22
Aug
2011
T.V. Everywhere: Riga, Letônia
Escrito por Adriana Miller

Demorou mais saiu!

O video que fiz ha umas semanas atras durante nosso fim de semana no Báltico. Acabou que no video só entrou Riga e e Majori, pois eu não me animei suficiente pra fazer video em Vilnius…. uma pena.

A musica escolhida foi “Mustang Sally” por causa dos showzinhos que assistimos em Riga, e as duas bandas tocaram essa musica varias vezes durante a noite! Eu gosto dessa musica, mas achei tão hilario e aleatório que essa musica é popular na Letônia (em plenos 2011), então tive que usar a mesma musica!

Categorias: Letônia, T.V. EveryWhere
2
16
Aug
2011
Majori: a praia do Mar Báltico!
Escrito por Adriana Miller

Ok, ok… praia definitivamente não é a primeira coisa que me vem a cabeça quando eu penso na região Báltica, mas fiquei feliz de descobrir que essa seria uma das nossas opções de passeio nos arredores de Riga.

Então porque não?!

O nome da região é Jürmala, que significa nada menos que “costa maritima” e é o principal destino de ferias e fim de semana do verão da baía de Riga.

A viagem foi rapida e barata (demora cerca de 40 minutos de trem, e o bilhete custa cerca de 50 entavos de Euro) e fomos direto pra cidade principal da região de Jürmala, o balneário Majori.

A ideia inicial era ir visitar um castelo no sul de Riga… mas sinceramente? O que mais existe nesse continente são castelos, uns melhores outros piores, e não consegui me empolgar com nenhum dos castelos “reconstruídos” do Baltico (perto de Riga o mais popular é o Rundale, e em Vilnius, um castelo bastante popular – e um tanto sem-gracinha – é o Trakkai), então decidimos fazer uma coisa completamente diferente! Afinal, não é todo dia que temos a oportunidade de ir a praia na mar Baltico!

O centro da cidade em Majori é bem bonitinho, e exatamente a cidade balneária fofa que poderiamos encontrar na região dos lagos do Rio de Janeiro, ou Florianópolis ou no sul da Espanha.

A principal característica são as casinhas (casonas na verdade!) de madeira, e a rua principal lo-ta-da de lojas de biquines, esportes aqueticos, cafes, restaurante, sorveterias, etc, etc

A praia em si me pareceu bem diferente doque imaginava! Estando acostumada com as praias de pedra da Inglaterra e da Espanha, me surpreendi de encontrar AREIA!

Areia de verdade, fofinha e bem larga, com bastante espaço pra quadras de volley e foot-volley, muitos hoteis e cafés com mesinhas na areais, parquinhos pra crianças (vontade de me jogar num daqueles pula-pula aquaticos!) e até umas cabaninhas pra você tomar uma chuverada e se trocar sem nem sair da areia!

Infelizmente não estavamos 100% preparados pra praia (como eu nem sonhava que praia entraria no nosso roteiro, não levamos biquines e afins), então ficamos um pouco pegando sol, tomamos sorvete, lemos nosso livro, andamos na areai, e no meio da tarde voltamos pra Riga, a tempo de voltar pro nosso Beer garden preferido e assistir a mais um howzinho de musica ao vivo!

 

 

Categorias: Letônia, Viagens
9
15
Aug
2011
Riga – Letônia
Escrito por Adriana Miller

Sem dúvida alguma, de todas as capitais Balticas, Riga é a mais bonita, e também a cidade que tem mais atrativos turisticos. Entã não é atoa que eles se auto intitulam a capital do Báltico!

Como regra geral, nossa viagem pelo Baltico teve coisas de menos pra fazer, e tempo demais pra matar, oque foi ótimo, pois foi isso mesmo que pretendíamos fazer quando marcamos nossa viagem pra lá.

Por sorte, nossa viagem foi no auge do verão e conseguimos pegar 2 dias de “sol” e “calor” na Latônia (em se tratando do norte da Europa, isso na verdade significa “ausencia” de chuva e frio), então foi fácil ocupar nossas tarde e noites em Riga, e passamos incontáveis horas batendo papo nos beer garden espalhados pelas praças e jardins e curtindo uns showsinhos de musica ao vivo organizados pela prefeitura. Não consigo nem imaginar como a cidade deve ser diferente durante o outono e inverno… com seus dias curtos e escuros, jardins sem flores e praças e ruas vazias… então se você pretende conhecer a região, se limite exclusivamente aos meses de verão!

