21
Mar
2011
T.V. EveryWhere em Beirute!
Escrito por Adriana Miller

Volta e meia alguem me “sugeria” aqui no blog que seria legal se eu fizesse uns videos das minhas viagens, e sinceramente nunca sequer considerei isso com um possibilidade, pois tenho pavor de cameras de video ou ouvir minhas voz em gravações…

Mas ai, umas semanas tras a Claudia me convidou pro ChatdeViagem e fizemos uma apresentação com audio – não foi exatamente um video, mas a experiencia foi otima e a recepção aqui no blog foi tão legal que comecei a pensar no assunto…

Então quando estava em Beirute indo do hotel pro escritorio e vice versa, me dei conta que já tinha tirado fotos de tudo que tinha pra tirar, e então tive a brilhante ideia de fazer um video!

E dai pra frente, pronto! A vergonha foi embora, e fiz varios outros videozinhos, mostrando pequenos detalhes da cidade e tal, e assim que cheguei de volta a Londres fui corrento tentar aprender a editar videos!

Então aqui esta, a estreia mundial do TV EveryWhere!! (não consegui pensar em nenhum nome mais criativo… HAHAHAHA)

Vergoooooooonha!!!

(Mas já tenho outro video da viagem pra Siria pra postar!)

Categorias: Beirute, Libano, T.V. EveryWhere, Viagens
148
20
Mar
2011
A segunda impressão é a que fica!
Escrito por Adriana Miller

Ter voltado a Beirute foi uma delicia, e é incrivel como a sensação de “familiaridade” em determinado lugar pode mudar a sua experiencia.

Não que eu não tivesse gostado do Libano na primeira vez, mas essa semana, eu me senti tão em casa, que as pequenas coisas que me deixaram com o pé atras da primeira vez, passaram completamente despercebidas.

Porque é aquela coisa né, e um lugar como Beirute carrega um estigma. Só de falar o nome da cidade, é impossivel nao tirar um monte de conclusões precipitadas… E eu não sabia mesmo oque esperar…!

Foi uma boa surpresa, mas cheia de “primeiras impressões” meio estranhas… As marcas da guerra que ainda estão bastante visiveis pela cidade, o exercito e a policia em cada esquina, as revistas na entrada das ruas e dos predios, e os Libaneses e Libanesas, estranhamente familiares. A verdade é que todo mundo no Libano tem cara de paulista!

Minha viagem foram apenas 3 dias em Beirute dessa vez, mas me senti em casa, como se já tivessa passado anos e anos por lá. Já sabia oque fazer, onde ir, sem ficar com pés atras.

Chegava e saia do hotel e escritorio sem pensar duas vezes, os atalhos por dentro do Souk, os macetes pra atravessar a rua (é muito louco que Beirute não tem UM UNICO sinal de transito! O transito é muito assustador!), e nem pestanejava ao ver um soldado armado ate os dentes a cada esquina…

Tomara que eu possa voltar mais vezes! Sem falar que todo mundo no escritorio são super simpaticos e gentis! Adorei trabalhar lá.

E dessa vez trouxe uma novidade! Um video!

Perdi a vergonha e fiz uns videos mostrando algumas curiosidades da cidade… Já que o tempo fora do roteiro hotel/escritorio fo tão curto e eu já tinha tirado tantas fotos na minha ultima visita, pelo menos os videos mostram a cidade sob uma nova perspectiva!

 

 

Categorias: Beirute, Libano, Viagens
2
17
Mar
2011
De volta a Beirute!
Escrito por Adriana Miller

Desde que sai de casa ontem de tarde pra ir pro aeroporto, mais uma vez a caminho de Beirute, nao tenho nada muito interessante a relatar…

Mas foi uma delicia voltar a essa cidade que gostei tanto! E dessa vez esta ainda melhor! Incrivel oque algumas semanas entre o fim do inverno e comecinho da primavera nao fizeram com a cidade… um sol espetacular, canteiros floridos e as ruas ainda mais vivas!

