02
Sep
2014
Marlborough House
Escrito por Adriana Miller

A Marlborough House eh uma mancao no centro de Londres, uma das poucas residencias nobres que sobraram na cidade depois do blitz da segunda guerra mundial.

A localizacao, ali nos arredores de Green Park e St james Park nao eh uma coincidencia, ja que essa area de Londres era considerada a mais nobre e prestigiada por familias reais a varias geracoes (Inclusive a casa da familia Spencer, antepassados da Princesa Diana, que tambem fica ali do lado, e ate mesmo o Palacio de Buckingham, que quando foi construido nao passava de uma casa “na cidade” do Lord Buckingham – muito antes de virar residencia de reis e rainhas!).

A construcao do Seculo 18 foi encomendada especialmente para a Lady Sarah Churchill, Duquesa de Marlborough e melhor amiga e conselheira da Rainha Anne.

E reparem no sobrenome da Duquesa… Isso mesmo, ela tambem eh antepassada de Winston Churchill, e a casa oficial de sua familia era o Blenheim Palace, no coracao dos Cotswolds!

Isso era um coisa muito comum entre as familias nobres do seculo 17/18/19 na Inglaterra, onde mantinham sua residencia oficial em seus palacios no interior da Inglaterra (muitos deles visitaveis hoje em dia nos arredores de Londres), mas tambem mantinham uma casa na cidade, onde os homens vinham tratar de negocios em Londres e as mulheres vinham participar de eventos sociais.

No comeco do seculo 19 a casa foi comprada pela Coroa e passou a ser usada como residencia de Rainhas e Reis Consortes, inclusive foi residencia oficial do Principel Albert, o marido da Rainha Anne. Quando seu filho, o Principe Edward ascedeu ao trono em 1901, ele e sua esposa decidiram se mudar para o palacio vizinho, o Palacio de Buckingham, e a partir dai iniciou-se a tradicao de todos os reis e rainhas da Inglaterra tomarem residencia em Buckingham (mas nos mesmo moldes tradicionais da nobresa, a familia Real continua mantendo o Castelo de Windsor como seu domicilio oficial!).

Hoje em dia o Palacio funciona como a sede oficial do Secretariado do Commonwealth, grupo de cerca de 40 paises governados pela Coroa Britanica, e nao eh aberto a visitacao durante o ano – mas eles abrem suas portas para tours guiados uma vez por ano, em Setembro, como parte do London Open House.

Eu tive o prazer de visitar a casa durante o Open House de 2013 e adorei! Infelizmente nao pude tirar fotos no interior da casa, mas seus saloes e areas socias mantem o estilo de opulencia e nobreza de se esperar de um Palacio com essa historia – e varias areas refletem gostos artisticos dos reis e rainhas que tiveram o privileio de chamar a Marlborough  de “lar doce lar” ao longo dos seculos!

E voces sabem que eu adoro os palacios e castelos da Inglaterra, e principalmente os que restaram em Londres, contam um lado muito interessante da historia da cidade e do pais, como as familias se relacionm ao longo dos tempos, incluenciam a politica e a historia do mundo!

Em se tratando do Open House, a Marlborough House eh uma otima opcao de visitacao, pois eh bem fora do batidao turistico, entao nao tem filas nem confusao! Foi so chegar e entrar!

Para ler todos os meus posts e dicas sobre o London Open House nos ultimos anos, clique aqui!

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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2
28
Oct
2013
30 St Mary Axe – The Gherkin: o edifício empresarial que virou ícone de Londres!
Escrito por Adriana Miller

Todos os anos em Setembro rola o evento “Open House” aqui em Londres – um evento de arquitetura onde a cidade “abre as portas” de edificios e monumentos que marcam a historia e apaisagem da cidade, que acaba criando uma super oportunidade turistica para Londrinos e visitantes!

Esse ano nos nos programamos super bem e sabiamos exatamente o que queriamos visitar – o problema desses eventos em Londres eh que tudo eh muito disputado, tudo lota e tudo esgota, e como nao poderia deixar de ser, as filas do Open House sao sempre quilometricas!

Entao esse ano estavamos determinados e conseguir aproveitar bem o fim de semana do Open House, e nosso alvo principal era o predio “£0 St Mary Axe”, o famoso Gherkin.

