07
Jun
2010
Monte das Oliveiras
Escrito por Adriana Miller

(acho que eu nunca demorei tanto pra terminar a serie de posts de uma viagem….)

Além de passar nossos dias perambulando sem rumo pelas ruelas da cidade antiga de Jerusalém, nós também queriamos ver um pouco mais da cidade fora do muro. Entao nos inscrevemos no tour do Monte das Oliveiras com o grupo do New Jerusalem que já contei aqui.

Até daria pra fazer esse mesmo passeio de maneira independente, mas estava o maior calor, é meio complicado de chegar lá em cima, e adoramos os guias e a aula de historia e religião de cada uma dos passeios.

A primeira parada do passeio foi a Igreja da Ascenção, onde acredita-se que foi o lugar onde Jesus Cristo ressucitou e ascendeu ao paraiso. E assim como o Domo da Rocha no bairro Muçulmano, o templo da ascenção foi construido em cima do lugar onde a impressão digital do pé de Jesus ficou impresso na rocha.

Curiosamente, a “Igreja” hoje em dia esta sobre o comando de uma familia Muçulmana, e está sob os cuidados dessa familia ha centenas de anos. Então não é de se estranhar que na verdade o templo nao é nem um pouco segundo os moldes catolicos: a construção é em formato exagonal, o teto é um cupula em domo e lá dentro tem um minarete (que indica a direção a Mecca).

De lá fomos direto pra Igreja Pater Noster, que é a Igreja que foi construida no mesmo lugar onde Jesus ensinou a oração do “Pai Nosso” aos seus descipulos – a Igreja foi parcialmente destruida durante a 2ª Guerra, e sua estrutura foi usada como deposito de armas, porém esta sendo cuidadosamente reconstruida e como parte da decoração do jardim e patio estão inumeros mosaicos com a oração Pai Nosso impresso, em dezenas e centenas de linguas e dialetos de todas as partes do mundo, oque é bastante emocionante!

Por dentro a igreja é bem simples, e a atração principal é justamente a gruta onde o ensinamento da oração aconteceu.

Ainda na mesma rua, descemos em direção ao ceminterio Judeu, que por centenas de anos foi o principal e mais importante cemitario Judeu do mundo. Centenas de milhares de judeus estão enterrados por ali, onde acredita-se que o julgamento final vai acontecer – e assim, a crença é que as almas que foram enterradas por ali serão as primeiras a receberem o julgamento e ascender para a vida eterna.

O interessante é reparar que todos os caixões e sarcofagos estão virados com os pés voltados para o vale, já preparados e virados para o lado certo – visão de camarote para o julgamento!

E não é por acaso que logo do outro lado do vale, frente a frente está tambem o cemiterio Muçulmano, enterrados na mesma direção e tambem estperando o julgamento divino.

Reparem que em cima dos sarcofagos, existem umas pedrinhas – na tradição judaica, em vez de deixar flores para os entes queridos, as pessoas deixam pedras, afinal elas duram muito mais e portanto a presença de quem esteva por ali durarah pra sempre. Então imagina que algumas dessas pedrinhas podem estar ai ha centenas de anos!

Isso sem falar que a vista lá de cima é super privilegiada! É possivel ver a cidade inteira e entender melhor como funciona a dinamica do muro da cidade, o vale, os cemiterios, os portões e as cupulas!

Continuamos descendo o Monte até que chegamos no Igreja Dominus Flevit, que é uma igreja de arquitetura bem moderna e recentemente construida, e sob os cuidados de Monges Franciscanos, e foi construida em homenagem ao local onde Jesus teve a visão de que Jerusalem seria atacada e destruida e o templo Judeu seria destruido (oque de fato aconteceu, 40 anos depois, sob ataque do Romanos em 70dc).

A Igreja é bem pequena, e em vez de um altar, o fundo da Igreja tem uma janela enorme, com a vista privilegiada do Templo do Monte, onde um dia o templo Judeu estava, e foi essa a vista que Jesus teve.

Outra igreja linda ali na mesma rua é a Igreja Ortodoxa Russa, que domina a vista do Monte das Oliveiras, para quem olha desde Jerusalem, com suas cupulas douradas reluzentes. Porem ali funciona um convento Ortodoxo, e portanto as visitas sao super hiper limitadas – nós não tivemos sorte e só vimos as cupulas de longe!

A ultima parada na descida do Monte das Oliveiras é a Igreja de Todas as Nações, que foi construida no meio do Jardin Gathsemane, onde Jesus foi traído e preso pelos Romanos. O Jardin é impressionante, com Oliveiras que estiman-se que existem por ali ha mais de 2 mil anos! Se elas realmente são tão antigas não se sabe ao cero, pois provavelmente os Romanos destruiram tudo, mas as arvores são sem sombra de duvida enormes e antiquissimas!

E as poucas Oliveiras que ainda existem e são produtivas por ali, são as Oliveiras que fornecem as olivas/azeitonas que produzem o azeite usado pelo(s) Papa no Vaticano!

A Igreja, que também é conhecida como a Igreja da Agonia também é uma construção relativamente moderna, e tem 12 cupulas, representando os discupulos e as nações que foram envolvidas em sua construção. E por dentro sua decoração é toda bastante escura, para representar a traição e a agonia de Jesus.

Mais uma vez o passeio foi bem legal, e ajudou ainda mais a entender melhor a historia do local, e o quanto as 3 religiões de Jerusalem são tão interligadas!

Categorias: Israel, Jerusalém, Viagens
14
03
Jun
2010
Masada
Escrito por Adriana Miller

Um passeio a Masada nao estava nos nossos planos durante a viagem a Israel, e pra ser bem sincera eu nunca tinha ouvida falar sobre essa cidade, ateh que uns dias antes da nossa viagem, um amigo do Aaron recomendou que visitassemos o lugar.

Pra nossa surpresa, quando chegamos em Jerusalem, quase todos os passeios ao Mar Morto incluiam uma passadinha a Masada, entao porque nao?!

