20 Mar 2010
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Florença e Toscana: na Pratica

Cinque Terre, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Viagens, Florenca, Italia, Pisa, Roteiros de Viagem, Siena, Toscana, Viagens pela Italia

Nesse post não terei a pretensão de escrever um post completissimo sobre uma regiao tão grande e diversa quanto a Toscana. Serão apenas algumas sugestões de como se organizar e planejar pra conseguir aproveitar (um pouco do) o melhor que a regiao tem a oferecer, sem gastar muito tempo, nem muito dinheiro.

Pra começar,  a maneira mais facil, simples e barata de viajar pela Toscana é de trem! A TrenItalia, compania ferroviaria Italiana, é super eficiente, e chega a literalmente, todos os cantos do pais.

Na toscana em particular, eu arriscaria dizer que 99,9% das cidadezinhas tem uma estacao de trem. E apesar de existirem um zilhao de opcoes de lugares pra conhecer, as cidades sao relativamente bem proximas umas das outras, e dá pra chegar em quase todos os lugares que vc quer ir em menos de 1 hora de trem, gastante cerca de 5 Euros por trecho e sem se estressar com nada.

Não precisa nem se preocupar em comprar as passagens com antecipação; basta chegar na estação, ir direto na maquina self-service, comprar seu ticket, “convalidar” na maquininha amarela da plataforma e voilá! (mas por precaução, vale a pena dar uma olhadinha no site só pra ter uma ideia dos horarios, conexoes, etc).

Começando por Florença (as dicas e roteiro já estão AQUI), que eu recomendaria pelo menos uns 3 dias dedicados a cidade, e é a cidade ideal para servir de “base de exploração” pro resto da Toscana.

A cidade é relativamente pequena, e super facil de navegar, mas a recomendaçnao numero um é tentar se hospedar o mais proximo possivel do centro da cidade, ou o Centro Storico. Uma boa localização vai facilitar sua vida na hora de visitar a cidade, chegar na estaçnao de trem, achar bons restaurantes etc.

Nós ficamos hospedados no Hotel Medici, exatamente no centro da cidade e a meio quarteirao de distancia da Piazza Duomo, pagando miseros 40 Euros por noite, para um quarto uplo, com banheiro e café da manha. E pra melhorar ainda mais, como chegamos cedo e nosso quarto aidna nao estava pronto pro Check in, nos deram um “up grade” para um dos apartamentos do predio adjacente, que era um mini studio com sala, quarto e banheiro (que caberiam facilmente umas 4 ou 5 pessoas lá dentro).

A sala do nosso quarto no Hotel Medici

O quarto e o banheiro

E pra completar, o hotel ainda tem um varandão na cobertura, com uma super vista do Duomo!

A varanda da cobertura!

Nao espere luxo nem paparicos, mas por esse preço, nada compensa a localizacao, serviço e conveniencia do Hotel Medici!

Outras opções de viagens pela Toscana, usando Florença como base da viagem ou nao, sao inifnitas. Mas digamos que alguem tenha 1 semana disponivel na Toscana e quer conseguir explorar bem a regiao. Alem dos 3 ou 4 dias em Florença, minha sugestao seria:

– 1 dia em Pisa: Pisa é um dos principais cartões postais da Italia e fica a menos de 1 hora de trem de Florença. A passagem custa menos de 6 Euros, e chega bem no centro da cidade. Explorar Pisa é super facil, e sinceramente voce nao precisará mais que algumas horas.

Pisa!

– 1 dia em Siena: Siena é outra tipica cidade Toscana que fica pertinho de Florença e requer menos de 1 dia pra ser explorada. Alem da muralha medieval, Siena é sede do famoso Palio de Siena que acontece todos os anos na Piazza del Campo.

Piazza Del Campo, Siena

– 1 dia em Arezzo: Não tem nada a ver com a loja Brasileira de sapatos… mas foi a cidade-cenario do filme “La Vita é Bella” (filme de Roberto Benini, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1997) e é cercada de viniculas de vinho Chianti por todos os lados.

Piazza Grande, no centro de Arezzo

E pra estiver com um pouco mais de tempo, nas redondezas ainda estao: Lucca, Carrara (a cidade dos marmores) e La Spezia (região onde estao as “Cinque Terre“).

Manarola, uma das 5 cidades da regiao "Cinque Terre"

Mais fotos de Pisa e Florença:

Pisa e Florença (minha versao com centenas de fotos nao-editadas)

Aqui (a versao consisa e selecionada do Aaron)

Adriana Miller
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18 Mar 2010
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Roteiro de viagem Florença

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Florença é a capital da Toscana, e é uma cidade que consegue personificar sozinha todas as imagens que as pessoas teem sobre a Italia.