Desde sua construcao o Gherkin mudou a paisagem de Londres e acabou virando um icone da cidade. Mas no entando, nao eh um predio nada turistico: em seus 30 andares estao bancos, empresas de seguro, escritorios de advocacia… e portanto a entrada so eh permitida a seus funcionarios.

Porem eles fazem uma excessao ao ano: o London Open House!

Pra conseguir visitar, eh indispensavel chegar super cedo: nos madrugamos e chegamos na fila as 7 da manha, e ja estava virando o quarteirao (vantagem de ter um bebe pequeno em casa: acordar as 6 da manha num sabado eh o “normal”), e quem chegou depois das 8 e meia ja encontrou a fila “fechada”, pois ja tinham tanta gente esperando, a fila deu tantas voltas no quarteirao, que eles ja sabiam que nao daria tempo de todo mundo conseguir subir!

Como o predio eh propriedade privada, a vista se limita aos andares da cobertura, onde esta localizado e exclusive clube e restaurante “Searcys“, aberto apenas para membros e convidados.

E la de cima o Gherkin nao decepciona! Alem da vista incrivel, a propria estrutura arquitetonica do predio eh impressionante, dando aquele “plus a mais” que faz desse predio um simbolo de arquitetura e paisagem moderna.

O evento Open House acontece todos os anos em Setembro (um fim de semana, que muda de data de ano pra ano), e vale demais a pena manter a data anotadinha na sua agenda pra incluir na proxima visita a Londres!

(os proximos posts vao falar sobre todos os edificios que visitamos como parte do London Open House)

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7
21
Oct
2013
Le Pont de la Tour
Escrito por Adriana Miller

Como falei ha uns dias atrás, essa semana esta rolando o London Restaurant Festival, que é outro evento muito legal que rola todos os anos em Outubro onde vários dos melhores restaurantes e chefs da cidade preparam menus e pratos especiais, e sempre com preços ainda mais especiais!

Nós vamos todos os anos, e sempre aproveito pra revisitar os restaurantes preferidos ou conhecer novos endereços.

Esse ano nosso escolhido foi o La Pont de La Tour, uma brasserie Francesa maravilhosa bem aos pés da Tower Bridge. Na verdade não é a  primeira vez que falo desse restaurante aqui, pois ele fica numa região super gostosinha de Londres, com um monte de cafés, restaurantes e lojinhas fofas (o Shad Thames), e todos tem uma coisa em comum: a vista!

Sim, a comida é ótima, mas não dá pra negar que o prato principal de qualquer refeição do Le Pont de La Tour é a vista incrível!

Mas o que vale ressaltar mesmo é a qualidade de serviço! Quando reservamos nosso jantar, a ideia seria talvez deixar a Isabella com a babá e curtir uma noite “adulta”, mas como eu tinha acabado de voltar de Madrid e estava morrendo de saudade, resolvemos fazer da noite um evento em família!

Mas não sabia como seria a reação deles com um bebê numa sexta a noite… e para nossa surpresa foram excelentes!

Das meninas da recepção, ao sommelier, os garçons e Maitre’D, todos vieram fazer gracinhas pra Isabella, nos colocaram numa mesa onde o cadeirão dela não ficaria no caminho, além de todo cuidado com nós três!

Foi uma jantar agradabilíssimo, e cada vez mais adoramos fazer tudo com a Isabella a tira colo!

Mas voltando ao restaurante, é aquele tipo de lugar pra um evento especial, ou um jantar romântico. O clima no interior é muito bom, mas a vista não é tão “aberta” – mas mesmo no inverno dá pra sentar na varanda, pois eles tem aquecedores de ambiente por cima das mesas, então dá pra comer ao ar livre curtindo a vista mesmo se estiver frio (você não vai sentir frio, garanto!).

 

Le Pont de la Tour

36d Shad Thames

London SE1 2YE

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4
07
Oct
2013
London Restaurant Festival 2013
Escrito por Adriana Miller

Que Londres nao para nunca, todo mundo ja sabe – e todos os meses sao varios eventos imperdiveis pra quem esta na cidade!

E outubro eh a vez do London Restaurant Festival, um “festival” gastronomico que reune os melhores restaurantes e chefs da cidade com eventos e menus especiais e precos especialissimos!

Os precos variam de 10 libras a 40 libras (geralmente incluem 2 ou 3 pratos e ate mesmo opcoes de bebidas ou menu degustacao) espalhados por toda cidade e com o mais variado gosto culinario!

