e da família Real.

O Horse Guards fica exatamente no lado oposto do Buckingham Palace, na outra ponta do parque St James, o que acabou sendo muito conveniente historicamente – já que a formação inicial da cavalaria real nesse edifício era ficar “de frente” para o antigo palácio Real “Palace of Whitehall” (onde a monarquia morava ate que um incêndio destruiu o palácio no século 17).

Hoje em dia o Horse Guards tem uma função muito mais burocrática, e confesso que o interior do prédio deixou a desejar – ao longo dos anos ele passou a ter uma função muito mais “pratica”, com estábulos, salas de banquete e dormitórios cedendo espaço a escritórios, salas de reunião e conferencias, como qualquer outro escritório de repartição do mundo.

Parte da visita guiada do London Open House nos leva ao subsolo do prédio, com tuneis secretos e câmaras de segurança escondida, que “diz a lenda” se conecta com o Parlamento e o Palácio de Buckingham (que por motivos de segurança nacional o Major do Exercito que nos guiou pelo prédio não pode confirmar nem negar!).

E pudemos visitar também o antigo escritório do Duque Wellington, Field Marshal do Exercito Real (que comandou a vitória Britânica na Guerra dos 100 anos contra a Franca – e também foi responsável pelo desenho original dos uniformes dos guardinhas Ingleses, e principalmente o design “revolucionário” de suas botas de montaria, e por isso ate hoje as botas galochas – tão populares no clima chuvoso da Inglaterra – são apelidadas de “Wellies”, porque originaram do design do Duque de Wellington).

Os moveis originais usados por Wellington ainda estão lá, expostos como se fosse um museu, e a mesma sala agora eh a principal sala de reuniões do prédio (e portanto do exercito) e eh onde são planejados eventos históricos de segurança nacional como o funeral da Princesa Diana, os bombardeiros ao metro em 2007 e mais recentemente o casamento do William e Kate, o Jubileu da Rainha e o enterro de Margaret Thatcher.

É dali também, dos estábulos, que saem a cavalaria e banda que participam da troca da guarda no palácio de Buckingham diariamente (ótima opção pra quem quer ver a troca da guarda, mas quer evitar as confusões nos portões do Buckingham).

E também é ali no Horse Guards que todos os anos a Rainha comemora seu aniversario com uma parada militar cheia de pompa e circunstância – o Trooping of the Colours (que seguindo a tradição, acontece sempre no segundo sábado de Junho, independente de qual o verdadeiro aniversario do monarca no poder).

 

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3
29
Oct
2013
Bank of England & Royal Exchange
Escrito por Adriana Miller

A regiao da “The City” no centro de Londres – que eh na verdade a cidade de Londres original – eh mais comumente conhecida dos Londrinos como “Bank”.

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Eh o nome da estacao principal de metro da regiao, e o nome que todo mundo acaba dando pra aquele area do centro financeiro da cidade. E o motivo eh simples – eh ali que esta a sede do Banco Central da Inglaterra (Bank of England) e o Royal Exchance (a primeira casa de cambio, e casa de “trocas” do pais e da Europa).

O Bank of England, foi um dos primeiros do mundo a exercer essa funcao de “banco central”, um papel que foi evoluindo ao longo dos seculos, mas que surgiu principalmente para controlar a fortuna dos monarcas, a arrecadacao de importos a nivel nacional e regular funcoes economicas como padronizacao de pesos e medidas de moedas, emissao de notas de dinheiro (a Inglaterra foi uma dos primeiros paises do mundo a ter dinheiro em “papel”), cartas de credito etc, ate chegar a algumas das funcoes modernas de um banco central, como regular taxas de juros, taxas da inflacao e negociar emprestimos internacionais do governo e divida externa.

Apesar de ter um “mini” museu aberto a visitacao, o Banco da Inglaterra so abre suas portas para visitacao durante o London Open House, onde eh possivel conhecer as diferents areas e salas de reuniao do predio, onde algumas das maiores decisoes economicas do mundo sao decididas!
(O Royal Exchange tem um café/restaurante lá dentro que é lindíssimo e vale a visita!)

Pode soar chato, mas a economista adormecida dentro de mim achou o maximo!

Alem de que o predio de 1694 eh lindo, e tem umas caracteristicas super interessantes como por exemplo, todas as portas sao duplas, com um mini corredor entre elas (como todas as discussoes que acontecem ali dentro sao extremamente confidenciais, todo cuidado eh pouco!).

Infelizmente a visita nao incluiu uma tour pelos cofres de ouro do governo Britanico, que ficam armazenados no subsolo do predio, que eh praticamente mitica, e que ocupa um espaco equivalente a 7 campos de futebol (praticamente todo subsolo da area da The City eh “recheada” de ouro!) onde sao armazenadas todas as reservas de ouro do Reino Unido, os paises do commonwealth, com um valor que estima-se acima de 150 trilhoes de Libras!!