Afirmar que a cidade é um museu a ceu aberto, pode soar como um clichet, mas é a mais pura verdade. E por mais que outras cidades do mundo tentem clamar a mesma “alma” artistica, apenas Florença é de fato o berço do Renascimento, onde personagens da arte e cultura Italiana (e mundia!) como Dante, Michelangelo, Machiaveli, Boccicello, entre outros, moraram, estudaram e se desenvolveram nos genios que se tornaram.

Durante todo seculo 15 a cidade esteve sobre o dominio da familia Medici, donos de um poderoso imperio comercial e bancario, que investiam pesadamente em arte e cultura, e catapultaram Florença como uma das principais cidades mundias da epoca – investindo em pinturas, esculturas, arquitetura, Igrejas, palacios, pontes, etc. Sobrevivento até hoje como um polo cultural mundial.

Clique para ampliar o mapa.

Navegar pela cidade é bem facil – a cidade é pequena, e apesar de ser lotada de ruelas e becos dificeis de achar, a parte turistica é bem intuiva, e todos os caminhos leval ao Duomo!

A Piazza del Duomo é um otimo ponto de referencia, e as duas principais ruas da cidade começam/terminam lá: Via dei Calzaioli, para pedestres, passando pela Piazza Signoria até o rio Arno, e em paralelo a Via Roma, que passa pela Piazza Della Republica atá a Ponte Vecchio.

Transporte publico é praticamente inexistente no Centro Storico, mas é dispensavel – a cidade é proporcionalmente minuscula e dá (e deve-se!) pra fazer tudo a pé.

Entao começando o roteiro pela Cattedrale di Santa Maria del Fiori, ou o Duomo, que é o cartao postal de Florença e domina a paisagem da cidade. O Duomo é sem sombra de duvidas uma das igrejas mais bonitas do mundo, e em Firenze as pessoas se referem a ele como “a Igreja do lado do avesso”, oque é a mais pur verdade!

O interior é bem sem gracinha, mas em compensação, o exterior é tao rico de detalhes, completamente coberto por marmores brancos, verdes e rosa, e demorou 150 anos pra ser construido. Os afrescos sao de Vasari e Zuccari e os vitrais sao obra de Donatello.

Bem do lado da catedral, esta o Campanilli, a torre do sino, projetado e construido por Giotto (com 82 metros de altura).

Bem em frente esta o batisterio, o Battistero di San Giovanni, que é a construção mais antiga de Florença, e que batizou Fiorentinos ilustres, como o Dante Allighieri (o interior foi reformado alguns anos depois, e inclui mosaicos com cenas do “Inferno” de Dante (parte da Divina Comedia).

Um dos principais pontos do Battistero é a porta de Bronze, o “Portao do paraiso” (que fica bem de frente pro Duomo), projetado e construido por Lorenzo Ghiberti – que ganhou a concorrencia, aos 23 anos, mesmo estando concorrendo contra nomes como Donatello – Ele demorou 21 anos para terminar as esculturas das Portas do Battistero.

Seguindo pela Via dei Calzaioli até a Piazza della Signoria, onde esta o Palazzo Vecchio, a prefeitura de Florença e antigo palacio da familia Medici; Loggia dei Lanzi, arcos “abertos” ao lado do palacio, que parece um museu de esculturas sem portas, entre outros predios e palacios historicos convertidos em hoteis, lojas e restaurantes.

Uma das principais caracteirticas da Piazza della Signoria sao as esculturas. Muitas, por todos os lados – as mais marcantes sao a replica da escultura David de Michelangelo (o original esta no museu Academia) e a Fonte de Netuno, com esculturas originais feitas por Bartolomeo Ammannati.

Bem ao lado da entrada do Palazzo Vecchio esta a entrada do museu Palazzo degli Uffizzi, que hoje em dia é um dos principais museus de arte classica e renascentista da Europa. O nome do Palacio, significa literalmente “predio de escritorios”, pois a origem do predio era servir de “escritorio” para o Cosimo de Medici, em 1560. Ao longo dos anos, a familia Medici, alem de rechear seus palacios pessoais de obras de arte, eles tambem encheram os “escritorios” de pinturas e esculturas. A medida que a familia foi acabando, sua ultima herdeira, Maria Luisa, criou o museu em 1765, reunindo quase toda coleção e acervo pessoal da familia.