O festival desse ano comecou esse fim de semana e vai ate o final de Outubro, entao corre que ainda da tempo de fazer suas reservas e curtir os melhores restaurantes de Londres – as minhas ja estao feitas e essas sao algumas de minhas recomendacoes de restaurantes que fazem parte do festival esse ano!

- Hakkasan

- Sketch

- The Ritz

- L’Atelier de Joel Rebuchon

- Spice Market

- Kensington Roof Gardens

- Oxo Tower

- The Palm

- Asia de Cuba

- Blue Door

Bom apetite!

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13
28
Jun
2013
Wimbledon: o passo a passo pra assistir o mais tradicional campeonato de tênis!
Escrito por Adriana Miller

Nos últimos dias o mundo tem prestado atenção nos gramados verdinhos das quadras de um pacato bairro no Sudoeste de Londres: Wimbledon!

Por 50 semanas do ano, Wimbledon é um afluente e calmo bairro. Até que todos os anos (geralmente) entre a última semana de Junho e a primeira semana de Julho, Wimbledon se transforma!!

Turistas, jornalistas, fãs de tênis e atletas de altíssimo escalão revolucionam o clima do bairro.

E não é atoa que Wimbledon tem essa aura de “exclusividade”. Talvez seja a grama verdinha imaculada, que leva extatas 50 semanas de precisão Britânica para deixa-la em condições perfeitas. Ou então os jogadores vestidos de branco.

Mas provavelmente seja por causa da dificuldade de se conseguir ingressos para as partidas!!

Na verdade, não é difícil. Apenas muito trabalhoso. A AELTC (All England Lawn Tennis Club – a associação Britânica de tênis de grama) é uma das instituições mais tradicionais do Reino Unido, e não só apenas no âmbito dos esportes, e levam suas tradições muito a sério – e isso inclui a venda de ingressos.

O processo começa todos os anos entre Agosto e Dezembro, para a competição do ano seguinte (por exemplo, em Agosto de 2013, inicia o processo para 2014). Resumidamente, para ter o direito de comprar ingressos para as partidas de Wimbledon, é preciso se inscrever um sorteio “loteria” público. Qualquer pessoa pode se inscrever e potencialmente ser sorteado, e funciona assim:

- Entre as datas estabelecidas (que muda todo ano, então para datas atualizadas, veja aqui), você precisa enviar um envelope para o endereço da AELTC. Dentro desse envelope, você tem que incluir um outro envelope, selado e endereçado a você mesmo. Cada endereço pode se inscrever para até dois ingressos.

- Umas semanas depois de enviado, a AELTC reenvia seu envelope endereçado com um formulário a ser preenchido. Eles não disponibilizam os formulários eletronicamente pois precisam que as dimensões e cores sejam sempre idênticas, pois são essas mesmas fichas que serão computadorizadas como parte do sorteio.

- Uma vez que as incrições se encerram em Dezembro, eles iniciam o processo de sorteio, e o resultado começa a ser divulgado a partir de Fevereiro ou Março.

- Se você for sorteado, receberá uma carta da AELTC com instruções sobre como comprar seus ingressos e os prazos. Se vocie não recebeu carta nenhuma, é porque não foi sorteado.

- O sorteio é totalmente aleatório, e você não pode escolher qual quadra, jogo/jogador ou dia quer assistir.

- O período de notificação e venda de ingressos as vezes pode durar até Maio ou inicio de Junho, pois a medida que algumas pessoas sorteadas não confirmem a compra de seus ingressos, os mesmo são re-sorteados e re-vendidos.

- Eles não tem nenhuma outra forma de inscrição, nem adotaram inscrições eletrônicas ainda.

- Para os sortudos sorteados, cada ingressos lhe dará direito a passar o dia dentro do complexo de Wimbledons (The Grounds) e assistir a todas as partidas que se realizem naquele dia, naquela quadra.

Porém, como tudo em Londres, a demanda é infinitamente superior a demanda, e nem todos que querem ir a Wimbledon conseguem ingressos via sorteio (eu já tentei várias vezes e nunca fui sorteada!).

Porém todos os anos a AELTC reserva alguns ingressos para serem vendidos no dia da partida, disponíveis ao público na bilheteria.

E ai se inicia um novo processo!

