12 Jul 2011
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T.V. Everywhere: Ice, Iceland baby!

Dicas de Viagens, Islandia, T.V. EveryWhere

Se preparem porque esse video ficou looongo (mais de 10 minutos), mas nós vimos e fizemos tanta coisa legal na Islandia que foi difícil decidir oque ia ficar de fora da edição…

E infelizmente o audio das partes narradas não está muito bom porque o vento por lá era muito forte o tempo todo, e minhas capacidades de edição ainda não são ninjas o suficiente pra conseguir eliminar ventos de magnitude Islandesa…

Eu bem que tentei ser cool e escolher uma musica da Bjork ou outra bandinha modernete, mas não adianta… nós passamos o fim de semana todo cantando “Ice Ice Baby” (ICEland é o nome da Islandia em Ingles) então não deu pra usar outra musica que não fosse essa…

 

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11 Jul 2011
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Mýrdalsjökull & Eyjafjallajökull

Dicas de Viagens, Islandia, Vik

Um dos nossos últimos passeios na Islândia foi nas geleiras Mýrdalsjökull & Eyjafjallajökull, que ficam ali entre Vik e a cachoeira Seljalandsfoss.

Essa era a parte da viagem que eu estava mais empolgada de fazer, e foi justamente oque tivemos que cancelar por causa da troca do nosso voo… grrrrr!

Mýrdalsjökull é a segunda maior geleira da Islandia depois de Vatnajokull, mas que esconde um grande segredo: o vulcão Katla, bem no meio de sua geleira é o maior e mais potente da Islandia e na lista dos vulcões mais estudados e observados do mundo, principalmente depois que seu vizinho Eyjafjallajökull entrou em erupção ano passado.

Apesar de não ser tao ativo quanto o Grimsvotn (que estava mais uma vez em erupção ha pouco mais de 1 mes atras), o Katla é um vulcao devastador, que entra em erupção religiosamente a cada 70 ou 80 anos, e segundo os Islandeses e especialistas, ele já esta atrasado em alguns anos dessa vez, oque deixa a populacao ainda mais preocupada!

O Katna foi responsavel por catastrofes homéricas na Islandia, a ponto de matar um grande percentual da populaçnao local, mudar o curso de rios, destruir cidades e regiões inteiras. Entao é a catastrofe mais aguardada e temida pela atual geração de Islandeses.

Ainda mais porque nao se sabe exato oque pode vir a acontecer. A ultima erupção registrada foi na decada de 20, e portanto o Katla não teve muito impacto no resto do mundo, pois o mundo era outro…

Hoje em dia, uma nova erupção do Katna poderia ser desastrosa não só pra populacao local, mas poderia causa ainda mais caos no resto do mundo, parando a Europa por meses a fio, mudando completamente o clima do hemisferio norte (ocidental) e afins. Watch this space… Só pra dar uma ideia do possivel efeito da uma erupçnao de Katla é a quantidade de gelo alojada em sua caldeira, que tem 10km de diametro e uma profundidade inacreditavel (acredita-se que sua profindidade seja cerca de 400 metros abaixo do nivel do mar, oque faz de sua caldeira um lago congelado com mais de 2 mil metros de altitude e cerca de 400.000 metros cubicos, que é a “descarga” de agua equivalente aos rios Amazonas, Nilo, Misissipe e Yangtze somados!

E sua geleira vizinha eh a Eyjafjallajökull, que apesar de igualmente impronunciavel, todo mundo deve lembrar muito bem, pois sua erupcao em 2010 trouxe um caos sem igual na Europa e no mundo!

E apesar de que o Eyjafjallajökull estava em erupção bem recentemente, a area já foi “reaberta” e é uma das montanhas mais escaladas da Islandia, onde em apenas um dia (bem longo por sinal, porque a ida e volta dura cerca de 16/17 horas seguidas) é possivel chegar até o topo da montanha e ver a caldeira ativa do vulcão!

Então imagina o quanto não estávamos empolgados pra conhecer essa região da Islandia!

Maaaaas…. os planos mudaram na última hora e não tinha nada que pudéssemos fazer…

Então a solução foi nos contentar em ver as duas montanhas e geleiras de longe e fazer uma trilha relativamente curtinha, nas montanhas em volta da geleira do Mýrdalsjökull, na base do Katla.

Então nos metemos numa estradinha de terra e fomos dirigindo até não poder mais, e até darmos de cara com a “lingua” Sólheimajökull da geleira.

As trilhas não são sinalizadas não, mas como é uma regãao totalmente árida e lunar, não tem erro – de longe você ja consegue enxergar o caminho e planejar onde dá ou não dá pra andar.

