22
Jan
2014
Palácio Althorp
Escrito por Adriana Miller

Durante meu passeio pela Spencer House, em Londres,  a guia mencionou varias vezes a atual familia Spencer, que apesar de ja nao manter residencia na Spencer House em Londres, ainda moram oficialmente em seu palacio nos arredores da cidade.

Entao no final da tour eu perguntei sobre a tal casa e ela mencionou, que apesar de ser uma residencia privada, Charles Spencer (o atual Conde Spencer e irmao mais velho de Diana) abre a casa para visitacao de  turistas durante algumas semanas no verao, quando sua familia viaja de ferias.

Entao aproveitei a oportunidade, e num lindissimo dia de verao eu e Isabella fomos conhecer o Palacio Althorp, a casa de infancia da princesa Diana (que como ja contei, nasceu em uma das familias mais tradicionais da aristocracia Britanica).

Se ja eh interessante visitar esse tipo de palacios quando eles sao apenas museus, a visita se torna ainda mais intrigante quando vemos de perto o mundo paralelo que a aristocracia vive! #DowtonAbbeyFeelings #DowntonAbbeydavidareal

A casa, apesar de historica e muito bem conservada (voce jura que esta num museu) nao esconde sua utilidade de uma familia moderna, com os video games das criancas no canto da biblioteca, as revistas de moda da Contessa, a televisao de plasma e as latinhas de coca cola na copa.

Mas o que realmente atrai centenas de turistas todos os anos ate Althorp eh o memorial da Princesa Diana, no jardim da casa.

Foi la, que apos sua morte tragica em 1997 a familia Spencer decidiu conduzir seu funeral e onde a Lady Di foi enterrada, junto a seus antepassados. O memorial eh impressionante, ocupando o foco principal do lago da propriedade, e eh impossivel ignorar a homenagem.

Alem do lago, os jardins da propriedade tambem sao lindos (ainda mais que fomos no verao e estava tudo super florido e colorido).

Entao quem vier a Londres no proximo verao, aqui esta mais uma atividade pra sua lista!

As datas para visitacao sao divulgadas todos os anos, mas geralmente a casa abre suas portas entre Julho e Agosto (que tambem coincide com o aniversario da Diana). Os ingressos devem sempre ser comprados antecipadamente (ate porque geralmente lotam rapido!) pela internet, no site da familia Spencer.

Para chegar em Althorp basta pegar um trem para Northampton a partir de London Euston (cerca de 1 hora), e mais uns 15 minutos de taxi ate o palacio.

 

Categorias: Althorp, Castelos e Palacios, Day Trip, Inglaterra, Viagens, Viagens pelo UK
10
16
Jan
2014
Waddesdon Manor
Escrito por Adriana Miller

Nos ultimos anos meu fascinio por palacios Ingleses tem crescido bastante. Talvez seja influencia dos livros de Ken Follett, talvez seja culpa de Downton Abbey… o que importa eh que Londres eh um prato cheio e geralmente em menos de 1 hora se chega em alguns dos mais bonitos palacios e castelos da Europa!

E foi num desses acasos que descobri a Waddesdon Manor, um dos antigos palacios aristocratas mais impressionantes da Inglaterra, que pertenceu durante seculos a familia Rothschild.

Os Rothschild sao mundialmente reconhecidos como a mais bem sucedida familia banqueira do mundo, com ramificacoes de filhos, tios, primos e afins se estendendo por toda Europa.

A Waddesdon Manor era a “sede” da familia no Reino Unido, que pertenceu ao Barao Ferdinand Rothschild, nobre Frances de familia Austriaca radicado em Londres e colecionador de arte e filantropista.

Entao junto com sua esposa (que – nao por acaso – era sua prima de segundo grau) eles construiram a Waddesdon Manor nos arredores de Londres, em estilo Neo-Renascentista imitanto os castelos do Vale do Loire, na Franca, sua regiao preferida.

A familia ocupou o palacio por muitas geracoes, ate que na decada de 70 foi doada ao “National Trust” (orgao do governo Britanico que gerencia propriedades historicas), e hoje em dia eh possivel visitar todo o palacio e o “museu” que conta um pouco da historia da familia.

Uma das epocas mais marcantes foi a participacao da familia Rothschild (originalmente e com muitas ramificacoes da familia que sao judeus) no apoio ao governo Britanico durante o movimento anti-fascista da Segunda Guerra mundial, nao so em financiamentos e creditos a guerra, mas tambem por ter construido hospitais em Londres, e por terem cedido grande parte da casa para servir de abrigo a criancas afetadas pelos bombardeios em Londres no ano 1940 (o Imperial War Museum conta bem essa historia triste, de como todas as cirancas da cidade foram evacuadas para o interior – enquanto seus pais foram pra guerra e suas maes trabalhavam nas fabricas – e a familia Rothschild teve um papel fundamental na politica do “Keep calm and carry on”, garantindo que as criancas estariam seguras e bem cuidadas, enquanto seus pais defendiam o pais).

Eh interessante tambem entender um pouco melhor sobre a politica Britanica, e toda essa coisa de “Lords” e “comuns”, e como no fundo no fundo estao todos relacionados, e nem todos os “comuns” sao tao gente-como-a-gente assim! (Como eh o caso do Winston Churchil, polemico Primeiro Ministro Ingles que apesar de “comum”, e muitas vezes considerado um homem “do povo”, eh na verdade sobrinho-neto do Duque de Marlborough e cresceu no Palacio Blenheim em Oxford. E para nossa surpresa, o atual Primeiro Ministro, David Cameron tambem eh descendente do Rothchilds por parte de mae – apesar de nao ter direito a um titulo, e portanto ser considerado um “comum”).

E se nao bastasse ser um palacio lindo e com uma historia bem legal, os jardins sao especialmente impressionantes.

Assim como a arquitetura do palacio foi inspirada na Vale do Loire, os jardins foram inspirados em Versailles (em escala beeem menor, vale ressaltar!), e demos sorte de ter passado o dia em Waddesdon num sabado maravilhoso de verao, com o jardin e canteiros super coloridos e as flores dando um espetaculo a parte!

Uma outra grande atracao dos jardins eh o aviario, com decoracao vitoriana e com uma colecao de passaros “exoticos” e locais.

