05 Mar 2015
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Murano e Burano – explorando o arquipelago de Veneza

Dicas de Viagens, Europa, Italia, Veneza, Viagens pela Italia

A cidade de Veneza é um arquipélago, e seja a cidade “principal”, ou a “Ilha grande” (que por sua vez é composta por varias outras ilhas), assim como toda a “grande Veneza” é um arquipélago, incluindo varias outras ilhas que fazem parte de Veneza, mas não são a Veneza oficial que conhecemos.

Da outra vez que estivemos na cidade, aproveitamos umas horinhas sobrando antes de voltar para casa e fomos ate a ilha “Lido”, que é uma das maiores e mais próximas a Veneza (capital), mas que tem toda uma vibe única.

Lido é tipo a ilha de verão ou de ferias do Venezianos, com praias, beach clubs, hotéis tipo resort e uma sensação mais real de “cidade” (com ruas, avenidas e afins) do que Veneza.

Então dessa vez resolvemos ir mais alem e conhecer outras das duas ilhas que compõem Veneza, e também as mais populares entre os turistas: Murano e Burano.

 

– Murano

Murano é um nome familiar, pois é la na ilha que se fabrica o renomado “vidro de Murano”, conhecido no mundo todo.

São dezenas de famílias super tradicionais que vão passando a técnica e a arte da fabricação de vidro de geração em geração, sem perder a essência de “arte” que os tornou famosos.

Visitar Murano é super fácil, ficando a menos de 20 minutos de Veneza, seja de barco Vaporetto publico ou de taxi particular, ou até mesmo de excursão organizada.

 

Dependendo de onde voce estiver hospedado, e se comprar o passe diário para andar de Vaporetto, sua passagem ja esta incluida e é so ficar de olho nos horários da linha 12, que conecta a estacão “Fond. Nuove” no norte de Veneza com a estacão “Murano Faro” de Murano.

O nosso hotel, o Danieli oferece translado gratuito para seus hospedes, então pegamos um táxi direto na portinha lateral do canal do hotel que nos levou diretamente a Murano!

Chegando la, a atracão principal são as fabricas de vidro Murano, com direito a tour e explicação dos artesãos!

Nos fomos na fabrica da marcada familia Mazzega, que são especialistas em candelabros e lustres monumentais ha centenas de anos (inclusive os candelabros históricos do Hotel Danieli) e ganhamos uma aula de historia!

Para começar que todo o processo é fascinante, e o termo “blow glass” em Inglês (tipo uma “vidro assoprado” em Português) é a definição perfeita para essa técnica, que é toda feita a mão (e pulmão) com minérios aquecidos a mais de 500 graus de temperatura e trabalhados individualmente pelo artesão.

Assistimos todo o processo de criação de um vaso, e é muito surreal pensar que aquele bando de “areia” se derrete numa massa (visualmente) mole e transparente de vidro derretido, e através de pinças, assopros, cortes e talhos, pouco a pouco o artista vai criando e dando formato a sua obra.

 

Não é atoa que custa tão caro!

Alem de ser uma arte tao única, é um processo incrivelmente manual e trabalhoso, ainda feito da mesma maneira de quando a técnica foi desenvolvida, aqui mesmo em Murano ha centenas de anos atrás! (tirando os fornos, que agora são elétricos e mais seguros, todo o resto ainda é feito bem rusticamente).

O tour termina no showroom da marca, onde eles nos mostram algumas de suas obras mais espetaculares (cobicei demais o globo terrestre todo em vidro azul acquamarina!) e o estilos de candelabros feitos pela família Mazzega, incluindo fotos de algumas encomendas recentes (como uma Igreja em Manaus no Brasil e o Palácio de um governador na Indonésia), que são feitos peca por peca, demoram meses para serem perfeitamente montados e custam (grandes) fortunas!

E claro, eles também tem uma lojinha com produtos menores e mais em conta, e igualmente maravilhosos.

Muita gente no Instagram e Facebook me perguntou quanto custava, em media, um vaso de Murano – e realmente eles não são baratos.

Um vazinho ou tigela de tamanho médio/pequeno custam a partir de 100€/150€ Euros, com pecas maiores e mais elaboradas que custam quase o infinito.

No centro de murano existem muitas outras lojinhas também, de produtores menores e mais artesanais, mas os preços são bem tabelados e não vi grandes diferenças entre os preços de diferentes lojas e artesãos.

Claro que em Veneza existem varias lojas que vendem pecas em vidro de Murano também, e quase todas são showroom das fabricas localizadas em Murano, e os preços também são os mesmo (tive a impressão de que tudo é super controlado e regulamentado nesse meio, justamente por ser uma “industria” tão pequena, fechada e única).

No mercadinho do Rialto é possível achar algumas pecas mais em conta (10% a 20% mais baratos), mas achei que todos tinham um pouco de cara de “resto” e tinham um acabamento mais grosseiro e mais “made in China” do que os vendidos nas lojas certificadas.