O engraçado (e dificil!) foi o solo da montanha, que de longe parece pedra e areia, mas na verdade são montanhas e mais montanhas de cinza vulcânica, resultado da erupção recente do Eyjafjallajökull – então as cinzas esãao comecando a se sedimentar, mas não é um solo duro, firme, mas também não é arenoso como nas praias de areais negra – a sensação é de estar andando num colchão de espuma…. uma mistura de uma vegetação rasteira tipo um musgo que morreu/secou abafada pelas cinzas, e mais várias camadas de cinzas por cima…

Um chão bem fofinho, que dava vontade de ficar pulando em cima, mas que ao mesmo tempo fez com que nosso trekking fosse muito mais cansativo que o normal!

Mas valeu a pena, pois lá de cima tivemos a vista privilegiadíssima da “ingua” da geleira Sólheimajökull só pra gente…. sem mais ninguem em volta…

Uma paz, e aquele gelo que se estende, estende, estende eternamento pra cima da montanha.

E nessa geleira deu pra observar melhor os efeitos do tempo numa geleira pós-erupção, pois apesar de ainda estar bem cinzenta e “suja”, o gelo já nao estava com um aspecto tão de “pedra”, completamente coberto de cinzas como o Vatnajokull onde fizemos trekking no gelo.

E já dava pra ver que depois de mais de 1 ano depois da erupção do Eyjafjallajökull, com muita chuva “lavando” o gelo, e mais um longo inverno no meio, pouco a pouco a geleira vai se limpando e se recombrindo de gelo e neve. Daqui ha algumas décadas ela deve voltar a ficar azulzinho/branquinho de novo!

 

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10 Jul 2011
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A Lagoa Azul

Dicas de Viagens, Islandia, Reykjavik

O ponto turistico mais famoso da Islandia nao tem nad a ver com a Brook Shields nem adolescentes perdidos numa ilha deserta (alguem mais ja assistiu esse filme umas 495 vezes?!?! Gente, como meus pais me deixavam assistir aquilo na sessao da tarde!?!), e sim uma lagoa geologica natural com agua perfeitamente azul!

A Blue Lagoon hoje em dia eh um hotel e Spa, aberto a hospedes e nao hospedes o ano todo. A atracao principal, eh claro eh a lagoa/piscina de agua natural com temperaturas eternamente na casa dos 38 graus.

Apesar de ser “natural” a lagoa aconteceu por acidente, resultado a usina geoeletrica da vizinhanca, que precisava de um lugar pra evacuar a agua usada no seu processo de esfriamento, e ao ser depositada no solo da regiao – que por sua vez tambem eh geotermico – teve uma reacao com Silica e Sulfur, que deu esse aspecto leitoso azulado na agua.

A lagoa virou uma atracao local, e ha uns 10 anos atras virou um hotel e um negocio muito lucrativo!

Qualquer um pode entrar (e pagar!) pra usar a area do spa, e ha varios horarios de onibus que conectam o centro de Reykjavik com a o Spa e o aeroporto internacional de Reyflavik. A viagem demora cerca de 40 minutos saindo de Reykjavik, e 20 minutos saindo de Reyflavik.

E a gua realmente eh incrivelmente azul – apesar de que nos achamos a experiencia como um todo meio nojenta, principalmente depois de reparar que nas areas onde nao eh permitido o banho, a agua eh azulsissima, e nas areas abertas a turistas a agua eh meio esverdeada… humm…. suspeito!

Mas com nojinho ou sem nojinho, nos passamos horas cozinhando na agua quentinha e fazendo mascaras de silica no rosto – que supostamente eh otima pra pele, pra se encostar no cabelo, ja era! Palha automatica!

E deu pra entender bem o fascinio dos Islandeses com as piscinas geotermicas, e entender porque as cidades cresceram e proliferaram justamente onde estao localizadas tais lagoas! Que delicia entrar naquela agua quente depois de um dia de frio! Imagina que delicia (e que lindo!) ver esse lugar cercado de de neve, e com a agua azulzinha no meio?!

Na Blue Lagoon tambem eh possivel fazer varios tratamentos de beleza e massagem, alem de ter uma lojinha vendendo produtos de beleza locais com as propriedades naturais da lagoa – que dizem ser otima pra quem tem problemas de pele como psoriase e rosacea.

Mas apesar das propriedades naturais da agua, a lagoa nao tem fonte natural, e sim faz parte do processo geoeletrico da usina, entao a agua eh reciclada/trocada a cada 2 dias (que nao afeta o uso do spa), garantindo uma agua limpa e com propriedades sempre ativas! (mas ainda assim fiquei com nojo daquela “sopa humana”).

Com o preco da entrada da piscina (30 Euros) voce tambem ganha acesso aos vestiarios, salas de relaxamento, toalha e roupao – alem de usar os produtinhos da linha Blue Lagoon pra se embelezar pos piscina!