Mas como premio de consolacao, no final do passeio pudemos segurar uma barra de ouro verdadeira (nossa, como eh pesado! Nao consegui nem tirar do lugar!), so pra ter um gostinho de como deve ser aquele lugar!

Bank of England

Threadneedle St, EC2R 8AH

 

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2
29
Oct
2013
Royal Courts of Justice
Escrito por Adriana Miller

O edificio do Royal Courts of Justice ocupa um quarteirao inteiro da rua Strand, uma das principais avenidas do centro de Londres, e define toda a regiao.

Um de seus vizinhos eh a igreja Temple, bem ali do lado, que nao so foi parcialmente financiada por advogados, como eh mantida por associacoes de advocacias, e qualquer visita a Igreja fica claro que nos predios ao seu redor existem apenas escritorios de advocacia e nada mais!

E porque? Bem, porque o Royal Courts of Justice, um dos principais forum da leia Britanica esta bem ali!

Na verdade o predio eh aberto a visitacao normalmente, mas apenas no Open House de Londres tivemos a oportunidade de nao soh entrar no predio, mas tambem visitar as cortes e salas, assim como a “prisao” do porao – e o principal: como no fim de semana do Open House o forum nao esta em operacao, as fotos sao liberadas!

A arquitetura do predio realmente eh lindo, e voce jura que esta numa palacio e nao num forum, mas eu gostei mesmo foi de ver as salas e gabinetes especiais, e aprender um pouco mais sobre o sistem ade justica e hierarquia da lei Britanica.

No segundo andar eles tem um “museu” de becas e trajes historicos e explicam um pouco sobre a tradicao e historia das perucas e robes (que sao usados por juizes e advogados nas cortes Britanicas ate hoje!).

Quando eu postei as fotos no Instagram, muita gente discordou e classificou o sistema judiciario Ingles como antiquado e separatista, mas por outro lado, achei super interessante entender a historia e significado por tras de todas essas tradicoes.

E para os advogados (ou aspirantes a) que virem a Londres, nao percam tambem as ruazinhas ao redor do Lincon’s Inn Fields, o parque que fica bem atras do Royal Courts, que alem de tambem ser rodeado de escritorios de advocacia por todos os lados, sao as ruas onde estao as lojas e alfaiates que fazem e vendem as becas/robes e perucas dos advogados e juizes Ingleses – uma arte super tradicional que vem passando de geracao em geracao a seculos!

The Royal Courts of Justice

Strand, WC2A 2LL ‎

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3
28
Oct
2013
30 St Mary Axe – The Gherkin: o edifício empresarial que virou ícone de Londres!
Escrito por Adriana Miller

Todos os anos em Setembro rola o evento “Open House” aqui em Londres – um evento de arquitetura onde a cidade “abre as portas” de edificios e monumentos que marcam a historia e apaisagem da cidade, que acaba criando uma super oportunidade turistica para Londrinos e visitantes!

Esse ano nos nos programamos super bem e sabiamos exatamente o que queriamos visitar – o problema desses eventos em Londres eh que tudo eh muito disputado, tudo lota e tudo esgota, e como nao poderia deixar de ser, as filas do Open House sao sempre quilometricas!

Entao esse ano estavamos determinados e conseguir aproveitar bem o fim de semana do Open House, e nosso alvo principal era o predio “£0 St Mary Axe”, o famoso Gherkin.

Desde sua construcao o Gherkin mudou a paisagem de Londres e acabou virando um icone da cidade. Mas no entando, nao eh um predio nada turistico: em seus 30 andares estao bancos, empresas de seguro, escritorios de advocacia… e portanto a entrada so eh permitida a seus funcionarios.

Porem eles fazem uma excessao ao ano: o London Open House!

Pra conseguir visitar, eh indispensavel chegar super cedo: nos madrugamos e chegamos na fila as 7 da manha, e ja estava virando o quarteirao (vantagem de ter um bebe pequeno em casa: acordar as 6 da manha num sabado eh o “normal”), e quem chegou depois das 8 e meia ja encontrou a fila “fechada”, pois ja tinham tanta gente esperando, a fila deu tantas voltas no quarteirao, que eles ja sabiam que nao daria tempo de todo mundo conseguir subir!

Como o predio eh propriedade privada, a vista se limita aos andares da cobertura, onde esta localizado e exclusive clube e restaurante “Searcys“, aberto apenas para membros e convidados.

E la de cima o Gherkin nao decepciona! Alem da vista incrivel, a propria estrutura arquitetonica do predio eh impressionante, dando aquele “plus a mais” que faz desse predio um simbolo de arquitetura e paisagem moderna.