(nesse post aqui falei um pouco mais sobre custos, preço e compras em Veneza)

Aliais, uma coisa que vi na fabrica e em algumas das lojas de Murano foram os cartazes de uma campanha bem interessante, visando defender a autenticidade das pecas e da arte produzida em Murano, que dizia: “Não somos um mercado Global. Murano, só em Murano. Se sua peça foi comprada em outro lugar do mundo, ela é apenas um ‘vidro’”. Agressiva, mas definitivamente captei a mensagem! (e comprei os meus vasos em Murano!)

E sim, comprei um conjunto de vasos no estilo “mosaico” em vidro negro lindíssimos!

Almoçamos em Murano, no Da Tanduo super típico e bem baratinho, ali na “rua” do canal principal da cidade. O Spaghetti All’Amatriciana estava dos deuses, mas o que valeu a pena mesmo foi a torta de chocolate no final!!!

E de la mesmo, já pegamos um outro Vaporetto até Burano.

 

– Burano

A ilha Burano fica um pouco mais afastada de Veneza e Murano, e um pouco menos explorada por turistas – mas é uma verdadeira joia por si só!

Assim como Murano, a ilha Burano também é conhecida por seus artesãos, e a típica e tradicional renda de Burano, que lota todas as lojinhas da “minúscula” rua principal da ilha.

Mas confesso que não consegui prestar atenção nenhuma nas rendas quando me deparei com a cidade em si!!

Alem de ser o lugar mais fofo do mundo, com suas casinhas pequenininhas de boneca, e as cores únicas de cada casa são absolutamente fascinantes!

Nós pegamos dia horrível de inverno nas duas ilhas, mas Burano isso foi totalmente irrelevante!

Só no final, já a caminho da estacão de Vaporetto para voltar para Venezza é que me dei conta que não tinha tirado o guarda chuva da bolsa! Nem reparei no clima durante o tempo todo que estávamos la.

Mas em compensação, justamente por ser baixa temporada e um dia bem feio e cinza, as ilhas estavam vazias, e em Burano isso foi o máximo (deve ser meio difícil andar pelas mini calcadas que beiram os canais quando tudo fica lotado de turistas no verão!).

Não visitamos nada nem fizemos nada muito espetacular não.

Apenas perambulamos pelas vielas, pontes e canais, registrando as cores e explorando as esquinas desse lugar que mal da para acreditar que ainda existe!

Volta e meia víamos algum entrando e saindo das casas, ou uma velinha estendo a roupa no varal, ou alguém “estacionando” o barco na porta de casa recém chegado do trabalho.

Imagina que fascinante que deve ser a vida e a historia da família dessas pessoas que moram por la?!

Alem das rendas (se você conseguir controlar o deslumbre – eu não consegui! Fiquei em transe mesmo com o lugar! – vale a pena dar uma atenção as lojinhas, pois muitas leitoras comentaram que compraram pecas lindas de renda de Burano para suas casa!) Burano também é conhecido por seus restaurantes na beira do mar/canal servindo peixes e frutos do mar, e tínhamos planejado jantar por la, mas acabamos desistindo pois gastamos tempo demais fotografando as casas e andando pela ilha, e assim que o tempo começou a abrir um pouquinho e vimos que tínhamos chance de melhoria no clima, corremos de volta pro Hotel Danieli para curtir o por do sol em sua cobertura! (vale a pena!)

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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03 Mar 2015
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TV Everywhere: Fim de semana em Veneza!

Dicas de Viagens, Europa, Italia, T.V. EveryWhere, Veneza, Viagens pela Italia

Eu ainda estou terminando de escrever os posts sobre a última viagem a Veneza uns dias atrás (mas já tem post sobre o hotel que nos hospedamos e um post com dicas gerais sobre viajar para a cidade pra quem perdeu), mas o vídeo que editamos com as cenas da nossa viagem ficou muito legal!

Dessa vez, como viajamos sem a Isabella aproveitamos a “leveza” e exageramos um pouco no equipamento fotográfico e de vídeo, e conseguimos captar umas imagens bem legais!

Além de que já não era nossa primeira vez por lá, então sentimos que conseguimos curtir a cidade um pouco melhor, em vez de sentir aquela obrigação turística de ter que ver tudo e fazer tudo….

E acho que o dolce far niente ficou bem aparente nas cenas…

Créditos:

Edição: Final Cut Pro

Câmeras: iPhone 6, Canon GX1 Mark II e Canon 5d Mark III

Musica: “Volare”, Domenico Modugno

 

AH! E se quiserem também pode seguir o canal de Youtube do blog por aqui, onde estão também os outros 55 videos da TV Everywhere já publicados! (tem bastante coisa interessante, do mundo todo! #modéstiaaparte)

P.S. Estou adorando as sugestões de novos videos! Mandem mais!

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02 Mar 2015
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Como planejar uma viagem a Veneza: Quando ir, como chegar, quanto custa, onde comer, onde se hospedar e como se locomover pela cidade!