Blue Lagoon

 

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08 Jul 2011
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Vik – A Ponta sul da Islandia

Dicas de Viagens, Islandia, Vik

Apesar de ter apenas 400 habitantes, Vik eh considerada uma das principais cidades na Islandia, e sua principal caracteristica eh marcar a ponta mais ao sul do pais (na Ilha principal).

A cidadezinha nao oferece nada mais ao turista – um camping bem basico, um hotel bem basico, posto de gasolina, banco e meia duzia de lojas que ficam de frente pro mar.

Foi meio estranho estar numa cidade “balnearia” bem no verao e ter aquele clima de “praia” – afinal faziam 10 graus esse dia!

Mas Vik eh uma cidade balnearia sem duvida alguma, e seus habitantes tem muito orgulho de sua praia.

Mas apesar de nao ter muito sol, nem futivolei, nem mate Leao gelado, as praias de Vik tem uma caracteristica que eu nunca tinha visto em lugar nenhum: Areia preta!

Turistas do mundo todo saem a procura das praias com as areiasmais branquinhas, e nos demos de cara justamente com areais preta!

E nao eh cinza nao, eh preta mesmo.

E nao eh praia de pedregulho nao (como as “praias pretas” das Costa Amalfintana na Italia, que sao praias de pedra), eh areia fininha, fofinha, de “verdade”. Soh que eh tao preta, que as fotos ficaram todas com pinta de preto & branco!

Entao jantamos de frente pro mar, no unico restaurante da cidade e ficamos um tempao brincando na praia e curtindo o verao Islandes!

As areais pretas sao caracteristicas tipicas de ilhas vulcanicas, pois geralmente sao “farelo” de lava vulcanica. Outra lugar que tem varias praias de areias pretas famoso eh o arquipelago do Havai, nos EUA, ou em Tenerife nas Ilhas Canarias da Espanha (mas Vik eh a praia numero 1 da lista das top 10 praias de areia negra do mundo!).

Pra completar a paisagem de cartao postal no fundo da baia de Vik estao os 3 penedos Reynisdrangar, que segundo a lenda local, sao 3 trolls que viraram pedra ao olharem pro sol! (mas na verdade são tres colunas de basalto que endureçeram durante uma explosão de lava).

Bem ali do lado de Vik esta a penisulo Dyrholaey, meio fora do circuito e acessivel por uma estradinha de terra batida bem escondida numa curva.

Mas nos resolvemos dar uma esticadinha ate la porque sentimos que estavams na hora certa, no lugar certo: no mes de Junho, Dyrholaey concentra a maior colonia de Puffins do mundo, que se juntam justamente nas cavernas dessa penisula de areas pretas todos os anos em Junho para procriar.

Oque eu nao sabia eh que Puffins na verdade sao patos (eu sempre achei que fossem pinguins!) entao eles ficam o tempo todo dentro da agua congelada, e raramente sao vistos em terra firme!

Sorte que minha camera tem um zoom super potente e consegui chegar bem pertinho deles e ver que realmente aquela “mancha” escura de aves no meio do mar eram na verdade milhares de centenas de Puffins boiando…

Do outro lado da baia esta o penhasco  Lundadrangur que tem um buraco no centro, e em epoca de mare baixa, eh grande o suficiente pra passar com um veleiro ali em baixo!

E pra completar nosso momento National Geographic, quando ja estavamos indo em bora passamos por uma fazenda cheia de cavalos Islandeses, que pareciam ter sido treinados pra agradar turistas e posar para cartao postal!

OS cavalos Islandeses sao outra grande atracao do pais (muito hotel fazenda “tematico”, muitas atividades pra criancas, muitas ecursoes nas highlands andando a cavalo) e sao realmente impressionantes.

Eles parecem ser um pony grandao, ou entao um cavalo de perna curta…

Os cavalos Islandeses sao uma raca unica e desenvolvida unicamente na Islandia, resultado de muito inbreeding – originalmente eles foram trazidos pelos Vikings Noruegueses como ponys, e assim como a populacao humana, a populacao de cavalos nunca se misturou com outras racas, entao tem uma genetica pura, que foi evoluindo nos ultimos 1000 anos.

O resultado dessa evolucao “pura” eh uma raca de ponys “fortalecida”, onde ao longo dos seculos apenas os maiores, mais fortes e mais cabeludos sobrevivam as condicoes climaticas, alimentacao e o tipo de trabalho que eles faziam ilha, oque resultou nesses cavalos tao especificos – musculos bem volumosos, tronco grande, pernas curtas, e uma crina digan de comercial de shampoo!

E talvez justamente por serem originalmente ponys, eles sao bem calmos e deixam a gente chegar bem pertinho…

 

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07 Jul 2011
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As impressões de dirigir na Islândia

Dicas de Viagens, Islandia

A principal pergunta que todos os nossos amigos fizeram foi justamente sobre como foi dirigir na Islândia. Como eram as estradas, como era a caravana, como traçamos nosso roteiro e afins.