Mas não dá negar que Riga realmente é uma cidade linda! Assim como Vilnius e Tallin, a cidade foi totalmente reconstruida na decada de 90, mas sua essência medieval foi mantida e sem duvida alguma entrou pra minha lista de cidade pitorescas e fofas da Europa (minha all time preferida ainda é Praga).

Então mantida as devidas proporções de tamanho e afins, Riga até que tem bastante coisa legal pra fazer, e nossos 2 dias e meio passados na Letônia foram muito bem aproveitados.

Andar pela cidade é super facil, o centro histórico e bem pequeno, e apesar de ter incontáveis mini ruelas chamosíssimas, a cidade é toda conectada de praça em praça através de suas ruas principais.

Ao contrario de Vilnius, Riga tem como característica principal sua arquitetura em art noveau e as muitas praças com casinhas coloridas.

Então o melhor lugar pra começar qualquer roteiro pela cidade ee na sua praça principal e simbolo da cidade, a praça da prefeitura.

Mas na verdade as estrelas da praça não é a prefeitura, e sim os dois predios bem em frente, que são a antiga sede da associação dos comerciantes “cabeça negra” (Melngalvju Nams).

Originalmente construida em 1334, os comerciantes que ocupavem essa associação eram estrangeiros (apesar de terem permanecido na cidade por seculos, sempre foram considerados não-Letãos) e acredita-se que eram de origem Moura ou Arabe, que lhes rendeu o apelido de cabeça-negra, devido aos cabelos castanhos, que contrastavam com a população loirissima dos Balticos.

A praça inteira foi destruía por bombardeios aereos na segunda gerra mundial em 1941 (ao mesmo tempo que as tropas de Hitler “convidaram” os tais comerciantes a se retirarem do país), e o pouco que sobrou foi demolido pelos Russos em 1948. O predio que vemos hoje em dia foi inteiramente reconstruido baseado em fotos, pinturas e registros arquitetônicos em 1999, inclusive o relógio Astronômico, cujo original foi adicionado a fachada no seculo 16.

Mas a “paisagem” da praça não esta completa sem a torre da Igreja vizinha de São Pedro, que tem a torre mais alta da cidade (123 metros de altura).

A Igreja de São Pedro foi originalmente construida em 1209, e assim como todo o resto da cidade, destruída e reconstruída incontáveis vezes. Lá dentro é possivel ver uma exposição de fotografias jornalísticas tiradas durante a primeira e segunda guerra, e é incrivel ver como sua estrutura realmente foi aniquilada.

Mas o mais legal da Igreja é justamente subir no observatório lá no alto da torre, de onde dá pra ver bem a cidade inteira e ter vistas lindas do vale de Riga.

Outra igreja bem legal, e que decora a paisagem de Riga é a Catedral, ou Domo – cercada por uma pracinha muito linda e é considerada a maior igreja dos Balticos.

Bem ali atrás fica o Castelo de Riga, que até hoje é a sede do governo Nacional, mas que não tem extamente areas de palácio não… se não fosse pelos guardinhas na porta e uma única torre, esse predio passaria batido das visitas turisticas. Mas seguir seu roteiro até o castelo é uma ótima opção pra chegar até o Rio Daugava – e a ponte Akmens oferece um panaroma lindo da cidade.

Outros partes da cidade que valem a pena serem visitados:

- Três Irmãos”

Essas 3 casinhas visinhas (numeros 17, 18 e 19 na rua Maza Pils) representam os estilos arquitetônicos que apareceram pela cidade ao longo dos seculos, inclusive a Gótica numero 17, que foi construida no seculo 15 e permanece em pé até hoje (uma das pouquissimas estruturas que nunca foramdestruidas em algum ponto da historia milenar da Letônia) e é considerada a residência mais antiga do pais.

- A Casa do Gato

O Gato preto é simbolo de Riga e você vai ver estatuas, bonequinhos e souvenirs em todos os cantos da cidade.

Enquanto o mundo todo tem supertições negativas com gatos negros, Riga tem um historia bem legal, e pra eles o gato representa sua identidade nacional, igualdade e liberdade.