Dicas de Viagens, Italia, Veneza, Viagens pela Italia

Nada melhor do que já conhecer bem um lugar para saber direitinho como planejar a viagem ideal. E em uma cidade como Veneza isso se torna ainda mais importante, pois não é das cidades mais fáceis de se viajar, então todo conhecimento e dicas certeiras são essenciais para saber como planejar uma viagem a Veneza sem cair em furadas.

Venetian Sunrise

Como essa foi nossa terceira viagem para la, e já postei bastante coisa aqui no blog, vou pular a parte de dicas batidas que se encontra em qualquer guia oficial – todo mundo sabe que a cidade eh cheia de canais e a praça San Marco é seu ponto principal, certo? (e se não souber, os posts antigos estão ai para isso!)

– Quando ir a Veneza:

Veneza é uma cidade que pode ser visitada durante o ano todo. Em termos de temperatura e clima, por estar no norte da Itália eles não tem temperaturas muito extremas, mas tem invernos bem úmidos e frios (mas não congelantes) e verões muito, mas muito quentes (mas nada que turistas Brasileiros não saibam suportar numa boa).

Já o outono é uma época complicada de visitar a cidade, pois a probabilidade de mare alta (o fenômeno “acqua alta” literalmente alaga a cidade) aumenta bastante, com um grande risco das chuvas e enchentes estragarem totalmente sua viagem. (para ficar de olho na previsão da maré alta, veja aqui).

Já a primavera e comecinho do verão são as épocas ideias, pois alta temporada do verão na Europa ainda não começou, o clima esta ótimo, a cidade (ligeiramente) mais vazia e os preços (ligeiramente) mais baixos. Porem evite as épocas de feriado Europeu (Pascoa e comecinho de Maio) que provocam efeito “lotação máxima” na cidade.

O verão é quente, úmido, lotado, fedorento (os canais são lindos e bucólicos, mas super fedidos!), com preços nas alturas e serviços que deixam a desejar.

Mas ao mesmo tempo, qualquer época é época, a cidade nunca fica verdadeiramente vazia (nem verdadeiramente barata) e Veneza é linda em todas as estacoes.

Eu já fui na Pascoa e peguei dias lindos e ruas lotadas. E agora dessa vez fomos no inverno e pegamos dias feios, porem com preços mais amenos, restaurantes vazios e bons serviços.

 

– Como Chegar em Veneza

Chegar em Veneza não é difícil, com muitas opções de transporte a partir da Itália e da Europa, com boas conexões com a ilha.

A Estacão de trem, ônibus e barco da Piazza di Roma fica na ilha principal, e de lá se chega a qualquer parte da ilha.

A estacão é bem conectada com as principais cidades Italianas e capitais Europeias, com muitos trens frequentes.

E para quem prefere voar, Veneza é servida por dois aeroportos. O principal, “Marco Polo”, é bem pertinho, localizado numa das ilhas que compõem Veneza, e recebe voos internacionais e voos de cias aéreas tradicionais e low cost vindos da Europa toda.

A partir do Marco Polo, muitos dos hotéis de luxo oferecem serviços de barco/translado para seus hospedes, ou então você pode comprar o pacotão do transporte veneziano que incluiu o serviço de Vaporetto (barco) ate a ilha principal, de de la pelo Grande Canal (principal “Avenida” da cidade) que te leva para todo o resto da cidade.

O aeroporto secundário que serve Veneza, fica na verdade em Treviso, a cerca de 1 hora de distancia da “entrada” de Veneza, na Piazza de Roma (estacão de trem e ônibus). A Ryanair é a principal cia aérea a voar para la, o que proporciona um perrengue a mais, mas uma boa economia no preço dos voos.

Apesar de ser relativamente longe, o aeroporto de Treviso vive em função dos turistas que vão para Veneza, então tudo funciona super bem: é só sair do aeroporto e de cara você vê os ônibus que conectam Treviso a Mestre e Veneza.

A viagem demora entre 50 minutos e 1 hora, e custa apenas 10 Euros, em ônibus confortáveis e sem estresse nenhum.

Assim você pode escolher se vai até Mestre (onde estão muitas opções de hotéis) ou então ate o ponto final em Veneza.

E uma vez em Veneza, você já pode pular direto num Vaporetto e chegar ate seu hotel ou começar a turistar!

 

– Como se locomover por Veneza

Veneza é uma cidade relativamente pequena, e por ser composta de mini ilhas, na da para se perder demais – por mais que você ande, ande, ande achando que esta perdido, quando menos imaginar vai dar de cara com o Grande Canal e pronto, fica fácil de achar de novo!

Mas a cidade não tem ruas, nem carros, nem transporte publico “terrestre”, e sim uma coletânea de vielas e becos que se conectam em pontes que cruzam canais e vão ligando uma parte da cidade a outra.