O evento Open House acontece todos os anos em Setembro (um fim de semana, que muda de data de ano pra ano), e vale demais a pena manter a data anotadinha na sua agenda pra incluir na proxima visita a Londres!

(os proximos posts vao falar sobre todos os edificios que visitamos como parte do London Open House)

 

 

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7
27
Oct
2013
Thames River Barriers
Escrito por Adriana Miller

Tai uma coisa que nao vemos todos os dias nos guias de viagem sobre Londres: as barreiras do rio Tamisa. Mas o que fazer de diferente com as visitas que ja vieram a Londres inumeras vezes e queriam conhecer alguma coisa diferente?

Mas antes, uma coisa interessante: o rio Tamisa eh um rio de “mare”, muito influenciavel pela mare e condicoes do mar (tempestades, tufoes etc) no mar do norte (aquele pedacinho do atlantico que fica entre a Inglaterra, o norte dos paises baixos, Dinamarca e Escandinavia) que apesar de nao ser um mar “selvagem”, sofre bastante com os invernos rigorosos da regiao.

Por um lado, foi justamente essa caracteristica que fez com que o Tamisa fosse tao bem sucedido na formacao do pais, sendo altamente navegavel e conectando o interior do pais com o resto do mundo.

Mas ao mesmo tempo, as oscilacoes da mare, enchentes e tempestades traziam incontaveis destruicoes a um dos principais centros comerciais do mundo. So no seculo 20, em 1928 e 1953, duas inundacoes historicas mataram centenas de Londrinos e destruiram boa parte do leito do rio, o que levaram ao governo a tomar providencias mais especificas.

Entao, finalmente em 1982 o governo inaugurou, com tecnologia de ponta, o “Thames Barrier”, uma barragem movel que regula as oscilacoes da mare, “fecha” a entrada do rio em situacoes de tempestade e inundacoes, e permite que embarcagoes maiores tenham um rio mais “profundo” para navegacao.

Alem de toda ciencia e tecnologia de pnta que entrou nessa estrutura, a parte estetica tambem foi caprichada, dando um ar super “futurista” a barragem, o que acabou virando ponto turistico!

(Durante o evento do London Open House eh possivel se inscrever para fazer um passeio de barco pelas barreiras e conhecer a casa de maquinas – um prato cheio para geologistas, cientistas e engenheiros!)

A Barragem nao esta exatamente na lista top 10 de quem vem a Londres pela primeira vez, mas eh uma area super interessante e diferente da cidade, que nunca nos deixa de surpreender!

Esse passeio pelas barragens seria uma boa pedida pra combinar com o novo teleferico de Londres, que sobrevoa a regiao das “Docklands” ate a areana O2 e Greenwich. Da pra fazer os dois durante o dia tranquilamente e fechar a programacao assistindo um show ou um jantar na O2!

Pra chegar la eh super facil tambem! Basta pegar a linhda de metro de superficie “DLR” e saltar na estacao de Pontoon Docks – a entrada do parque ja se estende direto do estacionamento do metro.

 

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4
28
May
2013
Lambeth Palace
Escrito por Adriana Miller

O Palácio de Lambeth é um dos edifícios mais importantes da Inglaterra, porém um dos menos conhecidos entre os turistas.

O Palácio é a residência oficial do Arcebispo de Canterbury, o mais alto posto e uma espécie de “chefe” do clero Anglicano.

Eu não sou muito entendida sobre as peculiaridades da “Church of England”, mesmo depois de todos esses anos morando aqui, mas acho fascinante toda a história por trás da “crianção” da religião!

Então sempre que eu ia correr/caminhar/passear com a Isabella no Albert Embankment eu passava ali na porta e morria de curiosidade sobre o local e sobre conhecer mais um pouco sobre essa religião.

Uma das peculiaridades da Igreja da Inglaterra é que seu “Papa” é a Rainha do Reino Unido, posto ocupado por seja quem for o Rei ou Rainha regente no momento desde que Henrique VIII deu início a Reforma religiosa na Inglaterra e cortou laços com a Igreja Católica Romana, criando uma versão mais liberal na ilha.

Porém é o Arcebispo de Canterbury que detém o poder do Clero, sendo o posto de maior poder e prestígio na hierarquia da Aristocracia Britânica, porém que pode ser ocupado por alguém não-Real com o prestigio de por exemplo, sentar-se ao lado na Rainha na Câmera dos Lords no Parlamento Britânico.

Mas o que torna o palácio tão desconhecido dos turistas e moradores, é que por ser a residência do Arcebispo e sua família, uma espécie de “Vaticano” da “Church of England”, o que torna o local uma area de segurança máxima.