A história é mais ou menos assim: No final do seculo 19 a Letônia esta sob o domínio Alemão, e portanto comerciantes de origem Letônia não tinham os mesmos direitos nem acesso aos mesmo preços e taxas. mas um comerciante local queria fazer parte da associação de comerciantes da cidade, e tinha sido recusado pelos Alemães.

Então ele colocou uma estatua de gato preto no telhado de sua casa, com as costas arqueadas e o rabo levantado, de costas para a seda da associação, e rogou uma praga nos Alemães.

Depois de muitos protestos e uma batalha judicial, os comeriantes locais passaram a serem aceitos nas associações e o gato foi virado de frente pra praça – então até hoje esse gato simboliza a luta da população em busca de igualdade e aceitação.

- Monumento da Liberdade

Construída apenas em 1935 o pilar de marmore representa a tão sonhada liberdade que a Letônia buscava ha seculos. Ela represente os pilares da sociedade Letã: Trabalho, vida espiritual (e/ou religião), familia e amor a patria.

No alto da coluna tem uma estatua faminina segurando 3 estrelas, que representam as 3 regiões (ou estados) do pais: Kurzeme, Vidzeme e Latgale.

- Academia da Ciência

Também conhecido como o “bolo de aniversário de Estalin”, é o unico dos “arranha céus” construídos fora da Russia antes da queda do socialismo (já falei sobre esses predios aqui).

 

 

Mas nenhuma das atrações de Riga é assim imperdível, então resista a tentação de seguir um roteiro (como eu geralmente faço) e se permita simplesmente perambular pelas praças e ruas escondidas da cidade.

Isso foi oque mais fizemos durante nosso dias por lá, e foi sem dúvida alguma a parte que mais gostei da viagem!

Íamos passando de praça em praça até que de canto de olho você vê uma ruazinha fofa, com casinhas coloridas e cafés irresistiveis… Oque você mais vai ter pra fazer por lá é matar tempo, então se entregue ao dolce fa niente da vida Letã e faça inumeros pit stops pra tomar uma café, beber uma cidra de pêra, depois uma smoothie de frutas vermelhas… almoço, lanche da tarde, mais café, mais chá… e assim sucetivamente!

Todas as noites voltamos pra praça da rua Tirgonu Iela, onde todas as noites rolavam shows de musica ao vivo nos jardins dos cafés; pediamos algumas rodadas de cidra de pêra (made in Letônia e boa demais!) com uns belisquetes e ficavamos lá atéee a banda empacotar os instrumentos e os bares fecharem as portas!

Nossa principal intenção com essa viagem foi descansar, relaxar e gastar pouco, e foi exatamente isso que fizemos!

Os detalhes Práticos:

- Nós chegamos em Riga de onibus, e voamos de volta pra Londres com a Wizz Air.

- Ficamos hospedados no Green Apple Hostel, que é bem ruinzinho e ultra basico, mas que tem uma localização imbativel (bem no centrao da cidade antiga, parte do predio e da estrutura do luxuoso Hotel Riga – até o café da manhã era o mesmo, no salão do Hotel Riga), mas por 35 Euros por noite (casal) e wifi gratix não deu pra reclamar muito não. O Green Apple fica na movimentadíssima rua Valnu Iela, que é lotada de otimas opções de hospedagem, cafés, restaurantes, etc. e a 10 minutos da estação de onibus.

- A moeda é o LAT (ou LVL), e assim como em Vilnius o Euro não é aceito como moeda corrente, mas é facilmente convertido. E a Lita da Lituânia também não é aceita (mas também é facil de trocar uma moeda para a outra). O Euro entrou em vigor na Estonia e subistituiu o Kroon (EEK) no dia 1 de Janeiro de 2011.

- Riga não é tãaaao barata quanto Vilnius, mas ainda assim é uma cidade bem barata para os padrões da Europa Ocidental. Então se você esta viajando com o orçamento apertado, aproveite pra tirar o pé da lama um pouquinho!

 

 

Categorias: Letônia, Viagens
12
15
Aug
2011
Viajando pelo Báltico: ônibus
Escrito por Adriana Miller

A maneira mais facil, econômica e rápida de viajar entre os países do Báltico é de ônibus.

As distâncias são relativamente curtas e as estradas boas. Se você preferir alugar um carro também pode ser uma boa (não esqueça de alugar um GPS!).