Mas minhas ultimas 24 (e poucas) horas foram assim:

Meu voo saia de LOndres as 3:30 da tarde, entao tive que chegar no aeroporto bem na hora crucial da fome – entao aproveitei pra almocar no pub enquanto respondia uns ultimos e-mails de trabalho.

Depois de um momento de panico e auto flagelo (quando meu dei conta que tinha esquecido minha camera em casa!!!) eu me minha (muito mal feita) malinha fomos direto pro portao de embarque.

O voo de, 5 horas, entre Londres e Beirute foi bem tranquilao… passei praticamente o voo todo devorando um livro, deitadona nas 3 poltronas do aviao!

O desembarqe foi tranquilo, e agora que ja sabia oque esperar nem me estressei… preenchi meu fomrulario, dei meu passaporte, respondi umas perguntas e voila! Ja estava oficialmente de volta ao Libano!

Na mesmo hora que meu aviao estava desambercando, chegou tambem um aviao lotadao com o exercito da UN e um gazilhao de marmanjos uniformizados que causaram uma comocao no aeroporto!

Mais uma vez estou no hotel Phoenicia em Beirute, e depois de uma noite muito bem domrida, fui acordada com cafe da manha no quarto (eh bem mais barato que comer no buffet do hotel, sem falar que eh uma mordomina muito boa, entao aproveito!)!

Mas minha manha no escritorio nao foi tao divertida… Estamos implementanto algumas mudancas na folha de pagamento, e tiveram alguns funcionarios nada contentes quando me viram, e passei parte da manha em reunioes dando explicacoes e “ouvindo” as reclamacoes alheias (a parque eu menos gosto de RH!).

Alem de uma tarefa no minimo interessante… quando tive que revisar e aprovar um relatorio enviado pelo Ministerio das Financas do Libano, mas que estava em…. Arabe!!

A solucao?! Sao Google: tabela de numeros Arabes e mandar ver, conferindo numeros 1 po 1 pra ver se os valores batiam com minhas planilhas…

Entao que bateu a fome, mereci um almoco 100% Libanes!! (no mesmo reaurante que ja recomendei nesse post aqui. Bom demais!!)

Mais uma tarde bem chatinha, com mais reunioes e muitos relatorios e planilhas, e planilhas, e planilhas… (essas fotos sao em especial pra quem acha que RH eh soh diversao! Alias, de diversao nao tem nada…)

Mas quando comecei a reparar no por do sol (que por aqui eh lindo, com as construcoes em tons de amarelo, a neve nas montanhas, o mediterraneo e a lua despontando no ceu), sabia que tava chegando a hora de voltar por hotel!

No hotel, aproveitei pra ficar no bar um pouquinho e usar o wifi (no quarto soh tem internet a cabo – saco!)

E agora (mais de 24 horas depois que o post “comecou”, obviamente…) o ciclo recomeca e vou fican bundiando aqui no hotel, ate meu cafe da manha chegar no meu quarto manaha de manha!

Categorias: Beirute, Libano, Trabalho, Viagens
26
21
Feb
2011
Anjaar
Escrito por Adriana Miller

Depois do passeio pra Baalbek, o Hussein me levou pra ver Anjaar, que fica no caminho de volta a Beirute.

Anjaar é bem menos impressionante que seu vizinho, e também bem mais recente historicamente, mas é impressionante por sua extenção monumental – no total são mais de 114.000 metros quadrados, e ainda não terminaram de escavar tudo!

O diferencial de Anjaar em comparação com outras ruinas no Libano e Oriente Medio/Mediterraneo é que a cidade nunca passou pelo processo de contrstução, conquista, reconquista, destruicão e reconstrução que gerealmente vemos em outras areas.

A origem da cidade é Omíada, que foi a primeira dinastia Islamica estabelecida como seguidores do profeta Maomé e se estabeleceu como um importantissimo mercado na rota Oriental entre Damascus, Baalbek, Beirute e o Ocidente.

Entre suas ruinas já foram descobertas centenas de “lojas” e praças que carcterizam mercados, alem de banhos pre-Otomanos e palacios.