Masada eh o tipo do lugar que nem tem tanta coisa assim pra ver, e as ruinas estao bem mal conservadas, mas uma vez que voce conhece a historia do lugar o o significado que representa pra religiao Judaica, ai sim, tudo faz sentido e entemdemos porque aquelas ruinas atraem milhares de pessoas todos os anos.

Masada eh uma mini-cidade fortaleza, construida pela faccao “Sicarii” judaica, que eram os guerrilheiros de Jerusalem. Apos a destruicao do Segundo Templo pelos Romanos em 70d.c. os Sicarii fugiram para essa montanha no meio do deserto onde contruiram o forte e se recusaram a se render ao poder Romano.

Entao dentro da cidade eh possivel visitar as ruinas da estrutura construida por eles, e como era possivel sobreviver por tantos anos no meio do deserto, em situacoes sao adversas – sem agua, sem agricultura, nem nada. O ponto de referencia mais proximo eh o Mar Morto e as montanhas do deserto ao redor.

A cidade era composta de cistertas, armazens para comidas, pastos para animais e muitas armas. E deu certo. Por varios anos a cidade sobreviveu sem enfrentar grandes problemas contra os Romanos, que jah tinha dominado Jerusalem – de onde eles fugiram, pra salavar sua religiao e sua crenca.

Ateh que o Governador Romano Lucius Flavius Silva resolveu atacar a cidade, e levou seu exercito para o deserto, onde por anos os Romanos construiram seus acampamentos e cercaram a cidade, impedindo que os Sicarii saissem de Masada para mantimentos, agua, armas, etc.

Mas pro sua localizacao geografica, era simplesmente impossivel que o os Romanos atacassem a cidade – a cada tentativa, os Sicarri atacavam os Romanos de cima pra baixo e ganhavam de lavada.

Ateh que um belo dia Lucius Silva resolveu jogar sujo: escravizou centenas de escravos de guerra Judeus que entao comecaram a construir uma rampa (de terra e pedras) conectando o deserto a montanha – O Governador sabia que os Sicarii nao atacariam nem matariam outros judeus, e portanto eles sucederam em contruir a rampa e alcancar a cidade.

Mas oque realmente faz dessa historia tao magica, e dessa cidade tao significativa eh que na noite anterior ao ataque Romano, quando os Sicarii se deram conta que eles tinham perdido a batalha, eles organizaram um suicidio coletivo – pois preferiram tirar suas proprias vidas doque se entregar aos Romanos e abrir mao de sua feh.

Na manha seguinte, quando os Romanos finalmente invadiram o forte, encontraram toda populacao morta e tudo destruido. E essa “batalha” ficou pra sempre conhecida como a vergonha dos Romanos, que apesar de tudo nao tiveram a satizfacao de conquistar o povo Judeu.

Mas como disso, a cidade/fortaleza em si nao tem muita coisa pra ver nao, e sem um guia eh praticamente entender oque eh oque, oque significa oque. mas n total, passamos menos de 20 horas por lah, oque achei suficiente.

O dia estava um calor de MATAR, e lah de cima tinhamos a vista privilegiada do Mar Morto e do deserto da Jordania e jahe stavamos sedentos pra ir mergulhar no mar!!

Categorias: Israel, Palestina, Viagens
9
29
May
2010
Jerusalém – Bairro Muçulmano
Escrito por Adriana Miller

O bairro Muçulmano de Jerusalém é o mais “vivo” e movimentado de todos, e o motivo é bem simples: o super movimentado mercado Arabe, ou Souq.

Uma das ruas do bairro Muçulmano visto desde o bairro Armênio

Outra das muitas ruas interligadas do bairro

Na verdade não existe uma area apenas para o mercado, e por todas as partes para onde as ruas se espalham, lá estão as lojinhas, vendendo toda sorte de quinquilharias, e principalmente toda e qualquer coisa religiosa. Quer um crucifixo? O Arabe tem (com preço melhor que o tio da lojinha Cristã). Quer uma Menorah? O Arabe também tem.

Mas o melhor do bairro Arabe de Jerusalém é que ao contrario dos muitos outros marcados arabes que já fui no mundo, eles te deixam em paz!

Voce pode andar a vontade, olhar as coisas expostas, mexer, tirar fotos e ninguem fica te enchendo o saco pra comprar isso ou aqui, meu preço é melhor, qual seu preço, quem dá mais, etc, etc, que são tão tipicos em Souqs, e que para muita gente estraga a experiência.

Mas as atrações principais do mercado são as frutas secas e nozes, temperos e ervas, incensos, tapetes, porcelanas, pratas e joias, muitas joias (daqueles mega douradas com pedras colorias e bem espalhafatosas!)

Uma das areas mais animadas do mercado/barro Arabe estão na vizinhança do Portão de Damascus, e onde o mercado fica com menos cara de turismo e com mais cara de feira local, onde a comunidade Muçulmana faz suas compras.

E é aqui também que como em qualquer outra area Muçulmana do mundo é bom estar bem coberta, nada de muita perna, ombros e peles em geral apareçendo – quanto mais perto do Portão mais “autentica” a area vai ficando e volta e meia voce acaba ouvindo umas barbaridades.

Mas cruze o portão e suba nas Ramparts, que são as areas “andaveis” do muro que cerca a cidade e teem uma vista incrivel da dinamica da cidade antiga.

A principal atração do bairro Muçulmano é sem sombra de duvidas o Domo da Rocha, que é o santuario dourado com pinta de Mesquita.

Mas é também o Domo da Rocha que é  (uma das) fontes de tensão em todo Oriente Medio. Porque? Se voces repararem bem, o Domo da Rocha esta construido bem em cima do “Monte do Templo”, a plataforma construida pelo Rei Salomão para abrigar o principal Templo Judeu do mundo – que foi construido e reconstruido duas vezes, e hoje em dia sobrou apenas o Muro das Lamentações.

