12
Jul
2011
T.V. Everywhere: Ice, Iceland baby!
Escrito por Adriana Miller

Se preparem porque esse video ficou looongo (mais de 10 minutos), mas nós vimos e fizemos tanta coisa legal na Islandia que foi difícil decidir oque ia ficar de fora da edição…

E infelizmente o audio das partes narradas não está muito bom porque o vento por lá era muito forte o tempo todo, e minhas capacidades de edição ainda não são ninjas o suficiente pra conseguir eliminar ventos de magnitude Islandesa…

Eu bem que tentei ser cool e escolher uma musica da Bjork ou outra bandinha modernete, mas não adianta… nós passamos o fim de semana todo cantando “Ice Ice Baby” (ICEland é o nome da Islandia em Ingles) então não deu pra usar outra musica que não fosse essa…

 

 

 

Categorias: Islandia, T.V. EveryWhere, Viagens
69
11
Jul
2011
Mýrdalsjökull & Eyjafjallajökull
Escrito por Adriana Miller

Um dos nossos últimos passeios na Islândia foi nas geleiras Mýrdalsjökull & Eyjafjallajökull, que ficam ali entre Vik e a cachoeira Seljalandsfoss.

Essa era a parte da viagem que eu estava mais empolgada de fazer, e foi justamente oque tivemos que cancelar por causa da troca do nosso voo… grrrrr!

Mýrdalsjökull é a segunda maior geleira da Islandia depois de Vatnajokull, mas que esconde um grande segredo: o vulcão Katla, bem no meio de sua geleira é o maior e mais potente da Islandia e na lista dos vulcões mais estudados e observados do mundo, principalmente depois que seu vizinho Eyjafjallajökull entrou em erupção ano passado.

Apesar de não ser tao ativo quanto o Grimsvotn (que estava mais uma vez em erupção ha pouco mais de 1 mes atras), o Katla é um vulcao devastador, que entra em erupção religiosamente a cada 70 ou 80 anos, e segundo os Islandeses e especialistas, ele já esta atrasado em alguns anos dessa vez, oque deixa a populacao ainda mais preocupada!

O Katna foi responsavel por catastrofes homéricas na Islandia, a ponto de matar um grande percentual da populaçnao local, mudar o curso de rios, destruir cidades e regiões inteiras. Entao é a catastrofe mais aguardada e temida pela atual geração de Islandeses.

Ainda mais porque nao se sabe exato oque pode vir a acontecer. A ultima erupção registrada foi na decada de 20, e portanto o Katla não teve muito impacto no resto do mundo, pois o mundo era outro…

Hoje em dia, uma nova erupção do Katna poderia ser desastrosa não só pra populacao local, mas poderia causa ainda mais caos no resto do mundo, parando a Europa por meses a fio, mudando completamente o clima do hemisferio norte (ocidental) e afins. Watch this space… Só pra dar uma ideia do possivel efeito da uma erupçnao de Katla é a quantidade de gelo alojada em sua caldeira, que tem 10km de diametro e uma profundidade inacreditavel (acredita-se que sua profindidade seja cerca de 400 metros abaixo do nivel do mar, oque faz de sua caldeira um lago congelado com mais de 2 mil metros de altitude e cerca de 400.000 metros cubicos, que é a “descarga” de agua equivalente aos rios Amazonas, Nilo, Misissipe e Yangtze somados!

E sua geleira vizinha eh a Eyjafjallajökull, que apesar de igualmente impronunciavel, todo mundo deve lembrar muito bem, pois sua erupcao em 2010 trouxe um caos sem igual na Europa e no mundo!

E apesar de que o Eyjafjallajökull estava em erupção bem recentemente, a area já foi “reaberta” e é uma das montanhas mais escaladas da Islandia, onde em apenas um dia (bem longo por sinal, porque a ida e volta dura cerca de 16/17 horas seguidas) é possivel chegar até o topo da montanha e ver a caldeira ativa do vulcão!

Então imagina o quanto não estávamos empolgados pra conhecer essa região da Islandia!

Maaaaas…. os planos mudaram na última hora e não tinha nada que pudéssemos fazer…

Então a solução foi nos contentar em ver as duas montanhas e geleiras de longe e fazer uma trilha relativamente curtinha, nas montanhas em volta da geleira do Mýrdalsjökull, na base do Katla.

Então nos metemos numa estradinha de terra e fomos dirigindo até não poder mais, e até darmos de cara com a “lingua” Sólheimajökull da geleira.

As trilhas não são sinalizadas não, mas como é uma regãao totalmente árida e lunar, não tem erro – de longe você ja consegue enxergar o caminho e planejar onde dá ou não dá pra andar.

O engraçado (e dificil!) foi o solo da montanha, que de longe parece pedra e areia, mas na verdade são montanhas e mais montanhas de cinza vulcânica, resultado da erupção recente do Eyjafjallajökull – então as cinzas esãao comecando a se sedimentar, mas não é um solo duro, firme, mas também não é arenoso como nas praias de areais negra – a sensação é de estar andando num colchão de espuma…. uma mistura de uma vegetação rasteira tipo um musgo que morreu/secou abafada pelas cinzas, e mais várias camadas de cinzas por cima…

Um chão bem fofinho, que dava vontade de ficar pulando em cima, mas que ao mesmo tempo fez com que nosso trekking fosse muito mais cansativo que o normal!

Mas valeu a pena, pois lá de cima tivemos a vista privilegiadíssima da “ingua” da geleira Sólheimajökull só pra gente…. sem mais ninguem em volta…

Uma paz, e aquele gelo que se estende, estende, estende eternamento pra cima da montanha.

E nessa geleira deu pra observar melhor os efeitos do tempo numa geleira pós-erupção, pois apesar de ainda estar bem cinzenta e “suja”, o gelo já nao estava com um aspecto tão de “pedra”, completamente coberto de cinzas como o Vatnajokull onde fizemos trekking no gelo.

E já dava pra ver que depois de mais de 1 ano depois da erupção do Eyjafjallajökull, com muita chuva “lavando” o gelo, e mais um longo inverno no meio, pouco a pouco a geleira vai se limpando e se recombrindo de gelo e neve. Daqui ha algumas décadas ela deve voltar a ficar azulzinho/branquinho de novo!

 

Categorias: Islandia, Viagens, Vik
5
10
Jul
2011
A Lagoa Azul
Escrito por Adriana Miller

O ponto turistico mais famoso da Islandia nao tem nad a ver com a Brook Shields nem adolescentes perdidos numa ilha deserta (alguem mais ja assistiu esse filme umas 495 vezes?!?! Gente, como meus pais me deixavam assistir aquilo na sessao da tarde!?!), e sim uma lagoa geologica natural com agua perfeitamente azul!