Você se sente o tempo todo numa cidade cenográfica, numa maquina do tempo medieval! É impressionante como eles conseguiram manter esse clima tao único na cidade por tantos seculos! Realmente, Veneza só mesmo em Veneza!

O melhor meio de transporte sem duvidas são seus pês, então se prepare para andar muito. Sapatos confortáveis, sem saltos nem solados escorregadios são seus melhores companheiros! E um bom mapa e uma boa dose de paciência!

Mas em Veneza todos os caminhos de levam a…. Praça San Marco ou a Ponte Rialto! Não tem erro.

Esses dois pontos são as principais atracões da cidade e ficam localizados em pontas opostas da principal ilha da cidade, então quase todas as esquinas tem plaquinhas com setas que te indicam se você esta indo em direção a Praça San Marco, ou se você esta indo em direção a Ponte Rialto…

De uma maneira ou de outra, uns 15 minutos depois você vai chegar num desses dois lugares.

Mas ainda assim a cidade tem meios de transporte sim! O principal, mais eficiente e pratico sao os “Vaporettos”, que sao os barcos que fazem as vezes de onibus pela cidade.

São varias linhas diferentes que atendem os principais pontos da cidade, mais no geral, os Vaporettos apenas servem os pontos localizados ao longo do Gran Canal da cidade.

A segunda opção são os “táxis” que são barcos menorzinhos e mais rápidos, que podem ser coletivos (dividindo com um monte de gente, para abaixar o custo) ou particulares (tipo táxi mesmo), que alem de mais rápidos que o Vaporetto, também tem acesso aos canais menores que vão cortando o interior da cidade. Então se você precisa chegar de um ponto a outro com pressa e rapidez, os táxis aquaticos são sua melhor opção!

E por fim as gôndolas!

Praticamente um símbolo onipresente da cidade, e um sinônimo de qualquer visita a Veneza!

Eles te transportam pelos canais, mas não são exatamente meios de transporte… apenas fazem pequenos tours pelo interior dos canais e das ilhas, te mostrando um outro lado da cidade, mas geralmente voltam para o mesmo ponto de onde te pegaram.

 

– Quanto custa viajar para Veneza

Veneza e preços altos são praticamente sinônimos! Da para economizar aqui e ali, achar hospedagem mais em conta em Mestre e comer em restaurantes por fora do circuitão turístico, mas numa cidade onde um cafezinho custa 10 Euros, chega uma hora que você já ta achando que a latinha de Coca Cola sem gelo por 8 Euros uma pechincha!

Então eu acho que assim: tá no inferno? Abraça o capeta!

A viagem não precisa ser 100% cinco estrelas para valer a pena (da para economizar em muita coisa sim), mas se você esta disposto a ir ate la, não se ofenda nem reclame dos preços exorbitantes. Faz parte da experiencia “Veneza” de ser!

O que encarece a viagem sem duvida é a acomodação, já que a oferta é baixa e a demanda é alta. Alem disso, geralmente a qualidade das instalações e do serviço não são compatíveis com os altos preços pagos, o que sempre leva a resenhas e comentários acalentados nos fóruns de viagem! (falo de opções de hotéis aqui em baixo). Mas a diária num hotel chechelento num beco sem saída em Veneza não sai por menos de 100€, e uma diária num hotel 4 ou 5 estrelas fica na casa dos 300€ ou 400€. Já em Mestre, as opções ficam entre 50€ e 150€ a diária por um hotel ou pensão BBB (Bom bonito e barato).

Alem disso, em Veneza são os detalhes da viagem que fazem da cidade ser tão cara!

Uma passeio de meio hora numa gôndola não sai por menos de 80€, um cafezinho na Praça San Marco não sai por menos de 8€, um passe de 1 dia inteiro de transporte (Vaporetto) custa 20€.

Um jantar num restaurante bacana custa fácil uns 150€, as um jantar ou almoço numa trattoria ou Osteria mais escondidas e fora do circuitão de turistas, pode custar apenas uns 30€ (incluindo vinho local!). Um drink no barzinho pode chegar fácil aos 20€ e uma cerveja geralmente passa dos 10€.

Ah! E não esqueça que a maioria dos bares, restaurantes e cafés cobram o “coperto” (geralmente entre 2€ e 4€ por pessoa), que basicamente é uma taxa paga por “sentar” a mesa. Mas como disse acima, em vez de reclamar e achar um absurdo, já incorpore isso no seu orçamento, e enxergue esse imposto como parte do custo (tipo pagar gorjeta ou taxa de venda nos EUA).

 

– Onde se hospedar em Veneza

Acomodação, como disse acima, é sem duvida o principal custo de qualquer viagem para cidade. E geralmente é a decisão pela acomodação que vai fazer com que você ame ou odeie Veneza. Porque por la não tem meio termo. Ou você paga muito por um hotel mequetrefe numa casa caindo aos pedaços (mesmo os hotéis “médio porte” e com boas resenhas por ai, seriam considerados de padrão “sofrível” se estivessem em outras cidades do mundo! Então é preciso manter as expectativas em ordem quando recebemos as temidas – ainda que bem intencionadas – “dicas imperdíveis” por ai), ou então você vai pagar ainda mais por um hotel de luxo 5 estrelas.