Waddesdon Manor fica na cidadezinha de Waddesdon, no condado de Buckinghamshire a cerca de 40 minutos de Londres. Basta pegar um trem na estacao de Marylebone ate Aylesbury (que eh a estacao mais proxima), e de la mais uns 15 minutinhos de taxi ate o palacio.

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Categorias: Castelos e Palacios, Day Trip, Inglaterra, Viagens, Waddesdon Manor
10
03
Dec
2013
Durham – uma cidade medieval Inglesa (saida de uma pintura!)
Escrito por Adriana Miller

Eu sempre falo muito de minhas viagens aqui no blog, e adoro conhecer novos países e explorar novas regiões, mas as vezes esqueço do quanto adoro viajar pela Inglaterra!

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E até que viajamos bastante por aqui, principalmente os muitos palácios e cidades nos arredores de Londres, mas a Inglaterra como um todo é um pais que tem muito a oferecer, e se eu não morasse aqui, com certeza seria uma daqueles lugares pra passar as ferias inteiras explorando cada cantinho com calma! (na verdade todo Reino, pois os 4 países são incríveis).

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Então aproveitamos que estávamos em Newcastle pra conhecer Durham, uma cidadezinha medieval a 15 minutos de trem de Newcastle.

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Ainda mesmo na estrada (ou no trem) é impossível ignorar Durham – a cidade tem uma catedral E um castelo imponentes e impressionantes que se debruçam na colina acima do vale da cidade.

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A cidade “existe” desde o século 11, quando um grupo de monges Beneditinos se instalaram na cidade e começaram a construir a catedral.

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A Catedral eh o coracao da cidade e domina completamente a paisagem – e pode ser que voce nunca tenha ouvido falar em Durham, mas talvez as imagens sejam familiares… foi la mesmo, no patio interno da Catedral que varias cenas de Harry Potter foram filmadas, se passando por Hogwarts!

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Logo depois, ainda no século 11, o castelo foi construído para servir de sede para o Rei dos Normans durante as guerras e batalhas contra os escoceses (a Inglaterra só passou a ser um pais unificado depois que William, o conquistador, venceu a batalha de Hastings contra os escoceses e declarou Winchester a capital de seu Reino), servindo de refúgio e fortaleza.

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Alguns séculos mais tarde, o castelo de Durham mais uma vez serviu como fortaleza e proteção à coroa Britânica durante as batalhas da “reforma Anglicana” (a luta entre a igreja Católica e Anglicana, que acabou destruindo boa parte da região, que agora é conhecida como a “The Borders”).

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Porém, desde 1840 o castelo funciona como um dos campus da Universidade de Durham (já pensou ir pra aula todo dia nesse castelo de mil anos?!?).

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Mais recentemente, Durham também ficou conhecida (e arrasta multidões!) por sediar o festival de luzes “Lumiere”, com projeções de música e imagens nas paredes da catedral!

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- Durham na pratica:

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Durham fica a menos de 15 minutos de trem a partir de Newcastle, e também tem bons serviços de trem a partir de Londres e York (entre outras), então é um lugar muito fácil de visitar!

 

Categorias: Durham, Inglaterra, Newcastle, Viagens, Viagens pelo UK
12
28
Nov
2013
Newcastle Upon Tyne: a capital norte da Inglaterra
Escrito por Adriana Miller

O Sul e o Norte da Inglaterra tem uma forte rixa entre eles, e pra quem assiste de fora chega a ser engraçado, uma coisa assim meio “Game of Thrones” sabe? “The North” e o “The South”, com suas diferenças e costumes!

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Como moramos no Sul, acabamos tendo uma percepção “sulista” sobre o Norte, e tão não sabia o que esperar da cidade além de algumas de suas “famas” (como por exemplo, eles são muito festeiros e não dispensam uma balada!).

Então foi uma surpresa agradável quando acordamos no sábado de manha e nos deparamos com um dia lindo e uma cidade super charmosa!

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A primeira parada foi a área de Quayside (que se pronuncia “keyside”), que é a versão nortista do Queen’s Walk em Londres, ou a orla do Rio de Janeiro.
A região da cidade que beira o rio Tyne (daí o nome completo da cidade: Newcastle upon Tyne), que foi completamente revitalizada, com muitos restaurantes e pubs, centros de entretenimento e espetáculos, e claro, suas pontes, que são o símbolo e orgulho da cidade!

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Mas Newcastle também tem o centrinho antigo e histórico, com o castelo que um dia já foi seu epicentro (e que deu origem a cidade de “novo castelo”!), e alguns pedaços da muralha medieval original que um dia já cercou e protegeu a cidade.

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De maneira geral, Newcastle me lembrou demais Edimburgo, na Escócia; uma coisa assim bem “igual, porém diferente”, sem explicação!

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Principalmente em sua rua principal, a Grey Street, que sobe a colina que forma Newcastle, cercada por edifícios antigos e imponentes, e muito bem cuidados!

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A rua termina no monumento ao Earl Grey – aquele mesmo do chá tradicional inglês (que criou a mistura de folhas e ervas especialmente para a visita do imperador Japonês a Inglaterra e acabou sendo batizado em sua homenagem e é um dia chás mais bebidos no mundo!).

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É ali também na Grey Street e Granger Street que ficam as principais lojas da cidade, incluindo a loja de departamentos Fenwick (que é uma rede nacional, mas original de Newcastle) e a Central Árcade (parece uma mini Galeria Vittorio Emanuele de Milão!), além de todas as outras lojas que vemos pela Inglaterra.
E como fomos em Novembro, a cidade estava toda decorada pro Natal e já estava rolando um mercadinho de Natal na praça Eldon Square!

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Newcastle também tem uma Chinatown bem típica (e toda decorada a caracter!), além do estádio de futebol do Newcastle United (uma paixão nacional tão forte quanto a dos brasileiros!!).

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Mas o melhor do fim de semana foi confirmar – positivamente! – alguns dos estereótipos do “North” (ou Geordie, como são conhecidos):
Além de muito hospitaleiros, eles são extremamente simpáticos (não diga que você ainda é dessas pessoas que acha que os Ingleses são todos frios e sem graça?!) e animadíssimos!!

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Os Geordies não dispensam uma farra, e Newcastle é a capital Britânica das baladas e festas (que ao contrario de Londres, não tem hora pra acabar!).