Mais uma vez, a procura é muito maior que a oferta, e o processo para comprar ingressos no próprio dia também é trabalhoso.

Todos os dias são cerca de 1.500 ingressos para as partidas das quadras “Centre court” (a principal), “Court 1″ e “Court 2″, que são distribuídas por onde de chegada – uma pessoa, um ingresso.

Além disso, cerca de 3.000 ingressos para entrada no complexo (Grounds), sem direito garantido a assistir nenhum jogo. E a venda desses ingressos funciona no mesmo esquema: por ordem de chegada, uma pessoa, um ingresso.

E justamente por causa da relação “oferta/demanda” de ingressos, até mesmo fazer fila em Wimbledon tem todo um processo e código de conduta!

Pra começar que para conseguir os ingressos para as quadras (ou seja, estar entre os primeiros 1.500 pessoas), é preciso acampar por lá desde o dia seguinte da partida.

Cada barraca só pode ter até 2 pessoas,  eles tem espaço e infra estrutura para 750 barracas.

Já pra quem quiser um dos cerca de 3.000 ingressos para entrar no complexo de Wimbledon, é preciso chegar cedo, muito cedo. E esperar!

Os portões da “fila” (“The Queue”) abrem as 6:30 da manhã, e não é nada exagero dizer que já tem fina na porta!

Eu não sabia exatamente o que esperar do processo, mas sabia que teríamos que esperar bastante e que no geral, era bem confortável.

Pra começar que não é uma “fila” no sentido comum da palavra.

A area reservada para a “fila”, conhecida e denominada como “The Queue”, é um enorme parque gramado – arejado, limpo, com banheiros, guarda volumes, cafés e lanchonetes.

Ao entrar nesse parque, os funcionários te orientam sobre onde você deve ir, e eles vão organizando as pessoas em fileiras no gramado.

Logo depois, alguém passa distribuindo os “Queue Cards” – um cartãozinho individual e numerado, que garante seu lugar na “fila”, e é o que você precisa apresentar na entrada para ter o direito de comprar seu ingresso. Todos os dias eles distribuem um numero X de “Queue Cards” (geralmente 3.000), e depois que eles acabam, uma nova fila recomeça – para quem quiser entrar em Wimbledon, a medida que as pessoas forem embora no fim do dia.

Eu fui com uma amiga e chegamos cerca de 7 da manha – muito cedo mas tivemos a desculpa de que nossos bebês acordam cedo mesmo, então porque não curtir o dia em Wimbledon?!

Quem chegou cerca de meia hora depois, já foi encaminhado para a fila de “esperar o dia todo” com expectativa de entrar apenas depois das 17:00.

Uma vez lá, e em posse do seu “Queue Card”, você pode ir e vir e fazer o que quiser – não é preciso ficar na “fila”.

Então o pessoa se espalha: abre os cobertores na grama, vai fazer um lanche, joga bola, as crianças correm pelo gramado.

Mas tudo é fiscalizado, justamente pra evitar que alguém chegue cedo, pegue um lugar na fila e desapareça. Então a cerca de cada meia hora os funcionários passam reorganizando a fila, pedindo pras pessoas mudarem de lugar – se seu pertences estiverem abandonados, eles serão recolhidos e em muitos casos, seu “queue card” confiscado.

As 10:30 da manhã a bilheteria abre e as pessoas começam a entrar no complexo, comprando seus ingressos de acordo com seu “Queue card” (só aceitam dinheiro, para agilizar o processo!).

E uma vez lá dentro, é tudo o máximo!

Pra começar que o lugar é lindo! Perfeitamente decorado e cuidado – muitos gramados, jardins, flores, banquinhos, cadeiras, mesas etc.

As opções de restaurantes são muitas, para todos os bolsos: nos edifícios das quadras “Centre Court” e 1 e 2 existem restaurantes e cafés mais formais e caros, e espalhados por todo o complexo estão várias opções de lanchonetes e restaurantes mais informais.

 

Também é fácil encontrar barraquinhas vendendo bebidas em todas as esquinas. E como manda a tradição de Wimbledon, muito Pimm’s e Morangos com creme!

Uma outra área muito legal em Wimbledon é o “The Hill”, um enorme gramado (meio inclinado) com um super telão passando os jogos ao vivo.

Então é lá que todo mundo se encontra e fica passando o tempo e curtindo o sol entre uma partida ou outra e tal.