A Blue Lagoon hoje em dia eh um hotel e Spa, aberto a hospedes e nao hospedes o ano todo. A atracao principal, eh claro eh a lagoa/piscina de agua natural com temperaturas eternamente na casa dos 38 graus.

Apesar de ser “natural” a lagoa aconteceu por acidente, resultado a usina geoeletrica da vizinhanca, que precisava de um lugar pra evacuar a agua usada no seu processo de esfriamento, e ao ser depositada no solo da regiao – que por sua vez tambem eh geotermico – teve uma reacao com Silica e Sulfur, que deu esse aspecto leitoso azulado na agua.

A lagoa virou uma atracao local, e ha uns 10 anos atras virou um hotel e um negocio muito lucrativo!

Qualquer um pode entrar (e pagar!) pra usar a area do spa, e ha varios horarios de onibus que conectam o centro de Reykjavik com a o Spa e o aeroporto internacional de Reyflavik. A viagem demora cerca de 40 minutos saindo de Reykjavik, e 20 minutos saindo de Reyflavik.

E a gua realmente eh incrivelmente azul – apesar de que nos achamos a experiencia como um todo meio nojenta, principalmente depois de reparar que nas areas onde nao eh permitido o banho, a agua eh azulsissima, e nas areas abertas a turistas a agua eh meio esverdeada… humm…. suspeito!

Mas com nojinho ou sem nojinho, nos passamos horas cozinhando na agua quentinha e fazendo mascaras de silica no rosto – que supostamente eh otima pra pele, pra se encostar no cabelo, ja era! Palha automatica!

E deu pra entender bem o fascinio dos Islandeses com as piscinas geotermicas, e entender porque as cidades cresceram e proliferaram justamente onde estao localizadas tais lagoas! Que delicia entrar naquela agua quente depois de um dia de frio! Imagina que delicia (e que lindo!) ver esse lugar cercado de de neve, e com a agua azulzinha no meio?!

Na Blue Lagoon tambem eh possivel fazer varios tratamentos de beleza e massagem, alem de ter uma lojinha vendendo produtos de beleza locais com as propriedades naturais da lagoa – que dizem ser otima pra quem tem problemas de pele como psoriase e rosacea.

Mas apesar das propriedades naturais da agua, a lagoa nao tem fonte natural, e sim faz parte do processo geoeletrico da usina, entao a agua eh reciclada/trocada a cada 2 dias (que nao afeta o uso do spa), garantindo uma agua limpa e com propriedades sempre ativas! (mas ainda assim fiquei com nojo daquela “sopa humana”).

Com o preco da entrada da piscina (30 Euros) voce tambem ganha acesso aos vestiarios, salas de relaxamento, toalha e roupao – alem de usar os produtinhos da linha Blue Lagoon pra se embelezar pos piscina!

Blue Lagoon

 

 

Categorias: Islandia, Reykjavik, Viagens
8
08
Jul
2011
Vik – A Ponta sul da Islandia
Escrito por Adriana Miller

Apesar de ter apenas 400 habitantes, Vik eh considerada uma das principais cidades na Islandia, e sua principal caracteristica eh marcar a ponta mais ao sul do pais (na Ilha principal).

A cidadezinha nao oferece nada mais ao turista – um camping bem basico, um hotel bem basico, posto de gasolina, banco e meia duzia de lojas que ficam de frente pro mar.

Foi meio estranho estar numa cidade “balnearia” bem no verao e ter aquele clima de “praia” – afinal faziam 10 graus esse dia!

Mas Vik eh uma cidade balnearia sem duvida alguma, e seus habitantes tem muito orgulho de sua praia.

Mas apesar de nao ter muito sol, nem futivolei, nem mate Leao gelado, as praias de Vik tem uma caracteristica que eu nunca tinha visto em lugar nenhum: Areia preta!

Turistas do mundo todo saem a procura das praias com as areiasmais branquinhas, e nos demos de cara justamente com areais preta!

E nao eh cinza nao, eh preta mesmo.

E nao eh praia de pedregulho nao (como as “praias pretas” das Costa Amalfintana na Italia, que sao praias de pedra), eh areia fininha, fofinha, de “verdade”. Soh que eh tao preta, que as fotos ficaram todas com pinta de preto & branco!

Entao jantamos de frente pro mar, no unico restaurante da cidade e ficamos um tempao brincando na praia e curtindo o verao Islandes!

As areais pretas sao caracteristicas tipicas de ilhas vulcanicas, pois geralmente sao “farelo” de lava vulcanica. Outra lugar que tem varias praias de areias pretas famoso eh o arquipelago do Havai, nos EUA, ou em Tenerife nas Ilhas Canarias da Espanha (mas Vik eh a praia numero 1 da lista das top 10 praias de areia negra do mundo!).

Pra completar a paisagem de cartao postal no fundo da baia de Vik estao os 3 penedos Reynisdrangar, que segundo a lenda local, sao 3 trolls que viraram pedra ao olharem pro sol! (mas na verdade são tres colunas de basalto que endureçeram durante uma explosão de lava).

Bem ali do lado de Vik esta a penisulo Dyrholaey, meio fora do circuito e acessivel por uma estradinha de terra batida bem escondida numa curva.

Mas nos resolvemos dar uma esticadinha ate la porque sentimos que estavams na hora certa, no lugar certo: no mes de Junho, Dyrholaey concentra a maior colonia de Puffins do mundo, que se juntam justamente nas cavernas dessa penisula de areas pretas todos os anos em Junho para procriar.

Oque eu nao sabia eh que Puffins na verdade sao patos (eu sempre achei que fossem pinguins!) entao eles ficam o tempo todo dentro da agua congelada, e raramente sao vistos em terra firme!

Sorte que minha camera tem um zoom super potente e consegui chegar bem pertinho deles e ver que realmente aquela “mancha” escura de aves no meio do mar eram na verdade milhares de centenas de Puffins boiando…

Do outro lado da baia esta o penhasco  Lundadrangur que tem um buraco no centro, e em epoca de mare baixa, eh grande o suficiente pra passar com um veleiro ali em baixo!

E pra completar nosso momento National Geographic, quando ja estavamos indo em bora passamos por uma fazenda cheia de cavalos Islandeses, que pareciam ter sido treinados pra agradar turistas e posar para cartao postal!