- Newcastle na pratica:

- A cidade fica entre 2:30 e 3:30 horas de trem de Londres (depende da cia ferroviária, horário do dia e da semana), então é super perto e acessível a partir de Londres (da pra fazer um bate e volta, mas Newcastle é um lugar que eu definitivamente aconselho no mínimo um fim de semana!!).
Mas a cidade tambem tem ótimas conexões internacionais e nacionais em seu aeroporto (tanto a British Airways quanto a Easyjet voam a ponte aérea Londres-Newcastle).

- Nós ficamos no hotel SleeperZ, super central e bem localizado, modernissimo e econômico!
O hotel é uma construção novinha, com decoração moderna, quartos confortáveis, wifi de graça e bom cafe da manha (e secador de cabelo “de verdade”, que é um dia meus principais critérios de qualidade!!!)

- Em Newcastle, assim como Londres, se come muito bem! O leque de opções agrada todos os paladares e orçamentos.
Nossas opções testadas e aprovadas sao:
- The Forth (pub tradicional Inglês com música rock e ótima comida!)

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- The Redhouse (outro pub tradicional, na região do Queyside, com lareira acesa pra aquecer o ambiente, móveis antigos e arquitetura Tudor histórica (e no menu, as tradicionais tortas salgadas Inglesas – recomendo!!)

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- Marco Pierre White (o Celebrity chef que tem vários restaurantes em Londres é nativo de Newcastle – apesar do nome “exótico” dado por sua mãe francesa – e agora finalmente abriu uma filial em sua terra Natal)

Newcastle também é a cidade perfeita pra explorar outras áreas da região do Norte do pais, estando a cerca de 1 hora de York (ao Sul), 1 hora de Edimburgo (na Escócia, ao Norte) e de cidades fofas como Durham e a região dos lagoa Britânica (Lake Region).

 

Categorias: Inglaterra, Newcastle, Viagens, Viagens pelo UK
7
26
Nov
2013
Newcastle College – cursos de inglês na Inglaterra!
Escrito por Adriana Miller

Não é de hoje que uma dos temas que mais aparecem por aqui sao cursos de Inglês na Inglaterra e Londres – e geralmente geram certa polêmica: qual curso, onde ir, os custos, poder ou nao poder trabalhar durante os estudos etc.

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Então quando a Newcastle College entrou em contato comigo sobre seus programas e cursos de Inglês, na mesma hora sabia que seria uma boa! Afinal, por mais que eu ame Londres, sempre sou super sincera na hora de aconselhar que Londres na verdade nao é um bom lugar pra estudar Inglês.

E digo isso porque acho que para aprender uma língua é preciso imersão – na cultura, nos costumes, na história e claro, o contato com os nativos da língua. E se o propósito é sair do pais pra aprimorar os estudos e abrir oportunidades, é justamente essa convivência com a “Inglaterra de verdade” que vai fazer toda diferença no resultado final do aprendizado.

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E Newcastle é perfeito pra isso!
A cidade é a “capital do Norte”, então oferece o melhor dos dois mundos: ao mesmo tempo que é uma cidade grande, cosmopolita, cheia de cultura e vida, ainda mantém uma autenticidade “britânica” de ser, que as vezes é difícil encontrar em Londres.

Newcastle é uma cidade super jovem, com muitas universidades e colleges que atraem estudantes de todo pais e de todo mundo.

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E o Newcastle College é um deles, e estão investindo bastante em sua área internacional, oferecendo cursos de Inglês mas com a infra-estrutura de universidade.
Isso porque eles também oferecem cursos de graduação, pós graduação, MBAs e cursos profissionalizantes, e todos podem ser conciliados com os cursos de Inglês.

E principalmente pra quem ainda está construindo uma carreira, dando base ao currículo, ter um nome e educação de peso por trás de um curso faz uma grande diferença!

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Duas coisas que achei importantíssimas nos cursos da Newcastle College: eles receberam a pontuação máxima dada pelo British Council (a divisão do consulado Britânico que regulamenta cursos de Inglês) e o College esta entre os top 10 centros educacionais para professores do pais .

E isso nao faz diferença só na hora de colocar no currículo não, mas sobretudo em coisas mais práticas, como por exemplo conseguir o visto de estudante e poder trabalhar durante seu curso (pra quem faz cursos mais longos – o “Home Office”, orgao do governo Britanico que regulamente vistos e imigracao esta cada vez mais rigoroso com essas coisas).

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A Anna Connors, que é a consultora para América Latina do College (e leitora do blog! Yay!) me levou pra fazer o tour completo dos diferentes campus do College espalhados pela cidade – todos acessíveis tanto para alunos de cursos de graduação e pós, mas também dos cursos de Inglês.

E claro, nao posso deixar de falar no lado pratico da coisa né?! Afinal todo mundo sabe que a Inglaterra é um lugar caro… Porém, existe Londres, e existe o resto do pais!
Então Newcastle é muuuuito mais acessível que Londres, em tudo: desde o preço dos cursos, passando pela acomodação, e ate coisas como transporte do dia a dia, o pão no supermercado e a pint no pub!

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Outra vantagem é que os cursos são “moldáveis” para a situação de cada aluno. Então quem tem muito tempo disponível e quer fazer um programa completo, de vários meses, é possível planejar uma carga horária e cursos extras que complementem a experiência.
Mas se você nao tem tempo (ou dinheiro) pra passar meses estudando Inglês, no Newcastle College é possível frequentar cursos com o mínimo de 2 semanas, e as aulas começam todas as segundas feiras do ano – o que é perfeito pra quem já trabalha ou tem outros compromissos profissionais ou pessoais que limitariam seu tempo (com 2 ou 3 semanas de ferias no trabalho você já pode fazer um curso intensivo e melhorar/aperfeiçoar o inglês!).

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A hospedagem dos alunos é com famílias locais, pra quem fizer cursos rápidos, ou na residência estudantil ou em apartamentos alugados, pra quem fizer cursos mais longos.

E como falei acima, por ser uma faculdade e não apenas uma escola de Inglês, é possível conciliar outras áreas e interesses com seu curso de Inglês, como por exemplo frequentar um dos módulos do curso de MBA ou fazer um curso profissionalizante e Business English (dependendo do seu nível de inglês).