Ao longo do dia, pra quem entrou em Wimbledon apenas com “Ground Tickets” (só com direito a entrar no complexo), tem a oportunidade de comprar ingressos para quadras específicas de “re venda”. Ou seja, a medida que o dia vai passando e os jogos vão acabando, e as pessoas que tinham ingressos para as quadras principais vão embora, seus ingressos são recolhidos e revendidos aos outros expectadores, aumentando as chances de quem quiser assistir algumas das partidas.

E claro, tem mais fila! E mais regrinhas a serem respeitadas em para tal fila!

O complexo fica aberto até as 10 da noite, com gente entrando e saindo o dia todo (última entrada as 8 da noite) e algumas partidas durando até bem tarde!

 

- Wimbledon com crianças e bebês:

Muita gente se surpreendeu de ver que a Isabella foi comigo (e minha amiga também levou a filha dela), mas achei que Wimbledon é um programa maravilhoso pra famílias e crianças de todas as idades!

É preciso respeitar algumas regras: bebês de colo e crianças menores de 5 anos não são permitidos na quadras princiais (Centre Court, 1, 2 , 3 12 e 18), e a organização recomenda que carrinhos não sejam levados para o complexo.

Nós optamos por levar nossos bebês apenas no cangurru, já que as duas são novinhas e (relativamente) leves, e foi a melhor decisão do dia!

Realmente vimos muitos pais e mães com crianças maiores em carrinhos, mas eles acabavam ficando limitados a poucas áreas do complexo, já que de forma geral Wimbledon tem muitas escadas, ladeiras, gramados inclinados etc.

Então levamos mantas e cobertores, nos espalhávamos nos gramados e as meninas ficavam numa boa brincando, rolando, dormindo e mamando.

Eles também tem alguns banheiros com fraldários (mas não todos) tanto em banheiros femininos quanto masculinos, confortáveis e limpos, além de bebedouros espalhados pelo complexo e várias opções de comidas infantis e lojas de souvenirs com brinquedos, roupinhas de crianças, raquetes de tênis mirim etc.

Tudo muito família!

Para crianças a partir de 5 anos, já são permitidos nas quadras, porém devem pagar um ingresso inteiro, como se fossem adultos.

 

- TicketMaster a partir de 2013!

A partir de 2013 a AELTC decidiu disponibilizar alguns ingressos via TicketMaster, para tentar diminuir a quantidade de gente todos os anos na “fila”, e tentar reduzir o número de ingressos “no show”.

São pouquíssimos por dia, pois eles apenas revendem on line os ingressos de pessoas que os notificam que não poderão usufruir os ingressos sorteados/comprados, então nunca dá pra saber quantos serão por dia e para quais quadras.

Mas ainda assim é uma chance a mais!

Os ingressos estão disponíveis na véspera de cada partida, a partir das 9 da manhã.

 

- Chegando e saindo de Wimbledon – na prática!

Wimbledon é um bairro no subúrbio Sudoeste de Londres, e o complexo de tênis da AELTC (Associação Inglesa de tênis de grama) fica lá perto, porém não no centro de Wimbledon.

Para chegar lá a partir de Londres é facílimo e com várias opções.

A mais simples é de metrô, pela District Line (linha verde) até lá e você pode descer na estação de Southfields ou Wimbledon (o complexo de tênis fica entre as duas). Não esqueça de consultar o Journey Planner para descobrir qual a maneria mais fácil entre sua casa/hotel até lá.

Outra opção, e bem mais rápida é ir de trem – a viagem entre a estação Waterloo e Wimbledon dura apenas 15 minutos (e a passagem de ida e volta custa 6,90£). Chegando na estação você pode andar, pegar um ônibus ou táxi (durante o campeonato os taxis da cidade fazer um esquema “cab share”, então todo mundo divide os táxis, para darem conta da demanda.

- Wimbedon nas outras 50 semanas do ano:

Porém o campeonato dura apenas 2 semanas por ano, mas é possível visitar o complexo de tênis e o museu o resto do ano todo (50 semanas por ano).

O museu conta um pouco da história do tênis e da associação Inglesa de tênis de grama, além de seus momentos históricos, principais jogadores, vencedores, troféus, uniformes e toda a tradição de Wimbledon.

Além disso, também é possível agendar visitas guiadas no complexo ao longo do ano, e ver por dentro das quadras, áreas de acesso, e entender um pouco mais dos bastidores desse campeonato tão tradicional!