OS cavalos Islandeses sao outra grande atracao do pais (muito hotel fazenda “tematico”, muitas atividades pra criancas, muitas ecursoes nas highlands andando a cavalo) e sao realmente impressionantes.

Eles parecem ser um pony grandao, ou entao um cavalo de perna curta…

Os cavalos Islandeses sao uma raca unica e desenvolvida unicamente na Islandia, resultado de muito inbreeding – originalmente eles foram trazidos pelos Vikings Noruegueses como ponys, e assim como a populacao humana, a populacao de cavalos nunca se misturou com outras racas, entao tem uma genetica pura, que foi evoluindo nos ultimos 1000 anos.

O resultado dessa evolucao “pura” eh uma raca de ponys “fortalecida”, onde ao longo dos seculos apenas os maiores, mais fortes e mais cabeludos sobrevivam as condicoes climaticas, alimentacao e o tipo de trabalho que eles faziam ilha, oque resultou nesses cavalos tao especificos – musculos bem volumosos, tronco grande, pernas curtas, e uma crina digan de comercial de shampoo!

E talvez justamente por serem originalmente ponys, eles sao bem calmos e deixam a gente chegar bem pertinho…

 

Categorias: Islandia, Viagens, Vik
8
07
Jul
2011
As impressões de dirigir na Islândia
Escrito por Adriana Miller

A principal pergunta que todos os nossos amigos fizeram foi justamente sobre como foi dirigir na Islândia. Como eram as estradas, como era a caravana, como traçamos nosso roteiro e afins.

Posso afirmar que dirigir na Islândia foi muito mais facil doque imaginavamos, por dois simples motivos: O primeiro e mais importante, é porque não tem ninguem nas estradas. Então voce nêo precisa se preocupar com muitas regras de transito que você não conheçe, nem com engarrafamento e afins.

E a segundo motivo eh bem simples. A Islandia soh tem 1 unica estrada no pais todo – a Estrada numero 1, conhecida como “estrada anel” ou Þjóðvegur, que circunda o país inteiro e conecta as principais cidades.

A estrada 1 só foi inaugurada em 1974, em comemoração ao aniversario de 1.100 anos do “assentamento” Viking no país, e foi tambem a primeira vez em seculos que muitas partes mais isoladas do ilha tiveram contato com o resto do mundo. Nesse mesmo ano, país, descendo das geleiras do Vatnajokull, e impassável ate então.

Porém, uns anos depois da inauguração da ponte, um dos vulcões entrou em erupção, a geleira se moveu, e o rio mudou seu curso – então hoje em dia, a maior ponte da Islândia passa sobre um vale seco e cheio de areia!

Existem varias outras estradinhas no interior da Islandia, mas sao quase todas de terra batida ou pedrinhas (porem acessiveis) e outras tantas que são consideradas “Highlands” (e marcadas pela letra “F”, por exemplo, estrada F439) e terminantemente proibidas para turistas, a não ser que você esteja dirigindo um dos super jeeps com tração nas 4 rodas, pois as tais das estradas Highlands que conectam o interior – inabitado – do país cruzam geleiras, rios de agua derretida das geleiras, cachoeiras, zonas de proteção geológica e afins.

Ou seja, não é o tipo de lugar que você deveria enfiar seu Palio ou sua Happy Camper…

Mas a estrada 1 é bem boa – a estrada é inteirinha de mão dupla, sem acostamento e sem areas de proteção então é bom ficar atento pois geralmente quando víamos um outro carro, com certeza seria bem na hora de cruzar uma pontezinha de mandeira de mão única!

O asfalto é novissimo sempre, principalmente na area sul do pais, onde estão concentradas a maioria das geleiras e dos vulcões – volta e meia quando um deles entra em erupção, a região sofre com enchentes, inundações e desabamentos repentinos, que destroem tudo que encontram pela frente, inclusive a estrada e pontes no caminho (vimos em varias partes da estrada umas estruturaas de ferro contorcidas e irreconhecíveis – quase que uma coisa arte-moderna de ser – e depois descobrimos que eram restos de pontes destruidas nos desabamentos causados por erupções nas geleiras).

Então além do trabalho constante de manutenção, a estrada é relativamente nova (apenas 30 e poucos anos) e pouco usada – eu li em algum lugar que a estrada recebe cerca de 5.000 mil veiculos por ano apenas! Sendo a media de carros que cruzam as cidades do país (excluindo os arredores de Reykjavik, claro) não passa de 100 por dia na alta temporada!

Por isso não tivemos dificuldade nenhuma de achar nosso caminho e dirigir por lá.

Mas como não sabíamos disso antes da viagem, nós tambem alugamos um GPS pra caravana, como sempre faço quando alugamos carro em outros países. Provavelmente teríamos nos virado bem sem o GPS, mas foi uma mão na roda de poder verificar sempre que estavamos na estrada certa na direção certa, principalmente nas estradinhas secundárias.

Alem disso, ainda na fase de planejamento, eu comprei um mapa rodoviário da Islândia pela Amazon, que nos ajudou bastante a traçar um roteiro e decidir oque fazer a cada dia. Mas acabei comprando outro mapa assim que alugamos o carro, que era menos detalhado nas estradas secundarias (nem todas eram numeradas ou incluídas no mapa), mas em compensação eram bem detalhado nas “amenidades” das estradas, então antes mesmo de sair de manhã, sabíamos exatamente onde estava o proximo posto de gasolina, o proximo camping, o proximo supermercado, ponto de informação turística e afins.

E isso sim foi imprecindível, pois esse lado da estrutura da islandia é bem precário, e as vezes passavamos horas e mais horas sem ver uma alma viva e sabendo que o próximo posto de gasolina ficava a 200 km. Isso sem contar as vezes que os tais posts estavam fechados, ou eram 100% self-service e nós não conseguíamos entender as instruções em Islandês…

E pra falar a verdade, apesar de todas as coisas incríveis que nos vimos e fizemos enquanto estavamos na Islandia, a road-trip foi a melhor parte! A Islandia sem duvidas é um daqueles lugares onde o melhor da viagem não é o destino final e sim a viagem em si!

 

 

Categorias: Islandia, Viagens
20
07
Jul
2011
Vatnajokullpjodgardur
Escrito por Adriana Miller

Tudo bem. Eu espero. Tenta mais uma vez pronunciar o titulo do post… Deu câimbra na lingua?

Bem, esse lugar impronunciaável é o parque nacional onde fica o vulcão Vatnajokull (depois descobri que Jokull significa vulcão em Islândes), onde esta o mais antigo e maior geleira da Islandia, da Europa e do mundo (fora das regiões articas, claro).