Então eu acho que o seguinte: Se for uma viagem especial, uma data comemorativa ou lua de mel, pague o extra e fique num super hotel! Um ambiente luxuoso, cheio de historia e uma localização excepcional dão aquele toque plus-a-mais na sua viagem, e não ha lugar no mundo que esses detalhes se tornem ainda mais especiais do que Veneza!

Dessa vez nos ficamos no Hotel Danieli e foi simplesmente sensacional! Foi a viagem de comemoração do meu aniversario de 35 anos, e uma viagem meio “Lua de Mel” sem a Isabella (primeira vez que viajamos mesmo sem ela), então queríamos uma cosia bem especial, e a escolha não poderia ter sido mais acertada! Recomendo!)

Mas se a prioridade for economizar no hotel para poder curtir outros aspectos da viagem, mas ainda assim você quiser ficar bem localizado e pegar um preço justo por uma qualidade boa de acomodação, continuo achando que as melhores opções estão em Mestre (a cidade “base” onde Veneza de conecta ao continente). Em mestre os hotéis seguem um padrão mais internacional, com muitas opções de médio porte e de redes internacionais. Ou seja, bom custo beneficio, preços justos e bons serviços.

A cidade fica a apenas 15 minutos de ônibus ou táxi a partir da estacão central de Veneza, e quase todos os hotéis (e lojinhas, restaurantes, farmácias, supermercado, ficam ali em volta. Alem dos ônibus que conectam aos dois aeroportos que servem Veneza).

Mas agora que tive a experiencia de me hospedar em Veneza, concordo que as vantagens e “magia” são bem melhores do que nas cidades satélite! Quando voltar a cidade, me hospedaria de novo no Hotel Danieli ou em alguma outra opção na ilha de San Marco e na vicinidade do Gran Canal.

– Onde comer em Veneza:

Uma coisa que me lembrava bem das duas primeiras viagens a Veneza foi como comi mal por la!

Ambas as vezes a cidade estava lotada, e o orçamento mais apertado, então rodávamos, rodávamos e de repente a fome batia e ai entramos em qualquer restaurante pelo caminho que tivesse mesa disponível. O resultado foi super decepcionante, com péssimas experiencias no serviço e comida terrível.

Dessa vez eu estava determinada a comer bem, e posso relatar o sucesso da missão! Comemos e bebemos extremamente bem e fiz questão de guardar todos os cartões e endereços!

Outra vantagem de ter se hospedado num hotel super top foi usar e abusar os conhecimentos Veneziano nato do concierge do Hotel Danieli!

Ele nos deu cartões, endereços e ligava diretamente pro dono do restaurante para reservar uma mesa para gente! E acertou em cheio todas as vezes!

Nosso primeiro almoço foi meio por acaso, na Osteria Al Mascaron, que na verdade nem foi dica do concierge não. Estávamos meio que perdidos e andando sem rumo pelas pontes da cidade, e vimos a portinha escondida numa das ruas laterais.

Do lado de fora na tinha nenhum letreiro, nenhum nome e nada que seja tipicamente usado para atrair turistas, e no ato me conquistou! Mas foi só dar uma espreitada na porta, que vi que la dentro estava lotado e com fila de espera, 100% composta de italianos. Resolvemos esperar uns minutos para ver o que ia acontecer e de cara amamos a comida, o serviço simpático do dono Italianão que ia de mesa em mesa conversando com todo mundo, e principalmente a conta no final: 50€ para nos dois, incluindo 2 garrafas de vinho da casa (tao bom que pedimos uma segunda garrafa!), sobremesa, coperto e entradinha!

Osteria Al Mascaron

Castello 5525, Calle Lunga Santa Maria Formosa, Venezia

A noite fomos jantar na recomendação do concierge, e fomos na Osteria San Marco, uma versão casual, porem moderninha, do restaurante tradicional de Veneza. O principal motivo por termos escolhido a Osteria San Marco foi a localização, numa ruazinha bem atrás da Praça San Marco, a 5 minutos de distancia do nosso hotel.

Uma coisa que vale a pena ressaltar eh que Veneza não é uma cidade noturna. A cidade não tem opções de barzinhos e baladas, e as ruas são escuras e super difíceis de navegar. A pesar de ser uma cidade segura, no sentido “violência” da palavra, não é um lugar que passa firmeza e segurança para sair se aventurando por ai, então minha dica é sempre tentar fazer coisas a noite que fiquem pertinho do seu hotel.

Mas voltando a Osteria San Marco, o menu segue a tradição Veneziana de massas e frutos do mar, mas com uma pegada mais moderna e mais fusión, ingredientes experimentais e sabores surpreendentes.