A dinastia reinou por cerca de 100 anos, e misteriosamente, abandonou a cidade.

Ao longo dos seculos (e das muitas guerras), Anjaar foi esquecida, destruida e soterrada até que na decada de 40 foi “redescoberta” e então começaram as escavações.

A primeira impressão de Anjaar é que o lugar é arquitetonicamente bem simples, principalmente em comparação com seus precedores Grego-Romanos e as dinasticas seguintes de Otomanos, Turcos e Muçulmanos em geral.

Mas a importancia de Anjaar é mais sublime, não só por ser uma das poucas ruinas Omíadas do mundo e contar um pouco sobre a origem Islamica, mas Anjaar (que em Arabe significa “Rio corrente” ou algo do tipo) tem estruturas super bem conservadas que mostra como os primeiros Muçulmanos armazenavam agua e supriam uma cidade inteira a partir das fontes nas montanhas do Libano.

Anjaar fica a mais ou menos 1 hora de Beirute, e foi uma otima opção pra fechar a viagem!

Mas uma vez o lugar estava inteiramente vazio, e pude perambular e fotografar cada detalhe das ruinas sem a presença e interrupção de massas de turistas, oque foi otimo!

 

Categorias: Anjaar, Libano, Viagens
1
20
Feb
2011
Baalbeck
Escrito por Adriana Miller

Quando eu decidi esticar minha viagem ao Libano, eu sabia que queria conhecer alguma coisa por fora de Beirute, mas foi bem dificil escolher! O LIbano tem muita coisa legal pra ver, mas como eu só teria um dia, resolvi então que queria conhecer alguma coisa monumental!

Baalbeck foi a resposta certeira!

Baalbeck esta no norte do Libano (cerca de 2 horas a partir de Beirute), no vale Bekka, que fica entre as montanhas “alpinas” do Libano e a mini cadeia montanhosa que divide o Libano e a Siria geograficamente.

A viagem até Baalbeck foi bem interessante, pois o norte do pais, e principalmente a região de Bekka, é a sede do Hezbollah (um grupo militar e religioso de extremistas muçulmanos, e que vive em pé de guerra com Israel, e coleciona inimigos internacionais do calibre da Jordania, Arabia Saudita e inclusive são classificados como um grupo terrorista pelos EUA, UK e Canada).

O que faz do passeio interessante nessa região do pais é que por lá, o Hezbollah é respeitado e adorado pela população, que ao ser uma das areas mais empobrecidas e negligenciadas do pais, o Hezbollah constroi escolas, hospitais e um suporte social a população local.

Então tudo relacionado ao Hezbollah é praticamente uma atração turistica, e os caras tem posters, estatuas, outdoors e varios outros tipos de propaganda politica ao longo das estradas.

Mas o pessoal do sul do pais e Beirute são bem cuidadosos ao falar deles – o motorista que me levou pra lá evitava tocar no assunto, e só respondia minhas perguntas com “sim”, “nao” e “nao sei”, e como as estradas estavam vazias e eramos só nos dois no carro, ele me pediu pra não tirar fotos dos simbolos politicos – que são caracterizados pelas bandeirinhas amarelas na beira das estradas, e impossiveis de ignorar…

Mas o objetivo do passeio definitivamente nao era o Hezbollah e sim Baalbek – ou por seu nome Greco-Romano: Heliopolis, a cidade do Sol (em grego, Helio= Sol, Polis= cidade).

Baalbek hoje em dia é um cidade realtivamente grande, que se expandiu em volta da antiga cidade Greco-Romana, que foi fundada em cerca de 334a.c. quando o imperador Alexandre, o Grande conquistou o Oriente Medio.

A então Heliopolis, desenvolveu sua estrutura Fenicia já existente, e daí pra frente só cresceu, sob o comando de diferentes imperadores e conquistadores, até que se transformou na maior cidade do imperio Romano sob o comenado de Septimus Severus.

O complexo/cidade era sede dos templos dos Deuses Mitologicos Jupiter, Bacus e Venus, e é um lugar embasbacante!