O Domo da Rocha é super impressionante e totalmente domina a paisagem da cidade. É praticamente impossivel não tirar centenas (literalmente, no nosso caso) de fotos dos diferentes angulos do templo, e querer captar todos os detalhes.

A cupula, que um dia já foi coberta de ouro 18K de verdade, alem de dourada e reluzente, ainda é totalmente decorada por azuleijos pintados a mão (!) por artesãos Armênios, com flores tipicas da região e caligrafica Arabe contando historias do Alcorão e a história doque se passou ali.

Turistas não Muçulmanos são bem vindos em cima do Monte, pero no mucho, e existem um zilhão de regrinhas que na verdade de impedem de chegar lá em cima.

Toda area, apesar de Arabe-Muçulmana, é governada pelo governo Israelita, e policiada pelo Exercito Israeli, e portanto, por pura intriga da oposição, eles nao querem que os turistas cheguem lá em cima.

São pequenas coisas do tipo: o horario de abertura é super restrito, apenas de 2ª a 5ª feira, e apenas entre 13:30 e 15:00 da tarde. Não existe uma unica placa avisando onde é a entrada, ninguem pra dar informaçoes, e o pior de tudo, o lugar onde a fila se forma nao tem uma unica sombrinha nem lugar pra sentar!

Então não foi a toa que só conseguimos achar o tal lugar quando fizemos um passeio guiado, e todas as pessoas esperando na fila (e sofrendo embaixo do sol) eram tambem de grupos com guias.

E pra completar, ainda tem uma placa enorme bem na entrada, com uma mesangem do Rabino “chefe” de Jerusalém lembrando a todos os Judeus que as leis ro Torah proibem a entrada de Judeus ao espaço do Monte do Templo!

Mas chegando lá em cima é até dificil de acreditar que ainda estamos na mesma cidade, pais ou planeta! Depois de passar por toda segurança, detector de metais e afins, subimos uma rampa de madeira e passamos por um portão que te leva ao “Central Park” do Oriente Medio.

Chega a ser dificil de acreditar que o lugar que gerou (gera) grande parte dos principals conflitos da região é tambem um lugar tão tranquilo e pacifico. Velinhos sentados na sombra, familias fazendo pic nic na sombra das arvores, crianças jogando futebol…

(Mas ai voce olha pro lado e ve um Israelita armado até os dentes!)

Garantindo a "paz" local

Não-Muçulmanos não são permitidos dentro do Domo da Rocha e da Mesquita, mas diz o nosso guia que na verdade eles não verificam nada – em Israel é tudo na base do “racial profiling” (Racismo, em bom Portugues) e te tratam bem ou mal dependendo se eles acham que voce tem cara de Judeu, Arabe ou Cristão. Diz a lenda que turistas com cara de Arabe conseguem entrar sem o menor problema!

O guia fez questão de nos lembrar várias vezes não é permitido tirar fotos se abraçando

A historia do “Monte do Templo” é super complexa, mas bastante interessante. Originalmente a “plataforma” foi construida para sediar o principal templo Judeu, e depois o segundo templo Judeu, que foi destruido pelos Romanos em 70 d.c. Uma vez que templo já estava destruida, a area livre e os Arabes (Otomanos) governando a região, eles então resolveram construir seus templos no mesmo lugar, segundo a tradição Muçulmana.

Então diz a historia que foi ali que o Profeta Mohammed ascendeu ao paraiso para conversar com Deus, e no processo de ascenção, deixou uma pegada impressa na rocha. E pra completar a santicidade do local, ainda ficaram também impressas a impressão digital das mãos do Arcanjo Gabriel, que foi quem “segurou” a Rocha enquanto Mohammed ascendia.

Então o Domo da Rocha nada mais é que um teto, ou uma estrutura construida para proteger a area e mostrar, com toda opulencia arabe, a importancia do local – assim como os Cristãos fizeram na Igreja do Santo Sepulcro.

E pra completar, lá de cima temos a vista privilegiada do Monte das Oliveiras! (que vai ficar pra outro post!)

Categorias: Israel, Jerusalém, Viagens
23
27
May
2010
Jerusalém – Bairro Judeu
Escrito por Adriana Miller

O Bairro Judeu de Jerusalém é a região da cidade que é menos histórica, mas ao mesmo tempo tem mais historia pra contar.

Andar pelas ruas do bairro chega a ser estranho pois tudo é tão novinho e bem conservado, em relação ao resto da cidade que é feita de predios com 4.000 anos de história.

O motivo? O bairro Judeu foi totalmente destruido pelos Nazistas em 1948, depois invadido pela legião Arabe e sendo governado pelos Jordanianos por 19 anos até que o Estado de Israel foi então formado, e o bairro reconstruido do zero em 1967.

Em 1948 existiam 1600 pessoas morando no bairro, muitas morreram nos conflitos, algumas foram levadas para Jordania como prisioneiros de guerra, e os demais foram expulsos da cidade atravez do Portão de Zion – que na crença Judáica tem um super significado religioso, pois é ali que acredita-se que o Rei David foi enterrado. Depois da expulsão dos habitantes, o bairro foi inteiro queimado, com a intençnao de que nada sobrasse.

Templos, Sinagogas, sitios historicos. Todos destruidos.

Em 1967 o processo de re-construção recomeçou, e até hoje não terminou.

A principal Sinagora do bairro (e da cidade) a novissima Sinagoga Hurva foi apenas “inaugurada” ha poucos meses atras (tanto que nem sequer é mencionada no guia que compramos!), e tem causado conflitos e pisado em alguns calos Arabes, já que ambos os bairros são tão proximos e tão interligados.

Mas a area principal mesmo é o Muro das Lamentações (ou Muro Ocidental), que ao contrario doque o nome sugeste, não é usado pra ninguem ficar lamentando nada, muito pelo contrario! É o lugar mais sagrado e mais importante da religião Judaica, e nada mais é que um muro.