Durante as duas semanas em que acontece o campeonato (geralmente a última semana de Junho e a primeira de Julho), o museu só permite a entrada de visitantes que já possuam um ingresso para o campeonato (e só é possível visitar o museu, sem o resto do complexo).

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24
24
Jan
2013
Leicester Square: a praça dos cinemas e do tapete vermelho
Escrito por Adriana Miller

Ontem de noite eu assisti um
Documentário sobre o filme “Les Miserables” onde mostravam o tapete vermelho e a Premier do filme, que por ser uma produção Britânica (e nao hollywood-iana) aconteceu primeiro aqui em Londres, antes do resto do mundo.

E isso me fez pensar de que nunca falei em mais detalhes da Leicester Square aqui no blog – que sejam filmes Britânicos, Americanos ou internacionais, sempre é palco de im dos principais “tapetes vermelhos” do mundo, e qualquer filme que se preze, tem sua Premier em Londres – e sempre na Leicester Square.

A olhos nus a praça é até bem sem graça.
Nao passa de uma praça, sem grandes coisas no meio, mas cercada de cinemas por todos os lados!

Sao vários mesmo – do moderno Multiplex “Vue” aos mais tradicionais “Odeon” e “Empire”.
No dia a dia eles funcionam como cinemas comuns mesmo, mas em
dia de estréia de filme, se transformam.

Mas é principalmente a Leicester Square que se transforma – sua pracinha sem graça recebe cercas, milhares de fans, jornalistas e paparazzi, e claro, o mítico tapete vermelho.

As estréias acontecem o tempo todo em Londres, e existem até sites especializados que divulgam todo o calendário de Premiers do mês/ano, então porque nao checar se você nao terá oportunidade de ver ser ídolo de perto enquanto estiver em Londres?!

 

 

 

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5
22
Jan
2013
Ainda dá tempo! Kooza – Cirque du Soleil em Londres
Escrito por Adriana Miller

Esse post é em especial pra quem esta em Londres, ou vai ficar/ chegar até Fevereiro.


Como todos os anos nessa época (Janeiro/Fevereiro) o Royal Alberta Hall sedia o Cirque du Soleil na cidade, tirando proveito da estrutura maravilhosa da RAH como palco pros malabarismos inacreditáveis da companhia.


Esse ano o show é o “Kooza”, um dos espetáculos principais do Cirque, e daqueles tradicionais mesmo, com direito a todas as contorcionismos e malabarismos possíveis e imagináveis, que te deixa na duvida se eles realmente sao humanos ou nao…


Apesar da lotação que esse eventos tem em Londres, ainda é possível encontrar ingressos a venda no lastminute.com, ticketmaster.co.uk e no próprio site do Cirque du Soleil (horários durante a semana e matinees no meio da tarde sao mais fáceis de achar disponibilidade).

Esse já é o terceiro ou quarto ano que assistimos o Cirque du Soleil no Royal Albert Hall nessa época e todo ano vale super a pena!
Um ótimo programa invernal na cidade, depois que toda animação de fim de ano passa..

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8
03
Jan
2013
Reveillon em Londres: 2012/2013
Escrito por Adriana Miller

Ha dois anos atras nós passamos o ano novo em Londres e isso acabou rendendo uma serie de posts bem legal e útil – com dicas práticas, como evitar furadas e não estragar seu revellion na cidade.

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Esse ano ficamos na cidade mais uma vez e resolvemos repetir a dose – e pra completar, meus pais estavam aqui com a gente, e claro, não queriam perder a oportunidade de ver a queima de fogos!

Por sorte – ou azar! – choveu praticamente o dia todo em Londres, oque diminuiu consideravelmente a quantidade de pessoas “acamapando” nas ruas e nas pontes pra guardar um bom lugar pra ver os fogos… mas assim que o dia foi terminando, o tempo deu uma melhorada e não deu outra! Em questões de minutos as ruas foram tomadas por Londrinos e turistas de câmaras fotográficas a postos, garrafas de champagne nas mãos e muitos agasalhos!