E isso eu tenho que mostrar porque foi minha parte preferida do tour!!
Um dos campus do College é a “Lifestyle Academy” (academia de estilo de vida), um prédio super moderno onde estão alguns dos cursos profissionalizantes oferecidos pelo College.

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E sao super ecléticos: de turismo e hotelaria, a culinária, educação física, estética e mais um monte de outras coisas legais.

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O Lifestyle Academy é aberto a todos os estudantes do College, e são os próprios alunos que utilizam da infraestrutura para colocar o que aprenderam na prática, então eles oferecem aos seus alunos comodidades como uma academia de ginástica super moderna a preços irrisórios, um Spa completíssimo (e de babar, diga-se de passagem!!) a preços simbólicos, cabeleireiro e manicure, um bistrô e um restaurante “chique” (e como uma vista linda da cidade) por quase nada (nos almoçamos lá, comemos muitíssimo bem, com direito entrada, prato principal e sobremesa por 8 libras!!!).

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Mas voltando ao curso de Inglês, é possível escolher a carga horária que melhor se encaixe no seu perfil e nível de Inglês, com cursos com 15, 21 e 25 horas semanais (deixando o curso mais ou menos intensivo, dependendo de quanto tempo você tem disponível), e os cursos são classificados como “general english”, com foco no vocabulário, gramática e conversação, ou cursos mais formais, como as certificações Cambridge e IELTS.
E pra quem sonha em fazer faculdade ou mestrado na Inglaterra eles também tem um curso de inglês acadêmico, que foca mais nas necessidades dos alunos de cursos superiores.
Ou se você já trabalha e quer melhorar o nível de Business English, as aulas do programa também podem ser planejadas de acordo com sua carga horária.

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E por fim, outra coisa que eles oferecem aos alunos dos cursos de Inglês, é o “social program”, que inclui varias programações, passeios e viagens pela região (Inglaterra e Escócia), que ajuda na integração entre os alunos e com toda essa coisa de “absorver a cultura” que é tão importante num curso de línguas! (O meu curso de Italiano e Espanhol, a muuuuuitos anos atras, também tinham esses programas “sociais” e de passeios com os alunos, e faz uma baita diferença na adaptação longe de casa!).

O Newcastle College tem uma página especialmente em Português, onde é possível encontrar algumas informações atualizadas sobre preços, datas e programas, e o contato das meninas do curso internacional (todas gente finíssima!!) para esclarecer mais duvidas e tratar de detalhes!

Ah! E claro, como eu sei que as coisas que impactam na decisão sobre fazer um curso fora do pais vão muito além da sala de aula, nos aproveitamos pra passar o fim de semana inteiro em Newcastle, pra explorar bem a cidade e a região e poder responder as duvidas mais comuns: como é a cidade? Vou me adaptar? Tem coisa legal pra fazer? O que mais vou poder visitar?

(Vários posts virão por ai!)

 

Categorias: Cursos de Ingles, Estudos, Inglaterra, Newcastle, Viagens, Viagens pelo UK
14
11
Aug
2013
Londres Everywhere: Guia de Viagem
Escrito por Adriana Miller

É com muito prazer que finalmente posso anunciar que o Guia de viagem de Londres do blog esta prontíssimo!

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Foram meses de trabalho para compilar, selecionar, revisar e editar as informações colecionadas nos mais de 300 posts sobre Londres que tenho escrito nesses 8 anos de “Londoner”, e por ter sido um trabalho 100% independente, o guia final acabou saindo bem depois do prazo que tinha me estipulado de Junho – mas antes tarde do que nunca!

E estou morrendo de orgulho do meu segundo bebê de 2013! :-)

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Mas vamos falar do Guia:

São 116 páginas recheadíssimas de dicas testadas e revisadas sobre Londres, com tudo que um visitante precisa saber para aproveitar ao máximo sua estadia em Londres – sob a ótica de uma “local”, que conhece Londres muito bem, mas sem nunca ter perdido aquele frio na barriga de um turista que vê o Big Ben pela primeira vez!

Aqui no blog já temos uma Guia Londres on line – que super recomendo a todos! – que organiza todos os posts e dicas de viagem que já escrevi sobre Londres.

E agora, o Guia “Londres Everywhere” veio pra completar a família!

No Guia, além de ter revisado e atualizado as dicas já publicadas desde 2005, ainda incluí novas seções e capítulos que nunca foram abordados aqui no blog, mas que frequentemente são dúvidas dos leitores – dos mais corriqueiros…

Como é a imigração na Inglaterra? Que documentos é preciso apresentar no aeroporto para entrar no Reino Unido?

Meu secador de cabelo vai funcionar aí?

E a segurança? É tranquilo para uma mulher viajar sozinha para Londres?

E como vai estar o clima/temperatura no mês X? O que levo na mala? Como me vestir para assistir um musical em Londres?

Aos mais complexos!

Como por exemplo, são cerca de 50 hotéis visitados e revisados, com sinopses sobre todos os bairros centrais da cidade, atendendo aos mais variados gostos, necessidades e orçamentos (com diárias entre 20 Libras a 700 Libras!):

- Vai mochilar e precisa de um albergue baratinho e básico, mas onde você possa conhecer outros viajantes?

- Ou uma família com crianças que quer alugar um apartamento com cozinha equipada?

- E que tal um hotel de luxo e bem localizado, para quem vem passar uma data especial na cidade?

- Ou você precisa mesmo é de um hotel básico, porém confortável, bem localizado e de bom preço?

Todos os detalhes, endereços e contatos estão no guia!

Também incluí mais de 40 atrações e museus(vários inéditos, que nunca apareceram no blog), calendário de feriados e eventos, informações e dicas sobre aeroportos e transportes, como navegar a cidade e chegar de um loca a outro, várias sugestões de passeios e caminhadas pelos bairros mais legais de Londres.

E mais 7 roteiros e itinerários por Londres, variando de 1 dia, a um fim de semana, até uma semana inteira na cidade ou mais! – tanto para quem vem visitar pela primeira vez, ou pra quem já está careca de viajar pra Londres. E pra completar, mais um capítulo inteiros com passeios pelos arredores de Londres, pra quem quiser conhecer um pouco mais da Inglaterra.

Além de dicas e reviews de comidas e restaurantes em Londres, os melhores endereços para compras (e até mesmo o passo a passo pra conseguir a devolução do seu imposto (tax return).