A historia por traz do muro é bem complexa, mas resumidamente (e sem entender praticamente nada sobre Judaismo) o Rei Salomão queria construir o MAIOR templo do mundo, e como isso nao lhe foi permitido, ele resolveu então construir uma plataforma que cobria toda uma colina, se transformando numa enorme area plana no topo de Jerusalém – e lá em cima o Templo Judeu foi construido. O primeiro templo foi entnao destruido, e o segundo construido. E mais uma vez, ha 2.000 anos atras o segundo templo foi tambem destruido.

Hoje em dia já não existem templos judaicos lá em cima e a area é considerada territorio Muçulmano, mas tudo que sobrou foi o muro, então é lá que Judeus e não judeus do mundo todo se reunem em fé e oração.

E graças a Tecnologia do seculos 21, voce Judeu amigo do mundo inteiro pode assistir as movimentações do Muro a qualquer hora do dia e da noite, atravez de varias cameras cctv 24hrs que vigiam a area.

A praça do muro no "auge" do Shabath - não Judeus não são "bem vindos" lá em baixo

Um das “novas” tradições que acontecem no Muro das Lamentações sao os “pedidos” ou “desejos” feitos pelos fieis. Aproxime-se do muro, faça sua oração, anote seu pedido num papelzinho (se vc nao tiver papel e caneta com voce, eles te emprestam) e deixe sua oração ou desejo numa das frestas do muro.

E mais uma vez graças as modernidades do seculo 21, voce Judeu amigo pode enviar suas orações para o Muro das Lamentações atraves do Twitter deles! Basta enviar sua oração por Direct Message, e alguem vai imprimir, dobrar e colocar nas frestas das pedras por voce.

É ou não é o maximo? Eu adoro uma nerdice moderninha!

Outras coisas legais para srem vistas no bairro Judeu é a Via Cardo, que é a antiga avenida central Romana, construida em Jerusalem no seculo 4, e até hoje pode-se ver as colunas, e a estrutura as lojinhas e das ruas. Como a cidade foi construida e reconstruida em varios niveis e “camadas” essa parte da cidade Romana ficava na verdade no subterraneo do antigo bairro Judeu, e portanto sobreviveu as destruições Nazistas.

O Bairro tambem tem alguns moseus interessantes: O Museu Arqueológico Whol, onde estao expostos alguns dos artefatos resgatados dos escombros do bairro durante sua reconstruçõa depois de 1967, incluindo mosaicos, objetos pessoais, moveis, loucas e varias outras coisas que contam um pouco da historia da antiga Jerusalem Judaica.

Outro museus importante no bairro eh a “Casa Queimada” que conta um pouco da historia das escavações e da reconstrução do bairro, e varias reliquias arqueologicas, inclusive alguns pedaços doque acredita-se que foi o Segundo Templo, destruido pelos Romanos em 70D.C.

Realmente o Bairro Judeu nao tem o “charme” de uma cidade milenar, e por não ser judia, acho que as coisas tiveram um pouco menos de significado pra mim doque no bairro Catolico, por exemplo.

Mas não dá pra negar a energia do lugar… Todos dias, no final dos nossos passeios turisticos voltavamos pro bairro Judeu, e ficamos admirando a vista e absorvendo a energia do lugar, assistindo o sol baixar iluminando o Muro e o Domo da Rocha… Como um lugar de tanta paz pode ter visto algumas das piores guerras do mundo?

Mas por outro lado, depois de ter visitado lugares como Auschwitz na Polonia e os monumentos do Holocausto em Berlin me fez apreciar oque aquele pequeno bairro significa pra o povo e a crença Judaica. De pensar em tudo que eles já sofreram, todas as descriminações, uma quase aniquilação e muita crueldade e coverdia, e tudo por causa de diferentes opiniões e crenças.

Jerusalém realmente é um lugar magnifico, mas esta se balançando numa tenue linha entre a tolerância e respeito e uma guerra a ponto de ebulição.

Por isso que eu acho que liberdade de expressão, de credo e tudo mais é a maior dádiva da humanidade. Enquanto cada qual cuidar de seu cada um, o mundo será muito melhor!

Categorias: Israel, Jerusalém, Viagens
8
26
May
2010
Jerusalém – Bairro Cristão
Escrito por Adriana Miller

O Bairro Cristão de Jerusalém fica na quina do lado esquerdo do Portão de Jaffa e é uma area da cidade que só passou a fazer efetivamente parte da cidade antiga no ultimo milenio (mais ou menos) – afinal o Cristianismo só existe ha cerca de 1500 anos e a grande maioria das situações vividas por Jesus Cristo e relatadas na Bibilia aconteceram na area que estava fora da cidade.

Então o ponto principal do bairro Cristão é sem duvica a Igreja da Santo Sepulcro – a Igreja que foi construida por cima da area onde acredita-se que Jesus foi crucificado.

Detalhes das cupulas do Santo Sepulcro

Entrada da Igreja do Santo Sepulcro

Na verdade a Santo Sepulcro nao é uma igreja propriamente dita, nos moldes das Igrejas que estamos acostumados a ver por ai. Na verdade é uma estrutura que oferece um teto aos lugares sagrados dos ultimos momentos da vida de Jesus.

Então a Igreja foi construida pela Rainha Helena, mae do Imperador Romano Constantino, que foi quem estabeleveu o Cristianismo como a nova religiao do Imperio Romano.

Logo na entrada esta a pedra onde o corpo de Jesus foi lavado apos sua morte – é o ponto de destaque da Igreja onde os pelegrinos fazem fila pra tocar a pedra e benzer e abençoar os souveniers e quinquilharias que compraram nas ruas do mercado.

Bem atraz da pedra esta um mosaico lindo e colorido que ilustra a cena da crucificação, da lavagem do corpo e enterro. Mas o mosaico é bem recente e foi construido para comemorar a visita do papa no ano 2000.