Eu quis evitar a confusão, mas meus pais resolveram arriscar a multidão: seguiram minhas recomendações e em vez de tentar brigar por espaço na Westminster Bridge (a ponte do Big Ben), viraram pra esquerda e foram em direção a Lambeth Bridge – tudo bem que a vista não é a mesma pois pega o London Eye meio de lado, mas em compensação vc fica bem de frente pro Parlamento e consegue ver os fogos com menos confusão! (coloquei um mapinha no final do post).

Eles aprovaram!

Já eu e o Aaron não queríamos arriscar muita confusão na região do Tâmisa, então voltamos pro mesmo lugar que eu descobri (e recomendei!) da outra vez, na rua Lower Marsh, uma das ruas paralelas ao Tâmisa, ali atras da estação de Waterloo!

A rua já estava lotada, com todos os espaços entre predios com visualização do London Eye lotadas de pessoas, mas conseguimos um bom lugar mesmo assim, com direito a tripé das cameras e tudo mais!

E o melhor?! Ainda conhecemos um monte de Brasileiros por lá! Eles leram as dicas do revellion em Londres aqui no blog e conseguiram curtir a virada numa boa! :-)

Nesse post aqui tem o mapa oficial da prefeitura de Londres com as areas de visualização dos fogos de artifício da virada, e esse mapinha abaixo ajuda a localizar minhas dicas alternativas pra assistir os fogos em Londres com menos confusão:

Mapa revellion Londres

E pra finalizar o post, o Aaron publicou um tutorial sobre como fotografar fogos de artifício – pra já ir treinando até o ano que vem!

 

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9
13
Dec
2012
London Coliseum: O Quebranozes em Londres
Escrito por Adriana Miller

Continuando a programacao incrivel de fim de ano em Londres, ontem fui com a Tati assistir o ballet “The Nutcracker” (O Quebranozes) no The London Coliseum, numa performance to English National Ballet.

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O ballet eh uma adaptacao do livro de Alexandre Dumas (escritor Frances do seculo 19, que entre outras obras tambem escreveu “Os Tres Mosqueteiros” e “O Conde de Montecristo”), lancada em formato de ballet em St Petersburg na Russia em parceria com o compositor Tchaikovsky (e vale ressaltar como toda trilha sonora do ballet eh linda e reconhecivel! A musica no London Coliseum eh ao vivo, performance da Orquestra da Opera Real).

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Hoje em dia, O Quebranozes eh um dos ballets mais representados em todo mundo, e um dos mais conhecidos, principalmente na epoca de Natal.

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E Londres, nao poderia ser diferente – todos os anos, o English National Ballet traz pra cidade apresentacoes do Quebranozes, oque sempre vira uma dos eventos mais esperados do ano, com ingressos que esgotam com meses de antecedencia! Os meus, eu comprei em Setembro, pra conseguir garantir! (ano passado fui assistir a “A Bela Adormecida“, pois o Quebranozes ja estava esgotado).

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Dessa vez a obra foi apresentado no The London Coliseum, que tambem faz parte da “English National Opera” e uma das casas mais espetaculares da cidade!

O predio, original de 1904, ja serviu como cantina para soldados de guerra durante os “London Raids” da Segunda Guerra mundial, e ate mesmo Cinema, mas em 2004, na comemoracao dos seus 100 anos, foi inteiramente reformado e desde entao se solidificou como uma das principais casas de show do pais.

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Eh possivel assistir esptaculos de danca, teatro e musica ao longo do ano todo no Coliseum, e assim como Royal Opera House, eh super facil comprar ingressos on line, e os precos sao super variados – comecando na casa das 10 Libras!!

Basta seguir as instrucoes na tela, e voce pode escolher sua poltrona de acordo com a localizacao ou preco – o proprio site te mostra um mapinha, entao basta passar o mouse por cada secao e ver as medias de preco e oque ainda esta dispionivel:

Coliseum1

Ai eh soh clicar em qual area voce quer comprar seu ticket, escolher sua poltrona (todas sao coloridas de acordo com a diponibilidade e preco – Ah! E fique atento as notinhas que avisam quando determinada poltrona tem visao limitada!)

Coliseum2

Os ingressos podem ser pagos com cartao de credito internacional, e entregues direto na sua casa, antes de sua viagem, ou direto no seu hotel em Londres.

O teatro eh uma coisa de lindo, e todas as secoes e poltronas tem otima visualizacao!

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E o London Coliseum fica bem ali na Trafalgar Square, a poucos passos do National Gallery e da estacao de Charing Cross – facilimo de chegar e com muitas opcoes de pubs e restaurantes em volta.