E tudo isso mantendo a mesma linguagem simples e didática que tenho aqui no blog. Ao mesmo tempo que o Guia tem uma perspectiva parcial (e em primeira pessoa), os assuntos e dicas abordadas são os mais ecléticos possíveis, pra atender a todos os gostos, mesmo!

Mas então o que é melhor? O livro ou o blog?

Bem, sei que sou suspeita pra falar, pois tenho muito orgulho dos dois – mas acho que eles se completam!

No Guia, entraram temas e dicas que ainda não tiveram vez aqui no blog, mas por outro lado, ao longo de 8 anos em Londres, o blog tem espaço pra maior quantidade de assuntos – o que pode vir a ser confuso e trabalhoso pra quem apenas precisa de dicas certeiras pra organizar uma viagem de uns dias pela cidade, e não tem tempo nem paciência pra ler todos os 300 posts disponíveis. Portanto, o Guia faz uma seleção e reúne em suas 116 páginas as melhores dicas e as melhores fotos de Londres! (não podia esquecer das fotos, claro!)

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O Guia está disponível em 3 formatos: Impresso, PDF ou eBook.

A versão impressa é perfeita pra quem, como eu, coleciona guias de viagem e não entra num avião sem estar com todas as dicas e informações a mão!

Já a versão em PDF é boa pra quem gosta de planejar tudo, mas não necessariamente quer carregar um livro pra cima e pra baixo. Você pode salvar o PDF no seu Kindle, no seu tablet Android ou no seu PC, imprimir no tamanho que quiser em sua própria casa, ou então imprimir apenas as páginas que quiser levar na viagem.

E a versão eBook é compatível com o iBook da Apple, e portanto pode ser armazenado em seu iPhone ou iPad e acessado off line em qualquer momento de seu planejamento ou viagem.

Para acessar a livraria do Dri Everywhere basta seguir os links acima, ou ir no site do Blurb (empresa que esta produzindo e comercializando os Guias) AQUI e escolher qual versão você prefere.

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A versões PDF e eBook serão entregues em seu e-mail instantaneamente, e a versão impressa é entregue em todos o Brasil (e todo o mundo!) e podem ser pagas com Paypal (super prático e seguro!). E o melhor: livros não pagam imposto de importação, então ninguém terá surpresas na hora da entrega (pra quem preferir a versão impressa – já as versões digitais, nem sequer pagam frete!)!

Os preços são o seguinte:

- Versão PDF: £14.99

PDF

- Versão eBook: £14.99

eBook

- Versão impressa: £19.99

Impresso

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Viagens, Viagens pelo UK
140
28
Jun
2013
Wimbledon: o passo a passo pra assistir o mais tradicional campeonato de tênis!
Escrito por Adriana Miller

Nos últimos dias o mundo tem prestado atenção nos gramados verdinhos das quadras de um pacato bairro no Sudoeste de Londres: Wimbledon!

Por 50 semanas do ano, Wimbledon é um afluente e calmo bairro. Até que todos os anos (geralmente) entre a última semana de Junho e a primeira semana de Julho, Wimbledon se transforma!!

Turistas, jornalistas, fãs de tênis e atletas de altíssimo escalão revolucionam o clima do bairro.

E não é atoa que Wimbledon tem essa aura de “exclusividade”. Talvez seja a grama verdinha imaculada, que leva extatas 50 semanas de precisão Britânica para deixa-la em condições perfeitas. Ou então os jogadores vestidos de branco.

Mas provavelmente seja por causa da dificuldade de se conseguir ingressos para as partidas!!

Na verdade, não é difícil. Apenas muito trabalhoso. A AELTC (All England Lawn Tennis Club – a associação Britânica de tênis de grama) é uma das instituições mais tradicionais do Reino Unido, e não só apenas no âmbito dos esportes, e levam suas tradições muito a sério – e isso inclui a venda de ingressos.

O processo começa todos os anos entre Agosto e Dezembro, para a competição do ano seguinte (por exemplo, em Agosto de 2013, inicia o processo para 2014). Resumidamente, para ter o direito de comprar ingressos para as partidas de Wimbledon, é preciso se inscrever um sorteio “loteria” público. Qualquer pessoa pode se inscrever e potencialmente ser sorteado, e funciona assim:

- Entre as datas estabelecidas (que muda todo ano, então para datas atualizadas, veja aqui), você precisa enviar um envelope para o endereço da AELTC. Dentro desse envelope, você tem que incluir um outro envelope, selado e endereçado a você mesmo. Cada endereço pode se inscrever para até dois ingressos.

- Umas semanas depois de enviado, a AELTC reenvia seu envelope endereçado com um formulário a ser preenchido. Eles não disponibilizam os formulários eletronicamente pois precisam que as dimensões e cores sejam sempre idênticas, pois são essas mesmas fichas que serão computadorizadas como parte do sorteio.

- Uma vez que as incrições se encerram em Dezembro, eles iniciam o processo de sorteio, e o resultado começa a ser divulgado a partir de Fevereiro ou Março.

- Se você for sorteado, receberá uma carta da AELTC com instruções sobre como comprar seus ingressos e os prazos. Se vocie não recebeu carta nenhuma, é porque não foi sorteado.

- O sorteio é totalmente aleatório, e você não pode escolher qual quadra, jogo/jogador ou dia quer assistir.

- O período de notificação e venda de ingressos as vezes pode durar até Maio ou inicio de Junho, pois a medida que algumas pessoas sorteadas não confirmem a compra de seus ingressos, os mesmo são re-sorteados e re-vendidos.

- Eles não tem nenhuma outra forma de inscrição, nem adotaram inscrições eletrônicas ainda.

- Para os sortudos sorteados, cada ingressos lhe dará direito a passar o dia dentro do complexo de Wimbledons (The Grounds) e assistir a todas as partidas que se realizem naquele dia, naquela quadra.

Porém, como tudo em Londres, a demanda é infinitamente superior a demanda, e nem todos que querem ir a Wimbledon conseguem ingressos via sorteio (eu já tentei várias vezes e nunca fui sorteada!).

Porém todos os anos a AELTC reserva alguns ingressos para serem vendidos no dia da partida, disponíveis ao público na bilheteria.

E ai se inicia um novo processo!

Mais uma vez, a procura é muito maior que a oferta, e o processo para comprar ingressos no próprio dia também é trabalhoso.