Algumas rotas são possiveis em trem (que tem uma qualidade ok, e preços baixissimos), mas de maneira geral a malha ferroviaria dos Balticos foi totalmente destruída durantes as guerras, e nunca mais reconstruídas pelos Russos, que acabaram usando o pouco que sobrou pra outras coisas e roteiros.

Então no nosso caso, depois de fazer alumas pesquisas, realmente decidimos que era muito mais pratico e confortavel viajar de ônibus, usando as rotas da Eurolines que combrem a região do Báltico através da empresa Lux Express.

Os onibus são super confortáveis, as linhas bem compreensivas, muitas opções de horarios todos os dias, o ano todo (até mesmo durante o inverno rigoroso da região) e preços muitos bons.

Nossa viagem entre Vilnius e Riga, que durou cerca de 4,5 horas custou apenas 13 Euros.

Você pode deixar pra comprar sua passagem na hora, direto na estação de ônibus de qualquer uma das cidades cobertas pela Lux (veja a lista completa aqui), ou então comprar on line, se quiser já garantir seu lugar e não correr o risco de não conseguir passagem (mas nós viajamos no auge da alta temporada, numa sexta feira e ainda assim nosso ônibus tava vaziiiiio…).

Para comprar on line, basta clicar AQUI, selecionar o ponto de saída e de chegada, a data que você quer viajar e o numero de passageiros (não tem opção em portugues, mas você pode fazer sua reserva em Inglês, caso não saiba ler Letão, nem Lituano, nem Russo nem Polonês!)

Você verá os horários de saída e de chegada e o preço correspondente por pessoa. O preço final pode ser pago com cartão de credito ou débito, e você recebe instantanemanete no seu e-mail uma confirmação com o seu ticket, que vcê tem que imprimir e levar com você na viagem – essa será sua passagem, portanto se esquecer já era!

E se você quiser esticar sua viagem do Baltico até a Finlandia, a melhor opção é cruzar o golfo entre Tallin e Helsinki de barco – mais dicas aqui.

 

Categorias: Dicas (Praticas!) de Viagem, Estonia, Letônia, Lituânia, Viagens
6
03
Aug
2011
As (novas) Republicas do Baltico
Escrito por Adriana Miller

Nossa decisao de ir conhecer dois novos paises nesse canto do mundo foi bem simples: cancelamos uma outra viagem de ultima hora, e por ser no auge do verao Europeu, nao conseguimos encontrar mais nada no sul do continente que coubesse no nosso orcamento. Entao pensei: onde Europeu nenhum quer ir durante o verao? Norte! E foi assim que Lituania e Letonia entraram no mapa…

E piadinha que mais ouvi esses dias foi: “Baltico?! Nossa voces realmente nao tem mais pra onde ir neh…? O desespero bateu e soh sobrou o Baltico pra conhecer…?”.

Afinal, sejamos sinceros: Oque tem pra fazer por la? De verdade? Nada!

Ok, ok. Sao paises interessantes, cheios de historia (recente), ainda no processo de reconstrucao e tals, com cidades fofas e pitorescas pra passear.

Mas a realidade eh que para padroes Europeus, eles pouco tem a oferecer ao turista, e por isso mesmo nao estao (nem deveriam) estar no topo da lista de lugares a ser visitados de ninguem.

“Ah… Entao nao vale a pena Conhecer?!”. Vale, mas com as expectativas corretas. Mas nao, nao vale a pena deixar de conhecer outros destinos “classicos” da Europa (seja do Leste ou do Oeste) para se emaranhar pelos Balticos.

“Entao voce se arrependeu de ter ido?”. Tambem nao. Adorei ter ido pra la, justamente porque queria ir pra algum lugar que atendesse os seguintes requisitos: precos baixos, vazio, sem nada pra fazer – e assim podiamos descansar e curtir os 5 dias de ferias sem ter “obrigacoes” turisticas.

Batemos ponto em todas as (poucas) atracoes turistcas, mas oque mais fizemos esses dias? Nada! Foram horas, e horas, e dias e mais dias sentados nas mesinhas ao ar livre das pracas, ouvindo musica ao vivo, bebendo cidra de pera (e cerveja pro Aaron) e papeando sobre a vida.