Ali no meio da geleira fica também outro vulcão, o Grimsvotn, que é o vulcão mais ativo da Islândia e que estava em erupção e causando caos na Europa ha apenas 1 mes atras…

Esse foi o ponto alto da nossa viagem, e se tivessemos passado mais tempo no país, provavelmente teriamos passado mais tempo por lá, explorando as inumeras atrações do parque.

A sede do parque fica em Skaftafell, onde passamos a noite no camping, e onde tudo acontece no parque: é dali que saem passeios, excursões, trilhas, tem lojinha de souvenir, agencia de informações turistica, e etc.

Então começamos o dia cedo, e fizemos uma trilha na geleira, com os guias do Glacier Guides na “lingua” da geleira Svinafellsjokull.

As geleiras são massas de gelo gigantestcas que cobrem as montanhas na Islandia, e existem a milhares de anos. Por causa dos efeitos da gravidade, e nos ultimos anos, o aquecimento global, as geleiras estão em constante movimento, “descendo” das montanhas e consequentemente criando essas “linguas” laterais.

A unica maneira de andar na geleira é acompanhado com guias treinados, e material apropriado, cordas, equipamento de segurança etc.

Não só porque andar no gelo é impossivel, as geleiras podem estar com pedaços descongelados, fendas no gelo, e varias armadilhas perigosissimas!

A lingua Svinafellsjokull fica no lado esquerdo do Grimsvotn, oque significa que foi uma das areas mais afetadas pelas recentes cinzas vulcânicas, então o gelo estava preto! Completamente coberto pelas cinzas, que fez com que toda experiencia fosse ainda mais especial!

Então os guias nos deram todo material de proteção, um treininho sobre como andar no gelo sem quebrar a perna, etc além de varios fatos interessantes sobre a geleira e suas linguas.

Eu não fazia a menor ideia, por exemplo, que foi essa geleira que serviu de cenario para uma das primeiras cenas do filme “Batman Begins” – que supostamente é no Tibet/Nepal, mas na verdade foi filmado na Islandia – até um monasterio falso foi constuido na lateral da montanha!

Incrivel assistir os clipes do filme e ver como a geleira foi transformada do dia pra noite por causa da erupção! Serão necessarias decas e mais decadas de chuva, vento, neve e gelo pra geleira voltar a ter esse aspecto azulado característico.

Uma das “aulas” que os guias nos deram durante o trekk foi justamente sobre as diferentes erupções ao longo dos anos/seculos, e como essas marcas formam estrias escuras no gelo glacial, criando camadas de gelo e cinza, que são minuciosamente estudadas por cientistas e geologistas, que assim conseguem determinar o padrão de comportamento de um determinado vulcão.

A geleira que nós vimos era completamente cinza/preta, e os gânulos de cinza vulcânica eram nitidas em cima do gelo, criando uma paisagem bem lunar… E depois de ver a tal da cinza vulcânica ao vivo e tão de pertinho, realmente não dá pra imaginar aviões voando no meio disso não!

Eu amei a experiência de caminhar (e “entrar”) em uma geleira!

No fim do dia, aproveitamos as longas horas de luz, e o ceu azul que resolveu dar as caras, e dirigimos um pouco mais pronorte e fomos conhecer o lago glacial Jokulsarlon, que é uma das principais atrações do parque, e sem duvida, a parte mais fotogenica da Islândia!

Jokursarlon é o maior lago glacial da Islandia, criado a alguns milhares de anos atras, quando a gelereia “migrou” para perto demais do mar, e sua “lingua” começou a derreter.

Então por causa das variações da temperatura da agua do mar, e a diferença de densidade, salinidade, etc, a geleira vai pouco a pouco “amoleçendo” e soltando Icebergs que criam uma paisagem sem igual!

O lago é enorme, e a geleira que o criou é ainda mais impressionante! E a melhor maneira de ver os Icebergs é de dentro do lado!

Uns barcos amfibios te levam bem pertinho da geleira e dos Icebergs, enquanto uma guia conta um pouco mais sobre a região e mais umas tantas curiosidades sobre o lago e a geleira.

Outro fato interessante: uma das cenas mais memoraveis do filme James Bond “Die Another Day”, onde James Bond protagoniza uma cena de perseguição no gelo.

Pois é, também foi gravado na Islandia! E foi filmado no gelo de Jokulsarlon mesmo, e a historia por tras da produção é interessantissima!

O lago só existe por causa da diferença da densidade da agua do mar e a agua que derrete da geleira. Então a agua salgada do mar, não congela, e vai formando os Icebergs. Então eles constuiram uma represa temporaria e fecharam a coneçnao do mar com o lago. Uns dias depois, a agua densa do mar, desceu, e a agua limpa da geleira ficou por cima e congelou.

Prontinho! Como num sonho Holliwoodiano!

E nós até vimos um dos Icebergs se desfazendo e caindo no meio do lago, causando aquelas ondas (geladas!) de estremecer! Uma coisa assim um pouco “Titanic” demais…

Até a Angelina Jolie já filmou uma das cenas da Lara Croft no Jokursarlon – que supostamente era na Siberia, mas a Islandia é muito mais acessivel, certo?

Apesar do sol que pegamos, o vento estava de matar, e fez muito frio! mas sem duvidas, revendo essas fotos, valeu a pena!

 

 

Categorias: Islandia, Vatnajokull, Viagens
27
06
Jul
2011
O sol da meia noite….
Escrito por Adriana Miller

Na sequencia do nosso rolé pelo Circulo Dourado (que fica na direção nordeste da Reykjavik) dirigimos na direção sul e depois seguimos na “ring road” 1 até nosso destino final: o Parque nacional onde fica a maior geleira da Islândia, o Vatnajokull, que também é a maior geleira da Europa e a maior geleira do mundo fora das regiões articas.

Aviagem foi longa, e nós sabíamos que seria cansativo. Mas as estradas são boas, não tem transito nem escuridão pra nos preocupar, então fomos seguindo, seguindo….

Por causa da caravana, sabiamos que se batesse o cansaço, era só parar e passar a noite onde quiséssemos.

Oque a gente não sabia é que íamos passar por uma das paisagens mais loucas do mundo!

Logo depois que ultrapassamos a “cidade” Vik (entre parenteses, porque a metropole tem apenas 300 habitantes… mas é a maior da região sul na ilha!) a paisagem se transformou!

Chegamos então na região do Eldhraun, que fica entre Vik e Kirkjubaejarklaustur, que nada mais é do que um enorme campo de lava que esfriou em movimento!