E eu digo isso sendo a pessoa meio cinica que sou… Depois de ter tido o privilegio de conhecer lugares como a Grecia, Egito e Jordania, eu achava que seria bem dificil outros “templos” e impressionarem tanto…

Mas Baalbek foi como nada que eu jamais tenha visto na vida! Já na estrada que nos levou ao centro da cidade eu praticamente levei um susto quando vi o tamanho do lugar!

E lá dentro, nossa… Praticamente impossivel descrever um lugar tão gigantesco e imponente!

E pra aumentar ainda mais a sensação de espanto, o fato de que o Libano não é um lugar muito turistico (ainda) e o templo estava praticamente vazio, e a impressão que tive era que o lugar era todo só meu…

Nunca me senti tão pequena na vida! As colunas monumentais, os templos gigantescos, as esculturas, os tuneis, entradas e saidas… e eu lá no meio!

Baalbek/Heliopolis em seu auge, era uma cidade enorme, e as ruinas que vemos hoje em dia eram na verdade edificios complexos, com passagens subterraneas que conectavam as diferentes partes da cidade, andares diferentes (acho que no total, o “centro” da cidade tinha 5 andares), as escadarias, templos, banhos, aquedutos, marcados, praças, etc.

Eu sou uma pessoa muito, mas muito agradecida por tudo que tenho e sou na vida, e são lugares como Baalbek que me fazem sentir ainda mais humilde, e simplesmente mal acreditar que eu realmente estava lá!

E o cenario só contribuiu pra toda essa sensação de encontro com o alem… As inacretitaveis ruinas, o compexo praticamente desertico, silencioso, a neblina “misteriosa” e eu lá, sozinha, embasbacada em cada novo canto descoberto, cada detalhe esculpido no marmore, respirando o ar puro com o cheirinho de Cedros

Mas turisticamente falando, o impressionante é a conservação do lugar, que apesar dos terremotos, as guerras, as trocas de poder e de religião, ainda assim é cheio de detalhes que já não vemos nos templos de Tenas ou de Roma por exemplo, como o interior ainda super detalhado do gigantesco Templo de Bacus, e oque sobrou das colunas gigantescas do templo de Jupiter (só sobraram 6 colunas Corintians, e outras 8 colunas foram transferidas para Constantinopla, durante a construção da Hagia Sophia, em Instambul.

Como eu mencionei nos outros posts, a estrutura turistica no Libano ainda é bem precaria, e foi impossivel achar uma maneira mais independente de fazer qualquer passeio fora de Beirute, então seguia dica da Fe Costa e contratei o mesmo motorista que ela usou no Libano, o Hussein Abdallah, e que mais uma vez repasso a recomendação pra quem quiser viajar pelo Libano.

+96170809737 lebanon.tours@yahoo.com ou husseinabdull@yahoo.com

Categorias: Baalbek, Libano, Viagens
17
09
Feb
2011
Hotel Embassy Beirute
Escrito por Adriana Miller

Quando eu decidi esticar minha viagem ao Libano e passar mais um dia por conta propria na cidade, eu sabia que teria uma missão pela frente: encontrar um novo hotel!

Sabia que pagar por conta propria uma diaria no Phoenicia estava fora de cogitação, mas por outro lado Beirute é uma cidade onde as opções baratas, porém com qualidade, são limitaddissimas.

Mas como seria apenas uma noite, e ia passar o dia todo passeando e conhecendo outras partes do pais, resolvi eliminar todas as frescuras e reservar direto a opção mais barata que achei no Booking.com.

Ainda assim, 60 dolares por uma noite, num quarto de ocupação por apenas 1 pessoa nao eh exatamente das opções mais baratas. Cheguei a pensar num albergue, mas como estava viajando com material de trabalho, computador do banco e malona com roupas e sapatos para trabalhar a semana inteira (em vez da malinha de mao ou mochila de costume), achei que seria menos confusão ficar num quarto sozinha.