Ao lado esquerdo estao as escadas que levam ao que um dia foi o monte do Calvário (ou Gólgota) onde até hoje se preservou o buraco na rocha onde a cruz de Jesus foi encaixada. Além de ser o local da cruxificação essa colina, que ha 2000 anos atras estava fora da cidade de Jerusalem, era conhecida como a colina da Caveira, foi tinha um formato de cranio, e entao acredita-se que ali simboliza o local onde Adão foi enterrado. Entao é um local de significado duplo – acredita-se que na mesma colina morreu o primeiro homem criado por Deus, e depois morreu o filho de Deus.

Altar construido no Calvário, bem em cima do buraco onde a cruz de Cristo foi encaixada

Outra area principal da Igreja é a Sepultura pripriamente dita, que é uma “casinha” construída na “caverna” onde Jesus foi enterrado – afinal ele era Judeu e naquela epoca a tradição judaica era enrrolar os mortos num leçol de linho e coloca-los numa caverna de pedra.

A capela construida sobre a Sepultura

O interior da Cupula do Santo Sepulcro

Quem estiver interessado, com tempo ou com paciencia, pode entrr na fila pra ver a caverna de perto, dentro da casinha.

Além da historia regiliosa propriamente dita, rola uma mega politicagem sobre quem manda em que, e quem é dono de que dentro da Igreja. No raning do Catolicismo os Gregos Ostodoxos estão no topo, depois os Russos Ortodoxos, depois os Catolicos e depois os Etiópios Ortodoxos. Protestantes e demais na verdade não teem vez dentro da Igreja, pois nao são tecnicamente reconhecidos pelos Ortodoxos; afinal a facção Protestante só foi criada ha cerca de 500 anos (falei que rolava muita politicagem!).

Interior da Capela Armênia Ortodoxa

As demonstrações de fé estão em todos os cantos

Então cada area da Igreja tem uma arquitetura e decoração completamente diferente, dependendo de quem é o “dono” daquela area.

Subindo para o terraço do Santo Sepulco ficam as capelas e o convento Etiópio Ortodoxo e é tambem ali que começa (na verdade termina) a Via Dolorosa, foi ali era o antigo limite da cidade de Jerusalem.

Detalhe das portas do Monastério Etiópio Ortodoxo

O "telhado" do Santo Sepulcro, onde foi construido um Monastério Etiópio

Tecnicamente a Via Dolorosa esta praticamente toda dentro do bairro Muçulmano, mas mesmo assim a Via (que não é exatamente uma rua, e sim um conjunto de ruas, por onde Jesus passou carregando a Cruz) tem todas as suas “estações” devidamente marcadas, de acordo com oque aconteceu com Jesus: a esquina onde ele viu sua mae pela ultima vez, a parede onde Veronica limpou seu rosto, o muro onde foi julgado a morte, e assim por diante.

Uma das muitas placas que identificam as diferentes "estações" da Via Dolorosa

Em quase todas as estações existem cruzes que sao carregadas todas as 6ª feiras por Monges Franciscanos que reproduzem a Via Crucis

Flagra da procisão de sexta feira, que por acaso foi consuzida em Espanhol

Existem varias outras Igrejas no Bairro Cristão, de maior ou menos importancia, e praticamente todas foram construidas em homenagem a alguem ou alguma coisa – como por exemplo a casa onde morreu ou nasceu Maria, ou Igrejas, mosteiros e conventos construidos em pontos estrategicos da Via Dolorosa.

Um dos varios lugares onde, supostamente, Maria nasceu.

Eu nao sou das mais religiosas e confesso que só lembrava o basico das aulas da catequese, mas não dá pra negar a emoção que é ter a oportunidade de fazer o mesmo trajeto de Jesus, subir os mesmos degraus, olhar a mesma vista.

E seja qual for sua crença ou sua religião, é impossivel não se emocionar em Jerusalém.

E essa sensação não é exclusiva ao Bairro Cristão – eu me senti igualmente emocionada ao subir no Domo da Rocha (3º lugar mais sagrado para Muçulmanos) e voltamos inumeras vezes para admirar a vista do Muro das lamentações (local mais sagrado da religião Judaica).

Acreditando ou não, não dá pra negar a força de ver milhares de pessoas se comovendo por sua fé, seja ela qual for.

Categorias: Israel, Jerusalém, Viagens
15
26
May
2010
Jerusalém – Introdução
Escrito por Adriana Miller

Eu fiquei meio enrrolando pra escrever logo os posts de Israel, mas rolou uma falta de inspiração… A cidade é tão mágica, tao overwhelming (desculpa, não conheço uma palavra em Portugues que tenha o memso impacto de Overwhelming…) que a impressão que deixou foi que nada que eu pudesse contar ou descrever vai chegar aos pés doque realmente é ver aquela cidade ao vivo.

Comecando pela arquitetura e organização da cidade propriamente dita, com suas construções em pedra de cor clara, contrastando com o ceu mais azul que já vi, cercada por vales místicos coloridos por oliveiras e de uma complexidade sem igual.

A cidade já foi conquistada e re-consquitada, destruida e re-construida e parece ser uma cidade destinada a sofrer as mesmas mazelas decada após decada, seculo após seculos, milenio após milenio, nos ultimos 4 mil anos.

A cidade antiga é a area principal de 3 das maiores religiões monoteístas do mundo: num espaço de pouquissimos quilometros quadrados estão os templos/sitios mais sagrados de Judeus, Cristãos e Muçulmanos e partir do momento que voce entende um pouco mais como funciona a dinamica das 3 religiões e como elas estão tão intrínsicamente relacionadas duas duvidas ficam no ar: Se tudo é tão parecido, tão interligado, os personagens são praticamente os mesmos… porque tantas guerras e discordias? E depois vem a dúvida: Se o 3º principal templo Muçulmano foi construido em cima do principal templo Judeu, que por sua vez esta exatamente em frente ao principal santuário Cristão, como que a 3ª guerra mundial ainda nao explodiu, bem aqui?! AInda mais com todos esses adolescentes armados até os dentes circulando pela cidade?