Muito surreal! E nesses de anos a erosão ainda não mudou a paisagem, e a unica coisa que cresce durante os meses de verão é lodo… a região é relativamente nova, e só foi criada em 1783 depois da uma das erupções mais catastróficas da historia recente.

Então dá pra ver direitinho o relevo da lava, e dá pra ver nitidamente as “bolhas” de lava que secaram o ar! Fascinante!

Você se sente andando (dirigindo no caso…) no meio de uma erupção… então fizemos varias paradas no meio da estrada pra tirar fotos (e videos!), oque atrasou bastante nossa viagem…

O objetivo final do nosso dia era conseguir passar a noite no camping de Skaftel, bem na entradinha do Parque Vatnajokulpjodgardur, e a verdade é que apesar do cansaço e das horas que iam avançando, não dava pra parar o carro e dormir no meio de Eldhraun…. e quando passamos por Kirkjubaejarklaustur não vimos nenhum camping nessa cidadezinha de 160 habitantes…. então seguimos viagem.

Mas valeu a pena!

Quando estacionamos nossa caravana em Skaftel as 11:30 da noite, assistimos a esse por do sol aqui ó!

O ceu mais cor de rosa do mundo!

Apesar do cansaço, a cena foi hipnotizante demais…

E logo depois da meia noite, o sol comeou a subir no horizonte de novo!

Entao em cerca de meia hora vimos um por do sol incrivel, que instantaneamente se transformou em nascer do sol!

 

 

 

Categorias: Islandia, Vatnajokull, Viagens
12
05
Jul
2011
O lado prático de planejar uma viagem para Islândia
Escrito por Adriana Miller

Sabe qual a principal característica da Islândia como um todo? O pais nada mais é doque um grande parque nacional, areas remótas e protegidas que tem muita coisa pra ver e fazer bem no meio do…. NADA!

O pais é extremamente desértico em todos os sentidos da palavra: as cidades e vilarejos ficam a horas e horas de distância umas das outras, você passa horas digirindo sem ver uma única alma viva (a gente brincava de contar carros e comemorava cada vez que via outras pessoas na estrada!), e nunca dá pra prever como vai estar o tempo e as condições das estradas.

Nosso vôo pousando em Reykjavik a meia noite...

Falar que o país não tem estrutura turistica talvez seja um pouco injusto, porque onde existe “civilização” eles são super organizados. O grande problema é saber onde a civilização esta… e olha que nós nem sequer viajamos pelas partes mais remotas do pais não!

Então nosso processo de planejar essa viagem foi por fases: Oque fazer/ver? Quanto tempo ficar por lá? Época do ano? Meio de transporte? Hospedagem? Orçamento?

- Época do ano:

Essa foi a resposta mais simples de responder: Alta temporada!

Eu geralmente prefiro fugir de qualquer lugar na alta temporada, pois os passeios/atrações ficam lotadas, os preços inflacionam e tudo fica mais dificil de ver/fazer. Isso significa que muitas vezes perdemos a epoca de praia no Chipre, ou a epoca de esqui no Chile, mas essa é a metodologia que me permite viajar mais e melhor ao longo do ano.

Porém a Islândia é um caso a parte. A Islândia provavelmente  é um dos lugares mais “extremos” do planeta – uma natureza impiedosa, um clima que castiga e onde luz do sol é mais valioso que diamantes!

Bastou pesquisar um pouquinho sobre o país pra descobrir que a maioria das atrações que queríamos ver só ficam abertos durante um perios curtíssimo ao longo do ano (Junho a Agosto) e os passeios que queriamos fazer só estão disponíveis/acessíveis por algumas semanas do verão (Maio a Agosto).

Além disso as temperaturas só sobem acima de zero por poucos meses, e temperaturas na casa de 2 digitos então, só pouquissimas semanas (só pegamos 1 dia com temperaturas acima dos 10 graus!).

Então batemos logo o martelo! A intenção era comemorar o aniveráario do Aaron (começo de Junho), mas mesmo assim na hora de marcar a passagem, “atrasamos” a viagem umas 2 semanas em relação ao plano inicial só pra poder coincidir com as datas da alta temporada.

Isso significou que por questão de dias tudo ficou mais caro (num pais já carissimo!), mas garantiu que nossas chances de um clima agradável seria mais alta, e principalmente, garantiu que poderiamos fazer tudo que pretendíamos fazer!

Além disso, escolhemos de propósito a semana com os dias mais longos do ano (não tivemos “noite” nenhum dia!), bem no Solstício de verão, que sem dúvidas foi o unico motivo que nos permitiu viajar tão bem e conseguir cobrir tanta coisa no país em poucos dias! Se tivessemos ido numa época que escurece e que tem “noite”, precisaríamos do dobro do tempo pra fazer as mesmas coisas que fizemos!

- Oque fazer/ver? Quanto tempo ficar por lá?

A maior dificuldade de uma viagem a Islândia é a distancia do resto do mundo. Não só a ilha fica bem na contra-mão dos roteiros de viagem pela Europa, os voos são longos (3 horas e meia saindo da Inglaterra, que já está aqui no Norte. Quem vem do Sul da Europa pode ter que encarar umas 5 ou 6 horas…), os voos são caros (ainda não esta no roteiro das low costs) e a oferta limitadíssima.

Saindo da Inglaterra por exemplo, só a Iceland Air e sua versão “baratinha” Iceland Express é que tem voos diretos pra Reykjavik, oque limita bastante a variedade de horários e preços.

Isso faz com que a Islândia não seja um destino ideal para uma viagem rapidinha de fim de semana… Mas  então quanto tempo ficar?

Nós ãao tinhamos muito tempo disponível, então achamos que 4 dias e 4 noites seriam suficiente. Infelizmente, exatamente 1 semana antes da nossa viagem, a cia aerea (Iceland Express) trocou nosso horário de volta e perdemos 12 horas do nosso ultimo dia no país! Oque atrapalhou DEMAIS nosso roteiro, mas conseguimos recuperar o tempo perdido.

Em 4 dias, se você tiver energia e disposição, da pra fazer MUITA coisa (na época do ano que fomos), mas pra quem gosta de viajar com mais calma, 4 dias são o suficientes pra ter um gostinho doque o país tem a oferecer.

Hoje em dia, depois de ter voltado da nossa viagem, mesmo sendo frenéticos e não adeptos do slow-travel, eu diria que o ideal pra mim teria sido no minimo 1 semana – teríamos não só visto mais coisas, como feito mais atividades também, além de ter sobrado mais tempo pra relaxar durante a viagem.