Pra quem pretende conhecer o museu (imperdivel!) a dica é pagar 4 Euros a mais pra comprar a entrada reservada/preferencial e nao ter que enfrentar fila; ou entao chegar lá BEM cedo! Nos chegamos na porta do museu menos de meia hora depois que abriam as portas, e mesmo assim esperamos quase 2 horas na fila!

As medidas de segurança sao bem estritas, e os segurança só deixam entrar cerca de 20 pessoas a cada 15 minutos… do the math…!

O museu propriamente dito é bem pequeno, quando comparamos com museus como Louvre ou o British Museum, mas é super bem organizado, com salas separadas por estilo ou artista, e esta recheado de obras originais emocionantes – pra mim a principal do Ufizzi é a “O nascimento de Venus” do Boticcelli!

A partir dos arcos de saida/entrada do Ufizzi tem a visao perfeita da Ponte Vecchio. A aponte é conhecida por ser uma das mais antigas da Europa e coberta de lojas de joias de cabo a rabo!

Originalmente a ponte era reduto dos acogueiros de Florença, que cortavam e vendiam carnes nas bancadas da ponte, e jogavam os restos no rio Arno. Porem, com o tempo o rio ficou sujo e a agua contaminada, que espalhou doenças entre a população e ecomeçou a espantar visitantes – entao o governo da epoca, pra mudar a imagem da principal ponte da cidade, decidiu que apenas joalherias poderiam vender produtos ali – oque permanece até hoje!

Ha 6 anos atras, uma das minhas areas preferidas da ponte eram onde estavam todos os cadeados, cercados de juras de amor eterno! Entao eu estava mega empolgada pra ir lá com o Aaron e deixar nosso cadeado tambem… mas pra minha surpresa, os cadeados estão terminantemente proibidos na ponte, com direito a multa de 160 Euros e policiais tomando conta da area! (aparentemente a quantidade de cadeados aumentou ridiculamente, e comecou a se espalhar por todos os cantos da ponte – entao, oque era tradição Fiorentina, virou palhaçada, danificando alguns monumentos).

A rua que segue a partir da Ponte Vecchio é a Via Per Santa Maria, e seguindo reto, cai direto na Piazza Della Republica, onde fica o Forum da cidade e o antigo mercado.

Outras atrações imperdiveis da cidade são: O Pazzo Pitti, que foi um dos principais, maior e (se nao me engano) o ultimo palacio da Familia Medici, que hoje em dia é um museu, onde se pode visitar os antigos apartamentos da familia, parte de sua antiga coleção de obras de arte, e principalmente o Giardino di Boboli (jardim das esculturas).

Galleria Della Academia é o outro museu principal de Florença, onde estão varias obras originais de Michelangelo, alem da escultura original “David” (que foi transferido da Piazza Signoria em 1873, para ser melhor preservado).

E pra mim uma das melhores areas da cidade é a Piazzale Michelangiolo, que pode-se dizer que teoricamente esta fora da cidade (mas de taxi, se chega ateh lah em menos de 5 minutos e custa 5 Euros; ou apeh, que nao vai demorar mais de 15 minutos – a partir da Ponte Vecchio).

Mas é uma pracinha, com outra replica do David (dessa vez em bronze) que tem uma vista sen-sa-ci-o-nal!

Sem sombra de duvidas, não tem lugar melhor em Florença para estar na hora do por do sol, oferencendo a vista completa da cidade, a cupula das igrejas, sinagogas e pontes do rio Arno.

Florença é uma cidade que tem muita coisa pra ver/fazer, mas ao memso tempo é bem compacta e facil de se locomover.

O ideal, pra quem quer viajar com calma, entrar nos palacios e visitar os museus, seriam pelo menos uns 3 dias em Florença. Uma viagem de fim de semana fica meio corrida, mas tambem é possivel, cortando alguns museus do seu roteiro.

Pra quem for viajar com tempo, oque nao faltam sao outras opcoes de coisas pra fazer pela cidade e arredores, pela Toscana.

Adriana Miller
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16 Mar 2010
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Fui Assim: Pisa e Florença

Beauty Everywhere, Florenca, Fui Assim, Italia, Pisa, Viagens pela Italia

Sempre que eu falo sobre o tema “fazer malas” as pessoas se surpreendem como eu consigo viajar com tao pouca coisa!

Mas nao esqueçam que a mairia das minhas viagens sao fins de semana rapidinhos pela Europa, tipo voa sexta e volta domingo, ou viajo sabado super cedo e volto domingo a noite. Entao realmente nao ha a menor necessidade de viajar com malao, despachar bagagem etc.