Todos os dias são cerca de 1.500 ingressos para as partidas das quadras “Centre court” (a principal), “Court 1″ e “Court 2″, que são distribuídas por onde de chegada – uma pessoa, um ingresso.

Além disso, cerca de 3.000 ingressos para entrada no complexo (Grounds), sem direito garantido a assistir nenhum jogo. E a venda desses ingressos funciona no mesmo esquema: por ordem de chegada, uma pessoa, um ingresso.

E justamente por causa da relação “oferta/demanda” de ingressos, até mesmo fazer fila em Wimbledon tem todo um processo e código de conduta!

Pra começar que para conseguir os ingressos para as quadras (ou seja, estar entre os primeiros 1.500 pessoas), é preciso acampar por lá desde o dia seguinte da partida.

Cada barraca só pode ter até 2 pessoas,  eles tem espaço e infra estrutura para 750 barracas.

Já pra quem quiser um dos cerca de 3.000 ingressos para entrar no complexo de Wimbledon, é preciso chegar cedo, muito cedo. E esperar!

Os portões da “fila” (“The Queue”) abrem as 6:30 da manhã, e não é nada exagero dizer que já tem fina na porta!

Eu não sabia exatamente o que esperar do processo, mas sabia que teríamos que esperar bastante e que no geral, era bem confortável.

Pra começar que não é uma “fila” no sentido comum da palavra.

A area reservada para a “fila”, conhecida e denominada como “The Queue”, é um enorme parque gramado – arejado, limpo, com banheiros, guarda volumes, cafés e lanchonetes.

Ao entrar nesse parque, os funcionários te orientam sobre onde você deve ir, e eles vão organizando as pessoas em fileiras no gramado.

Logo depois, alguém passa distribuindo os “Queue Cards” – um cartãozinho individual e numerado, que garante seu lugar na “fila”, e é o que você precisa apresentar na entrada para ter o direito de comprar seu ingresso. Todos os dias eles distribuem um numero X de “Queue Cards” (geralmente 3.000), e depois que eles acabam, uma nova fila recomeça – para quem quiser entrar em Wimbledon, a medida que as pessoas forem embora no fim do dia.

Eu fui com uma amiga e chegamos cerca de 7 da manha – muito cedo mas tivemos a desculpa de que nossos bebês acordam cedo mesmo, então porque não curtir o dia em Wimbledon?!

Quem chegou cerca de meia hora depois, já foi encaminhado para a fila de “esperar o dia todo” com expectativa de entrar apenas depois das 17:00.

Uma vez lá, e em posse do seu “Queue Card”, você pode ir e vir e fazer o que quiser – não é preciso ficar na “fila”.

Então o pessoa se espalha: abre os cobertores na grama, vai fazer um lanche, joga bola, as crianças correm pelo gramado.

Mas tudo é fiscalizado, justamente pra evitar que alguém chegue cedo, pegue um lugar na fila e desapareça. Então a cerca de cada meia hora os funcionários passam reorganizando a fila, pedindo pras pessoas mudarem de lugar – se seu pertences estiverem abandonados, eles serão recolhidos e em muitos casos, seu “queue card” confiscado.

As 10:30 da manhã a bilheteria abre e as pessoas começam a entrar no complexo, comprando seus ingressos de acordo com seu “Queue card” (só aceitam dinheiro, para agilizar o processo!).

E uma vez lá dentro, é tudo o máximo!

Pra começar que o lugar é lindo! Perfeitamente decorado e cuidado – muitos gramados, jardins, flores, banquinhos, cadeiras, mesas etc.

As opções de restaurantes são muitas, para todos os bolsos: nos edifícios das quadras “Centre Court” e 1 e 2 existem restaurantes e cafés mais formais e caros, e espalhados por todo o complexo estão várias opções de lanchonetes e restaurantes mais informais.

 

Também é fácil encontrar barraquinhas vendendo bebidas em todas as esquinas. E como manda a tradição de Wimbledon, muito Pimm’s e Morangos com creme!

Uma outra área muito legal em Wimbledon é o “The Hill”, um enorme gramado (meio inclinado) com um super telão passando os jogos ao vivo.

Então é lá que todo mundo se encontra e fica passando o tempo e curtindo o sol entre uma partida ou outra e tal.

Ao longo do dia, pra quem entrou em Wimbledon apenas com “Ground Tickets” (só com direito a entrar no complexo), tem a oportunidade de comprar ingressos para quadras específicas de “re venda”. Ou seja, a medida que o dia vai passando e os jogos vão acabando, e as pessoas que tinham ingressos para as quadras principais vão embora, seus ingressos são recolhidos e revendidos aos outros expectadores, aumentando as chances de quem quiser assistir algumas das partidas.

E claro, tem mais fila! E mais regrinhas a serem respeitadas em para tal fila!

O complexo fica aberto até as 10 da noite, com gente entrando e saindo o dia todo (última entrada as 8 da noite) e algumas partidas durando até bem tarde!

 

- Wimbledon com crianças e bebês:

Muita gente se surpreendeu de ver que a Isabella foi comigo (e minha amiga também levou a filha dela), mas achei que Wimbledon é um programa maravilhoso pra famílias e crianças de todas as idades!

É preciso respeitar algumas regras: bebês de colo e crianças menores de 5 anos não são permitidos na quadras princiais (Centre Court, 1, 2 , 3 12 e 18), e a organização recomenda que carrinhos não sejam levados para o complexo.

Nós optamos por levar nossos bebês apenas no cangurru, já que as duas são novinhas e (relativamente) leves, e foi a melhor decisão do dia!

Realmente vimos muitos pais e mães com crianças maiores em carrinhos, mas eles acabavam ficando limitados a poucas áreas do complexo, já que de forma geral Wimbledon tem muitas escadas, ladeiras, gramados inclinados etc.

Então levamos mantas e cobertores, nos espalhávamos nos gramados e as meninas ficavam numa boa brincando, rolando, dormindo e mamando.

Eles também tem alguns banheiros com fraldários (mas não todos) tanto em banheiros femininos quanto masculinos, confortáveis e limpos, além de bebedouros espalhados pelo complexo e várias opções de comidas infantis e lojas de souvenirs com brinquedos, roupinhas de crianças, raquetes de tênis mirim etc.

Tudo muito família!