Mas aí cabe a você decidir o tipo de viagem que prefere.

Eu pessoalmente não achei que Reykjavik tem muito a oferecer e não passaria mais doque umas horas por lá, mas tem gente que fica dias e semanas na capital…

Ultimos detalhes no guardanapo!

Oque não faltam nos arredores de Reykjavic são passeios de barco, Spas Geotérmicos, museus, galerias, bons restaurantes, e muitos bares e cafés (Reykjavik é considerada uma cidade super up-and-coming da musica cool Europeia), hotel fazenda, que podem consumir dias e noites sem fim.

No nosso caso a escolha foi pelo lado “natural” e “salvagem” da ilha. A gente queria mesmo se meter no meio do nada, ver vulcões, geleiras, campos de lava, geisers e etc, etc. Poderiamos ter passado 3 meses por lá. Mas como tudo tem um limite, achamos que 4 dias já conseguiríamos fazer bastante coisa.

- Hospedagem:

Então como tinhamos pouco tempo pra ficar por lá, e queriamos fazer muita coisa, a grande dificuldade do planejamento coi conseguir prever/planejar onde passaríamos cada uma de nossas noites.

Como comentei, o pais é um grande parque nacional, sem muita civilização nem estrutura, oque significa que nem todas as estradas cruzam vilarejos, e que por sua vez nem todos os vilarejos tem hoteis…

Então simplesmente não conseguíamos traçar um roteiro pura e simplesmente porque o caminho que queríamos seguir não tinha um hotel pra nos hospedar aquela noite…. não sabiamos que horas íamos chegar… nem se resolveíamos parar em outro lugar…

Porém, por outro lado a Islandia é a terra do acampamento, e tudo quanto é cidadezinha (que muitas vezes não passa de uma aglomeração de duas ou 3 casas….) tem um espaço pra camping. Algumas tinham uma super estrutura (banheiro, chuveiro, cozinha, restaurante, loja de souvenir, mercadinho, agencia de viagens, etc), enquanto outras não passavam de um cantinho na fazendo onde voce pode montar sua barraca.

E foi dificil saber antecipadamente como seria a estrutura de cada uma desses campings. Muitos não tem site, e outros tantos tem sites apenas em Islandês.

Mas aí eu lí em algum lugar que a Islândia tem uma política de “camping livre”, ou seja, desde que não seja propriedade privada, area protegida ou no meio da estrada, você pode parar e acampar onde quiser e bem entender!

Oque nos levou ao nosso proximo ponto…..

- Meio de Transporte:

A unica certeza que eu tinha desde o inicio é que teriamos que alugar um carro na Islândia. A não ser que você não pretenda sair do centro de Reykjavik, então um carro próprio vira um bem essencial.

É verdade que oque não faltam são opções de passeios bate-volta de onibus de turismo, mas os preços são tão exorbitantes, que somando duas ou mais pessoas no mesmo carro, o preço ja compensa em relação a fazer passeios organizados.

Além disso, a Islandia é uma terra de surpresa e de paisagens inacreditáveis! Voce nunca sabe quando vai dar uma vontade louca de sair do carro no meio da estrada e tirar umas fotos ou fazer um pic nic! E essa liberdade voce só tem se estiver de carro.

Mas como tudo na Islandia é caríssimo, alugar carro tambem teria um custo alto demais… Entãoo eu tive a brilhante ideia de alugar uma caravana!

Era um sonho antigo viajar com uma caravana, e a Islandia me pareceu ser o lugar perfeito pra isso!

Numa tacada só resolveria nosso problemas de transportes e limitações de hospedagem, e proporcionalmente, reduziria nosso custo total da viagem tambem!

Então a caravana nos proporcionou total liberdade de ir e vir onde bem queríamos, seguir viagem ou parar quando bem entendesse. Alem de não limitar nosso roteiro por causa de hoteis e albegrues (poderíamos parar em qualquer camping no meio da estrada, ou simplesmente parar no meio da estrada se o cansaço batesse mais forte!) e ainda economizar uma grana federal em gastos de comida – nossa caravana tinha uma mini cozinha (geladeira elétrica, agua corrente e um fogareiro a gaz), então levamos na mala uns pacotes de miojo e macarrão, cafe instantãneo e latas de atum, e quando chegamos em Reykjavik compramos pão, queijo, agua, suco, etc, que saiu muito econômico!

Então quando a fome batía, era só parar no acostamento da estrada e pular pra nossa sala de estar/quarto/cozinha e preparar um miojão ou sanduba de queijo e presunto e voila! Seguir viagem de novo!

A única limitação da caravana é que o Aaron estava com receio de dirigir um carro grande mais, então em vez de alugar uma RV super equipada (alem de serem caríssimas!), alugamos uma bem basicona, que nada mais era uma Van/SUV sem os bancos de trás, e com uma sofá cama e a cozinha.

Então era uma carro econômico, fácil de dirigir e “portatil” que facilitou demais nossa viagem e o roteiro que planejamos.

Mas por outro lado, por ser uma van e não ter direção nas 4 rodas, algumas das estradas que queríamos pegar não eram acessíveis para esse tipo de veículo e acabamos ficando na vontade…

- Orçamento:

Repararam que eu falei em custos e como a Islândia é cara varias vez e relacionada a varios aspectos da viagem?

Pois é, a Islandia é cara e ponto final.

Alem de ser uma ilha no meio do nada, a Islandia não tem recursos naturais, não tem industria, não tem agricultura e nada cresce/sobrevive por lá, entao TUDO, absolutamente tudo na ilha é importado e caro. Isso sem falar nos impostos agregados que ficam na casa dos 50%!

Um hotelzinho minusculo e sem banheiro no quarto nao fica por menos de 70 Euros. Aluguel de carro custa cerca de 100 Euros por dia (a Caravana custou 130 Euros por dia, que é mais caro que um carro, mas mais barato que carro + hotel). Tanque de diesel custa cerca de 70 Euros. Uma refeição de 2 sanduiches com 2 bebidas custa 20 Euros. Passeios, excursões e afins não saem por menos de 50 Euros por pessoa.

Então rola aquela velha aritmética de viagens – quanto mais tempo voce fica por lá, mais tempo tem de ver coisas legais, mas mais gasta.

Então reservar nossa passagem em Fevereiro, ficar apenas 4 dias/4 noites, alugar uma caravana em vez de pagar hoteis todas as noites, e levar miojo na mala, fez com que conseguissemos organizar uma viagem onde gastamos cerca de metade do custo que pensamos que essa viagem teria, oque foi um lucro enorme!