Por fora dos muros da cidade antiga está a area que ateh pouquissimos anos atras ficava o “limbo”: nao era de Israel, mas tambem nao era da Cisjôrdania nem da Palestina. Dizem que era o bairro mais perigoso da região, e no auge dos conflitos, se alguem ousasse cruzar a rua seria fuzilado quase instantanêamente.

Hoje em dia, na mesma area foi construido o bairro mais rico, luxuoso e caro de Jerusalém com as casas e apartamentos de ferias de Judeus ricos e famosos do mundo todo que voltaram a investir na região, e um shopping e Hotel ultra luxuosos, o Mamilla, que além do hotel boutique ultra luxuoso tem o shopping ao ar livre de mesmo nome com lojas internacionais que custam quase exatamente o dobro doque custariam na Europa!

Mas voltando a cidade antiga é impossivel prescrever um roteiro ou uma maneira melhor ou pior de organizar oque ver e como fazer.

Tudo que vou escrever nos proximos posts foi visto em 3 dias inteiros – muitos dos lugares nós acabamos indo mais de uma vez, ou porque depois voltamos com o guia (e nao tinhamos entendido nada da primeira vez, sozinhos), ou decidimos voltar pra evitar as massas de turistas e pelegrinos, ou simplesmente voltamos porque a energia era tão espetacular que voce simplesmente tinha que fazer parte daquilo mais uma vez!

Categorias: Israel, Viagens
6
24
May
2010
Jerusalem – Cidade Antiga
Escrito por Adriana Miller

Nós passamos um total de 3 dias inteiros em Jerusalem, e com certeza não foi suficiente pra ver tudo que existe dentro dessa cidade, que apesar de ser tão pequena, geograficamente falando, cabe um mundo inteiro lá dentro!

A cidade antiga chega a ser assustadora para turistas recém chegados: sao milhares de ruazinhas se amontoando, o bairro muçulmano, o bairro Armenio, o bairro cristão, a parte Romana, a parte Bizantina, a Parte Otomana, etc, etc são camadas e mais camadas de historia, religião, guerras e paz, que dividem a cidade nao só em bairros e mercados, mas tambem em difernetes “andares” – a cidade é realmente um labirinto e a qualquer ponto voce se dá conta que naquele ponto do bairro Armenio, voce esta na verdade em cima do mercado arabe, e o templo muçulmano esta em cima do templo judeu, e a igreja crista ortodoxa Etiópia (pois, nem sabia que existia isso) foi construida em cima da igreja catolica, etc, etc.

Entao no nosso primeiro dia na cidade acordamos cedo e fomos participar do passeio turistico organizado pelo governo de Israel, que é totalmente de graça e tem como objetivo ampliar o conhecimento e compreenção da cidade, sua historia e religoões, alem de – de quebra – tentar eliminar o problema da mafia dos guias turisticos na cidade.

O grupo se encontra todos os dias as 11 da manha em frente ao Portão de Jaffa e os guias sao facilmente identificaveis com suas camisetas vermelhas e uma placa gigantesca.

Além do passeio gratis a mesma empresa organiza outros tours por Jerusalem e arredores e nós particpamos de 3! O tour introdutorio da cidade, o tour do Monte das Oliveiras e o tour Religioso. Todos extremamente excelentes!

E realmente sem o tour desses, fica impossivel entender a dinamica da cidade, que pode ser bastante intimidante! Mas logo depois do primeiro tour já sentiamos que conheciamos a cidade como a palma da minha mão e foi facil entender como os bairros se conectam e quais sao ruas principais para conseguirmos chegar em qualquer canto sem nos perdermos pelo caminho.

Nós ficamos hospedados no Citadel Youth Hostel, que fica pertinho do Portão de Jaffa, no bairro Crsitão e a localização é tudo! Mas o albergue em si foi péeeeeessimo! Bem caro para o padrão (cerca de 20 Euros por pessoa), quarto pequeno e um banheiro patetico…

A vista do terraço do Citadel Youth Hostel

Mas mesmo assim o albergue esta no topo de recomendações e reviews em sites como HostelWorld.com justamente por causa da localização e atmosfera, que realmente era super legal!

Categorias: Israel, Jerusalém, Viagens
15
20
May
2010
Mar Morto
Escrito por Adriana Miller

O Mar Morto eh o ponto mais baixo da superficie do planeta terra, com suas margens a exatos 418 metros abaixo do nivel do mar. E se nao bastasse, ainda eh o mar mais salgado do mundo!

Antes de ir pra Isreal eu realmente nao sabia muito oque esperar sobre o pais, mas se uma coisa eu tinha certeza, era que queria mergulhar no Mar Morto!

Oque eu nao sabia eh que o mar eh “morto” porque na verdade sua composicao eh tao salgada, tao mineral que chega a ser venenosa, e portanto nenhum organismo sobrevive naquele tipo de ambiente. Mas por outro lado, o mar eh bem “vivo”, geologicamente falando…

Antes da nossa ida a “praia”, fizemos um outro passeio pela cidade de Massada (que vou contar em outro post) e de lah tinhamos a vista privilegiada do Mar Morto, inclusive o lado Jornaniano do “lago”. Lah de cima pudemos ver como a geologia do Mar Morto funciona, com cenas que parecem saidas de filmes de ficcao cientifica… aguas borbulhantes, cores radioativas, e varias coisas nada convidativas para um mergulhozinho….

Na verdade o mergulho no Mar Morto eh super controlado, e mesmo os viajantes independentes nao podem chegar lah num esquema “litoral da Bahia”, onde vc para o carro em qualquer canto e corre pra agua! Se voce fizer isso, eh capaz de nunca mais voltar….

Entao existem “praias” especificas onde turistas sao bem vindos e cuidadosamente supervisionados. Os salva-vidas estao em todos os cantos, e se vc se animar demais, logo logo vem alguem te chamar atencao.