O Embassy foi uma situação tipica de hotel que não é albergue – na verdade eles alegam ter 3 estrelas! – mas não chega aser hotel… uma mistura de pensão com residencial, mas que cumpriu com todas as minhas exigencias: preço, boa localizaçnao (na rua paralela do Rua Hamra), limpo e com banheiro no quarto. E de quebra ainda tinha ar condicionado/aquecimento, tv a cabo com canais em Ingles e frigobar. Nada mal!

Categorias: Beirute, Libano, Viagens
17
08
Feb
2011
Culinaria Libanesa
Escrito por Adriana Miller

Eu estava empolgadissima de comer a comida Libanesa autentica, e foi uma dos primeiros pedidos que fiz pro pessoal do escritorio: que me levassem a qualquer lugar onde eu pudesse provar a comida Libanesa de verdade.

Porque ainfal, a comida “Arabe” que comemos no Brasil, nada mais é doque a comida tradicional do Libano:

Mezze

Na verdade, a culinaria tradicional no lado leste do mediterraneo é toda bem parecida… Turquia, Libano, Siria, Grecia… então é dificil estabelecer quem foi o inventor de cada prato ou tradição, mas foram os Libaneses e Sirios que ajudaram a espalhar esses pretos pelo mundo!

Pão "Arabe"

A melhor maneira de apreciar a culinaria é atravez dos “Mezzes” que são as pequenas porções de cada tipo de prato, e que juntos compoem a mesa Libanesa – como se fosse uma rodada de Tapas do Oriente Medio!

Entre as mais comuns, no Libano e no mundo, são: Tabbouleh, Kibbeh, Kafta, Humus, Baba Ghanouj, Sfiha…

E para sobremesa, Baklava, nozes, Tâmaras e frutos secos.

Sobremesas feitas de nozes

A grafia pode parecer diferente, mas tenho certeza que você já provou todos esses pratos!

Então o restaurante que me levaram pra conhecer, e que supostamente é o melhor restairante de comida Libanesa de Beirute é o “Karam Beirut” (e que inclusive já se espalhou pra Dubai e Abu Dhabi), e que fica bem no centro da cidade, numa das ruas paralelas da Place D’Etoile.

Karam Beirut

Mas oque não faltam snao opções para se comer bem e barato em Beirute, com opções para todos os gostos e bolsos.

Uma das melhores opções é a area do distrito central e a area do Souk.

Balthazar

No Souk as duas opções que eu provei foi o moderno Balthazar, com seu cardapio internacional e decoração colorida e o Signature, que na verdade é um supermercado, mas que tambem é uma delicatessen e com opções de mini restaurantes, como se fosse uma praça de alimentação dentro do supermercado.

Signature

As opções que variam entre Sushi, saladas, sanduiches feito na hora e pratos tradicionais Libaneses e Arabes – otima opções pra quem não quer interromper o passeio pra parar e comer.

Categorias: Beirute, Libano, Viagens
13
08
Feb
2011
Beirute ao vivo no Viaje na Viagem
Escrito por Adriana Miller

Quando finalmente voltei a Londres no domingo, resolvi dar minha voltinha de sempre nos blogs preferidos… E pra minha surpresa, me deparei com um post sobre minha blogagem “ao vivo” em Beirute no Viaje na Viagem, do comandante Riq Freire!

O VnV nao soh eh o melhor e mais completo blog de viagens de lingua Portuguesa, como tambem eh uma verdadeira comunidade, e o Ricardo conseguiu dar um novo significado a expressao “midia social” – nas paginas e nas caixas de comentarios do VnV rola toda uma convivencia familiar entre os “trips”, que se conhecem, ajudam e – obviamente – conversam sobre nosso vicio em comum: viajar!

Entao ver meu blog e meus posts tendo reconhecimento da “comunidade” eh de uma felicidade enorme! E se tivesse a oportunidade, roubaria o emprego dele sem pestanejar! :-)

Categorias: Beirute, Blog, Libano, Midia, Viagens
1
07
Feb
2011
Beirute
Escrito por Adriana Miller

A grande maioria dos guias e sites que sequer mencionam Beirute, descrevem a cidade como a “Paris do Oriente Medio”. Então já vou começar o post dizendo que discordo.