Para crianças a partir de 5 anos, já são permitidos nas quadras, porém devem pagar um ingresso inteiro, como se fossem adultos.

 

- TicketMaster a partir de 2013!

A partir de 2013 a AELTC decidiu disponibilizar alguns ingressos via TicketMaster, para tentar diminuir a quantidade de gente todos os anos na “fila”, e tentar reduzir o número de ingressos “no show”.

São pouquíssimos por dia, pois eles apenas revendem on line os ingressos de pessoas que os notificam que não poderão usufruir os ingressos sorteados/comprados, então nunca dá pra saber quantos serão por dia e para quais quadras.

Mas ainda assim é uma chance a mais!

Os ingressos estão disponíveis na véspera de cada partida, a partir das 9 da manhã.

 

- Chegando e saindo de Wimbledon – na prática!

Wimbledon é um bairro no subúrbio Sudoeste de Londres, e o complexo de tênis da AELTC (Associação Inglesa de tênis de grama) fica lá perto, porém não no centro de Wimbledon.

Para chegar lá a partir de Londres é facílimo e com várias opções.

A mais simples é de metrô, pela District Line (linha verde) até lá e você pode descer na estação de Southfields ou Wimbledon (o complexo de tênis fica entre as duas). Não esqueça de consultar o Journey Planner para descobrir qual a maneria mais fácil entre sua casa/hotel até lá.

Outra opção, e bem mais rápida é ir de trem – a viagem entre a estação Waterloo e Wimbledon dura apenas 15 minutos (e a passagem de ida e volta custa 6,90£). Chegando na estação você pode andar, pegar um ônibus ou táxi (durante o campeonato os taxis da cidade fazer um esquema “cab share”, então todo mundo divide os táxis, para darem conta da demanda.

- Wimbedon nas outras 50 semanas do ano:

Porém o campeonato dura apenas 2 semanas por ano, mas é possível visitar o complexo de tênis e o museu o resto do ano todo (50 semanas por ano).

O museu conta um pouco da história do tênis e da associação Inglesa de tênis de grama, além de seus momentos históricos, principais jogadores, vencedores, troféus, uniformes e toda a tradição de Wimbledon.

Além disso, também é possível agendar visitas guiadas no complexo ao longo do ano, e ver por dentro das quadras, áreas de acesso, e entender um pouco mais dos bastidores desse campeonato tão tradicional!

Durante as duas semanas em que acontece o campeonato (geralmente a última semana de Junho e a primeira de Julho), o museu só permite a entrada de visitantes que já possuam um ingresso para o campeonato (e só é possível visitar o museu, sem o resto do complexo).

 

Categorias: Conhecendo Londres, Eventos, Inglaterra, Viagens, Viagens pelo UK, Wimbledon
21
28
May
2013
Lambeth Palace
Escrito por Adriana Miller

O Palácio de Lambeth é um dos edifícios mais importantes da Inglaterra, porém um dos menos conhecidos entre os turistas.

O Palácio é a residência oficial do Arcebispo de Canterbury, o mais alto posto e uma espécie de “chefe” do clero Anglicano.

Eu não sou muito entendida sobre as peculiaridades da “Church of England”, mesmo depois de todos esses anos morando aqui, mas acho fascinante toda a história por trás da “crianção” da religião!

Então sempre que eu ia correr/caminhar/passear com a Isabella no Albert Embankment eu passava ali na porta e morria de curiosidade sobre o local e sobre conhecer mais um pouco sobre essa religião.

Uma das peculiaridades da Igreja da Inglaterra é que seu “Papa” é a Rainha do Reino Unido, posto ocupado por seja quem for o Rei ou Rainha regente no momento desde que Henrique VIII deu início a Reforma religiosa na Inglaterra e cortou laços com a Igreja Católica Romana, criando uma versão mais liberal na ilha.

Porém é o Arcebispo de Canterbury que detém o poder do Clero, sendo o posto de maior poder e prestígio na hierarquia da Aristocracia Britânica, porém que pode ser ocupado por alguém não-Real com o prestigio de por exemplo, sentar-se ao lado na Rainha na Câmera dos Lords no Parlamento Britânico.

Mas o que torna o palácio tão desconhecido dos turistas e moradores, é que por ser a residência do Arcebispo e sua família, uma espécie de “Vaticano” da “Church of England”, o que torna o local uma area de segurança máxima.

Porém algumas vezes por ano eles abrem suas portas para tours guiadas do Palácio e dos jardins (e pouco divulgadas!), geralmente apenas dias da semana, por algumas semanas por ano (corre que ainda estão rolando as tours!!) e um fim de semana em Setembro, no evento do Open House London.

A tour conta um pouco sobre a história do Palácio e sobre o Arcebispo (Março de 2013 um novo Arcebispo foi apontado pela Rainha e o Primeiro Ministro), mostrando as diferentes áreas que compõem o atual palácio, com a capela subterrânea que data do século 11 (uma das estruturas medievais mais antigas do Reino Unido, sendo até mesmo mencionada no Domesday Book), a Igreja do século 16 que deu início a existência e importância política e religiosa ao Palácio, até as partes que foram bombardeadas na Segunda Guerra Mundial durante os “Air Raids” e reconstruidas na década de 60.

Além de ter sido palco de muitos julgamentos e interrogações, cujos culpados depois eram enviados para a Torre de Londres, Tâmisa abaixo, para serem enforcados ou decapitados (uma de suas “interrogadas” mais ilustres foi Ana Bolina, quando foi acusada por Henrique VII de traí-lo, poucos anos depois da “criação” da Igreja Anglicana).

O Palácio pode ser visto o ano todo (por fora) ao longo do Albert Enbankment, mas vale a pena ficar de olho nas datas de abertura e visitas guiadas pelo interior do Palácio, sempre disponíveis no site da Arquidiocese de Canterbury (e a venda pelo TicketMaster).

 

Categorias: Atrações Turisticas, Castelos e Palacios, Conhecendo Londres
8
18
Apr
2013
Highclere Castle: O palácio de Downton Abbey
Escrito por Adriana Miller

A mais de um ano atras eu li uma notinha na Time Out e fiquei de orelha em pé: falava sobre o Highclere Castle, residência do Conde e Contessa de Carnavon e o palácio onde são gravados os episódios de Downton Abbey.