As regrinhas sao bem especificas e devem ser seguidas a risca: nada de mergulhos nem pulos, nao submerger sua cabeca de jeito algum, muito cuidado com cortes, machucados e feridas (alias, raspar as pernas ou fazer a barba nao eh recomendado), e nunca, JAMAIS engolir nem beber a agua – os avisos estao em todos os cantos “se vc engolir a agua, avise IMEDIATAMENTE um salava vidas”.

E isso, porque oque faz do Mar Morto o segundo mar mais salgado do mundo eh sua composicao quimica. Alem de ter cerca de 10 vezes mais sal doque o Mediterraneo por exemplo (algo do tipo, o Mediterraneo tem 3% de sua composicao de sal, enquanto que o Mar Morto tem 35%!!), sua composicao nao eh apenas de cloreto de sodio, aquele sal que voce coloca na salada todos os dias, e sim varios outros bem esquisitos, e diz a lenda que se alguem beber um copo de agua do mar Morto, o desajuste quimico do organismo humano seria tao grande que poderia levar a morte!!

Mas tudo isso a parte,  nossa visita ao Mar Morto foi sem duvida nenhuma um dos highlights da viagem!! Sabe aquele dia divertido?!?!? Aquele dia que voce vai lembrar pra sempre e cada vez que penso naquela tarde fico com um sorriso no rosto…

Primeiro o lado ludico da coisa… Por causa dessa composicao salina esquisita, a densidade da agua eh diferente da agua de mar normal que estamos acostumados, e portanto o corpo humano FLUTUA. Nao eh exatamente boiar… eu fiz anos e anos de natacao e sei boiar muito bem, mas no Mar Morto, vc literalmente flutua!

Eh uma sensacao tao esquisita e engracada que chega a ser dificil! O Aaron coitado nao conseguia se cordenar nem manter o equilibrio um segundo e ficava rolando na agua que um um frango assado de padaria!! Se estivesse de costas, se desiquilibrava e virava de barriga pra baixo! Quando estava de barriga pra baixo, se desiquilibrava e virava de barriga pra cima. E assim sucessivamente… oque gerou incontrolaveis crises de risos, que consequentemente me faziam perder o equilibrio e ficar rodando tambem e assim uma coisa levava a outra! (oque resultou em alguns respingos de agua em minha boca, e acreditem, aquela parada eh FUNKY!!!)

Outra “atividade” muito legal de fazer no mar morto eh o banho de lama! Os Spas e lojas de cosmeticos do mundo todo cobram fortuuuunas por tratamentos de lama “original” do mar morto, quanto que por lah, eh tao simples quanto raspar o fundo do mar (algumas partes sao de areia, e outras partes sao bem pegajosas com a lama) e fazer a festa!

Dizem que eh otimo pra pele, neh? Com aqueles minerais todos e tal…. fizemos a festa!! E como levamos nossa camera a prova d’agua a farofada rolou solta dentro d’agua! Mas depois de uns minutos de lama na pele, mas aquela agua salgada dos diabos, mais o sol na nossa cabeca, a lama comecou a dar uma coceica e uma pinicacao, e acabei com uma leve alergia/reacao…. entao desisti de gastar meus Sheckles na lojinha da praia…

O tempo permitido na “praia” nao eh muito longo, por todos os motivos que falei acima, mas sinceramente eu teria ficado por lah, chorando de tanto rir e tirando fotos o dia todo!

E foi dificil conseguir limpar toda a lama depois, sem deixar cair agua nos olhos nem na boca… oque gerou mais gargalhadas… eu nao conseguia limpar minha testa por nada desse mundo (a lama COLOU) e o Aaron nao acertava o proprio nariz… Ateh porque neh, eu tenho “A” testa Nascimento e o Aaron tem “O” nariz Miller… entao realmente essas partes demandam mais lama, oque dificulta a limpeza (coitado dos nossos filhos…!)… Serio, nao dah pra descrever o tanto que nos divertimos esse dia!

Nos fizemos um day trip ao Mar Morto que incluiu um tour por Massada e um outro tour pela Palestina e Jerico – que depois vou contando com calma… (e foi reservado e organizado por lah mesmo, direto no nosso albergue).

Categorias: Israel, Jerusalém, Palestina, Viagens
32
19
May
2010
Entre Tel Aviv e Jerusalem: Chegando e saindo
Escrito por Adriana Miller

O novissimo e ultra moderno aeroporto Ben Gurion em Tel Aviv eh o principal porto de entrada do pais.

Entao quando a Easy Jet comecou a voar para Israel ha uns meses atras, rapidinho o pais, que na verdade nunca figurou entre meus top de viagem, assumiu o topo da lista.

Entao essa parte foi facil. Compramos com meeeeses de antecedencia um voo direto Londres – Tel Aviv pela Easy Jet e conseguimos um preco muito, muito bom, ainda mais considerando que sao mais de 4 horas de voo pra fora da Europa.

Mas com o passar dos meses e a medida que iamos pesquisando sobre oque ver e fazer em Israel, ficou claro que o lugar que queriamos mesmo ir era Jerusalem. Se desse pra passar um tempinho em Tel Aviv seria lucro.

Entao comecei a pesquisa. Nosso voo chegaria em Tel Aviv depois das 8 da noite. IAnda tendo que contar com tempo pra recolher bagagem, passar pele imigracao e afins. Ou seja, potencialmente poderia demorar muito tempo, e passar uma noite em Tel Aviv nao estava nos planos.

Entao descobri a empresa Egged, que eh a principal empresa de onibus de Israel.

Pelas informacoes no site e feedback do pessoal no Tripadvisor, parecia ser bem simples. Os onibus que conectam o Aeroporto de Tel Aviv diretamente com o centro de Jerusalem (e varias outras cidades do pais). Os onibus saem direto do terminal de chegada, e a viagem demoraria cerca de 40 minutos e custaria 22 Sheckles (+ ou – 5 dolares).

Nao precisamos comprar on line, nem fazer reservas nem nada. Parecia mesmo ser bem simples.