Posso afirmar que dirigir na Islândia foi muito mais facil doque imaginavamos, por dois simples motivos: O primeiro e mais importante, é porque não tem ninguem nas estradas. Então voce nêo precisa se preocupar com muitas regras de transito que você não conheçe, nem com engarrafamento e afins.

E a segundo motivo eh bem simples. A Islandia soh tem 1 unica estrada no pais todo – a Estrada numero 1, conhecida como “estrada anel” ou Þjóðvegur, que circunda o país inteiro e conecta as principais cidades.

A estrada 1 só foi inaugurada em 1974, em comemoração ao aniversario de 1.100 anos do “assentamento” Viking no país, e foi tambem a primeira vez em seculos que muitas partes mais isoladas do ilha tiveram contato com o resto do mundo. Nesse mesmo ano, país, descendo das geleiras do Vatnajokull, e impassável ate então.

Porém, uns anos depois da inauguração da ponte, um dos vulcões entrou em erupção, a geleira se moveu, e o rio mudou seu curso – então hoje em dia, a maior ponte da Islândia passa sobre um vale seco e cheio de areia!

Existem varias outras estradinhas no interior da Islandia, mas sao quase todas de terra batida ou pedrinhas (porem acessiveis) e outras tantas que são consideradas “Highlands” (e marcadas pela letra “F”, por exemplo, estrada F439) e terminantemente proibidas para turistas, a não ser que você esteja dirigindo um dos super jeeps com tração nas 4 rodas, pois as tais das estradas Highlands que conectam o interior – inabitado – do país cruzam geleiras, rios de agua derretida das geleiras, cachoeiras, zonas de proteção geológica e afins.

Ou seja, não é o tipo de lugar que você deveria enfiar seu Palio ou sua Happy Camper…

Mas a estrada 1 é bem boa – a estrada é inteirinha de mão dupla, sem acostamento e sem areas de proteção então é bom ficar atento pois geralmente quando víamos um outro carro, com certeza seria bem na hora de cruzar uma pontezinha de mandeira de mão única!

O asfalto é novissimo sempre, principalmente na area sul do pais, onde estão concentradas a maioria das geleiras e dos vulcões – volta e meia quando um deles entra em erupção, a região sofre com enchentes, inundações e desabamentos repentinos, que destroem tudo que encontram pela frente, inclusive a estrada e pontes no caminho (vimos em varias partes da estrada umas estruturaas de ferro contorcidas e irreconhecíveis – quase que uma coisa arte-moderna de ser – e depois descobrimos que eram restos de pontes destruidas nos desabamentos causados por erupções nas geleiras).

Então além do trabalho constante de manutenção, a estrada é relativamente nova (apenas 30 e poucos anos) e pouco usada – eu li em algum lugar que a estrada recebe cerca de 5.000 mil veiculos por ano apenas! Sendo a media de carros que cruzam as cidades do país (excluindo os arredores de Reykjavik, claro) não passa de 100 por dia na alta temporada!

Por isso não tivemos dificuldade nenhuma de achar nosso caminho e dirigir por lá.

Mas como não sabíamos disso antes da viagem, nós tambem alugamos um GPS pra caravana, como sempre faço quando alugamos carro em outros países. Provavelmente teríamos nos virado bem sem o GPS, mas foi uma mão na roda de poder verificar sempre que estavamos na estrada certa na direção certa, principalmente nas estradinhas secundárias.

Alem disso, ainda na fase de planejamento, eu comprei um mapa rodoviário da Islândia pela Amazon, que nos ajudou bastante a traçar um roteiro e decidir oque fazer a cada dia. Mas acabei comprando outro mapa assim que alugamos o carro, que era menos detalhado nas estradas secundarias (nem todas eram numeradas ou incluídas no mapa), mas em compensação eram bem detalhado nas “amenidades” das estradas, então antes mesmo de sair de manhã, sabíamos exatamente onde estava o proximo posto de gasolina, o proximo camping, o proximo supermercado, ponto de informação turística e afins.

E isso sim foi imprecindível, pois esse lado da estrutura da islandia é bem precário, e as vezes passavamos horas e mais horas sem ver uma alma viva e sabendo que o próximo posto de gasolina ficava a 200 km. Isso sem contar as vezes que os tais posts estavam fechados, ou eram 100% self-service e nós não conseguíamos entender as instruções em Islandês…

E pra falar a verdade, apesar de todas as coisas incríveis que nos vimos e fizemos enquanto estavamos na Islandia, a road-trip foi a melhor parte! A Islandia sem duvidas é um daqueles lugares onde o melhor da viagem não é o destino final e sim a viagem em si!

 

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