Eu sei que tem muita gente aqui no blog que ja foi pra la, ou estao de passagem marcada, e definitivamente a intencao nao eh desanimar ninguem – apenas aquela realidade basica, neh gente, afinal nao da pra galmurizar cidades que tem UMA praca de “atracao”. Entao assim como eu falei aqui que nao voltaria pra Tallin, eu tambem ja vui pra Vilnius e Riga sabendo que seriam cidades de uma unica visita e olhe la… Na verdade depois de conhecer Tallin, Vilnius e Riga nunca nem chegaram a entrar nas “listas” de viagem, mas na decisao de marcar uma viagem de ultima hora, fiquei naquela de “porque nao…?”…

Mas enfim. Fui pra la com as expectativas corretas, e querendo ou nao sou uma amante da historia (que eles tem demais), gosto de conhecer culturas diferentes, e sei lah, gosto de viajar, nao importa pra onde.

Mas entao ta. Quem sao as republicas do Baltico?

Tecnicamente sao todas os paises banhados pelo mar Baltico, que eh o golfo do Mar do Norte entre o norte da Europa (Dinamarca, Alemanha, Polonia, Lituania, Letonia e Estonia), Russia e Escandinavia (Suecia e Finalandia), mas na pratica, os paises conhecidos como “os Balticos” sao apenas as novas republicas: Lituania, Letonia e Estonia.

Nos ja conhecemos a Estonia ha uns anos atras, na mesma viagem que fomos a Finlandia, e no ultimo fim de semana aproveitamos um fim de semana longo e esticamos ate Lituania e Letonia.

Os 3 paises sao bem parecidos: sao “etnicamente” parte da mesma tribo, falam linguas muito similares e tem a mesma historia sangrenta de invasoes e opressao de seus vizinhos mais poderosos. Ja estiveram sob dominio Alemao, Polones, Sueco e mais recentemente do Russos, quando os 3 paises eram integrantes da ex-URSS.

Sue independencia soh veio na decada de 90 com a queda do regime comunista na regiao, e os paises tem passado os ultimos 20 anos tentando se reerguer. Os anos 2 mill (2004, mais precisamente) abriu novas portas para os Balticos, quando passaram a integrar a Comunidade Europeia – mas ainda fazem parte do bloco de novos vizinhos que sao cheios de condicoes especiais, nao tem autorizacao para usarem o Euro e ainda tem muuuuita coisa pra arrumar em sua economia e politica.

Os 3 paises agora tentam vencer a estigma do “leste Europeu” e sao vistos pelo resto do continente como principais fornecedores de mao de obra barata, mafia, prostituicao e trafico humano. Fiquei assustada com a quantidade de cartazes de “alerta” sobre violencia, trafico e turismo sexual, principalmente alertando meninas novinhas e suas familias. A regiao produz uma quantidade icrivel de loiras altas que sao alvo facil do conto do vigario de virar “modelo” na Europa, sendo que na grande maioria elas acabam em fabricas e prostibulos pelo mundo afora.

Mas por outro lado, o baby boom que aconteceu na regiao com a queda do comunismo esta rendendo frutos: a novissima geracao “livre” do Baltico estao chegando com tudo pra dominar o lado mais falido da Europa: muito alem dos salarios baixos (ainda resultado dos anos de guerra e opressao e pobreza), enquanto os paises mais tradicionais da Europa estao se afundando em burocracias e ineficiencas (Alo Espanha, Portugal, Italia e Grecia) os Balticos trabalham duro, sao eficientes, estudados e falam uma infinidade de linguas – o mais comum eh qualquer jovem de 20 e poucos anos falar fluentemente Ingles, Alemao e Russo (alem de sua propria lingua claro!), entao nao eh atoa que pouco a pouco os “primos pobres” da Europa vao ocupando o espaco deixado pelos outros paises.

Com certeza nos proximos anos veremos os paises do bloco leste se desenvolverem mais e mais e pouco a pouco dominando o continente, levando sua cultura, historia e qualificações para outros paises – e claro que nao podemos ignorar que com eles veem tambem os homens de calça capri justinha, e as mulheres com cores de cabelo espalhafatosos, unhas postiças pontiagudas e saltos de sandalias de plastico branco com porpurinas douradas… O bom gosto do leste é inconfundivel e nesse quesito os Balticos levam o pódio!

 

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