Continuou sendo cara, se comparada com outros destinos na Europa (em Chipre alugamos carro por 10 Euros por dia e ficamos num resort de frente pro mar por 45 Euros…), mas um bom orçamento – e se manter nele! – é tão importante numa viagem pra Islândia quanto todos os outros pontos que mencionei!

As dicas praticas:

- Voamos Iceland Express, reservado via Lastminute.com

- Dormimos e aprimeira e a ultima noite em Reykjavik no hotel Floki, reservado pelo Booking.com

- Alugamos caravana da Happy Campers

- Fizemos um passeio nas geleiras com a Glacier Guides

 

Categorias: Islandia, Viagens
28
05
Jul
2011
O Circuito dourado da Islândia
Escrito por Adriana Miller

A maioria das pessoas não sabe o tanto que a Islândia tem a oferecer como destino turístico até chegarem lá – nós inclusive! – e acaba passando tempo de menos por la.

Além disso a Islandia é assim um pouco terra de ninguém, que ao mesmo tempo que torna qualquer viagenzinha de fim de semana na viagem da sua vida, também assusta o mais experientes dos viajantes – e infelizmente muita gente acaba ficando “preso” no lado oeste do pais, usando Reykjavik como base para seus passeios bate-e-volta, que dá pra fazer bastante coisa legal, mas ao mesmo tempo, limita bastante seu acesso a lado selvagem do pais.

E por isso mesmo o Ciruito Dourado da Islandia faz tanto sucesso: a poucas horas da capital, seja de carro alugado ou de onibus turistico, em apenas um diazinho você podera ver algumas das atraççes naturais mais fenomenais do planeta!

Começamos nosso dia relativamente cedo e seguimos nosso rumo pelas estradas semi deserticas do pais. Mas dispensamos a auto estrada recem construída e seguimos a dica do carinha da loja de aluguel da caravana, que quando viu nossas cameras, lentes, tripes e afins, abriu o mapa rodoviario da ilha e foi categórico: se vocês gostam de boas paisagens, nem pensem em seguir a estrada “1″ – peguem o desvio e sigam pela “431″!

Não pensamos duas vezes e seguimos o conselho dele! No comando da nossa van/caravana, seguimos pela estradinha de terra e nos perdemos apenas 2 vezes… mas valeu a pena!

A caminho da primeira parada do Circuito Dourado, o parque Þingvellir, acabamos pegamos a estrada que cruza uma vale geo-termico e demos de cara com o lago de mesmo nome, que marca a entrada do parque nacional Þingvellir.

Foi nossa primeira sensação de que “Eba! Estamos na Islandia!”, porque aquilo lá, realmente não parece ser o mesmo planeta que eu e voce crescemos vendo com nossos olhos…

Uma das coisas que ficamos pensando muito durante a viagem foi sobre qual seria a impressão que extra-terrestres teriam de nosso planeta se em vez de pousarem em Nova Iorque (como acontece em 95% dos filmes que involvem alienigenas que querem aniquilar nossa espécie!) eles pousassem numa estradinha secundaria da Islandia?!

O cheio podre de enxofre, a terra fumegante, o lago sinistro e paisagem árida…

Então nossa primeira parada foi o Parque Nacional Þingvellir que é um dos principais na Islandia e tem uma caracteristica muito especial: é aqui nesse parque que é possivel visitar o Mid-Atlantic Ridge, que nada mais é doque a “fenda” na crosta terrestre onde as placas tectonicas da Europa e da America estao se separando!

Entao é possivel andar bem no meio dessa rachadura da crosta terrestre e tocar com suas proprias mãos os dois continentes ao mesmo tempo!

Geologicamente falando a Islandia é um pais novinho, um dos ultimos a serem criados no planeta (uma das ilhas que formam a Islandia só “nasceu” em 2005 numa das ultimas erupções de um vulcão sub-aquatico!), e ainda esta em fase de crescimento: a Islãndia cresce cerca de 1 centimetro por ano como consequencia do afastamento das placas – que so as mesmas placas que veem se separando ha milhoes de anos e que foram responsaveis pela separacao entre a Africa/Europa e as Americas.

Para uma nerd assumida como eu, não tem como não adorar estar ao vivo num lugar desses! E eu particularmente adoro ir a lugares que me colocam “no mapa” – naquele momento eu conseguia visualizar exatamente onde estava no planeta!

Depois seguimos a estrada que nos levou a Geysir, uma cidadezinha perdida no meio da Islandia e é conhecida por seus…. gêisers! E foi justamente o gêiser de Geysir que batisou todos os outros gêisers do mundo!

E o engraçado da Islândia é que essas coisas são tão naturais pra eles, que quando começamos a chegar perto da entrada de Geysir (ou onde achamos que teria uma entrada), voce olha pro lado e BOOOOOM! Agua fervente explodindo do chão!

Assim, na beira da estrada… É só estacionar seu carro, se agasalhar bastante e sair andando pelos geisers.

O grandão principal, o Geysir original, so explode (ou “entra em erupção”? Qual seria o termo técnico correto para o fenomeno de um geiser?) em momentos pré e pós terremotos, então ele é cuidadosamente estudado por geologistas do mundo todo, que conseguem chegar a varias conclusões sobre o humor do planeta, de acordo como ele estiver se comportanto.

Mas tem um outro bem do ladinho, que entra em erupção mais ou menos a cada 10 minutos, e as vezes a erupção pode acontecer varias vezes seguidas.

E realmente é um fenomeno da natureza!

Aquela agua azul cristalina levemente borbulhando… de repente o nivel da agua cai drasticamente, e voce se da conta que por baixo daquela agua calminha tem um buraco de profundeza inimaginável, conectando nosso mundo diretamente com as profundezas da crosta terreste… e BOOOM!!!! A agua explode com uma força e altura incriveis!!!

É hipnotizante… e o pequeno grupo de turistas que conseguia lutar contra o vento cortante, ficaram ali em volta, vidrados, esperando pela proxima explosão.

E nós ficamos, e ficamos, e ficamos… e conseguimos assistir umas 4 ou 5 explosões. São todas iguais, mas incrivelmente únicas, e igualmente fascinantes…!

A proxima parada foi a cachoeira Gullfoss, outra grande atracao do Circuito Dourado, e que eh a maior cachoeira da Islandia, em volume de agua.