Porém algumas vezes por ano eles abrem suas portas para tours guiadas do Palácio e dos jardins (e pouco divulgadas!), geralmente apenas dias da semana, por algumas semanas por ano (corre que ainda estão rolando as tours!!) e um fim de semana em Setembro, no evento do Open House London.

A tour conta um pouco sobre a história do Palácio e sobre o Arcebispo (Março de 2013 um novo Arcebispo foi apontado pela Rainha e o Primeiro Ministro), mostrando as diferentes áreas que compõem o atual palácio, com a capela subterrânea que data do século 11 (uma das estruturas medievais mais antigas do Reino Unido, sendo até mesmo mencionada no Domesday Book), a Igreja do século 16 que deu início a existência e importância política e religiosa ao Palácio, até as partes que foram bombardeadas na Segunda Guerra Mundial durante os “Air Raids” e reconstruidas na década de 60.

Além de ter sido palco de muitos julgamentos e interrogações, cujos culpados depois eram enviados para a Torre de Londres, Tâmisa abaixo, para serem enforcados ou decapitados (uma de suas “interrogadas” mais ilustres foi Ana Bolina, quando foi acusada por Henrique VII de traí-lo, poucos anos depois da “criação” da Igreja Anglicana).

O Palácio pode ser visto o ano todo (por fora) ao longo do Albert Enbankment, mas vale a pena ficar de olho nas datas de abertura e visitas guiadas pelo interior do Palácio, sempre disponíveis no site da Arquidiocese de Canterbury (e a venda pelo TicketMaster).

 

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8
23
Feb
2013
Albert Embankment – O lado de lá do Southbank
Escrito por Adriana Miller

Eu já falei e repeti mil vez por aqui o quanto gosto da região do Southbank e da Queen’s Walk na beirada sul do rio Tâmisa – é uma area meio “orla”, só pra pedestres além de linda e super cultural!

Mas confesso que as vezes a area fica um pouco demais… muito lotada, impossivel de andar e caminhar em paz por lá – mas isos não chega a ser um problema, pois qundo a Queen’s Walk esta abarrotada demais, eu simplesmente dou meia volta e sigo na direção oposta.

E foi justamente o que aconteceu dia desses. O dia estava lindo e ensolarado, e coincidiu justamente com a semana de ferias escolares aqui na Inglaterra. Resultado: impossível andar pelo Southbank!

Então segui meu passeio com a Isabella no carrinho pelo Albert Embankment, e ai me dei conta de que nunca falei dessa area aqui no blog!

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Mas não tem mistério: se considerarmos o London Eye como ponto de partida, o Queen’s Walk é a parte que segue para o lado leste de Londres, e o Albert Enbankment é o lado que segue para Oeste – ainda na mesma calçada, ainda inteiramente para pedestres e com vistas maravilhosas do Parlamento!

A vantagem é que além de mais tranquila, é um ótimo passeio pra conhecer um lado pouco explorado de Londres.

Logo no começo do passeio você vai ver no lado esquerdo o Lambeth Palace, que é o palácio oficial residencial do Arquebispo de Canterbury (título máximo da Igreja Anglicana, só ficando a baixo da Rainha), e logo depois a ponte Lambeth.

Outra atração da area é o prédio sede do M16, a sociedade secreta Inglesa (a mesma do James Bond), que fica ali quase chegando na ponte Vauxaul.

Mais um pouco a frente, do outro lado do rio fica o museu Tate Britain, da mesma “rede” e curadoria do seu irmão famoso Tate Modern, mas inteiramente dedicado a arte classica Britânica.

Quem estiver com tempo e disposição, essa caminhada termina lá na Battersea Power Station e no Battersea Park.

E ao cruzar a Ponte Chelsea pro lado norte, são mais poucos minutos de caminhada até Sloane Square e a famosa Kings Road.

Claro que em termos de “atrações”, o Albert Embankment não se comprar com seu lado “oposto”, mas sabe o que eu mais gosto de lá? O ar “nao-turistico” da area…

É uma delicia parar pra tomar um café ou um chá nos barcos-restaurantes ancorados no Tâmisa (e todos com uma vista de babar!), que quase sempre estão vazios e com mesas disponíveis, ou alguns dos food-trucks espalhados pelo “calçadão”, que são ótimas opções pra almoço ou um lanche rápido (com comida muito boa), e isso tudo no coração de Londres, mas com a sensação de que estamos a anos luz de distância da confusão turística da cidade!

Mesmo quem não pretende (ou não tem tempo) pra fazer essa caminhada completa, super vale a pena esticar a caminhada pelo Queen’s Walk por mais alguns minutos só pra descansar num dos cafés e curtir a vista (que na parte da tarde é onde se tem o melhor ângulo do sol para fotos do Parlamento no pôr do sol!).

 

 

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