Realmente Beirute foi a cidade mais “Europeia” que já conheci no Oriente, e na verdade me lembrou demais cidades do sul da Italia ou Espanha, com toda su arquitetura Mediterranea, seu espirito festeiro de quem não se preocupa demais com os problemas pois sabe que no final tudo dá certo.

Beirute esta de volta no mapa

De Paris mesmo, não vi nada. Mas na verdade eu discordo da comparação, simplesmente porque geralmente discordo com comparações em geral. A gente sempre ouve falar na “Paris do Leste”, ” A Veneza do Norte”, a ” Nova Iorque da Asia” e outras comparações do tipo. Mas eu acho que cada cidade tem seus proprios méritos, e ninguem deveria ter que viver a sombra de outra grande cidade.

Não que uma comparação com Paris não seja um grande elogio, mas Beirute é Beirute, e merece ter seu brilho proprio e ser admirada pelo que tem a oferecer e pelo que é, e quem sabe um dia não ouviremos falar por ai sobre a “Beirute do Norte” ou a “Beirute da Asia” ou algo parecido…

As montanhas nevadas vistas do "calçadão" da praia

Afinal são poucas as cidades do mundo (se é que existe alguma outra) onde voce pode caminhar na praia enquanto admira as montanhas nevadas e as estações de esqui. Onde o maior e mais caro relogio Rolex do mundo faz parte da mesma historia de uma praça que foi interamente destruida por bombardeios, e ruinas Romanas, ruinas Fenícias, igrejas catolicas, ortodoxas e mesquitas dividem o mesmo quilometro quadrado!

Place D'Etoile e o Rolex gigante

Mesquita Mohammed Al-Amin

A verdade é que a cidade é relativamente pequena, e de facil locomoção, mas ainda esta aos poucos tentando se reerguer depois de quase 3 decadas de guerras sangrentas e destruidoras.

O Rolex original de fabricação Suiça é de 1897

O centro historico já foi inteiramente reconstruido, e hoje em dia é uma região interamente peatonal, e tanto o governo quanto a população fieram questão (e morrem de orgulho) de não ter caido no erro de seus vizinhos do Golfo e ter reconstruido uma cidade que cresce “pra cima”, coberta de vidros, neons e arquitetura arrojada. Então a Beirute de hoje é exatamente igual a Beirute de antigamente, só que melhorada.

O centro historico reconstruido

Os predios mantiveram suas fachadas originais, com janelas de estilo Arabe e pedras em tons terrosos, mas ganharam interiores modernos e garagem subterranea.

A area hoje em dia é cercada pelos melhores restaurantes da cidade, e ruas que se iluminam e recebem visitantes e locais até as altas horas da madrugada.

Os bares e restaurante da Place D'Etoile a noite

E ao bom estilo Libanes, até mesmo a guerra pode trazer algum salto positivo, como as recen descobertas ruinas de um “banheiro” publico Romano, com todo seu sistema de circulação e aquecimento de agua; e um mercado Fenicio com arcos, caves e colunas milenares.

Ruinas Romanas

Vestigios de uma ciade Fenícia

Ainda ali no centro esta o Souk – que do original sobrou apenas uma pequena cupula e alguns pedaços de mosaico arabe no chao.

Os Mosaicos que sobraram do mercado original

Mas sua reconstrução não trouxe shoppings gigantescos, e sim uma versão moderna de um Souk Arabe, que reflete o estilo de vida do seculo 21. O Souk ainda é divido em “especialidades” como o Souk de joias, o Souke de comidas, etc, mas em vez dos esterotipos que esperariamos ver brigando por clientes nas ruas de Instambul ou do Cairo, na verdade vemos lojas que variam da Zara e H&M a Armani e Hermes.