Realmente a força da agua é incrivel, mas de maneira geral eu achei a experiencia “molhada” demais, ventania demais, e muito, muito frio! Mesmo no auge da alta temporada do verão, nesse dia pegamos temperaturas de 5 graus, e eu passei muito frio em Gullfoss!

Depois de Gulfoss, e já no meio da nossa tarde, nós resolvemos modificar um pouco nosso roteiro – a maioria das pessoas que faz o circuito dourado volta pra Reykjavik no fim do dia, mas nós iamos dirigir noite a dentro até o lado leste da ilha – então fizemos uma ultima parada do circuito: a cachoeira Seljalandsfoss.

Apesar de não ser tão grande nem tão impressionante quanto Gulfoss, a cachoeira Seljalandsfoss é uma única queda d’agua a cerca de 40 metros de altura, e que esconde um segredo: ela tem uma passagem por trás da cachoeira!

Essa queda d’agua – e sua passagem secreta – é cercada de historias e lendas de fadas, duendes e trolls. E com frio ou sem frio eu não resisti! Me aagasalhei inteira com minhas roupas a prova d’agua e ficar um tempão lá tras, hipnotizada com o arco iris, as gotinhas voando e o barulho da agua caindo numa força incrivel!

Não sei explicar porque gostei tanto daquela cachoeira, mas fica um tempão lá tras…. deixando a agua respingar, praticamente esperando as fadas aparecerem!

E de lá, aproveitamos os dias interminaveis da primavera da Islândia e seguimos viagem até o lado leste da Ilha…

Categorias: Circuito Dourado, Islandia, Viagens
24
04
Jul
2011
Reykjavik – A baía fumegante
Escrito por Adriana Miller

Reykjavik foi a menor capital que conheci. Porque mesmo os outros paises Europeus pequenininhos, tipo Mônaco, Eslovaquia e Eslovenia, ainda assim teem uma cara mais “sólida” de cidade-capital, que por menor que seja ja está ali ha muito tempo e veio pra ficar.

Reykjavik, se não bastasse ter apenas 200 mil habitatentes (que representa 2/3 da populacao do pais. Já pensou se 120 milhões de pessoas morassem em Brasilia?!), ainda tem aquele ar de cidade satelite provinciana.

Nenhum arranha ceu. Nenhum prédio alto. Nenhum castelo, muralha, monumento que te conte um pouco mais de sua historia…

Muito pelo contrario. O centro da cidade conta com um pouco mais de 1 duzia de ruas se entrelacando na beirada da baia da cidade, e a grande maioria das construções são compostas por casinhas de madeira com pinta de pre fabricadas, nas mais variadas cores.

Em Laugavegur, a principal rua comercial da cidade (que pra completar nós vimos num dia de feriado nacional, onde quase todas as portas estavam fechadas – e pra piorar, estava chovendo e fazendo cerca de 8 graus!) as casinhas coloridas em estilo escandinavo vão se intercalando com cafés, lojas com artigos de lã e roupas de inverno (ou seriam roupas pro ano todo?!) e varias lojas com souvenirs fazendo piadinhas infames sobre vulcões e cinza vulcânica!

Mas pra não ser injusta com a cidade, eu de fato ja cheguei la com duas imagens na cabeca e sabendo que no minimo Reyjavik tem dois “icones” turisticalmente reconhecidos: O primeiro eh a igreja Hallgrímskirkja, que se vê la de longe no caminho do aeroporto (afinal, eh um dos poucos edificos do pais inteiro que eh mais alto que uma casa de 2 andares, e dizem que se pode avistá-la a 20km de distancia da capital!) e que hoje em dia eh um dos simbolos da modernidade Islândica.

A igreja Luterana, construida em 1937, em estilo impressionista, mas que só foi concluida em 1986 usando materiais moderno e duraveis (ela é toda de concreto), e sua arquitetura imita os picos de lava de basalto que pontuam a paisagem Islandica. A Igreja fica bem de frente a estatua de Leif Erikson, heroico desbravador Islandes que os Islandeses consideram ter sido o primeiro Europeu a chegar até, e “descobrir”, a America – além de ter desbravado a Islândia e ajudou a formar a comunidade que sobrevive até hoje – e que deu inicio a toda historia da “saga” Islandica que eles tem tanto orgulho!

Aliais, pra quem tiver um tempinho a mais pra conhecer a capital, eles tem varios museus e “atrações” que mostram a historia da “saga do assentamento” (é assim mesmo que eles chamam a historia de seu “descobrimento”), replicas das antigas casas viking na Islandia, e como funcionavam as primeiras comunidades a se assentar no pais – que realmente é dificil pensar em outra palavra que não seja “heróis” para descrever a historia dessas primeiras familias!

Outro simbolo de Reykjavik é a escultura Sólfar (“Sun Voyager”, viajante do sol), que tambem nao deixa de ser outra homenagem a Saga, e que simboliza os barcos vikings que chegaram na baia de Reykjavik (que significa “baia fumegante”, como foi apelidada pelos descobridores que encontraram muitos poços de enxofre fumegante nos perimetros da cidade). A escultura feita inteiramente de metal, é perfeitamente direcionada a posição do por do sol no dia do Solsticio de verão – o dia mais longo do ano, que é tão venerado na Islandia quanto trolls, doendes e deuses Vikings – e é considerada a area mais fotografada de Reykjavic.

Mas por menor que seja, Reykjavic tem muito a ensinar pro mundo.

A cidade se orgulha de ser praticamente livre de fumaca e poluição, já que eles usam unica e exclusivamente a energia geológica do pais para fornecer sua energia elétrica limpa e sustentável, e muitos dos carros que circulam na capital usam gaz natural ou são eletricos.

Mas a verdade crua é que a cidade não merece tempo demais da sua viagem não.

A Islândia não é um pais que atrai por suas cidades e muito menos por sua vida cosmopolita, então aproveite seu tempo pra explorar o interior do pais – pois é justamente isso que a Islândia tem de bom!

Mas Reykjavik é a unica porta de entrada e serve como uma ótima base pra quem quiser usá-la como ponto de bate-e-volta pelo pais.

No lado pratico da coisa, nos viajamos de Iceland Express (que he a versao low cost da Iceland Air) e ficamos hospedados no Hotel Floki na primeira e na ultima noite – uma pensao bem pertinho do centro da cidade (tudo em Reykjavik é bem pertinho) e que oferece hospedagem bem básica – sem banheiro no quarto, mas com wifi de graça, cafe da manhã e uma cortina blackout super-poderosa!

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Categorias: Islandia, Reykjavik, Viagens
0
Página 1 de 212