Osteria San Marco

Calle Frezzeria, 30124 Venezia

Apesar de ambas serviram comidas dos deuses, o Osteria Al Mascaron onde almoçamos, servia aquela comida Italiana da “mamma” e dava para imaginar a mulher do dono la trás na cozinha preparando cada prato de massa!

Já na Osteria San Marco rola uma vibe mais “chef”, uma pessoa que provavelmente cresceu ali, sempre naquele meio e com aqueles ingredientes base, mas resolveu expandir os horizontes e oferecer uma versão mais moderna dos “Bacalo” Veneziano.

E agora o momento “garota enxaqueca”: Pelo amooooooor de Deus PAREM de propagar por ai que o “Harry’s Bar” é uma dica “imperdível” em Veneza!!!

Serio mesmo que alguém que entrou ali, levou aquela facada com aquele serviço terrível, ainda achou que valia a pena recomendar pros outros??!?!

Tudo bem que o bar é histórico, e nos anos 70 era o point dos pseudo intelectuais, e foi la que o drink Belini foi inventado, e onde Ernerst Hemingway escreveu textos de algumas de suas obras.

Mas esses dias já não voltam mais e o que vemos hoje é um bar datado e brega, apertado, garçons mau humorados, copos pequenos e sem nenhuma apresentação por preços exorbitantes! E o problema nem é o preço não… sabíamos que seria caro. Como disse acima, entender que Veneza é cara, e ponto final, é o primeiro passo para você curtir a viagem. Então sim, a pesar de que 17€ eh uma valor alto para um drink, em termos de valores absolutos, não é tao excepcional assim em termos de Veneza.

 

– Compras em Veneza:

O ponto alto de qualquer compra em Veneza, para o meu gosto de compras de viagem, são os produtos típicos da região, como o vidro de Murano, ou as rendas de Burano (que vou falar com mais calma, no post sobre essas cidades).

Por toda Veneza, as famílias e artesãos de Murano tem lojas e showrooms especiais para exposição e vende de suas peças, caso você não esteja planejando uma viagem à ilha.

Para opções mais econômicas, as lojas de souvenir e as barracas do mercado do Rialto são boas opções para barganhar. E é por lá também que você vai encontrar tudo quanto é tipo de buginganga Veneziana: de máscara de carnaval, a camiseta, ímã de geladeira e globo de neve. Pensou em cacareco, pensou no Rialto! (foi lá também, que ha muitos anos atrás eu comprei meu enfeite de natal da cidade!).

Mas a cidade também é bem servida de lojas e marcas não-souvenirs, variando de Prada, Chanel, Missoni e Dolce & Gabbana, a Promod, H&M e Sephora.

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01 Mar 2015
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Hotel Danieli – o hotel Palazzo em Veneza

Dicas de Viagens, Europa, Italia, Veneza, Viagens pela Italia

O histórico Hotel Danieli é um hotel palazzo em Veneza e foi dos principais Palazzi da “realeza” Veneziana do seculo 14, e o prédio, que oficialmente se chama “Palazzo Dandolo” foi construído pela família de mesmo nome, tendo sido um dos principais endereços para festas e reuniões da alta sociedade da finada Republica Veneziana do seculo 14 e 15.

Com o fim dos estados independentes e a unificação da Itália, Veneza caiu no descaso, e a família Dandolo aos poucos se dividiu e viu seus bens se dissiparem ao longo das gerações, ate que no comecinho do seculo 19 (1824) foi transformado num hotel pelo (igualmente rico & poderoso) Giuseppe Dal Niel, que era conhecido em Veneza como Danieli (por causa de seu sobrenome), e então para dar sua marca registrada, nomeou o novo hotel (e um dos primeiros desse molde da cidade) de Danieli. Nome que a propriedade mantem a hoje devido a seu prestigio!

O hotel é pura historia e tradicao e já hospedou nomes ilustres como Goethe, Wagner, Charles Dickens, Lord Byron, Harrison Ford, e Steven Spielberg, além de ter servido como cenário para o filme “O Turista” com Angelina Jolie e Jonny Depp em 2010.

A localização então não poderia ser melhor – exatamente na esquina da Praça São Marco, de frente para o Grande Canal e com vistas invejáveis da cidade.

Veneza é um lugar super difícil de se hospedar, coisa que ja comentei em outros posts sobre a cidade, mas essa foi nossa 3′ visita, e como o proposito foi justamente planejar uma viagem sem a Isabella, num clima bem de lua de mel e especial mesmo, queríamos que fosse um hotel ultra especial! E o Hotel Danieli foi a escolha perfeita para nossa viagem a Veneza!

Da ultima vez que estivemos na cidade ficamos hospedados em Mestre, que é a cidade “base” de Veneza, e onde estão as melhores opções custo-beneficio da região, e foi ótimo. Os hoteis em Mestre são maiores, mais limpos e modernos, e incrivelmente mais baratos – e claro, mais fáceis de achar! Nada mais desesperador do que assistir turistas arrastando malas nas ruazinhas de paralelepípedos e pontes sem iluminação da cidade tentando achar seus hotéis, numa cidade sem “ruas” e sem transporte.