O novo Souk é a melhor area de compras e restaurantes da cidade

E a poucos passos esta o Mediterraneo, com seus 4 quilometros de “Corniche” que bordeia a cidade num calçadão que começa na Marina e segue até a “Pigeon Rock” (“Rocha dos pombos”), onde estão concentrados os hoteis de luxo, os apartamentos de frente rpo mar da elite, o calçadão, os pescadores, e claro, a vista das montanhas nevadas!

Corniche

As montanhas na beira da praia

Pescadores

Pigeon Rock

A area surpresa da cidade é o bairro Hamra, e principalmente a rua Hamra – que é o bairro dos artistas, estudantes e mochileiros. Muitas lojinhas, cafes, restaurantes, agencias de viagem, albergues e hoteis baratinhos – o paraiso dos mochileiros e dos que procuram uma experiencia mais “autentica” e “caotica” em Beirute.

Rue Hamra

Mas oque eu achei mais interessante na cidade foi justamente o contraste da prosperidade do Oriente Medio com as marcas da destruição da guerra, que querendo ou não, estão por todos os cantos da cidade, e não dá pra evitar.

Oque sobrou do antigo Holiday Inn

Um dos principais “monumentos” a guerra é oque sobrou do hotel Holiday Inn (que fica exatamente atras ao Phoenicia, e era a vista da minha janela todas as manhas) – o hotel era recem inaugurado quando a guerra civil começou em 1975. Por ser o predio mais alto da cidade na epoca, acabou sendo ocupado pelo exercito e seus atiradores de elite usavam as varandas dos quartos de hospedes pra mirar e atacar os inimigos.

As marcas da guerra

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Inimigos esses que por sua vez sabiam que os atiradores estavam ali – entao o predio foi alvo de incontaveis bombardeios, tiroteiros, incendios e toda sorte de artimanhas de guerra. Porem, por causa de sua construição de primeira linha e estrutura anti-terremoto, a estrutura do predio nunca foi abalada, e o esquelo do Holiday Inn continua lá, nem nunca ter sido recuperado, reconstruido nem destruido, cumprindo seu papel de “lembrete” da destruicnao da guerra, e assim quem sabe a nova geração de Libaneses não conseguem evitar que isso aconteça novamente?

Categorias: Beirute, Libano, Viagens
16
05
Feb
2011
Hotel Phoenicia Beirute
Escrito por Adriana Miller

Quando eu comecei a tratar dos detalhes praticos da viagem ao Libano, o sistema de viagens corporativas do banco me dava duas unicas opções de hospedagem. Instintivamente eu escolhi o mais barato, e mal sabia eu que estava prestes a me hospedar num dos pontos mais tradicionais do Libano, um hotel iconico cheio de historias do auge do glamour da Beirute dos anos 60 e historias sangrentas das diversas guerras nos anos 70/80 e 90.

A historia do hotel reflete a historia da cidade e do pais.

O Hotel Phoenicia foi construido no inicio da decada de 60 e representava tudo de melhor que o mediterraneo tinha pra oferecer. Foi um dos edificios que garantiu a Beirute o titulo de “Paris do Oriente Medio”.

Porem, durante a guerra civil o hotel foi usado como epicentro de bombardeamentos e atiradores de elite usavam sua posiçnao estrategica pra atacar os inimigos – o hotel dos fundos, ainda esta aos pedaços e hj em dia virou um “monumento” da guerra.

Logo depois do fim da guerra o Phoenicia foi reconstruido, e em 2005, foi mais uma vez danificado quando o então Pirmeiro Ministro Rafic Hariri foi assasinado na porta do hotel por um carro bomba.

Hoje em dia o hotel foi comprado pela rede Intercontinental e já retomou inteiramente seu posto de icone numero 1 de Beirute, usado como referencia para o “renascimento” da cidade para o mundo. (e claro, segurança redobrada nas ruas em volta não faz mal a ninguem!).

O hotel realmente é lindo, o serviço impecavel com “old glamour” em todos os cantos, além da situaçnao ultra privilegiada na cidade – a poucos passos da marina e da Corniche (orla de Beirute) e a 10 minutos (a pé!) do centro historico e financeiro.

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