E foi. Soh que mais ou menos.

Na verdade o voo atrasou quase 2 horaspra chegar lah. Ainda demoramos um tempinho consideravel pra conseguir passar pela imigracao e recolher bagagem. E realmente o aeroporto eh novissimo, tinindo de novo e de moderno, mas todos aqueles andares, niveis e sub-niveis e placas com sinais em Ingles, Hebreu e Arabe estavam um tanto quando confusas aquela hora da noite…

Mas tudo bem. Achamos o ponto de onibus da Egged sem maiores problemas, e entao descobrimos que tinamos que pegar um transfer.

Como o motorista de onibus nao falava Ingles, seguimos as instrucoes da placa trilingue e pegamos o transfer (que tambem eh da Egged). Ate que no meio do NADA, o motorista do transfer para no meio da auto-estrada e nos manda descer – apontando pra um ponto de onibus.

A comunicacao era nula, entao descemos do onibus transfer e andamos ate o ponto de onibus que estava semi-deserto.

O engracado eh que em momento algum sentimos medo de estar numa parada do onibus na beira de estrada em Israel. Eh um paradoxo que um pais com fama de tao violento, perigoso e de guerras, seja na verdade taaaaaaao tranquilao!

O medo mesmo era: e se o onibus nao passar? E como vamos saber qual eh o onibus certo?

TODAS as placas estavam em Hebreu…

Ateh que depois de uns 20 minutos esperando, finalmente o onibus apareceu, mostramos o ticket que compramos com o tiozinho do transfer e foi tudo tranquilo.

A estrada conecta Tel Aviv e Jerusalem eh tranquilissima, ultra nova, e a viagem passou voando.

Chegando em Jerusalem, cerca de meia hora depois, o onibus nos deixou na estacao central de onibus, e como jah estava tarde e nao tinhamos a menos ideia de onde estavamos, nem pra onde iamos, pegamos um taxi, que nos cobrou mais uns 20 Sheckles (5 dolares), e nos deixou na porta da cidade velha, no Portao de Jaffa – a um pulo do nosso albergue!

Jah na volta, no fim da viagem, o plano inicial era de ter feito o mesmo esquema de voltar de onibus pra Tel Aviv e passar nosso ultimo dia pela capital.

mas como adoramos DEMAIS Jerusalem, mudamos os planos e resolvemos ficar mais um tempinho em Jerusalem.

Mas ai rolou uma tensao sobre a logistica da coisa. E se na volta rolar transito? como vamos saber onde pegar o transfer entre a auto estrada e o aeroporto?

Entao estavamos batendo papo com o dono do albergue na pizzaria do Jacob (nao falei que o Jacob eh o cara?!) e ele deu a dica dos “Sheruts” que sao mini vans que funcionam como taxi coletivo.

Saiu um pouco mais caro (50 Sheckels por pessoa), mas nos poupou muito tempo e a dor de cabeca da logistica de voltar pra Tel Aviv.

Reservamos direto pelo albergue na noite de sabado, e pontualmente na hora marcada o motorista apareceu pr anos buscar, depois passou em mais 3 hoteis, e em menos de 1 hora estavamos na porta do terminal internacional do aeroporto!

Categorias: Israel, Viagens
13
16
May
2010
Carimbo de Israel
Escrito por Adriana Miller

Uma das coisas que tinham me deixada intrigada nessa viagem era o tal do carimbo de Israel no passaporte. Tanto que trocamos a ordem de nossas viagens a Israel e Dubai pra evitar dor de cabeça, já que Dubai, assim como outros países Arabes não reconhecem Israel como estado e proíbem a entrada a pessoas que tenham carimbo Israelita.

Depois descobri que na verdade poderíamos pedir um carimbo num papel separado, e assim não “manchar” a integridade de nossos passaportes.

Depois veio o boato de que na verdade a policia da fronteira já não aceita esses pedidos tão facilmente. Mas resolvemos arriscar.

Quando chegamos no aeroporto de Tel Aviv e entreguei meu passaporte, pedi pra menina da imigração carimbar um papel separado. Ela fez cara feia e perguntou porque, que eu justifiquei que viajava a países arabes a trabalho. Ela confirmou os carimbos de países como Turquia, Dubai, Malasia, Egito e afins, e então carimbou um papael separado.
Para nosso pavor, esse mesmo papel foi confiscado por outro policial antes mesmo de recolhermos nossa bagagem.

O Canadense que estava batendo papo com a gente tentou usar a mesma história, mas como não tinha carimbos pra “provar” a história levou uma dura da policia e foi levado pra uma salinha separada. Logicamente não aconteceu nada com ele, mas ele passou um susto…

Depois o outro boato era que sem o carimbo de entrada seria praticamente impossível atravessar a fronteira para a Palestina…. Coisa que fizemos sem o menor problema, pois estávamos com um guia Arabe. Na verdade, o policial entrou na van, olhou pra todo mundo (todos ocidentais), perguntou alguma coisa pro motorista e nem pediu pra ver passaporte de ninguém.

Agora, na saída de Israel o Aaron (que tem um nome tipicamente Judeu, apesar de ser cristão) levou uma dura da policia que não acreditava que ele não era judeu, não tinha família em Israel nem falava Hebreu… E tão pouco acreditaram que ele era casado comigo, pois oficialmente não temos o mesmo sobrenome e afinal, porque um Americano com nome Judeu iria casar com uma portuguesa e morar em Londres???!!!

Mas passado o susto, passamos sem problemas e mais uma vez pedi carimbo de saída numa folha separada, e dessa vez a menina da policia nem me perguntou nada.

Então sei lá. Pelo sim, pelo não, prefiri não ter meu passaporte carimbado , pois nunca se sabe o dia de amanha (ou a viagem de amanha?) e prefiro não ter problemas para entrar em países Arabes no futuro.

Então fotografei o papel com o carimbo de saída, antes de ser confiscado, para guardar para a posteridade…

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Categorias: Israel, Viagens
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