Então ao escolher um hotel Veneziano, a localização foi essencial! Tinha que ser pertinho de San Marco e tinha que ser no Grande Canal. Todo o resto eh resto e não estávamos dispostos a esse perrengue (nosso voo chegava super tarde e sabíamos que as opções de transporte eram nulas fora do eixo do Grande Canal).

Alem da localização nota 10, o Hotel Danieli também leva serio essa coisa de fazer parte da historia da cidade, com muitos moveis originais do seculo 18 e 19, quartos minuciosamente decorados e todos os lustres, candelabros e abajures do hotel são feitos em vidro Murano, seguindo a tradição da família Dandolo!

No terreo, logo na entrada do hotel esta um bar e café que funciona o dia todo – perfeito para uma pausa e café a tarde ou uns drinks antes de jantar a noite, alem de terem sua propia entradinha lateral para um canal, onde eles organizam taxis e góndolas para transportar os hospedes pela cidade (achei o máximo!!).

Mas a atracao principal mesmo eh o terraco do hotel, com um bar e restaurante, com uma vista incrivel do Grande Canal e das torres e igrejas da cidade!!

Batemos ponto la em cima todas as manhas e todas as noites, porque realmente nao dava para resistir tomar café da manha coma quela vista, e a posicao super privilegiada para asistir o por do sol!

Durante os meses de primavera/verão (de abril a Setembro), o bar e restaurante da cobertura também são abertos a não hospedes, e sao perfeitos para quem quiser um jantar especial na cidade, com a melhor vista de Veneza!

Nos fomos no inverno e demos azar com o clima (pegamos chuva e nevoeiro todos os dias), mas debe ser o máximo jantar ou tomar um aperitivo coma quela vista a seus pês! (mas o efeito eh igualmente maravilhoso curtindo a vista de dentro do bar/restaurante interno!)

Hotel Danieli

Riva degli Schiavoni 4196, Veneza

(exatamente em frente a estacão de Vaporetto “San Marco – San Zaccaria” e não tem como errar!)

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17 Sep 2014
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Pompeia (depois de tantos anos e com crianças!)

Dicas de Viagens, Italia, Pompeia, Viagens pela Italia

Ano passado, o British Museum em Londres, recebeu uma exposição incrível: inteiramente sobre Pompeia, sua história e ruínas, e desde então fiquei morrendo de vontade de voltar a cidade.

E como o Aaron nunca tinha ido, já começamos a planejar uma viagem para a região para esse ano!

É sempre incrível poder voltar a lugares assim… Ter o privilégio de conhecer Pompeia já é indescritível, e ainda mais voltar depois de tantos anos, e acompanhada de meu marido e filha, não tem igual!

Chegar até lá foi bem fácil a partir de Sorrento, cidade que usamos de base. Sorrento e Pompeia fazem parte da rede Circunvesuviana de trens, que conectam várias cidade da área, custa apenas 2,20 Euros e a viagem demora cerca de meia hora.

Pompeia é uma cidade única! Na primeira vez que fui, estudei a história minuciosamente, comprei guias e já cheguei sabendo tudo que precisava saber e o que queria ver por lá, e essa empolgação não mudou nem um pouco dessa vez e apesar de que sabíamos que seria difícil conseguir explorar as ruínas livremente com a Isabella a tiracolo, ainda assim fomos.

Claro que foi bem mais difícil: o calor estava super intenso, com aquele sol a pino do verão Italiano, e Pompeia simplesmente não é o tipo de lugar que tenha muitas sombrinhas, ou árvores nem nada disso.

Sem falar, nas pedras e pedregulhos pelo caminho, e ruas e calçadas impossíveis de serem encaradas com um carrinho de bebê.

Mas ao mesmo tempo, nosso dia acabou sendo bem melhor do que imaginamos que seria! Foi um passeio limitado e focado, sabendo muito bem o que queríamos ver por lá, seguindo os melhores roteiros “acessíveis” (pedimos um mapinha com essa informação na entrada) e muitas vezes nos dividimos – um de nós ficava brincando com a Isabella na sombrinha em algum lugar, ou “estacionado” numa sombrinha enquanto o outro ia sozinho explorar a área tal das ruínas.

Eu sei que a primeira vista, Pompeia parece ser o lugar mais “anti crianças” do mundo, e obviamente que com 1 ano e 7 meses a Isabella não fazia a menor ideia de onde estava – mas adorou subir e descer as pedras e escadinhas, brincar de pique esconde nas colunas milenares, catar pedrinhas no anfiteatro Romano.

Por isso que sempre digo: qualquer viagem pode ser kids friendly e feitas com crianças, e cabe aos pais saberem se adaptar e tornar o dia agradável para os pequenos.