Se voces repararem bem, quase todas as fotos das viagens de fim de semana, as roupas sao essencialmente as mesmas! Um casacao (se for no inverno), 1 calça jeans, um par de sapatos/botas, e roupas de baixo (essas sim precisam ser trocadas todos os dias!), alguns acessorios, necessaire com miniaturas e pronto. meia duzia de coisas dentro de uma mala e pronto!

Esse fim de semana fui pra região da Toscana, na Italia (Pisa e Florença) e apesar do sol maravilhoso, estava frio (entre 5 e 10 graus) entao as roupas “de base” foram as mesmas: o mesmo casaco, a mesma calça jeans, a mesma bota, a mesma bolsa. Oque variou de um dia pro outro foram as roupas que vao por baixo de tudo: lingerie, camiseta, pullover e afins. Geralmente tambem levo acessorios (gorros e cachecois) diferentes, e assim pelo menos suas fotos nao ficam todas com a mesma cara! (mas dessa vez esqueci…)

Entao eu fui assim:

– Sobretudo: Zara

– Jeans: Diesel

– Bota: Zara

– Bolsa: Balenciaga Motocycle (Part time)

– Cachecol: Missoni

– Oculos: Gucci

– Pullover e blusas de baixo: uma mistura de peças da Zara (cinza de gola alta) e da Primark (preta de gola alta)

Nao tem misterio!

Principalmente no inverno, com roupas que pesam demais e ocupam lugar de mais, os planejamentos de malas teem que ser os mais basicos e “reutilizaveis” possivel (e logicamente que te deixem confortaveis e quentinha!).

Adriana Miller
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15 Mar 2010
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Sob o sol da Toscana

Dicas de Viagens, Florenca, Italia, Pessoal, Pisa, Viagens pela Italia

Voltar a Pisa e Florenca 6 anos depois que cheguei lah, foi uma experiencia bem interessante.
Foi meio engracado estar andando novamente por Florenca, dessa vez como puramente turista e “abrir” minha mente para a cidade.

Quando sai do Brasil, ha (quase exatamente) 6 anos atras, minha primeira parada foi a Italia, onde tinha ganhado uma bolsa de estudos atravez do consulado Italiano no Rio (onde estudava na epoca). Fui cheia de expectativas, sonhos e afins, e meu primeiro mes foi um sonho realizado. Morei em Castelraimondo, fazendo um curso intensivao 100% inclusivo. Passiei e viajei bastante, conheci muita gente legal e aprendi demais. Logo depois fui direito pra Florenca, onde tinha ganhado uma segunda bolsa de estudos, que nao quis desperdicar de jeito nenhum.

Eu achava que poder morar um tempinho em Florenca seria o auge supra-sumo da minha vida, e o tombo nao poderia ter sido maior. Um ambiente completamente diferente, sem conhecer ninguem, morando com duas irmas Italianas ultra antipaticas, e enfim…. odiando!

Soh quando fui embora de lah eh que me dei conta do quanto tinha detestado morar em Florenca, de como as pessoas lah sao esnobes e antipaticas e como tinha sido dificil pra mim me sentir “obrigada” a amar toda a experiencia o tempo todo.

Entao nos 6 anos seguintes nunca cheguei a ter intencoes de um dia voltar lah. Ficou marcado: Fiorentinos sao antipaticos, xenofobistas e esnobes. Tudo bem que hoje em dia estou longe de ser a pessoa que era naquela epoca, mas as primeiras intencoes, nesse caso, ficaram.

Ateh que ha uns 6 meses tras o Aaron viu uma promocao da Ryanair pra Pisa. Vamos?

Entao o tempo passou, e nesse fim de semana voltamos pra Toscana para passar o fim de semana.

Voamos Londres – Pisa, onde passamos a primeira noite e algumas horinhas do sabado de manha pra ver a torre. Logo depois encaramos um trem regional e 50 minutos depois, lah estava eu, novamente na Stazzione Santa Maria Novella.

Foi incrivel como em questao de segundos eu jah lembrava o caminho a seguir, que ruela pegar pra cortar o caminho, e entao me dei conta de como fui sortuda de ter tido a oportunidade que tive.

A ficha soh caiu quando ao voltar da Piazzale Michelangiolo depois do por do sol, e lembrando de todos os atalhos, fomos andando ateh minha antiga casa – um predio tipicamente Fiorentino, antigao, com uma porta gigante de madeira e janelonas com flores na sacada, e o Aaron, no auge de seu Americanismo-novo-mundo soltou uma “UAU”! Voce jah morou aqui?!”.