E aí fiquei intrigada: o conde e a condessa abrem o castelo para visitações algumas poucas vezes por ano (apenas quando a família sai de férias) então não é um castelo turistico normal, como tantos outros nos arredores de Londres.

Então comecei a ficar de olho no site, volta e meia entrava pra ver se novas datas tinham sido incluidas – finalmente em Outubro de 2012 foram divulgadas as datas de abertura do castelo para o primeiro semestre de 2013, e finalmente consegui um ingresso!

Então lá fomos nós de trem em direção a Newbury, cerca de 1 hora de trem de Londres, e assim que você entra nos jardins a vista é inconfundível: Donwton Abbey!!

O castelo nem é tão antigo assim (em proporções Europeias), e apesar de que a propriedade pertence a familía ha mais de 300 anos, o atual palácio foi construido em 1.842, desenhado pelo arquiteto Sir Charles Barry, o mesmo que arquiteto responsável pelo Parlamento Inglês! E olhe bem, as similaridades realmente são nítidas na arquitetura e estilo dos dois prédios!

O castelo fica no centro de um “estate” impressionante, com vários jardins, capelas e gazibos espalhados pelo espaço.

E dentro do castelo é ainda mais impressionante – o tour segue alas “comuns” do palácio (e não os cômodos utilizados pela família), mas é sempre impressionante ver uma casa tão antiga se misturando com peças da vida moderna, de uma família como outra qualquer, como porta retratos da familia esquiando nos Alpes, ao lado da apresentação da escola, ao lado de um jantar com a Rainha e em baixo de uma pintura a óleo de 500 anos!

O tour interno consegue mesclar bem a história da família real e seus ancestrais com a história de Downton Abbey, com muitas fotos dos bastidores e making off do seriado, e indicando quais episódios aparecem em episódios específicos, ou quais personagens ocupam determinados quartos etc.

Mas fascinante mesmo é a história da família Carnavon – com alas específicas dedicadas a Lady Almina (a 5ª condessa de Carnavon) e uma exposição de peças egípias (O Conde de Carnavon fez parte da expedição de Howard Carter, o arqueologista que descobriu a tumba de Tutankhamun no Egito!!

Então fiquem de olho: o castelo geralmente abre suas portas em épocas de férias escolares e feriados aqui na Inglaterra, e a cada seis meses eles divulgam novas datas e a venda de ingressos é feita diretamente no site do palácio.

Para chegar lá, basta pegar um trem para Newbury, saindo da estação Paddington em Londres e demora cerca de 50 minutos. Em Newbury é preciso pegar um taxi (uns 10 minutos) da estação até o palácio (e peça o telefone do seu taxista, pois na hora de voltar pra casa o castelo não tem ponto de taxi).

 

Categorias: Castelos e Palacios, Day Trip, Highclere Castle, Viagens, Viagens pelo UK
12
06
Mar
2013
Winchester – A antiga capital da Inglaterra
Escrito por Adriana Miller

No comecinho de Dezembro nós fizemos uma viagem rápida para a cidade de Winchester, no sul da Inglaterra.

O que nos atraiu inicialmente foi a fato de que Winchester tem um dos mais famosos mercados de Natal da Inglaterra (que infelizmente não são muitos…), e como eu estava super gravida em Dezembro e não pudemos viajar para ir a um marcado (como geralmente fazemos todos os anos), resolvemos conhecer algum aqui por perto mesmo.

Mas Winchester é uma cidade que vale a pena conhecer o ano todo!

A historia da cidade é impressionante, e é uma das mais antigas da Inglaterra – foi fundada pelos Romanos durante sua dominação na ilha, e séculos mais tarde serviu de base durante a conquista dos Normans.

A principal estrela da cidade é a Catedral, que é uma das maiores igrejas do Reino Unido (e tem a maior nave central da Europa) e construída a mando de William, o Conquistador, que foi o primeiro Rei “oficial” da Inglaterra.

Foi em Winchester que William foi coroado Rei logo depois de vencer a Batalha de Hastings, e foi lá também que ele escreveu o ‘Domesday Book” – um “inventário” escrito pelo primeiro rei, sobre todas as ruas, vilarejos e cidade de seu novo reino (eu já falei uma vez sobre esse livro, quando fomos a York).

Outra lenda que cerca a cidade é a do Rei Artur e a Távola Redonda, já que supostamente era ali que eles se reuniam, e o topo da mesa redonda esta exposta até hoje na nave principal da catedral (porém é uma versão restaurada, ainda que tenha mais de 700 anos de idade!).

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Outra personalidade ilustre de Winchester é a Jane Austen, a incrível escritora Inglesa, autora de obras como “Razão e Sensibilidade” e “Orgulho e Preconceito” – pra quem já leu alguns de seus livros, quase todos se passam em Hampshire (condado cuja capital é Winchester), e descrevem a sociedade que vivia na cidade naquela época! (e aliáis, ela esta enterrada na catedral de Winchester).

E pra quem é fã de literatura histórica, os livros “Pilares da Terra” e Mundo sem Fim” de Ken Follett, também foram inspirados em Winchester!

A cidade ainda tem algumas partes de sua antiga muralha medieval, e uma High Street (a ruazinha principal da cidade) super fofa, com muitas casas de diferentes estilos arquitetônicos Ingleses (Tudor, Vitoriana, Elisabetana, etc) super bem conservadas.

Quem quiser esperar até Dezembro pra visitar Winchester e aproveitar o mercado de Natal, vale a pena!

As barraquinhas ficam espalhadas pela High Street, mas o mercado principal fica mesmo no jardim ao redor da Catedral, que é super impressionante e um super cenário “natalino”.

O mercado de Winchester não é tão impressionante quanto os mercados Alemães ou Austríacos, por exemplo, mas entre outros que já vimos por aqui ou em outros países da Europa, foi aprovadíssimo! (Mais informações sobre o mercado esse ano, é só clicar aqui)

Com muitas decorações natalinas, barraquinhas de decoração de natal, comidas tipicas, vinho quente (que em Inglês se chama “Mulled Wine”), e pra completar o clima, um super ringue de patinação no gelo bem no meio!

Chegar em Winchester a partir de Londres é super fácil, com trens direto saindo da estação de Waterloo varias vezes por dia, e leva menos de uma hora. Quando você chega na cidade, o resto do passeio todo é a pé e super fácil!

 

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