 

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13
11
Dec
2012
Moda e Fotografia em Londres: Exposicoes de inverno
Escrito por Adriana Miller

Essa temporada de inverno em Londres vai ser animada para os amantes da fotografia e moda – varias exposicoes imperdives estao abrindo suas portas em edicoes especiais no melhores museus e galerias da cidade.

Entao vale a pena se planejar e comprar seu ingresso antecipado pra quem estiver de passagem marcada pra cidade entre Dezembro e Marco.

A que mais tem causado aue eh a exposicao dos vestidos de Gala do Valentino, expostas na Somerset House.

A Somerset House nao eh necessariamente um museu, mas suas galerias sempre servem de pano de fundo para exposicoes especiais ao longo do ano, e sendo uma das locacoes mais importantes da semana de moda Londrina (London Fashion Week) eles sempre acabam trazendo muita coisa legal relacionada a moda.

Eu fui na exposicao do Valentino semana passada e realmente vale a pena!

A exposicao conta um pouco da historia do Valentino e mostra algumas de suas tecnicas de costura e criacao que o fizeram tao famoso.

Mas a atracao principal eh mesmo a “passarela”: os vestidos de alta costura estao distribuidos em fomrato de passarela de moda, mas em vez de estarem na passarela, os vestidos estao na plateia (com assentos nominais, fila A, B etc, como se fosse memso um desfile) e nos, o publico, eh que desfilamos na passarela central, cercado de vestidos por todos os lados.

As pecas cobrem toda sua historia, desde a decada de 50 ate hoje em dia, mostrando a evolucao de suas tecnicas, estilos e clientela, e com muitas pecas super historicas e iconicas, como o vestido usado por Julia Roberts no Oscar de 2001, ou o vestido de casamento de Jackeline Onasis.

Mas pra quem nao eh fan de moda, ainda la na Somerset House, outra exposicao eh igualmente imperdivel para os amantes de fotografia: “Cartier-Bresson: A Question of Colour“.

A exposicao reune varias fotos ineditas do fotografo Frances, considerado por muitos, o pai do fotojornalismo, e o criador do street-photo.

A curadoria mostra como Cartier-Bresson e varios outros fotografos Europeus e Americanos conseguiram criar um novo estilo de fotografia, captando movimentos espontaneos, que contam a historia do momento que retraram, se diferenciando das fotos posadas que o equipamento da epoca permitia.

E ainda no topico fotografia, tambem ja esta aberta (e disponivel ate Marco 2013) a exposicao anual do Wildlife Photographer of the Year, que o National History Museum de Londres expoe e patrocina todos os anos.

Esse ja foi o quarto ano que vamos a exposicao, e a cada ano a competicao e a qualidade das fotos fica melhor ainda.

O unico problema eh que as fotos sempre me lembram o tanto do mundo eu ainda tenho pra conhecer, e como eh preciso se esforcar pra conseguir boas imagens! Sem duvidas, ainda mais interessante que as fotos em si, eh a descricao de como os fotografos (quase todos amadores) conseguiram captar aquelas imagens (e sempre sao historias muito loucas!).

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E bem ali do lado do National History Museum, outra otima exposicao de moda eh o “Hollywood Costumes“, em exposicao na Victoria & Albert Museum.

Aliais, assim como a Somerset House, o Victoria & Albert Museum sempre tem otimas exposicoes relacionadas tanto a moda quanto a artes em geral (ha um tempo atras fui na exposicao de vestidos da Grace Kelly, e ha muitos anos atras fui no exposicao semelhante com roupas iconicas de clipes de musica).

Essa exposicao em especial, vai ser um prato cheio pra quem gosta de moda e cinema, pois tras figurinos iconicos de filmes de Hollywood ao longo das decadas, e como eles retrataram uma determinada geracao ou periodo de tempo.

No geral, os museus em Londres sempre tem entrada franca, mas suas exposicoes especiais sao cobradas a parte, e quase sempre requerem que voce compre seu ingresso antecipadamente (principalmente para visitas nos fins de semana ou a noite).

Os ingressos odem ser comprados diretamente nos sites (que estao no links acima) e sempre vale a pena tentar encaixar uma exposicao rara como essas entre suas andancas pela cidade, ja que todos os museus sao super bem localizados e centrais na cidade.

 

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