E entao me dei conta de que sim, jah morei ali. Sei como eh subir as escadas antigas de madeira, gastas pelos anos num predio tipicamente Toscano, como eh sentar nos degraus da Piazzale Michelangiolo no por do sol com os amigos, assistir os artistas de ruas na Ponte Vecchio, aprender sobre arte Renascentista direto na fonte e saber andar pelas ruas sem precisar de mapas.

E eu tambem sei que esse post esta piegas pacas, mas voltei pra casa no domingo com uma nova paixao por Florenca. E sendo muito, muito grata pelos apertos que jah passei na vida, que me ajudam a dar valor pela pessoa que sou hoje em dia.

Entao nos proximos dias vou baixar as fotos e preparar os posts com dicas insider de Florenca – que nunca tinha feito!

Alem de me preparar para uma semana intensa de dieta! Serio! Como se come bem naquele lugar! Ainda bem que morei por lah pouco tempo, e agora passamos apenas um fim de semana! Afinal nao eh normal comer sorverte de Nocciola 3 vezes por dia (alguem me explica porque nao vende nocciola em outros paises?!?!), gofre com nutella mais 1 ou 2 vezes, almocar pizza e jantar pasta, regado a vinho Chianti e Lemoncello!

Adriana Miller
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11 Jun 2004
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Barbie Japão

Florenca, Toscana, Viagens pela Italia

Acho que já comentei que na minha turma aqui em Firenze eu sou a única ocidental, todas as outras meninas são da Korea (3) e Japão (1).

Então, além de estar conhecendo a cultura Italiana, de quebra ainda estou conhecendo alguns aspectos interessantes da cultura oriental.

Pra começar, elas não se misturam. Oriental só anda com oriental.

Perto delas eu me sinto uma monstrenga, porque todas elas são minúsculas, delicadas, tímidas e falam baixinho, baixinho…. Eu em compensação sou grande, falo alto, nada delicada e muito estabanada. Apesar de que todas elas já estão em Firenze há muito tempo e, portanto estão acostumadas com a cultura ocidental, ainda assim elas me acham muito ¿diferente¿ só pelo fato de ser brasileira.

Mas enfim, não era sobre isso que eu queria falar.

Elas são sem duvida muito diferentes de mim e de todos nós, mas entre elas (Korea x Japão) a diferença também é gritante.

A menina japonesa, Haruna, é a perfeita Barbie Japonesa. Sabe aqueles especiais do Fantástico (ou Globo Repórter se vc preferir) que falam sobre a cultura oriental e como ela esta mudando pouco a pouco e se tornando mais ocidental? Pois é, no Japão pelos vistos é verdade.

Ela tem silicone no peito, permanente no cabelo, unhas postiças e muuuuita maquiagem.

A cada dia que passa ela nos surpreende mais (principalmente às Koreanas!). Quando alguém pergunta porque ela veio para a Itália, e porque quis estudar Italiano, ela responde simplesmente que “queria ter uma vida como nos filmes, e me divertir muito”. No outro dia estávamos estudando verbos no futuro e, portanto deveríamos falar sobre nossas aspirações futuras e como nos víamos daqui a 40/50 anos. Ela se descreveu igualzinha à vovozinha da Chapeuzinho Vermelho, e quando a professora perguntou se as velhinhas Japonesas eram assim, ela respondeu um enorme NÃO, e disse que quer ser uma vovozinha ocidental, fazendo roupinhas de tricô para os netinhos e deixando a torta de maçã esfriar na janela.

Realmente nos surpreendeu, mas deixou as meninas Koreanas de boca aberta!!! Elas acharam um absurdo essa explícita negação da cultura oriental que a Haruna tem.

As Koreanas estão em Firenze para aprender Italiano e depois estudar moda em Milão; mas todas sonham em um dia voltar para a Korea, casar com um homem Koreano, ter filhinhos Koreanos e viver feliz para sempre em Seul. Se vestem como Koreanas e comem comida Koreana. Apesar de estudar moda na Itália, querem fazer moda Koreana.

Já a japonesa sonha em casar com um ocidental, ter filhos loiros de olhos azuis, só come comida ocidental e diz detestar Sushi e sashimi!

Hoje, na aula, cada uma de nós deveria levar uma musica na sua língua, e típica do seu país, com a respectiva tradução; A Haruna levou uma musica de uma menina Japonesa que nasceu e mora nos EUA, que canta meio Japonês e meio inglês, e ela só cantava as partes em Inglês…

Uma decepção para todas nós, mas é engraçado ver como as Koreanas se sentem envergonhadas com a ocidentalização da sua conterrânea, e fazem questão de deixar claro que o Japão é uma exceção na Ásia.

 

Adriana Miller
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