Se ela fosse um pouquinho mais velha, eu teria focado em explicar (“ludicamente”) como era a vida dos Romanos, o fato que podemos entrar nas casinhas e ruas e as diferenças das cidades de hoje em dia.

Mas como ela ainda é muito bebêzinha, focamos em deixar ela solta a maior parte do tempo possível, andando pra cima e para baixo, subindo e descendo e fazendo as coisas que ela gosta (ela é muito ativa e não pára quieta!).

E claro, muita água, muito suco, muitas frutas e muito filtro solar!

Mas confesso que achei que já conhecer Pompeia ajudou nesse processo. Afinal Pompeia é uma cidade inteira em ruínas, então você poderia passar dias por lá (sem exageros!) entrando em cada ruazinha, cada ruína, tentando explorar cada canto.

Mas como não tínhamos todo tempo do mundo, e ainda tínhamos a Isabella, fomos objetivos no que não podia deixar de (re) ver!

Claro que também passamos bastante tempo perambulando por lá, que é uma das coisas mais legais de se fazer, mas pra dois apaixonados por história como nós, queríamos visitar as ruínas que nos mostram bem como era a vida a mais de 2000 anos atrás!

Logo na entrada da cidade, como em quase todas as cidades Romanas está o Forum, que era o epicentro da cidade – o principal mercado, onde eram feitos os julgamentos e decisões, e onde a vida de Pompeia era decidida.

De lá também se tem vistas incríveis do Vesúvio bem ali do lado, e hoje em dia é onde fica o galpão onde estão armazenadas as relíquias encontradas nas ruínas e escombros das casas, além de algumas “estátuas” dos corpos encontrados nas cinzas.

Uma coisa que eu adorei foi finalmente ter visto o “Cane” (cachorro), a estátua de um cachorro que foi encontrado nas rúnias, pois foi deixado preso por uma corrente (quando fui da última vez, o “cane” estava viajando por outros países em exposições).

Até então os arqueologistas e historiadores achavam muito estranho o fato de que não havia resquícios de animais na cidade! Mas hoje em dia a teoria é que os animais fugiram da cidade antes dos humanos, assim que começaram a sentir o cheiro de gás pré-erupção, e apenas sobraram os que estava presos, ou como o “Cane” acorrentados.

Tem também os anfiteatros e coliseus de Pompéia, que apesar de serem pequenos por comparação a outras cidades Romanas, estão super bem conservados.Mas o que eu gosto mesmo em Pompeia é que nos arredores das duas ruínas (anfiteatros e Coliseu) é possivel ver os bairros e ruas de “entretenimento” da cidade, pois é onde ficavam os restaurantes, bares e bordéis de Pompeia.

É uma coisa meio surreal né, pensar que ha milhares de anos atrás os humanos já gostava de fazer as mesmas coisas que a gente faz hoje em dia!

Mas em vez de pegar um cineminha com o namorado ou amigos, os Pompeianos iam no coliseu assistir um leão matar um cristão, ou iam assistir uma peça de drama ao vivo – e logo depois iam comer fora nos muitos restaurantes da cidade, ou nas casas de vinho!

Outro ponto muito interessante é o bordéu, ou o “Lupanar” e sua arte erótica! A especulação é que como Pompeia era um centro comercial muito importante na época, recebia muitos visitantes que não falavam o mesmo dialeto de latin que se falava por lá. E além disso, as prostitutas eram geralmente prisioneiras trazidas da Grécia, Turquia ou norte da África e não falavam a mesma língua que seus clientes.

Então as paredes do bordéu são forradas de cenas “eróticas” que serviam de menu – antes de entrar num quartinho, o cliente olhava as fotos, escolhia o que queria e pronto! Negócio fechado!

E por fim, “i morti”, ou “os mortos”, que são um dos principais diferencias das ruínas da Pompeia – o fato de que foram encontrados “vida”, que ajudou os historiadores a tentar entender um pouco melhor o que aconteceu por lá.

Então durante as escavações um dos arqueólogos começou a reparar que entre os escombros e a cinza solidificada, volta e meia eles encontravam uns buracos de “ar”, como se fossem bolhas de ar em formatos estranhos. Mas como aquilo não era condizente com a solidificação daquele tipo de cinza, eles resolveram colocar gesso dentro de uma das bolhas pra ver qual o formato que sairia da “forma”.

E pronto! Encontraram os seres humanos que não conseguiram fugir de Pompeia e morreram asfixiados pelo gás, soterrados pelos prédios e afins.

É possível ver famílias inteiras, com adultos crianças e bebês, com os detalhes de suas roupas, as sandálias de couro romanas e até mesmo as expressões faciais.

É meio mórbido, mas fascinante!

Acabamos não ficando o dia inteiríssimo lá em Pompeia não, e depois que a Isabella acordou de sua soneca da tarde, pegamos o trem de volta para Sorrento e fomos curtir a piscina do hotel com ela!

Ah! E ela ganhou um enorme gelatto como prêmio de bom comportamento! :-)

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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